quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

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Status sanitário do Brasil é decisivo para competitividade do setor, diz gerente da ABPA



2025 não foi um ano fácil para o setor brasileiro de aves. Em maio, foi confirmado o primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial do município de Montenegro (RS). Com isso, veio a restrição de mercados importantes como a China e a União Europeia, além de uma lista com mais de 20 países.

O resultado das restrições se traduz na previsão de um crescimento modesto nas exportações de carne de frango neste ano. Conforme dados divulgados pela Associação de Proteína Animal (ABPA), os embarques devem atingir até 5,5 milhões de toneladas, avanço de apenas 0,5% em relação a 2024.

Apesar dessa estimativa de alta moderada nas exportações, o setor de proteína animal defende que o trabalho dos produtores rurais brasileiros foi essencial para a reversão do cenário desafiador. A avaliação é do gerente-executivo de mercados da ABPA, Estevão Carvalho.

“O Brasil foi o último país entre os grandes produtores globais a enfrentar um caso de gripe aviária. Enquanto Europa, Ásia e Estados Unidos estavam tomados pela doença, nós ainda resistíamos”, afirmou. Em entrevista ao Canal Rural, ele falou sobre o nível de comprometimento do setor em relação ao status sanitário e na qualidade da nossa proteína animal.

Oportunidades na carne suína

No caso dos suínos, o panorama é mais favorável para o Brasil. Para 2025, a previsão é que as exportações brasileiras de carne suína cheguem em 1,49 milhão de toneladas, crescimento de 10% frente a 2024. O gerente-executivo da ABPA citou os danos causados pela peste suína africana em importantes produtores da proteína, como Filipinas e China.

Carvalho também lembra que recentemente a Espanha, o maior produtor de carne suína da UE, notificou um caso da doença. Nesse sentido, o mercado brasileiro pode ser favorecido.

“Torcemos contra as doenças — queremos um status sanitário global melhor. Mas a realidade é que países que enfrentam surtos acabam sendo restringidos parcial ou totalmente nas exportações, enquanto aqueles com status sanitário elevado ganham oportunidades”, explica.

Sustentabilidade é caminho sem volta

Além de atender os mais altos critérios de sanidade animal, o produtor tem que pensar em estratégias para o futuro da atividade. Com isso, Carvalho aponta que o investimento em tecnologia e sustentabilidade é prioridade para o Brasil. Na avaliação do especialista, porém, o comprometimento dos produtores segue como um grande diferencial para o Brasil. Segundo ele, é por causa dessa postura que o país conseguiu acessar diversos mercados.

“Essa é uma tendência sem volta. O consumidor global, de forma geral, está cada vez mais atento à origem da carne que compra. Por isso, além das questões de biossegurança, os investimentos em tecnologia e sustentabilidade são essenciais”, reforça.



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FPA cobra urgência do governo e pede R$ 1 bilhão a mais para reforçar o seguro rural



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) enviou ao governo federal um pedido de urgência para a inclusão de R$ 1,050 bilhão no orçamento destinado ao seguro rural. O ofício foi assinado pelo presidente da bancada, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), que alertou para o risco de enfraquecimento da política de proteção da produção diante de cortes sucessivos nos recursos.

Segundo Lupion, o reforço financeiro é essencial para manter a política pública ativa, garantir previsibilidade ao setor e assegurar a continuidade das linhas de crédito rural.

Demanda crescente, orçamento menor

A solicitação ocorre em um momento crítico para o setor. Apesar do aumento dos eventos climáticos extremos — como El Niño e La Niña — a cobertura do seguro rural vem diminuindo. Sem uma política robusta de mitigação de riscos, a inadimplência no crédito rural triplicou nas operações de mercado no último ano, dificultando o acesso dos produtores ao financiamento.

Ao mesmo tempo, programas considerados redes de proteção têm sido insuficientes. O Proagro registrou, em 2023, sinistralidade de 428% e custou dez vezes mais ao governo do que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), mas cobriu uma área menor — cenário que reforça o descompasso entre risco climático e proteção oferecida.

Discrepância entre demanda e recursos disponíveis

Para 2024, o setor agropecuário havia solicitado R$ 2,1 bilhões para o PSR. A Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovou R$ 964,5 milhões, mas o contingenciamento reduziu o valor para R$ 820,2 milhões — equivalente a menos de 60% da demanda do setor.

A diferença impacta diretamente a competitividade do agro. Uma comparação com modelos internacionais evidencia a defasagem brasileira.

