terça-feira, junho 23, 2026

Autor: Redação

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Chuvas frequentes beneficiam o desenvolvimento da safra de soja 25/26 em Roraima, aponta Inmet


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Foto: Freepik

O cultivo de soja em Roraima possui um calendário agrícola diferente do restante do Brasil, coincidindo com o período chuvoso da região, o que favorece maior estabilidade produtiva das lavouras. O zoneamento agrícola no estado teve início no fim de março e segue até meados de junho, período considerado ideal para a semeadura devido à regularidade das chuvas.

Na safra de 2026, o cenário tem sido positivo para os produtores. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), desde o início da janela recomendada de plantio, Roraima tem registrado chuvas frequentes e, em alguns períodos, acumulados expressivos, favorecendo a emergência das plantas e o bom estabelecimento das lavouras.

De acordo com análises do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro), as perdas registradas até o momento são reduzidas. O bom desempenho está relacionado à distribuição equilibrada das chuvas, à ausência de deficiência hídrica e às temperaturas adequadas ao desenvolvimento da cultura.

O monitoramento climático realizado na região de Alto Alegre (RR) utilizou indicadores como precipitação, evapotranspiração e balanço hídrico do solo para avaliar os impactos das condições meteorológicas sobre a produtividade da soja.

Nas próximas semanas, as lavouras entrarão em fases de maior demanda hídrica, tornando a manutenção das chuvas essencial para garantir o potencial produtivo. Em Roraima, a estação chuvosa é influenciada principalmente pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), responsável por chuvas intensas e persistentes entre abril e agosto.

Climatologicamente, junho e julho representam o pico do período chuvoso no estado, com volumes frequentemente superiores a 250 milímetros. Quando bem distribuídas, essas precipitações atendem adequadamente às necessidades hídricas da soja ao longo do ciclo produtivo.

Entretanto, a partir de agosto, o deslocamento sazonal da ZCIT reduz gradualmente os volumes de chuva, elevando o risco de déficit hídrico, especialmente em áreas de plantio tardio.

Atenção para o El Niño

Especialistas também alertam para os possíveis impactos do El Niño. O aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial altera a circulação atmosférica tropical, podendo reduzir e desregular as chuvas no norte da Amazônia, antecipando o fim da estação chuvosa e aumentando o risco de secas severas.

Segundo previsão climática elaborada pelo Inmet, pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o período entre junho e agosto pode registrar volumes de chuva até 50 milímetros abaixo da média em Roraima, aumentando o risco climático para a soja justamente nas fases de maior exigência hídrica da cultura.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do monitoramento contínuo das condições meteorológicas para auxiliar o planejamento das operações no campo, reduzir riscos e apoiar a tomada de decisão dos produtores.

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Mapa lança campanha nacional de promoção da produção orgânica


Mapa lança campanha nacional de promoção da produção orgânica

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (26), em Brasília, a XXII Campanha Nacional de Promoção do Produto Orgânico 2026. Com o tema “Saúde no Campo e na Mesa”, a iniciativa busca ampliar a divulgação da produção orgânica e agroecológica e reforçar a articulação entre governo federal, sociedade civil e redes de produtores. O lançamento reuniu autoridades, representantes institucionais e agricultores ligados ao segmento.

Segundo o Mapa, a campanha de 2026 tem como foco conscientizar a sociedade sobre os sistemas orgânicos de produção, valorizar agricultores do setor, incentivar o consumo de alimentos produzidos sob esse modelo e ampliar a integração entre órgãos públicos e instâncias participativas.

Durante o evento, o secretário adjunto de Desenvolvimento Rural do Mapa, João Crescêncio, afirmou que a campanha está associada à promoção de práticas agrícolas sustentáveis e à preservação de recursos como solo, água e biodiversidade. Já a diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária da Secretaria de Defesa Agropecuária, Judi Nóbrega, disse que a articulação institucional também busca fortalecer fiscalização e mecanismos de controle da produção orgânica.

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Atualmente, a pauta da produção orgânica no ministério está dividida em duas frentes. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) atua nas ações de fiscalização, enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) responde pelo fomento e pela promoção da produção orgânica e agroecológica.

A edição de 2026 também foi apresentada como instrumento de apoio à implementação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). Representantes da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) e da Comissão Nacional da Produção Orgânica defenderam a atualização de instrumentos normativos e a continuidade das políticas para o segmento.

No evento, produtores relataram avanços na organização local da atividade. Um dos casos citados foi o de uma Organização de Controle Social (OCS) do Amapá, declarada em 2023, além da entrega de cadastros a produtores da OCS Pitaia Luz, do Distrito Federal. O material divulgado pelo ministério, no entanto, não informou metas quantitativas, orçamento ou prazos operacionais da campanha.

