domingo, maio 17, 2026

Autor: Redação

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Frigoríficos saem do mercado, avaliando impactos de novas tarifas dos EUA ao Brasil



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com os frigoríficos ausentes da compra de gado em meio às avaliações dos impactos que podem surgir diante das novas tarifas adicionais de 50% que os Estados Unidos pretendem implantar ao Brasil a partir de 1 de agosto.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o mercado futuro do boi também apresentou intenso movimento de queda, especialmente na quinta-feira (10), considerando a relevância dos norte-americanos nas compras brasileiras, que em 2025 respondem por aproximadamente 15% das vendas nacionais de carne bovina.

“Diante do aumento da tarifação, o Brasil perderá competitividade em relação à Austrália, Argentina e Uruguai. Se não houver mudanças até o final do mês, a expectativa é de perda de participação do Brasil no mercado norte-americano”, sinaliza.

Variação de preços da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim em 11 de julho em comparação ao dia 4:

  • São Paulo (Capital): R$ 300, queda de 3,23% frente aos R$ 310
  • Goiás (Goiânia): R$ 290, recuo de 1,69% perante os R$ 295
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, baixa de 1,67% frente aos R$ 300
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305, retração de 1,61% ante aos R$ 310
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315, estável
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275, inalterado

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços mistos no decorrer da semana, avalia Iglesias.

Segundo ele, o ambiente de negócios sugere algum espaço para reajustes no decorrer da primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Vale destacar que a carne de frango ganhou grande competitividade em relação às concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina”, conta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 22,50 o quilo, queda de 2,17% frente aos R$ 23 da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,75 o quilo, aumento de 1,35% em comparação aos R$ 18,50 registrados no período anterior.

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 269,931 milhões em julho (4 dias úteis), com média diária de US$ 67,483 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 48,715 mil toneladas, com média diária de 12,178 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.541,00.

Assim, em relação a julho de 2024, houve alta de 48,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 18,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,7% no preço médio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores agora podem contar com uma nova solução biológica para a defesa da lavoura


Atenta aos desafios fitossanitários que impactam diretamente a produtividade no campo, a Nitro — empresa brasileira referência em insumos agrícolas de nutrição e biológicos — anuncia o lançamento de um produto que chega para fortalecer o manejo sustentável e estratégico nas lavouras. Trata-se do Égide Max, biofungicida foliar formulado com cepas de Bacillus de alta performance.

Com eficácia comprovada em ensaios realizados na safra 2023/24 contra doenças foliares de difícil controle, o novo produto foi desenvolvido para atender às diversas realidades de cada região produtora do Brasil. O lançamento representa uma nova etapa na expansão do portfólio da Nitro, que reforça sua presença no mercado de biológicos, que cresce rapidamente incentivado pela demanda por alternativas eficazes ao controle químico tradicional.

“A realidade do produtor mudou. Os desafios de campo, como as doenças foliares, se tornaram mais complexos e exigem ferramentas específicas e eficazes. Por isso, estamos entregando uma solução altamente estratégica, com formulação robusta, ação comprovada e amplo espectro de controle”, afirma Celso Santi Júnior, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da área de biológicos da Nitro.

Blindagem contra doenças foliares

O Égide Max chega ao mercado com o objetivo de elevar a proteção foliar nas lavouras de soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar e HF. Sua formulação combina duas cepas de alto desempenho no controle de patógenos como Corynespora cassiicola (mancha-alvo), Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática), entre outras. Com aplicação recomendada em diferentes fases do ciclo produtivo, é uma solução que atua por meio de barreira física, controle direto e indução de resistência nas plantas.

“Com esse produto, entregamos ao produtor um aliado fundamental no controle de doenças foliares de difícil manejo, contribuindo para o controle de resistência e com a sustentabilidade da lavoura. É um ativo que dialoga com as exigências do futuro, sem abrir mão da performance agronômica”, reforça.

Crescimento expressivo e mudança de paradigma no campo

O mercado de produtos biológicos no Brasil vem apresentando crescimento exponencial nos últimos anos. De acordo com dados da Kynetec FarmTrak 2025, mais de 133 milhões de hectares já são potencialmente tratados com soluções biológicas no país; sendo 11,5 milhões com biofungicidas. O dado é ainda mais relevante quando se considera que apenas 7% dos agricultores utilizam fungicidas biológicos, o que demonstra o amplo espaço para crescimento desse segmento.

