O mercado brasileiro de soja apresentou um dia mais firme, impulsionado pelo avanço do dólar e pela valorização das cotações nos portos. Segundo o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, os preços chegaram a testar o patamar de R$ 140,00, refletindo um cenário mais animado para os produtores.
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“Em Minas Gerais, as cotações seguem firmes, muito acima da paridade, e em Goiás também”, explicou. No Paraná, o analista observou bons preços do lado comprador, enquanto produtores aproveitaram os melhores momentos do câmbio ao longo do dia.
Silveira ressaltou que a Bolsa de Chicago (CBOT) recuou forte, mas a valorização do dólar ajudou a sustentar o mercado físico. “Os prêmios se movimentaram pouco, mas, no geral, os preços ficaram melhores”, avaliou. A comercialização da safra nova, contudo, segue com poucas indicações.
Soja no Brasil
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00
Santa Rosa (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
Dourados (MS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
Rio Verde (GO): subiu de R$ 124,00 para R$ 126,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 137,50 para R$ 138,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em forte baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), pressionados por declarações do presidente americano Donald Trump sobre possíveis aumentos de tarifas para a China, que dissiparam as expectativas de um acordo para ampliar as compras asiáticas de soja dos EUA.
O posicionamento de Trump gerou aversão ao risco, com investidores buscando opções mais seguras. Em postagem na rede social Truth Social, ele mencionou um aumento maciço das tarifas sobre produtos chineses e a possibilidade de não se encontrar com o presidente Xi Jinping na cúpula da Apec na Coreia do Sul.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,51%, a US$ 10,06 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,23 1/4 por bushel, com baixa de 15,25 centavos ou 1,46%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,90 ou 0,68%, a US$ 275,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,97 centavos de dólar, com perda de 0,97 centavo ou 1,90%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,39%, sendo negociado a R$ 5,5037 para venda e a R$ 5,5017 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3617 e a máxima de R$ 5,5182. Na semana, a valorização chegou a 3,14%.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou nesta sexta-feira (10) que considera forte a possibilidade de que a origem da contaminação de bebidas com metanol esteja na compra, por falsificadores, de etanol combustível adulterado com metanol. A suspeita é de que o Primeiro Comando da Capital (PCC), investigado por adulterar combustíveis e lavar dinheiro em postos de gasolina, esteja envolvido.
“Ou seja, o crime organizado adulterava o etanol para lucrar, e esse etanol contaminado acabou sendo usado por falsificadores de bebidas”, disse o secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite, em entrevista coletiva.
A pasta informa que os responsáveis podem responder por associação criminosa e até homicídio culposo, e que o Ministério Público deve avaliar as linhas de investigação.
Essa linha de investigação surgiu no rastro do primeiro óbito dos cinco já confirmados no estado. No bar que a vítima frequentou, foram apreendidas nove garrafas, oito delas com presença de metanol, variando de 14,6% a 45,1% do conteúdo.
Segundo a Polícia Técnico-Científica, algumas das garrafas continham apenas metanol, sem presença de álcool etílico. O órgão informou que 1,8 mil garrafas foram apreendidas em diversos estabelecimentos. Destas, 300 já foram periciadas, sendo que cerca de 50% apresentaram de 10% a 45% de metanol.
Em depoimento, o dono do bar confessou que havia comprado as garrafas de uma distribuidora não autorizada, investigada posteriomente e, de acordo com a polícia, utilizava etanol de posto de combustíveis na fabricação irregular das bebidas. “O falsificador foi no posto comprar etanol para falsificar a bebida, e o dono do posto vendeu etanol falsificado com metanol”, explicou Derrite.
No final de setembro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, havia dito que o problema das contaminações por metanol em bebidas alcoólicas é “estrutural”, não tendo relação com o crime organizado.
Nesta edição do Porteira Aberta Empreender, você vai conhecer tudo sobre maricultura e piscicultura. Há histórias inspiradoras do setor, explicações sobre o setor e orientações essenciais para quem quer empreender.
