sábado, março 14, 2026

Autor: Redação

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Diesel mais caro e incertezas nas vendas preocupam sojicultores em meio à guerra no Oriente Médio


Biodiesel e soja
Imagem gerada por IA

A escalada do conflito no Oriente Médio gera reflexos no campo brasileiro. Produtores rurais relatam aumento expressivo no preço do diesel e até restrições na venda do combustível em alguns postos em pleno pico da colheita em alguns estados , o que levanta preocupação em um momento estratégico para o agronegócio.

De acordo com o produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chapla, o aumento foi percebido principalmente entre o fim de fevereiro e o início de março.

“Estamos vendo uma escalada de preço do diesel de uma forma até absurda na última semana de fevereiro e começo de março. Alguns produtores relataram que, ao buscar combustível nos postos, o volume vendido estava limitado, justamente para evitar que alguns façam grandes estoques enquanto outros fiquem sem”, afirma.

Segundo Chaplan, a região oeste do Paraná já praticamente concluiu as etapas mais intensivas em consumo de combustível da safra de soja. “Aqui no oeste do Paraná já finalizamos a colheita e o plantio. Então o maior consumo de diesel nessas operações já aconteceu. Agora o produtor utiliza mais nas atividades culturais da lavoura e também nas atividades pecuárias”, explica.

Mesmo assim, a preocupação permanece, principalmente porque muitos produtores costumam comprar volumes maiores de diesel para estocar e utilizar ao longo do ano.

“Muitos produtores compram em volumes maiores, em TRRs, para fazer estoque para a próxima safra. Mas esses fornecedores nem sempre têm grande volume para entrega imediata. Muitas vezes o produtor faz o pedido hoje e recebe em dois ou três dias, e o preço final só é confirmado quando o combustível chega da distribuidora”, relata.

Além do impacto direto nas propriedades, Chaplan alerta que o maior risco está na logística do agronegócio.

“A preocupação maior é com a questão da logística, principalmente da porteira para dentro. O diesel é um insumo essencial para o manejo dos animais, para transporte de ração e para diversas operações dentro da propriedade”, diz.

Ele explica que um eventual desabastecimento poderia afetar toda a cadeia produtiva.

“Se houver falta de diesel, como fica a logística das empresas para entregar ração aos produtores? E depois o transporte desses animais até os frigoríficos? A escala de abate é diária, não pode parar. Isso começa a gerar preocupação”, afirma.

O impacto poderia chegar também ao consumidor final, caso a cadeia seja afetada.

“Se o frango, o peixe ou o leite não chegam aos frigoríficos ou laticínios, toda a cadeia é afetada. Esse alimento pode deixar de chegar aos grandes centros ou até de ser exportado. Não estamos dizendo que isso vai acontecer, mas é uma preocupação real diante do cenário”, conclui Chaplan.

Segundo o produtor, o objetivo ao relatar a situação é alertar sobre os possíveis impactos sem gerar alarme desnecessário.

“Não queremos criar pânico, mas estamos atentos e preocupados com essa escalada e com o tempo que essa situação pode durar.”

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Audiência pública promove debate sobre crédito de carbono na Expodireto Cotrijal 2026


A audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, que ocorre sempre na sexta-feira, último dia da Expodireto Cotrijal, neste ano debateu o impacto da regulamentação da Lei 15.042/2024. Sancionada em dezembro de 2024, a lei criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).

O senador Luis Carlos Heinze, organizador do debate, destacou que desde o ano passado várias audiências têm sido promovidas visando ouvir os diversos setores interessados. “Aqui a ideia é evidenciar o que já está sendo feito no país para que o produtor consiga mostrar que o agro não é vilão, mas, sim, preserva, e também como produtores vêm conseguindo entrar nesse mercado”, explicou.

Dirigentes de duas cooperativas brasileiras apresentaram dados de programas que transformam práticas agrícolas sustentáveis que já eram adotadas pelos produtores em créditos comercializáveis no mercado regulado de carbono.

A cooperativa Copagril, de Marechal Cândido Rondon/PR, está com o programa em andamento há cerca de dois anos e em 2025 distribuiu mais de R$ 7 milhões em créditos de carbono. “Cerca de 70% dos nossos associados têm menos de 50 hectares e através da comercialização dos créditos oportunizamos renda adicional aos produtores participantes do programa”, destacou o presidente, Eloi Darci Podkowa, acrescentando que esse é um mercado em expansão. “Há muitas empresas, inclusive de fora do Brasil, interessadas em comprar esses créditos, só precisamos de bons projetos”.

