segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

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Produção de algodão une histórias de fibra no Oeste da Bahia


A Bahia já colheu cerca de 40% da safra de algodão 2024/25. Considerada de alta qualidade, a fibra produzida no estado tem uma trajetória marcada por desafios, mas também de resiliência dos produtores, especialmente da região Oeste, onde a cotonicultura se consolidou como uma das mais relevantes do país e do mundo.

No município de Barreiras, a artesã Rosanete Reis conta parte da história da cultura por meio de bonecos feitos com sementes de jatobá, vestidos com peças de algodão.

As figuras homenageiam os trabalhadores de quando, há décadas, a colheita era 100% manual. 

“É isso que a gente quer trazer, a história e manter ela viva, porque não pode apagar como tudo começou.Coletado um a um, colocado nos cestos e levados para a sede das fazendas, e assim, a gente sabe que as culturas antigamente eram diferentes das de hoje. Hoje a gente utiliza máquinas, antigamente não, a plantação era diferente. Então, tudo mudou muito”, afirma Rosanete.

Imagem: Felipe Carvalho/Canal Rural BA

Esses retratos do passado se conectam com a transformação da atividade agrícola no estado. Segundo o produtor e pesquisador Celito Breda, que veio à Bahia de Jacutinga, no Rio Grande do Sul, a cotonicultura no Oeste baiano começou no início do século XIX, impulsionada por iniciativas pioneiras como as do coronel Antônio Balbino. 

“Ele conseguiu colocar uma pequena descaroçadeira e uma tecelagem. Assim, deu início ao algodão aqui no Oeste”, conta.

A cultura passou por momentos difíceis, principalmente com a infestação do bicudo-do-algodoeiro, praga que quase dizimou a produção tradicional.

A virada veio nos anos 1990, com a introdução do algodão anual, mecanizado, e o fortalecimento da pesquisa e do investimento por parte dos produtores. 

“Esse tipo de algodão, que não era algodão anual, eram outras plantas arbóreas, e se colhia vários meses do ano, em várias etapas. Com o bicudo, esse algodão foi dizimado, e aí nós tivemos que introduzir, na década de 90, o algodão anual, mecanizado, Upland, que temos hoje aqui. No primeiro ano já arrancamos com 150 arrobas de média. No terceiro ano, lá na Fazenda Mizote chegamos a 305 arrobas por hectare. Foi talvez a maior produtividade do Brasil em 1998”, recorda Breda.

Desafios e produtividade

De acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), nesta safra 2024/25, são mais de 413 mil hectares cultivados, um aumento de 20% em relação ao ciclo anterior.

A expectativa de produção é de 787,6 mil toneladas de algodão beneficiado — 14% acima do volume da safra passada.

Apesar disso, os primeiros resultados indicam uma produtividade menor: 1.783 quilos por hectare, o que representa uma queda de 6,5% em relação ao ciclo anterior. 

A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, atribui, neste primeiro momento, a redução à falta de chuvas em um período crítico do ciclo da planta, em março. 

“Ainda é cedo para falar de números gerais, mas acreditamos que as lavouras de sequeiro terão uma produtividade um pouco mais baixa”, explica.

Contudo, mesmo diante dos desafios, a qualidade da fibra baiana segue sendo reconhecida. Consultores do setor destacam a facilidade de comercialização do algodão da Bahia devido ao alto padrão do produto.

Na Fazenda São Francisco, foram plantados 18.200 hectares de algodão em sistema de sequeiro. A produtividade atual está em 328 arrobas por hectare, com expectativa de fechar acima de 330.

Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

“Com tecnologia, gestão e foco na fertilidade, conseguimos ter um saldo muito positivo nesta safra”, afirma Rafael Zacarias, diretor de produção da fazenda.

A Bahia se mantém como o segundo maior produtor de algodão do Brasil, atrás apenas do Mato Grosso. Um feito que reforça o potencial produtivo do estado e a importância da continuidade em boas práticas agrícolas.

Por fim, na agricultura uma premissa é certa: o passado te faz ser melhor no futuro e mais suave, como uma pluma de algodão.


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Com risco de tarifas, soja brasileira sente clima de incerteza



O mercado de soja iniciou a semana em clima de tensão: o clima favorável no cinturão agrícola dos Estados Unidos consolidou as expectativas de safra de soja recorde, com a derrubada das cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e traders em alerta.

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Segundo a plataforma Grão Direto, no Brasil, porém, o cenário foi diferente. Os preços internos mostraram força, sustentados por prêmios de exportação elevados e pela forte demanda internacional, especialmente da Ásia.