Entre as dicas: investir em conhecimento e infraestrutura, montar um plano de negócio e obter licenças ambientais e sanitárias.
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Você sabe a diferença entre herdeiro e sucessor?
#PROGRAMA #20
Um assunto muito importante nos dias de hoje: sucessor e herdeiro. Você sabe a diferença? O herdeiro recebe bens; já o sucessor assume o legado familiar.
Neste episódio do programa Porteira Aberta Empreender, Simone Goldman, consultora do Sebrae/SP, explica essa diferença e também como o agroturismo ajuda a manter os jovens no campo.
Além disso, você vai conhecer a região serrana do Espírito Santo, onde o turismo de experiência ganha força.
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Agricultura Familiar: o papel da família na gestão do negócio
#PROGRAMA #19
No programa dessa semana, você vai descobrir como os familiarespodem ser grandes aliados na gestão do negócio rural e como a tecnologia traz mais eficiência, organização e resultados para quem vive da terra. Muitas histórias, dicas e orientações para você empreender!
Do Campo Verde (MT) ao Amapá, veja como famílias do agro estão crescendo com apoio de parcerias, conhecimento e muita determinação.
Então, aperte o play e assista ao Porteira Aberta Empreender.
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Turismo e sabores: salumeria e vinícola na Rota dos Pireneus
#PROGRAMA #18
No programa de hoje, você vai conhecer duas histórias que dão ainda mais sabor à Rota dos Pireneus. Uma família italiana que trouxe a tradição da salumeria para o Brasil, unindo cultura e gastronomia artesanal. A equipe do Porteira Aberta Empreender também conheceu a Vinícola Assunção que vem fortalecendo o turismo rural, oferecendo experiências únicas que combinam vinho, paisagem e acolhimento goiano.
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Rota dos Pireneus em Goiás: turismo, gastronomia e histórias inspiradoras
#PROGRAMA #17
No programa de hoje, o Porteira Aberta Empreender te leva para um passeio inesquecível pelas serras de Goiás. Vamos mostrar como produtores locais transformam tradição e paixão em queijos artesanais, vinhos e experiências únicas que encantam visitantes.
Você vai conhecer histórias inspiradoras, saber como funciona a produção e entender por que o turismo rural se tornou uma das maiores forças da economia local.
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Cooperativismo rural: União que fortalece o negócio
#PROGRAMA #16
No programa dessa semana, você vai conhecer histórias reais de produtores que decidiram somar forças e estão colhendo resultados concretos no campo. A equipe do Porteira Aberta Empreender percorreu o Amapá, o Rio Grande do Sul e a cidade de Pedro de Toledo, em São Paulo para mostrar como a união e a organização fazem a diferença na vida de quem vive do agro.
Joaci Medeiros, analista de competitividade do Sebrae, reforça como a formalização e a gestão coletiva são caminhos para transformar vidas com mais profissionalismo e desenvolvimento.
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Sustentabilidade que transforma: histórias do campo à cidade
#PROGRAMA #15
Nesse programa, embarque com a gente rumo a Iporanga, no interior de São Paulo, e conheça a surpreendente Palmitolândia, onde tradição e sustentabilidade caminham juntas. Depois, seguimos para o Amapá para contar a trajetória inspiradora de uma empresária que criou o café com o caroço do açaí.
Histórias reais, soluções criativas e muita inspiração para quem acredita num futuro mais sustentável. Acesse aqui e assista ao programa Porteira Aberta Empreender!
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Transforme sua propriedade em um destino turístico
#PROGRAMA #14
No episódio #14 do Porteira Aberta Empreender, você vai descobrir como o turismo rural pode gerar renda extra, valorizar tradições e fortalecer a comunidade.
Conheça histórias inspiradoras no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, e veja dicas práticas sobre planejamento, legalização e marketing digital — tudo com o apoio do Sebrae, que há 53 anos impulsiona o empreendedorismo no Brasil.
