terça-feira, maio 12, 2026

Autor: Redação

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Trigo: mercado segue travado



No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam com moagem reduzida



No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam com moagem reduzida
No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam com moagem reduzida – Foto: Canva

O mercado de trigo no Sul do Brasil permanece em compasso de espera, com moinhos abastecidos e cautela nas compras. Segundo a TF Agroeconômica, os preços do trigo argentino spot em Rio Grande estão em US$ 272 por tonelada, nacionalizado, o que equivale a cerca de R$ 1.465,56 posto no porto, mais frete até o interior.

No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam com moagem reduzida e alegam margens apertadas. As compras estão focadas em atender a demanda imediata, com preços variando conforme a qualidade e a localização do produto. Negócios pontuais acontecem em torno de R$ 1.300 para trigo de boa qualidade, embarque em agosto e pagamento em setembro. Já o trigo local segue sendo oferecido a R$ 1.380 posto moinho em Porto Alegre e Serra, e R$ 1.350 no centro do estado. O preço da pedra em Panambi está estável em R$ 70,00 por saca.

Em Santa Catarina, o cenário também é de lentidão. O mercado está praticamente parado, e o trigo gaúcho ainda é amplamente ofertado entre R$ 1.330 e R$ 1.360 FOB, o que impede valorização. O trigo importado via Paranaguá segue mais competitivo do que o paranaense. Na safra nova, há relatos de queda de até 20% na venda de sementes e a Conab estima redução de 6,3% na produção catarinense. Os preços da pedra variam entre R$ 72,00 e R$ 79,00 por saca, conforme a região.

No Paraná, o mercado segue travado, com moinhos pausando operações diante da demanda fraca. O trigo tipo 1 é pedido a R$ 1.500 FOB, mas compradores ofertam R$ 1.450 CIF. Trigo importado argentino e paraguaio é ofertado entre US$ 271 e 278 a depender do porto. A média de preços pagos aos agricultores subiu levemente para R$ 77,19, com margem de lucro estimada em 4,98%, acima do custo médio de produção de R$ 73,53 segundo o Deral.

 





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Investimentos brasileiros nos EUA cresceram 52,3% em uma década, diz CNI



Mapeamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que ao menos 70 empresas brasileiras mantêm investimentos produtivos em 23 dos 50 estados americanos. Segundo os dados divulgados na quinta-feira (24) os investimentos brasileiros em solo norte-americano alcançaram um estoque de US$ 22,1 bilhões em 2024, uma alta de 52,3% em relação a 2014. Os números mostram ainda que, entre 2020 e 2024, empresas brasileiras anunciaram mais de US$ 3,3 bilhões em novas operações no território americano.

Alimentos e bebidas, com 28%; plásticos, com 12,4%; produtos de consumo, com 9,8%; software e serviços de TI, com 9,6%; e metais, com 9,3% são os setores que lideram os investimentos brasileiros nos EUA.

Entre os estados americanos com maior número de empresas brasileiras com plantas produtivas estão a Flórida, com 12; a Georgia, com sete; Michigan, Minnesota, Missouri, Nova York, aparecem depois com seis empresas cada; e o Tennessee e o Texas, com cinco.

“O estudo revela que nos últimos cinco anos (2020-2025), 70 empresas brasileiras anunciaram projetos nos EUA, com destaques para JBS (US$ 807 milhões), Omega Energia (US$ 420 milhões), Companhia Siderúrgica Nacional (US$ 350 milhões), Bauducco Foods (US$ 200 milhões) e Embraer (US$ 192 milhões)”, informou a CNI.

Investimentos

O documento traz também informações sobre investimentos anunciados por nove empresas brasileiras nos primeiros cinco meses de 2025.

Entre os destaques estão a Embraer, com a implantação de um centro de manutenção no Texas, com investimentos previstos de US$70 milhões e geração de 250 empregos. A JBS, que anunciou uma nova planta em Iowa, com aporte de US$ 135 milhões e 500 empregos diretos, e a Sustainea, parceria da Braskem com a japonesa Sojitz, com um investimento previsto de US$ 400 milhões no estado de Indiana.