“Se compararmos o modelo de seguro dos Estados Unidos com o nosso, vemos uma disparidade gigantesca em relação à cobertura, à obrigatoriedade, ao tipo de seguro e aos subsídios. Estamos muito atrás e não podemos transformar em secundário o que é fundamental para o desenvolvimento do agro e do Brasil”, disse Lupion.



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Banco do Brasil renegociou R$ 1,8 bilhão de dívidas de produtores rurais do RS



O Banco do Brasil (BB) renegociou R$ 1,8 bilhão em dívidas de produtores rurais no Rio Grande do Sul, informou a instituição financeira em nota. As renegociações ocorrem pelas condições da Medida Provisória 1.314/25, com regras especiais para produtores rurais liquidarem e amortizarem operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs).

Do montante, R$ 672 milhões são referentes a operações com recursos livres e R$ 1,2 bilhão em operações com fontes controladas.

Produtores com perdas mínimas de 30% em duas ou mais safras a partir de 2020, com fluxo de caixa comprometido e que estejam localizados nos municípios elegíveis podem acessar os financiamentos com recursos operados pelo BNDES, prazo de pagamento de até nove anos.

De acordo com o banco, mais de 30 mil produtores rurais do Rio Grande do Sul estão aptos a regularizar suas dívidas com base nas condições da MP.

“Há produtores que se enquadram na MP e ainda não nos procuraram”, disse o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, em nota.

“Sabemos que cada um deles vive uma combinação diferente de fatores, como preço, clima, juros e prorrogações anteriores. Por isso é importante nos procurar para ajustar parcelas e dar fôlego imediato ao fluxo de caixa”, acrescenta



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Brasil bate recordes de comércio exterior em novembro


As exportações e importações brasileiras registraram novos recordes para meses de novembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4/12) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). No mês, as exportações somaram US$ 28,5 bilhões e as importações, US$ 22,7 bilhões, resultando em superávit de US$ 5,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 51,2 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações atingiram US$ 317,8 bilhões e as importações, US$ 260 bilhões, com saldo positivo de US$ 57,8 bilhões e corrente de comércio anual de US$ 577,8 bilhões.

Na comparação entre novembro de 2025 (US$ 28,51 bilhões) e novembro de 2024 (US$ 27,86 bilhões), houve alta de 2,4% nas exportações. As importações cresceram 7,4% entre novembro de 2025 (US$ 22,67 bilhões) e o mesmo mês de 2024 (US$ 21,11 bilhões). Com isso, a corrente de comércio mensal somou US$ 51,19 bilhões, expansão de 4,5% frente ao mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e novembro, as exportações avançaram 1,8% na comparação entre 2025 (US$ 317,82 bilhões) e 2024 (US$ 312,17 bilhões). As importações tiveram crescimento de 7,2% no período, passando de US$ 242,62 bilhões para US$ 259,98 bilhões. A corrente de comércio acumulada registrou US$ 577,8 bilhões, alta de 4,1%.

No desempenho setorial das exportações de novembro de 2025, em comparação com novembro de 2024, houve aumento de US$ 1,16 bilhão (25,8%) na Agropecuária e de US$ 0,57 bilhão (3,7%) na Indústria de Transformação, além de queda de US$ 1,06 bilhão (14%) na Indústria Extrativa. No acumulado do ano, a Agropecuária cresceu US$ 3,45 bilhões (5%) e a Indústria de Transformação, US$ 5,3 bilhões (3,2%), enquanto a Indústria Extrativa recuou US$ 3,26 bilhões (4,3%).

Nas importações do mês, houve crescimento de US$ 1,79 bilhão (9,3%) em produtos da Indústria de Transformação, queda de US$ 0,02 bilhão (5,4%) em Agropecuária e recuo de US$ 0,21 bilhão (18,1%) na Indústria Extrativa. No acumulado anual, a Agropecuária registrou alta de US$ 0,36 bilhão (7%) e a Indústria de Transformação, de US$ 20,52 bilhões (9,3%), enquanto a Indústria Extrativa caiu US$ 3,49 bilhões (22,6%).





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médico veterinário garante segurança alimentar no estado; entenda



O médico veterinário desempenha um papel essencial na segurança alimentar do estado de Minas Gerais, atuando desde a sanidade do rebanho até a inspeção e fiscalização dos produtos na indústria.

Com a proximidade das festas de final de ano, esse trabalho é intensificado, garantindo que o consumidor mineiro e brasileiro tenha acesso a alimentos de origem animal de qualidade.

