quarta-feira, março 11, 2026

Autor: Redação

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Incentivo à habitação rural garante sucessão familiar


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Programas estaduais estão incentivando a construção e a reforma de novas moradias no campo em Santa Catarina, um apoio para a sucessão rural e para garantir que a juventude permaneça nas propriedades com habitações de qualidade. O recurso, limitado a R$ 100 mil por família em financiamentos do PRONAF, é facilitado pelo governo catarinense, que subsidia parte dos juros para jovens produtores entre 18 e 29 anos por meio do PRONAMPE AGRO SC – Projeto Fortalecimento de Cadeias Produtivas.

A produtora rural Andrielli Caraffa, de Erval Velho, no Meio Oeste catarinense, é a terceira geração em sua propriedade de 50 hectares. A chegada da casa nova, construída conforme desejavam, concretizou um sonho antigo da família.

“É um sonho que a gente tem desde que o pai trabalhava na lavoura de arrendamento, sempre guardava aquele dinheiro e dizia: ‘vamos fazer nossa casa’. Fomos atrás de uma construtora e vimos que nosso dinheiro não dava. Então fomos fazer um financiamento,” relata Andrielli.

O jovem Nathan Del Re, que supervisiona a construção de seu novo imóvel, compartilha o mesmo anseio. Produtor de leite e suínos, ele busca conquistar a casa própria na propriedade da família para ter mais autonomia. “Começar a minha vida, minha vez de avançar na propriedade. Ter minhas próprias coisas, minhas granjas. Está na hora já, né?”, diz Nathan.

A habitação de qualidade é um fator fundamental, especialmente considerando que quase um milhão de habitantes escolheram viver no campo em Santa Catarina, com a maior concentração populacional rural (quase 300 mil pessoas) no Oeste catarinense.

Incentivo direto para o jovem

O programa de subsídio do governo estadual tem o foco em tornar o crédito mais acessível para os jovens.

Carlos Chiodini, Secretário da Agricultura/SC, explica a visão do governo: “As pessoas vão trabalhar no meio rural e não têm onde morar. Então o governador Jorginho nos demandou essa pauta, tratar de habitação rural junto com sucessão familiar, melhorando a condição do homem no campo. Nós entendemos que isso só será vencido com a participação ativa do governo, com a união das esferas de poder, e vamos sim, dentro de vários outros desafios que nós temos, levar esse assunto a sério.”

A Epagri/SC atua na orientação aos produtores. “Eles buscam fornecedores ou empresas que constroem a casa, ou só material, ou ainda, material e mão de obra. Não interferimos nisso, no tipo de casa ou custo. Orientamos as melhores formas de crédito e a ter o melhor custo-benefício,” esclarece Túlio Dassi, gerente regional da Epagri/SC.

Conforto motiva a permanência

O incentivo à moradia é um forte motivador para a permanência dos jovens na atividade. Na propriedade de Andrielli, a casa antiga, feita com materiais reaproveitados, está sendo desmontada para dar lugar a mais conforto.

“Questão de conforto nem se fala, né. Ver o nosso antes e o nosso depois nem se compara. Ficou do jeitinho que a gente imaginou e até melhor. Então não tem explicação,” comemora Andrielli.

Nathan, que está construindo sua casa e investindo na ampliação de sua granja, vê o programa como um grande auxílio. “Isso ajuda bastante, incentivo bom que ajuda todos os jovens. Juro a 3%, ajuda muito. Não é só ter uma granja boa, galpão, tem que ter uma casa boa também, um conforto. […] Não vejo a hora de me mudar para cá. Vai ser uma vida ótima.”

Assista esta reportagem da Série Santa Catarina e o Agro 5.0 aqui:

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AgroNewsPolítica & Agro

Mudança no Funrural pode cortar margem do produtor



A mudança cria um dilema prático no calendário de comercialização


A mudança cria um dilema prático no calendário de comercialização
A mudança cria um dilema prático no calendário de comercialização – Foto: Pixabay

Mudanças nas regras tributárias voltadas ao setor rural colocam produtores diante de decisões que podem afetar diretamente a rentabilidade das safras e o planejamento financeiro das propriedades. Segundo Caíque Pedrozo, especialista em contabilidade no agronegócio, a implementação da Lei Complementar nº 224/2025 inaugura uma fase de atenção redobrada para quem comercializa produção agrícola no país.

