quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Novas regras para análise de sementes são debatidas


A Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT) e a Comissão de Sementes e Mudas de Mato Grosso (CSM-MT) realizaram de 08 à 11 de julho, em Cuiabá, a 2ª edição do Workshop da Rede de Laboratórios de Sementes do Cerrado, em Cuiabá (MT). O encontro foi elaborado para os responsáveis técnicos e gestores dos laboratórios de sementes do Cerrado. Nesta edição reúne representantes de 47 laboratórios, num total de 68 participantes dos estados de Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO), Piauí (PI), Bahia (BA), Rio Grande do Sul (RS) e Distrito Federal.

O presidente da APROSMAT, Nelson Croda, destacou que a segunda edição do workshop e a continuidade do projeto demonstra a atenção dada pela Associação em todos os níveis da produção de sementes, trazendo qualificação e o alinhamento de rotinas nos laboratórios. “Para a APROSMAT essa parceria junto com a CSM é de suma importância, onde o principal objetivo é a padronização e a utilização das boas práticas para análise de semente como um todo no Centro-Oeste brasileiro. Esse trabalho é muito importante para o desenvolvimento da cadeia de sementes do Brasil e principalmente um trabalho de excelência para o nosso consumidor final, que é o produtor, que é o objetivo principal de todos os trabalhos feitos pela APROSMAT.”, pontuou.

Nesta edição, os trabalhos ficaram a cargo novamente das especialistas, Drª. Myriam Alvisi e Drª. Maria de Fátima Zorato, que buscaram levar o máximo da parte técnica e prática sobre os principais temas para os participantes.

Para Fátima Zorato, a implantação da nova RAS podemos dizer que não se trata apenas de um instrumento normativo, mas sim de um guia vivo que vai evoluir de acordo com ciência, com práticas laboratoriais, com demanda do setor produtivo. “Ela foi atualizada de uma forma inteligente e traz para nós um caminho para novas revisões periódicas, que vai ajudar muito o setor, acompanhando de fato o que está acontecendo. Nós não estamos falando apenas de Mato Grosso, mas do Brasil, que utilizam a regra de análise de sementes, que é uma bíblia de laboratório”, disse.

Segundo a palestrante, Myriam Alvisi, as regras de análise de sementes foram alteradas para acompanhar os avanços internacionais das regras de análise de sementes da ISTA, que são regras que vigoram no mundo inteiro. “Elas têm aceitação internacional e o Brasil tem os seus métodos alinhados com essas regras e também para inovar, para incorporar os avanços do setor brasileiro. Um dos maiores avanços foi o lançamento das regras de análises no portal WIC SDA do Ministério da Agricultura, ele é de fácil acesso, qualquer pessoa pode acessar a qualquer momento, e elas podem dessa maneira, elas podem ser revisadas por capítulos individualmente sem comprometer a totalidade”, destacou.

A presidente da CSM-MT, Tanismare de Almeida, destaca a relevância da segunda edição do Workshop da Rede de Laboratórios de Sementes do Cerrado. “É muito importante para a Comissão esse trabalho junto com a APROSMAT, com   essa rede de laboratórios de sementes do Cerrado, que vem justamente atualizar todos esses profissionais da área, aqui temos muitos analistas e trazendo esses profissionais para as palestras como a doutora Fátima e doutora Miriam é fundamental para que possamos capacitarmos ainda mais nessa questão da atualização das RAS.”, finalizou.

Dentro do conteúdo do workshop foram abordados temas como, estrutura atualizada das RAS 2025, interpretação técnica e identificação de pontos críticos, boas práticas laboratoriais e conformidade técnica, fundamentos legais e processo de credenciamento, responsabilidade técnica e operacionais, pilares para resultados confiáveis e tecnicamente válidos, sistema de gestão da qualidade conforme a ISO, boas práticas de amostragem e análises e Novidades nos métodos de análise e fatores que influenciam os resultados.





