quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

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Brasil não aceitará nada que lhe seja imposto, diz Lula à TV americana



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil está disposto a sentar à mesa para negociar com os Estados Unidos, mas que jamais aceitará imposições como as do presidente norte-americano Donald Trump, que determinou a aplicação de uma taxa de 50% aos produtos brasileiros.

A afirmação foi feita durante entrevista à jornalista Christiane Amanpour, transmitida nesta quinta-feira (17) pela CNN Internacional.

“O Brasil não aceitará nada que lhe seja imposto. Aceitamos negociação e não imposição”, disse o presidente brasileiro ao afirmar que não quer “se ver livre dos EUA”, nem brigar com ninguém.

“O que não queremos é ser feitos de reféns. Queremos ser livres”, argumentou.

“Interferência dos EUA é inaceitável”

Lula sugeriu que Trump “reveja alguns de seus posicionamentos”, em especial quando voltados a interferir em assuntos internos do Brasil – como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“É inaceitável interferência dos EUA em assuntos internos do Brasil”, disse Lula ao se referir à carta tornada pública por Trump.

Na carta enviada ao governo brasileiro sobre o tarifaço, Trump diz que Bolsonaro sofre perseguição e que o Brasil não estaria respeitando o ex-presidente.

“Se o presidente Trump estiver disposto a levar a sério as negociações em andamento entre o Brasil e os EUA, estarei aberto a negociar o que for necessário. Mas o importante é que a relação entre os dois países não pode continuar assim”, disse.

Sobre a defesa de Trump a Bolsonaro, Lula reiterou que o Judiciário brasileiro é independente. “Não sou eu quem acusa [Bolsonaro]. É a Corte Suprema”, disse, acrescentando que uma das acusações é de a trama golpista prever assassinato do próprio Lula.

Ele recordou que já foi julgado pela mesma Corte, mas que, em nenhum momento, chegou a cogitar fazer um levante, como o atribuído a Bolsonaro. “Nem mesmo após ter perdido três eleições”.

“Trump não governa o mundo”

Lula lembrou que o Brasil está há meses tentando negociar com os EUA, e que, inclusive, chegou a enviar propostas que poderiam ser colocadas à mesa de negociação. “Enviamos as propostas, mas em vez de nos responderem, vimos notícias com as falas dele feitas fora da via diplomática”.

O presidente brasileiro voltou a reiterar que o melhor a ser feito é dialogar, mas que toda negociação sempre deve ser feita com respeito entre as partes, e que lamenta o fato de os dois países, com relações seculares, chegarem a ponto de uma manifestação desrespeitosa, como a feita por Trump com os brasileiros.

“Trump foi eleito para governar os EUA, e não o mundo”, disse.

“O Brasil merece respeito, e o Trump precisa nos respeitar, assim como nós respeitamos os EUA”.

Lula reiterou que a argumentação de Trump de que as relações comerciais seriam deficitária para os norte-americanos não procede.

Via diplomática

Disse também que tem discutido o problema com empresários e com o setor agropecuarista, na busca por uma solução comercial. Porém, se necessário, fará uso da Lei de Reciprocidade, que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil, ou seja, permitindo o Brasil a taxar de volta os produtos norte-americanos.

“Daremos uma resposta, mas tentaremos primeiro uma solução final pela via diplomática. Eu respeito [o Trump], mas também quero ser respeitado”, acrescentou que sempre teve boas relações com os presidentes anteriores na Casa Branca.

Perguntado sobre as dificuldades de negociação entre presidentes de diferentes correntes políticas, uma vez que Lula seria de uma corrente progressista de esquerda, enquanto Trump seria um conservador de direita, Lula disse que ambos são presidentes de seus países independentemente de suas ideologias.

“Não sou um presidente progressista. Sou o presidente do Brasil. Não vejo o presidente Trump como um presidente de extrema-direita. Vejo-o como o presidente dos EUA. Ele foi eleito pelo povo americano”, afirmou.

