terça-feira, junho 16, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

SP apresenta nova resolução contra greening na Expocitros


Durante o evento, Secretaria de Agricultura apresentou nova resolução de combate ao greening e reforçou ações integradas de pesquisa, inovação, sanidade e apoio à citricultura paulista

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, participou nesta terça-feira (26), em Cordeirópolis, da cerimônia de abertura da 51ª Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura, promovidas pelo Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, do Instituto Agronômico (IAC-APTA). O evento reuniu pesquisadores, produtores, lideranças do setor e empresas para discutir os principais desafios e inovações da citricultura paulista, com foco em automação, inteligência artificial, sensoriamento, rastreabilidade e sustentabilidade da produção.  

Durante a abertura, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento apresentou os principais pontos da nova Resolução SAA nº 32/2026, que será publicada nesta semana no Diário Oficial do Estado e atualiza as regras de prevenção e combate ao greening (HLB) em São Paulo. A norma estabelece um novo modelo de enfrentamento da doença, com classificação dos municípios conforme o nível de incidência do HLB e reforço do monitoramento obrigatório do psilídeo Diaphorina citri, principal vetor da doença, com fiscalização quinzenal nos pomares. A resolução também flexibiliza a erradicação de plantas adultas contaminadas em regiões de alta incidência, desde que haja manejo fitossanitário adequado, mantendo a erradicação obrigatória para plantas de até três anos e para municípios classificados com baixa incidência. Além disso, cria novas exigências para o trânsito interestadual de frutas, com medidas voltadas à redução do risco fitossanitário. A atualização busca equilibrar rigor sanitário, sustentabilidade econômica e proteção da competitividade da citricultura paulista.  

“O enfrentamento ao greening em São Paulo já começa a apresentar sinais importantes de desaceleração da doença, resultado de um trabalho técnico permanente de monitoramento, fiscalização e orientação aos produtores. A nova resolução atualiza a estratégia do Estado para garantir mais eficiência no controle do HLB, com equilíbrio entre proteção sanitária, sustentabilidade para o produtor e competitividade da citricultura paulista”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

O secretário também ressaltou a relevância econômica da citricultura para São Paulo e para o Brasil. Segundo dados apresentados durante o evento, o grupo de sucos ocupa atualmente a posição de quinto maior exportador do agro paulista, com US$671,8 milhões em exportações e participação de 7,9% na balança comercial do setor. São Paulo responde por 77% da produção nacional de citros, concentra mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja e lidera a produção nacional de frutas para exportação.  

“A citricultura paulista é uma potência econômica e tecnológica. O trabalho técnico realizado pela Secretaria de Agricultura, integrando pesquisa, defesa agropecuária e assistência ao produtor, é fundamental para manter São Paulo como referência mundial no setor”, afirmou o secretário.

Outro ponto ressaltado foi a atuação integrada da Secretaria de Agricultura no fortalecimento da citricultura paulista, reunindo pesquisa, defesa agropecuária, assistência técnica e inovação tecnológica. O Instituto Agronômico (IAC), que completa 139 anos em 2026, foi destacado como uma das grandes instituições científicas do agro brasileiro, atuando diretamente na busca por soluções para os desafios enfrentados pelos produtores rurais. O Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, referência internacional no setor, mantém o maior banco de germoplasma de citros do mundo e desenvolve pesquisas em parceria com universidades, empresas e instituições nacionais e internacionais, alinhadas às demandas do setor produtivo.  

Para diretor do Centro de Citricultura do IAC, Dirceu Mattos Jr., destacou o papel da integração entre ciência, setor produtivo e inovação para ampliar a sustentabilidade e a competitividade da citricultura brasileira. 

Durante a semana, a programação técnica do evento contará com apresentarão apresentação das equipes da Pasta, com estudos ligados ao controle biológico, microbioma, manejo fitossanitário, proteção de plantas, novas variedades e estratégias biotecnológicas de enfrentamento ao HLB, reforçando o papel da pesquisa paulista na construção de soluções práticas para o produtor rural.  

