sábado, maio 16, 2026

Autor: Redação

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Maior evento de soja do mundo começa hoje em Campinas



Começa hoje (21) em Campinas (SP) o maior evento técnico-científico da cultura da soja no mundo. Os debates e exposições seguem até quinta-feira (24) e reúnem representantes de todos os elos da cadeia produtiva da oleaginosa. São esperadas 2 mil pessoas de vários países. Sob a perspectiva dos 100 anos da soja no Brasil, a pauta é sobre os desafios do amanhã nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, sem descuidar do mercado, um ambiente o Brasil é líder absoluto em produção e exportação.

Realizado a cada três anos, em sua 10ª edição o Congresso Brasileiro de Soja comemora os 50 anos da Embrapa Soja, que também é a realizadora do evento. Em paralelo ocorre também o Mercosoja 2025. Mais de 50 expositores estarão participando da Arena de Inovação. A proposta do espaço é apresentar os novos processos, produtos e inovações que beneficiam os diferentes segmentos da cadeira produtiva da soja, desde como colher, beneficiar e secar sementes e grãos, até novas ferramentas de biotecnologia para agregar melhoria à qualidade do óleo e da proteína de soja.

“A soja no Mercosul um século depois” é o tema da conferência de abertura, nesta segunda-feira, 21 de julho, às 19 horas. Para debater a evolução da cultura na região haverá um bate-papo com importantes atores da evolução recente da cultura no Mercosul. Entre os convidados o pesquisador da área de melhoramento genético Romeu Afonso de Souza Kiihl, da MGS Melhoramento Genético e Sementes; o professor Tuneo Sediyama, da Soygene; Rodolfo Luis Rossi, ACSoja – Argentina e Gerardo Bartolomé, do Grupo Dom Mário. O debate será conduzido pelo jornalista Giovani Ferreira, do Canal Rural.

Em um mundo em plena transformação, política e econômica, a geopolítica não poderia ficar de fora das discussões. Esse é o assunto e tema da conferência da terça-feira, 22 de julho, a partir das 8h30, apresentado por Guilherme Bastos, da Fundação Getúlio Vargas. A proposta é destacar as relações comerciais do Brasil com outros países influenciada pela produção, comércio e consumo do grão. Para debater a sustentabilidade da cadeia produtiva da soja em números está prevista uma conferência, quarta-feira, 23 de julho, a partir das 8h30. A conferência será apresentada pelo professor Edvaldo Velini, da UNESP Botucatu.

E o que esperar da relação com a China na agricultura? É o tema da conferência da quinta-feira, 24 de julho, às 9 h, a ser conduzida por Leticia Frazão Alexandre Leme, do Ministério das Relações Exteriores e por Larissa Wachholz, da Vallya Agro. As conferencistas têm ampla experiência nas relações do Brasil com a China, que é o principal parceiro comercial do Brasil.

A programação técnica contará com 4 conferências e 15 painéis em que serão realizadas mais de 50 palestras com especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos ligados ao complexo soja. A comissão organizadora aprovou 328 trabalhos técnico-científicos que serão apresentados na sessão pôster. Outra inovação na programação do CBSoja será a realização do Mãos à Obra, um espaço dedicado ao debate de questões práticas em cinco grandes temas: Fertilidade do solo e adubação, Manejo de nematoides, Plantas daninhas, Bioinsumos e Impedimentos ao desenvolvimento radicular. 

Também haverá destaque para os desafios da produção de soja no Mercosul e um workshop internacional Soybean2035: A decadal vision for soybean biotechnology, cujo objetivo é debater os próximos 10 anos das ferramentas biotecnológicas no melhoramento na soja, com palestrantes da China, Estados Unidos, Canadá e Brasil.

Canal Rural e Unity Agro

O Canal Rural estará na cobertura do evento e também conta com um estande na área de exposições do CBSoja 2025. Na posição de número 70, o espaço fica próximo à sessão de posteres e painéis técnicos e do acesso aos auditórios. A cobertura do Canal Rural contra com apoio da Embrapa Soja e da Unity Agro ( www.unityagro.com.br ), empresa que atua no desenvolvimento de fertilizantes funcionais.