Para o setor, a campanha reforça o ambiente institucional da produção orgânica, mas os efeitos práticos sobre expansão da oferta, certificação e comercialização dependerão da execução das políticas públicas, da atualização regulatória e do alcance das ações de fiscalização e fomento já em curso.

Fonte: gov.br

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Votação de renegociação de dívidas rurais pode ser concluída até quinta-feira


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

A votação do projeto de renegociação das dívidas rurais pode ser concluída até esta quinta-feira (28), segundo afirmou nesta terça-feira (26), em Brasília, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS). De acordo com ele, a proposta será viabilizada com recursos próprios, sem uso de fundos que haviam sido discutidos anteriormente. O texto em negociação deve consolidar um acordo entre Executivo e Legislativo.

Segundo Pimenta, a intenção é votar o relatório do senador Renan Calheiros na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e, na sequência, buscar a análise do plenário da Câmara dos Deputados. A articulação, conforme declarou, envolve tratativas com a presidência da Casa para acelerar a tramitação.

O ponto central da proposta é a criação de uma nova condição de pagamento para produtores rurais enquadrados nos critérios que ainda estão em definição. Pelas linhas em debate, o desenho considera dois anos de carência e prazo de 10 anos para pagamento. Também está em discussão um escalonamento das taxas de juros conforme o porte do produtor, com diferenciação entre pequenos, médios e grandes.

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O valor total de recursos necessários para a renegociação ainda não foi fechado. Pimenta afirmou que o montante será calculado após a definição dos critérios de acesso ao benefício. Segundo ele, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, teria informado a parlamentares que o valor mobilizado será o necessário para atender às operações enquadradas.

A ausência de um número consolidado impede, neste momento, mensurar o alcance financeiro da medida e o universo total de contratos que poderão ser renegociados. Ainda assim, o avanço do texto é acompanhado pelo setor por envolver passivos rurais e condições de crédito em um momento em que custo financeiro, prazo e liquidez seguem no centro das decisões de produtores e agentes da cadeia agropecuária.

A definição final dos critérios, do custo fiscal e das taxas aplicáveis será decisiva para dimensionar o efeito prático da proposta sobre os produtores rurais. Até a conclusão da votação, não há base oficial suficiente para estimar o volume total da renegociação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CCGL amplia terminal em Rio Grande com investimento de R$ 680 milhões


Arco Norte amplia peso na exportação de grãos e na entrada de fertilizantes

A Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) mantém em execução obras de ampliação no Terminal Marítimo Luiz Fogliatto (Termasa), no Porto de Rio Grande, com investimento de R$ 680 milhões. Nesta terça-feira (26), o terminal recebeu visita do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena. Segundo as informações divulgadas, a estrutura passará a operar com capacidade de 6 mil toneladas por hora.

De acordo com a CCGL, as unidades logísticas da cooperativa respondem atualmente por 52% dos graneis vegetais exportados pelo Rio Grande do Sul a partir de Rio Grande. Além do Termasa, a empresa também opera o Terminal Graneleiro (Tergrasa).

A ampliação ocorre em fase de obras civis e envolve modernização de equipamentos e aumento da capacidade de carregamento. Segundo o vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Jr., a mudança estrutural busca elevar a competitividade do terminal no mercado de exportação de graneis vegetais. Ele afirmou que a nova configuração poderá ampliar a participação de Rio Grande nos embarques de soja, farelo de soja e outros produtos.

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Do ponto de vista técnico, o avanço da capacidade portuária tem relação direta com o escoamento da produção agropecuária. Terminais com maior ritmo de embarque tendem a reduzir tempo de operação dos navios, melhorar a previsibilidade logística e dar mais fluidez ao envio de cargas ao mercado externo. Esse fator é relevante para cooperativas, tradings, agroindústrias e produtores vinculados às cadeias exportadoras.

A comitiva também visitou a Refinaria de Petróleo Riograndense, que desenvolve projeto para conversão em biorrefinaria. Segundo as informações apresentadas, a unidade pretende deixar a produção de combustíveis fósseis para focar produtos 100% renováveis. O material divulgado, no entanto, não detalha cronograma, capacidade prevista nem matérias-primas que serão utilizadas no novo modelo.

