segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Agroquímicos viram moeda estratégica em pacto EUA-UE



“O que antes era técnico, tornou-se político”



"O  que antes era técnico, tornou-se político”
“O que antes era técnico, tornou-se político” – Foto: Canva

Em 27 de julho de 2025, Estados Unidos e União Europeia anunciaram um acordo comercial que estabelece uma tarifa geral de 15% sobre a maioria das importações europeias, mas, segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, alguns agroquímicos europeus foram isentados dessa cobrança na categoria de “Produtos Especiais”. Essa decisão reflete a complexa interdependência econômica entre as duas regiões, já que a UE é grande importadora de commodities agrícolas dos EUA, enquanto os americanos dependem das biotecnologias e insumos químicos europeus produzidos por gigantes como Bayer e BASF.

“A decisão final de isentar agroquímicos pelos europeus da tarifa, se confirmada, resulta da clara interdependência econômica e geopolítica existente hoje entre EUA e Europa. Embora a Corteva tenha fortalecido a autonomia produtiva americana, a realidade tecnológica permanece clara: boa parte da biotecnologia agrícola e dos insumos de alta complexidade ainda provém das fábricas europeias”, comenta.

Durante as negociações, Bayer e BASF pressionaram para evitar interrupções no fluxo desses insumos essenciais, enquanto o conglomerado americano Corteva Agriscience exerceu contrapressão, ameaçando tarifas mais severas. O acordo revela que agroquímicos deixaram de ser simples commodities industriais para se tornarem ativos estratégicos e peças-chave na segurança alimentar global.

“A grande lição estratégica do acordo EUA-UE para o agro é que os insumos químicos deixaram definitivamente o campo técnico e migraram para o centro da mesa geopolítica. Produtores, investidores e empresas precisarão, daqui para frente, acompanhar muito de perto esses movimentos de bastidores. O que antes era previsível tornou-se dinâmico, e o que antes era técnico tornou-se político”, conclui.





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Mais de 1.300 litros de bebidas irregulares são apreendidos pelo Ministério da Agricultura



Operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entre os dias 22 e 24 de julho apreendeu 1.368 litros de bebidas alcoólicas irregulares, incluindo cachaças, coquetéis e licores artesanais, em Morretes, na Região Metropolitana de Curitiva, Paraná.

A ação foi conduzida pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov/PR), com apoio da Prefeitura Municipal, e teve como alvo os produtores e os pontos de venda.

No comércio local, principalmente em feiras livres, foram identificadas bebidas sem origem conhecida, sem nota fiscal e com rotulagem fora dos padrões exigidos pela legislação.

De acordo com o órgão do Mapa, a operação flagrou algumas garrafas reutilizadas, sem qualquer controle de higiene, colocadas à venda.

Já entre os estabelecimentos produtores, dois foram autuados: um deles clandestino, sem registro no Mapa, e em condições precárias de higiene e estrutura; o outro, mesmo registrado, foi interditado por falhas sanitárias e uso de embalagens inadequadas. Em ambos os casos, os responsáveis foram autuados e responderão às medidas cabíveis.

O chefe do Sipov/PR, Fernando Mendes, conta que os produtos foram apreendidos cautelarmente. A Prefeitura de Morretes, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, atuará como depositária e, com acompanhamento da equipe do Mapa, será responsável pelo descarte ambientalmente adequado, a ser realizado conforme prevê a legislação vigente.

Segundo ele, a operação reforça a importância do controle sanitário e da valorização dos produtores que atuam de forma regular. “Nosso objetivo é proteger o consumidor, garantir a segurança dos alimentos e fortalecer a reputação da cachaça artesanal local”, afirmou.



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Sem citar Brasil, EUA estudam não aplicar tarifas para café, cacau, manga e abacaxi



O presidente dos EUA, Donald Trump, estuda aplicar tarifa zero para os alimentos que não são produzidos no país. A afirmação foi dada pelo secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, em entrevista à CNBC Internacional.

Para ilustrar o tema, ele citou café, cacau, abacaxi e manga. A afirmação pode ser vista como um alívio aos produtores brasileiros, visto que esses produtos estão entre os que o Brasil mais exporta aos EUA, tarefa que pode ser inviável com a implementação do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiros a partir de 1 de agosto.

