terça-feira, junho 16, 2026

Autor: Redação

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Mapa lança campanha nacional de promoção da produção orgânica


Mapa lança campanha nacional de promoção da produção orgânica

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (26), em Brasília, a XXII Campanha Nacional de Promoção do Produto Orgânico 2026. Com o tema “Saúde no Campo e na Mesa”, a iniciativa busca ampliar a divulgação da produção orgânica e agroecológica e reforçar a articulação entre governo federal, sociedade civil e redes de produtores. O lançamento reuniu autoridades, representantes institucionais e agricultores ligados ao segmento.

Segundo o Mapa, a campanha de 2026 tem como foco conscientizar a sociedade sobre os sistemas orgânicos de produção, valorizar agricultores do setor, incentivar o consumo de alimentos produzidos sob esse modelo e ampliar a integração entre órgãos públicos e instâncias participativas.

Durante o evento, o secretário adjunto de Desenvolvimento Rural do Mapa, João Crescêncio, afirmou que a campanha está associada à promoção de práticas agrícolas sustentáveis e à preservação de recursos como solo, água e biodiversidade. Já a diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária da Secretaria de Defesa Agropecuária, Judi Nóbrega, disse que a articulação institucional também busca fortalecer fiscalização e mecanismos de controle da produção orgânica.

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Atualmente, a pauta da produção orgânica no ministério está dividida em duas frentes. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) atua nas ações de fiscalização, enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) responde pelo fomento e pela promoção da produção orgânica e agroecológica.

A edição de 2026 também foi apresentada como instrumento de apoio à implementação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). Representantes da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) e da Comissão Nacional da Produção Orgânica defenderam a atualização de instrumentos normativos e a continuidade das políticas para o segmento.

No evento, produtores relataram avanços na organização local da atividade. Um dos casos citados foi o de uma Organização de Controle Social (OCS) do Amapá, declarada em 2023, além da entrega de cadastros a produtores da OCS Pitaia Luz, do Distrito Federal. O material divulgado pelo ministério, no entanto, não informou metas quantitativas, orçamento ou prazos operacionais da campanha.

Para o setor, a campanha reforça o ambiente institucional da produção orgânica, mas os efeitos práticos sobre expansão da oferta, certificação e comercialização dependerão da execução das políticas públicas, da atualização regulatória e do alcance das ações de fiscalização e fomento já em curso.

Fonte: gov.br

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Votação de renegociação de dívidas rurais pode ser concluída até quinta-feira


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

A votação do projeto de renegociação das dívidas rurais pode ser concluída até esta quinta-feira (28), segundo afirmou nesta terça-feira (26), em Brasília, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS). De acordo com ele, a proposta será viabilizada com recursos próprios, sem uso de fundos que haviam sido discutidos anteriormente. O texto em negociação deve consolidar um acordo entre Executivo e Legislativo.

Segundo Pimenta, a intenção é votar o relatório do senador Renan Calheiros na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e, na sequência, buscar a análise do plenário da Câmara dos Deputados. A articulação, conforme declarou, envolve tratativas com a presidência da Casa para acelerar a tramitação.

O ponto central da proposta é a criação de uma nova condição de pagamento para produtores rurais enquadrados nos critérios que ainda estão em definição. Pelas linhas em debate, o desenho considera dois anos de carência e prazo de 10 anos para pagamento. Também está em discussão um escalonamento das taxas de juros conforme o porte do produtor, com diferenciação entre pequenos, médios e grandes.

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O valor total de recursos necessários para a renegociação ainda não foi fechado. Pimenta afirmou que o montante será calculado após a definição dos critérios de acesso ao benefício. Segundo ele, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, teria informado a parlamentares que o valor mobilizado será o necessário para atender às operações enquadradas.

A ausência de um número consolidado impede, neste momento, mensurar o alcance financeiro da medida e o universo total de contratos que poderão ser renegociados. Ainda assim, o avanço do texto é acompanhado pelo setor por envolver passivos rurais e condições de crédito em um momento em que custo financeiro, prazo e liquidez seguem no centro das decisões de produtores e agentes da cadeia agropecuária.

A definição final dos critérios, do custo fiscal e das taxas aplicáveis será decisiva para dimensionar o efeito prático da proposta sobre os produtores rurais. Até a conclusão da votação, não há base oficial suficiente para estimar o volume total da renegociação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CCGL amplia terminal em Rio Grande com investimento de R$ 680 milhões


Arco Norte amplia peso na exportação de grãos e na entrada de fertilizantes

A Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) mantém em execução obras de ampliação no Terminal Marítimo Luiz Fogliatto (Termasa), no Porto de Rio Grande, com investimento de R$ 680 milhões. Nesta terça-feira (26), o terminal recebeu visita do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena. Segundo as informações divulgadas, a estrutura passará a operar com capacidade de 6 mil toneladas por hora.

