sábado, abril 4, 2026

Autor: Redação

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Banco do Nordeste destina R$ 360 mi para energia renovável



Os financiamentos serão direcionados a empresas privadas


Os financiamentos serão direcionados a empresas privadas
Os financiamentos serão direcionados a empresas privadas – Foto: Pixabay

O Banco do Nordeste (BNB) anunciou que terá, a partir de 2026, cerca de R$ 360 milhões para financiar projetos de transmissão e distribuição de energia proveniente de fontes renováveis na região Nordeste. Os recursos vêm do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do programa de Integração de Energias Renováveis dos Fundos de Investimentos Climáticos (CIF-REI), totalizando US$ 67 milhões, com o objetivo de ampliar a integração de energias limpas ao sistema elétrico regional.

Segundo o presidente do BNB, Wanger Alencar, a iniciativa busca fortalecer a confiabilidade e a eficiência do fornecimento de energia, estimulando a modernização das redes elétricas. Os recursos permitirão financiamento de tecnologias como baterias, hidrogênio verde, redes inteligentes e automação, essenciais para a estabilidade da matriz energética.

“Queremos expandir a capacidade de transmissão e distribuição das redes elétricas na Região, que é grande geradora de energia limpa. Ao estimular o uso de tecnologias de modernização da rede, esperamos aumentar a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro”, comenta.

Os financiamentos serão direcionados a empresas privadas, contemplando aquisição de maquinário, equipamentos e sistemas associados à geração, transmissão e armazenamento de energia renovável, promovendo digitalização e automação do setor.

O programa, chamado Programa de Integração de Energias Renováveis do Nordeste (CIF-REI/NE), está alinhado aos objetivos estratégicos do Brasil para o desenvolvimento sustentável do setor elétrico e complementa iniciativas anteriores do BNB, como o Prodepro, reforçando o papel do banco como catalisador de investimentos sustentáveis na região.

 





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Conexão Abisolo mostra evolução da matriz orgânica na agricultura brasileira


Por Flávia Macedo 

A cidade de Campinas (SP) recebeu a primeira edição do Conexão Abisolo, evento promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo). Reunindo lideranças do setor, pesquisadores e representantes da indústria, o encontro apresentou os cenários, econômico e científico, dos insumos agrícolas em um momento em que a agricultura brasileira busca integrar produtividade, sustentabilidade e inovação.

Entre os destaques técnicos, o professor e pesquisador da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp (Unesp/FCA), Thiago Assis Rodrigues Nogueira, apresentou resultados de pesquisas sobre o uso de fertilizantes orgânicos compostos à base de lodo de esgoto, destacando o potencial desse insumo em fechar o ciclo entre saneamento e agricultura.

“Esse é um cenário desafiador, porque embora o material seja rico em nutrientes e matéria orgânica, ainda há resistência e pouca estrutura técnica nas empresas de saneamento para utilizá-lo adequadamente na agricultura”, explicou Thiago. “É um produto de alto valor agronômico, que poderia ajudar o país a reduzir a dependência de fertilizantes minerais importados. Mas o caminho envolve capacitação, regulamentação e conscientização sobre o valor real desses compostos”.

Segundo o pesquisador, o uso agrícola de fertilizantes à base de lodo de esgoto já ocorre em algumas regiões, especialmente em áreas próximas a estações de tratamento. “Hoje já existem produtos registrados no Ministério da Agricultura de 3% a 15% de lodo na composição, utilizados em culturas como milho e café. 

Um dos principais entraves é a aceitação pública. O termo “esgoto” ainda causa resistência. “É importante destacar que esse material é extremamente nobre e rico em nutrientes e matéria orgânica, elementos essenciais para o cultivo em solos tropicais, como os do Brasil. O que precisamos é desmistificar o uso desses resíduos, especialmente em um momento em que o país precisa reduzir sua dependência nas importações de fertilizantes minerais”.