Em entrevista ao Giro do Boi, Gilson Sales, conselheiro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado de Minas Gerais (CRMV) e subsecretário de Política e Economia Agropecuária do estado, explicou que o profissional atua em toda a cadeia produtiva. Ele inicia com a vacinação e a sanidade dos animais, que são a matéria-prima, e avança para o controle e a garantia dos padrões de fabricação e autocontrole nas indústrias.

Confira:

Produção de laticínios em Minas Gerais

Minas Gerais, reconhecido como a maior bacia leiteira do país, com produção de nove vírgula dois bilhões de litros de leite por ano, tem um papel crucial na segurança alimentar. O estado tem se empenhado em garantir que produtos tradicionais, como o Queijo Minas Artesanal, patrimônio imaterial da UNESCO, cheguem à população com segurança.

O CRMV e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) são os órgãos responsáveis pela garantia da qualidade dos produtos. O CRMV lançou o programa Diga Sim ao SIM (Serviço de Inspeção Municipal) para fomentar a formalidade, assegurando que os alimentos sejam produzidos e comercializados dentro dos padrões de segurança.

Dicas para o consumidor

A atenção do consumidor é vital no momento das compras. Gilson Sales listou algumas dicas para garantir um consumo seguro no final do ano. O especialista destacou a importância de não desperdiçar os alimentos, especialmente em um mundo onde duas bilhões de pessoas sofrem com insegurança alimentar.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Como o bom manejo do solo garante produtividade e sustentabilidade da soja



O solo é a base da produção agrícola e desempenha papel decisivo no desempenho das lavouras de soja. A qualidade física, química e biológica desse recurso determina a capacidade da planta de enfrentar estresses climáticos, aproveitar nutrientes e expressar seu potencial produtivo. Em Mato Grosso, a conservação do solo tem sido prioridade entre os produtores, que reconhecem sua influência direta na sustentabilidade e na eficiência das áreas cultivadas.

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Entre as principais estratégias adotadas para manter a saúde do solo está o plantio direto, prática consolidada no estado e fundamental para reduzir erosão, aumentar a infiltração de água e garantir cobertura permanente da superfície. A formação de palhada com braquiária e outras plantas de cobertura também se destaca como aliada na construção de um perfil mais estruturado, capaz de sustentar a soja mesmo em anos de irregularidade de chuvas.

A diversificação de manejos tem avançado nas propriedades, com o uso crescente de biológicos, ácidos húmicos e fúlvicos, além de consórcios que melhoram o aporte de matéria orgânica ao solo. Em anos de baixa umidade e pouca chuva, esses sistemas mostram resultados consistentes ao permitir que a cultura da soja mantenha produtividade, demonstrando a importância de práticas conservacionistas de longo prazo.

Pesquisas regionais reforçam essa evolução. Os experimentos conduzidos pelos Centros Tecnológicos da Aprosoja MT têm auxiliado os produtores na escolha de cultivares, estratégias de adubação e manejos de solo adaptados às condições de cada região. Esses estudos validam tecnologias e oferecem segurança técnica na tomada de decisões, contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

No Dia Mundial do Solo, a Aprosoja MT destaca que a manutenção desse recurso é essencial para o futuro da soja mato-grossense e para toda a cadeia produtiva. A entidade reforça que o equilíbrio entre produtividade e preservação depende da adoção contínua de boas práticas dentro das propriedades, somado ao avanço das pesquisas que apoiam o produtor na missão de produzir mais, com responsabilidade e respeito ao meio ambiente.



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O que o agro ganha ao se aproximar do mercado de capitais?



A aproximação entre o agronegócio e o mercado de capitais começa a ganhar força como uma alternativa para ampliar o acesso a financiamento, reduzir riscos e sustentar o crescimento do setor. Nesta sexta-feira (4), a Arena B3 sediou mais uma edição do evento “O Agro e o Mercado de Capitais”, com debates sobre crédito privado, seguro rural, geopolítica e perspectivas de produção.

A iniciativa, liderada pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Instituto Pensar Agro (IPA), busca diminuir a distância entre o coração financeiro do país, concentrado na Faria Lima e na B3, e a realidade do produtor rural. Sendo assim, a proposta é clara: mostrar ao setor que existem instrumentos além do crédito público tradicional, como é o caso do Plano Safra.

Eventos querem simplificar e expandir o acesso a novas ferramentas

O presidente do IBDA, Renato Buranello, explica que o produtor rural já observa o movimento do mercado financeiro, mas ainda depende de suporte técnico para tomar decisões. “O produtor rural ouve, mas ele precisa colocar o contador e o advogado para validar. Esses eventos ampliam o conhecimento sobre o mercado de capitais”, afirmou.