Homenageados

A cerimônia contou ainda com homenagens a personalidades de destaque da citricultura brasileira. O ex-ministro da Agricultura e ex-secretário estadual Roberto Rodrigues recebeu a Medalha “Mérito Científico D. Pedro II” do Instituto Agronômico, reconhecimento concedido a personalidades que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento científico, institucional e do agro paulista.  

Também foram homenageados o pesquisador do IAC, Hamilton Humberto Ramos, agraciado com o Prêmio Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura 2026, em reconhecimento à sua trajetória ligada à segurança do trabalhador rural, tecnologia de aplicação e inovação no campo, além do pesquisador Walter dos Santos Soares Filho, homenageado no Hall da Fama da Citricultura Brasileira, e o produtor José de Alencar Matta, reconhecido com o Prêmio Centro de Citricultura.  

A programação da 51ª Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura segue até o dia 29 de maio, com palestras técnicas, debates e apresentações voltadas à transferência de conhecimento, inovação e tecnologias para produtores rurais, pesquisadores e empresas do setor citrícola.





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Embrapa Soja abre inscrições para curso de produção em Londrina


Embrapa Soja abre inscrições para curso de produção em Londrina

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja promoverá, entre domingo (22) e quinta-feira (26), o Curso de Produção de Soja, em Londrina (PR). A capacitação dará destaque ao módulo de Manejo do Solo e da Cultura e ao Manejo de Plantas Daninhas. Segundo a instituição, a proposta é compartilhar estratégias de produção com foco no manejo do sistema produtivo e na condução técnica da lavoura.

O curso será realizado na unidade da Embrapa Soja, em Londrina, e terá aulas teóricas e práticas ministradas por pesquisadores da própria empresa e de instituições parceiras. A programação informada pela Embrapa inclui temas ligados à instalação da lavoura, integração lavoura-pecuária, manejo e conservação do solo e da água, fertilidade do solo, nutrição de plantas, manejo pós-colheita, manejo integrado de plantas daninhas e dessecação pré-colheita.

De acordo com a descrição do evento, o módulo busca apresentar práticas de manejo que influenciam o desempenho da soja ao longo do ciclo produtivo. O conteúdo técnico abrange desde a preparação do sistema de cultivo até procedimentos de conservação e condução da área, com ênfase em fatores que interferem na produtividade e na eficiência operacional.

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A Embrapa informou ainda que o Curso de Produção de Soja será dividido em dois módulos independentes. O segundo está previsto para 2026 e será voltado ao manejo fitossanitário. O material divulgado não detalha, até o momento, carga horária total, número de vagas nem público máximo por turma.

Para produtores, consultores, técnicos e demais profissionais da cadeia da soja, a capacitação reúne temas centrais do manejo agronômico, especialmente em um cenário em que decisões sobre solo, fertilidade, plantas daninhas e pós-colheita têm efeito direto sobre custo operacional e desempenho da lavoura.

As inscrições e a programação completa estão disponíveis no endereço informado pela Embrapa: http://www.embrapa.br//soja/curso-de-producao. Até o momento, a instituição não informou novos detalhes sobre critérios de participação além dos dados básicos de data, local e conteúdo técnico do treinamento.

Fonte: embrapa.br

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Projeto de renegociação de dívidas rurais avança no Senado


Fazenda e parlamentares avançam em proposta de crédito para produtores afetados por crises

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto de lei 5.122/2023, que prevê a renegociação de dívidas rurais com uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal. O texto, relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), seguirá ao plenário em regime de urgência. Segundo o relator, a proposta busca combinar responsabilidade fiscal com instrumentos para reorganização financeira de produtores afetados por perdas recorrentes.

De acordo com Renan Calheiros, o parecer aprovado manteve parte do texto original e incorporou ajustes negociados com a equipe econômica, sem acolher integralmente o substitutivo defendido pelo Ministério da Fazenda. Entre os pontos citados pelo senador estão o critério de enquadramento com base em duas perdas em duas safras e a retirada de um teto global para uso dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

Na avaliação do relator, o projeto cria uma alternativa para quitação ou reorganização de débitos de produtores rurais e preserva a autonomia do Poder Executivo. Ao defender a matéria na comissão, Calheiros afirmou que o texto estabelece balizas para o financiamento e pode contribuir para a retomada da capacidade produtiva em casos de impacto climático sobre a produção agropecuária.