Esse avanço é impulsionado por três fatores principais: aumento da resistência de patógenos aos defensivos tradicionais, pressão por legislações ambientais mais rigorosas e demanda do consumidor por práticas agrícolas mais sustentáveis. Nesse cenário, o desenvolvimento do Égide Max representa uma resposta técnica às dores do produtor rural, com foco em doenças foliares que causam prejuízos bilionários se não forem adequadamente controladas.

“Nosso compromisso é oferecer ferramentas que ajudem o produtor a proteger sua lavoura com eficiência, segurança e respeito ao meio ambiente. A biotecnologia é, sem dúvida, um caminho certo e promissor na agricultura moderna”, conclui Celso.

Sobre a Nitro

A Nitro é uma multinacional brasileira com quase 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).

 





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Pesquisa revela poder dos laranjais brasileiros em capturar carbono



Os pomares de laranja do cinturão citrícola brasileiro, que abrange o estado de São Paulo e o sudoeste e Triângulo Mineiro, retiram da atmosfera o equivalente a 133 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂). A estimativa faz parte de um estudo da Embrapa Territorial e do Fundecitrus, com apoio do Fundo de Inovação para Agricultores da empresa britânica innocent drinks, publicado na revista Agrosystems, Geosciences & Environment.

Segundo a pesquisa, cada laranjeira fixa 4,28 quilos de carbono por ano em sua biomassa. Em média, cada hectare de produção cítrica remove 2 toneladas de carbono da atmosfera anualmente. “As laranjeiras fixam carbono nas folhas, galhos, tronco, raízes e também no solo, com a decomposição de folhas, raízes finas e restos de poda”, afirma o pesquisador Lauro Rodrigues Nogueira Júnior.

Com base em medições de campo em 80 laranjeiras e dados biométricos de mais de 1.300 árvores, os cientistas desenvolveram modelos matemáticos capazes de estimar o carbono armazenado em cada árvore. O estudo apontou que uma laranjeira armazena, em média, 52 quilos de carbono em sua biomassa viva, o que equivale a 25 toneladas de carbono por hectare — valor superior ao estimado atualmente pelos inventários oficiais de gases de efeito estufa no Brasil, que consideram 21 toneladas por hectare para culturas perenes.

As 162 milhões de laranjeiras com mais de três anos cultivadas em 337 mil hectares nos estados de São Paulo e Minas Gerais armazenam juntas cerca de 8,4 milhões de toneladas de carbono, o que representa a neutralização de aproximadamente 10 dias de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de um brasileiro por árvore.

O estudo também estimou o estoque total de carbono do cinturão citrícola, considerando a biomassa das árvores, o carbono orgânico do solo e a vegetação nativa preservada nas propriedades. O total chega a 36 milhões de toneladas de carbono estocadas, o que equivale a 133 milhões de toneladas de CO₂ que deixaram de ser lançadas na atmosfera.

Além de mitigar mudanças climáticas, os pomares de laranja contribuem para a biodiversidade. Um levantamento realizado no estudo identificou mais de 300 espécies de animais silvestres convivendo com a produção em cinco propriedades analisadas, principalmente aves e mamíferos. No total, as propriedades citrícolas do cinturão mantêm quase 160 mil hectares de vegetação nativa preservada.

Para ampliar o acesso aos dados, a Embrapa Territorial criou um painel interativo online com os modelos desenvolvidos, permitindo consultas por variedade e classe de idade das árvores. Segundo Lauro, os resultados podem melhorar as estimativas de emissões do setor citrícola e apoiar produtores e empresas que queiram acessar o mercado de carbono.




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início da semana tem de tudo!



Enquanto o Centro-Oeste convive com a secura, partes do Norte e Nordeste terão chuva forte. Veja a previsão para esta segunda-feira (14):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A semana pode começar instável novamente no Rio Grande do Sul, com pancadas de chuva mais irregulares sobre todo o estado. Enquanto isso, o tempo continua firme entre Santa Catarina e Paraná, ainda sob o padrão de manhãs frias e tardes ensolaradas com temperaturas amenas.

