Neil Redding diz que CEOs precisarão atuar como “maestros” na era da IA

O futurista Neil Redding afirmou, nesta terça-feira (13), durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), em São Paulo, que a inteligência artificial (IA) deve alterar a função das lideranças nas empresas. Segundo ele, a velocidade de execução da tecnologia pressiona estruturas corporativas e exige um modelo de gestão mais voltado à coordenação de capacidades humanas e digitais.
Redding, que se dedica ao estudo de tendências tecnológicas de curto prazo, apresentou o conceito de “clock drift”, expressão usada por ele para descrever o descompasso entre a velocidade de avanço da IA e o ritmo interno das organizações. Na avaliação do especialista, processos burocráticos e modelos hierárquicos podem dificultar a adaptação empresarial.
“A IA pode tornar a execução barata e rápida. Quando a execução supera a velocidade de decisão, a solução não é um controle mais rígido. É um tipo de liderança completamente diferente”, afirmou Redding durante o evento.
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Na explicação do futurista, a IA deixa de operar apenas como ferramenta de apoio e passa a participar mais diretamente dos fluxos de negócio. Com isso, o trabalho da liderança tende a se concentrar menos na supervisão individual de tarefas e mais na organização contínua entre equipes, sistemas automatizados e agentes inteligentes.
Redding comparou esse novo papel ao de um maestro. Segundo ele, cada profissional e cada sistema passa a desempenhar uma função específica, enquanto a liderança ajusta a atuação do conjunto de acordo com mudanças de contexto, capacidade e resultado.
Para o especialista, esse processo envolve monitorar competências em evolução, avaliar entregas, redistribuir responsabilidades entre humanos e máquinas e revisar padrões de interação. Nesse cenário, o risco para as empresas não estaria apenas na lentidão operacional, mas na manutenção de modelos de negócio inadequados para novas demandas.
Redding afirmou que a adaptação à IA dependerá da capacidade das companhias de revisar continuamente sua forma de operar. Não foram apresentados, na palestra, dados numéricos sobre produtividade ou adoção da tecnologia por setor específico.
Fonte: Estadão Conteúdo
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