quinta-feira, abril 2, 2026

Autor: Redação

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StoneX faz revisão positiva da safra de soja 26/27, com ajustes em três regiões


exportação, soja, plantio, grão recorde
Foto: Pixabay

A estimativa para a safra de soja neste mês de abril da StoneX, empresa global de serviços financeiros, mudou pouco em relação ao mês anterior. A safra brasileira de soja 2025/26 segue com perspectiva de recorde, e agora foi revisada positivamente em 1%, chegando a 179,7 milhões de toneladas. 

Mesmo diante de perdas causadas por eventos climáticos adversos, com maior impacto registrado no Rio Grande do Sul, o desempenho da colheita em outras regiões tem superado as expectativas. O avanço dos trabalhos no campo resultou em ganhos de produtividade, levando a StoneX a elevar a estimativa de rendimento médio nacional para 3,69 toneladas por hectare. 

As maiores revisões ocorreram em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde as condições de desenvolvimento das lavouras se mostraram mais favoráveis. Com a colheita se aproximando da fase final, a StoneX avalia que os números da safra 2025/26 passam a ficar menos suscetíveis a mudanças relevantes, consolidando a projeção de uma safra recorde de soja no Brasil, ainda que o potencial total tenha sido parcialmente limitado pelo clima. 

 Milho

No mercado de milho, o relatório de abril trouxe ajuste positivo para a primeira safra 2025/26, cuja produção foi revisada para 27,2 milhões de toneladas, alta de 1,5% frente à estimativa anterior. O crescimento reflete, principalmente, a melhora das expectativas de produtividade em estados do Norte e Nordeste, elevando também o rendimento médio nacional.

Se confirmado, o volume produzido na safra de verão será 6,6% superior ao observado no ciclo anterior, reforçando o papel estratégico da primeira safra no abastecimento interno. No Brasil, o consumo doméstico de milho supera as exportações, tornando a produção colhida no início do ano essencial para atender à demanda até a entrada da safrinha no segundo semestre.

Por outro lado, a segunda safra de milho teve sua estimativa de produção levemente reduzida em 0,6%, passando para 106 milhões de toneladas. O ajuste decorre, principalmente, da revisão de área plantada em alguns estados, com reduções em São Paulo e Mato Grosso, em função dos atrasos no plantio.

Além das questões de área, o clima permanece como um fator de atenção. Algumas previsões meteorológicas indicam volumes de chuva abaixo da média em abril, o que levou também a uma pequena redução da produtividade esperada no Paraná. A StoneX destaca, no entanto, que as projeções climáticas ainda podem sofrer alterações, e que as próximas semanas serão determinantes para a definição do potencial produtivo da safrinha.

Considerando as três safras de milho, incluindo a terceira safra, estimada em 2,5 milhões de toneladas, a produção total no ciclo 2025/26 foi ajustada de 136 milhões para 135,7 milhões de toneladas.

No balanço de oferta e demanda, a soja teve apenas a produção revisada em abril, enquanto o consumo doméstico foi mantido em 65 milhões de toneladas e as exportações em 112 milhões. Os estoques finais aumentaram para 6,44 milhões de toneladas.

No cenário internacional, o mercado acompanha a relação entre China e Estados Unidos, com expectativa de um encontro entre os presidentes em maio.

Para o milho, além do pequeno ajuste na produção, a StoneX reduziu a previsão de exportações para 42 milhões de toneladas, refletindo a demanda interna aquecida. Os estoques finais devem permanecer elevados, garantindo o abastecimento até a chegada da safrinha.

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Organizadores da Agrishow estão otimistas apesar de cenário adverso no agro


Agrishow
Foto: Divulgação

O cenário de baixos preços de grãos, aliado à alta de custos para a agricultura, sobretudo combustíveis e fertilizantes – consequência da guerra no Oriente Médio -, é pontual e o setor de máquinas agrícolas e tecnologia “pensa a longo prazo”.

A afirmação é do presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, durante coletiva de apresentação da 31ª edição da feira, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). O executivo também é o primeiro vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“O agronegócio não para, não importa a conjuntura que estamos vivendo, nem a atual situação mundial”, reforçou Marchesan. “Temos que tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias”, completou.

Além disso, o executivo afirma que setor deve superar o atual cenário adverso. “Já passamos por situações assim e vamos passar por essa também; não é momento para pessimismo”, disse ele.