Sudeste

Início de semana sem previsão de chuva na maior parte do Sudeste. Amanhecer ainda com temperaturas mais baixas em Minas Gerais, São Paulo e áreas do centro-sul do Rio de Janeiro, com tardes ensolaradas e temperaturas mais amenas. Não chove em Belo Horizonte, São Paulo e no Rio. Em Vitória e no leste do Espírito Santo, a semana começa com infiltração marítima, favorecendo chuva mais isolada.

Centro-Oeste

O tempo continua aberto, firme e seco em toda a Região. Segunda sem previsão de chuva e com umidade do ar ainda abaixo de 30% na maior parte de Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Alerta para valores abaixo de 20% no noroeste do território sul-mato-grossense e norte mato-grossense.

Nordeste

Muita chuva no leste e sul da Bahia, com risco para temporais em Ilhéus, Porto Seguro e Salvador no início desta semana. Chove a qualquer momento no leste de Alagoas, em Sergipe, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Interior do Nordeste com tempo firme e muito seco, umidade baixa no sul do Maranhão, Piauí e oeste baiano.

Norte

O tempo continua instável no Amazonas, em Roraima e no Amapá, com pancadas fortes de chuva que podem ocorrer em vários momentos neste início de semana. A segunda-feira (14) será mais ensolarada com tempo firme e seco entre Acre, Rondônia, Tocantins e sul do Pará.



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Trump ataca o Brasil e nos obriga a repensar o futuro


A imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros não é apenas um revés comercial, é um alerta geopolítico. Essa medida, tomada de forma unilateral e com forte tom ideológico pelo presidente Donald Trump, escancara o uso do comércio internacional como arma política. E coloca o Brasil, mais uma vez, no papel de país vulnerável à instabilidade dos grandes.

Como analista há anos dedicado a entender a engrenagem entre política e economia, vejo nessa decisão um movimento que vai muito além das exportações de café, suco de laranja, aço ou aeronaves. O que está em jogo é a nossa capacidade de projetar uma visão estratégica de nação. E é aqui que entra a crítica: seguimos exportando produtos de baixo valor agregado, com pouca diversificação de mercados e com enorme dependência de poucos parceiros comerciais.

Crescemos nas exportações, mas não crescemos politicamente. Nossa classe política tem se mostrado incapaz de preparar o Brasil para os novos desafios globais. Somos um gigante com cabeça pequena e pés de barro: vendemos muito, mas pensamos pouco. Enquanto o mundo se move com rapidez e estratégia, ficamos presos em disputas ideológicas estéreis. Essa ignorância custa caro, e penaliza justamente os mais pobres, que pagam a conta da paralisia política e do atraso institucional.

As estimativas do BTG Pactual de queda de até US$ 13 bilhões em exportações até 2026 são relevantes, mas o que mais preocupa não é o número absoluto, e sim o tipo de produto afetado: petróleo, café, ferro, carne e suco de laranja. Ou seja, a espinha dorsal do nosso agro e da nossa indústria básica. Produtos que geram emprego, arrecadação e que, historicamente, sustentam o superávit da balança comercial.

É evidente que o Brasil tem alternativas de mercado. China, Índia, Vietnã, Emirados Árabes e até a União Europeia aparecem como possíveis destinos. Mas isso exige logística eficiente, acordos comerciais bem costurados e, principalmente, qualidade e competitividade.

O problema é que ainda patinamos nesses pontos. Nossa infraestrutura é precária, os gargalos logísticos encarecem o frete e as negociações externas são lentas e reativas. O mundo pede agilidade e sofisticação, enquanto nosso modelo exportador ainda é basicamente primário.

Uma janela de reinvenção

Apesar do baque, esta crise pode ser uma chance histórica de rever rumos. O governo precisa parar de tratar política externa como vitrine ideológica e começar a enxergá-la como ferramenta de Estado. O setor privado, por sua vez, precisa investir em tecnologia, rastreabilidade e agregação de valor — principalmente no agro.

Esse episódio também escancara a necessidade de diversificação geopolítica. Não podemos ficar à mercê do humor de líderes estrangeiros, seja Trump ou qualquer outro. A soberania econômica passa por termos poder de escolha, e isso só se constrói com planejamento estratégico de longo prazo.