A partir de 1º de abril de 2026 entram em vigor novas alíquotas do Funrural, com reajuste médio de cerca de 10% na carga tributária incidente sobre a receita bruta. Até 31 de março, produtores rurais pessoa física recolhem 1,50%. Após essa data, a alíquota passa para 1,63%. No caso dos produtores pessoa jurídica, a cobrança sobe de 2,05% para 2,23%.

A mudança cria um dilema prático no calendário de comercialização. Quem optar por faturar a produção até o fim de março mantém a alíquota atual e pode preservar entre 0,13% e 0,18% do faturamento bruto. Em operações de maior volume, essa diferença pode representar recursos suficientes para custear parte do frete ou de insumos da próxima safra. Além disso, a retenção menor na fonte garante maior liquidez imediata ao produtor.

Por outro lado, concentrar vendas antes da virada do mês pode gerar dificuldades logísticas. A pressa para emissão de notas e organização de carregamentos tende a pressionar o transporte e pode provocar concentração de oferta no mercado, com possível impacto nos preços das commodities no curto prazo.

Adiar a comercialização para abril também envolve cálculos. Caso a curva de preços indique valorização superior ao aumento tributário, estimado em torno de 0,2%, o produtor pode alcançar resultado líquido maior mesmo com a nova alíquota. Ainda assim, o aumento do Funrural representa um custo estrutural permanente, reduzindo a margem por saca ou arroba. Transições tributárias também costumam exigir atenção extra para evitar erros em notas fiscais ou instabilidades em sistemas.

 





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A safra recorde que pode virar dívida recorde


Soja, USDA, lavoura, colheita, grão
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O Brasil se acostumou a celebrar recordes de safra como sinônimo de prosperidade nacional. No entanto, quem percorre o “chão de fábrica” do agronegócio, especialmente nas lavouras de soja, ouve um relato bem diferente do otimismo das estatísticas.

O desabafo que recebo de produtores de todo o país é um só: a rentabilidade hoje é praticamente nula. Produzimos mais do que nunca, mas a sustentabilidade financeira do negócio ficou pelo caminho, esmagada entre o custo operacional e a asfixia do crédito.

O paradoxo da eficiência

Essa situação é dramática porque não decorre de incompetência técnica. O produtor brasileiro nunca foi tão eficiente — mas hoje trabalha para “trocar moedas”.

Quando colocamos na ponta do lápis os custos indiretos, a depreciação do maquinário e, principalmente, o serviço da dívida, a conta simplesmente não fecha.

Vivemos um cenário de juros elevados que drenam o caixa das fazendas. Em um ano eleitoral, a perspectiva de queda da Selic é minada pela preocupação com o gasto público e o aumento da dívida do Estado. Esse aperto monetário não pune apenas o governo; ele tira o fôlego do empresário rural, que se vê obrigado a financiar sua operação a taxas que o ciclo biológico da lavoura não consegue remunerar.

O poder de compra derretido

O termômetro real da crise é a deterioração da relação de troca. O poder de compra do produtor derreteu.

No caso do fertilizante MAP, a média histórica era de 33 sacas de soja por tonelada; hoje, são necessárias entre 43 e 45 sacas. Na prática, o agricultor ficou cerca de 30% mais pobre para adquirir o mesmo insumo de sempre.

O raio-x do ponto de equilíbrio (safra 25/26)

Estado Custo Operacional (R$/ha) Ponto de Equilíbrio (R$/sc) Situação de Margem
Mato Grosso R$ 7.100,00 R$ 122,41 Mínima / Risco
Rio Grande do Sul R$ 6.350,00 R$ 115,45 Crítica / Dívida
Mato Grosso do Sul R$ 6.115,83 R$ 109,21 Próxima de zero
Paraná R$ 5.850,00 R$ 95,12 Baixa segurança

O risco sistêmico: 2026 e 2027 no alvo

A insegurança global, a volatilidade das commodities e o endividamento das nações criaram uma tempestade perfeita.

Se o Brasil não cuidar de sua base produtiva agora, as safras de 2026 e 2027 poderão ser marcadas por uma grave crise de liquidez.

O aperto monetário gera um reflexo direto na incapacidade de pessoas e empresas honrarem seus compromissos, criando um perigoso efeito dominó.

O caminho exige um novo pacto

Ação governamental:
É urgente uma interação real para a revisão das linhas de crédito e para a criação de um seguro agrícola que proteja a renda, e não apenas o custeio. O país precisa dar sinais claros de responsabilidade fiscal para permitir a queda dos juros de longo prazo.

