terça-feira, junho 16, 2026

Autor: Redação

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El Niño deve voltar em junho e aumentar risco de extremos climáticos no Brasil


O fenômeno El Niño deve voltar a influenciar o clima no Brasil já no início de junho e pode aumentar o risco de eventos extremos nos próximos meses, segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Segundo Müller, os modelos climáticos indicam a formação do fenômeno entre o fim de maio e o começo de junho, com atuação prevista até fevereiro de 2027. A expectativa é de intensificação do El Niño entre a primavera e o verão, elevando a probabilidade de um episódio considerado forte.

Chuvas acima da média devem beneficiar milho safrinha

Para junho, a previsão aponta chuvas acima da média na região Sul e avançando para áreas do Brasil Central, Rondônia e parte do Sudeste. De acordo com o meteorologista, esse cenário pode favorecer principalmente as lavouras de milho segunda safra que ainda estão em fase de desenvolvimento.

Apesar disso, a região Norte e parte do Nordeste devem enfrentar volumes abaixo da média. O alerta vale principalmente para o norte do Pará, Roraima e norte do Amazonas, além da faixa litorânea nordestina, onde as ondas de leste devem manter chuva irregular nas próximas semanas.

Centro-Sul pode enfrentar excesso de chuva no segundo semestre

A tendência para julho mantém o padrão de chuvas acima da média no Centro-Sul do país, enquanto o Norte e parte do Nordeste seguem com precipitações abaixo do normal.

Já para setembro e outubro, período considerado decisivo para o início da semeadura da safra 2026/27, os modelos indicam excesso de chuva na região Sul, principalmente no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Por outro lado, áreas do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Matopiba devem enfrentar atraso no retorno das chuvas, o que pode comprometer o calendário de plantio da próxima safra.

Calor e baixa umidade aumentam risco de incêndios

Além da irregularidade das chuvas,Müller alerta para temperaturas acima da média no Centro-Oeste e Sudeste ao longo dos próximos meses.

O cenário deve elevar o risco de queimadas e focos de incêndio, principalmente entre junho e outubro. Segundo o meteorologista, ondas de calor mais intensas podem dificultar a regularização das chuvas no início da primavera.

Nova onda de frio pode provocar geadas em junho

Apesar do calor previsto para boa parte do país, o avanço de massas de ar frio também segue no radar. A primeira semana de junho pode registrar a segunda onda de frio do ano, com temperaturas próximas de 0°C no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo.

O cenário aumenta o risco de geadas em áreas produtoras, principalmente sobre lavouras de milho segunda safra.

A friagem também deve atingir Acre, Rondônia e o sul do Amazonas nos próximos dias.

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Produtor rural do Rio Grande do Sul morre em incêndio


Joãozinho Waihrich – Foto: Rádio Uirapuru

O produtor rural João Carlos Waihrich Netto morreu na tarde do último domingo (24) após um incêndio em uma residência em Passo Fundo (RS).

Funcionários da Rio Grande Energia, que passavam pelo local no momento do incêndio, perceberam a fumaça e arrombaram a porta da casa, para socorrer quem estivesse no local.

Joãozinho Waihrich, como era conhecido na cidade, foi socorrido junto da esposa, Marli. Ambos estavam conscientes e em estado estável. O casal foi encaminhado ao hospital pelo Samu após inalar fumaça.

No hospital, João teve uma parada cardíaca e não resistiu. Sua esposa segue internada em estado estável.

João era bem conhecido em Passo Fundo por ser integrante de uma tradicional família de produtores rurais. Ele trabalhou por muitos anos no setor máquinas agrícolas. Além disso, administrou as revendas de veículos e caminhões.

O produtor rural deixa a esposa Marli, dois filhos e uma filha.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Federarroz pede tratamento diferenciado da União para produtores gaúchos


Federarroz pede tratamento diferenciado da União para produtores gaúchos

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) defendeu, nesta segunda-feira (25), a adoção de tratamento diferenciado da União para os produtores rurais gaúchos. Em nota, a entidade afirmou que o setor agrícola do estado enfrenta uma crise marcada por endividamento, custos elevados de produção, dificuldade de acesso ao crédito, juros incompatíveis com a atividade rural, concorrência com produtos importados e perdas causadas por eventos climáticos.