De acordo com a CCGL, as unidades logísticas da cooperativa respondem atualmente por 52% dos graneis vegetais exportados pelo Rio Grande do Sul a partir de Rio Grande. Além do Termasa, a empresa também opera o Terminal Graneleiro (Tergrasa).

A ampliação ocorre em fase de obras civis e envolve modernização de equipamentos e aumento da capacidade de carregamento. Segundo o vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Jr., a mudança estrutural busca elevar a competitividade do terminal no mercado de exportação de graneis vegetais. Ele afirmou que a nova configuração poderá ampliar a participação de Rio Grande nos embarques de soja, farelo de soja e outros produtos.

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Do ponto de vista técnico, o avanço da capacidade portuária tem relação direta com o escoamento da produção agropecuária. Terminais com maior ritmo de embarque tendem a reduzir tempo de operação dos navios, melhorar a previsibilidade logística e dar mais fluidez ao envio de cargas ao mercado externo. Esse fator é relevante para cooperativas, tradings, agroindústrias e produtores vinculados às cadeias exportadoras.

A comitiva também visitou a Refinaria de Petróleo Riograndense, que desenvolve projeto para conversão em biorrefinaria. Segundo as informações apresentadas, a unidade pretende deixar a produção de combustíveis fósseis para focar produtos 100% renováveis. O material divulgado, no entanto, não detalha cronograma, capacidade prevista nem matérias-primas que serão utilizadas no novo modelo.

Com a ampliação do terminal, o Porto de Rio Grande reforça sua posição na logística de exportação de graneis vegetais do Sul do país. Os efeitos práticos sobre custos, fluxo de embarques e competitividade dependerão da conclusão das obras, da entrada em operação dos novos equipamentos e das condições de demanda no mercado internacional.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Fim da escala 6×1 deve aumentar os custos de produção para o agro, alerta economista


Reprodução Canal Rural

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial vem gerando preocupação entre economistas e representantes do setor produtivo, especialmente do agronegócio. Especialistas alertam para impactos sobre custos trabalhistas, produtividade e operações que dependem de escalas contínuas no campo.

O economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), César Bergo, afirmou que a mudança pode pressionar empresas que utilizam mão de obra intensiva, como saúde, construção civil, segurança e agroindústria.

Segundo ele, a redução da jornada sem diminuição salarial tende a aumentar custos trabalhistas e despesas com horas extras, além de exigir renegociações coletivas em diversos setores.

“Pensa-se que vai ter mais contratação, mas isso não é tão simples. Sem redução de impostos e mantendo salários, haverá aumento de custos para as empresas”, afirmou o economista.

No agronegócio, representantes do setor defendem que o texto precisa considerar as particularidades do trabalho rural.

Para a diretora executiva da Sociedade Rural Brasileira, Patrícia Arantes, algumas atividades do campo seguem ritmos definidos por fatores biológicos, climáticos e logísticos, o que dificulta a adoção de regras padronizadas.

Ela citou como exemplo a pecuária leiteira, em que as ordenhas precisam ocorrer em horários específicos para preservar a saúde animal, além dos frigoríficos, que operam majoritariamente no modelo 12×36.

“Uma emenda constitucional sem diferenciação setorial pode criar conflitos jurídicos e inviabilizar operações importantes para o abastecimento e exportação”, afirmou.

Segundo Patrícia, concorrentes do Brasil no mercado agropecuário, como Estados Unidos e Austrália, possuem regras específicas para o trabalho rural e adotam modelos mais flexíveis de jornada.

Setor produtivo pressiona Senado

Com o avanço da proposta na Câmara dos Deputados, representantes de setores produtivos passaram a concentrar articulações no Senado Federal.

Empresários e entidades devem se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar ampliar o prazo de adaptação previsto na PEC.

A articulação é liderada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf.

O setor considera insuficiente o prazo inicial de 60 dias para início da redução da jornada e defende uma implementação mais gradual.

Proposta avança na Câmara

O relator da proposta, Leo Prates, apresentou parecer favorável à PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece o fim da escala 6×1, garantindo dois dias de descanso por semana sem redução salarial.

A votação na comissão especial da Câmara foi adiada após pedido de vista do deputado Maurício Marcon, mas deve ocorrer nesta quarta-feira (27).