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produção e consumo crescem no Brasil



A cadeia do milho vive um momento de ajustes em escala global




Foto: Divulgação

A cadeia do milho vive um momento de ajustes em escala global. As últimas estimativas divulgadas pelo USDA e analisadas pela consultoria Itaú BBA mostram que os estoques finais mundiais da temporada 2025/26 foram reduzidos de 275 para 272 milhões de toneladas.

De acordo com a consultoria Itaú BBA, o Brasil teve sua produção revisada para cima, passando de 130 para 132 milhões de toneladas. O país mantém desempenho robusto, impulsionado pelo aumento na área plantada e pela recuperação da produtividade após uma temporada marcada por desafios climáticos.

O consumo doméstico também cresce no Brasil, com expectativa de alcançar 94 milhões de toneladas, puxado especialmente pelo setor de proteína animal, que utiliza o grão como base para ração. As exportações brasileiras devem permanecer estáveis em 43 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a produção foi ajustada para baixo, de 402 para 399 milhões de toneladas, refletindo condições menos favoráveis em algumas regiões produtoras. A China, por sua vez, mantém produção em 295 milhões de toneladas, reforçando sua autossuficiência parcial.

Apesar da alta na produção global, o crescimento do consumo mundial, agora estimado em 1.268 milhões de toneladas, pressiona os estoques. Isso deve manter os preços em níveis moderados e com volatilidade no curto prazo.

O Brasil se posiciona como um dos principais exportadores de milho do mundo, e a ampliação da produção é estratégica para garantir presença competitiva nos mercados internacionais. A relação entre estoque e consumo no país subiu de 1,9% para 2,6%, demonstrando leve melhora nos níveis de disponibilidade interna.





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Chicago fecha abaixo de 10 dólares; veja cotações pelo Brasil


O mercado brasileiro de soja apresentou preços pouco alterados nesta terça-feira (15). Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o mercado teve poucas ofertas no dia, com players “de lado”.

A Bolsa de Chicago caiu para a soja e o dólar cedeu na maior parte do dia, então não houve melhoras nas cotações.

Silveira coloca que o preço interno ainda está firme, com o produtor procurando melhorar ainda mais o spread e a indústria efetivando poucos negócios, com margens ainda bem ruins. “Isso por conta do produtor, segurando a soja e forçando o basis local para cima”, comenta.

Preço médio da soja

  • Passo Fundo (RS): se manteve em R$ 132
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 132 para R$ 133
  • Porto de Rio Grande: passou de R$ 138 para R$ 137
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 131 para R$ 130
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 136,50 para R$ 136
  • Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 119
  • Dourados (MS): continuou em R$ 120
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 121 para R$ 120

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em baixa. O mercado foi pressionado pela melhora nas condições das lavouras norte-americanas, aliada à previsão de clima favorável para o Meio Oeste nos próximos dias.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até 13 de julho, 70% das lavouras americanas de soja estavam em condições boas ou excelentes, 25% em situação regular e 5% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os percentuais eram de 66%, 27% e 7%, respectivamente.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa), por sua vez, informou que o esmagamento de soja atingiu 185,709 milhões de bushels em junho, ante 192,829 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 185,195 milhões. Em junho de 2024, foram 175,599 milhões de bushels.

Contratos futuros da soja

notas de dólar espalhadas em círculo
Foto: Pixabay

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 6,00 centavos de dólar ou 0,59% a US$ 9,95 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,01 3/4 por bushel, perda de 5,25 centavos ou 0,52%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 2,40, ou 0,89%, a US$ 265,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 54,56 centavos de dólar, com ganho de 0,39 centavo ou 0,71%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,5586 para venda e a R$ 5,5566 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5345 e a máxima de R$ 5,6045.



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UE e Rússia ampliam produção



Revisões mostram a força dos dois blocos




Foto: Divulgação

O cenário global do trigo vem se ajustando a uma nova realidade de oferta, com revisões positivas na União Europeia e na Rússia, que devem compensar a estabilidade em outras regiões produtoras. Os estoques finais mundiais da safra 2025/26 foram levemente reduzidos, de 263 para 262 milhões de toneladas.

