terça-feira, junho 16, 2026

Autor: Redação

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Chuvas nas regiões produtoras causam oscilação no preço do café, aponta Cepea


Café
Foto: Pixabay.

As chuvas ocorridas nas ultimas semanas tem atrapalhado a colheita do café brasileiro. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a expectativa era que o mês de maio fosse marcado pela intensificação dos trabalhos no campo, porém os eventos climáticos atrapalharam a maior parte das regiões produtoras.

As precipitações que ocorrem, recorrentemente derrubam os grão de café, o que costuma diminuir a qualidade do produto no momento da coleta.

Por conta do ritmo mais lento de colheitas, os preços do café arábica tem oscilado, porém quedas tem marcado o final de maio. Até o dia 25/05, o indicador CEPEA/ESALQ do tipo recuou 8%, com média de R$ 1.666,98/saca de 60 kg, com a pressão da nova safra.

No tipo robusta o caso difere, uma recuperação moderada foi registrada no mês. O indicador apresentou média de R$ 929,24 por saca, o que mostra uma alta de 1,33% no período.

Ainda de acordo com o centro de estudos, mesmo em abril as cotações do grão terem sido marcadas por quedas, visto a maior oferta que existia, o mês de maio deve fechar com um cenário diferente, com um registro maior de variações.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Fiap 2026 reúne China, União Europeia e mais 11 países para discutir futuro global do agro


Fiap 2026

Campo Grande (MS) deve se transformar no centro das discussões globais sobre alimentos, energia e sustentabilidade no próximo dia 18 de junho, durante a segunda edição do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026). O evento já confirmou a participação de representantes de 12 países, além da União Europeia, consolidando o encontro como uma das principais agendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Entre os países confirmados estão China, Arábia Saudita, México, Indonésia, Chile e Argentina, além de outras nações ligadas ao comércio global de alimentos e energia. O fórum será realizado com transmissão ao vivo pela TV e pelo YouTube do Canal Rural. Quem fizer a inscrição neste link e acompanhar o evento receberá um certificado digital de participação. 

Com o tema “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”, o evento vai reunir embaixadores, diplomatas, investidores, especialistas e lideranças do setor para discutir os desafios e oportunidades do Brasil diante do aumento da demanda global por produção sustentável.

Antes da programação oficial, as delegações internacionais participarão de uma agenda técnica no dia anterior ao evento. O roteiro inclui visita a uma unidade frigorífica da JBS e também à Embrapa Gado de Corte, onde serão apresentadas pesquisas e tecnologias desenvolvidas para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais na pecuária brasileira.

Segurança alimentar e energia no centro dos debates

A programação do Fiap 2026 terá foco em temas considerados estratégicos para o futuro do agro mundial. Entre eles estão segurança alimentar, sustentabilidade, transição energética, comércio internacional e logística.

Um dos principais assuntos será a consolidação da Rota Bioceânica, corredor logístico que promete aproximar o Brasil dos mercados asiáticos por meio de portos no Oceano Pacífico.

Também estarão em pauta:

  • o fortalecimento da soja e da pecuária brasileira no abastecimento global;
  • o avanço dos biocombustíveis e das energias renováveis produzidas no campo;
  • o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia;
  • a ampliação do acesso dos produtos brasileiros a novos mercados internacionais.

O evento ainda deve destacar o papel da ciência, da inovação e da tecnologia para aumentar a eficiência produtiva e garantir crescimento sustentável no campo.

Lideranças confirmadas

Entre os nomes já confirmados para o fórum estão o professor e ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues; o presidente-executivo da Abiec, Roberto Perosa; a senadora Tereza Cristina; além de Damian Lluna, conselheiro da Embaixada da União Europeia no Brasil, e Jorge Meza, representante da FAO no país.

A expectativa dos organizadores é que o Fiap 2026 fortaleça o posicionamento do Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos, energia renovável e soluções sustentáveis para o agro.