O programa da cooperativa Cotrijuc, de Júlio de Castilhos/RS, também teve seus primeiros passos em 2024. Segundo o diretor executivo, Maicon Buzzati, a estimativa é distribuir R$ 1 milhão em créditos de carbono no segundo semestre deste ano aos associados.

O CEO da NetWord Agro, Marcos Ferronato, empresa parceira da Copagril e da Cotrijuc nos programas, explicou como funciona o monitoramento e a certificação dos produtores e destacou que o setor agropecuário brasileiro é o único capaz de gerar o crédito no volume que será demandado. “Até 2030, pelo Acordo de Paris, o Brasil deverá reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 50%, em comparação com os níveis registrados em 2005. Há muitas oportunidades que podem ser aproveitadas”, afirmou.

Novo olhar sobre a produção

O diretor de Tecnologia da Braspell Bioenergia, Afonso Bertucci, apontou as atividades agropecuária e florestal como a solução para a questão climática. Ele participou de forma online da audiência, apresentando dados especialmente relacionados ao setor florestal, e afirmou que o produtor rural precisa olhar para a sua propriedade não mais apenas como fonte de produção de alimentos, mas também de energia.

“O campo e as florestas brasileiros podem se tornar protagonistas da economia de baixo carbono, gerando receitas por meio da venda de créditos e de bioenergia. O maior desafio ainda é regularizar o mercado e as empresas terem metas que possam ser cumpridas”, defendeu.

O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, destacou a relevância do tema e da audiência, que tradicionalmente é realizada durante a feira. “Muitas das questões aqui debatidas já foram solucionadas e esperamos que também haja avanços em relação ao mercado de carbono”, defendeu.

Também se manifestaram durante a audiência empresários, lideranças, pesquisadores e produtores. Na avaliação do presidente do Clube Amigos da Terra, Almir Rebelo, há muita desinformação em relação à emissão de dióxido de carbono (CO₂) pela agropecuária. Ele defendeu que o setor já sequestra muito mais carbono do que emite.

O chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, citou os programas de pesquisa em desenvolvimento no país pela instituição e destacou o posicionamento em buscar respostas de credibilidade. “Temos trabalho vasto em andamento nesse tema sustentabilidade e trabalhando as linhas-base para proteger a agricultura brasileira, com informação de acreditação pública, em parceria com os principais cientistas do mundo”, informou.





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Ministério convoca produtores a colaborar com pesquisa sobre invasão de javalis


javali - peste suína africana - oie - grécia
Foto: Freepik

A presença de javalis no meio rural está sendo mapeada por pesquisa nacional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em iniciativa fomentada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Javalis do Paraná.

A previsão é que os resultados do estudo sejam divulgados no segundo semestre deste ano e que os dados coletados ajudem a dimensionar o avanço da espécie no país e na construção de propostas e pleitos voltados ao enfrentamento do problema que afeta diretamente a produção agropecuária.

O questionário está disponível para participação de produtores rurais e manejadores autorizados até 31 de maio.

“Esse levantamento é fundamental para que possamos dimensionar o problema. Com a participação dos nossos produtores, teremos um retrato mais claro da presença dos javalis no campo e dos prejuízos causados. A partir dessas informações, será possível discutir medidas mais eficazes para o controle dessa espécie”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

A entidade orienta que produtores rurais que já tenham avistado javalis em suas propriedades e/ou que tenham registrado prejuízos causados pelos animais respondam ao questionário.

A mobilização também inclui os manejadores autorizados que atuam no controle populacional da espécie. Caso o produtor conheça profissionais que realizam esse trabalho, a recomendação é compartilhar o link da pesquisa para ampliar o alcance do levantamento e fortalecer a base de informações sobre o tema.

“Os dados até o momento são preliminares, e o levantamento depende desses questionários complementares”, destaca a representante do Mapa, Juliane Galvani.

Cartilha de orientação

Como parte das ações de orientação aos produtores rurais, o Sistema Faep elaborou uma cartilha que aborda os riscos causados pelos javalis em diferentes áreas, incluindo impactos econômicos, ambientais e sanitários.

O material tem caráter orientativo e reúne informações que vão desde o histórico da presença do animal no Brasil até as normas que regulamentam o controle populacional por meio da caça.