Expectativa das entidades

Também presente na coletiva, o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão, concordou que o momento é desafiador para o segmento de equipamentos agrícolas.

Mesmo assim, ele aponta que o Brasil precisaria aumentar a área semeada, nos próximos sete anos, entre 12 milhões e 15 milhões de hectares para elevar em 40% a exportação de alimentos. “Ou seja, estruturalmente, se olharmos para a frente, estamos bem”, afirmou.

É importante lembrar, ressaltou o representante da CSMIA, que, apesar do cenário atual, o setor de máquinas se planeja com antecedência. “A indústria não faz planejamento para um, dois anos, mas para um prazo bem maior, de décadas”, observou.

Ele disse ainda que, apesar de o mercado ter ficado “um pouco mais difícil”, o setor de máquinas e equipamentos agrícolas “não para de fazer investimentos em produção e produtividade, nem o agricultor”. Por isso, ele reforça que a perspectiva é de otimismo em relação à 31ª Agrishow.

A avaliação do presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Bortolozzo, segue na mesma linha. Segundo ele, o momento é de “reagir, arregaçar as mangas e ir para a frente”.

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Gigante do agro: Bahia Farm Show lança 20ª edição com expansão recorde


Gigante do agro: Bahia Farm Show lança 20ª edição com expansão recorde
Foto: Divulgação/Aiba

A 20ª edição da Bahia Farm Show, maior feira agropecuária do Norte e Nordeste, foi lançada oficialmente nesta terça-feira (31), no Oeste da Bahia. O evento de lançamento, realizado na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), reuniu a imprensa, lideranças do agronegócio regional e autoridades locais para apresentar as novidades para 2026.

A principal novidade anunciada para 2026 é o aumento de 35% na área total do complexo, que agora passará a contar com 380 mil metros quadrados.

A ampliação visa atender à crescente demanda de expositores; para este ano, são esperados mais de 500 parceiros. Além do espaço físico, a infraestrutura externa também recebe melhorias.

  • Área total: 38 hectares (380 mil m²), após ampliação de 35%
  • Expositores: mais de 500
  • Estacionamento: capacidade para 10 mil veículos
  • Empregos gerados: mais de 8 mil diretos e indiretos
  • Investimento total estimado: R$ 180 milhões
  • Novidades: aplicativo com mapa interativo em tempo real, mobilidade com veículos elétricos e central de monitoramento 24h com reconhecimento facial.
  • Acessos: construção de novas vias para otimizar o fluxo de entrada e saída, visando reduzir o risco de acidentes na BR-242.
Bahia Farm Show lança 20ª edição com expansão recorde
Foto: Divulgação/Aiba

Impacto Econômico e Social

O diretor da feira, Alan Malinski, ressaltou que as mudanças buscam oferecer mais conforto e segurança aos visitantes e expositores.

O impacto do evento na região é consolidado: apenas em 2025, a feira foi responsável pela geração de mais de 8 mil empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, o evento reafirma a posição do município como um polo de inovação e desenvolvimento.

Na nossa cidade, assim como na feira, estão presentes os principais escritórios produtivos da região, as mais importantes revendas do país, comportando todo o agronegócio do Matopiba. Na Bahia Farm Show, essa ‘magia’ pode ser vista de perto”, disse.

Otimismo para a 20ª Edição

Mesmo diante dos desafios impostos pela geopolítica global, o clima entre os organizadores é de otimismo.

Para o presidente da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, celebrar a vigésima edição simboliza a maturidade e a força do agro no Cerrado baiano.

“Isso se deve à capacidade da BFS de gerar conteúdo relevante para diferentes áreas: da economia à tecnologia, da ciência ao estilo de vida, e por acompanhar o ritmo acelerado do agro”, disse Moisés Schmidt, presidente da Aiba e da Bahia Farm Show.

Em mais um ano, o Canal Rural Bahia estará presente com uma cobertura especial na TV, site e redes sociais.


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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do trigo seguem firmes com oferta restrita



No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações


No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações
No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país apresenta movimento de firmeza nos preços, com sinais de ajuste entre oferta e demanda e menor disponibilidade em algumas origens. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário recente indica consolidação das altas, com compradores mais dispostos a elevar as indicações, enquanto vendedores mantêm pedidas mais firmes.