Além das palestras e debates, o evento Conexão Abisolo contou com uma área de exposição repleta de novidades tecnológicas, que vão desde fabricantes de máquinas e equipamentos de aplicação, até novas indústrias voltadas ao modelo B2B, mostrando a força e a diversidade do setor de bioinsumos.

Entre os visitantes, o associado da Abisolo e sócio-fundador da Global Biotecnologia, Altamiro Alvernaz, veio de Minas Gerais especialmente para acompanhar de perto as inovações apresentadas.

“É um ambiente de troca e aprendizado, onde conseguimos alinhar o que está sendo pesquisado nas universidades com o que as empresas estão colocando no mercado. Esse tipo de integração é o que faz o setor crescer de forma sustentável e sólida”, destaca.

Fundada com base em estudos sobre o equilíbrio entre ambiente e microrganismos, a Global Biotecnologia desenvolveu a Tecnologia do Consórcio Probiótico (TCP), que atua na sinergia entre bactérias e fungos benéficos para promover o crescimento vegetal e o aproveitamento de nutrientes. 

“Nosso foco é entender como a convivência entre esses microrganismos pode melhorar a eficiência fisiológica e a produtividade das plantas. É um trabalho que vem sendo validado em diferentes culturas e regiões e que reforça a importância da biotecnologia como ferramenta prática para aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental da agricultura”, completou Alvernaz.

Outro destaque da feira foi a Black Bio, que apresentou um produto inédito no mercado: uma matriz orgânica natural, sem misturas, que atua como condicionador de solo, melhorando a estrutura e estimulando a microbiota.

Drumon Pinheiro Filho, diretor comercial da empresa, explicou que o diferencial do produto está na origem e na estabilidade. “A Black Bio é uma matriz orgânica formada naturalmente há milhões de anos. Por ser um material estabilizado, tem alta capacidade de reter nutrientes e água, o que favorece o vigor e a sanidade das plantas. Além disso, serve como abrigo e alimento para os micro-organismos, o que cria um ambiente de solo mais equilibrado e produtivo.”

Ele ressaltou ainda o papel ambiental do produto. “Toda matriz orgânica contém carbono, e no caso da Black Bio essa reposição ocorre de forma natural, sem emissão adicional de gases. Ao incorporar o produto ao solo, o produtor está devolvendo carbono e melhorando a estrutura física e biológica da área”, conclui.

Além das soluções voltadas ao campo, o evento também abriu espaço para inovações na área de gestão e tecnologia. De olho nas mudanças tributárias que entram em vigor a partir de janeiro de 2026, a Agrotis apresentou um software de gestão atualizado com as novas regras fiscais, automatizando cálculos e adequações para evitar multas.

“Nossa equipe já está adequando o sistema às mudanças que se estendem até 2033. A ideia é garantir que, a partir de 1º de janeiro de 2026, todas as notas fiscais sejam emitidas de forma automática e em conformidade com a legislação, sem impacto na operação do cliente, ressalta André Túlio, gerente comercial da empresa.





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Biofertilizantes e biotecnologia ampliam fronteiras da agricultura regenerativa


Por Flávia Macedo 

Um dos temas mais relevantes debatidos durante o Conexão Abisolo, que contemplou o II Fórum de Fertilizantes de Matriz Orgânica e o III Simpósio de Biofertilizantes, realizados em Campinas (SP), foi a eficácia dos biofertilizantes na redução de estresses das plantas e no aumento da produtividade agrícola. As macroalgas — especialmente as do gênero Ascophyllum nodosum — foram apresentadas como grandes aliadas da agricultura regenerativa, contribuindo tanto para o crescimento vegetal quanto para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

O professor Carlos Alexandre Crusciol, da Unesp/FCA, destacou em sua apresentação o papel desta macroalga marrom no desenvolvimento de culturas como cana-de-açúcar e milho. Segundo ele, o extrato de Ascophyllum Nodosum contém compostos bioativos que ativam rotas metabólicas específicas dentro da planta, tornando-a mais tolerante a doenças e a condições adversas como seca, geada e alta radiação solar.