Para ele, ampliar a familiaridade com debêntures, CRA, fundos e instrumentos de gestão de risco é um passo natural para reduzir a dependência de recursos públicos.

Na visão do diretor-geral do IPA, Geraldo Melo, o setor não pode mais se apoiar apenas em políticas públicas. “Não dá mais para conversar sobre produção e a força do agro apenas nos recursos públicos. É necessária uma mudança de página”, disse.

Ele destacou ainda a importância da regra que impede o contingenciamento dos recursos do seguro rural em 2026, que foi aprovada nesta quinta-feira (4), dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem. De acordo com Melo, o futuro do agro passa por integrar mercado financeiro, seguro e novas formas de capitalização.

Incerteza global aumenta a necessidade de instrumentos financeiros

O coordenador do Centro de Bioeconomia da FGV, Guilherme Bastos, afirmou que o ambiente econômico mundial segue volátil e que o setor rural precisa se adaptar. “Independente do governo, o ponto é: o que o setor precisa para avançar de forma sustentável também do ponto de vista econômico-financeiro?”, questionou.

Segundo ele, a guerra e a desaceleração global mostraram que mercados interligados conseguem se ajustar, mas que a incerteza para 2026 segue elevado. Isso reforça a importância de mecanismos de proteção financeira, como hedge, seguro e diversificação de fontes de crédito.



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CMO aprova R$ 12,5 bilhões em créditos para agro



CMO aprova recursos para aliviar dívidas rurais



Foto: Canva

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (2) um total de R$ 12,5 bilhões em créditos extraordinários para o Orçamento de 2025, conforme divulgado pela Agência Senado. A maior parcela está na Medida Provisória 1.316/2025, que destina R$ 12 bilhões para apoiar produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos.

Segundo mensagem enviada pelo governo ao Congresso, a medida cria novas linhas de crédito rural voltadas à liquidação ou amortização de dívidas relacionadas ao Pronaf, ao Pronamp e a contratos firmados por agricultores que enfrentam dificuldades de pagamento, conforme o informado pela Agência Senado.

A relatora da MP, senadora Dorinha Seabra (União-TO), defendeu a aprovação da proposta. “Com esse crédito, será possível oferecer taxas de juros e prazos mais adequados para pagamento das dívidas que não puderam ser regularizadas devido aos custos com as instituições financeiras e para o Tesouro Nacional”, afirmou.

O presidente da comissão, senador Efraim Filho (União-PB), informou que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 (PLN 2/2025) e do relatório de receitas do Orçamento de 2026 (PLN 15/2025) foi remarcada para esta quarta-feira (3). As medidas provisórias aprovadas seguirão agora para análise dos Plenários da Câmara e do Senado, enquanto os projetos de lei serão votados no Plenário do Congresso Nacional.

De acordo com a Agência Senado, na mesma reunião, a CMO aprovou o relatório do Comitê de Admissibilidade de Emendas sobre o Orçamento de 2026. O relator, deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), rejeitou duas emendas de comissões e quatro de bancadas estaduais, aprovando um total de 532. Ele declarou que ainda aguarda o relatório da bancada de Alagoas. Os parlamentares podem apresentar emendas coletivas de bancadas estaduais e de comissões, além de emendas individuais às despesas previstas pelo Executivo.





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vale a pena substituir o bonsmara no tricross? Especialista responde



A dúvida do pecuarista Marçal Dias, de Santa Rita do Pardo (MS), sobre se vale a pena trocar o bonsmara em seu tricross (angus x bonsmara x nelore) aborda um desafio central da pecuária intensiva: como manter o alto desempenho do gado 3/4 europeu no confinamento sem que o metabolismo elevado cause perda de peso.

O zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética, informa que o bonsmara, uma raça taurina com influência zebuína, possui metabolismo médio a alto. Segundo Zadra, se o produtor está notando perda de desempenho no cocho, o problema não reside na raça, mas na gestão do metabolismo desse gado adaptado ao frio em climas quentes, o que exige atenção redobrada à nutrição intensiva e ao tempo de recria.

Confira:

Opções para pecuaristas

Para realizar um tricross terminal de sucesso, o pecuarista deve optar por raças que produzam animais de grande porte e com pelo curto, favorecendo o conforto térmico. Zadra destaca que, se o objetivo é a terminação de tiro curto, o animal 3/4 europeu é o mais indicado, embora exija um investimento nutricional maior.

