Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio

A queda de 1,47% nos preços dos combustíveis levou o grupo Transportes a registrar recuo de 0,33% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (27). Em abril, o grupo havia subido 1,34%. O movimento foi puxado principalmente pela gasolina, além de reduções no etanol e no óleo diesel.
Segundo o IBGE, a gasolina caiu 1,32% em maio e respondeu pelo principal alívio individual do índice do mês, com impacto de -0,07 ponto porcentual. O etanol recuou 2,73% e teve a segunda maior contribuição negativa, de -0,02 ponto porcentual. O óleo diesel caiu 2,04% e retirou -0,01 ponto porcentual da inflação. Na direção oposta, o gás veicular subiu 2,12% no período.
Com esse comportamento dos combustíveis, o grupo Transportes passou de uma alta de 1,34% em abril para uma queda de 0,33% em maio, também com contribuição de -0,07 ponto porcentual para o IPCA-15 do mês.
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Entre os demais itens do grupo, a passagem aérea avançou 3,25% em maio. No transporte público, o ônibus urbano caiu 0,56% e o metrô recuou 0,21%. Já o ônibus intermunicipal subiu 0,27%, enquanto a integração de transporte público aumentou 0,30%.
Para o setor agropecuário, os dados são acompanhados sobretudo pelo comportamento do óleo diesel e do etanol. O diesel tem peso direto sobre frete, escoamento da produção, operação de máquinas e transporte de insumos. Já o etanol integra a cadeia de biocombustíveis, com reflexos sobre usinas, distribuidoras e formação de preços no mercado energético. O dado do IPCA-15, no entanto, mede a variação ao consumidor e não detalha nesta divulgação os efeitos regionais sobre frete rural ou custos por cadeia produtiva.
Os números de maio indicam alívio nos combustíveis dentro da prévia da inflação ao consumidor, com destaque para gasolina, etanol e diesel. Para medir o efeito prático sobre custos do agro, ainda são necessários dados complementares de frete, logística e preços regionais ao longo das próximas semanas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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