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indústrias trazem soluções tecnológicas para alavancar o campo


Aproximar o produtor rural do conhecimento, das informações, da tecnologia testada e validada nos órgãos de pesquisa ou nas empresas privadas, de ótimas oportunidades de negócios e também de importantes debates ligados ao meio rural foi o motivo que levou a Cotrijal a criar a Expodireto, em 2000. De lá para cá, a feira se consolidou como umas das principais vitrines tecnológicas do agronegócio internacional, atraindo, anualmente, agricultores, pecuaristas e outros profissionais do campo de várias partes do Brasil e também de fora do país.

Na área de máquinas e equipamentos, os produtores encontram oportunidade para ver de perto e comparar as novas tecnologias oferecidas pelas indústrias, visando a concretização de negócios direto na feira ou também ao longo do ano.

João Pedro Blank, da Agroriza, de Santa Vitória do Palmar/RS, percorreu 725 quilômetros para estar no parque. O produtor estava de olho em uma semeadora e um pulverizador autopropelido. “Estamos prospectando negócios. Estamos em um momento em que precisamos ter cautela para equilibrar as contas e garantir a sustentabilidade da propriedade, já que os altos custos de produção combinados com preços baixos recebidos pelos produtos têm impactado a rentabilidade”, informou.

A propriedade cultiva cerca de 1,2 mil hectares de arroz e 500 hectares de soja, além de 600 hectares em sistema de integração lavoura-pecuária. “Já adquirimos na feira, em outros anos, implementos menores e componentes eletrônicos, como uma roçadeira e também monitores agrícolas, e agora estamos olhando também sistemas de nivelamento e suavização do solo, que reduzem a dependência da mão-de-obra, um dos outros gargalos no cultivo do arroz”, disse.

Feira é ponte entre indústria e produtor

O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Equipamentos do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, avalia que o setor vive um momento desafiador, mas a expectativa é de reação ao longo de 2026. “Como temos destacado na Expodireto, não se trata de um cenário de retração permanente, mas de uma retomada gradual condicionada à melhoria do crédito e à renegociação das dívidas dos produtores”, afirma.

Segundo ele, a indústria sente os efeitos de estiagens sucessivas, do endividamento no campo e do custo do financiamento, mas existe demanda reprimida por renovação de máquinas, o que sustenta a perspectiva de recuperação do mercado. “A feira cria um ambiente concreto para negócios, lançamento de tecnologias e discussão de soluções para aumentar a produtividade no campo. Em um momento de dificuldades climáticas e financeiras, esse diálogo é ainda mais importante, porque a indústria depende do produtor e o produtor depende da inovação e das tecnologias desenvolvidas pela indústria para continuar competitivo”, conclui.

Uma das alternativas que os produtores têm encontrado para facilitar a renovação da frota de máquinas agrícolas é o consórcio. Nas modalidades regional ou nacional, é uma possibilidade para quem quer planejar a compra futura e fugir dos juros do financiamento tradicional. Antônio Ruffato, coordenador de vendas do Consórcio Nacional da John Deere, explica que é uma opção especialmente para quem não tem urgência na aquisição do maquinário.

As peças remanufaturadas, como motores e transmissões, também têm sido buscadas pelos produtores rurais. Por serem de fábrica, possuem todas as garantias de uma peça nova. O técnico de motor na AGCO Power Brasil, Leônidas Miler, explica que é uma forma de atender a necessidade imediata do produtor, que consegue atualizar ou manter o maquinário com qualidade semelhante à de componentes novos, porém com custo menor.

Lançamentos visando o futuro

Além de sensores para todos os fins, buscando garantir maior eficiência no campo, e outras tecnologias que podem trazer retorno imediato ao produtor, a feira é palco de lançamentos que visam o futuro.

De olho na transição energética, a fabricante alemã Fendt apresenta de forma inédita na feira o motor AGCO Power CORE 80, homologado para operar com o diesel HVO100 (Óleo Vegetal Hidrohidratado), conhecido como “diesel verde”, originado de óleos vegetais e gordura animal, reduzindo significativamente as emissões de gás carbônico.

João Toledo, coordenador de marketing de produto da Fendt, explica que o uso de HVO cresceu significativamente na Europa como uma solução imediata para descarbonizar o transporte, sem a necessidade de modificar motores diesel existentes. No Brasil, a expectativa é de que avanços no uso de combustível renovável aconteçam gradualmente.