Segundo a federação, os efeitos acumulados nos últimos anos reduziram a capacidade produtiva e comprimiram a renda dos agricultores no Rio Grande do Sul. De acordo com a entidade, o impacto é mais intenso sobre os produtores de arroz, segmento com peso relevante na agropecuária gaúcha e no abastecimento nacional.

O posicionamento foi assinado pelo presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes. Na nota, a entidade sustenta que a realidade do estado difere da observada em outras regiões do país e, por isso, requer medidas específicas por parte do governo federal. Entre os pontos citados estão o passivo financeiro dos produtores, o custo de produção elevado e as restrições de financiamento em um ambiente de juros considerados inadequados para o ciclo da atividade rural.

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A federação também relaciona a pressão competitiva de produtos importados ao cenário enfrentado pelos agricultores gaúchos. Embora a nota não detalhe volumes, preços ou mercados de origem, a menção indica preocupação com a competitividade da produção local em um contexto de margens mais estreitas.

Outro fator apontado pela entidade são as perdas provocadas por eventos climáticos, que vêm afetando a produção agropecuária no estado. O texto divulgado não informa estimativas de prejuízo, área atingida ou impacto por cultura, o que limita uma mensuração mais precisa do alcance econômico do problema.

A Federarroz informou ainda acompanhar a tramitação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê a criação de uma linha especial de financiamento para produtores rurais. Segundo a entidade, a proposta faz parte do conjunto de instrumentos necessários para manter milhares de produtores no campo.

O posicionamento da Federarroz reforça a pressão do setor por medidas de crédito e apoio financeiro ajustadas à situação do Rio Grande do Sul. Sem detalhamento oficial sobre prazos, valores ou condições específicas das medidas defendidas, a evolução do tema dependerá do andamento legislativo e de eventuais decisões do governo federal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Prêmio Fundação Bunge destaca agricultura familiar e resiliência climática


Prêmio Fundação Bunge destaca agricultura familiar e resiliência climática

O Prêmio Fundação Bunge abriu a reta final de inscrições da 71ª edição com dois temas ligados ao setor agropecuário: transferência de tecnologias para a agricultura familiar e produção em cenários de estresse térmico e hídrico. As indicações podem ser feitas até domingo (31) por instituições de ensino e pesquisa. Segundo a entidade, a proposta é reconhecer pesquisas com aplicação prática tanto na produção voltada à exportação quanto no abastecimento interno de alimentos.

Mantida há 71 anos pela Fundação Bunge, a premiação seleciona trabalhos indicados por universidades, institutos tecnológicos e demais instituições públicas de pesquisa. Nesta edição, serão quatro reconhecimentos, dois por tema, divididos entre a categoria Vida e Obra, com prêmio de R$ 200 mil, e a categoria Juventudes, com prêmio de R$ 80 mil para pesquisadores de até 35 anos.

De acordo com a diretora-executiva da Fundação Bunge, Cláudia Calais, a escolha dos temas busca aproximar a produção científica de desafios produtivos concretos. Em declaração divulgada pela entidade, ela afirmou que o foco está em tecnologias com potencial de aplicação na agricultura tropical e em sistemas de produção com menor disponibilidade de água.

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A premiação também aponta para a transferência de conhecimento à agricultura familiar, segmento relevante para o abastecimento alimentar e para a diversificação produtiva em várias regiões do país. Segundo a fundação, a proposta é ampliar pontes entre pesquisa, setor produtivo e indústria de alimentos.

Além do valor financeiro, a instituição informa que oferece acompanhamento posterior para estimular parcerias e a aplicação das tecnologias reconhecidas em outros contextos. O edital completo e o regulamento estão disponíveis no site da Fundação Bunge.

A entidade informou ainda que o prêmio já reconheceu 200 pessoas ao longo de sua história. No recorte mais recente, também houve ampliação do número de pesquisadores premiados fora do eixo Rio-São Paulo, movimento associado à expansão de universidades e centros de pesquisa no interior do país.

Para o setor agropecuário, a edição deste ano concentra atenção em dois pontos técnicos: adaptação da produção às restrições climáticas e difusão de inovação para sistemas familiares. O alcance prático dos projetos selecionados dependerá dos resultados apresentados pelos indicados e da capacidade de transferência dessas soluções para diferentes realidades produtivas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Cotações do milho: safrinha e custos logísticos definirão preços, aponta relatório


Grãos; milho
Foto: Renata Silva/Embrapa

O mercado do milho na Bolsa de Chicago durante a semana foi de pressão, com vislumbres de recuperação em alguns momentos, mas, de forma geral, seguiu defensivo diante da oferta e do avanço da safra dos Estados Unidos.