Concluindo: o tarifaço de Trump é um divisor de águas. Mais do que um golpe econômico, é um choque geopolítico que revela nossas fragilidades estruturais e nossa dependência de decisões externas. Como analista, vejo aqui uma oportunidade rara: a de usar a crise como alavanca para um novo projeto de país. Mas isso exige coragem política, visão estratégica e união de forças entre governo, empresários e sociedade civil. Do contrário, continuaremos apenas reagindo. E perdendo.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Você viu? Produtores mortos tiveram nomes usados em fraude em programa social de leite



A distribuição de leite a pessoas carentes foi alvo de uma organização criminosa em Pernambuco. Após três anos de investigações, a Polícia Federal indiciou 40 suspeitos, entre empresários e servidores públicos. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural na última semana. Confira a história na íntegra:

De acordo com as investigações, obtidas pelo Jornal do Commércio, a quadrilha criou uma empresa de fachada para firmar contratos fraudulentos e desviar quantias milionárias do programa social Leite de Todos, custeado pelos governos federal e estadual.

O inquérito, conduzido pela Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros, foi concluído, mostrando que o grupo investigado apresentou recibos de ao menos 33 produtores rurais já mortos para receber dinheiro repassado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco.

O programa Leite de Todos foi criado em dezembro do ano 2000 para aquisição de alimentos de produtores rurais de pequeno porte para serem distribuídos a beneficiários em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Leite sofria adulteração

A investigação também revelou que o esquema da organização criminosa envolvia a adulteração do leite, inserindo na bebida soro de leite e citrato/dióxido de titânio, substâncias que ajudam a diminuir custos, mas podem colcoar em risco a saúde de quem consumia o produto.

A investigação aponta que somente no ano de 2020, o prejuízo foi de, aproximadamente, R$ 8,5 milhões. De acordo com as investigações da Polícia Federal, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco firmou contratos com a Cooperativa dos Pecuaristas e Agricultores de Itaíba (Coopeagri) entre 2014 e 2020, repassando mais de R$ 73 milhões à empresa. Já entre 2021 e 2022, mais de R$ 22 milhões foram pagos.

De acordo com os autos do inquérito, a fiscalização do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), a Coopeagri “não passa de uma placa na fachada de uma loja de miudezas pertencente à filha do presidente da entidade” e que quase a totalidade dos valores recebidos eram repassados ao laticínio Natural da Vaca Alimentos LTDA, em Gravatá, no Agreste do estado, responsável pela execução do serviço contratado.

Produtores rurais falecidos

Para obter êxito na empreitada, a Polícia Federal acusa o grupo de fraudar documentos de produtores rurais como forma de comprovar a obrigatória aquisição do leite in natura por parte deles para que valores em dinheiro fossem repassados pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário.

“Não surpreendentemente, fraudaram o processo de despesa apresentando recibos de produtores de leite falecidos à época do suposto fornecimento”, descreveu a PF. Dos 33 mortos identificados pela instituição, ao menos sete tiveram os nomes usados em recibos desde a contratação inicial, em 2014.

Segundo o Jornal do Comércio, que obteve o inquérito na íntegra, o produtor Francisco Alves de Lira, por exemplo, faleceu em 7 de setembro de 2011. Na prestação de contas da Coopeagri consta um recibo de 1,5 mil litros de leite com data de outubro de 2014.

Já José Ailton da Silva, que morreu em 2 de março de 2011, também teve o nome usado indevidamente. Ele consta como fornecedor de 5,4 mil litros de leite em outubro de 2014.

Durante a investigação, a PF também verificou que empresas investigadas tinham contrato com a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, na gestão anterior, para fornecimento de leite.

Empresários envolvidos

A investigação concluiu que a organização criminosa era composta de pessoas com funções distintas, como líderes, gerentes, auxiliares, responsáveis pela produção, testas de ferro, falsificadores, laranjas e servidores públicos.

No inquérito, entre os indiciados estão os empresários Paolo Avallone, dono da Natural da Vaca Alimentos LTDA, e Francisco Garcia Filho, com vínculo com a Planus Administração e Participações, apontados como os líderes do esquema, e Severino Pereira da Silva, presidente da Coopeagri.

Além disso, ex-funcionários da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário, a exemplo de gerentes jurídicos e de licitações e uma coordenadora de articulação, estão entre os indiciados.