Irrigação é estratégica

As frequentes perdas dos produtores rurais gaúchos devido ao clima têm motivado o crescimento da busca por irrigação. Levantamento da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul, na safra 2023/2024, mostram que 3,2% da área de soja (214 mil hectares) e 15% da área de milho (12,8 mil hectares) eram irrigadas no Estado.

Dentre as principais dificuldades para um avanço maior estão a demora na obtenção do licenciamento ambiental e das autorizações necessárias para implantar o projeto, as limitações energéticas e de água em algumas regiões e o alto custo do investimento.

Na Expodireto Cotrijal, empresas expositoras atendem produtores que já têm área irrigada e também os que pensam em investir e estão em busca de informações sobre os processos necessários para implantar o projeto.

A Agropecuária Garça, de Panambi/RS, tem cinco pivôs instalados em área onde são cultivados milho safra e soja safrinha – 250 hectares do total de 700 hectares da propriedade. Michel Idi da Rosa, um dos proprietários, conta que a implantação iniciou há três anos e ocorreu em duas etapas. A ideia é ampliar a área futuramente.

“Para nós, as maiores dificuldades são a demora para liberação das licenças ambientais, disponibilidade de água e de energia elétrica. A parte burocrática para instalar esses pivôs demandou quase cinco anos, mas o investimento compensa, pois conseguimos plantar milho safra e soja safrinha e obter boa produtividade”, explica o produtor, que esteve no estande da empresa Lindsay na feira.

De “encher” os olhos

A grandeza dos maquinários e a tecnologia embarcada neles despertam o fascínio das crianças e dos jovens que visitam a feira. Poder entrar na cabine de um trator, uma colheitadeira ou um pulverizador é o desejo da maioria. Escolas técnicas e universidades de todo o Rio Grande do Sul aproveitam o período da feira para trazer os estudantes até o parque.

“É importante essa vivência, ver de perto as novas tecnologias nos equipamentos e também na área de produção vegetal. Viemos todos os anos”, informou o vice-diretor da Escola Estadual Técnica de Viadutos/RS, Luís Bragagnolo, que estava acompanhando cerca de 40 alunos do terceiro ano do curso técnico em Agricultura.





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Aprosoja Brasil repudia redução das isenções tributárias para o setor


Com a aprovação no Congresso do PLP 128/2025, quem vai pagar a conta é o produtor e a sociedade

A Aprosoja Brasil e suas 16 Aprosojas Estaduais manifestam revolta e profunda preocupação com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 128/2025 neste final de ano no Congresso Nacional.

O PLP corta 10% dos incentivos e benefícios tributários hoje existentes para diversos setores, dentre eles, as indústrias do setor agropecuário.

Isso inclui isenção de PIS/COFINS sobre fertilizantes e defensivos, isenções sobre os fretes, armazenagem e beneficiamento.

Reduz também o crédito presumido da indústria de alimentos e rações e o lucro presumido, entre outros pontos.

A aprovação foi tão surpreendente e sem o necessário debate no Congresso que ainda não se tem a conta exata do prejuízo a ser gerado.

Será que algum economista do governo acha que os ricos vão pagar por isso? Será que não percebem que isso levará ao aumento do preço dos alimentos?

A verdade é que a conta será paga, como sempre, pelo contribuinte e, no agro, pelo produtor rural de todo o país, dos quais 80% são pequenos agricultores.

O governo estima que arrecadará R$ 20 bilhões com o fim das isenções. Mas ao invés de cortar gastos e adotar a responsabilidade fiscal, repassa a conta para a sociedade.

Os produtores já estão no limite do endividamento, com margens apertadas e rezando por boas lavouras para ter novo fôlego, principalmente os atingidos por catástrofes climáticas.

Na contramão disso tudo, o governo não oferece ajuda efetiva para renegociação das dívidas e ainda segue impondo aumentos de carga tributária, retirando renda do produtor e pressionando a inflação de alimentos. Até hoje não temos uma solução definitiva para os produtores gaúchos e de outros estados afetados por frustrações de safra.

A Frente Parlamentar da Agropecuária precisa entrar em campo e reagir a tudo isso e buscar meios de correção dessa injustiça praticada contra o setor e contra o Brasil.

Enquanto a justiça deixou ser uma opção para o cidadão, a Aprosoja Brasil continuará lutando, como sempre fez, em defesa do produtor, dando voz à sua revolta e apontando as soluções justas para o país.

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Governo zera impostos e concede subsídio ao diesel


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência. 