A decisão de substituir o bonsmara por outra raça bimestiça de grande porte, como canchim ou santa gertrudis, pode ser válida para padronizar o rebanho com o mesmo metabolismo. Contudo, o sucesso final dependerá do equilíbrio na dieta do gado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Produção de rações cresce 2% e chega a 66,5 milhões de toneladas em 2025



A indústria brasileira de alimentação animal registrou alta de 2% na produção de rações entre janeiro e setembro de 2025, totalizando 66,5 milhões de toneladas, segundo prévia divulgada pelo Sindirações. A projeção da entidade é encerrar o ano com 90 milhões de toneladas, avanço de 2,8% sobre 2024.

O número considera apenas rações, o volume de sal mineral será adicionado no balanço consolidado. A soma dos dois segmentos compõe o desempenho geral do setor.

Para o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, o resultado demonstra a resiliência da cadeia de alimentação animal. “A indústria permanece resiliente mesmo diante das incertezas globais, sustentada por eficiência, inovação e forte base produtiva”, afirma.

Avicultura mantém estabilidade apesar de embargos sanitários

A avicultura de corte consumiu 28 milhões de toneladas de rações até setembro, mantendo estabilidade mesmo após os embargos relacionados à influenza aviária. Segundo a ABPA, a produção de carne de frango deve superar 15 milhões de toneladas em 2025, impulsionada pelo consumo interno, hoje estimado em 47,8 kg por habitante ao ano.

Zani destaca a maturidade tecnológica do setor. “O dinamismo da avicultura reflete previsibilidade nutricional e capacidade de resposta diante das adversidades”. A previsão é chegar a 37,9 milhões de toneladas de ração até dezembro.

Postura avança com demanda firme e produção em alta

O consumo de rações na postura comercial somou 5,6 milhões de toneladas até setembro, impulsionado pela demanda doméstica por ovos. Segundo o IBGE, a produção nacional avançou 2,8% na comparação entre os terceiros trimestres de 2024 e 2025.

A expectativa é encerrar o ano com 7,4 milhões de toneladas. Para Zani, o ovo segue como proteína estratégica. “É acessível, nutritivo e sustenta o crescimento contínuo do setor de postura”.

A suinocultura consumiu 16,4 milhões de toneladas de rações entre janeiro e setembro. Apesar da leve sobreoferta no mercado interno, as exportações seguem firmes, mantendo o setor estável. A projeção é encerrar 2025 com 22 milhões de toneladas consumidas.

“A suinocultura brasileira demonstra elevada eficiência zootécnica e adaptação aos movimentos de mercado”, destaca Zani.

Leite: produção cresce, mas demanda limitada segura avanço

A pecuária leiteira registrou alta de 8% na captação formal, favorecida pelo clima e por custos operacionais estáveis. Porém, a demanda retraída e a maior presença de importados limitaram o desempenho.

O consumo de rações no segmento somou 5,6 milhões de toneladas, com previsão de chegar a 7,3 milhões até o final do ano. Segundo Zani, “a pecuária leiteira exige reinvenção permanente para enfrentar a concorrência e ganhar eficiência.”

Bovinos de corte têm melhora de margens em 2025

O segmento consumiu 5,3 milhões de toneladas de rações até setembro. A queda do custo dos concentrados, a reposição mais barata e a arroba estável ajudaram a melhorar as margens, especialmente no segundo giro do ano.

A previsão é superar 7,7 milhões de toneladas até dezembro. “O confinamento se consolida como peça-chave para regular oferta e ampliar produtividade”, afirma.

A aquicultura consumiu 1,3 milhão de toneladas de rações nos nove primeiros meses de 2025. A piscicultura industrial sentiu efeitos do tarifaço dos EUA e da concorrência asiática, enquanto a carcinicultura avançou com automação e manejo preciso, aumentando produtividade por hectare.

A expectativa é encerrar o ano com 1,9 milhão de toneladas. Zani destaca: “A aquicultura brasileira tem espaço extraordinário de expansão, especialmente com automação e nutrição de precisão.”

O setor de pet food consumiu cerca de 3 milhões de toneladas entre janeiro e setembro. A estimativa para o ano é de 4 milhões de toneladas, distribuídas entre:

  • Cães: 80%
  • Gatos: 19%
  • Outras espécies (pássaros, peixes, répteis etc.): 1%

Brasil reforça posição global em proteína animal

Segundo o Sindirações, a cadeia de proteína animal segue sustentada por tecnologia, eficiência zootécnica e padronização nutricional, fatores que mantêm o Brasil entre os principais players mundiais.

“A nutrição de precisão e os sistemas intensivos asseguram competitividade, eficiência e previsibilidade técnica”, conclui Zani.



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