Serviço

Evento: Fórum Internacional da Agropecuária 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural

Confira a programação completa do evento (no horário de Mato Grosso do Sul):

7h • Recepção

8h • Abertura Oficial — Autoridades

• Marcelo Bertoni — pres. Famasul
• Maurício Saito — pres. Sebrae-MS
• Renato Costa — pres. Friboi
• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Eduardo Riedel — governador MS

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Painel 1

BRASIL, FONTE DE ALIMENTOS E ENERGIA PARA O FUTURO DO PLANETA

• Roberto Rodrigues — professor e ex-ministro da Agricultura

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Painel 2

DNA DA LIDERANÇA: POR DENTRO DA PECUÁRIA NO BRASIL

RAIO X DA PECUÁRIA E SUAS OPORTUNIDADES PELO MUNDO

• Eduardo Pedroso — dir. executivo de Originação JBS

BRASIL NO MERCADO GLOBAL

• Roberto Perosa — pres. executivo Abiec

MÉTRICAS TROPICALIZADAS DA PECUÁRIA

• Camila Estevam — pesquisadora FGV

O FUTURO DA PECUÁRIA BAIXO CARBONO NO BRASIL

• Mariana de Aragão Pereira — chefe-geral Embrapa Gado de Corte
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Painel 3

O ETANOL NA AGENDA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL

• Andréa Veríssimo — dir. Relações Internacionais e Comunicação Unem

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Painel 4

A SOJA BRASILEIRA NA ENGRENAGEM DA ECONOMIA MUNDIAL

• Maurício Buffon — pres. Aprosoja Brasil

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Painel 5

A NOVA EVOLUÇÃO NO AGRO: MAIS PRODUÇÃO E DESMATAMENTO ZERO

• Pedro Cunto — coord. do Programa Caminho Verde Brasil (MAPA)

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Painel 6

ACORDO MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA: UMA ANÁLISE ESTRATÉGICA

• Damian Lluna — conselheiro da Embaixada da União Europeia
• Tereza Cristina — senadora

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Painel 7

A TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO COM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

• Luis Felli — CEO Global Massey Ferguson

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Painel 8

BIOCOMBUSTÍVEIS: A ENGRENAGEM SUSTENTÁVEL DA NOVA ECONOMIA GLOBAL

• Arnaldo Jardim — vice-presidente da FPA

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Painel 9

ROTA BIOCEÂNICA: O DESPERTAR DO CORREDOR DAS OPORTUNIDADES

• Artur Falette — sec. de estado da Semadesc (governo MS)

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Painel 10

O QUE O MUNDO ESPERA DO BRASIL

• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Debate com embaixadores e adidos

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Painel 11

A IMPORTÂNCIA DO BRASIL NO CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR MUNDIAL

• Jorge Meza — representante da FAO no Brasil

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Premiação Personagem Soja Brasil

• Destaques entre pesquisadores e produtores da temporada 2025/26

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Fim da colheita do arroz provoca redução das negociações e pressiona preços, diz Cepea


arroz brasileiro eua
Foto: Divulgação Mapa

A colheita da safra 2025/26 do arroz chegou ao fim no Rio Grande do Sul. Muito por conta disso, a baixa liquidez vem marcando o mês de maio no mercado. Com a atenção dos produtores voltadas para a comercialização e menos para o campo, vive-se uma expectativa para os próximos passos.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), estratégias dos produtores tem sido construídas de diversas formas. Parte dos orizicultores tentam ampliar a oferta para gerar caixa e cumprir compromisso de curto prazo, enquanto outros, seguem retraídos, com a avaliação de que as cotações atuais não são suficientes frente aos custos.

Compradores do cereal também atuam com cautela. O Cepea relata que mesmo com o interesse na aquisição, as ofertas ainda tem sido feitas com valores mais baixos, visto o baixo desempenho nas vendas de arroz.

Outro fator que influencia, é o fato de parte das empresas estarem priorizando a compra de produtos já armazenados em suas unidades.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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BNDES e GSI firmam protocolo para ações de proteção nas fronteiras


BNDES e GSI firmam protocolo para ações de proteção nas fronteiras

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) assinaram, nesta terça-feira (26), um protocolo de intenções para estruturar ações de proteção às fronteiras do Brasil. O ato ocorreu durante o III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras, na sede do banco, no Rio de Janeiro. Segundo as instituições, a cooperação terá foco em segurança pública, infraestrutura estratégica, inovação, monitoramento e proteção ambiental.

O documento foi assinado pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e pelo ministro-chefe do GSI, general da reserva Marcos Antônio Amaro dos Santos. A proposta prevê intercâmbio de conhecimentos, diagnósticos e dados técnicos para apoiar projetos de fortalecimento da presença estatal em áreas litorâneas e marítimas.

Durante a abertura do fórum, Mercadante afirmou que o programa BNDES Azul já financiou R$ 21,8 bilhões nos últimos três anos. Segundo ele, o banco pretende ampliar apoio a iniciativas voltadas à segurança, logística e monitoramento no ambiente marítimo brasileiro. O presidente também citou como prioridades a modernização da estrutura portuária, a ampliação da vigilância nos portos, o incentivo à piscicultura e o avanço de combustíveis renováveis para navegação.