Acesse aqui e assista ao programa Porteira Aberta Empreender e conte pra gente: você já pensou em investir no turismo rural?
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Formalização: descubra a melhor opção para seu negócio rural
#PROGRAMA #13
No episódio #13 do Porteira Aberta Empreender, vamos conhecer histórias inspiradoras de quem avançou graças à formalização.
Você vai descobrir o que são e para que servem o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar), o MEI (Microempreendedor Individual) e o CNPJ Rural — e como cada um pode ser o ideal para seu negócio.
Com a formalização, o produtor rural conquista crédito, apoio e mercado. Porque no campo, formalizar é abrir as porteiras do crescimento com estrutura, segurança jurídica e novas oportunidades. Quer saber mais?
Acesse aqui e assista ao Porteira Aberta Empreender #13
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Portfólio e apresentação estratégica: o segredo para fortalecer sua marca
#PROGRAMA #12
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, vamos falar sobre a importância de ter um portfólio, um cartão de visitas e uma apresentação estratégica.
Ao combinar esses três elementos, você constrói uma identidade profissional forte, transmite confiança e aumenta suas chances de conquistar novos clientes. Quer saber mais?
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Como Feiras e Eventos podem impulsionar o seu negócio
#PROGRAMA #11
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, vamos falar sobre a importância de participar de feiras e eventos, como a WTN e a Anuga, com exemplos de quem já esteve lá.
Vamos acompanhar dicas estratégicas de especialistas do Sebrae.
Entre os destaques estão:
Entenda como escolher o evento certo para o seu negócio
A importância de produtos bem apresentados (embalagens, rótulos, identidade visual)
Como construir uma apresentação que passe clareza e confiança
O papel das capacitações do Sebrae na preparação para esses momentos
Saiba como transformar sua propriedade rural em um negócio lucrativo
#PROGRAMA #10
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, vamos explorar o tema gestão de negócios para os micro e pequenos produtores rurais.
Descubra estratégias para agregar valor à sua propriedade, otimizar suas finanças e aproveitar as melhores oportunidades do mercado com Victor Rodrigues Ferreira, analista de competitividade do Sebrae Nacional.
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#PROGRAMA #7
Gestão feminina oferece um novo olhar ao agro
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, você vai acompanhar histórias de produtoras rurais que conquistaram novos mercados, mostrando a força e a determinação feminina no agro.
Juliana Almeida, diretora de Administração e Finanças do Sebrae Alagoas, compartilha orientações essenciais sobre gestão de negócios rurais liderados por mulheres.
Além disso, oferece dicas valiosas que podem ajudar pequenas produtoras a prosperarem em seus empreendimentos.
Nesta edição, você vai conhecer histórias de mulheres que com muita disciplina, planejamento e qualificação conseguiram inovar o negócio no campo e o Sebrae foi um alicerce para as conquistas.
Um dos assuntos abordados no programa Porteira Aberta Empreender, foi sobre o Sebrae/Delas com a participação de Renata Malheiros, que é gestora nacional do Sebrae/Delas e especialista em empreendedorismo feminino. Você também vai conhecer a história de uma produtora de uva no Paraná, que conquistou o primeiro lugar no prêmio nacional do ‘Sebrae Mulheres de Negócios’
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Capacitação: o caminho para impulsionar seu negócio
#PROGRAMA #5
Que tal investir em conhecimento e expandir seu negócio no mercado? O nesta edição do Porteira Aberta Empreender, vamos falar sobre capacitação. A qualificação abre portas para novas oportunidades, melhora a gestão, ajuda no planejamento e, claro, na rentabilidade do seu empreendimento rural. No campo, isso se traduz em mais eficiência, inovação e produtividade. Então, aperte o play e descubra como dar o próximo passo rumo ao sucesso!