“Esses extratos funcionam como um estimulante natural, ajudando a planta a se defender melhor contra pragas e enfermidades, sem substituir o uso de fungicidas e inseticidas”, explicou Crusciol. “Além disso, promovem o equilíbrio hormonal, aumentam a formação de raízes e reduzem a temperatura da folha, fazendo com que a planta utilize a água de forma mais eficiente. Isso se traduz em maior estabilidade produtiva e, muitas vezes, em ganhos expressivos de produtividade mesmo em condições de estresse”.

No setor privado, o uso dessas substâncias também tem avançado. O gerente de marketing estratégico da Acadian no Brasil e Paraguai, Bruno Carloto, explicou que a empresa canadense é pioneira na utilização do extrato de Ascophyllum Nodosum em bioestimulantes agrícolas.

“A Acadian está há mais de 20 anos no Brasil com resultados consistentes que comprovam a eficácia dos extratos de algas em diferentes culturas”, destacou Carloto. “Nosso produto contém um complexo de bioativos que atua no metabolismo da planta, estimulando processos enzimáticos e hormonais. O resultado é o desenvolvimento de mais raízes, maior crescimento da parte aérea e, consequentemente, aumento de produtividade”.

Segundo ele, o uso das macroalgas tem se mostrado vantajoso não apenas em termos de desempenho agronômico, mas também de resiliência. “As plantas tratadas apresentam menor fitotoxicidade e suportam melhor situações de estresse por temperatura e falta de água. É uma tecnologia consolidada, utilizada em soja, cana-de-açúcar, milho, algodão, trigo, arroz e até em culturas de frutas, como uva e abacate. E o potencial de expansão no Brasil é enorme — podemos dobrar o mercado de bioestimulação nos próximos cinco anos”.

Além das macroalgas, as microalgas também ganharam espaço nos debates. O professor e pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Átila Mógor, apresentou a palestra “Microalgas na agricultura: obtenção de aminoácidos e metabólitos de nitrogênio”, trazendo uma visão atualizada sobre o uso desses microrganismos como fontes biotecnológicas de compostos bioativos.

Em sua fala, Mógor destacou que as microalgas, tradicionalmente utilizadas nas áreas de alimentação, cosmética e saúde humana, despontam agora como insumos promissores na agricultura. Cultivadas em biorreatores, elas fornecem aminoácidos, poliaminas e outros compostos que atuam em processos de crescimento e adaptação ao estresse das plantas. 

Os biofertilizantes à base de extratos vegetais também foram apresentados durante o evento pela professora e doutora em Bioquímica e Biotecnologia da UFPR, Roberta Paulert. A pesquisadora ressaltou que esses produtos contêm princípios ativos orgânicos capazes de atuar direta ou indiretamente nas plantas, promovendo melhorias no crescimento, na resistência e na produtividade.

“Os extratos vegetais têm mostrado bioatividades importantes em diversas culturas, como milho, soja, trigo, tomate e alface”, explicou Roberta. “Eles melhoram o perfil nutricional e ajudam as plantas a lidar com condições adversas, como seca e variações de temperatura. Ainda são poucos os produtos no mercado que utilizam exclusivamente extratos vegetais, mas os resultados de pesquisa mostram um potencial enorme para ampliar o uso e aumentar a eficiência fisiológica das plantas”, ressalta.

No campo do controle biológico de pragas e doenças, o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Wagner Bettiol, destacou que os agentes biológicos vão além da simples ação de combate — eles também promovem o crescimento vegetal e aliviam o estresse das plantas.

“Os microrganismos aplicados no controle de pragas, como os do gênero Bacillus e Trichoderma, têm mostrado resultados muito positivos”, disse Bettiol. “Eles estimulam a produção de aminoácidos e enzimas que fortalecem a planta contra o calor, a salinidade e a falta de água. Em ensaios com cana-de-açúcar e milho, observamos ganhos médios de até 15% na produtividade, mesmo sem presença significativa de doenças. Ou seja, eles atuam como uma espécie de bioestimulante natural”, afirma.