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de R$ 0,32 por litro, chegando a R$ 0,64 de redução por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais. O presidente Lula acrescentou que o imposto de exportação de petróleo terá alíquota elevada para compensar a subvenção ao diesel

O governo ainda desenhou medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis, por ações especuladoras. Segundo explicou o ministro da Fazenda Fernando Haddad, a definição da abusividade deve ser definida por critérios objetivos da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

“Tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, como aumento abusivo no preço que passa a ser fiscalizado pela ANP, com critérios objetivos, que serão produto de uma resolução da Agência”, comentou Haddad.  

O ministro da Fazenda acrescentou que as medidas não alteram a política de preços da Petrobras, que segue operando como é hoje.





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AgroNewsPolítica & Agro

Programa amplia alcance e área monitorada na soja



Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja


Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja
Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja – Foto: Nadia Borges

A busca por maior eficiência produtiva continua mobilizando produtores de soja em diferentes regiões do país. Mesmo diante de custos elevados, margens pressionadas e irregularidade climática, iniciativas voltadas à melhoria do desempenho no campo seguem ampliando a participação do setor e fortalecendo a troca de conhecimento técnico entre agricultores e consultores.

A 18ª edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, referente à safra 25/26 e organizada pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, registrou 5.298 inscrições de produtores e consultores. O número representa crescimento de 10,6% em relação à edição anterior. A participação envolveu agricultores de 1.061 municípios distribuídos em 18 estados, com predominância de áreas de sequeiro, que responderam por 86% das inscrições.

Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja, volume equivalente a cerca de 10% da área nacional destinada à cultura. A organização avalia que o resultado demonstra a continuidade do interesse do produtor na iniciativa, que utiliza um protocolo de auditoria com georreferenciamento, laudo técnico, registros fotográficos e certificação para garantir a confiabilidade das informações coletadas.

Além do caráter competitivo, o programa é apresentado como uma ferramenta de geração e transferência de conhecimento agronômico a partir de resultados obtidos diretamente no campo. O banco de dados construído desde 2008 reúne informações técnicas que são compartilhadas com produtores por meio de materiais técnicos e eventos do setor.

Os campeões da edição serão divulgados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja, programado para os dias 7 e 8 de julho de 2026, em Indaiatuba. A premiação contemplará categorias sequeiro e irrigado, com reconhecimento regional nas principais áreas produtoras do país.

 





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Exportações de carne suína batem recorde no Paraná


O Paraná iniciou 2026 com recordes nas exportações de carne suína, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que janeiro e fevereiro registraram os maiores volumes já exportados para esses meses.

Em janeiro, foram embarcadas 17,02 mil toneladas de carne suína, enquanto fevereiro somou 20,62 mil toneladas. Em relação aos mesmos meses de 2025, janeiro apresentou crescimento de 29,3%, equivalente a 3,85 mil toneladas adicionais, e fevereiro registrou aumento de 15,7%, com acréscimo de 2,8 mil toneladas. O recorde mensal permanece em setembro de 2025, quando o estado exportou 25,18 mil toneladas.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), “o desempenho obtido nos dois primeiros meses de 2026 foi impulsionado pelo aumento das exportações para importantes parceiros comerciais do Paraná, além da abertura de novos mercados”.

No acumulado do ano, as Filipinas lideraram as compras de carne suína paranaense, com 9,3 mil toneladas, aumento de 442,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, o equivalente a 7,6 mil toneladas adicionais. Em seguida aparecem Hong Kong, com 6,5 mil toneladas, Uruguai com 5,1 mil toneladas, Singapura com 4,2 mil toneladas e Argentina com 3,7 mil toneladas. Também figuram entre os destinos Vietnã, Costa do Marfim, Peru, Geórgia e Chile.

O boletim aponta que Peru e Chile abriram mercado para a carne suína do Paraná em 2025, nos meses de março e novembro, respectivamente, e já aparecem entre os dez principais destinos do produto. Outro mercado que passou a registrar aumento nas compras foi o das Filipinas, que ampliou as aquisições a partir de julho de 2024.

Ainda de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), “apesar da redução das vendas para alguns parceiros tradicionais do Estado, a recente diversificação dos mercados mais do que compensou essas perdas”. O boletim acrescenta que há expectativa de novos recordes ao longo de 2026, com ampliação da participação da carne suína produzida no Paraná no mercado internacional.





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Consumo mundial de trigo atinge nível recorde


O Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indica que não houve alterações nas projeções de oferta e consumo de trigo dos Estados Unidos para a safra 2025/26. O documento aponta, entretanto, aumento no preço médio recebido pelo produtor.