Postura do setor:
O momento exige gestão financeira extrema. O produtor precisa buscar o máximo de profissionalização, fortalecer a governança e encontrar fontes alternativas de financiamento, reduzindo a dependência exclusiva do crédito bancário tradicional.

O mundo atravessa um momento crítico de endividamento. Se o governo e as lideranças ignorarem os sinais que vêm do campo, a fatura chegará com um peso que nem o solo mais fértil será capaz de sustentar.

É hora de agir antes que o recorde de produção se transforme em um recorde de recuperações judiciais.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Entidades do agro alertam para falta de diesel no Sul, mas ANP nega problemas


pib do agronegócio baiano, pib,
Foto: Vecstock/Freepik

A guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos tem gerado incertezas sobre a oferta de petróleo e derivados para o mercado internacional. Por conta disso, entidades do agronegócio brasileiro manifestam preocupação a sobre a possível falta de acesso ao diesel.

Em nota divulgada nesta terça-feira (10), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep) alerta sobre o risco de escassez do insumo considerado essencial para a produção agropecuária, especialmente em atividades mecanizadas, além de impactos na logística do setor e elevação do custo do frete rodoviário.

O motivo da preocupação envolve a situação no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados no mundo. A instabilidade na região já começou a provocar turbulências no mercado internacional, elevando a mais de US$ 110 o preço do barril.

“O diesel é um insumo estratégico para o agronegócio. Ele está presente em praticamente todas as etapas da produção e também no transporte daquilo que é produzido no campo”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep. “Já temos relatos dos nossos sindicatos rurais de que o combustível está faltando nos entrepostos do interior do Paraná”, complementa.

Na última sexta-feira (6), a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) também se pronunciou a respeito do tema. De acordo com a entidade, os rizicultores do estado já relatam atrasos e cancelamentos na entrega de óleo diesel previamente agendada em diversas regiões gaúchas.

Conforme a Federação, o descumprimento da entrega estaria sendo justificada por suposto desabastecimento, ao mesmo tempo em que foi registrado aumento superior a R$ 1,20 por litro do combustível no final da semana passada.

ANP nega escassez

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) se manifestou na segunda-feira (9), informando que não há falta de diesel no Rio Grande do Sul.

Segundo a agência reguladora, ao longo do fim de semana dos dias 7 e 8 de março, foram feitos contatos com os principais fornecedores da região para verificar a situação do abastecimento.

A apuração inicial indica que os estoques de diesel no estado são suficientes para garantir o abastecimento regular, e que a produção e a entrega do combustível seguem em ritmo normal pela Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), principal fornecedora da região.

Apesar da avaliação de que não há problema estrutural de oferta, a ANP informou que iniciou uma verificação mais detalhada das instalações e das operações relacionadas ao abastecimento.

Assim, as distribuidoras que atuam no estado serão formalmente notificadas para prestar esclarecimentos sobre volume de diesel disponível em estoque, pedidos recebidos por parte dos consumidores e pedidos efetivamente aceitos e atendidos

De acordo com a agência, caso sejam identificadas irregularidades, medidas administrativas poderão ser adotadas para garantir a continuidade do abastecimento.

Além da análise sobre o fornecimento, a agência informou que eventuais aumentos injustificados no preço do diesel no estado também serão investigados.

Alta dependência de diesel

Levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep mostra que 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira é proveniente de combustíveis fósseis, principalmente o diesel.

“Como o diesel está presente em todas as etapas da produção e da logística, essa instabilidade no mercado internacional de energia está pressionando os custos e gerando dificuldades operacionais no campo”, diz o presidente da entidade.

A importância do diesel para o setor vai muito além das máquinas dentro das propriedades rurais. No Brasil, o transporte rodoviário responde por mais de 60% da movimentação de cargas, incluindo grãos, fertilizantes, ração e outros insumos essenciais para a produção agropecuária. Atualmente, 29% do diesel consumido no país é importado.

O Sistema Faep ressalta que a possível falta do insumo pode causar efeitos ainda mais intensos pelo alto nível de mecanização agrícola do estado. “Culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar utilizam máquinas movidas a diesel em praticamente todas as etapas da produção, desde o preparo do solo até a colheita”, ressalta a Federação.

Ao mesmo tempo, cadeias produtivas como avicultura, suinocultura e produção de leite também dependem de fluxos logísticos contínuos, que exigem abastecimento regular de combustível.