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#PROGRAMA #5 | Tema: Capacitação: o caminho para impulsionar seu negócio
Exportação para pequenos produtores
#PROGRAMA #4
Nesta edição do Porteira Aberta Empreender, você vai conhecer algumas formas de exportação para pequenos produtores rurais. A exemplo do Fairtrade (Comércio Justo, em português) e das Trading Companies (Empresas Comerciais Exportadoras, em português). Quer saber mais sobre como transformar o seu negócio? Então, aperte o play e descubra! ▶️✨
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#PROGRAMA #4 | Tema: Exportação para pequenos produtores
#PROGRAMA #3
Acesso ao Crédito: saiba as melhores formas de investimento
Nesta edição do Porteira Aberta Empreender, vamos mostrar como solicitar financiamento de forma simples e eficiente, de acordo com a sua necessidade.
Você também vai conhecer o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMP), uma solução que pode destravar o crédito para quem aposta na agroindústria e quer expandir seus negócios.
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#PROGRAMA #3 | Tema: Acesso ao Crédito
O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.
#3
Indicação Geográfica: “protege ativos do território como história e saberes”
Neste programa do Porteira Aberta Empreender, descubra como as Indicações Geográficas (IGs) podem contribuir para a valorização dos produtos e serviços rurais, destacar qualidades e fortalecer as tradições regionais.
Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras do Futuro do Sebrae, explica: “A IG protege os ativos de um território, como sua história, saberes e fatores naturais.”
Acompanhe histórias inspiradoras, exemplos de sucesso e dicas práticas para compreender o impacto desse reconhecimento no mercado. Acesse, AQUI
PROGRAMA #2 | Tema: Indicação Geográfica
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O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.
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Crédito consciente: a chave para crescer no campo!
No primeiro episódio do Porteira Aberta Empreender, descubra como acessar crédito de forma responsável e estratégica para transformar o seu negócio rural. Confira:
Produtores rurais de Mato Grosso terão a oportunidade de regularizar suas propriedades e esclarecer dúvidas sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR) durante o Mutirão CAR Digital 2.0, promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) entre os dias 21 e 23 de outubro, na cidade de Barra do Garças.
O evento contará com a presença da equipe da Sema, incluindo analistas e a secretária adjunta de Meio Ambiente, além do apoio dos Escritórios Verdes da JBS, que irão atender presencialmente os produtores para esclarecer questões sobre bloqueios e protocolos do programa Boi na Linha.
Segundo analista de sustentabilidade da JBS, Wolney Rodrigues, o CAR Digital 2.0 automatiza a validação do CAR, sobrepondo camadas de dados como reservas legais e áreas consolidadas, agilizando o processo que antes era manual.
“Todos os pecuaristas que possuem CAR ativo podem participar do evento, levando documentos pessoais, comprovante de endereço e o recibo do CAR. É essencial estar regularizado para acessar crédito, comercializar produtos e cumprir o Código Florestal”, explica Wolney.
Além da regularização, os participantes poderão receber vouchers do Programa de Reinserção e Monitoramento do Imac, caso tenham restrições relacionadas a desmatamento legal, embargos ou fraudes.
O evento reforça a importância da regularização ambiental e do uso de ferramentas digitais para agilizar processos e garantir a sustentabilidade do agronegócio em Mato Grosso.
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (8) o julgamento sobre a legalidade do projeto de construção da Ferrogrão, nova ferrovia que ligará Sinop, no norte de Mato Grosso, a Itaituba, no Pará. A votação sobre a constitucionalidade da construção foi iniciada na sessão de hoje, mas após os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, Flávio Dino pediu vista do processo. Não há data para retomada do caso.
A construção da Ferrogrão é articulada desde o governo do ex-presidente Michel Temer, que editou uma medida provisória (MP) para tratar da questão. Em seguida, a MP foi convertida na Lei 13.452/2017. Sob a justificativa de resolver problemas de escoamento da produção agrícola, as normas alteraram os limites do Parque Nacional do Jamanxim, localizado no Pará, para permitir a construção da ferrovia.