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No evento, autoridades relacionaram a proteção da fronteira marítima à infraestrutura crítica e aos fluxos de comércio exterior. O ministro Marcos Antônio Amaro dos Santos afirmou que segurança e desenvolvimento são dimensões associadas na agenda de Estado. Já o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Marcos Sampaio Olsen, defendeu ações permanentes de inteligência, vigilância, tecnologia e coordenação.

Para o setor produtivo, o ponto central está na estrutura portuária e na segurança logística. Portos concentram embarques de produtos exportados pelo país, e medidas de monitoramento e modernização podem influenciar a operação dessas cadeias. O conteúdo apresentado no fórum, no entanto, não detalhou prazos, valores adicionais nem projetos específicos voltados diretamente ao agronegócio.

A continuidade da agenda será discutida nesta quarta-feira (27), com novos painéis sobre fronteira marítima. Até o momento, as instituições divulgaram a diretriz de cooperação, mas ainda não apresentaram cronograma operacional ou carteira de projetos com recorte setorial definido.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Receita Federal deflagra operação contra fraudes na cadeia da carne bovina


Receita Federal deflagra operação contra fraudes na cadeia da carne bovina

A Receita Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a Operação Rota do Fim nos estados do Acre, Rondônia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Mato Grosso. Segundo o órgão, a ação busca combater uma organização criminosa que teria se infiltrado na cadeia econômica da carne bovina no Acre. A investigação também envolve suspeitas de lavagem de capitais, ocultação de bens, direitos e valores e associação com o tráfico ilícito de entorpecentes.

De acordo com a Receita Federal, cerca de 10 servidores participam da operação. A estimativa informada pelo órgão é de bloqueio de 25 imóveis, entre eles 7 fazendas, além de 25 veículos. A ação também inclui o sequestro de valores e de rebanho bovino vinculados aos investigados.

Segundo a descrição oficial, o foco está na atuação de um grupo que teria utilizado estruturas ligadas ao setor da carne bovina para movimentação e ocultação de patrimônio de origem ilícita. A operação foi executada de forma simultânea em seis unidades da federação, com o Acre no centro da apuração.

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Para a cadeia pecuária, o caso chama atenção pelo uso de ativos rurais, propriedades e rebanhos em uma investigação sobre lavagem de dinheiro e fraudes econômicas. Esse tipo de ocorrência envolve temas de rastreabilidade patrimonial, conformidade fiscal e controle sobre operações ligadas à produção e à comercialização de bovinos.

Até o momento, a Receita Federal não detalhou, no material divulgado, o volume financeiro sequestrado, a quantidade de animais atingidos, o estágio processual da investigação nem o impacto operacional direto sobre unidades produtivas eventualmente alcançadas pelas medidas. Também não foram informados, no conteúdo disponível, nomes de empresas ou pessoas investigadas.

A operação reforça a atuação fiscal sobre suspeitas de irregularidades na cadeia da carne bovina. Sem dados adicionais sobre produção, comercialização ou extensão das medidas sobre o mercado, não há base técnica, neste momento, para estimar efeitos mais amplos sobre a pecuária regional.

Fonte: gov.br

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Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A colheita da soja 2025/26 atingiu 99% da área cultivada no Brasil até sábado (23), segundo boletim semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta quarta-feira (27). O avanço foi de 0,2 ponto porcentual sobre a semana anterior. No mesmo levantamento, a estatal informou o início da colheita do milho safrinha, com 0,1% da área nacional já trabalhada.

Na comparação com igual momento da safra passada, a colheita da soja está 0,5 ponto porcentual atrás. Em relação à média dos últimos cinco anos, porém, os trabalhos seguem 0,2 ponto porcentual à frente. Entre os estados que ainda não concluíram a retirada da oleaginosa estão Piauí, com 99% da área colhida, Santa Catarina, com 97,2%, Rio Grande do Sul, com 97%, e Maranhão, com 86%.

No milho verão 2025/26, a colheita alcançou 80,7% da área, avanço semanal de 5,4 pontos porcentuais. O ritmo, no entanto, permanece abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, quando o índice era de 86,9%, e também inferior à média de cinco anos, de 83,2%. Paraná, São Paulo e Santa Catarina já encerraram os trabalhos. Rio Grande do Sul chegou a 97%, Minas Gerais a 89% e Goiás a 76%.

