Centro-Sul moe 40,06 milhões de toneladas de cana na 2ª quinzena de abril

As usinas do Centro-Sul processaram 40,062 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de abril da safra 2026/27, informou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) nesta quarta-feira (27). O volume supera em 123,12% as 17,956 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior. No intervalo, também avançaram a produção de açúcar, a fabricação de etanol e a qualidade da matéria-prima medida em Açúcares Totais Recuperáveis (ATR).
Segundo o levantamento quinzenal da Unica, 38 unidades produtoras reiniciaram as operações na segunda metade de abril, elevando para 238 o total de unidades em atividade no Centro-Sul. Desse número, 219 usinas processavam cana, dez empresas produziam etanol de milho e nove eram usinas flex. No mesmo período da safra 2025/26, estavam operando 226 unidades.
A qualidade da matéria-prima também mostrou melhora. O ATR atingiu 116,89 quilos por tonelada de cana, alta de 6,34% na comparação anual. Esse indicador é acompanhado pelo setor porque influencia o rendimento industrial e a definição do mix entre açúcar e etanol.
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Na segunda quinzena de abril, a produção de açúcar somou 1,800 milhão de toneladas, avanço de 109,48% sobre igual período da safra passada. Já a fabricação de etanol alcançou 2,039 bilhões de litros, crescimento de 105,85%. Desse total, 1,410 bilhão de litros corresponderam ao etanol hidratado, com alta de 100,61%, e 628,64 milhões de litros ao etanol anidro, com avanço de 118,66%.
A destinação da cana manteve maior participação do biocombustível. Na quinzena, 59,66% da matéria-prima processada foi direcionada à produção de etanol, ante 54,31% no mesmo intervalo do ciclo anterior. Do volume total de etanol fabricado, 392,48 milhões de litros vieram do milho, participação de 19,25% e alta de 9,37% em relação a um ano antes.
Os dados indicam uma entrada mais acelerada das usinas na safra 2026/27, com expansão simultânea da moagem e da oferta de derivados. Ainda não foram apresentados, no conteúdo disponível, dados consolidados de comercialização ou preços para medir o efeito imediato sobre o mercado.
O acompanhamento das próximas quinzenas será determinante para avaliar se o ritmo de moagem, o mix voltado ao etanol e o avanço do etanol de milho serão mantidos ao longo da safra 2026/27, conforme os relatórios da Unica.
Fonte: Estadão Conteúdo
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