O CBSoja e Mercosoja 2025 acontecem de 21 a 24 de julho de 2025, no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).

A cobertura você acompanha na multioplataforma de comunicação do Canal Rural, pela TV, Redes Sociais e site www.canalrural.com.br



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Mercado reduz previsão de inflação 5,1%



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 5,17% para 5,10% este ano. É a oitava redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (21). A pesquisa é divulgada, em Brasília, semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação foi reduzida de 4,5% para 4,45%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

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Em junho, mesmo pressionada pela energia elétrica, a inflação oficial – divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – perdeu força e fechou em 0,24%, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desaceleração nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%.

Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o colegiado elevar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, no mês passado, sendo o sétimo aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba.

A decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que não esperava um novo aumento e, nesse cenário, a estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano.

Para o fim de 2026, a expectativa é de que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) foi reduzida de 1,89% para 1,88%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,65 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.



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Mandioca: demanda fraca pressiona cotações



Embora o clima seco dificulte os trabalhos de campo envolvendo a mandioca, muitos produtores seguem priorizando o plantio da raiz. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Assim, ao longo da semana passada, a oferta de mandioca continuou baixa para parte das fecularias consultadas pelo Cepea. A demanda pela raiz, por sua vez, também está desaquecida. 

Ressalta-se, ainda, que a procura por derivados, farinha, fécula e amidos modificados, está arrefecida, o que tem levado parte das firmas a diminuir os dias de moagem. 

Em meio a esse cenário, os valores da mandioca caíram em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Em São Paulo, estimativas do IEA (Instituto de Economia Agrícola) apontam que a produção de mandioca para a indústria deve totalizar 1,35 milhão de toneladas na safra 2024/25. A quantidade é 2,7% menor que a da temporada 2023/24. 

A área é estimada para crescer 0,7%, indo para 73,5 mil hectares, mas a produtividade deve cair 2,8%, com média de 26,2 toneladas/hectare.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Exportação de óleo de palma da Indonésia sobe 53% em maio, com demanda…


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Por Fransiska Nangoy e Rajendra Jadhav

JACARTA (Reuters) – As exportações de óleo de palma bruto e refinado da Indonésia aumentaram 53% em maio em relação ao ano anterior, segundo dados do departamento de estatísticas, conforme o óleo tropical começou a ser negociado com desconto em relação a seus rivais, aumentando a demanda dos principais compradores.

A expectativa é de que o aumento das exportações da Indonésia, o maior produtor mundial de óleo de palma, reduza os estoques e apoie os preços do produto, que caíram para um desconto em relação ao óleo de soja depois de terem sido negociados com um prêmio no início deste ano.

De acordo com os dados, a Indonésia exportou 1,88 milhão de toneladas de óleo de palma bruto e refinado em maio, acima dos 1,23 milhão de toneladas um ano antes.

Em valores, as exportações aumentaram quase 71% em relação ao ano anterior, para US$1,85 bilhão, segundo os dados.

Entre janeiro e maio, a Indonésia exportou 8,3 milhões de toneladas de óleo de palma bruto e refinado, acima das 8,01 milhões de toneladas de um ano atrás.

No entanto, os dados da agência excluem o óleo de palmiste, produtos oleoquímicos e o biodiesel.

A GAPKI, associação de óleo de palma da Indonésia, geralmente divulga seus dados em uma data posterior, abrangendo mais produtos e com diferentes valores de exportação.

O óleo de palma compete principalmente com os suprimentos de óleo de soja e de girassol da Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia.

(Reportagem de Fransiska Nangoy e Rajendra Jadhav)





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preços das variedades oscilam enquanto o carioca tem alta



Os preços do feijão seguem oscilando, mas, no geral, as altas vêm prevalecendo, sobretudo para o carioca de melhor qualidade. O suporte para esse tipo de grão vem da escassez do produto no mercado nacional. É isso o que indicam as pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Enquanto isso, no campo, a colheita de segunda safra do Paraná encerrou com queda expressiva. Ainda assim, o forte crescimento na produção da primeira temporada compensou essa redução e deve resultar em ligeira elevação da oferta total do estado. 