Com a ampliação do terminal, o Porto de Rio Grande reforça sua posição na logística de exportação de graneis vegetais do Sul do país. Os efeitos práticos sobre custos, fluxo de embarques e competitividade dependerão da conclusão das obras, da entrada em operação dos novos equipamentos e das condições de demanda no mercado internacional.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Fim da escala 6×1 deve aumentar os custos de produção para o agro, alerta economista


Reprodução Canal Rural

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial vem gerando preocupação entre economistas e representantes do setor produtivo, especialmente do agronegócio. Especialistas alertam para impactos sobre custos trabalhistas, produtividade e operações que dependem de escalas contínuas no campo.

O economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), César Bergo, afirmou que a mudança pode pressionar empresas que utilizam mão de obra intensiva, como saúde, construção civil, segurança e agroindústria.

Segundo ele, a redução da jornada sem diminuição salarial tende a aumentar custos trabalhistas e despesas com horas extras, além de exigir renegociações coletivas em diversos setores.

“Pensa-se que vai ter mais contratação, mas isso não é tão simples. Sem redução de impostos e mantendo salários, haverá aumento de custos para as empresas”, afirmou o economista.

No agronegócio, representantes do setor defendem que o texto precisa considerar as particularidades do trabalho rural.

Para a diretora executiva da Sociedade Rural Brasileira, Patrícia Arantes, algumas atividades do campo seguem ritmos definidos por fatores biológicos, climáticos e logísticos, o que dificulta a adoção de regras padronizadas.

Ela citou como exemplo a pecuária leiteira, em que as ordenhas precisam ocorrer em horários específicos para preservar a saúde animal, além dos frigoríficos, que operam majoritariamente no modelo 12×36.

“Uma emenda constitucional sem diferenciação setorial pode criar conflitos jurídicos e inviabilizar operações importantes para o abastecimento e exportação”, afirmou.

Segundo Patrícia, concorrentes do Brasil no mercado agropecuário, como Estados Unidos e Austrália, possuem regras específicas para o trabalho rural e adotam modelos mais flexíveis de jornada.

Setor produtivo pressiona Senado

Com o avanço da proposta na Câmara dos Deputados, representantes de setores produtivos passaram a concentrar articulações no Senado Federal.

Empresários e entidades devem se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar ampliar o prazo de adaptação previsto na PEC.

A articulação é liderada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf.

O setor considera insuficiente o prazo inicial de 60 dias para início da redução da jornada e defende uma implementação mais gradual.

Proposta avança na Câmara

O relator da proposta, Leo Prates, apresentou parecer favorável à PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece o fim da escala 6×1, garantindo dois dias de descanso por semana sem redução salarial.

A votação na comissão especial da Câmara foi adiada após pedido de vista do deputado Maurício Marcon, mas deve ocorrer nesta quarta-feira (27).

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a proposta prevê uma transição de um ano. O texto estabelece redução inicial de duas horas semanais 60 dias após a promulgação da PEC e outras duas horas após 12 meses.

Para entrar em vigor, a PEC ainda precisará ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara, com pelo menos 308 votos favoráveis. Depois, seguirá para o Senado, onde dependerá de aprovação em dois turnos por ao menos 49 senadores.

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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor rural pode ter CAD/PRO suspenso por nota fiscal antiga sem baixa, alerta Sistema FAEP


Desde janeiro deste ano, a emissão de notas fiscais por produtores rurais no Paraná passou a ser feita exclusivamente de forma eletrônica. O antigo “talão do produtor”, utilizado em papel, deixou de valer, sendo substituído pela Nota Fiscal de Produtor eletrônica (NFP-e). A mudança modernizou o sistema, mas também trouxe uma exigência: a necessidade de dar baixa nos documentos fiscais emitidos em papel junto à prefeitura.

Sem essa regularização, o Cadastro de Produtores Rurais (CAD/PRO) pode ser suspenso pela Receita Estadual, impedindo a emissão de notas fiscais eletrônicas e, consequentemente, interrompendo atividades essenciais da propriedade. Na prática, isso impossibilita a comercialização da produção, o transporte de animais, a emissão de comprovantes fiscais e a realização de operações comerciais que dependam da documentação regular.

Diante deste cenário, a recomendação do Sistema FAEP é que produtores que emitiram nota fiscal em papel até dezembro de 2025 procurem imediatamente a prefeitura e/ou o sindicato rural local para verificar se há pendências e evitar a suspensão do cadastro.

“Os nossos sindicatos rurais estão aptos para orientar o agricultor sobre como apresentar esses documentos fiscais em papel e, na ausência deles, como proceder com boletim de ocorrência em caso de perda ou roubo da documentação”, explica o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Em caso de cancelamento automático, a situação pode ser revertida. O produtor deve solicitar a reativação do CAD/PRO junto ao Poder Municipal local, que encaminha o pedido à Receita Estadual. A documentação varia conforme o perfil do produtor. Proprietários ou arrendatários devem apresentar o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) atualizado de 2025. No caso de assentados, é necessário apresentar o espelho atualizado do assentamento. Já posseiros recebem orientação específica da prefeitura.