Outro fator que mexeu com os mercados foi a proximidade do prazo para a possível aplicação de tarifas de 50% pelos EUA sobre produtos brasileiros, medida que pode entrar em vigor a partir de 1º de agosto. Essa incerteza geopolítica adicionou um “prêmio de risco” às negociações, impulsionando a busca pela soja brasileira e aumentando a volatilidade do câmbio.

O que esperar da soja?

O grande ponto de atenção é o desfecho da disputa comercial entre Brasil e EUA. Qualquer sinal de acordo, adiamento ou efetivação das tarifas deve provocar fortes oscilações, especialmente no câmbio.

Além disso, o mercado segue de olho no clima americano. A continuidade das condições favoráveis deve manter a pressão sobre Chicago, mas qualquer sinal de problema nas lavouras pode trazer uma recuperação nas cotações.

No Brasil, a força da demanda externa e a sustentação dos prêmios nos portos continuarão sendo os principais aliados dos produtores para evitar uma queda mais acentuada nos preços.



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Cerro Azul conquista Indicação Geográfica com a tangerina ponkan


Nesta terça-feira (29), a tangerina ‘Ponkan de Cerro Azul’, no Vale do Ribeira, Paraná (PR), recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG) na categoria Indicação de Procedência (IP). O reconhecimento foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

Desde 2023, o município tornou-se a ‘Capital Nacional da Ponkan’. Atualmente, responde por cerca de 10% da produção da fruta no Brasil. Além disso, a conquista da IG, reflete o trabalho iniciado em 2021, com a união de mais de 130 produtores locais.

Para esta conquista, o processo envolveu diagnóstico técnico feito pelo Sebrae/PR, mobilização dos agricultores e apoio da Prefeitura, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e da Associação Vale da Ponkan.

“Todo este esforço trouxe não só o reconhecimento por meio da Indicação Geográfica, mas o fortalecimento do capital social dos produtores e da economia de Cerro Azul”, afirma Ivan Silva Evangelista, consultor do Sebrae/PR.

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Selo concedido pelo Inpi: Ponkan de Cerro AzulSelo concedido pelo Inpi: Ponkan de Cerro Azul
IP Cerro Azul. Foto: Divulgação: Inpi | ASN/PR

De acordo com o Inpi, este é o primeiro registro de IG para tangerina. A ‘Ponkan de Cerro Azul’ é doce e suculenta, com baixa acidez. Sua coloração mais alaranjada é influenciada pelas condições do solo e do clima da região.

A fruta tornou-se a sétima IG concedida ao Paraná em 2025. Com isso, o Estado passa a ter 21 Indicações Geográficas, empatando com Minas Gerais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar em queda pressiona preços do trigo com semeadura na reta final



Mercado segue com baixa liquidez




Foto: Canva

A semeadura do trigo caminha para a reta final no Brasil, e os produtores seguem com foco nas atividades de campo. Essa movimentação tem reduzido a oferta do cereal no mercado interno, enquanto compradores priorizam negociações com o mercado externo, o que mantém o ritmo lento nas vendas à vista no país.

De acordo com as informações divulgadas pelo Cepea, esse cenário contribui para uma liquidez reduzida no spot nacional. Além disso, a queda do dólar frente ao real na última semana pressionou ainda mais os preços do cereal no mercado disponível.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 19 de julho, cerca de 96,9% da área estimada para o plantio de trigo já havia sido semeada no país. O ritmo está em linha com o mesmo período de 2024 e também com a média dos últimos cinco anos. Apenas os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda não concluíram completamente o plantio.

Enquanto isso, a colheita já avança em Goiás e teve início em Minas Gerais, sinalizando que a safra começa a ganhar ritmo em algumas regiões. Com a colheita se aproximando nas demais áreas produtoras e o câmbio menos favorável às exportações, o mercado interno pode seguir pressionado nas próximas semanas.

A expectativa é de que, com o término da semeadura e o avanço da colheita, o cenário de comercialização possa mudar, especialmente se houver variações significativas nos preços internacionais e na taxa de câmbio.





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Após férias coletivas, tarifaço faz indústria da madeira iniciar demissões



O setor de madeira processada já tem sentido o efeito do tarifaça anunciado pelo presidente Donald Trump. Empresas têm colocado trabalhadores em férias coletivas e promovido demissões. De acordo com a Abimci ( Associação Brasileira de Indústrias de Madeira Processada Mecanicamente), o setor emprega 180 mil pessoas e exporta 50% da produção nacional para os EUA.

A Sudati, empresa de compensados e MDF, demitiu 100 funcionários de duas unidades localizadas no interior do estado do Paraná. Em nota, a empresa diz que as demissões foram motivadas pelo cenário de incertezas causado pelo tarifaço.