O caso chegou ao Supremo por meio de uma ação protocolada pelo PSOL. O partido alegou que medidas ambientais não foram cumpridas e que o traçado da ferrovia pode trazer prejuízos para as comunidades indígenas que estão nas proximidades do parque. Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes votou pela constitucionalidade da lei que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim.
No entendimento de Moraes, as normas previram a compensação ambiental da área reduzida do parque e não houve prejuízo considerável para o meio ambiente. O relator também descartou impactos para as comunidades indígenas.
“Ela [ferrovia] não passa por nenhuma terra indígena. O maior impacto registrado seria na Terra Indígena Praia do Mangue, que fica a quatro quilômetros de distância do traçado da ferrovia”, afirmou. O voto do relator foi seguido pelo ministro Luís Roberto Barroso. Faltam os votos de nove ministros.
Ele chegou! Segundo o relatório mais recente da NOAA, o La Niña está em uma fase de curta duração no Brasil. O fenômeno deve permanecer até o final de 2025 e alcançar a neutralidade no encerramento da safra 2025/26. Mas, o que isso significa? O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, explicou todos os detalhes sobre a atuação do episódio climático.
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Na prática, isso indica chuvas acima da média no Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba. Já no Sul do país, não há necessariamente risco de seca, especialmente no Rio Grande do Sul, onde não se projeta estiagem severa, uma vez que o fenômeno tende a ser brando.
Os mapas de umidade do solo apontam boas condições no centro-sul do Pará e no centro-norte de Mato Grosso, embora o Brasil central ainda precise de mais precipitações para consolidar o plantio. Esse cenário começa a mudar com a atuação de um ciclone extratropical, que deve levar volumes expressivos de 50 a 70 mm para o Sul, mas também para o Centro-Oeste e Sudeste, ajudando a reverter o quadro de déficit hídrico em diversas áreas. A previsão também é favorável para Rondônia.
A tendência para a segunda quinzena de outubro aponta para a manutenção das chuvas no centro-sul entre os dias 16 e 20, com avanço das precipitações para o Matopiba no fim do mês. Assim, estados como Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí devem registrar maiores volumes a partir da última semana de outubro.
Em Primavera do Leste, não há previsão de ondas de calor nos próximos 30 dias. Apenas dois dias isolados (25 e 26 de outubro) devem registrar máximas entre 34 e 36 °C. Já a chuva deve ganhar protagonismo entre 18 e 22 de outubro, com acumulados acima de 30 a 40 mm em apenas 24 horas, o que pode atrapalhar momentaneamente os trabalhos de campo em algumas regiões.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Conversei sobre a Amazônia com Marcello Brito, enviado especial para a COP30 e também um profissional com experiência espetacular com relação ao mundo amazônico. Perguntei a ele qual a grande expectativa para a COP30 e o que vai acontecer.