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a proposta prevê uma transição de um ano. O texto estabelece redução inicial de duas horas semanais 60 dias após a promulgação da PEC e outras duas horas após 12 meses.

Para entrar em vigor, a PEC ainda precisará ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara, com pelo menos 308 votos favoráveis. Depois, seguirá para o Senado, onde dependerá de aprovação em dois turnos por ao menos 49 senadores.

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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor rural pode ter CAD/PRO suspenso por nota fiscal antiga sem baixa, alerta Sistema FAEP


Desde janeiro deste ano, a emissão de notas fiscais por produtores rurais no Paraná passou a ser feita exclusivamente de forma eletrônica. O antigo “talão do produtor”, utilizado em papel, deixou de valer, sendo substituído pela Nota Fiscal de Produtor eletrônica (NFP-e). A mudança modernizou o sistema, mas também trouxe uma exigência: a necessidade de dar baixa nos documentos fiscais emitidos em papel junto à prefeitura.

Sem essa regularização, o Cadastro de Produtores Rurais (CAD/PRO) pode ser suspenso pela Receita Estadual, impedindo a emissão de notas fiscais eletrônicas e, consequentemente, interrompendo atividades essenciais da propriedade. Na prática, isso impossibilita a comercialização da produção, o transporte de animais, a emissão de comprovantes fiscais e a realização de operações comerciais que dependam da documentação regular.

Diante deste cenário, a recomendação do Sistema FAEP é que produtores que emitiram nota fiscal em papel até dezembro de 2025 procurem imediatamente a prefeitura e/ou o sindicato rural local para verificar se há pendências e evitar a suspensão do cadastro.

“Os nossos sindicatos rurais estão aptos para orientar o agricultor sobre como apresentar esses documentos fiscais em papel e, na ausência deles, como proceder com boletim de ocorrência em caso de perda ou roubo da documentação”, explica o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Em caso de cancelamento automático, a situação pode ser revertida. O produtor deve solicitar a reativação do CAD/PRO junto ao Poder Municipal local, que encaminha o pedido à Receita Estadual. A documentação varia conforme o perfil do produtor. Proprietários ou arrendatários devem apresentar o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) atualizado de 2025. No caso de assentados, é necessário apresentar o espelho atualizado do assentamento. Já posseiros recebem orientação específica da prefeitura.

“A Receita tem sido rápida. Em até 15 dias o produtor consegue voltar a emitir nota eletrônica, comprar e vender normalmente”, explica Meneguette.

Em Rio Bonito do Iguaçu, a suspensão em massa surpreendeu produtores e a própria administração municipal. A assistente administrativa do setor de Bloco de Produtor da Prefeitura, Angela Conrado Machado, afirma que o cancelamento atingiu documentos emitidos em períodos distintos.No total, 1.035 produtores rurais de Rio Bonito do Iguaçu, extensão de base do Sindicato Rural de Laranjeiras do Sul, tiveram o cadastro suspenso. “Foi uma surpresa. A Receita cancelou nossos blocos nos dias 6 e 7 de maio. Geralmente isso ocorre com notas antigas, de 2022, 2023 e 2024, que a Receita vai organizando e limpando. Mas, nesse caso, teve produtor com nota do ano passado que teve a inscrição cancelada”, relata.

Para evitar esse tipo de situação, o Sistema FAEP reforça que os sindicatos rurais do Paraná estão aptos a orientar agricultores e pecuaristas sobre a baixa das antigas notas fiscais e os procedimentos para regularização cadastral. “Nossa equipe técnica está preparada para esclarecer dúvidas e auxiliar na regularização dos cadastros, evitando que o produtor descubra o problema apenas no momento em que precisar emitir um documento ou movimentar a produção”, conclui o presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette.





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Estudo da UFF aponta instabilidade em 25% da zona costeira no norte fluminense


Estudo da UFF aponta instabilidade em 25% da zona costeira no norte fluminense

Uma pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), publicada nesta segunda-feira (26), identificou que mais de 25% das terras da faixa costeira entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, no norte fluminense, estão em situação instável. O levantamento avaliou cerca de 22 mil km² entre 1984 e 2024 com base em imagens de satélite, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica. Segundo o estudo, a degradação está associada ao desmatamento, à pecuária, ao cultivo de café e à expansão urbana.

O Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro mapeou 2.460,85 km² de áreas degradadas. Desse total, 1.916 km² foram classificados como zonas instáveis e de alta prioridade para recuperação ambiental. As análises abrangeram municípios entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, além de Cachoeiras de Macacu, Maricá, Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.