Segundo análise da consultoria Itaú BBA, a produção da União Europeia foi revisada de 136,6 para 137,3 milhões de toneladas, e a da Rússia passou a contar com expectativa de exportação de 46 milhões de toneladas, um aumento em relação ao mês anterior. Essas revisões mostram a força dos dois blocos no cenário global.

No Brasil, a produção foi mantida em 8 milhões de toneladas. O país segue dependente de importações, estimadas em 6,7 milhões de toneladas. Por outro lado, as exportações brasileiras foram revisadas para cima, chegando a 2,7 milhões de toneladas, sinalizando oportunidades nos mercados regionais.

O estoque final no Brasil foi ajustado de 1,8 para 2,1 milhões de toneladas, uma alta de 16,9%. A relação entre estoque e consumo também subiu, passando de 12% para 14,1%, o que garante maior segurança interna diante das oscilações internacionais.

A demanda mundial por trigo continua em expansão, com o consumo global previsto em 806 milhões de toneladas. Ainda assim, a produção mundial, de 809 milhões de toneladas, garante leve folga, evitando cenários de escassez.





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Destruição da cadeia produtiva com tarifa de Trump é ainda pior que perda econômica, diz Faesp



A negociação é o caminho para a solucionar os impactos da tarifa de 50% que o governo dos Estados Unidos pretende implementar às exportações de produtos brasileiros, mas, para isso, a ideologia política e a economia não podem sentar à mesa, acredita o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles.

Contudo, caso a medida entre em vigor em 1 de agosto, como anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, o país pode perder US$ 42 bilhões entre 2025 e 2026.

“Mas a perda econômica não é a pior parte. O pior é a destruição da cadeia produtiva. Para que se possa ter uma economia forte, os elos precisam estar ligados, com a indústria, o agro, comércio e os serviços todos unidos. Com a cadeia se desestruturando, para repor todo esse processo, vai ter um custo muito grande, com muito desemprego”, destaca.

Meirelles também ressalta que, em decorrência desses obstáculos, a margem de faturamento de impostos também pode ser reduzida, o que torna a situação macroeconômica ainda mais difícil. “Hoje, 60% de quase tudo o que é arrecadado de imposto vai para o INSS. Sobra 100 bilhões de reais para a infraestrutura de um país desse tamanho, onde temos tantos desafios”, contextualiza.

O presidente da Faesp ainda destaca a importância de o Brasil expandir acordos bilaterais para ter a capacidade de, em casos de crises como a atual com os Estados Unidos, remanejar destinos para a sua produção agropecuária sem tarifas.



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Preço da arroba do boi gordo é pressionado por tarifas; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a ter preços mais baixos nesta terça-feira (15). No decorrer da semana, o ambiente de negócios ainda sugere por novas retrações.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o mercado ainda convive com os impactos causados pelo adicional tarifário de 50% imposto pelos Estados Unidos para todos os produtos brasileiros.

“A produção de carne destinada ao mercado norte-americano foi interrompida em determinados estados, a exemplo de Mato Grosso do Sul e Goiás. Os frigoríficos ainda desfrutam de escalas de abate confortáveis, posicionadas entre oito e nove dias úteis na média nacional.”

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 300,42 — ontem: R$ 302
  • Goiás: R$ 280,54 — R$ 283,04
  • Minas Gerais: R$ 276,65 — R$ 288,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 298,98 — R$ 305,23
  • Mato Grosso: R$ 300,14 — R$ 302,84

Mercado atacadista

O mercado atacadista do boi ainda se depara com manutenção do padrão dos negócios no decorrer da terça-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir pela retração dos preços, considerando um período de menor apelo ao consumo (segunda quinzena do mês).

Além disso, a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade na comparação com as demais proteínas de origem animal.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,50 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18,75 por quilo e a ponta de agulha permanece precificada a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,5586 para venda e a R$ 5,5566 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5345 e a máxima de R$ 5,6045.