Ucrânia e Gaza

Lula considerou positiva a sinalização de Trump para negociar o fim dos conflitos na Ucrânia e em Gaza. No entanto, o presidente brasileiro afirmou ter se decepcionado com as notícias de que os EUA voltariam a aumentar os gastos com armas, e não com a falta de comida e de água no mundo.

“O mundo precisa de comida. Não de armas”, disse.

O presidente retomou as críticas à incapacidade da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial do Conselho de Segurança para encerrar os conflitos.

“Sem interlocutores, as guerras continuarão como acontece em Gaza. Todo dia tem notícias de novos bombardeios. Os membros [do Conselho de Segurança da ONU] precisam se juntar, inclusive para dizer que não estão tendo condições de encontrar soluções”, disse Lula.



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Dia nacional de proteção às florestas: produtores como aliados durante a estiagem



Hoje, dia 17 de julho, é celebrado o Dia Nacional de Proteção às Florestas e, nesta data, o protagonismo dos produtores rurais de todo o país ganha destaque. Durante o período de estiagem, quando os riscos de incêndios aumentam devido à seca, os agricultores assumem a responsabilidade de prevenir e combater o fogo. Com isso, protegem suas propriedades e, também, áreas de preservação e florestas nativas.

A construção de aceiros, a formação de brigadas, a manutenção de equipamentos e a capacitação das equipes reforçam o papel dos produtores como aliados fundamentais na preservação ambiental.

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Apoio aos produtores

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reconhece e apoia esse protagonismo dos agricultores, com apoio anual de campanhas educativas e distribuindo cartilhas com orientações sobre como se preparar para o período de seca. Por isso, a associação também integra o Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF), atuando em parceria com órgãos públicos e instituições no enfrentamento aos incêndios no estado.

Para Rafael Krzyzanski, delegado do núcleo de Sorriso, o agricultor é um agente essencial na defesa do meio ambiente, já que precisa proteger sua produção e o território onde vive. Qualquer foco de incêndio, segundo ele, representa ameaça à atividade rural e à sustentabilidade do campo.

Em regiões distantes do Corpo de Bombeiros, como Juara, a ação dos próprios produtores é decisiva. Jaqueline Piovezan, delegada do núcleo do Vale do Arinos, enfrentou um incêndio em sua fazenda no ano passado e contou com o apoio de vizinhos e da preparação adquirida por meio das cartilhas e capacitações da Aprosoja MT.

Para o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, o produtor rural é o verdadeiro guardião das florestas no Brasil. Ele destaca que boa parte da vegetação nativa se mantém preservada em propriedades privadas, por meio de reservas legais e áreas de proteção permanente, o que reforça o compromisso ambiental do setor produtivo.



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Brasil pode diluir o volume de carne comprada pelos EUA a outros 160 destinos, diz Assocon



O presidente da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Maurício Velloso, acredita que não há motivo para a pecuária nacional temer a imposição de 50% de tarifa nas exportações aos Estados Unidos.

Segundo ele, o setor pode, com facilidade, diluir as 185 mil toneladas de carne bovina compradas pelos norte-americanos no primeiro semestre deste ano aos mais de 160 países que atualmente adquirem a proteína nacional.

Contudo, ele não desconsidera a importância que a terra de Donald Trump passou a representar aos embarques da carne bovina brasileira, cujo crescimento foi na ordem de 104% entre 2024 e o primeiro semestre de 2025.

“Entretanto, este valor, este volume, apesar de ter crescido de forma significativa, desejável e merece aplausos por isso, ainda assim não é tão representativo frente a todo o volume exportado pelo Brasil”, ressalta.

Neste contexto, Velloso diz não enxergar como lícita a pressão exercida por algumas indústrias para que o pecuarista acredite ser justo reduzir o preço pago a ele pela arroba. “Isso, de fato, vai contra os interesses de todo o mundo, de toda a pecuária nacional e do bom equilíbrio entre os elos da cadeia produtiva”, define.