“A Receita tem sido rápida. Em até 15 dias o produtor consegue voltar a emitir nota eletrônica, comprar e vender normalmente”, explica Meneguette.

Em Rio Bonito do Iguaçu, a suspensão em massa surpreendeu produtores e a própria administração municipal. A assistente administrativa do setor de Bloco de Produtor da Prefeitura, Angela Conrado Machado, afirma que o cancelamento atingiu documentos emitidos em períodos distintos.No total, 1.035 produtores rurais de Rio Bonito do Iguaçu, extensão de base do Sindicato Rural de Laranjeiras do Sul, tiveram o cadastro suspenso. “Foi uma surpresa. A Receita cancelou nossos blocos nos dias 6 e 7 de maio. Geralmente isso ocorre com notas antigas, de 2022, 2023 e 2024, que a Receita vai organizando e limpando. Mas, nesse caso, teve produtor com nota do ano passado que teve a inscrição cancelada”, relata.

Para evitar esse tipo de situação, o Sistema FAEP reforça que os sindicatos rurais do Paraná estão aptos a orientar agricultores e pecuaristas sobre a baixa das antigas notas fiscais e os procedimentos para regularização cadastral. “Nossa equipe técnica está preparada para esclarecer dúvidas e auxiliar na regularização dos cadastros, evitando que o produtor descubra o problema apenas no momento em que precisar emitir um documento ou movimentar a produção”, conclui o presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette.





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Estudo da UFF aponta instabilidade em 25% da zona costeira no norte fluminense


Estudo da UFF aponta instabilidade em 25% da zona costeira no norte fluminense

Uma pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), publicada nesta segunda-feira (26), identificou que mais de 25% das terras da faixa costeira entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, no norte fluminense, estão em situação instável. O levantamento avaliou cerca de 22 mil km² entre 1984 e 2024 com base em imagens de satélite, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica. Segundo o estudo, a degradação está associada ao desmatamento, à pecuária, ao cultivo de café e à expansão urbana.

O Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro mapeou 2.460,85 km² de áreas degradadas. Desse total, 1.916 km² foram classificados como zonas instáveis e de alta prioridade para recuperação ambiental. As análises abrangeram municípios entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, além de Cachoeiras de Macacu, Maricá, Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.

Segundo Mohammad Al Abed, professor visitante da UFF e autor da pesquisa, a degradação em encostas íngremes eleva o risco de deslizamentos e intensifica o escoamento superficial da água da chuva. O estudo indica que, entre Maricá e Búzios, o avanço da degradação foi ligado à expansão agrícola e ao crescimento urbano acelerado.

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Na Costa Verde, os pesquisadores registraram erosão em sulcos próxima de áreas urbanas e instabilidade do solo associada ao turismo e à abertura de estradas. No período analisado, a urbanização da região cresceu 254%. O levantamento também apontou perda de 16,3% das áreas de restinga e de 47,8% das áreas úmidas.

Em Maricá, 5,88% das áreas degradadas foram relacionadas a incêndios e à substituição da vegetação nativa por pastagens. De acordo com o estudo, o fogo respondeu por 26% da perda de cobertura arbórea no município entre 2001 e 2023.

Para o setor agropecuário, o diagnóstico indica pressão sobre a conservação do solo, aumento do risco em áreas produtivas e possível impacto sobre estradas, dutos e moradias em regiões rurais e periurbanas. O relatório não apresenta estimativa financeira das perdas produtivas.

A pesquisa aponta que chuvas intensas e prolongadas ampliam a suscetibilidade dos solos à erosão, sobretudo onde houve retirada da vegetação. Com base nesse diagnóstico, a prioridade técnica recai sobre ações de recuperação ambiental e manejo do uso do solo nas áreas já classificadas como instáveis. Sem detalhamento adicional do cronograma de resposta pública, o estudo delimita o risco, mas não informa prazos para eventuais intervenções.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Exportação de soja cresce em volume, mas receita cambial recua


A exportação de soja em grão pelo Brasil apresentou um aumento de 10% no volume, alcançando 56 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, em comparação com 51 milhões no mesmo período do ano anterior. No entanto, a receita cambial gerada por essas exportações recuou, impactada pela desvalorização do dólar em relação ao real.