No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações, com compradores admitindo valores entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada no interior, dependendo de qualidade e localização, para embarque em maio. Do outro lado, vendedores pedem entre R$ 1.250 e R$ 1.350. A ausência recente de ofertas de trigo argentino também contribui para sustentar os preços, embora haja previsão de chegada de um navio de trigo uruguaio em Porto Alegre. No mercado interno, o preço ao produtor subiu para R$ 57,00 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o abastecimento segue apoiado principalmente no trigo gaúcho, ao redor de R$ 1.200 mais custos de frete e ICMS, enquanto o produto local gira próximo de R$ 1.300 CIF, com menor disponibilidade. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 59,00 e R$ 67,00 por saca, com destaque para alta em Xanxerê e estabilidade em outras praças.

No Paraná, o mercado apresenta poucas mudanças, mas com elevação nas pedidas. As ofertas giram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada no norte do estado, com negócios ocorrendo até R$ 1.380 CIF. Nos Campos Gerais, as indicações ficam próximas de R$ 1.300. A menor movimentação também reflete o foco dos produtores na colheita de soja e milho. A perspectiva de redução de 6% na área plantada e de 12% na produção em 2026 reforça a tendência de preços sustentados. No mercado externo, não há ofertas de trigo argentino, apenas produto paraguaio cotado entre US$ 260 e US$ 262 posto Ponta Grossa.

 





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Área plantada com milho nos EUA deve ser menor na safra 2026/27, aponta USDA


plantio milho mato grosso foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma área de milho que veio acima da expectativa de analistas. Contudo, a estimativa ficou abaixo do registrado na safra passada.

Em seu relatório de intenção de plantio, divulgado na última terça-feira (31), o governo dos EUA estima a área de milho na temporada 2026/27 em 38,57 milhões de hectares. No ano passado, foram semeados 39,98 milhões de hectares.

Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam um número menor, de 38,24 milhões de hectares. O relatório de intenção é o primeiro do ano baseado em pesquisas junto a produtores.

Quanto à área plantada com soja, o USDA projeta 34,28 milhões de hectares, aumento ante a temporada anterior, quando foram semeados 32,87 milhões de hectares. 

Área com trigo também deve cair

Já a área total semeada com trigo no país deve alcançar 17,73 milhões de hectares, ante 18,34 milhões de hectares no ciclo anterior. A previsão dos analistas era de uma área maior, de 18,05 milhões de hectares.

As áreas de inverno e de primavera, estimadas em 13,11 milhões e 3,80 milhões de hectares, respectivamente, também vieram abaixo das previsões do mercado. 

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Palmito na Semana Santa: demanda explode e vira item disputado no Espírito Santo


palmito
Foto: Letícia Santos

O que o palmito tem a ver com a Semana Santa no Espírito Santo? A resposta começa na cozinha — e termina nas ruas. É nesse período que o ingrediente ganha status de protagonista, impulsionado pela tradição da torta capixaba, prato que atravessa gerações e transforma a rotina de feiras e pontos de venda em toda a Grande Vitória.

Na prática, o que se vê é um verdadeiro movimento sazonal. Barracas montadas, caminhonetes carregadas e consumidores atentos. O palmito fresco, ainda em troncos, vira disputa. E não é exagero: durante essa semana, ele deixa de ser coadjuvante e passa a ser indispensável.

A demanda cresce tanto que o comércio precisa se reorganizar. Prefeituras definem pontos autorizados, vendedores se deslocam de longe e a economia local ganha fôlego. Em bairros movimentados de cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, o cenário se repete: filas, negociações rápidas e estoque que não costuma durar até o fim da semana.

Claudia Maria flor, vendedora de palmito. Foto: Letícia Santos

Quem vive dessa venda sabe bem o peso dessa época. A comerciante Claudia Maria Flor, que há uma década trabalha com palmito em Itacibá, resume o que representa esse período: “Tem dez anos que eu trabalho com a venda de palmito neste mesmo local. Essa época é muito lucrativa, é com ela que mantenho a minha casa. Para quem gosta de trabalhar e pensa em ganhar dinheiro, a Páscoa é uma época boa para isso”, conta.

