BNDES e GSI firmam protocolo para ações de proteção nas fronteiras

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) assinaram, nesta terça-feira (26), um protocolo de intenções para estruturar ações de proteção às fronteiras do Brasil. O ato ocorreu durante o III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras, na sede do banco, no Rio de Janeiro. Segundo as instituições, a cooperação terá foco em segurança pública, infraestrutura estratégica, inovação, monitoramento e proteção ambiental.
O documento foi assinado pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e pelo ministro-chefe do GSI, general da reserva Marcos Antônio Amaro dos Santos. A proposta prevê intercâmbio de conhecimentos, diagnósticos e dados técnicos para apoiar projetos de fortalecimento da presença estatal em áreas litorâneas e marítimas.
Durante a abertura do fórum, Mercadante afirmou que o programa BNDES Azul já financiou R$ 21,8 bilhões nos últimos três anos. Segundo ele, o banco pretende ampliar apoio a iniciativas voltadas à segurança, logística e monitoramento no ambiente marítimo brasileiro. O presidente também citou como prioridades a modernização da estrutura portuária, a ampliação da vigilância nos portos, o incentivo à piscicultura e o avanço de combustíveis renováveis para navegação.
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No evento, autoridades relacionaram a proteção da fronteira marítima à infraestrutura crítica e aos fluxos de comércio exterior. O ministro Marcos Antônio Amaro dos Santos afirmou que segurança e desenvolvimento são dimensões associadas na agenda de Estado. Já o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Marcos Sampaio Olsen, defendeu ações permanentes de inteligência, vigilância, tecnologia e coordenação.
Para o setor produtivo, o ponto central está na estrutura portuária e na segurança logística. Portos concentram embarques de produtos exportados pelo país, e medidas de monitoramento e modernização podem influenciar a operação dessas cadeias. O conteúdo apresentado no fórum, no entanto, não detalhou prazos, valores adicionais nem projetos específicos voltados diretamente ao agronegócio.
A continuidade da agenda será discutida nesta quarta-feira (27), com novos painéis sobre fronteira marítima. Até o momento, as instituições divulgaram a diretriz de cooperação, mas ainda não apresentaram cronograma operacional ou carteira de projetos com recorte setorial definido.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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