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O avanço da proposta ocorre em um contexto de pressão financeira em parte do setor rural, especialmente em regiões atingidas por eventos climáticos adversos nas últimas safras. A renegociação de passivos é um tema acompanhado por produtores, cooperativas e agentes de crédito, porque afeta fluxo de caixa, acesso a financiamento e planejamento da atividade.

O senador também afirmou que houve reuniões com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas que não foi possível fechar um acordo completo sobre o texto. Segundo ele, parte das sugestões do governo esbarrou em questões de efetividade prática. O conteúdo detalhado das condições operacionais, dos prazos e do alcance exato da renegociação ainda dependerá da tramitação no plenário e da redação final a ser consolidada pelo Senado.

Com a aprovação na comissão, o projeto entra em nova etapa de tramitação no plenário do Senado. O efeito prático para produtores rurais dependerá da versão final da proposta, da regulamentação posterior e da definição objetiva dos critérios de acesso ao mecanismo de renegociação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fazenda discute regras do mercado regulado de carbono com setor mineral


Fazenda discute regras do mercado regulado de carbono com setor mineral

O Ministério da Fazenda debateu, na segunda-feira (25), em Brasília, a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) com representantes da mineração. O encontro, realizado na sede do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), teve como foco o programa de Mensuração, Relato e Verificação (MRV) de emissões de gases de efeito estufa. Segundo a pasta, a definição das regras do sistema está entre as prioridades de 2026.

Participaram do workshop a secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, e o subsecretário de Implementação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, Thiago Barral. A discussão integrou a série de reuniões setoriais promovidas pela Fazenda para preparar a implementação do SBCE.

De acordo com Barral, 2026 será dedicado à definição das balizas para que as empresas apresentem e executem seus planos de monitoramento e relato de emissões. Em 2027, alguns setores deverão submeter esses planos para aprovação. Na etapa inicial proposta pelo ministério estão celulose, siderurgia, cimento, alumínio, exploração e produção de petróleo e gás, refino e transporte aéreo.

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Numa segunda fase, prevista para começar em 2029, a proposta inclui mineração, alumínio reciclado, setor elétrico, vidro, indústria de alimentos e bebidas, química, cerâmica e resíduos. A partir de 2031, a previsão é incorporar os modais rodoviário, aquaviário e ferroviário. O cronograma ainda está em discussão e deverá passar por consulta pública.

Para o público do agronegócio, o ponto central é que o avanço do mercado regulado de carbono começa a desenhar exigências de monitoramento e governança ambiental que podem alcançar cadeias agroindustriais em fases futuras, especialmente no segmento de alimentos e bebidas. O evento, porém, não detalhou métricas específicas, custos de adequação ou regras operacionais para esse setor.

Representantes da mineração apresentaram inventários de emissões e casos de monitoramento, além de investimentos em descarbonização. As contribuições, segundo a Fazenda, devem subsidiar a regulamentação técnica do sistema.

Neste momento, a referência oficial é o cronograma preliminar apresentado pelo Ministério da Fazenda. Como a proposta ainda passará por consulta pública, prazos definitivos, critérios de enquadramento e obrigações por setor permanecem em fase de consolidação.

Fonte: gov.br

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Circuito das Águas Paulista obtém Indicação Geográfica para café


Safra de café 2026 pode chegar a 66,7 milhões de sacas, estima Conab

A região do Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, obteve a Indicação Geográfica (IG) para o café produzido no território. O reconhecimento foi publicado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo as informações divulgadas, esta é a 15ª IG concedida ao estado de São Paulo e a sétima relacionada ao café.

A Indicação Geográfica reconhece a relação entre a origem territorial e características do produto, considerando fatores como ambiente, tradição produtiva e modos de fazer desenvolvidos localmente. No caso do Circuito das Águas Paulista, o café é associado às condições de solo e altitude das áreas de cultivo em região serrana da Mantiqueira.