Já o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Ladislau Martin Neto, trouxe à pauta a relação entre matéria orgânica do solo e créditos de carbono. Segundo ele, cerca de 50% da composição da matéria orgânica é carbono — o que faz do solo o terceiro maior reservatório desse elemento no planeta, superando, inclusive, a biomassa das florestas.

Ele destaca que quando falamos em carbono, estamos também falando de matéria orgânica do solo. “Quimicamente, cerca de 60% da matéria orgânica é carbono. Ou seja, ele já está naturalmente presente em todas as propriedades rurais”.

O próximo passo é consolidar o sistema de Medição, Relato e Verificação (MRV), para garantir rastreabilidade e credibilidade, e permitir que projetos de crédito de carbono sejam estruturados de forma consistente.

Premiação de Trabalhos | Conexão Abisolo 2025

A terceira edição do Simpósio de Biofertilizantes, realizada durante o Conexão Abisolo 2025, premiou quatro pesquisas em duas categorias: Mérito Acadêmico e Mérito Inovação. Foram 57 trabalhos inscritos, abordando temas como algas, aminoácidos, substâncias húmicas e extratos vegetais. Os vencedores foram selecionados por um Comitê Científico e receberam R$ 5 mil cada, como reconhecimento às contribuições que impulsionam o desenvolvimento tecnológico da agricultura brasileira.

Prêmio Mérito Acadêmico

 • Categoria Biofertilizantes – Isolamento de frações ativas da parede celular da microalga Chlamydomonas reinhardtii

Autores: Elisa Teófilo Ferreira e Paulo Mazzafera

• Categoria Fertilizantes de Matriz Orgânica – Fontes e épocas de aplicação de fertilizantes especiais na cultura do cafeeiro

Autores: Adailton Agostinho Barbosa Freitas, Raquel Pinheiro da Mota, Reginaldo de Camargo, Igor Cruvinel Pena, Isabela Oliveira Queiroz e João Joaquim Assis Rezende

Prêmio Mérito Inovação

 • Categoria Biofertilizantes – Extrato de Ascophyllum nodosum como estratégia para reduzir o custo metabólico induzido pelo Protioconazol na soja

Autores: Bruno Moço Tessarolli, Samir Geraigire Filho, Mayara Cristina Malvas Nicolau, João William Bossolani, José Roberto Portugal e Carlos Alexandre Costa Crusciol

• Categoria Fertilizantes de Matriz Orgânica – Potássio no sistema solo-planta após adubação com composto orgânico à base de macrófitas aquáticas

Autores: Paulo Sergio Costa Trindade, André Luiz de Freitas Espinoza, André Luís Pirotello, João Lucas Barbosa, Thiago Assis Rodrigues Nogueira e Tiago Tezotto





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Halloween, festa da colheita que virou tradição mundial


Poucos sabem, mas o Halloween tem mais a ver com o campo do que com fantasmas. Antes das bruxas e das abóboras iluminadas, existia o Samhain, festival celta que marcava o fim da colheita e o início do inverno. Era um tempo de transição: as colheitas se encerravam, o gado voltava dos pastos e o povo agradecia à terra pelos frutos do ano, pedindo proteção para o frio que se aproximava.

As fogueiras acesas nas colinas simbolizavam a renovação do ciclo e a purificação da comunidade. Com a chegada da noite mais longa do ano, acreditava-se que o véu entre o mundo dos vivos e dos mortos se tornava mais fino, e daí nasceu a tradição de acender luzes para afastar os maus espíritos.

Séculos depois, quando o festival atravessou o Atlântico com os colonos europeus, os antigos nabos esculpidos se transformaram em abóboras, fruto abundante nas fazendas norte-americanas. A “Jack O’Lantern” (abóbora esculpida), hoje símbolo mundial do Halloween, é uma herança direta do campo.