Estimativas do dia 17 do Deral/Seab apontam que a produção de feijão de segunda safra caiu 23%, somando 526,6 mil toneladas. Porém, a oferta da primeira safra havia tido expressivo crescimento de 102%, para 338 mil toneladas, o que contribui para uma oferta estadual de 849 mil toneladas, com alta de 2% sobre a oferta de 2024. 

Esse volume é recorde e mantém o Paraná como o maior produtor nacional. No Brasil como um todo, a Conab estimou a produção total de feijão em 3,16 milhões de toneladas, queda de 1,3% frente à safra anterior. 

Para o feijão preto, o ciclo deve finalizar somando 789,1 mil t, aumento de 10,8% frente 2023/24. Para o feijão caupi, estima-se oferta de 648,1 mil t nas três safras, em linha com a temporada anterior. Já a colheita do feijão cores é estimada em 1,72 milhão de t, recuo de 6,6% em relação a 2023/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços sobem e interrompem movimento de queda



O movimento de queda nos preços do milho foi interrompido na semana passada em algumas regiões. É isso o que mostram os dados acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, esse cenário está atrelado à retração de parte dos vendedores. A colheita da segunda safra tem avançado no Brasil, mas o ritmo das atividades ainda está abaixo do observado no ano passado e em safras anteriores. 

No entanto, demandantes também se afastam das aquisições de milho no spot, atentos a estimativas indicando safra recorde no País e às exportações enfraquecidas. 

Pesquisadores do Cepea indicam que esses consumidores vêm utilizando lotes negociados antecipadamente. Assim, a liquidez está baixa no mercado spot nacional.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Haddad diz que prepara plano de contingência para setores afetados por tarifaço



O governo brasileiro vai continuar insistindo para negociar com os EUA a revogação da tarifa adicional de 50% , disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à rádio CBN nesta segunda-feira (21).

Na entrevista, Haddad também disse que a equipe econômica trabalha em um plano de contingência para ajudar os setores mais atingidos pelo tarifaço. “Vamos continuar lutando para ter a melhor relação possível com o maior mercado consumidor do mundo, vamos lutar por isso, mas não vamos deixar ao desalento os trabalhadores brasileiros, vamos tomar medidas necessárias”, afirmou Haddad.

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De acordo com o titular da Fazenda, mais da metade das exportações atuais aos EUA podem ser direcionadas para outros países.

“Vamos redirecionar boa parte da produção, mas isso leva tempo. E tem coisas que não tem outros destino possível, pois foi uma demanda de lá. Temos consciência de setor a setor, e estamos trabalhando a nível de empresas. Vamos atuar para minimizar ao máximo essa situação que estamos tendo”, disse o ministro.

Retaliação

Assim com já havia feito no último sábado (19), Haddad voltou a negar que serão impostas retaliação a empresas e cidadãos norte-americanos no Brasil. “Não podemos pagar na mesma moeda uma coisa que consideramos injustas”, declarou.

No entanto, o ministro disse que há possibilidade se usar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso.



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Soja tem alta na demanda e preços estabilizam



A firme demanda por soja para o esmagamento vem sustentando os preços internos e externos do grão. É isso o que indicam os levantamentos do  Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ainda assim, os pesquisadores do instituto destacam, contudo, que a alta nos valores da oleaginosa acaba sendo limitada pela oferta global elevada. 

De acordo com o relatório deste mês do Usda, a produção mundial de soja em grão deve passar de 421,99 milhões de toneladas na temporada 2024/25. O relatório prevê que o valor suba para 427,68 milhões de toneladas na safra 2025/26, configurando um novo recorde. 

No Brasil, na parcial deste mês (até o dia 17), os Indicadores Cepea/Esalq – Paranaguá (PR) e Cepea/Esalq – Paraná avançaram 1,8% e 1,3%, respectivamente.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Suco de laranja é o produto mais afetado por tarifaço, avalia Cepea



Suco de laranja, café, carne bovina e frutas frescas estão entre os itens mais expostos à tarifa adicional de até 50% sobre as importações de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, com vigência prevista para 1º de agosto de 2025, segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

De acordo com com a análise da equipe do Cepea, o suco de laranja é o produto mais sensível à nova política tarifária. Isso porque já incide atualmente uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada sobre o produto, e a aplicação de uma sobretaxa de até 50% elevaria significativamente o custo de entrada nos EUA, comprometendo sua competitividade no segundo maior destino dos embarques brasileiros.