“O atual cenário econômico tem exigido das indústrias maior eficiência e resiliência a uma demanda mais retraída até a definição de início de vigência ou negociação de tais tarifas. Após cuidadosa análise, a medida se mostrou necessária para garantir o equilíbrio financeiro e a sustentabilidade da operação, sem comprometer os compromissos com clientes, fornecedores e parceiros”.

Férias coletivas

Outras empresas do setor têm trabalhadores em férias coletivas. É o caso da Brasilpine que tem 1500 dos 2500 empregados em férias coletivas. Em nota, o CEO da empresa, Eduardo Loges, disse que a decisão foi estratégica e tem como intenção a proteção de empregos e a continuidade da companhia a longo prazo.

O mesmo caminho foi adotado pela Millpar que decidiu dar férias coletivas de 15 dias a 640 funcionários da unidade de Guarapuava, na região dentral do Paraná. Todos os funcionários temporariamente afastados são do setor de manufatura de produtos exportados. Segundo a assessoria, a empresa cogita estender a medida a mais trabalhadores, a depender do desenrolar da situação nos próximos dias.

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Para a Abimci, é fundamental prorrogação do prazo para implementação da tarifa e a não aplicação de reciprocidade por parte do governo brasileiro

“Ressaltamos, a importância de um pedido de prorrogação do prazo para a implementação das tarifas — essencial para ajustes contratuais e logísticos —, assim como enfatizamos sobre a não aplicação da reciprocidade tarifária, que poderia ser interpretada como retaliação ao governo norte-americano, fato que certamente dificultaria ainda mais o diálogo”, diz trecho da nota da Abimci.



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Farelo recua e óleo de soja sobe em Mato Grosso



Os preços do óleo e do farelo de soja seguiram direções opostas na última semana em Mato Grosso, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Enquanto o óleo foi impulsionado pela demanda por biocombustíveis, o farelo recuou com maior oferta e menor procura regional.

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No cenário internacional, a cotação do óleo de soja na bolsa de Chicago (CME-Group) avançou 1,56%, encerrando a semana com média de US$ 56,06 por libra-peso. A alta reflete o otimismo com o consumo de biocombustíveis nos Estados Unidos. Já o farelo também teve leve valorização em Chicago, subindo 1,42% e fechando a US$ 286,14 por tonelada, apoiado na expectativa de compras pelas Filipinas, segundo o USDA.

Em Mato Grosso, o óleo de soja acompanhou o movimento externo e subiu 1,75%, sendo negociado, em média, a R$ 6.142,27 por tonelada. A valorização também reflete o aumento da demanda local pelo coproduto.

Por outro lado, o farelo de soja registrou queda de 0,41% na semana, com média de R$ 1.493,27 por tonelada. Segundo o Imea, o recuo está ligado à ampla disponibilidade do produto e à menor demanda na região.

As informações são do Boletim Semanal do Imea.



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Cadeia produtiva da citricultura está em alerta máximo, diz Seagri


Após relatos de descarte de laranjas em Rio Real (BA) e filas de caminhões carregados de laranjas em indústrias de Estância (SE) — municípios localizados na região da Sealba — , a Secretaria de Agricultura sergipana informou que tem se mobilizado e se reunido com entidades representativas dos produtores (Faese), da indústria (Fies) e outros entes do Estado ligados à cadeia produtiva.

Com a repercussão da reportagem, publicada pelo Canal Rural, por meio de nota, a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) afirmou que está em contato com toda a cadeia para discutir e levantar ações de enfrentamento aos impactos causados pela situação vivenciada pelos produtores de laranja em relação ao escoamento da produção, somada aos possíveis efeitos do anúncio de aumento das tarifas norte-americanas — apontadas por produtores como um agravante à crise.

Produtores da Sealba acumulam prejuízos com laranjas apodrecendo, Bahia, Sergipe
Foto: Reprodução/Internet

A Seagri classificou as dificuldades e os gargalos logísticos enfrentados pelas fábricas, especialmente no ciclo da citricultura, como inesperados, após um período virtuoso de produção, produtividade e exportação.

De acordo com a Associação Nacional das Indústrias Exportadoras de Sucos Cítricos, o setor de suco de laranja pode ter prejuízo de R$ 4,3 bilhões com o tarifaço.

Superávit comercial

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a safra de laranja de 2025 apresenta estimativa de crescimento de 10,4% (417.739 toneladas) em comparação com 2024 (378.462 toneladas).

O aumento se deve tanto à produção quanto à produtividade, com variação positiva de 10,6% no rendimento médio, tendência que deve se manter nos próximos anos, segundo a pasta.