Aumento da mistura de biodiesel

Biodiesel e soja
Imagem gerada por IA

De olho nos impactos do conflito no Oriente Médio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério de Minas e Energia (MME) o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel no país de 15% para 17%, modelo conhecido como B17.

“O biodiesel torna-se uma alternativa com preço competitivo e com potencial de frear eventuais escaladas de preços para os usuários do transporte no país, incluindo o agronegócio”, afirmou o presidente da entidade, João Martins, em comunicado.

Em nota, a CNA citou que a implementação da mistura de 16% de biodiesel ao diesel (B16) estava prevista para 1º de março de 2026, o que ainda não ocorreu. Desde agosto de 2025 o mix é de 15% (B15).

Segundo a entidade, o atraso na aplicação dessa etapa reduz o impacto da política de biodiesel na oferta de combustível. “No entanto, no novo quadro da geopolítica mundial, o avanço imediato para 17% (B17) surge como medida razoável para a realidade nacional”, disse João Martins.

A Confederação também destacou a oferta de matéria-prima para a produção do biocombustível, afirmando que a safra de soja em andamento amplia a disponibilidade para as indústrias de esmagamento.

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Ministério da Justiça pede investigação do Cade sobre aumento dos combustíveis


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, encaminhou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.

O pedido foi feito após declarações públicas de representantes de sindicatos do setor informarem que distribuidoras teriam elevado os preços de venda para postos de combustíveis sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo.

Segundo os sindicatos Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro (MG) e Sulpetro (RS), os reajustes estariam relacionados à valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026 no Oriente Médio.

Petrobras não anunciou reajuste

Apesar das justificativas apresentadas por entidades do setor, a Petrobras não anunciou até o momento qualquer aumento nos preços praticados em suas refinarias.

Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado de combustíveis.

Entre as hipóteses citadas está a possibilidade de tentativa de influência para adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes, o que poderia configurar infração à ordem econômica.

Monitoramento do mercado

A Secretaria Nacional do Consumidor destacou que o pedido faz parte do monitoramento contínuo realizado pelos órgãos de defesa do consumidor, com o objetivo de garantir transparência nas práticas comerciais e evitar prejuízos à população.

Segundo a Senacon, a atuação busca assegurar que eventuais reajustes de preços estejam devidamente justificados por fatores econômicos reais e não por práticas que possam distorcer a concorrência no mercado.

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Saiba qual é a nova projeção do USDA para a safra 25/26 de soja do Brasil


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a estimativa da produção de soja do Brasil em 180 milhões de toneladas para a safra 2025/26, segundo o relatório de março. O número repete a projeção divulgada em fevereiro e fica acima da expectativa do mercado, que era de 179,3 milhões de toneladas. Para a temporada 2024/25, a estimativa também foi mantida em 171,5 milhões de toneladas.

No cenário global, o USDA projetou a produção mundial de soja em 427,18 milhões de toneladas para 2025/26, ligeiramente abaixo das 428,18 milhões previstas em fevereiro. Para 2024/25, a projeção permanece em 427,19 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais para 2025/26 estão estimados em 125,31 milhões de toneladas, levemente acima da expectativa do mercado, de 125 milhões. Para 2024/25, os estoques são projetados em 123,84 milhões de toneladas.

Argentina

Na Argentina, a produção para 2025/26 foi estimada em 48 milhões de toneladas, abaixo das 48,5 milhões previstas no relatório anterior. Para 2024/25, a projeção foi mantida em 51,11 milhões de toneladas.

Importações pela China

Já as importações de soja pela China permanecem estimadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e 108 milhões de toneladas para 2024/25, sem alterações em relação ao relatório de fevereiro.

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Quase 60 toneladas de insumos agrícolas são encontradas em galpão clandestino


defensivos agrícolas
foto: divulgação/Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu cerca de 28 toneladas de defensivos agrícolas com indícios de irregularidades durante a Operação Dólos, realizada nesta segunda-feira (9) e terça-feira (10), no município de Patos de Minas, em Minas Gerais.

Os produtos estavam armazenados em um galpão clandestino e parte deles foi encontrada em galões sem rotulagem, o que levanta suspeitas de falsificação e comércio irregular. A ação teve como objetivo combater a falsificação e o comércio irregular de defensivos agrícolas.