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Custo da alimentação do boi confinado cai em Goiás e São Paulo


Os pecuaristas que trabalham com boi confinado tiveram um leve alívio nos custos em junho. Segundo a edição mais recente do ICBC (Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados), elaborada pela FMVZ-USP, houve uma queda expressiva nos custos da diária-boi (CDB) em todos os sistemas analisados, com destaque para Goiás. Assista ao vídeo abaixo e confira detalhadamente como se comportaram os custos do boi confinado.

Em solo goiano, o custo caiu de R$ 18,55 para R$ 17,26 por cabeça/dia, uma redução de 7%. Já nos sistemas paulistas, as quedas do ICBC foram mais modestas: -1,0% no CSPm e -1,5% no CSPg.

Mesmo com esse alívio, o cenário ainda é desafiador: as propriedades seguem no vermelho, com prejuízos entre R$ 17,77 e R$ 22,45 por arroba vendida.

Queda nos insumos impulsiona redução de custos

Foto: Reprodução

A principal razão para a redução da CDB foi a forte queda nos preços dos insumos nutricionais, que representam mais de 80% do custo total no confinamento.

Em São Paulo, os destaques foram:

  • Sorgo: -13,2%
  • Milho: -7,8%
  • Polpa cítrica: -12,3%

Já em Goiás, a redução foi ainda mais intensa:

  • Sorgo: -31,7%
  • Milho: -19,0%
  • Farelo de soja 45%: -9,4%
  • Torta de algodão: -10,3%

Com isso, o custo nutricional diário variou entre R$ 14,43 (CGO) e R$ 16,80 (CSPg).

Preço da arroba abaixo do custo compromete rentabilidade

Bovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução
Bovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução

Mesmo com a melhora nos custos, a arroba continua sendo vendida abaixo do custo de produção. Em junho, os valores médios ficaram em:

  • R$ 310,66 por arroba (CSPm)
  • R$ 290,60 (CSPg)
  • R$ 276,80 (CGO)

Isso explica os prejuízos, reforçando a necessidade de ajustes no planejamento financeiro da produção de boi confinado.

Goiás mostra maior flexibilidade no manejo

Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação
Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação

Entre os três sistemas, Goiás (CGO) se destacou pela maior queda nos custos totais, mostrando uma gestão mais ágil e adaptável às variações do mercado.

O custo da arroba no estado caiu 7%, resultado melhor que os sistemas paulistas. A composição da CDB mostra que o custo operacional varia entre 15,2% e 19,2%, reforçando a importância do controle técnico.

Selic alta pressiona o custo de oportunidade

Mesmo com o recuo nos insumos, o custo financeiro segue alto. Com a taxa Selic a 15%, o capital de giro, o valor da terra e os investimentos em estrutura pesam no bolso do confinador.

Isso exige uma atenção ainda maior ao planejamento econômico, principalmente para quem possui ativos imobilizados.

Gestão é o caminho para escapar do prejuízo

Bovinos com sangue Angus em confinamento na Agropecuária Maragogipe. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe
Bovinos com sangue Angus em confinamento na Agropecuária Maragogipe. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe

A principal mensagem do ICBC é clara: gestão faz a diferença. Quem monitora os custos com frequência, entende o mercado e age com estratégia tem mais chance de preservar a margem e garantir lucroClique aqui e acesse o relatório completo.

Para isso, a FMVZ-USP disponibiliza gratuitamente planilhas e metodologia completa para que cada produtor possa calcular os custos do seu sistema de forma personalizada.



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Frigoríficos de Goiás iniciam paralização de embarques de carne para os EUA



Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial de Goiás quando o assunto é exportação de carne bovina, sendo destino de 25% dos embarques, índice que posiciona o país atrás apenas da China.

Em nota, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do estado (Seapa) informa que, por conta da taxa de 50% imposta pelo governo estadunidense sobre os produtos agropecuários brasileiros, alguns frigoríficos goianos já iniciaram a paralisação de exportação da proteína animal ao mercado norte-americano.