Ainda de acordo com a Seagri, Sergipe alcançou superávit comercial com os Estados Unidos no primeiro semestre de 2025, com exportações que somaram US$ 54,5 milhões (cerca de R$ 303,5 milhões), o equivalente a 31,35% de toda a pauta exportadora estadual — tendo como destaque os sucos cítricos.

Por fim, com o anúncio das tarifas norte-americanas, a cadeia produtiva da citricultura está em alerta máximo, enfatizou o órgão.


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Alta no consumo de carne bovina torna os EUA dependente de importações



O consumo de carne bovina nos EUA superou sua produção em 996 mil toneladas, tornando o país dependente de importações para suprir sua demanda interna, seugndo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Entre os maiores países produtores, o Brasil se destaca com o maior saldo entre produção e consumo, de 3,69 milhões de toneladas, seguido pela Austrália, com um saldo mais modesto, de 1,94 milhões de toneladas.

Outras possíveis alternativas para abastecer o mercado norte-americano seriam o Paraguai e o Uruguai, cujos consumos internos são proporcionalmente menores, resultando no saldo entre produção e consumo de 480,00 mil e 425,00 mil toneladas, respectivamente.

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No entanto, de acordo com o Imea, esses países já possuem mercados consolidados, que absorvem parte significativa da sobra da produção. Ainda segundo a entidade , o preço da carne bovina produzida no Brasil continua sendo o mais competitivo entre todos os países mencionados.



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Operação do Mapa apreende 20 fetos de lhamas na fronteira com a Bolívia



Operação apreendeu 20 fetos mumificados de lhamas e 10 fetos de porcos em Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia. A ação foi realizada por auditores fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com servidores da Receita Federal do Brasil e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. O foco era o combate ao tráfico de produtos ilegais e de alto risco sanitário ao território brasileiro.

A operação começou na última sexta-feira (25) e foi concluída na segunda-feira (28), com ações concentradas no Posto Esdras, estradas vicinais e no Posto Lampião Aceso. Ao longo do final de semana, as equipes vistoriaram diversos veículos, ônibus de linha interestadual e cinco ônibus de turismo clandestinos.

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De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), os fetos de animais foram encontrados em bagageiros de ônibus clandestinos que seguiam em direção a São Paulo. Eles seriam destinados ao mercado esotérico em São Paulo, abastecido por integrantes da comunidade andina que realizam rituais no segundo semestre.

Porém, esses materiais representam uma séria ameaça à agropecuária nacional, pois podem introduzir agentes patogênicos e pragas de difícil erradicação no território brasileiro. Itens como batatas e pimentas também são frequentemente apreendidos pelos auditores, que conhecem as formas de ocultação das cargas irregulares. Segundo os especialistas, os volumes transportados vêm crescendo, de acordo com a demanda de bolivianos que vivem na capital paulista.

“As apreensões de fetos de animais, especialmente de lhamas, têm se tornado mais frequentes desde 2024 e preocupam muito os profissionais que atuam na linha de frente da fiscalização. São produtos que trazem um risco sanitário concreto à produção agropecuária e à saúde dos brasileiros. Os auditores fiscais federais agropecuários atuam de forma técnica e incansável para impedir a entrada dessas ameaças no País”, afirmou Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical.

Durante a operação, também foram apreendidas drogas. Com o auxílio de um cão de faro da Receita Federal, duas pessoas foram encaminhadas ao hospital local com suspeita de tráfico internacional de entorpecentes. Após exames de raio-X, foi constatado que os bolivianos, de 24 e 31 anos, haviam ingerido cerca de 100 cápsulas de substância análoga à cocaína, totalizando 2,2 quilos da droga. Após expelirem o material, ambos foram levados à Polícia Federal.

Além dos fetos e das drogas, as equipes apreenderam roupas, combustíveis e produtos fitossanitários transportados sem autorização dos órgãos de fiscalização competentes. O total foi estimado em cinco toneladas de mercadorias.



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preços baixos devem atrasar início da safra no Rio Grande do Norte



O início da safra de cebola em Baraúna, no Rio Grande do Norte, que iniciaria no final de julho, deve sofrer atraso frente aos baixos preços praticados no mercado. É isso o que apontam os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea. 

De acordo com colaboradores, o desenvolvimento dos bulbos tem se mostrado satisfatório, sem grandes problemas de qualidade. 

Apesar disso, a perspectiva é de uma oferta menor no comparativo com a de 2024. Resultado da brusca diminuição de área plantada em razão dos prejuízos e descapitalização dos produtores na última safra. 

Segundo pesquisadores, as preocupações são muitas quanto ao que se esperar da temporada atual, justamente pelo fato de a safra já se iniciar com preços baixos.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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