No mesmo local, os fiscais também encontraram outros insumos agrícolas com indícios de irregularidades, entre eles sementes, totalizando 10,5 toneladas, e fertilizantes, que somaram 20,5 toneladas.

A operação foi realizada de forma integrada entre o Mapa, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Danos causados

De acordo com Marcela Ferreira Rocha, coordenadora de Fiscalização de Agrotóxicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a apreensão de defensivos falsificados na operação demonstra a importância da fiscalização para proteger a saúde da população, o meio ambiente e a produção agrícola.

Além das penalidades legais, o uso de produtos falsificados ou irregulares pode causar danos irreversíveis às lavouras, contaminar o solo e os recursos hídricos e comprometer a credibilidade da produção agrícola mineira.

defensivos agrícolas irregulares
Foto: Divulgação/Mapa

Medidas adotadas

No local, foram adotadas medidas administrativas, como a interdição e autuação do estabelecimento, além do início dos procedimentos relacionados à apuração criminal. O prejuízo estimado aos infratores, considerando o valor dos produtos apreendidos, ultrapassa R$ 3,2 milhões.

“Os resultados das operações de coerção a ilícitos agropecuários reforçam a importância da cooperação entre os diferentes órgãos de fiscalização e forças policiais, fortalecendo o combate ao comércio ilegal”, ressalta a diretora do Departamento de Serviços Técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Graciane Castro.

As operações conduzidas pelo Vigifronteiras são estratégicas para retirar de circulação insumos agrícolas irregulares, que não apresentam garantia de qualidade e podem representar riscos aos produtores rurais, à sanidade vegetal, ao meio ambiente e à saúde pública.

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Brasil começará a exportar carne suína e mel para dois países


carne suína e mel
Foto: Pixabay. Montagem: Canal Rural

O Brasil concluiu negociações sanitárias para exportar novos produtos agropecuários para dois países: Nova Zelândia e Turquia, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (10).

Para os neozelandeses, serão vendidas carne suína termoprocessada e de bile ovina. Segundo o governo brasileiro, essa abertura de mercado aumenta as possibilidades de exportação nacional para um mercado de alto poder aquisitivo, com população estimada em 5,3 milhões.

Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 107 milhões em produtos agropecuários para a Nova Zelândia, com destaque para cereais, farinhas e preparações.

Já para a Turquia, a autorização é voltada à exportação de mel e produtos apícolas. O país, com cerca de 87 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para soja em grãos, algodão e café.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 544 novas aberturas de mercado desde o início de 2023.

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AgroNewsPolítica & Agro

Desaceleração da safra impulsiona preços do tomate



Preços do tomate longa vida 3A tiveram altas expressivas


Foto: Divulgação

Na primeira semana de março, os preços do tomate longa vida 3A tiveram altas expressivas em todos os atacados acompanhados pelo Cepea. Em São Paulo, a média de preços foi de R$ 110/cx (de 2 a 6 de março), com forte alta de 55,2% em relação à da última semana de fevereiro; em Belo Horizonte (MG), a média foi de R$ 106,84/cx, avanço de 45,7%; no Rio de Janeiro (RJ), o produto foi comercializado a R$ 128,75/cx, aumento de 26,2%.

O destaque foi o atacado de Campinas (SP), onde a elevação foi de expressivos 85%, com a média da semana passada a R$ 140,71/cx. A valorização reflete a redução de oferta nos entrepostos, influenciada, por sua vez, pela desaceleração da safra em Caçador (SC) após o período de pico de colheita.





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Alta demanda no início de março eleva preços do etanol, diz Cepea


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O mercado de etanol no spot paulista, após registrar quedas no último mês, apresentou alta nos preços neste início de março. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é resultado da demanda mais aquecida nos últimos dias, que influenciou diretamente as cotações. As altas foram observadas tanto para o etanol hidratado quanto para o anidro.

Com a subida dos preços, mesmo com grande interesse de mercado, alguns compradores seguem mais conservadores na aquisição. A estratégia deles é aguardar uma melhora nas cotações nos próximos meses, com esperanças da nova safra 2026/27.

Fevereiro marcado por pouca demanda

Apesar da alta procura neste inicio de período, o mês de fevereiro ficou marcado pelos baixos números de vendas registrados. A quantidade constatada no segundo mês do ano foi a menor desde julho de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado nos próximos meses segue cauteloso. Vendedores estão atentos ao baixo estoque atual e a crescente nos valores do petróleo, por conta dos acontecimentos no Oriente Médio.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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