Segundo Mohammad Al Abed, professor visitante da UFF e autor da pesquisa, a degradação em encostas íngremes eleva o risco de deslizamentos e intensifica o escoamento superficial da água da chuva. O estudo indica que, entre Maricá e Búzios, o avanço da degradação foi ligado à expansão agrícola e ao crescimento urbano acelerado.

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Na Costa Verde, os pesquisadores registraram erosão em sulcos próxima de áreas urbanas e instabilidade do solo associada ao turismo e à abertura de estradas. No período analisado, a urbanização da região cresceu 254%. O levantamento também apontou perda de 16,3% das áreas de restinga e de 47,8% das áreas úmidas.

Em Maricá, 5,88% das áreas degradadas foram relacionadas a incêndios e à substituição da vegetação nativa por pastagens. De acordo com o estudo, o fogo respondeu por 26% da perda de cobertura arbórea no município entre 2001 e 2023.

Para o setor agropecuário, o diagnóstico indica pressão sobre a conservação do solo, aumento do risco em áreas produtivas e possível impacto sobre estradas, dutos e moradias em regiões rurais e periurbanas. O relatório não apresenta estimativa financeira das perdas produtivas.

A pesquisa aponta que chuvas intensas e prolongadas ampliam a suscetibilidade dos solos à erosão, sobretudo onde houve retirada da vegetação. Com base nesse diagnóstico, a prioridade técnica recai sobre ações de recuperação ambiental e manejo do uso do solo nas áreas já classificadas como instáveis. Sem detalhamento adicional do cronograma de resposta pública, o estudo delimita o risco, mas não informa prazos para eventuais intervenções.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Exportação de soja cresce em volume, mas receita cambial recua


A exportação de soja em grão pelo Brasil apresentou um aumento de 10% no volume, alcançando 56 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, em comparação com 51 milhões no mesmo período do ano anterior. No entanto, a receita cambial gerada por essas exportações recuou, impactada pela desvalorização do dólar em relação ao real.

Dados da exportação

  • Volume exportado: 56 milhões de toneladas em 2026
  • Comparação com 2025: 51 milhões de toneladas
  • Crescimento em volume: 10%

Receita cambial

  • Receita em 2026: 23 bilhões de dólares
  • Receita em 2025: 20 bilhões de dólares
  • Impacto do câmbio: desvalorização do dólar frente ao real

Fatores que influenciam o mercado

  • Demanda crescente por soja brasileira devido a conflitos geopolíticos
  • Uso da soja para consumo animal, humano e produção de biodiesel
  • Estoque mundial de soja em alta, mas demanda brasileira se mantém forte

Os produtores rurais têm enfrentado desafios, pois, apesar do aumento no volume de exportação, a rentabilidade não tem acompanhado o crescimento, devido a fatores como oferta e demanda, preços e câmbio. A situação exige que os produtores façam contas para equilibrar custos e rentabilidade.

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Fim da escala 6×1 avança no Congresso, mas votação é adiada


A proposta que visa o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais está em debate no Congresso Nacional. O relator da matéria, deputado Léo Prates, apresentou parecer favorável ao projeto, mas um pedido de vista adiou a votação, gerando incertezas sobre seus impactos econômicos e sociais.

Pedido de vista e nova data de votação

O pedido de vista foi apresentado pelo deputado Maurício Marcon, do PL do Rio Grande do Sul. Segundo o presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana, a votação foi remarcada para amanhã, dia 27, às 10 horas da manhã. Além disso, uma audiência pública está programada para ouvir movimentos sociais sobre a proposta.

Requisitos para aprovação da proposta

A proposta precisa passar por aprovação nos plenários da Câmara e do Senado. Para ser aprovada, são necessários pelo menos 308 votos no plenário da Câmara em dois turnos e 49 votos no Senado. O deputado Hugo Mota, presidente da Câmara, já demonstrou intenção de levar o texto ao plenário até quinta-feira, dia 28.

Pontos inegociáveis da proposta

  • Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
  • Garantia de dois dias de folga por semana
  • Manutenção dos salários sem redução

O relator, Léo Prates, destacou que a transição para a nova jornada se dará em um ano, com a redução de duas horas após a promulgação da PEC.

Impactos e reações do setor produtivo

Especialistas alertam para os impactos da proposta, especialmente em setores que utilizam intensivamente mão de obra, como saúde e construção civil. O economista César Bergo, da UnB, enfatizou que a proposta pode gerar dificuldades para as empresas, já que não há redução de custos trabalhistas.