Eis o que ele me respondeu:
“É um desafio tremendo. Olhe o mundo que estamos vivendo, as tensões geopolíticas que nós estamos vivendo. Então não dá para não falar que existe um tensionamento que irá pressionar as questões da Convenção do Clima. Quanto a isso não tenho a menor dúvida. Isso você olhando o copo meio vazio. Vamos olhar o copo bem cheio: é a primeira grande reunião internacional que vai reunir chefes de Estado e os principais estarão aqui em Belém. Apesar que tem muita gente que diz que tem poucos países, não tem poucos. Todos os países filiados a UNFCCC – Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – estarão presentes. Dá para ter certeza disso. Comitivas maiores ou menores, mas todos estarão. E é justamente nesses eventos que nós temos a possibilidade de jogar à mesa novas ideias, novas considerações, novos arranjos geopolíticos, estruturação de novos acordos. Então muito mais do que nós vamos entregar no último dia da COP30, dia 22 de novembro, é o que nós vamos construir durante esses 11 dias em Belém e que nós vamos pôr em prática no exercício da presidência da COP do Brasil, que só termina o ano que vem quando nós entregarmos, eu acho que será Austrália, tá? Então eu acho que nos próximos 12 meses, a partir de 9 de novembro, quem irá fazer a agenda ambiental de negociações, o país é o Brasil. Então veja a oportunidade de nós inserirmos os novos modelos de mineração sustentáveis, novos sistemas alimentares tropicais, porque é nessa faixa tropical que reside toda capacidade produtiva de alimentos no mundo. Então essa é a oportunidade. Quando eu vejo alguém dizer, eu não vou para Belém porque lá é muito difícil. Esses dias até me perguntaram: ‘Marcello, os empresários não vão para Belém?’. Eu falei: vão sim. Aqueles que já vão a Amazônia, que enxergam lá como um potencial para o agro, para a restauração florestal para carbono já estão lá. Os que não estão indo são aqueles que já não iriam. Então podem continuar a fazer suas reuniões em São Paulo, no Rio, sem nenhum problema, porque a COP é do Brasil. Ela só será sediada em Belém. Então a minha expectativa como brasileiro é que consigamos dar início a todas essas construções e eu tenho dito, o que eu espero de lá é entender que o mundo tem jeito e que essa nova construção geopolítica se dará a partir de Belém”.
Uma visão construtiva, efetivamente importantíssima, e tenho visto em minhas andanças pela Europa que a imagem da Amazônia é fundamental para a imagem brasileira. Então perguntei ao Marcello qual a visão dele sobre essa minha constatação.
Ele me disse ainda: “Eu diria que a Amazônia tem um potencial de imagem muito mais forte do que o próprio Brasil. A Isabela Teixeira tem uma frase que é icônica pra mim: ‘A Amazônia coloca o Brasil no mundo, mas ao mesmo tempo tira o Brasil no mundo’. Nós deveríamos saber disso há muito tempo”.
Parabéns! Sucesso, Marcello, na COP30 e concordo com você!
*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
Um homem foi detido na tarde desta quinta-feira (9) por manter animais silvestres em cativeiro. Na residência do suspeito, a Polícia Militar de Meio Ambiente encontrou um filhote de jacaré, que ele afirmou ter recebido pelo correio, e uma jiboia. O caso ocorreu no bairro Itaipu, na região de Barreiro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A corporação chegou ao endereço após denúncia anônima de tráfico de animais silvestres. No local, foi constatado que o jacaré estava amarrado em uma tela apertada e dentro de uma caixa de papelão, evidenciando maus-tratos.
O homem foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e recebeu um auto de infração no valor de R$ 37.334,25. Os animais foram apreendidos e encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Instituto Estadual de Florestas (CETAS/IEF).
Um vídeo divulgado pela PM mostra o filhote de jacaré preso na rede dentro da caixa de papelão, reforçando a gravidade da situação.
O Rio Grande do Sul tradicionalmente divide com o Paraná o posto de segundo maior produtor de soja do país. Contudo, após estiagens severas e alagamentos de lavouras pela chuva, o estado convive com quebras de safras sucessivas.
Agora, a depender do clima, a temporada 2025/26 finalmente mostra sinais de que não terá percalços, mas o acesso ao crédito e a renegociação de dívidas ainda emperra a vida do produtor, levando muitos a desistirem de áreas arrendadas.
Conforme o calendário oficial, o plantio da oleaginosa está liberado desde o dia 1 de outubro, mas até este momento são muitos os casos de agricultores que não têm insumos para sequer iniciar os trabalhos.
Produtores sem rumo
O sojicultor Armindo Crestani, de Cachoeira do Sul, região central gaúcha, conta que não consegue acessar novas linhas de crédito e que pretende diminuir a área.
“A gente planta só soja, vai diminuir a área porque não temos condição de plantar toda a área. Vamos entregar campo e vamos plantar do jeito que dá. Está difícil de conseguir insumos. Perdemos o crédito, o CPF negativado por causa de certas negociações em banco que não quiseram fazer”, relata.