O mapeamento mostra que 2.962 empresas brasileiras têm investimentos diversos nos EUA. Na avaliação da confederação, os números reforçam a forte integração econômica entre as duas economias.

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“Essa é a prova de que o setor produtivo brasileiro vê na integração com os Estados Unidos muito mais que comércio: vê parceria. O avanço dos investimentos de ambos os lados, ao longo dos anos, reforça o caráter complementar e os benefícios mútuos dessa relação”, afirmou o presidente da CNI Ricardo Alban.

Por outro lado, o mapeamento mostra que, no mesmo período, 186 empresas norte-americanas anunciaram novos negócios no Brasil. Entre as principais companhias estão Bravo Motor Company (US$ 4,3 bilhões), Microsoft (US$ 3 bilhões), CloudHQ (US$ 3 bilhões), Amazon.com (US$ 2,8 bilhões) e New Fortress Energy (US$ 1,6 bilhão).

“No que se refere a investimentos anunciados, de 2015 a 2025, os setores mais atrativos para os investidores dos EUA em território brasileiro foram: comunicações (31,0%), montadoras de automóveis (13,5%), carvão, petróleo e gás (11,4%), serviços financeiros (10,9%) e energias renováveis (7,1%)”, disse a CNI.



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Após Austrália retirar restrições, Trump diz que venderá ‘muita carne bovina’ para o país



Donald Trump, afirmou que o país venderá “muita carne bovina” para a Austrália após o governo australiano anunciar na quinta-feira (24) a flexibilização das restrições à importação desse produto. Trump celebrou a medida como prova de que a carne americana é a “mais segura e a melhor do mundo” e avisou que outros países que rejeitam a carne dos EUA “estão avisados”. Essa decisão australiana, no entanto, não deve aumentar significativamente as exportações americanas, pois a Austrália é um dos maiores produtores e exportadores de carne bovina do planeta, além de praticar preços mais baixos.

Historicamente, a Austrália restringe as importações de carne dos EUA desde 2003 devido a
preocupações com a encefalopatia espongiforme bovina (BSE), conhecida como “mal da vaca louca”. Em 2019, o país passou a aceitar carne proveniente de animais nascidos, criados e abatidos nos Estados Unidos, mas poucos exportadores conseguiam comprovar que o gado não havia transitado por Canadá ou México. O governo australiano agora argumenta que os mecanismos de rastreabilidade e controle dos EUA evoluíram o suficiente para permitir a importação de carne de bovinos originados nesses países e abatidos em território americano.

Autoridades australianas enfatizam que a decisão não está relacionada a negociações
comerciais, mas resulta de uma avaliação técnica dos padrões de biossegurança dos Estados
Unidos ao longo de vários anos. Por outro lado, Trump e representantes do setor agropecuário americano celebraram o relaxamento das barreiras como uma “vitória” para os produtores dos EUA e uma redução de obstáculos injustificados ao livre comércio de carnes.

Apesar das garantias do governo sobre a preservação da biossegurança, a flexibilização
gerou críticas e preocupações na oposição e no setor agrícola australiano. O temor é de que a medida aumente o risco de entrada de doenças e pragas prejudiciais à pecuária local. O ministro da Agricultura da oposição, David Littleproud, questionou se o governo estaria sacrificando padrões rigorosos apenas para agradar a Trump ou facilitar algum encontro bilateral.

No pano de fundo, a troca comercial entre os dois países continua desigual: em 2024, a
Austrália exportou cerca de 400 mil toneladas de carne bovina aos EUA, totalizando US$ 2,9
bilhões, enquanto apenas 269 toneladas de carne americana seguiram para território australiano.

Além do debate sobre carne, a relação comercial se mantém tensa por causa de tarifas americanas sobre certos produtos australianos, de 10% em geral, 50% sobre aço e alumínio, e pela ameaça de Trump de impor tarifas ainda mais altas sobre medicamentos.