O milho, o espantalho e até o costume de oferecer “doces ou travessuras” têm origem agrícola. Nos vilarejos medievais, camponeses pediam bolos e alimentos em troca de orações pelos mortos, uma forma de redistribuir o que sobrava da colheita.

O que era um ritual de gratidão e sobrevivência virou espetáculo urbano, mas a essência permanece: o Halloween celebra o fim de um ciclo de produção e o começo de outro. É o momento em que o homem olha para o que a terra deu, se despede do verão e se prepara para o inverno.

No Brasil, mesmo que a festa tenha outro significado, ela guarda uma lição importante para o agro: tudo nasce, floresce e morre num ciclo que depende do trabalho humano e da generosidade da terra. Por trás de cada abóbora decorada, há uma história ancestral de quem planta, colhe e agradece.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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‘Não se deve lavar antes do preparo’, alerta nutricionista



Os preços do frango se aproximam dos níveis pré-gripe aviária, impulsionados pela retomada das exportações e pelo aumento do consumo interno. Enquanto a União Europeia voltou a importar a carne brasileira, a China mantém restrições.

Além do impacto econômico, a nutricionista Fabiana Borrego esclarece dúvidas sobre o preparo e os benefícios nutricionais do alimento.

Um dos principais alertas é que não se deve lavar o frango antes do preparo, pois isso pode espalhar bactérias como a salmonela pelo ambiente. O ideal é temperar e cozinhar diretamente, seja o frango comprado resfriado ou congelado.

Quanto ao congelamento, a nutricionista orienta que o frango resfriado pode ser congelado cru sem problemas. Já o congelado deve ser descongelado na geladeira antes do preparo e só pode ser recongelado após cozido, nunca cru. Esse cuidado ajuda a reduzir a proliferação de bactérias.

Cortes mais saudáveis

Sobre os cortes mais saudáveis, o peito de frango é o mais magro, com menor teor de gordura. Ele contém cerca de 23 g de proteína a cada 100 g cozidos, valor superior a muitos suplementos proteicos do mercado, tornando-se uma excelente opção para quem busca dieta rica em proteína.

Já a pele do frango aumenta o teor calórico e deve ser consumida com moderação. Coxas e sobrecoxas também têm mais gordura e calorias em comparação ao peito.

Formas de preparo

A nutricionista reforça que o frango é uma carne versátil, de alto valor biológico, rica em proteínas facilmente absorvíveis, e que pode ser preparado de diversas formas: grelhado, assado, na air fryer ou até empanado, dependendo da preferência de calorias e sabor.

Para conservar a suculência, recomenda-se o uso de molhos, como o de laranja, que deixam o frango mais molhadinho e saboroso.

Segundo Fabiana Borrego, a criatividade na cozinha é o principal ingrediente. “O frango é uma carne muito versátil, muito proteica, muito saudável, e vai da nossa imaginação como vamos querer prepará-lo”, afirma.



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Alta do petróleo dá impulso à soja e agita o mercado brasileiro



Após uma semana marcada por calmaria e poucos negócios, o mercado brasileiro de soja registrou maior movimentação na quinta-feira (23). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta do petróleo refletiu no complexo soja e estimulou a negociação no mercado físico.

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A Bolsa de Chicago fechou em forte alta, impulsionada pela valorização do óleo de soja, consequência da elevação do preço do petróleo após sanções de Donald Trump contra o petróleo russo. “China e Índia, grandes compradores do petróleo russo, deverão buscar novos fornecedores para evitar penalidades no sistema bancário ocidental SWIFT”, explica Silveira.

Esse movimento visa reduzir a principal fonte de financiamento da Rússia e limitar sua capacidade de sustentar o conflito na Ucrânia.

O dólar recuou frente ao real no Brasil, impulsionado pela entrada de capitais estrangeiros. O real se beneficiou da liquidez global e da demanda por moedas de economias emergentes, segundo o analista.