Segundo o Jornal do Comércio, o inquérito revelou que membros do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) teriam participado da emissão de documentações fraudulentas para garantir o repasse de dinheiro.

A Polícia Federal indicia os investigados aos crimes de desvio de verba pública, estelionato, corrupção, obstrução à justiça, falsidade ideológica, crimes contra a saúde pública e lavagem de dinheiro.

Ao longo da investigação, ao menos duas operações foram deflagradas, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em novembro de 2022 e junho de 2023. Na última, a Justiça determinou o encerramento de todos os contratos das empresas investigadas com o governo estadual.



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Veja os principais produtos afetados pelas tarifas de Trump em cada país



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou cartas a 24 países e à União Europeia (UE) ameaçando impor tarifas mais altas caso não fechem acordos comerciais até 1º de agosto.

As taxas variam em relação às anunciadas em abril, quando Trump apresentou um plano de tarifas “recíprocas”. Desde então, a maioria dos países já enfrenta tarifa mínima de 10% sobre importações, além de outras medidas setoriais. Veja a situação atual de cada país:

Brasil

Para o Brasil, a tarifa anunciada foi de 50%, o que afetaria as importações dos EUA de petróleo, produtos de ferro, café e suco de fruta. O Brasil não foi ameaçado com a taxa “recíproca” elevada em abril – mas, como outros países, enfrentou a tarifa base de 10% nos últimos três meses.

Em resposta, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que poderia acionar a lei de reciprocidade econômica do país – que permite suspender acordos comerciais. Ele também ressaltou que os EUA tiveram superávit comercial de mais de US$ 410 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos.

Myanmar

Para o país asiático, Trump anunciou a tarifa de 40%, redução de 44% ante o anunciado em abril. As principais exportações de Myanmar para os EUA incluem roupas, artigos de couro e frutos do mar. O Major-General Zaw Min Tun, porta-voz do governo militar, disse que buscará negociações.

Laos

A imposição de uma tarifa de 40% sobre Laos, abaixo dos 48% de abril, deve afetar as exportações de sapatos, móveis de madeira, componentes eletrônicos e fibra óptica.

Camboja

As principais exportações do Camboja para os EUA incluem produtos têxteis, roupas, calçados e bicicletas. Nesta semana, Trump disse que a tarifa sobre importações do país seria de 36%.

O principal negociador do Camboja, Sun Chanthol, disse que o país conseguiu reduzir a tarifa de 49% para 36% e está pronto para uma nova rodada de negociações.

Ele pediu aos investidores, especialmente donos de fábricas, e aos quase 1 milhão de trabalhadores do setor têxtil que não entrem em pânico com a tarifa anunciada na segunda-feira.

Tailândia

Trump reiterou a tarifa anunciada em abril para a Tailândia, de 36%. A medida afetaria a importação dos EUA de peças de computador, produtos de borracha e pedras preciosas. O vice-primeiro-ministro, Pichai Chunhavajira afirmou que o país continuará pressionando por negociações tarifárias com os EUA.

No domingo, a Tailândia submeteu uma nova proposta que inclui abrir seu mercado para mais produtos agrícolas e industriais norte-americanos, além de aumentar a importação de energia e aeronaves.

Bangladesh

A tarifa para Bangladesh a partir de agosto deve ser de 35%, segundo Trump, abaixo dos 37% de abril. Produtos de vestuário devem ser os mais atingidos.

Em resposta, o conselheiro Salehuddin Ahmed disse que Bangladesh espera negociar um resultado melhor. Há preocupações de que tarifas adicionais tornem as exportações de roupas do país menos competitivas em relação a países como Vietnã e Índia.

Canadá

Para os canadenses, a tarifa anunciada foi de 35%, aumento ante os 25% impostos anteriormente para bens que não cumprem o acordo comercial norte-americano envolvendo EUA, Canadá e México.

A tarifa deve afetar produtos como petróleo e derivados, carros e caminhões. O primeiro-ministro Mark Carney publicou no X que o governo continuará trabalhando para um acordo comercial até o prazo de 1º de agosto.

Sérvia

Trump anunciou tarifa de 35% para a Sérvia, abaixo dos 37% de abril. O país exporta aos EUA principalmente software e serviços de TI e pneus.