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Agricultores familiares colhem renda e sustentabilidade



Julho é o mês de homenagear quem transforma a terra com as próprias mãos. Hoje (25), celebra-se o Dia Internacional da Agricultura Familiar, criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para reconhecer a importância desses agricultores na segurança alimentar, geração de renda e preservação ambiental.

Em Congonhinhas, Paraná (PR), Heloísa de Fátima da Silva Campos, decidiu, junto com o marido, mudar a vida da família. “Nós começamos a produzir hortifruti. E a nossa principal renda era o morango, e depois a gente plantou tomate, abobrinha, pepino, alface, repolho”, conta.

Técnica em agropecuária e administradora com ênfase em agronegócios, Heloísa apostou na produção consciente. “A gente decidiu cultivar a terra realmente e aprendeu a nutrir a planta para que ela não precisasse de veneno.”

Atualmente, a propriedade de Campos é toda certificada como orgânica. “Com a certificação a nossa vida mudou em relação ao ganho mesmo, a rentabilidade, porque a gente conseguiu agregar valor de até 70% dentro dos nossos produtos. Certificado é realmente rentável, sim.”

Diversificação é a força da pequena área

Além dos hortifrútis, o casal cultiva milho, feijão, mandioca, abacate, berinjela, batata-doce, cenoura e beterraba. “Daí surgiu a oportunidade da gente começar a produzir cebola e alho. E para nós passou a ser muito rentável”, explica Campos.

No último plantio, foram 5 mil metros de alho — cerca de 10 mil quilos colhidos. O milho plantado é especial: “É um milho que vai ficar verde por mais tempo, e, além disso, eu também tenho valor agregado para vender ele seco.”

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Organização e qualidade de vida no campo

Com clientes em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Curitiba, Heloísa mantém tudo bem planejado.

“Nós temos uma programação de plantio em relação à nossa comercialização porque nós já temos os nossos clientes e nós programamos essa comercialização junto com eles.”

Além disso, o cuidado com o futuro também é uma prioridade: “Tenho dois filhos. E eu preciso que eles entendam o quanto é importante a gente produzir de maneira sustentável. A natureza não se regenera sozinha para sempre”, diz a produtora.

Para colher tantos bons produtos, Campos ressalta que recebe assistência: “o Sebrae/PR nos oferece assistência técnica na agricultura — do campo à comercialização —, entrando na gestão financeira. Tudo isso agrega muito valor ao município e, principalmente, à nossa propriedade, que é de agricultura familiar.”

A história de Heloísa de Fátima da Silva Campos, mostra que a agricultura familiar, é fundamental. Com técnica, amor e visão, ela cultiva mais que alimentos: planta consciência, colhe autonomia e inspira um futuro sustentável.



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Expectativa para o IPCA-15 de julho e turbulências nos EUA: ouça o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a cautela dos mercados diante da escalada protecionista dos EUA e das críticas de Trump ao Fed.

O Ibovespa caiu 1,15%, aos 133 mil pontos, pressionado por ações ligadas ao consumo. O dólar fechou estável, a R$ 5,52, enquanto juros futuros subiram.

Hoje, o destaque é o IPCA-15 de julho, além de dados de transações correntes e decisões da Aneel.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Algodão brasileiro identifica novos (e grandes) mercados


algodão brasileiro vive um momento estratégico no mercado internacional. Com crescimento constante da área plantada, estabilidade de oferta e foco em rastreabilidade e sustentabilidade, o Brasil pode ocupar ainda mais os espaços deixados por grandes concorrentes globais, como Índia, Austrália e Estados Unidos.

A avaliação é de Márcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que vê oportunidades concretas para o país se consolidar ainda mais como um dos principais fornecedores mundiais da fibra — posição reforçada pelo fato de o Brasil já ser o maior exportador global de algodão em pluma. 