Para ele, as tarifas impostas por Donald Trump impactam negativamente, sobretudo, os Estados Unidos. “O mercado de carne norte-americano sofre muito com o menor rebanho dos Estados Unidos desde 1960. Hoje, o rebanho bovino norte-americano é equivalente ao rebanho de 1960, sendo que, de lá para cá, cresceram muito tanto o mercado interno quanto as exportações norte-americanas”, contextualiza.

Assim, conforme o presidente da Assocon, a demanda por proteína animal dos Estados Unidos é fortíssima e o Brasil leva vantagem por ter um produto mais barato, praticamente 1/3 do custo da arroba norte-americana. “A carne bovina brasilera é interessantíssima para o mercado interno americano porque ela, é basicamente, utilizada para o blend de fabricação de hambúrguer e almôndegas, que é o grande mercado interno americano.”

Na opinião de Velloso, a taxação de 50% deve ser repensada pelo presidente dos Estados Unidos porque ela não é benéfica para ninguém. “Nós confinadores permanecemos com o nosso trabalho de bem produzir, de manter a oferta suficiente para atender o mercado externo e também o interno”, afirma.

Por fim, o presidente da entidade ressalta que o mercado pecuário já passou por momentos muito piores do que as taxas norte-americanas que podem começar a vigorar em 1 de agosto e, mesmo assim, se mantém em desenvolvimento constante.



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AgroNewsPolítica & Agro

Ministro Augusto Nardes destaca vitória do agro com aprovação da securitização de dívidas


A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (16), o Projeto de Lei 5122, que cria uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social para refinanciar dívidas de produtores rurais atingidos por desastres climáticos. A chamada securitização das dívidas rurais foi aprovada por ampla maioria: 346 votos a favor e 96 contrários. A proposta agora segue para análise no Senado Federal.

O texto prevê o uso de recursos do Fundo Social, com foco especial nos produtores afetados por fenômenos climáticos extremos, como as enchentes e estiagens que devastaram regiões do Rio Grande do Sul nos últimos anos. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), entre 2020 e 2024, o prejuízo acumulado no campo alcança R$ 106,6 bilhões nas culturas de arroz, soja, milho e trigo. Considerando toda a cadeia do agronegócio, as perdas ultrapassam os R$ 319 bilhões — valor equivalente a cerca de 49% do PIB gaúcho em 2023.

Pelo texto aprovado, terão acesso à securitização os produtores localizados em municípios que tenham registrado ao menos dois eventos climáticos graves reconhecidos entre 2020 e 2025. É necessário comprovar perdas superiores a 30% em duas safras distintas.

O ministro Augusto Nardes comemorou o resultado e destacou que a aprovação do PL 5122 representa um novo horizonte para os agricultores, especialmente os do Rio Grande do Sul. Para ele, o avanço do projeto é uma resposta concreta aos desafios enfrentados por quem produz alimento em meio às adversidades climáticas. “É fundamental que o Estado assuma a responsabilidade de proteger esses agricultores, implementando políticas de prevenção climática e irrigação que garantam a segurança hídrica, especialmente nas regiões mais vulneráveis”, disse.

Nardes lembrou que, nos últimos 25 anos, o Estado enfrentou três enchentes devastadoras e duas secas severas, comprometendo seriamente a produção agrícola. Ele também resgatou sua experiência em 1999, quando liderou um movimento com 20 mil pessoas em Brasília para negociar a securitização e foi o idealizador do modelo 4,20,40: quatro anos de carência, 20 anos de prazo e 40% de rebate.

O ministro revelou que orientou tecnicamente o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, para incluir no PL a vinculação dos recursos do Fundo Social à rubrica do pré-sal destinada a ações climáticas, estratégia que, segundo ele, foi decisiva para a aprovação sem comprometer o arcabouço fiscal. “Sem essa abordagem, o projeto não teria passado”, afirmou.