Indonésia

A tarifa para a Indonésia foi mantida no mesmo patamar de abril, em 32%. O país exporta aos EUA produtos como óleo de palma, manteiga de cacau e semicondutores.

Argélia

A tarifa de 30% anunciada para a Argélia deve afetar as importações americanas de petróleo, cimento e produtos de ferro.

Bósnia e Herzegovina

O país terá tarifa de 30%, valor abaixo dos 35% anteriormente anunciados. As exportações incluem armas e munições.

União Europeia

A tarifa subirá para 30%, acima dos 20% anunciados em abril, mas abaixo dos 50% que Trump chegou a ameaçar. As exportações mais afetadas incluem medicamentos, automóveis, aeronaves, produtos químicos, instrumentos médicos e bebidas alcoólicas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que as tarifas prejudicam cadeias essenciais e que a UE está disposta a negociar, mas também pronta para aplicar contramedidas, se necessário.

Iraque

Para o Iraque, a tarifa será de 30%, menor que os 39% de abril. As exportações principais são petróleo e produtos derivados. A Comissão Europeia se manifestou criticando o impacto das tarifas nas cadeias de suprimento, afetando empresas e consumidores dos dois lados do Atlântico.

Líbia

A Líbia terá tarifa de 30%, ligeiramente abaixo dos 31% anunciados em abril. Os principais produtos exportados para os EUA são derivados de petróleo.

México

Para o país vizinho, a tarifa subirá para 30%, após ter sido fixada em 25% no início do ano para bens que não se enquadram no acordo de livre comércio da América do Norte. Os produtos mais exportados para os EUA são veículos, peças automotivas, petróleo, caminhões, computadores e produtos agrícolas.

África do Sul

A tarifa será de 30%, valor mantido desde abril. As principais exportações incluem platina, diamantes, veículos e autopeças.

A presidência sul-africana afirmou que as tarifas distorcem a realidade do comércio bilateral e que continuará empenhada em um relacionamento comercial mais equilibrado com os EUA. Uma proposta de estrutura comercial foi enviada em 20 de maio.

Sri Lanka

A tarifa será de 30%, abaixo dos 44% anunciados em abril. As exportações principais incluem vestuário e produtos de borracha.

Brunei

A tarifa subirá para 25%, um ponto porcentual acima da taxa anunciada anteriormente. Os principais produtos exportados são combustíveis minerais e equipamentos de maquinário.

Moldávia

A tarifa será de 25% para a Moldávia, abaixo dos 31% anunciados em abril. O país exporta para os EUA suco de frutas, vinhos, roupas e produtos plásticos.

Japão

O país terá tarifa de 25%, uma leve alta em relação aos 24% de abril. As exportações incluem automóveis, peças automotivas e eletrônicos. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, classificou a medida como “extremamente lamentável”, mas reiterou o compromisso com as negociações.

Casaquistão

A tarifa será de 25%, abaixo dos 27% iniciais. As exportações incluem petróleo, urânio, ferroligas e prata.

Malásia

A tarifa será para 25%, ante os 24% de abril. Os principais produtos exportados para os EUA são eletrônicos e equipamentos elétricos. O governo malaio informou que buscará negociações com os EUA e agendou reunião ministerial para quarta-feira.

Coreia do Sul

A tarifa permanece em 25%. Entre os principais produtos exportados estão veículos, máquinas e eletrônicos. O Ministério do Comércio afirmou que o país acelerará negociações para alcançar um acordo antes que a tarifa entre em vigor.

Tunísia

A tarifa será de 25%, abaixo dos 28% anteriormente anunciados. A Tunísia exporta gorduras animais e vegetais, roupas, frutas e nozes para os EUA.

Filipinas

A tarifa será de 20% a partir de 1º de agosto, uma leve alta frente aos 17% anteriores. As principais exportações filipinas incluem eletrônicos, maquinário, roupas e ouro.



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Geada queimou o milho? Saiba como transformá-lo em silagem de qualidade


As geadas que atingiram diferentes regiões do Brasil nos últimos dias prejudicaram muitas lavouras de milho safrinha. Para os pecuaristas, o cenário é preocupante — mas nem tudo está perdido. Quer transformar um problema em solução e garantir o cocho do seu rebanho? Assista ao vídeo abaixo e veja as orientações!