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Atualmente, os EUA importam cerca de 90% do suco que consomem, sendo o Brasil responsável por aproximadamente 80% desse total. Com a sinalização da tarifa, pesquisas do Cepea apontam que indústrias brasileiras já passaram a suspender novos contratos, limitando-se ao mercado spot, com valores entre R$ 40,00 e R$ 45,00 por caixa, diante do elevado grau de incerteza.

“Essa instabilidade ocorre justamente em um momento de boa safra no estado de São Paulo e Triângulo Mineiro: 314,6 milhões de caixas projetadas para 2025/26, crescimento de 36,2% frente ao ciclo anterior. Com o canal norte-americano sob risco, o acúmulo de estoques e a pressão sobre as cotações internas tornam-se prováveis”, avalia Margarete Boteon, pesquisadora da área de citros do Cepea e professora da Esalq/USP.

Café

Os Estados Unidos são o maior mercado consumidor global e respondem por cerca de 25% das importações de café brasileiro (principal mercado), especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.

De acordo com a equipe Cepea, o impacto é estrutural: como os EUA não produzem café, a elevação do custo de importação compromete diretamente a viabilidade econômica da cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo. “A exclusão do café do pacote tarifário é não apenas desejável, mas estratégica, tanto para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira quanto para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana”, destaca Renato Ribeiro, pesquisador de café do Cepea.

No curto prazo, apesar de a safra 2024/25 ter assegurado boa capitalização aos produtores, a comercialização da safra 2025/26 avança lentamente, apontam pesquisadores do Cepea.

Com a queda nas cotações e a instabilidade externa, os produtores têm vendido volumes mínimos para manter o fluxo de caixa, postergando negociações maiores à espera de definições sobre o cenário tarifário.

Carne bovina

Os EUA são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, respondendo por 12% das exportações, atrás apenas da China, que concentra 49% do total embarcado pelo Brasil. Dados da Secex mostram que, em junho, o volume adquirido pelos norte-americanos já foi o menor desde dezembro do ano passado, mas as exportações totais de carne bovina brasileira tiveram o segundo melhor resultado do ano, beirando as 270 mil toneladas.

Em março e abril, empresas dos EUA adquiriram volumes recordes, acima de 40 mil toneladas em cada mês, num possível movimento de formação de estoque diante do receio de que o presidente Donald Trump viesse a aumentar as tarifas para o comércio internacional.

Em abril, foram importadas 47.836 toneladas (in natura e processada); já no mês seguinte, o volume se reduziu quase à metade e, em junho, baixou mais 33% sobre o volume de maio. Em termos absolutos, as compras norte-americanas foram de 18.232 toneladas no último mês.

Apesar da redução para os EUA, o volume total exportado pelo Brasil em junho foi bem próximo ao de abril – diferença de 2.705 toneladas, equivalentes a 1%. Boa parte da compensação de abril para junho ocorreu com o aumento dos embarques principalmente à China, que tem ampliado mensalmente suas compras desde fevereiro.

De abril para junho, os EUA diminuíram o volume em 29.603 toneladas, enquanto a China aumentou em 27.782 toneladas. Em junho, especificamente, vários outros parceiros comerciais também aumentaram suas compras frente a maio. Segundo Thiago Bernardino de Carvalho, “esse fluxo sinaliza que frigoríficos brasileiros têm possibilidade de ampliar suas vendas em outros mercados, ainda que haja dificuldade quanto ao ajuste de cortes demandados”.