Nardes também agradeceu aos deputados Pedro Westphalen, autor do projeto, e Afonso Hamm, relator da proposta, pelo empenho na tramitação do PL, além de reconhecer o trabalho de articulação realizado por Gedeão Pereira. “Essa aprovação é uma demonstração clara de que, quando trabalhamos juntos, podemos construir um futuro melhor para nossos agricultores e para o Brasil”, finalizou.





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Licenciamento ambiental: modernização necessária, não retrocesso


Aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 2.159/21, que altera as regras de licenciamento ambiental, tem sido alvo de críticas contundentes por parte de setores ambientalistas, que o classificam como um “retrocesso sem precedentes”. No entanto, uma análise didática e objetiva do texto revela que o alarde em torno da proposta se distancia da realidade jurídica e técnica da legislação aprovada.

É importante esclarecer: as normas que regulam o desmatamento continuam plenamente preservadas. O novo marco não altera o Código Florestal, tampouco revoga a exigência de fiscalização, controle de biomas ou cumprimento de exigências legais para empreendimentos em áreas sensíveis.

O que se propõe com o PL, na prática, é a padronização e a racionalização de processos de licenciamento ambiental em um país de dimensões continentais, onde a burocracia excessiva muitas vezes paralisa obras estruturantes e compromete a competitividade do setor produtivo.

O texto estabelece normas gerais nacionais, com prazos definidos, critérios objetivos e a possibilidade de uso de licenças por adesão e compromisso (LAC) – voltadas especialmente para empreendimentos de baixo impacto. Também cria a Licença Ambiental por Empreendimento Estratégico (LAE), garantindo celeridade a obras consideradas de interesse público, como estradas, ferrovias e projetos logísticos, fundamentais para o escoamento da produção agropecuária.

Essas medidas representam um avanço na governança ambiental, pois eliminam as incertezas causadas por interpretações conflitantes entre estados e órgãos federais. O resultado esperado é mais previsibilidade para quem empreende e mais eficiência para o Estado.

A legislação aprovada parte de uma constatação inescapável: o Brasil já preserva mais de 66% de seu território, possui um dos códigos florestais mais rigorosos do mundo e mesmo assim enfrenta gargalos logísticos que travam seu crescimento.

A agropecuária, que responde por cerca de 27% do PIB nacional, é a principal engrenagem da economia brasileira. Sem rodovias, ferrovias, armazéns e energia confiável, o campo não cresce – e o Brasil não avança.

Defender que qualquer alteração no processo de licenciamento representa um risco ambiental ignora essa realidade. Não se trata de afrouxar regras, mas de adaptá-las a um país que precisa crescer com sustentabilidade e pragmatismo.

Brasil não pode mais ser refém da paralisia burocrática disfarçada de ambientalismo

É hora de dizer com todas as letras: o Brasil precisa parar de travar seu próprio desenvolvimento em nome de discursos ideológicos que confundem regulação com obstrução. A nova lei de licenciamento ambiental não representa retrocesso algum. O que ela faz é corrigir um sistema disfuncional, onde empreendimentos vitais para a infraestrutura nacional levam anos, ou décadas, para sair do papel.

Enquanto países desenvolvidos constroem com agilidade e responsabilidade, o Brasil insiste em amarrar seu progresso a um emaranhado de exigências contraditórias, politizadas e, muitas vezes, divorciadas da realidade técnica.

Manter um país continental sob um regime de licenciamento anacrônico é condená-lo à estagnação. É impedir que o produtor rural escoe sua produção. É sacrificar empregos, renda e arrecadação. É, em última instância, asfixiar a economia em nome de um moralismo ambiental que não se traduz em proteção efetiva da natureza.

Se o Brasil quer ser protagonista global na produção sustentável de alimentos, energia e fibras, precisa de um marco regulatório ambiental que seja moderno, ágil, seguro, e não um entrave institucionalizado.

O verdadeiro retrocesso é continuar fingindo que travar o Brasil é protegê-lo.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Confinamento além da nutrição: os vilões que roubam sua produtividade


Confinar gado não é só garantir uma dieta balanceada. Embora a nutrição represente até 90% dos custos, o sucesso da operação vai muito além do cocho. Quem alerta é o zootecnista Rafael Cervieri, doutor em Nutrição Animal, em entrevista ao Giro do Boi nesta quinta-feira (17). Assista ao vídeo abaixo e confira.