De acordo com o relatório, “o preço médio da safra no produtor subiu US$ 0,05 por bushel, para US$ 4,95, com base nos preços relatados até o momento pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS) e nas expectativas de preços para o restante do ano comercial”.

No cenário global, o relatório projeta aumento tanto na oferta quanto no consumo de trigo na temporada 2025/26, ao mesmo tempo em que prevê redução no comércio internacional e nos estoques finais. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), “as ofertas aumentam em 0,2 milhão de toneladas, para 1.101,8 milhões, principalmente devido ao aumento da produção na Ucrânia e no Cazaquistão, que é parcialmente compensado pela menor produção na Austrália”.

A produção australiana foi revisada para baixo em 1 milhão de toneladas. Ainda assim, o relatório divulgado pelo Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Sciences (ABARES) aponta que a colheita deve atingir 36 milhões de toneladas, configurando a terceira maior já registrada no país.

O consumo global de trigo foi elevado em 0,7 milhão de toneladas, alcançando 824,8 milhões de toneladas, volume recorde. O aumento está associado principalmente ao maior uso do cereal para ração e resíduos na União Europeia.

O comércio mundial foi ajustado para 222,2 milhões de toneladas, avanço de 0,2 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior. O relatório destaca que “o comércio mundial aumentou 0,2 milhões de toneladas, atingindo 222,2 milhões de toneladas, com maiores exportações da Argentina e do Cazaquistão, em grande parte compensadas por previsões mais baixas para a União Europeia, Rússia e Ucrânia”.

As exportações argentinas foram ampliadas em 1,5 milhão de toneladas, alcançando o recorde de 19,5 milhões de toneladas, sustentadas pela competitividade do trigo do país no mercado internacional.

Já os estoques globais finais de trigo para 2025/26 foram reduzidos em 0,6 milhão de toneladas, totalizando 277 milhões de toneladas. Apesar da queda, o volume ainda permanece no nível mais elevado dos últimos cinco anos.





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AgroNewsPolítica & Agro

USDA mantém projeções para milho dos EUA


O mais recente Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), aponta que as perspectivas para o milho nos Estados Unidos na safra 2025/26 permanecem inalteradas em relação ao mês anterior. O documento também indica estabilidade no preço médio recebido pelos produtores.

Segundo o relatório, “o preço médio do milho recebido pelos produtores permanece inalterado em US$ 4,10 por bushel”. A análise do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também mostra aumento na produção global de grãos grossos, que deve alcançar 1,593 bilhão de toneladas, volume 2,7 milhões de toneladas superior ao previsto anteriormente.

De acordo com o relatório, “a perspectiva para os grãos grossos estrangeiros neste mês é de maior produção, maior comércio e estoques finais mais altos em relação ao mês passado”. O aumento da produção de milho fora dos Estados Unidos foi impulsionado por revisões positivas na Ucrânia e no Brasil, parcialmente compensadas por queda na Argentina.

O relatório explica que “a Ucrânia é revisada para cima com base nas informações mais recentes do Serviço Estatal de Estatísticas”. Já no Brasil, a revisão ocorre “devido ao aumento da área da primeira safra”. Em sentido oposto, a estimativa para a Argentina foi reduzida, uma vez que “a seca durante fevereiro reduz as perspectivas de rendimento”.

A produção estrangeira de cevada também foi revisada. O documento aponta que houve aumento na Austrália, parcialmente compensado por queda na Ucrânia.

No comércio internacional, o relatório indica mudanças nas projeções para 2025/26. Entre os principais ajustes estão maiores exportações de milho para a Índia. Para o ciclo 2024/25, o documento observa que, com base nos embarques registrados até o momento, as exportações do Brasil para o ano comercial que termina em fevereiro de 2026 foram elevadas, enquanto as da Argentina foram reduzidas.

O relatório também aponta mudanças nas importações globais. “As importações de milho para 2025/26 são elevadas para o Vietnã e as Filipinas, mas reduzidas para a Índia”. No caso da cevada, as exportações foram elevadas para a Austrália, com aumento nas importações esperadas da China.

Os estoques finais estrangeiros de milho também foram revisados para cima, refletindo aumentos no Brasil, na Ucrânia e na Índia, parcialmente compensados por redução na Argentina. Com isso, os estoques globais finais de milho foram estimados em 292,8 milhões de toneladas, aumento de 3,8 milhões de toneladas em relação à projeção anterior.





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