De acordo com o conteúdo divulgado, a entidade responsável pela IG é a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap). O registro abrange nove municípios: Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que atuou no trabalho de fomento e acompanhamento do processo. O material também destaca que a tradição cafeeira da região remonta à segunda metade do século XIX, período em que o cultivo do grão avançou com a presença de imigrantes europeus, especialmente italianos e portugueses.

Do ponto de vista da cadeia produtiva, a IG funciona como instrumento de diferenciação comercial e de identificação de origem. Na prática, esse tipo de registro pode fortalecer a rastreabilidade, a padronização e a estratégia de posicionamento de cafés regionais no mercado. O conteúdo divulgado, no entanto, não apresenta estimativas de produção, área cultivada, volume comercializado ou impacto econômico imediato para os produtores da região.

Com o novo reconhecimento, São Paulo amplia o número de registros de origem ligados ao café, segmento que busca maior agregação de valor por meio da diferenciação territorial. Sem dados adicionais sobre produção e mercado, os efeitos econômicos e comerciais da medida ainda dependerão da aplicação do registro pela governança local e pelos produtores habilitados.

Fonte: gov.br

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Lula diz que Petrobras está perto de anunciar resultado sobre Margem Equatorial


ANP debate mudanças para acelerar fase de exploração de petróleo e gás

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (27), em entrevista ao telejornal JAM1, da Rede Globo no Amazonas, que falta pouco tempo para a Petrobras informar se há ou não petróleo a ser explorado na Margem Equatorial. Na mesma conversa, ele voltou a defender obras de infraestrutura na região Norte, como a BR-319 e a Ferrogrão, e disse que o país está estruturado para enfrentar questões climáticas envolvendo o El Niño.

Ao tratar da Margem Equatorial, Lula disse que a Petrobras está próxima de anunciar se existe volume explorável de petróleo na área. Segundo o presidente, o processo vem sendo conduzido com responsabilidade e com base na experiência técnica da estatal. Ele acrescentou que, se a reserva corresponder ao potencial estimado pelo governo, a exploração pode contribuir para o desenvolvimento de estados do Norte, com menção ao Amapá.

O presidente também voltou a falar sobre a BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). Lula afirmou que os estudos ambientais foram realizados e disse que a proposta prevê parceria público-privada para implantação e controle da faixa da estrada. No setor agropecuário, a rodovia é acompanhada por agentes econômicos por seu potencial de alterar fluxos de transporte, custos logísticos e integração regional, embora a entrevista não tenha detalhado cronograma, investimento previsto ou etapas de execução.

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Na mesma linha, Lula afirmou que pretende concluir a Ferrogrão. O projeto é acompanhado pelo agronegócio por sua relação com o escoamento de grãos do Centro-Oeste e do Norte aos portos do Arco Norte. No entanto, o presidente não informou data, modelo de contratação ou andamento regulatório atualizado.

Sobre clima, Lula declarou que o governo está preparado para enfrentar efeitos associados ao El Niño. A entrevista, porém, não apresentou medidas operacionais, valores orçamentários ou ações específicas para agricultura, pecuária, defesa civil ou infraestrutura.

As declarações reforçam três frentes acompanhadas pelo setor: oferta de energia, logística de transporte e gestão climática. Como não foram informados prazos, volumes, licenças ou detalhes técnicos adicionais, a avaliação de impacto para cadeias produtivas, exportação e custos no campo depende de anúncios formais dos órgãos responsáveis e do avanço efetivo dos projetos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lula defende que Petrobras alinhe decisões ao interesse do país


Petrobras anuncia R$ 2,8 bilhões para gás de Urucu e novas barcaças no Amazonas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (27), durante cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras no Amazonas, que a estatal deve considerar não apenas sua lógica empresarial, mas também prioridades definidas como de interesse do país. A fala ocorreu ao citar, como exemplo, a construção de barcaças no Brasil mesmo com custo superior ao de compras no exterior. O conteúdo detalhado dos investimentos anunciados não foi informado no material disponível.