“O Brasil é o único país que tem crescido constantemente porque tem clima e produtor com tecnologia para continuar no algodão mesmo em época ruim”, afirma. 

Segundo Portocarrero, três grandes movimentos internacionais abriram espaço para o algodão brasileiro ganhar mercado: a retenção da produção na Índia, a limitação de área na Austrália por escassez hídrica e as quebras de safra recorrentes nos Estados Unidos.

Mercados em retração e brechas de exportação:

“A maior oportunidade que nós tivemos foi a Índia, que plantava e exportava, mas passou a consumir tudo internamente. Depois veio o problema da água na Austrália, que estagnou em 600 mil hectares. E, por fim, as quebras de safra nos Estados Unidos.” 

Ao lado dessas, ele destaca uma quarta oportunidade, que considera ainda mais promissora — embora difícil de mensurar. 

“Nós temos uma grande oportunidade que não é mensurável, que é de ser o maior produtor de algodão sustentável do mundo.”

Ataque ao sintético: nova frente da estratégia global

Para além dos gargalos dos concorrentes, a Abrapa aposta numa virada de percepção do consumidor global: convencer o público a substituir tecidos sintéticos por fibras naturais. A ideia é que, ao optar por produtos biodegradáveis e renováveis como o algodão, o consumidor também reforce uma cadeia mais limpa, rastreável e ética.

“Tem o consumidor que vai na loja e não quer contribuir para comprar um produto que tenha sido produzido com gestão ambiental irregular ou com trabalho análogo ao escravo. Isso é algo que a gente certifica aqui”, destaca. 

Com apoio da ApexBrasil, a Abrapa iniciou um trabalho estruturado de comunicação internacional para reposicionar o algodão brasileiro no centro das escolhas do consumidor global. 

A estratégia envolve ações de imagem, sustentabilidade e rastreabilidade, com foco em mostrar os benefícios ambientais da fibra natural em comparação aos sintéticos. Consultores europeus especializados atuam em cidades como Milão e Amsterdã, em articulação com varejistas e grandes marcas.

Além disso, a entidade tem promovido o diálogo com produtores americanos e australianos para formar uma frente unificada a favor do algodão natural.

“Estamos começando esse grande trabalho de convencer o consumidor a migrar do sintético para o algodão, voltar para o algodão. Esse é o grande desafio.”

Ofensiva robusta

ofensiva da Abrapa se apoia não apenas em diferenciais técnicos, mas em um discurso ambiental e ético robusto. Portocarrero destaca que os tecidos sintéticos, além de não permitirem economia circular, são derivados de fontes não renováveis e responsáveis por danos crescentes à saúde e ao meio ambiente. 

“Essa tendência do consumidor pelo sintético não permite a renovação da matéria-prima. E isso o algodão permite. Se estão preocupados com o meio ambiente, com o aquecimento global, com contaminação de águas, com microplásticos — que já estão até nas nossas veias —, têm que voltar a consumir produtos naturais, como algodão, cânhamo, celulose e outras fibras sustentáveis.”

Segundo ele, essa é a oportunidade imediata de crescimento: reposicionar o algodão como a alternativa natural e confiável, diante de uma sociedade cada vez mais consciente. 

“Tem mercado. O consumo de sintético no mundo é muito maior que o do algodão. Se a gente conseguir entrar com 30% nesse mercado, permite que todo mundo cresça junto.” 

Portocarrero reforça ainda que, diferentemente de países como Estados Unidos e Austrália — que apenas exportam o algodão bruto —, o Brasil reúne matéria-prima e indústria no mesmo território. 

“A Austrália não tem indústria. Os Estados Unidos também não. O único país que produz algodão e tem indústria local é o Brasil. Isso é mais uma vantagem que a gente tem.” 

Ele lembra que até mesmo países com tradição na fibra, como o Egito, complementam sua produção com o algodão brasileiro. 