São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul são os estados, nesta ordem, que mais têm escoado carne aos EUA. A redução de Goiás foi a maior de abril para junho, cerca de 9.283 toneladas a menos de carne. O volume do último mês representou apenas 37% do que foi enviado em abril. Em Mato Grosso do Sul, junho equivaleu a apenas 44%, com diminuição de 3.962 toneladas. Reduções significativas ocorreram também nos demais estados relevantes da pecuária. São Paulo é o que teve a menor diminuição de volume, de 1.802 toneladas, com junho ainda representando 73% dos embarques de abril.

Frutas

O impacto imediato recai sobre a manga, cuja janela crítica de exportação aos EUA inicia-se em agosto. Segundo indica o Cepea, já há relatos de postergação de embarques frente à indefinição tarifária. A uva brasileira, cuja safra tem calendário relevante para os EUA a partir da segunda quinzena de setembro, também passa a integrar o grupo de culturas em alerta.

Pesquisadores do Cepea indicam que, até o anúncio da medida, a expectativa era de crescimento das exportações de frutas frescas em 2025, sustentada pela valorização cambial e pela recomposição produtiva de diversas culturas. Contudo, o cenário tornou-se incerto.

“A projeção otimista foi substituída por dúvidas. Além da retração esperada nas vendas aos EUA, há o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda nos principais destinos, pressionando as cotações ao produtor”, analisa Lucas De Mora Bezerra, da equipe HF Brasil/Cepea.

A medida tende ainda a desorganizar os fluxos comerciais internacionais. Com a retração das exportações aos EUA, frutas que seriam destinadas ao mercado norte-americano podem ser redirecionadas à União Europeia ou absorvidas pelo mercado brasileiro, gerando um cenário de acúmulo de frutas nos canais tradicionais de comercialização e pressionando os preços ao produtor. Persistem também incertezas quanto às importações brasileiras de frutas frescas, tanto em volume quanto em origem, frente à nova conjuntura global.



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Sebrae orienta pequenos produtores no acesso ao microcrédito



Ter um bom projeto, saber onde procurar ajuda e entender como funciona o crédito são passos fundamentais para o pequeno produtor rural que quer crescer. O microcrédito rural é uma porta de entrada para muitos negócios no campo e o Sebrae tem sido um dos principais aliados nessa caminhada.

O que é microcrédito rural?

O microcrédito rural é uma modalidade de crédito voltada especialmente para pequenos agricultores, produtores familiares e empreendedores do campo, com valores reduzidos, juros baixos e condições facilitadas de pagamento.

Além disso, o microcrédito é pensado para atender às necessidades específicas da agricultura de menor escala.

Os recursos podem ser usados para:

  • Compra de insumos e ferramentas
  • Melhorias na propriedade rural
  • Pequenos investimentos em agroindústrias
  • Diversificação de culturas ou criação de animais

Ou seja, trata-se de um recurso valioso para quem deseja impulsionar a produção sem comprometer o orçamento.

O papel do Sebrae no processo

Muitos produtores têm dificuldade de acesso ao crédito por não saberem como apresentar seu negócio ou como comprovar sua capacidade de pagamento. Por isso, o Sebrae entra como um parceiro estratégico, oferecendo apoio direto e gratuito em várias frentes.

Confira alguns dos serviços prestados:

  • Orientação sobre o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar)
  • Elaboração de plano de negócio simples
  • Capacitações sobre crédito consciente
  • Encaminhamento para instituições financeiras parceiras

Como acessar esse apoio?

Atualmente, o atendimento pode ser feito tanto de forma presencial quanto online. Dessa forma, fica mais fácil para o produtor buscar informações, mesmo estando em áreas rurais.

  • Presencialmente: em escritórios regionais ou em parceria com sindicatos e associações
  • Pelo telefone 0800 570 0800
  • No site oficial: sebrae.com.br
  • Aplicativo Sebrae (disponível nas lojas de apps)

Ainda que o valor seja modesto, o microcrédito é o pontapé inicial para transformar ideias em renda no campo. Com isso, o produtor tem a chance de testar uma nova atividade, investir em melhorias ou até iniciar sua formalização como MEI rural.

Mais do que acesso ao crédito, o Sebrae oferece conhecimento. Ou seja, o produtor pode aprender a vender melhor, controlar custos, diversificar a produção e crescer com segurança.



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