Reuniões com representantes do setor

Representantes de diversos setores produtivos se reunirão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a proposta e tentar ampliar o prazo de implementação da medida, que é considerado insuficiente para adaptação.

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Previsão de chuva para o Sul e Sudeste do Brasil nesta terça-feira


Nesta terça-feira, 27 de maio, a previsão indica a ocorrência de chuvas em áreas do Sul e Sudeste do Brasil. As instabilidades meteorológicas devem avançar para o oceano a partir de quarta-feira, resultando em um tempo mais firme e seco nas regiões afetadas.

Condições meteorológicas

O fenômeno conhecido como cavado meteorológico, que puxa a umidade do solo, está gerando condições para chuvas e temporais. As áreas mais afetadas incluem:

  • Centro-norte do Rio Grande do Sul
  • Estado do Paraná

A partir de quarta-feira, espera-se que o tempo comece a firmar, especialmente na região Sul, do Rio Grande do Sul até o centro-norte do Pará.

Previsão para São João do Triunfo

Em São João do Triunfo, no Paraná, importante produtor de tabaco, a previsão é de chuvas nesta terça-feira, com temperaturas variando entre 15°C e 21°C. A expectativa é de que as chuvas retornem a partir do final de semana.

Temperaturas em outras regiões

Confira as temperaturas previstas para algumas cidades:

  • Ponta Grossa (PR): mínima de 15°C, máxima de 21°C, com chance de chuvas
  • Juiz de Fora (MG): mínima de 17°C, máxima de 23°C, tempo mais firme
  • Manaus (AM): mínima de 24°C, máxima de 30°C, com condição para chuva

Entre 27 de maio e 31 de maio, a faixa central do país deve apresentar um fechamento do mês mais seco. Contudo, as chuvas devem retornar entre 1 e 5 de junho, afetando especialmente a região Sul e o Paraná.

Expectativas futuras

Entre 6 e 10 de junho, o tempo deve se firmar novamente, especialmente nas áreas do Centro-Norte de Minas e no Nordeste. As máximas de temperatura previstas para hoje incluem:

  • Rio Grande do Sul: máxima de 18°C
  • São Paulo: máxima de 31°C
  • Bahia: máxima de 30°C
  • Mato Grosso: máxima de 32°C

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Presidente da Câmara diz que PEC da jornada de 40 horas pode ser votada nesta semana


Relator da PEC da jornada prevê cálculo mensal para 40 horas e duas folgas

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta terça-feira (26) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e extingue a escala 6×1 tem apoio para ser votada ainda nesta semana no Plenário. Segundo o parlamentar, a proposta também deve avançar na comissão especial. A declaração foi dada em entrevista à CNN.

De acordo com Motta, o texto prevê dois dias de descanso por semana sem redução salarial. O presidente da Câmara disse que há convergência política para a aprovação da medida, embora ainda possam existir divergências pontuais durante a tramitação.

O parlamentar também afirmou que o prazo de transição de 60 dias, previsto na proposta, não deve ser alterado. Segundo ele, a mudança não teria efeito negativo sobre a economia no período de adaptação. Motta declarou ainda que a própria emenda deve abrir espaço para regulamentação posterior por projeto de lei, com possibilidade de exceções para setores que não consigam se adaptar integralmente ao novo modelo.

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No conteúdo apresentado, não foram detalhados quais segmentos poderiam receber tratamento específico nem quais critérios técnicos serão usados para essas flexibilizações. Também não foram informadas estimativas oficiais sobre impacto fiscal, custo de contratação ou efeito sobre produtividade por atividade econômica.

Para o agronegócio, a discussão tem implicações potenciais em segmentos com operação contínua ou escalas intensivas de trabalho, como frigoríficos, agroindústrias, armazenagem, transporte, beneficiamento e serviços de apoio à produção. Eventuais mudanças na jornada podem afetar a composição de turnos, a necessidade de novas contratações e o custo operacional. No caso de microempreendedores individuais, Motta disse que avalia a possibilidade de permitir a contratação de mais um funcionário em razão da redução da jornada.

Até o momento, porém, o material disponível reúne declarações políticas sobre apoio à proposta, sem apresentação do texto final consolidado nem de estudos setoriais oficiais sobre os efeitos da medida nas cadeias produtivas.

Os próximos desdobramentos dependem da votação na comissão especial e no Plenário. Sem a versão final da PEC e sem regulamentação complementar, ainda não é possível dimensionar com precisão os efeitos operacionais para o setor agropecuário e para a agroindústria.

Fonte: camara.leg.br

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