Ao tratar da atuação da Petrobras, Lula disse que a empresa precisa levar em conta efeitos sobre emprego e desenvolvimento tecnológico. Segundo o presidente, a discussão com a companhia deve considerar “o que o Brasil precisa”, ainda que determinadas operações apresentem custo maior do que alternativas externas.

No exemplo citado, Lula mencionou a possibilidade de construir barcaças no Amazonas em vez de adquiri-las na China. De acordo com a fala presidencial, a decisão deveria avaliar não só o custo direto da Petrobras, mas também a geração de emprego e conhecimento tecnológico no país.

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O presidente também afirmou que o governo federal não “manda” na Petrobras, embora participe da indicação de nomes para o conselho e discuta prioridades nacionais com a empresa. A declaração reforça a sinalização política de defesa de maior alinhamento entre estatais estratégicas e objetivos de política industrial e energética.

Na mesma cerimônia, Lula criticou processos de privatização e citou a Eletrobras ao afirmar que a desestatização da companhia trouxe perda para o país. Também mencionou, de forma crítica, a venda de ativos estatais em governos anteriores.

Para setores produtivos, incluindo o agro, o tema tem relação com energia, combustíveis e logística. No entanto, o material disponível não apresenta medidas concretas, cronograma, valores, nem efeitos operacionais imediatos sobre preços de combustíveis, oferta energética ou transporte de cargas. Sem esses dados, não é possível dimensionar tecnicamente impactos objetivos para produtores, cooperativas ou agroindústrias.

As declarações indicam uma diretriz política de maior peso para conteúdo nacional e prioridades econômicas mais amplas nas decisões da Petrobras. Os efeitos práticos sobre cadeias produtivas dependerão da divulgação de projetos, valores, prazos e eventuais desdobramentos regulatórios ou operacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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EUA e México abrem três rodadas de negociação para revisar o USMCA


EUA e México abrem três rodadas de negociação para revisar o USMCA

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou nesta terça-feira (27) três rodadas de negociações bilaterais com o México no processo da primeira Revisão Conjunta do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA). A agenda começa nos dias 28 e 29 de maio, na Cidade do México, e seguirá em junho, em Washington, e na semana de 20 de julho, novamente em território mexicano. Entre os temas previstos estão regras de origem, segurança econômica e agricultura.

Segundo o USTR, a primeira rodada será liderada pelo vice-representante de Comércio dos Estados Unidos, Jeff Goettman, e terá foco em segurança econômica e regras de origem para bens industriais considerados estratégicos. A segunda etapa, marcada para os dias 16 e 17 de junho em Washington, D.C., incluirá também discussões sobre agricultura e igualdade de condições entre os parceiros.

A terceira rodada ocorrerá na semana de 20 de julho, na Cidade do México. Até o momento, o USTR não detalhou quais produtos agropecuários estarão no centro das conversas, nem informou possíveis mudanças em tarifas, cotas, exigências sanitárias ou mecanismos de acesso a mercado.

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Em nota, o escritório afirmou que as negociações buscarão assegurar que o USMCA gere benefícios para fabricantes, agricultores, pecuaristas, trabalhadores, prestadores de serviços e pequenas e médias empresas dos Estados Unidos. O representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse nesta terça-feira (27) que o presidente Donald Trump está atento ao déficit comercial norte-americano com o México, ao comentar as prioridades de Washington na agenda externa.

Para o setor agropecuário, a revisão é relevante porque o acordo integra fluxos comerciais entre três mercados centrais para grãos, carnes, alimentos processados e insumos. No entanto, ainda não há definição oficial sobre medidas concretas para o segmento rural. Sem esse detalhamento, o efeito prático sobre produtores, exportadores e cadeias produtivas dependerá do conteúdo final das negociações e de eventuais mudanças nas regras comerciais.