Já no Brasil, as atenções ficaram voltadas ao clima da safrinha. Estiagem no Centro-Oeste e risco de geadas no Sul mantiveram o mercado sensível, especialmente porque perdas produtivas podem mexer com a disponibilidade regional e com os preços físicos.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta de 1,93% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu na mesma direção, fechando a R$ 67,20 por saca (0,60%) na semana.

E agora, o que esperar?

O boletim Grainsights aponta quatro principais pontos de atenção para o mercado do milho na semana que se inicia:

  • Milho safrinha: a atenção deve permanecer nas projeções climáticas para o milho safrinha. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal para o Centro-Oeste, o que deve fazer com que os estoques de água no solo se reduzam em junho em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. “O mercado estará extremamente atento a essas condições. Qualquer resultado negativo deve ter impacto imediato nas cotações”, diz o documento.
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  • Início da semana: com o mercado volátil devido ao clima e sem a referência de Chicago nesta segunda-feira (25) por conta do feriado estadunidense (Memorial Day – Dia da Memória), a agilidade na tomada de decisões será importante para o produtor. Sem a principal bolsa global operando, o mercado interno tende a trabalhar com menor liquidez e maior sensibilidade ao câmbio, prêmios e movimentações regionais, podendo gerar oscilações pontuais nas indicações de compra.
  • Custos logísticos: seguem no radar do milho, altamente sensível ao transporte rodoviário e ao preço dos combustíveis. O destaque da semana é o Boletim Focus divulgado nesta segunda, que elevou a projeção de inflação para 2026 de 4,92% para 5,04%, somando várias semanas de altas consecutivas. “Com combustíveis pressionando os custos ao longo da cadeia, o mercado pode apresentar oportunidades pontuais tanto para venda do milho disponível quanto para travas futuras, exigindo atenção do produtor aos movimentos de preços e frete”, destaca o Grainsights.
  • Macroeconomia e oportunidades: a macroeconomia brasileira inicia a semana sob o impacto de novas revisões do Boletim Focus. No câmbio, o dólar comercial fechou a sexta-feira em alta, a R$ 5,03, devido a tensões externas e à redução do fluxo de capital estrangeiro no país, muito significativo nas últimas semanas. Diante de margens de lucro mais apertadas pela volatilidade de custos, o produtor precisa agir estrategicamente para proteger sua rentabilidade. É fundamental estar atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, finaliza o relatório.

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5ª edição do leilão Terra Prometida movimenta R$ 133 milhões em genética nelore


A quinta edição do leilão Terra Prometida, realizada em Porto Nacional, Tocantins, movimentou mais de R$ 133 milhões, consolidando-se como um dos maiores eventos de genética nelore do Brasil.

Destaques do evento

  • Venda de prenhes e aspirações de doadoras de elite.
  • Aspiração da Mira Teparonesa negociada em 30 parcelas de R$ 56.000.
  • Aspiração Angelina Five Paranã valorizada em R$ 12,5 milhões.

Impacto no setor

Os organizadores destacam que as negociações reforçam a aposta dos pecuaristas em genética de alta performance, visando aumentar a produtividade e competitividade da pecuária brasileira.

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Exportações de soja do Brasil avançam em comparação ao mesmo período do ano passado


soja no porto de Paranaguá, portos
Foto: APPA

As exportações brasileiras de soja em grão somaram 11,382 milhões de toneladas em maio, considerando 15 dias úteis do mês, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A receita obtida com os embarques alcançou US$ 4,812 bilhões no período.

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A média diária de exportações foi de 758,853 mil toneladas, enquanto a receita média diária ficou em US$ 320,805 milhões. O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 422,70.

Na comparação com maio de 2025, o desempenho mostrou avanço consistente. A receita média diária cresceu 22,5%, puxada pelo aumento do volume embarcado e pela valorização do produto no mercado internacional. O volume médio diário exportado subiu 13%, enquanto o preço médio da tonelada avançou 8,4%.

O resultado reforça o forte ritmo das exportações do agronegócio brasileiro em 2026, com a soja mantendo posição de destaque na pauta exportadora do país.

As informações são da Safras & Mercado.