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No milho de inverno 2025/26, ou safrinha, a colheita começou de forma pontual. Até sábado (23), 0,1% da área havia sido colhida no país, também com avanço de 0,1 ponto porcentual na semana. O índice está 0,2 ponto porcentual abaixo do observado um ano antes e aquém da média de cinco anos, de 0,5%. Segundo a Conab, apenas Mato Grosso iniciou os trabalhos, com 0,3% da área.

O arroz alcançou 98,2% da área colhida, 1,8 ponto porcentual acima da semana anterior, superando tanto o mesmo período de 2025, de 97,4%, quanto a média histórica, de 94,4%. Já o boletim da Conab informa que o trigo 2026 atingia 32,1%, com Paraná em 48% e Rio Grande do Sul em 1%.

Os dados da Conab indicam fase final da soja e avanço do milho verão, enquanto o início da safrinha ainda é restrito. O ritmo da colheita nas próximas semanas será acompanhado pelo mercado para medir oferta, logística e evolução regional dos trabalhos. O boletim não detalha, neste recorte, impactos sobre produtividade ou comercialização.

Fonte: Estadão Conteúdo

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JBS Terminais expande rotas internacionais em Itajaí e bate recorde de linhas


JBS Terminais - porto de Itajaí
Foto: JBS Terminais

A JBS Terminais anunciou a ampliação do portfólio de serviços internacionais no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, com a chegada de duas novas linhas de longo curso. A expansão elevará para 12 o número de rotas regulares operadas no terminal, o maior já registrado na história do porto.

As novas operações reforçam a conexão de Santa Catarina com mercados estratégicos da América do Norte, Caribe, Mediterrâneo, Oriente Médio, África e Europa, ampliando a capacidade logística para exportações e importações.

Uma das novas linhas será a Ucla/Gulf to Saec String 1, que conectará Itajaí à Costa Leste dos Estados Unidos, Caribe e Norte da América do Sul, incluindo mercados como Houston (EUA) e Cartagena (Colômbia).

Já a linha Bossa Nova/Sirius 1 reforçará as conexões entre o Sul do Brasil e o Mediterrâneo, com hubs logísticos em Algeciras, na Espanha, e Tanger Med, no Marrocos.

Investimento de R$ 9 milhões em logística própria

Para sustentar a expansão das operações, a JBS Terminais investirá cerca de R$ 9 milhões na compra de 25 caminhões que serão utilizados exclusivamente na movimentação interna de cargas entre o cais e a pilha de contêineres.

Com a aquisição, a companhia passará a operar com logística 100% própria dentro do terminal. A entrega dos veículos deve ocorrer até o fim de maio, com entrada gradual em operação até o início de junho.

Segundo a empresa, o reforço operacional acompanha o crescimento contínuo do terminal desde a retomada das atividades no porto.

Porto bate recorde histórico de movimentação

Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí, a JBS Terminais registra crescimento médio mensal de 12% na movimentação de TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

Em abril, o terminal alcançou a maior movimentação mensal de sua história, superando 44,8 mil TEUs.

De acordo com o presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, a empresa já investiu cerca de R$ 230 milhões na retomada da operação do porto desde outubro de 2024. O terminal havia permanecido praticamente paralisado por quase dois anos.

“Os investimentos e o incremento de rotas fazem parte da nossa estratégia de ramp-up operacional e potencializam a importância do Porto de Itajaí na malha logística aquaviária nacional”, afirmou o executivo.

Estrutura reforça exportação de proteínas e cargas refrigeradas

Atualmente, o Porto de Itajaí conta com 180 mil metros quadrados de área operacional, 1.030 metros de cais e quatro berços com profundidade de 14 metros.

A estrutura também possui 1.705 tomadas para contêineres refrigerados e oito gates reversíveis, consolidando o terminal como uma plataforma estratégica para exportação de proteínas, alimentos refrigerados e cargas do comércio internacional.

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Centro-Sul moe 40,06 milhões de toneladas de cana na 2ª quinzena de abril


Moagem de cana cai 2,1% no Norte e Nordeste até março

As usinas do Centro-Sul processaram 40,062 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de abril da safra 2026/27, informou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) nesta quarta-feira (27). O volume supera em 123,12% as 17,956 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior. No intervalo, também avançaram a produção de açúcar, a fabricação de etanol e a qualidade da matéria-prima medida em Açúcares Totais Recuperáveis (ATR).