Dados da exportação

  • Volume exportado: 56 milhões de toneladas em 2026
  • Comparação com 2025: 51 milhões de toneladas
  • Crescimento em volume: 10%

Receita cambial

  • Receita em 2026: 23 bilhões de dólares
  • Receita em 2025: 20 bilhões de dólares
  • Impacto do câmbio: desvalorização do dólar frente ao real

Fatores que influenciam o mercado

  • Demanda crescente por soja brasileira devido a conflitos geopolíticos
  • Uso da soja para consumo animal, humano e produção de biodiesel
  • Estoque mundial de soja em alta, mas demanda brasileira se mantém forte

Os produtores rurais têm enfrentado desafios, pois, apesar do aumento no volume de exportação, a rentabilidade não tem acompanhado o crescimento, devido a fatores como oferta e demanda, preços e câmbio. A situação exige que os produtores façam contas para equilibrar custos e rentabilidade.

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Fim da escala 6×1 avança no Congresso, mas votação é adiada


A proposta que visa o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais está em debate no Congresso Nacional. O relator da matéria, deputado Léo Prates, apresentou parecer favorável ao projeto, mas um pedido de vista adiou a votação, gerando incertezas sobre seus impactos econômicos e sociais.

Pedido de vista e nova data de votação

O pedido de vista foi apresentado pelo deputado Maurício Marcon, do PL do Rio Grande do Sul. Segundo o presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana, a votação foi remarcada para amanhã, dia 27, às 10 horas da manhã. Além disso, uma audiência pública está programada para ouvir movimentos sociais sobre a proposta.

Requisitos para aprovação da proposta

A proposta precisa passar por aprovação nos plenários da Câmara e do Senado. Para ser aprovada, são necessários pelo menos 308 votos no plenário da Câmara em dois turnos e 49 votos no Senado. O deputado Hugo Mota, presidente da Câmara, já demonstrou intenção de levar o texto ao plenário até quinta-feira, dia 28.

Pontos inegociáveis da proposta

  • Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
  • Garantia de dois dias de folga por semana
  • Manutenção dos salários sem redução

O relator, Léo Prates, destacou que a transição para a nova jornada se dará em um ano, com a redução de duas horas após a promulgação da PEC.

Impactos e reações do setor produtivo

Especialistas alertam para os impactos da proposta, especialmente em setores que utilizam intensivamente mão de obra, como saúde e construção civil. O economista César Bergo, da UnB, enfatizou que a proposta pode gerar dificuldades para as empresas, já que não há redução de custos trabalhistas.

Reuniões com representantes do setor

Representantes de diversos setores produtivos se reunirão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a proposta e tentar ampliar o prazo de implementação da medida, que é considerado insuficiente para adaptação.

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Previsão de chuva para o Sul e Sudeste do Brasil nesta terça-feira


Nesta terça-feira, 27 de maio, a previsão indica a ocorrência de chuvas em áreas do Sul e Sudeste do Brasil. As instabilidades meteorológicas devem avançar para o oceano a partir de quarta-feira, resultando em um tempo mais firme e seco nas regiões afetadas.

Condições meteorológicas

O fenômeno conhecido como cavado meteorológico, que puxa a umidade do solo, está gerando condições para chuvas e temporais. As áreas mais afetadas incluem:

  • Centro-norte do Rio Grande do Sul
  • Estado do Paraná

A partir de quarta-feira, espera-se que o tempo comece a firmar, especialmente na região Sul, do Rio Grande do Sul até o centro-norte do Pará.

Previsão para São João do Triunfo

Em São João do Triunfo, no Paraná, importante produtor de tabaco, a previsão é de chuvas nesta terça-feira, com temperaturas variando entre 15°C e 21°C. A expectativa é de que as chuvas retornem a partir do final de semana.

Temperaturas em outras regiões

Confira as temperaturas previstas para algumas cidades:

  • Ponta Grossa (PR): mínima de 15°C, máxima de 21°C, com chance de chuvas
  • Juiz de Fora (MG): mínima de 17°C, máxima de 23°C, tempo mais firme
  • Manaus (AM): mínima de 24°C, máxima de 30°C, com condição para chuva

Entre 27 de maio e 31 de maio, a faixa central do país deve apresentar um fechamento do mês mais seco. Contudo, as chuvas devem retornar entre 1 e 5 de junho, afetando especialmente a região Sul e o Paraná.

Expectativas futuras

Entre 6 e 10 de junho, o tempo deve se firmar novamente, especialmente nas áreas do Centro-Norte de Minas e no Nordeste. As máximas de temperatura previstas para hoje incluem:

  • Rio Grande do Sul: máxima de 18°C
  • São Paulo: máxima de 31°C
  • Bahia: máxima de 30°C
  • Mato Grosso: máxima de 32°C

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