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Câmara dos Deputados dos EUA aprova gasolina com 15% de etanol


A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou a liberação da gasolina com 15% de etanol, conhecida como E15, durante todo o ano. Essa decisão pode marcar um novo capítulo para o mercado global de biocombustíveis, pois atualmente a venda do E15 é restrita no verão do hemisfério norte, entre junho e setembro, devido a preocupações ambientais relacionadas à volatilidade do combustível.

Impactos da aprovação

Se o projeto for aprovado no Senado e sancionado, o mercado poderá operar sem restrições, permitindo o uso contínuo do etanol ao longo do ano. Essa medida tem o potencial de fortalecer a demanda por etanol, especialmente nos Estados Unidos, que responde por cerca de 52% da produção mundial de etanol de milho em 2024.

Vantagens para o Brasil

  • A decisão dos EUA ocorre em um momento de alta nos preços do petróleo, que variam entre 90 e 100 dólares.
  • O etanol brasileiro, produzido a partir da cana-de-açúcar, é considerado mais sustentável.
  • A Califórnia, por exemplo, já importa etanol do Brasil, o que pode representar uma vantagem estratégica para o país.
  • O aumento da demanda por milho nos EUA pode beneficiar o Brasil como exportador.
  • O Brasil possui potencial agropecuário significativo e pode atender à demanda mundial por biocombustíveis.

Expectativas futuras

A decisão dos Estados Unidos, se consolidada, poderá beneficiar o Brasil no longo prazo, desde que não haja uma elevação excessiva nos custos de produção. O país precisa de um projeto que priorize a agricultura e a redução de custos para se manter competitivo no mercado global.

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AgroNewsPolítica & Agro

Países discutem solução para combustível fóssil e desmatamento ilegal


As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática.

A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima.

Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano.

A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa.

O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs.

Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia. 

“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni.

Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023.

Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril. 

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo.

“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima”, disse o diplomata André Corrêa do Lago.

Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima.

Sobre o chamado “regime climático”, que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas.

A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa.

“O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira.

A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono. 





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Pesquisador da Embrapa entra no Hall da Fama da Citricultura Brasileira


Pesquisador da Embrapa entra no Hall da Fama da Citricultura Brasileira

O engenheiro-agrônomo Walter dos Santos Soares Filho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura e líder do Programa de Melhoramento Genético de Citros da estatal, recebe nesta terça-feira (26), às 9h45, em Cordeirópolis (SP), o Prêmio GConci 2026 – Hall da Fama da Citricultura Brasileira. A homenagem é concedida pelo Grupo de Consultores em Citros (GConci) a profissionais com contribuição de longo prazo ao setor citrícola.

A premiação ocorre na abertura da 51ª Semana da Citricultura, realizada entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis. Segundo o GConci, associação técnica sem fins lucrativos sediada no município, seus integrantes prestam consultoria direta a mais de 40 milhões de plantas cítricas, volume que representa quase 20% da citricultura brasileira.

Walter Soares atua na Embrapa Mandioca e Fruticultura, na Bahia, desde 1976. Doutor em Agronomia, com concentração em Genética e Melhoramento de Plantas, o pesquisador tem trabalho voltado ao desenvolvimento de variedades porta-enxerto com maior eficiência no uso da água, tolerância à seca e à salinidade e resistência ou tolerância a doenças da cultura.

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Esse tipo de pesquisa tem aplicação direta na produção, porque o porta-enxerto interfere no vigor da planta, na adaptação a diferentes ambientes e na resposta do pomar a estresses hídricos e sanitários. Em um cenário de maior pressão climática e fitossanitária, materiais genéticos mais adaptados podem contribuir para reduzir perdas e ampliar a estabilidade produtiva em diferentes regiões citrícolas.

Soares é o quarto pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a receber o prêmio desde 1997. Antes dele, foram homenageados Eduardo Sanches Stuchi, em 2021, Orlando Sampaio Passos, em 2023, e Eduardo Girardi, em 2024, todos ligados à Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Na programação técnica do evento, Walter Soares e Eduardo Girardi participam na quarta-feira (27), às 10h30, da mesa-redonda “Variedades de citros no Brasil”, dentro da sessão sobre tecnologias para implantação de pomares.

A homenagem reforça a centralidade do melhoramento genético para a citricultura, sobretudo em temas como adaptação climática, manejo de doenças e formação de pomares. O conteúdo técnico apresentado durante a Semana da Citricultura deve ampliar o debate sobre materiais mais adequados às condições de produção no país.

Fonte: embrapa.br

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