Direto de São José do Rio Preto (SP), Cervieri destacou que o confinamento brasileiro evoluiu rapidamente, mas ainda comete falhas básicas que drenam produtividade.

São os chamados “drenos invisíveis”, que afetam diretamente o desempenho dos animais, mesmo com a ração ideal.

Os principais drenos de produtividade no confinamento

Confinamento de bovinos de corte da JBS em Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do BoiConfinamento de bovinos de corte da JBS em Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Confinamento de bovinos de corte da JBS em Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

O Brasil avançou na nutrição, mas ainda precisa olhar com atenção para estrutura, rotina e bem-estar animal. Segundo Cervieri, países como Estados Unidos e Austrália já superaram essas barreiras e colhem resultados melhores com técnicas mais completas.

Confira os principais pontos de atenção destacados pelo especialista:

Estrutura física influencia no desempenho

Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar AgrobusinessVista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness
Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness
  • Localização e declive do confinamento afetam o escoamento de água e o conforto térmico.
  • Cochos mal dimensionados (menos de 30 cm ou mais de 40 cm por cabeça) podem reduzir o ganho médio diário (GMD).
  • Acesso à água deve ser constante e sem obstáculos.
  • A limpeza das baias entre lotes é essencial, principalmente na chuva, para evitar lama, doenças e desconforto.

Rotina bem feita é meio caminho andado

Peões na fazenda. Foto: DivulgaçãoPeões na fazenda. Foto: Divulgação
Peões na fazenda. Foto: Divulgação
  • Frequência de trato de 3 a 5 vezes ao dia funciona bem, desde que com leitura de cocho eficiente.
  • A leitura de cocho define o manejo do dia e deve ser feita por alguém treinado para entender as sobras e o comportamento dos animais.
  • Aclimatação nos primeiros 15 a 20 dias é decisiva para que o gado consuma mais matéria seca e se adapte ao novo ambiente.
  • Constância na rotina e nas dietas evita estresse e melhora o desempenho. Bovinos gostam de previsibilidade.

Saúde e bem-estar fazem diferença no lucro

Foto: Reprodução
  • A ronda sanitária diária evita perdas silenciosas. Doenças subclínicas reduzem o desempenho sem dar sinais visíveis.
  • A homogeneidade dos lotes evita brigas e comportamentos de estresse, como sodomia.
  • Sombreamento é essencial no verão e pode render até 8 kg a mais de carcaça por animal.

Confinamento o ano todo exige ainda mais atenção

Bovino de corte em confinamento. Foto: Reprodução/Giro do BoiBovino de corte em confinamento. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovino de corte em confinamento. Foto: Reprodução/Giro do Boi

Expandir o confinamento para além do período seco impõe desafios extras, como lidar com chuvas e variações climáticas. Nessa fase, a infraestrutura e o manejo ganham ainda mais importância.

Segundo Cervieri, a operação em maior escala permite:

  • Equipe mais especializada
  • Melhor poder de compra de insumos
  • Uso de softwares de gestão
  • Maior controle dos processos

A chave, segundo ele, é a excelência com constância. “Com processos bem padronizados, o produtor rural está preparado para o que vier do mercado”, afirma o especialista.

Em um cenário de margens apertadas e volatilidade econômica, cada detalhe faz a diferença. O confinamento eficiente exige mais que uma boa dieta: pede atenção diária, planejamento e um olho clínico para o que parece invisível, mas impacta direto no bolso do pecuarista.



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AgroNewsPolítica & Agro

Condições do milho pioram com geadas no Paraná



Entidade alerta para impacto climático na colheita




Foto: Canva

A colheita da segunda safra de milho 2024/25 no Paraná atingiu 29% da área estimada, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O percentual representa um avanço em relação à média das últimas cinco safras, que era de cerca de 20% para o mesmo período.