Mesmo com a lavoura danificada, é possível transformar o milho queimado em silagem de qualidade, garantindo alimentação para o rebanho e evitando desperdícios.

No programa Giro do Boi, o zootecnista Edson Poppi, especialista em silagem há mais de 40 anos, explicou como aproveitar o milho atingido pelo frio extremo.

Ele destacou que, com planejamento e técnicas adequadas, a silagem pode manter o valor nutricional necessário para atravessar o período seco.

Silagem de milho geado: o que avaliar no campo

Compactação de silagem de milho. Foto: ReproduçãoCompactação de silagem de milho. Foto: Reprodução
Compactação de silagem de milho. Foto: Reprodução

O primeiro passo é identificar em qual estágio de desenvolvimento a planta foi afetada pela geada. Esse detalhe é essencial para definir o momento certo da ensilagem.

  • Milho muito novo (estágio de boneca): se o milho ainda estiver em fase inicial, com espigas pequenas, o ideal é aguardar entre 8 a 10 dias e monitorar a matéria seca da planta. A silagem só deve ser feita quando esse índice atingir cerca de 25%, ponto que garante boa fermentação.
  • Milho mais maduro (ponto de pamonha em diante): nesse caso, a ensilagem pode ser realizada imediatamente após a geada, desde que o manejo de corte, picagem e armazenamento seja adequado.

Segundo Poppi, o tamanho da partícula também influencia na qualidade final. Em lavouras com alta umidade, o ideal é picar o material em partículas de 2 cm ou mais, o que facilita a compactação e o processo fermentativo no silo.

Inoculante: o segredo para a silagem não perder qualidade

Lavoura de milho. Foto: CanvaLavoura de milho. Foto: Canva
Lavoura de milho. Foto: Canva

Outro ponto essencial é o uso de inoculantes bacterianos, especialmente em situações de estresse da planta, como após geadas. Edson Poppi foi enfático: “O inoculante não é opcional, é obrigatório”.

Esses aditivos contêm bactérias benéficas que promovem a fermentação eficiente, reduzem o pH do material rapidamente e impedem a proliferação de fungos e leveduras. Isso resulta em uma silagem mais estável e com maior valor nutricional.

Ou seja, ao usar o inoculante corretamente, mesmo o milho comprometido pelo frio pode resultar em um alimento de alta qualidade para o rebanho, garantindo bom desempenho animal.

Vantagens de ensilar milho geado

Transformar milho queimado pela geada em silagem é uma decisão estratégica, que proporciona:

  • Redução de perdas na lavoura
  • Aproveitamento de matéria-prima já disponível
  • Segurança alimentar para o rebanho na seca
  • Menor custo em comparação à compra de volumosos prontos
  • Estabilidade no planejamento nutricional da fazenda

Além disso, essa prática demonstra resiliência e inteligência de manejo, características cada vez mais valorizadas na pecuária moderna.

Não jogue milho fora: transforme desafio em oportunidade

Mesmo diante das perdas provocadas pela geada, a lavoura pode continuar rendendo bons frutos, desde que o produtor atue com informação, técnica e agilidade.

A experiência de especialistas como Edson Poppi reforça que a silagem é mais do que uma alternativa emergencial: é uma ferramenta de gestão eficiente para enfrentar períodos adversos com menos impacto na produção e no bolso.

Com atenção ao estágio da planta, uso correto de inoculantes e manejo adequado, o milho queimado pela geada pode virar silagem de excelência, assegurando produtividade e rentabilidade mesmo em tempos difíceis.



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Curso gratuito ensina a controlar fluxo de caixa e organizar finanças


Empreendedores e produtores rurais de Roraima (RR) que desejam melhorar a gestão financeira de seus negócios já podem acessar gratuitamente o curso online “Como controlar o fluxo de caixa”.

Com duração de duas horas e formato autoinstrucional, a capacitação está disponível para início imediato, sem necessidade de inscrição prévia em turmas.

Voltado a pequenos negócios, incluindo produtores rurais, o conteúdo ensina como monitorar com clareza as entradas e saídas de dinheiro da empresa, utilizando planilhas e ferramentas acessíveis. 

Ao final, o participante terá todas as respostas sobre o quanto de dinheiro circula na empresa, para onde ele vai e quais são os gastos e receitas mais relevantes para o negócio.