Segundo o levantamento quinzenal da Unica, 38 unidades produtoras reiniciaram as operações na segunda metade de abril, elevando para 238 o total de unidades em atividade no Centro-Sul. Desse número, 219 usinas processavam cana, dez empresas produziam etanol de milho e nove eram usinas flex. No mesmo período da safra 2025/26, estavam operando 226 unidades.

A qualidade da matéria-prima também mostrou melhora. O ATR atingiu 116,89 quilos por tonelada de cana, alta de 6,34% na comparação anual. Esse indicador é acompanhado pelo setor porque influencia o rendimento industrial e a definição do mix entre açúcar e etanol.

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Na segunda quinzena de abril, a produção de açúcar somou 1,800 milhão de toneladas, avanço de 109,48% sobre igual período da safra passada. Já a fabricação de etanol alcançou 2,039 bilhões de litros, crescimento de 105,85%. Desse total, 1,410 bilhão de litros corresponderam ao etanol hidratado, com alta de 100,61%, e 628,64 milhões de litros ao etanol anidro, com avanço de 118,66%.

A destinação da cana manteve maior participação do biocombustível. Na quinzena, 59,66% da matéria-prima processada foi direcionada à produção de etanol, ante 54,31% no mesmo intervalo do ciclo anterior. Do volume total de etanol fabricado, 392,48 milhões de litros vieram do milho, participação de 19,25% e alta de 9,37% em relação a um ano antes.

Os dados indicam uma entrada mais acelerada das usinas na safra 2026/27, com expansão simultânea da moagem e da oferta de derivados. Ainda não foram apresentados, no conteúdo disponível, dados consolidados de comercialização ou preços para medir o efeito imediato sobre o mercado.

O acompanhamento das próximas quinzenas será determinante para avaliar se o ritmo de moagem, o mix voltado ao etanol e o avanço do etanol de milho serão mantidos ao longo da safra 2026/27, conforme os relatórios da Unica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE destaca Censo Agro de 2027 durante homenagem pelos 90 anos no Paraná


IBGE destaca novo Censo Agropecuário em homenagem pelos 90 anos em Sergipe

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi homenageado nesta terça-feira (27), na Assembleia Legislativa do Paraná, durante sessão solene pelos 90 anos da instituição. A cerimônia destacou a produção de informações estatísticas e geocientíficas usadas no planejamento público e privado. Para o setor agropecuário, o destaque foi a referência ao Censo Agro previsto para 2027 e ao uso de dados do instituto em políticas econômicas e territoriais.

Fundado em 1936, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reúne informações estatísticas, geográficas, cartográficas, geodésicas e ambientais. Durante a sessão, autoridades estaduais e dirigentes do instituto enfatizaram que esse acervo subsidia decisões sobre economia, território, mercado de trabalho, preços, Produto Interno Bruto (PIB) e censos setoriais, incluindo o agropecuário.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, afirmou que a homenagem reconhece o papel estratégico da instituição na produção de estatísticas públicas. Já o superintendente do IBGE no Paraná, Tobias Faria, disse que o instituto mantém interlocução com estados e municípios para viabilizar projetos futuros, com menção ao Censo Demográfico previsto para 2030.

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Para o público do Canal Rural, a principal informação da cerimônia foi a declaração do diretor de Tecnologia e Informação do IBGE, Marcos Mazoni, de que o Censo Agro será realizado em 2027 com incorporação de novas tecnologias. O conteúdo divulgado, no entanto, não detalha metodologia, orçamento, cronograma operacional ou escopo técnico da coleta.

Representantes do Paraná também destacaram o uso dos dados do IBGE na construção de indicadores regionais. Segundo o presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Jorge Calado, parte dos indicadores utilizados no estado tem base nas estatísticas do instituto, incluindo informações para cálculo do PIB estadual, do PIB trimestral e de índices de atividade econômica.

Embora a sessão tenha caráter comemorativo, o evento reforçou a centralidade das bases estatísticas do IBGE para cadeias produtivas, planejamento territorial e formulação de políticas públicas que também alcançam produção agropecuária, logística e desenvolvimento regional.

Até o momento, as informações divulgadas na solenidade indicam a realização do Censo Agro em 2027 com uso de novas tecnologias, mas ainda sem detalhamento técnico público sobre abrangência e execução. Para produtores, agentes de mercado e formuladores de políticas, a atualização dessas informações será um ponto relevante para acompanhar a base estatística do setor.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Mapa lança sistema unificado para registro de agrotóxicos no Brasil


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (26), o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa), ferramenta criada para modernizar, dar mais transparência e aumentar a eficiência do processo de registro de agrotóxicos e afins no Brasil. 