“Aquele algodão fio egípcio, na verdade, é blend com o nosso algodão. Eles não produzem nem 20% do que vendem. A Índia também já consome tudo internamente. Quando falta lá, compram da gente.” 

O foco da Abrapa também se volta à Ásia, onde estão os maiores polos industriais do setor têxtil — como China, Vietnã, Coreia do Sul, Bangladesh, Turquia e Egito. 

“Qualquer movimento de crescimento do consumo nesses países muda completamente o jogo. Se o cidadão chinês resolver comprar mais roupa de algodão, a gente vai sair correndo para atender.” 

Na Europa, onde o discurso ambiental é mais presente, a Abrapa tem atuado para que o comportamento do consumidor seja coerente com os valores que defende. 

“Estamos com uma base lá justamente para tirar o sintético da vida deles. A gente quer ajudar o consumidor europeu a alinhar discurso e prática.” 

Liderança em rastreabilidade e certificações

Outro trunfo da cotonicultura nacional é a rastreabilidade completa — da semente ao guarda-roupa. O Brasil é o único país que oferece essa garantia, com certificações ambientais e sociais exigidas por grandes marcas globais.

 “Hoje, 43% do algodão certificado que circula no mundo é nosso. E só o Brasil entrega essa rastreabilidade da lavoura até a peça de roupa. Isso ninguém mais tem.” 

Portocarrero cita que empresas como Adidas, Renner, C&A e Reserva já aderiram ao modelo. Com uso de QR codes nas etiquetas, o consumidor pode acessar, em tempo real, o talhão onde o algodão foi plantado, o mapa da fazenda e até a história do produtor.

Assim, do campo ao guarda-roupa, o algodão brasileiro quer se firmar como sinônimo de qualidade, rastreabilidade e responsabilidade.





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Exportação de hortigranjeiros cresce 28% no semestre


A maior oferta de produtos como cenoura, batata, cebola e folhosas nos principais mercados atacadistas do país contribuiu para a queda dos preços médios em junho. A avaliação consta no 7º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta terça-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o levantamento, o movimento de queda foi observado em hortaliças e frutas. “Depois de um movimento de alta desde o início do ano, os preços da cebola em junho apresentaram reversão”, aponta o boletim. A maior retração percentual ocorreu em Pernambuco, com 26,37%. Apenas em Santa Catarina os preços subiram. A Conab explica que esse comportamento está relacionado ao aumento da produção em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia, o que eleva a oferta e reduz os custos logísticos.

Para a batata, a intensificação da safra de inverno impulsionou a queda nos preços, com destaque para as regiões produtoras de Araxá (MG), São João da Boa Vista (SP) e Cristalina (GO). A maior redução foi registrada no Rio de Janeiro. Já no caso da cenoura, mesmo com menor oferta em junho, o volume disponível nas Centrais foi suficiente para pressionar os preços para baixo.

A alface também apresentou redução nos preços médios. A Conab atribui essa queda à “diminuição da demanda, normal nessa época do ano, motivada por temperaturas inferiores”. Em relação ao tomate, o mercado teve comportamento irregular: enquanto Fortaleza registrou alta de 36,2%, Rio Branco teve queda de 17,56%. Segundo a Conab, “a maturação mais lenta do tomate, por causa das baixas temperaturas ou até geadas nas principais regiões produtoras, reduziu a oferta”. Ao mesmo tempo, o frio também impactou negativamente a demanda.

Nas frutas, banana, laranja, mamão e melancia apresentaram retração nos preços. A banana nanica teve maior volume comercializado durante o mês, o que levou à redução das cotações. Apenas no final de junho os preços começaram a subir. Já a banana prata, com menor oferta, manteve-se mais cara ao longo do período.

O boletim também destaca que a laranja teve nova queda de preços “em quase todas as Ceasas”, com aumento na oferta de variedades precoces e tardias. A demanda retraída, associada à concorrência com a mexerica poncã, contribuiu para a desvalorização. A melancia seguiu a mesma tendência, com queda nas cotações impulsionada pela combinação de frio nos centros consumidores e boa oferta.