No entanto, o Deral aponta uma piora nas condições das lavouras ainda em campo. “Na semana anterior, 68% das áreas estavam classificadas como em boas condições; nesta semana, esse número caiu para 64%”, informa o boletim. As lavouras em condição mediana subiram de 18% para 20%, enquanto aquelas em situação ruim passaram de 14% para 15%.

A piora nas condições das lavouras é atribuída às geadas registradas no final de junho, que afetaram parte das regiões produtoras. “A expectativa agora se volta para a avaliação mais precisa dos impactos sobre a produtividade nas próximas semanas”, diz o Deral.

Já em relação à primeira safra de milho, os dados indicam que 97,2% da área cultivada foi colhida até o início de julho. A redução das chuvas favoreceu os trabalhos de colheita na maioria das regiões, com exceção do Rio Grande do Sul. No estado, o excesso de precipitações continua dificultando a conclusão da colheita e comprometendo a qualidade dos grãos.

As áreas remanescentes da primeira safra estão concentradas nos estados do Piauí e Maranhão. Este último apresenta a maior parcela a ser colhida, com 20% da área, devido ao calendário de plantio mais prolongado.

De acordo com dados do último Boletim da Safra de Grãos publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o clima foi favorável ao encerramento da segunda safra do milho na maior parte das regiões produtoras do Paraná. No entanto, a ocorrência de geadas no final de junho pode ter causado danos, principalmente nas lavouras tardias em fase reprodutiva. “Ainda é cedo para determinar a abrangência e a intensidade dos possíveis prejuízos”, apontou o relatório. Apesar disso, a produtividade estimada foi mantida no levantamento mais recente.





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Prazo para declarar vazio sanitário da soja em MG termina em 31 de julho



Os produtores de soja em Minas Gerais têm até o dia 31 de julho para enviar a declaração de conformidade com o vazio sanitário da soja. O preenchimento é obrigatório e deve ser feito exclusivamente no site do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

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Conforme divulgado pelo governo de Minas Gerais, a declaração contribui para que o IMA mapeie as áreas de cultivo e planeje ações mais eficazes de fiscalização e controle fitossanitário. Com essas informações, o estado amplia sua capacidade de resposta diante de ameaças como a ferrugem asiática, principal praga da soja.

Dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) mostram que o Brasil liderou as exportações mundiais de soja entre 2023 e 2024. Minas Gerais teve papel de destaque ao enviar o grão para 45 países. A manutenção de padrões sanitários rigorosos é fundamental para preservar a qualidade da produção e garantir a competitividade nos mercados internacionais.

O gerente de defesa sanitária vegetal do IMA, Leonardo do Carmo, destaca que cada produtor que cumpre o vazio sanitário e envia a declaração protege sua lavoura e fortalece toda a cadeia produtiva. Ele afirma que a responsabilidade é coletiva e influencia diretamente a economia do estado.

O vazio sanitário da soja é um período de 92 dias, de 1º de julho a 30 de setembro, em que é proibido manter qualquer planta viva de soja nas lavouras. O objetivo é impedir a sobrevivência da ferrugem asiática entre as safras. Durante esse intervalo, o produtor deve eliminar completamente todas as plantas da leguminosa.

Exceção nas lavouras de soja

Há exceções à regra. Áreas destinadas à pesquisa, produção de sementes genéticas e casos de frustração de safra podem manter soja no campo, desde que autorizados previamente pelo IMA. Nesses casos, o cultivo é monitorado tecnicamente.

Além de cumprir o vazio sanitário e enviar a declaração, os sojicultores devem cadastrar a área de plantio até 30 dias após o cultivo, preenchendo a Ficha de Inscrição de Unidade de Produção. Esse cadastro também é feito junto ao IMA.

Produtores interessados em obter autorização para manter soja no campo durante o vazio sanitário devem apresentar o pedido até 15 de abril de cada ano, conforme estabelece a Portaria IMA nº 2.090, de 2021.