A iniciativa atende às determinações da Lei nº 14.785/2023, que estabeleceu o Mapa como órgão registrante de agrotóxicos e afins, além de prever a adoção de protocolo único para os pedidos de registro e a criação do Sispa como sistema eletrônico integrado de tramitação e avaliação. O sistema foi desenvolvido em parceria com o setor privado, com participação de entidades como Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), que investiram mais de US$ 6 milhões no projeto, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). 

Durante o evento de lançamento, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou a importância da nova ferramenta. “Nós temos razões de sobra para celebrar esse momento. O Sispa tem como objetivo modernizar o registro dos defensivos agrícolas no Brasil. Nosso desafio diário é construir as condições para uma agricultura cada vez mais sustentável e competitiva”. 

O ministro ressaltou ainda que o sistema faz parte de um amplo esforço de transformação digital na defesa agropecuária. “Além do Sispa, alcançamos a marca de 100 mil certificados eletrônicos para produtos de origem vegetal. Tudo isso fortalece e moderniza nossa agricultura”, afirmou. 

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, classificou o lançamento como um momento há muito aguardado tanto pelo setor público quanto pelo privado. “Essa modernização não diminui o rigor técnico nem os requisitos, mas traz eficiência administrativa. Reduz custos para a União e entrega soluções claras para todos os envolvidos. É um dia muito importante”, disse. 

Com a nova sistemática, os pedidos de registro passam a ser protocolados em um único ambiente eletrônico coordenado pelo Mapa. Antes, as empresas precisavam apresentar requerimentos separadamente ao Mapa, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela avaliação toxicológica, e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela avaliação ambiental. 

O Sispa permitirá a integração dos fluxos de análise entre os três órgãos federais responsáveis pela avaliação dos produtos, proporcionando maior agilidade, rastreabilidade e transparência em todas as etapas do processo. A plataforma também possibilitará a geração e disponibilização de informações relacionadas ao registro e ao comércio de agrotóxicos e afins. 

O diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), embaixador Ruy Pereira, destacou que o Sispa representa mais do que um avanço tecnológico. “O Sispa simboliza a capacidade que temos no Brasil de fazer convergir os interesses e as ações de diferentes instituições para uma solução pública integrada, orientada pela eficiência, pela transparência e pelo interesse público”, afirmou. 

Ruy Pereira acrescentou que o sistema também fortalece a posição do Brasil em mercados exigentes, como o da União Europeia, ao reforçar a segurança e a governança regulatória dos defensivos agrícolas. 

Representando o IBA, o diretor-executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, enfatizou os ganhos esperados pelo setor produtivo. “A expectativa dos produtores é que o sistema permita encurtar prazos, ampliar a transparência, a eficiência e a efetividade dos processos. Também esperamos que os pedidos já ingressem de forma mais padronizada, reduzindo retrabalho e permitindo maior agilidade na chegada de novas moléculas ao mercado”, afirmou. 

Pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adalberto Maluf avaliou o lançamento como um marco para a governança ambiental. “O MMA considera o Sispa um marco e um avanço estratégico importante para fortalecer a governança ambiental regulatória. O sistema amplia a integração entre os órgãos envolvidos e aumenta significativamente a transparência e a previsibilidade dos processos”, disse. 

O diretor-presidente substituto da Anvisa, Leandro Safatle, ressaltou que o Sispa resolve uma demanda histórica de integração entre os órgãos responsáveis pelo registro. “Havia três sistemas distintos, com dificuldades de comunicação e pouca uniformidade nos fluxos processuais. O Sispa representa uma evolução importante ao integrar os processos de um dos maiores sistemas regulatórios do mundo, envolvendo mais de 300 empresas e cerca de mil produtos registrados anualmente”, afirmou. 

Com o novo sistema, todas as petições passam a ser feitas de forma unificada e exclusivamente eletrônica em uma única plataforma. As empresas poderão acompanhar em tempo real o andamento dos processos nos três órgãos, reduzindo o chamado “efeito pingue-pongue” de documentos. 

A implementação do Sispa reduz a duplicidade de procedimentos, amplia a integração entre os órgãos responsáveis e fortalece a gestão dos processos de registro de agrotóxicos e afins no país. 





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