E não é só gente da região que aproveita. O vendedor Sileno Alves atravessou estados para chegar ao Espírito Santo com palmito fresco vindo do Nordeste. Ele percebe rápido o comportamento do consumidor capixaba. “As vendas aqui são muito boas. Eu vim da Bahia e estou desde a semana passada. Já vendi bastante. Acredito que antes de quarta-feira já acaba tudo”, diz.

Sileno Alves vem da Bahia para oferecer o produto no Espírito Santo. Foto: Letícia Santos

Além dos troncos tradicionais, o mercado também se adapta ao ritmo da cidade. Há quem prefira praticidade — e aí entram os palmitos já descascados, higienizados e prontos para o preparo, ampliando ainda mais as possibilidades de venda e atraindo diferentes perfis de consumidores.

O resultado disso tudo é um retrato claro de como cultura e economia caminham juntas. O palmito não é só ingrediente. É tradição, é oportunidade e é também um termômetro do que move o consumo capixaba nesta época do ano.

No fim das contas, entender o palmito na Semana Santa é entender um pedaço da identidade do Espírito Santo.

palmito
Foto: Letícia Santos

Onde comprar palmito na Grande Vitória

📍 Vitória
Avenida Mário Cypreste (próximo ao Sambão do Povo)
⏰ 6h às 20h

📍 Cariacica
Avenida Mário Gurgel (São Francisco, próximo ao Corpo de Bombeiros e Ceasa)
Rodovia Governador José Sette (Itacibá, próximo ao terminal)
Campo Grande (ao lado da Delegacia da Mulher)

📍 Serra
Laranjeiras (Terminal de Laranjeiras)
José de Anchieta (BR-101, posto Arara Azul)
Jardim Limoeiro (BR-101, próximo à Andaimes Vitória)
Serra Sede (posto São Benedito e São Judas Tadeu)
Nova Almeida (rotatória)
Jacaraípe (peixaria, colônia de pescadores e Av. Navegantes)

📍 Vila Velha
Estacionamento do Atacadão – Av. Carlos Lindenberg, 1.723
⏰ Segunda a sábado: 6h às 21h30 | Domingo: 6h às 18h
📅 Até sábado de Aleluia

📍 Viana
Feiras livres em bairros como Vila Bethânia, Marcílio de Noronha, Universal, Viana Sede e Arlindo Villaschi
🗓 Programação varia por dia da semana

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de bioinsumos cresce e bate recorde



Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil


Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil
Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil – Foto: Divulgação

O mercado de bioinsumos registrou crescimento expressivo em 2025, consolidando o avanço de tecnologias voltadas à sustentabilidade no campo. O setor movimentou mais de R$ 6,2 bilhões, com alta de 15% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, a área tratada com produtos biológicos chegou a 194 milhões de hectares, avanço de 28% sobre 2024, refletindo a ampliação do uso dessas soluções na agricultura.

Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil, em São Paulo, e integram o CropData, plataforma que reúne informações do setor. Segundo a entidade, o desempenho resulta da expansão da indústria, do combate a pragas resistentes e da busca por sistemas mais eficientes. Renato Gomides destacou que os bioinsumos ganham espaço em um cenário de desafios econômicos e maior pressão por práticas sustentáveis.

Entre os segmentos monitorados estão biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e inoculantes. Em área tratada, os inoculantes lideram com 40%, seguidos por bioinseticidas, bionematicidas e biofungicidas. Os inoculantes estiveram presentes em 77 milhões de hectares, reforçando seu papel na agricultura de baixa emissão de carbono. O destaque foi o avanço dos bionematicidas, com crescimento de cerca de 60%.

No valor de mercado, os bioinseticidas lideram, seguidos por bionematicidas, biofungicidas e inoculantes. Os biofungicidas tiveram a maior alta, de 41%, atingindo R$ 1,4 bilhão, impulsionados pelo controle de doenças relevantes. A soja concentra 62% do uso, seguida por milho e cana. Mato Grosso lidera entre os estados, com destaque para a soja. São Paulo e Goiás aparecem na sequência, enquanto o MATOPIBA também ganha relevância.

 





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Palmito na Semana Santa: demanda explode e vira item disputado no Espírito Santo


palmito
Foto: Letícia Santos

O que o palmito tem a ver com a Semana Santa no Espírito Santo? A resposta começa na cozinha — e termina nas ruas. É nesse período que o ingrediente ganha status de protagonista, impulsionado pela tradição da torta capixaba, prato que atravessa gerações e transforma a rotina de feiras e pontos de venda em toda a Grande Vitória.