Para o órgão, a medida do governo Donald Trump impacta diretamente não só aqueles que já exportam carne para o país, como também os que não o fazem, tendo em vista que gera uma maior oferta para outros mercados, bem como para o mercado interno. “Isso influencia diretamente no preço, até que se alcance um equilíbrio.”

“Além dos impactos no que se refere à exportação de proteína animal, a maior parte da produção de grãos é destinada à alimentação animal. Desta forma, a taxação também pode ter um impacto significativo nesse cenário”, alerta o texto.

A nota da Seapa também informa que o governo de Goiás tem trabalhado para ampliar as relações internacionais, a exemplo do que foi feito na Missão ao Japão, que está em curso, além da interlocução junto a outros países para que medidas como a anunciada pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump não tenham impactos tão expressivos no mercado interno.



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agro expõe prejuízos com taxa dos EUA, mas pede que ainda não haja retaliação



Em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin nesta terça-feira (15), porta-vozes de entidades representativas do agronegócio reforçaram a necessidade de o Brasil agir de forma diplomática para suspender ou adiar as tarifas de exportação de 50% anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que passam a vigorar em 1 de agosto.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou em coletiva de imprensa após o encontro que os frigoríficos brasileiros estão parando de produzir carne destinada aos norte-americanos, visto que os embarques do setor ao país já são taxados em 36% e uma sobretaxa de 50% tornaria as negociações entre os dois países inviável.

“Cerca de 30 mil toneladas de carne brasileira já estão no porto ou já nas águas em direção aos Estados Unidos, o que representa um total de 150 milhões de dólares a caminho dos Estados Unidos. Estamos negociando com os importadores de lá. Nossa sugestão inicial é de possível prorrogação da taxação porque existem contratos em andamento e não dá tempo de desfazê-los até o dia 1 de agosto [data em que a tarifa começa a valer].”

Perosa ressaltou que a produção de carne nos EUA se encontra, atualmente, em seu menor estágio nos últimos 80 anos e a proteína brasileira complementa esse “vácuo”, sendo que o produto nacional, notadamente recortes do dianteiro do boi, é utilizado para a fabricação de hambúrguer, produto enraizado na cultura norte-americana.

Impactos no café da manhã dos EUA

O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcio Ferreira, também presente na coletiva, destacou que o Brasil exportou 8,2 milhões de sacas do produto aos Estados Unidos em 2024.

“O Brasil fornece 33% de todo o café consumido em solo norte-americano. O café brasileiro, tanto arábica quanto robusta, é o mais competitivo e possui as características de sabor que o público dos Estados Unidos já está acostumado, que aprova.”

Ems eguida, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, forneceu números que mostram a importância dos Estados Unidos ao setor: 40% das exportações de suco de laranja brasileiro têm o mercado norte-americano como destino. Em termos de receita, esse volume representa cerca de US$ 1,3 bilhões.

“Setenta por cento do suco consumido nos Estados Unidos vem do Brasil. […] Ainda temos tempo para negociar, mas o setor está muito preocupado. A safra está no começo, iniciou em junho e vai até janeiro de 2026. Temos uma safra inteira para ser colhida sem saber se o nosso maior mercado estará disponível ou não porque a tarifa de 50% associada aos 415 dólares por tonelada que o setor já paga, inclusive mais do que os seus principais concorrentes, certamente inviabiliza [negócios entre os dois países].”

Por fim, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e (Abrafrutas), Guilherme Coelho, informou um problema mais pontual: a exportação de manga aos EUA.

“O Vale do São Francisco, que produz 90% de toda a manga do Brasil, está em pânico porque não sabemos o que fazer. Essa safra significa 2,5 mil contêineres de manga para os Estados Unidos. Foi uma safra planejada há seis meses, como todo ano fazemos. […] isso engloba os pequenos, médios e grandes produtores de manga. […] não podemos pegar essa manga e desaguar na Europa porque o preço vai desabar, não tem logística para isso. Não podemos também colocar essa manga no Brasil porque vai colapsar o mercado.”



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