Neste momento, o cenário técnico indica apenas a abertura formal da revisão e a inclusão da agricultura na segunda rodada. Projeções sobre impacto em preços, exportações ou competitividade exigem a divulgação das propostas específicas que serão apresentadas pelos dois países ao longo do calendário de negociações.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio


Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio

A queda de 1,47% nos preços dos combustíveis levou o grupo Transportes a registrar recuo de 0,33% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (27). Em abril, o grupo havia subido 1,34%. O movimento foi puxado principalmente pela gasolina, além de reduções no etanol e no óleo diesel.

Segundo o IBGE, a gasolina caiu 1,32% em maio e respondeu pelo principal alívio individual do índice do mês, com impacto de -0,07 ponto porcentual. O etanol recuou 2,73% e teve a segunda maior contribuição negativa, de -0,02 ponto porcentual. O óleo diesel caiu 2,04% e retirou -0,01 ponto porcentual da inflação. Na direção oposta, o gás veicular subiu 2,12% no período.

Com esse comportamento dos combustíveis, o grupo Transportes passou de uma alta de 1,34% em abril para uma queda de 0,33% em maio, também com contribuição de -0,07 ponto porcentual para o IPCA-15 do mês.

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Entre os demais itens do grupo, a passagem aérea avançou 3,25% em maio. No transporte público, o ônibus urbano caiu 0,56% e o metrô recuou 0,21%. Já o ônibus intermunicipal subiu 0,27%, enquanto a integração de transporte público aumentou 0,30%.

Para o setor agropecuário, os dados são acompanhados sobretudo pelo comportamento do óleo diesel e do etanol. O diesel tem peso direto sobre frete, escoamento da produção, operação de máquinas e transporte de insumos. Já o etanol integra a cadeia de biocombustíveis, com reflexos sobre usinas, distribuidoras e formação de preços no mercado energético. O dado do IPCA-15, no entanto, mede a variação ao consumidor e não detalha nesta divulgação os efeitos regionais sobre frete rural ou custos por cadeia produtiva.

Os números de maio indicam alívio nos combustíveis dentro da prévia da inflação ao consumidor, com destaque para gasolina, etanol e diesel. Para medir o efeito prático sobre custos do agro, ainda são necessários dados complementares de frete, logística e preços regionais ao longo das próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Produção de arroz cresce 41% em Alagoas


A produção de arroz em casca no Baixo São Francisco registrou crescimento de 41% entre 2023 e 2025, saltando de 17 mil para mais de 24 mil toneladas. O avanço é atribuído às ações do Programa Alagoas Mais Arroz, uma das frentes do Planta Alagoas, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que Alagoas alcançou produção de 19 mil toneladas na safra de arroz de 2024, aumento de 11% em relação ao ciclo anterior. A área colhida no Baixo São Francisco chegou a 2.691 hectares em 2025, com produtividade média de 8,47 toneladas por hectare.

Entre os municípios da região, Igreja Nova liderou a produção na safra 2025/2026, com 12,5 mil toneladas de arroz em casca e produtividade de 9,74 toneladas por hectare. Na sequência aparecem Porto Real do Colégio, com produção de 10,6 mil toneladas e produtividade de 8,34 toneladas por hectare, e Penedo, com produtividade de 8,19 toneladas por hectare.

Desde 2024, o Governo de Alagoas vem ampliando ações voltadas ao fortalecimento da rizicultura, com incentivos fiscais, entrega de maquinário agrícola e contratação de profissionais para assistência técnica e extensão rural. O objetivo é ampliar o atendimento aos produtores e estimular o crescimento da atividade no estado.

Em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária também realizou capacitações voltadas à tecnificação da cultura do arroz. As ações incluem orientações sobre escolha de sementes e adoção de práticas de cultivo consideradas mais rentáveis.

Segundo a Embrapa, a região do Baixo São Francisco reúne condições favoráveis de solo e clima para o cultivo do arroz, permitindo alcançar produtividades que, em alguns casos, podem superar as registradas em regiões tradicionais de produção, como o Rio Grande do Sul.

O estado possui consumo interno médio de 87 mil toneladas de grãos, enquanto a produção segue em expansão. Além de contribuir para o abastecimento, a atividade é apontada como fonte de renda para agricultores familiares e fator de movimentação econômica para produtores, usinas beneficiadoras e consumidores.





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