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Encarregado de negócios dos EUA acena com possível adiamento de de tarifaço



O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, indicou a possibilidade de adiamento da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo após reunião entre o diplomata e o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso.

A tarifa estava prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, mas a sinalização feita por Escobar pode abrir espaço para novas negociações entre os dois países.

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Brasil cobra resposta dos EUA

O Ministério das Relações Exteriores divulgou na quarta-feira (16) carta enviada para o governo dos EUA sobre o tarifaço anunciada por Donald Trump no dia 9 de julho. No documento, autoridades brasileiras reforçam o pedido de negociação com os norte-americanos, ressaltando que o Brasil está em desvantagem na balança comercial com os EUA. A parte final do texto cobra uma resposta de uma proposta de negociação feita pelo governo brasileiro em 16 de maio de 2025.

“Com base nessas considerações e à luz da urgência do tema, o Governo do Brasil reitera seu interesse em receber comentários do governo dos EUA sobre a proposta brasileira. O Brasil permanece pronto para dialogar com as autoridades americanas e negociar uma solução mutuamente aceitável sobre os aspectos comerciais da agenda bilateral, com o objetivo de preservar e aprofundar o relacionamento histórico entre os dois países e mitigar os impactos negativos da elevação de tarifas em nosso comércio bilateral”, diz trecho do documento.



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organização, estratégia e sucesso no campo



A gestão no agronegócio deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade. Mais do que plantar e colher, é preciso entender o negócio como uma empresa rural, com metas, indicadores, fluxo de caixa e estratégia.

Segundo Vanessa Sabioni, especialista em liderança e fundadora do Clube Agromulher, o primeiro passo para uma boa gestão é ter clareza sobre onde o produtor está e onde quer chegar.

“Muitos focam só na parte técnica, mas esquecem de anotar os dados e planejar com base neles”, afirma.

Os principais erros na gestão rural

Ainda é comum encontrar produtores que:

  • Não separam as finanças pessoais das da fazenda.
  • Não controlam o fluxo de caixa diário.
  • Tomam decisões com base em achismos, sem analisar dados.
  • Fazem compras sem planejamento.
  • Não integram a equipe na rotina de trabalho.

Essas falhas comprometem a saúde financeira e o crescimento da propriedade.

Boas práticas para transformar a propriedade rural

Vanessa compartilha dicas práticas para quem quer iniciar ou aprimorar sua gestão:

1. Controle de entradas e saídas

Anote diariamente receitas e despesas. A base de qualquer negócio é saber para onde vai o dinheiro.

2. Inventário de insumos

Mantenha controle de estoque. Saber o que já foi comprado evita desperdícios e gastos desnecessários.

3. Mural de tarefas e responsabilidades

Crie um quadro visível com tarefas e responsáveis. Isso melhora a comunicação e o engajamento da equipe.

4. Separar CPF e CNPJ

Misturar contas pessoais e empresariais é um dos maiores erros. Gestão profissional exige contas separadas.

5. Planejamento baseado em dados

Seja para aumentar produtividade ou investir em tecnologia, tudo precisa ser baseado em dados concretos.

O papel da tecnologia e das mulheres na gestão rural

Hoje, softwares de gestão agrícola ajudam desde a emissão de notas fiscais até o controle de talhões e previsão de safra.

“Começamos no caderno, passamos para a planilha e depois migramos para plataformas digitais”, explica Vanessa.

As mulheres no agro têm se destacado nesse movimento. Enquanto muitos homens seguem à frente da operação de campo, muitas mulheres têm assumido a liderança da gestão, inovação e estratégia das propriedades.

Gestão é para todos os tamanhos de propriedade

Engana-se quem pensa que apenas grandes propriedades precisam de gestão profissional. A eficiência produtiva pode ser muito maior em pequenas áreas com alto valor agregado, como cafés especiais ou hortifrúti orgânicos, do que em grandes fazendas com baixa lucratividade.

Mais do que tamanho, o que importa é a eficiência da gestão e o planejamento estratégico com os recursos disponíveis.



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