Na prática, o que se vê é um verdadeiro movimento sazonal. Barracas montadas, caminhonetes carregadas e consumidores atentos. O palmito fresco, ainda em troncos, vira disputa. E não é exagero: durante essa semana, ele deixa de ser coadjuvante e passa a ser indispensável.

A demanda cresce tanto que o comércio precisa se reorganizar. Prefeituras definem pontos autorizados, vendedores se deslocam de longe e a economia local ganha fôlego. Em bairros movimentados de cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, o cenário se repete: filas, negociações rápidas e estoque que não costuma durar até o fim da semana.

Claudia Maria flor, vendedora de palmito. Foto: Letícia Santos

Quem vive dessa venda sabe bem o peso dessa época. A comerciante Claudia Maria Flor, que há uma década trabalha com palmito em Itacibá, resume o que representa esse período: “Tem dez anos que eu trabalho com a venda de palmito neste mesmo local. Essa época é muito lucrativa, é com ela que mantenho a minha casa. Para quem gosta de trabalhar e pensa em ganhar dinheiro, a Páscoa é uma época boa para isso”, conta.

E não é só gente da região que aproveita. O vendedor Sileno Alves atravessou estados para chegar ao Espírito Santo com palmito fresco vindo do Nordeste. Ele percebe rápido o comportamento do consumidor capixaba. “As vendas aqui são muito boas. Eu vim da Bahia e estou desde a semana passada. Já vendi bastante. Acredito que antes de quarta-feira já acaba tudo”, diz.

Sileno Alves vem da Bahia para oferecer o produto no Espírito Santo. Foto: Letícia Santos

Além dos troncos tradicionais, o mercado também se adapta ao ritmo da cidade. Há quem prefira praticidade — e aí entram os palmitos já descascados, higienizados e prontos para o preparo, ampliando ainda mais as possibilidades de venda e atraindo diferentes perfis de consumidores.

O resultado disso tudo é um retrato claro de como cultura e economia caminham juntas. O palmito não é só ingrediente. É tradição, é oportunidade e é também um termômetro do que move o consumo capixaba nesta época do ano.

No fim das contas, entender o palmito na Semana Santa é entender um pedaço da identidade do Espírito Santo.

palmito
Foto: Letícia Santos

Onde comprar palmito na Grande Vitória

📍 Vitória
Avenida Mário Cypreste (próximo ao Sambão do Povo)
⏰ 6h às 20h

📍 Cariacica
Avenida Mário Gurgel (São Francisco, próximo ao Corpo de Bombeiros e Ceasa)
Rodovia Governador José Sette (Itacibá, próximo ao terminal)
Campo Grande (ao lado da Delegacia da Mulher)

📍 Serra
Laranjeiras (Terminal de Laranjeiras)
José de Anchieta (BR-101, posto Arara Azul)
Jardim Limoeiro (BR-101, próximo à Andaimes Vitória)
Serra Sede (posto São Benedito e São Judas Tadeu)
Nova Almeida (rotatória)
Jacaraípe (peixaria, colônia de pescadores e Av. Navegantes)

📍 Vila Velha
Estacionamento do Atacadão – Av. Carlos Lindenberg, 1.723
⏰ Segunda a sábado: 6h às 21h30 | Domingo: 6h às 18h
📅 Até sábado de Aleluia

📍 Viana
Feiras livres em bairros como Vila Bethânia, Marcílio de Noronha, Universal, Viana Sede e Arlindo Villaschi
🗓 Programação varia por dia da semana

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Oferta limitada e exportações aquecidas sustentam alta da carne bovina


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Foto: Governo de Rondônia

A carne bovina brasileira caminha para um ano de margens apertadas na quantidade, mas folgadas em valor. Números da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apontam que o faturamento da proteína deve ser de R$ 263 milhões em 2026, um aumento de 7,6% frente ao obtido em 2025.

Com as exportações batendo recordes e o rebanho disponível diminuindo, a pressão de alta no preço da carne bovina já era esperada. Quem explica é a analista da HN Agro, Isabella Camargo. “Estamos produzindo menos e exportando mais”, afirma.