Mercado físico

No mercado físico, a alta dos preços internacionais impulsionou a comercialização, especialmente para prêmios de outubro e novembro, que ficaram entre US$ 1,60 e US$ 1,75 por bushel (novembro) e US$ 1,50 e US$ 1,70 (dezembro) nos portos de referência. Para a safra nova, os prêmios não registraram variações, mantendo a movimentação mais tímida.

Números de soja pela Abiove

Nesta semana, a Abiove divulgou sua nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo soja em 2026, apontando números recordes. A produção de soja está estimada em 178,5 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deve alcançar 60,5 milhões de toneladas. O farelo de soja deve chegar a 46,6 milhões de toneladas e o óleo de soja a 12,1 milhões de toneladas.

Nas exportações, a expectativa é de 111 milhões de toneladas de grãos exportados, com 24,6 milhões de toneladas de farelo e cerca de 1 milhão de toneladas de óleo, recuo de 25,9%. Espera-se também um leve aumento nas importações de óleo de soja, que devem atingir 125 mil toneladas, enquanto as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para suplementar o mercado interno.



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Ipea sugere taxar super-ricos para custear dívidas climáticas


Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) propõe a criação de um imposto sobre os super-ricos e um imposto corporativo mínimo global para financiar o pagamento de dívidas climáticas. A ideia é que esses recursos sejam destinados principalmente a países de baixa renda e populações vulneráveis.

O estudo “Operacionalizando a justiça climática: uma proposta para quantificar e reparar dívidas climáticas” foi elaborado pelo pesquisador Rodrigo Fracalossi, que baseia seus cálculos na abordagem de igualdade per capita (EPC), que mede o quanto cada país ultrapassou sua “cota justa” de emissões desde 1990.

“Essa abordagem busca traduzir em números a noção de responsabilização histórica por emissões. Ou seja, é uma forma de operacionalizar a norma da justiça climática, mostrando quem usou mais do que a sua parte justa do espaço atmosférico”, diz Fracalossi.

Segundo o levantamento, os Estados Unidos são o país com maior dívida climática cerca de US$ 47,9 trilhões, o equivalente a 326% do orçamento de carbono que lhes caberia. O Brasil, considerando as emissões por desmatamento, já teria consumido 168% de seu limite.

Aquecimento global

Para manter o aquecimento global em 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais, o mundo pode emitir um total de não mais do que 2,79 trilhões de toneladas de CO₂, de acordo com os cálculos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

As emissões acumuladas até 1989 foram de 1,43 trilhão de toneladas de CO₂. Assim, o orçamento global de carbono restante a partir de 1990 era de 1,36 trilhão de toneladas de CO₂.

Medidas para financiar a reparação das dívidas

De acordo com a pesquisa, cobrar um imposto anual de 2% sobre a fortuna dos bilionários e milionários, que poderia gerar até US$ 390 bilhões por ano.

A adoção global de um imposto corporativo mínimo de 15% sobre grandes empresas multinacionais, conforme diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômic (OCDE) e do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo. Isso traria mais US$ 192 bilhões anuais em arrecadação.

Soluções apresentadas

Segundo o pesquisador, a transição climática precisa ser financiada de forma justa, e isso implica cobrar mais de quem mais se beneficiou e continua se beneficiando de economias baseadas em carbono.

Os recursos arrecadados poderiam ser usados em projetos de mitigação e adaptação climática, como a expansão de energias renováveis, reflorestamento, infraestrutura resiliente e diversificação agrícola.

Fracalossi conta que mecanismos de mercado, como créditos de carbono, podem contribuir, mas não substituem a ação estatal.

“Nem o combate às mudanças climáticas, e muito menos a justiça climática, virá apenas de mecanismos de mercado. Eles podem e devem ser usados, mas não vão solucionar o problema sem ação de governo no sentido da redistribuição de recursos”, diz o pesquisador.