O mamão teve redução na disponibilidade das variedades papaya e formosa. Ainda assim, a média ponderada de preços teve variação negativa de 1,7%, “devido à menor procura pela fruta”. Por outro lado, a maçã foi a única entre os itens analisados a registrar aumento de preços. “Mesmo com demanda baixa, vários mercados reagiram com elevação de preços, por conta do controle de oferta executado pelas classificadoras e do aumento das importações”, explica o boletim.

No primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou 559,84 mil toneladas de hortigranjeiros, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2024. O faturamento foi de US$ 646,2 milhões (FOB), valor 16% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado. Os principais estados exportadores foram Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo e Pernambuco. Já os principais destinos foram Bélgica, Países Baixos, Estados Unidos, Reino Unido e China.

A edição de julho do boletim também trouxe destaque para o projeto “Ceasa Verde”, iniciativa voltada à destinação correta dos resíduos gerados nas Centrais de Abastecimento, alinhada aos princípios da economia circular.

Os dados do Prohort são coletados nas Centrais de Abastecimento de São Paulo e Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Curitiba (PR), São José (SC), Goiânia (GO), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC), responsáveis por grande parte da comercialização dos hortigranjeiros no Brasil.





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Para Instituto Aço Brasil, aumento tarifário dos EUA pode inviabilizar a exportação de aço e alumínio


A diretora de assuntos institucionais do Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, avaliou nesta quinta-feira (10) que a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros “inviabilizará a exportação de aço e alumínio”. Ela discutiu o tema em reunião da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados.

Yuan disse que ainda não está esclarecido se a tarifação é cumulativa. Se for o caso, o setor de aço e alumínio, que já paga tarifa de 50%, arcaria com mais 50%.  “O que dobra a nossa preocupação literalmente, porque se 50% já era uma tarifa elevadíssima e praticamente impeditiva de exportação, a de 100% inviabilizará a exportação do aço e alumínio”, reforçou a executiva, frisando que o faturamento anual da indústria do aço é da ordem de R$ 169 bilhões.

Balança comercial

Ela destacou que, ao contrário do que alegou Trump, a balança comercial Brasil e Estados Unidos é superavitária para os norte-americanos. Em 2024, conforme a executiva, o Brasil exportou 2,3 bilhões de dólares em produtos de aço e importou dos Estados Unidos 1,4 bilhão de dólares em carvão e 3,9 bilhões de dólares em máquinas e equipamentos.

Desvio de comércio

Outro efeito da guerra tarifária, segundo Cristina Yuan, é o desvio de comércio, que pode resultar no escoamento do aço chinês a preços abaixo da média mundial para o mercado brasileiro. “Isso vai matar a indústria siderúrgica nacional, porque não vamos conseguir competir com preços subsidiados”, afirmou.

Atualmente, a China responde por mais de 66% das importações de aço do País.

Ao ressaltar a competitividade chinesa na cadeia produtiva do aço, Yuan frisou que a produção anual de aço no Brasil equivale a 12 dias de produção de aço na China.

Falta de clareza

O representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Alves Brandão, apontou “falta de clareza” no anúncio das novas tarifas. Ele estima que o aumento tarifário vai reduzir em 40% o valor das exportações de aço e alumínio aos Estados Unidos.

As tarifas, explicou, alcançam 350 mercadorias abrangendo desde aço semimanufaturado até latas de cerveja, utensílios domésticos e peças para aviões e automóveis.

Acesso a mercados

O representante da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Pedro Henrique Macêdo, apontou queda nas exportações para o mercado norte-americano de 25% de produtos de alumínio, se comparado ao primeiro semestre de 2024. Dentre esses produtos, os laminados de alumínio, principal item exportado, foi o mais impactado com queda de 50% no volume de exportação.

“Ainda não sabemos se as novas taxas serão cumulativas ou não, mas é fato que a indústria já vem sofrendo no atual cenário”, disse. Ele reforçou que o setor conta com a atuação do governo para garantir as melhores condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional.