Nesse sentido, dados do primeiro bimestre reforçam que o pecuarista está segurando os animais no pasto por mais tempo. Segundo a especialista, já há queda de 4,7% nos abates do período, com recuo de 2,1% nos machos e de 8% nas fêmeas. A consequência é a diminuição de carne bovina disponível no curto prazo.

O cenário para a pecuária de corte, contudo, é positivo. “Quando a carne está valorizada, o frigorífico ganha espaço para pagar mais pela arroba do boi gordo”, afirma Camargo.

Apetite externo segue forte

Se por um lado o número de animais abatidos caiu nos dois primeiros meses de 2026, o volume das exportações continua crescendo. Entre janeiro e fevereiro, o Brasil enviou 557,24 mil toneladas de carne bovina ao exterior, uma alta de 22% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados da Secex.

O avanço, segundo a especialista, aponta que o apetite pela proteína brasileira continua forte, mesmo diante da cota de importação imposta pela China. “A cota deve ser alcançada no terceiro trimestre, mas também temos outros importantes compradores aumentando suas compras”, observa.

No primeiro bimestre, o Brasil já ocupou 33,64% da cota total de 1,1 milhão de toneladas, indicando ritmo acelerado de embarques para o país asiático. (Leia mais aqui)

Entre os destinos que devem ampliar as importações, Camargo cita os Estados Unidos. “No ano passado, o maior volume embarcado para lá ocorreu em abril, quando eles começam a se preparar para o verão”, explica. Vale ressaltar também que o rebanho norte-americano está no menor patamar dos últimos 75 anos.

Ainda de acordo com ela, a expectativa é de exportar ainda mais no segundo semestre, uma vez que o Brasil não precisa mais se preocupar com o ‘tarifaço’ de Donald Trump.

Oferta ajustada, preços firmes

Camargo explica que com as exportações aquecidas, sobra menos produto no mercado interno, mantendo a oferta ajustada.

“Mesmo em períodos de consumo doméstico mais lento, como a segunda quinzena de março, os preços da carne bovina não caíram”, diz.

Nesse contexto, a analista da HN Agro afirma que não há espaço para uma pressão de baixa mais acentuada, mesmo com um escoamento interno mais fraco. Esse cenário, segundo ela, corrobora para uma visão otimista sobre os preços do boi gordo em 2026.

“Olhando especialmente para o segundo semestre, mais precisamente o último trimestre do ano, há espaço para preços acima do que o mercado futuro aponta hoje”, conclui.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Wall St cai após adiamento de ataque ao Irã oferecer apenas alívio limitado


Logotipo Reuters

 

Por Purvi Agarwal e Twesha Dikshit

27 Mar (Reuters) – Os principais índices de Wall Street caíam nesta sexta-feira, uma vez que a guerra do Oriente Médio, que já dura um mês, se arrastava e pesava sobre o sentimento, enquanto os investidores observam quaisquer sinais de redução das tensão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira que prorrogará novamente o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz ou enfrente a destruição de suas usinas de energia, depois que Teerã rejeitou anteriormente uma proposta de 15 pontos dos EUA para acabar com o conflito.

O adiamento, no entanto, não acalmou os mercados, e os preços do petróleo subiram já que os investidores estão céticos quanto à possibilidade de os dois lados chegarem a um acordo.

“Os mercados financeiros continuam sendo movidos pelas manchetes. Os investidores estão sendo influenciados pelas alegações dos EUA de que estão sendo feitos progressos para pôr fim às hostilidades, enquanto o Irã nega que estejam ocorrendo negociações sérias”, disse David Morrison, analista sênior de mercado da Trade Nation.

“Parece óbvio que nenhum dos lados está perto de aceitar as condições de paz do outro, portanto, por enquanto, a guerra continua.”

O S&P 500 e o Nasdaq estavam a caminho de sua quinta semana de perdas. O Dow deve encerrar a semana com poucas alterações.

O Índice de Volatilidade CBOE, considerado o medidor de medo de Wall Street, tinha alta de 2,56 pontos, em 30.

O Dow Jones Industrial Average caía 1,06%, enquanto o S&P 500 perdia 0,94% e o Nasdaq Composite tinha queda de 1,27%.

O índice de serviços de comunicação do S&P 500 permanecia sob pressão e recuava 0,9%, já que a Alphabet e a Meta registraram perdas de 1,2% e 1,7%, respectivamente.

(Reportagem de Purvi Agarwal e Twesha Dikshit em Bengaluru)





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