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Lei do frete mínimo eleva custos de transporte do setor de fertilizantes em mais de 35%


Mobilização do setor cobra revisão de critérios da tabela da ANTT e suspensão da cobrança de multas eletrônicas, assim como aprimoramento da Lei 13.703/2018. Sindiadubos discutirá a questão no Simpósio NPK 2025

Prevista para iniciar na última segunda-feira (20), a intensificação da fiscalização eletrônica do Piso Mínimo de Frete, através do MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) — implantado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com base na Lei 13.703/2018 — desperta questionamentos por parte do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos). A entidade avalia que a medida elevará os custos de transporte do setor em mais de 35% e defende a revisão de critérios da tabela da ANTT e a suspensão da cobrança de multas eletrônicas. “A nova precificação dos fretes ocasionará distorções não apenas no preço do serviço, mas também no preço dos alimentos, principalmente aqueles que integram a cesta básica”, destaca o engenheiro agrônomo Veríssimo Cubas, gerente executivo do Sindiadubos. 

Cubas destaca que o setor de fertilizantes está mobilizado na defesa pela postergação da cobrança de multas por descumprimento da tabela vigente, que entrou em vigor neste mês, e a revisão dos critérios da tabela de frete mínimo. O Sindiadubos também defende uma adaptação da Lei 13.708/2018 ao real cenário de mercado, de logística e infraestrutura. Pois o texto atual não considera vários temas de mercado, como o próprio frete de retorno, tempo de carga e descarga, tempo útil dos equipamentos de transportes, dentre outros.

A Lei 13.703/2018 entrou em vigor após a greve dos caminhoneiros e a tabela de frete mínimo foi atualizada pela ANTT em junho de 2021. “A fiscalização eletrônica iniciada em outubro deste ano, está causando problemas à indústria de fertilizantes, especialmente em relação ao pagamento de 92% sobre o frete de retorno, o que é impossível para um setor que opera com margens de lucro de 3 a 4%”, aponta Cubas. Por isso, conforme o gerente do Sindiadubos, é necessário alertar a sociedade de que a medida causa um efeito cascata, já que não se trata apenas do preço mínimo de frete do transporte agrícola, mas de todas as atividades econômicas. “O setor de fertilizantes acaba por ser o mais afetado, devido ao nosso volume movimentado e envolve todo um planejamento logístico de levar os insumos do navio para a fábrica e da fábrica para a fazenda”, cita. 

“A tabela do frete mínimo causa distorções, com fretes de curta e média distância, sendo a título de exemplo precificados a R$ 75/ton na tabela, mas custando R$ 180/ton no mercado, enquanto fretes de longa distância estão a R$ 380/ton na tabela e em torno de R$ 250/ton no mercado”, detalha o diretor executivo da Associação de Misturadores do Brasil (AMA Brasil), Antonino Gomes. De acordo com ele, essas discrepâncias, além da exigência do manifesto de frete eletrônico (MDF-e) e as multas aplicadas desde 1º de outubro, criam grande insegurança para as empresas de fertilizantes na contratação de fretes e impactam toda a cadeia produtiva. “A tabela de frete implementada causou desarmonia no livre comércio do setor de alimentos, resultando no encarecimento da produção agrícola e certamente na cesta básica”, pontua.

Segundo o gerente executivo do Sindiadubos, nesse momento é fundamental estabelecer uma discussão entre associações representativas, governo federal e empresas sobre a aplicação desses valores e qual a melhor saída para lidar com a implantação da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Para fomentar as discussões nas esferas dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, o Instituto Pensar Agropecuária (IPA), organização composta por 58 entidades representativas agropecuárias, está auxiliando os setores produtivos no contato com o Congresso Nacional. “O Ministério dos Transportes exigiu que fosse cumprida a Lei 13.703/2018 e, com isso, fosse aplicada a nova tabela de frete. Nosso setor apresentou para o IPA, que trabalha junta à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), um parecer destacando inconsistências sobre os valores e como isso irá inflacionar o mercado”, explica o diretor executivo da AMA.