Lei da Reciprocidade

A deputada Jack Rocha (PT-ES), que solicitou a audiência, defendeu o uso da Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao governo brasileiro adotar contramedidas em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.

“Acredito que o governo, assim como esta Casa, diante da gravidade do tarifaço, tem que se debruçar sobre uma saída que não venha a prejudicar as empresas e sobretudo os trabalhadores”, disse.

 





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Congresso reage a tarifas dos EUA em defesa da economia



Motta e Alcolumbre defendem diálogo, equilíbrio e firmeza


Foto: Pixabay

Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, deputado Hugo Motta e senador Davi Alcolumbre, afirmaram em nota conjunta à imprensa que o Congresso Nacional está pronto para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da economia brasileira, do setor produtivo e da proteção dos empregos, diante das tarifas impostas aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

Para eles, a decisão dos Estados Unidos deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial. “O Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos. Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania”, diz a nota.

Leia a nota na íntegra:

A decisão dos Estados Unidos de impor novas taxações sobre setores estratégicos da economia brasileira deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial.

O Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos. Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania.

Estaremos prontos para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da nossa economia, do nosso setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros.”

Davi Alcolumbre

Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional

Hugo Motta

Presidente da Câmara dos Deputados

 





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15º Ciclo de Conscientização no RS reúne 880 participantes e segue para SC e PR


 Com grande participação e engajamento do público, os dois primeiros seminários do 15º Ciclo de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente reuniram 880 pessoas nos municípios de Gramado Xavier e Vale do Sol, no Rio Grande do Sul, nos dias 22 e 23 de julho. Promovido pelo SindiTabaco e empresas associadas, com apoio da Afubra, o evento agora segue para Paraná e Santa Catarina na próxima semana.

Voltado a produtores de tabaco, agentes de saúde, educadores, conselheiros tutelares e lideranças locais, o ciclo promoveu reflexões sobre trabalho decente no campo, uso seguro de defensivos agrícolas, cuidados durante a colheita e, principalmente, a proteção da infância e da adolescência nas propriedades rurais.

“O Ciclo de Conscientização, iniciado há 15 anos, tem como objetivo reforçar a orientação que as empresas associadas transmitem aos seus produtores integrados, com o objetivo de cumprir a legislação vigente, mas também para atender às exigências dos nossos clientes internacionais. Seguimos alinhados com a representação dos produtores para manter a produção sustentável que, junto com a qualidade do nosso produto, fez do Brasil o maior exportador de tabaco dos últimos 30 anos”, afirmou Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco.

De maneira lúdica e interativa, os temas foram abordados através do podcast encenado “Vida no Campo”, da Companhia de Teatro Espaço Camarim, que transformou o conteúdo técnico em informação acessível e envolvente para os participantes, a grande maioria produtores de tabaco.

“O fumicultor, quando convocado, ele se apresenta e está sempre aberto para aprender, para, cada vez mais, melhorar a sua propriedade. É na casa do produtor que começa a qualidade do tabaco brasileiro. Mas, qualidade não é somente a folha do tabaco cultivada com todos os cuidados; mas também, é a responsabilidade com as crianças e adolescentes e sua educação, com os cuidados com a saúde e segurança do produtor e sua família e com o trabalho decente. E estes ciclos são fundamentais para nos trazer as informações que fazem da cadeia produtiva do tabaco tão organizada”, disse o presidente da Afubra, Marcilio Drescher.

PRÓXIMOS ENCONTROS

29 de julho, 8h – Ipiranga (PR)

Local: Clube Asdecope

30 de julho, 8h – Imbituva (PR)

Local: Centro de Eventos Rufinos

31 de julho, 8h – Irineópolis (SC)

Local: Sociedade Recreativa e Cultural de Irineópolis

1º de agosto, 8h – Mafra (SC)

Local: Espaço Álamos





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