O produtor Fábio Santos, de São Vicente do Sul, também na região central do Rio Grande do Sul, igualmente reclama do tratamento dado pelos bancos aos agricultores. “Produtor é bom para o banco quando ele está comprando consórcio, seguro e título de capitalização. […] no momento que em ele se ‘aperta’ e precisa de um tratamento diferenciado, não serve mais para o banco.”
Os produtores contam que os arrendamentos são outro problema, já que sem conseguir pagar o dono da terra, muitas áreas foram deixadas para trás pelos produtores que, consequentemente, têm dificuldade de fornecer garantias às instituições financeiras para conseguir novos custeios.
Exemplo disso é o produtor Dimitrius José, de Tapes, município do litoral gaúcho. “Eu particularmente já renegociei a renegociação, não tenho tenho acesso mais a crédito no banco e nem mais garantia para dar. A solução que eu tomei foi a de entregar algumas áreas, diminuir a minha área, mas, mesmo assim, sigo na dificuldade de acessar crédito”.
Ele conta que ainda está sem fertilizantes, sementes e defensivos no galpão. “Daqui para a frente é todo dia levantar de manhã e correr atrás para ver se alguém te consegue um crédito.”
Socorro que ainda não chegou
A última medida anunciada pelo governo, a MP 1314, que liberou R$ 12 bilhões para a renegociação de dívidas ainda não está acessível aos produtores. Além disso, 93 municípios haviam ficado de fora da lista porque não declararam situação de emergência à época, critério fundamental para estar elegível ao socorro oferecido.
Mesmo assim, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resolveu incluir 56 cidades impactadas pelas enchentes do ano passado.
O produtor Marcelino Michelotti, de Alegrete, na região da Campanha Gaúcha, conta que conseguiu renegociar suas dívidas por três anos, mas agora também encontra dificuldade em conseguir crédito para a safra 2025/26 tanto nos bancos quanto nas empresas privadas.
“Pretendo manter a área plantada, não tenho essa condição de diminuir porque tenho contas a pagar e não sei de que forma vou fazer. Até o momento não temos adubo, não temos nada”, relata.
O produtor Jeferson Scheibler, de Bagé, sul gaúcho, fronteira com o Uruguai, destaca que está na atividade há 30 anos e considera estar insustentável produzir no estado. “As calamidades, a gente não tem culpa de terem acontecido uma atrás da outra. Então, acho que o governo federal, como as instituições financeiras, poderiam ser um pouco mais flexíveis ou mais solidárias com o produtor nesse momento.”
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Na propriedade de Jorge, em Jaciara, as primeiras chuvas animaram o produtor, que busca aproveitar cada milímetro de umidade para não perder o ritmo do plantio. Nesta temporada, ele pretende cultivar 5.300 hectares.
Na fazenda vizinha, a família Fritsch planeja cultivar 3.000 hectares. O custo da lavoura gira em torno de 50 a 55 sacas por hectare, com a soja valendo cerca de R$ 110 a R$ 115 por saca.
Na região da Grande Primavera, que reúne 11 municípios e deve plantar 1,6 milhão de hectares, a atenção é redobrada. O solo ainda carece de umidade equilibrada, e o avanço das máquinas é controlado, enquanto os produtores monitoram o céu em busca de novas chuvas.
Apesar da lentidão, o intervalo entre as chuvas trouxe um efeito positivo, já que o setor ganhou tempo para organizar entregas e ajustar a logística.
Segundo o Imea, Mato Grosso avançou nove pontos percentuais em uma semana, atingindo 15% da área prevista, desempenho duas vezes acima da média histórica de 6%.
A produção estimada é de 47 milhões de toneladas, cerca de 7% abaixo do ciclo anterior. Para os produtores, este não é um ano para excessos. O foco está em manter a média do ano passado, equilibrar custos e preservar a margem de lucro.