Com isso, o objetivo é ajudar o empreendedor a tomar decisões mais estratégicas e garantir a saúde financeira do negócio.

Adlany Oliveira, analista técnica do Sebrae/RR, enfatiza a relevância do fluxo de caixa para a tomada de decisões.

“No curso, você vai aprender a importância e o passo a passo para realizar o fluxo de caixa, com dicas e ferramentas disponibilizadas, inclusive planilhas no próprio portal do Sebrae.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Uma mulher sorrindo. Ela usa um casaco verde e uma blusa branca. Além de estar com os seus óculos e o crachá da empresa Sebrae. Ao fundo, há uma bancada com cadernos e papéis
Adlany Oliveira, analista técnica do Sebrae/RR. Foto: Divulgação | ASN RR

O curso apresenta orientações simples e diretas, com exemplos de uso prático e acesso a planilhas para quem ainda não utiliza sistemas automatizados. Também mostra como gerar relatórios eficientes, úteis em situações como pedidos de crédito junto a instituições financeiras.

“Você só conhece o verdadeiro potencial da sua empresa se dominar a parte financeira. O fluxo de caixa é crucial para saber o que entrou, o que saiu e qual é seu faturamento em diferentes períodos”, explica a analista técnica do Sebrae/RR.

Além disso, a capacitação é indicada para qualquer empreendedor que deseje melhorar sua organização financeira, buscar crescimento sustentável e tomar decisões mais seguras com base em dados reais.

Para acessar o curso, ‘Como controlar o fluxo de caixa’ basta clicar aqui.

No entanto, há outros cursos gratuitos e online disponíveis no site do Sebrae/RR como:

  • Tendências: o futuro do seu negócio;
  • A gestão da propriedade rural por um novo ponto de vista;
  • Associativismo e cooperativismo: a união faz a força;
  • Formalização da propriedade rural: por onde começar?

Porteira Aberta Empreender

Quer ficar por dentro de cursos e histórias inspiradoras do campo? Então acesse o site, tire dúvidas pelo WhatsApp e acompanhe o programa Porteira Aberta Empreender, todas as quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural.

Arte com os horários do programa Porteira Aberta Empreender
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural



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AgroNewsPolítica & Agro

Setores do Paraná temem prejuízo com tarifa dos EUA


A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) emitiu nota técnica nesta semana manifestando preocupação com a tarifa de 50% que será aplicada pelos Estados Unidos a todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025. A entidade afirma que a medida representa “um cenário de profunda preocupação para a economia do Paraná”.

De acordo com a FAEP, os Estados Unidos consolidaram-se como o segundo principal parceiro comercial do estado, com exportações que somaram US$ 1,587 bilhão em 2024. “Essa medida unilateral ameaça uma relação comercial historicamente importante para o Estado, principalmente no que se refere ao setor do agronegócio”, destacou a entidade.

Entre os setores mais expostos ao impacto da tarifa estão produtos florestais, café, couros, pescados e alimentos processados. A FAEP aponta que o aumento no custo de exportação pode inviabilizar economicamente a operação de muitos desses segmentos. “A análise técnica indica a inviabilidade comercial para muitos desses produtos, o que pode levar a aumento nos custos de produção, desemprego e queda nos preços internos”, afirma o documento.

No primeiro bimestre de 2025, os Estados Unidos figuraram como o terceiro maior destino das exportações paranaenses, com US$ 214,05 milhões. Apenas em janeiro, as vendas ao país somaram US$ 94,37 milhões. Para a FAEP, essa regularidade confirma que os EUA não são apenas um mercado eventual, mas um elemento estrutural na pauta exportadora do Paraná.

A nota também chama atenção para os efeitos diretos sobre produtos com margens de lucro reduzidas, como o setor de couros, que já enfrentou queda de receita em 2024. “A elevação dos custos de exportação em 50% significa que os produtos paranaenses se tornariam mais caros para os importadores americanos, resultando em uma perda direta de mercado, e não apenas em uma contração temporária”, ressalta a entidade.

Diante do cenário, a FAEP defende uma atuação diplomática coordenada para tentar reverter ou mitigar os efeitos da medida. “Reiteramos o compromisso com um sistema de comércio multilateral justo, não discriminatório, aberto, equitativo e transparente”, conclui o posicionamento.





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