“Ao levar a discussão para o Congresso, entendemos a importância de discutir medidas para aprimorar os requisitos e aplicabilidade da tabela de frete”, afirma Cubas. Também com esse objetivo, o Sindiadubos realizará uma mesa de discussão sobre o tema na abertura do Simpósio NPK 2025, no próximo dia 30 de outubro. O painel terá a participação do presidente da Fertipar, Alceu Feldman, e dos deputados federais Pedro Lupion e Tião Medeiros, da FPA, para debater os desafios diante dos valores cobrados do setor por conta da tabela de frete mínimo da ANTT.





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tremor de 5,8 de magnitude atinge ilha no Japão



Um terremoto de magnitude 5,8 atingiu a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, por volta das 1h40 da madrugada deste sábado (25), no horário local. Segundo a Japan Meteorological Agency (JMA), o epicentro foi localizado a sudeste da península da península de Nemuro, a uma profundidade aproximada de 40 km.

Embora tenha sido considerado um tremor significativo, as autoridades não emitiram alerta de tsunami. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre danos e feridos no local. 

O Japão está inserido no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, uma das regiões sísmicas mais ativas do mundo e registra tremores com certa regularidade. Por esse motivo, suas construções e infraestruturas são projetadas para suportar abalos sísmicos.



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Robô detecta doenças em algodão e soja em apenas 7 segundos com IA e luz ultravioleta



Um sistema robótico autônomo, que opera à noite, batizado de LumiBot, é capaz de gerar dados que permitem a construção de modelos para fazer o diagnóstico precoce de nematoides em plantas de algodão e soja antes mesmo do aparecimento dos sintomas.

Desenvolvido pela Embrapa Instrumentação (SP), o LumiBot emite luz ultravioleta-visível sobre as plantas e analisa a fluorescência capturada nas imagens das folhas, com câmeras científicas.

O algodão e a soja têm enorme relevância econômica para o país, com previsão de recorde de safra no período 2025/26, com 4,09 milhões de toneladas de pluma e 177,67 milhões de toneladas de grãos de soja, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, as duas culturas enfrentam a ameaça do parasita microscópico de 0,3 a 3 milímetros de comprimento.

Como funciona a detecção de doenças?

O LumiBot utiliza a técnica de Imagem de Fluorescência Induzida por LED (LIFI) para detectar doenças em plantas de forma rápida e não destrutiva. O robô excita as folhas com luz ultravioleta-visível, fazendo compostos como clorofila e metabólitos secundários emitirem luz por fluorescência, que é captada pelas câmeras em ambiente escuro.

As imagens são coletadas em sete segundos, processadas por algoritmos da máquina que identificam padrões associados a estresses bióticos (fungos, bactérias, vírus) e abióticos (deficiências nutricionais, falta de água).

O LumiBot se desloca por trilhos entre as fileiras de algodão, avaliando cada folha e armazenando os dados em dispositivos externos para análise posterior.

A equipe multidisciplinar envolve agrônomos, físicos, biólogos e estudantes que atuam na instrumentação, análise de dados, manutenção das plantas e desenvolvimento experimental, garantindo precisão no monitoramento e construção de modelos preditivos para doenças e estresses vegetais.

Taxas de acerto acima de 80%

O robô é um protótipo, mas já registra resultados promissores no diagnóstico de infecção por nematoides em experimentos realizados em casa de vegetação, com cerca de sete mil imagens coletadas em três anos de pesquisa.

“Conseguimos gerar dados e modelos com taxas de acerto acima de 80%, além de diferenciar as doenças do estresse hídrico”, conta a pesquisadora Débora Milori.

A próxima etapa do estudo será o desenvolvimento de um equipamento para operação em campo, como, por exemplo, adaptar o aparato óptico em um veículo agrícola do tipo pulverizador gafanhoto ou veículo rover.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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