No caso da manga, conforme a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), o Brasil vende cerca de 2.500 contêineres anualmente ao mercado norte-americano. Já quando o assunto é o café, 33% de tudo o que os norte-americanos consomem saem das lavouras de estados como São Paulo e Minas Gerais.

Apesar de não ter citado a laranja, o Brasil é o maior exportador de suco da fruta aos EUA, país que mais consome a bebida e cujo polo produtor, o estado da Flórida, não dá conta de suprir a demanda por ter tido a produção substancialmente reduzida nos últimos anos devido a problemas climáticos e ao enfrentamento do greening.

“O presidente incluiu que se você cultivar algo e nós não cultivarmos, isso pode chegar a zero. Portanto, se fizermos um acordo com um país que cultiva manga ou abacaxi, eles podem entrar sem tarifa. O café e o cacau seriam outros exemplos de recursos naturais”, comentou Lutnick.

Classificados como produtos naturais pelo secretário, ele reafirmou que a taxa de entrada aos EUA pode chegar a zero caso um acordo com os parceiros comerciais seja firmado. Durante a entrevista à CNBC, o membro da Casa Branca falou que o país fechará todos os acordos tarifários até sexta-feira, dia em que as tarifas entrarão em vigor.

Mesmo não tendo citado o Brasil, Lutnik ressaltou que o 1 de agosto vale para todos os países, exceto para a China, visto que as negociações com os asiáticos acontecem de forma separada.

“Para o restante dos países, as coisas precisam ser definidas até sexta-feira. E sexta-feira não está muito longe”, enfatizou.

De acordo com ele, nesta seara, Trump fez apenas um pedido para fechar os acordos comerciais: ter os “mercados totalmente abertos”.

Economistas criticam as tarifas voltadas ao Brasil, país que os EUA mantém superávit comercial. Apenas no 1º semestre de 2025, a relação entre os dois países pendeu positivamente em US$ 1,7 bilhão para os norte-americanos, aumento de cerca de 500% em comparação com o mesmo período de 2024, conforme levantamento da Amcham Brasil.



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Terras raras podem ser trunfo brasileiro nas negociações sobre o tarifaço



Em meio ao anúncio do tarifaço por Donald Trump, os norte-americanos sinalizaram interesse nas jazidas brasileiras de terras raras, um grupo de minerais essenciais para a produção de tecnologias avançadas e sustentáveis.

Segundo o engenheiro ambiental e professor da Universidade Estácio, Robson Costa, esses elementos são considerados estratégicos e despertam o interesse de grandes potências justamente por sua aplicação em setores como energia limpa e defesa.

“São 17 elementos com propriedades magnéticas, ópticas e térmicas que os tornam fundamentais para a fabricação de baterias, motores de carros elétricos e turbinas eólicas. Eles são a base dos chamados “minerais verdes”, ou seja, matérias-primas essenciais para a transição energética e para o desenvolvimento sustentável”, explica o professor.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Costa destaca que o Brasil detém uma das maiores reservas de terras raras do mundo, mas ainda depende de outros países, principalmente da China, para o processamento desses minerais.

“Temos cerca de 18% das reservas mundiais de terras raras, mas apenas 1% é processado aqui. Hoje, quase tudo que extraímos é enviado para a China, que responde por 85% do processamento global. Isso mostra como ainda somos exportadores de matéria-prima, com pouco valor agregado”, afirma.

Para ele, esse cenário precisa mudar com políticas públicas que incentivem não só a mineração, mas também o processamento e a industrialização local desses materiais.

“Não podemos continuar como uma colônia exportadora. É preciso agregar valor aos nossos recursos naturais. O Brasil precisa investir em tecnologia e criar condições para dominar a cadeia produtiva das terras raras”, defende Costa.

O interesse dos EUA nas reservas brasileiras ocorre em um contexto de disputa comercial com a China, que hoje domina a produção e o processamento global desses minerais. Para Costa, esse fator pode ser usado como carta estratégica nas negociações envolvendo o tarifaço.

“Os EUA têm pressionado o Brasil para ter acesso a essas jazidas justamente porque buscam diversificar fornecedores e reduzir a dependência da China. Isso pode ser um ponto de vantagem para o Brasil nas conversas sobre o aumento de tarifas sobre nossas exportações” avalia.

Sustentabilidade

Apesar do potencial econômico e estratégico, a exploração de terras raras exige cuidados rigorosos devido aos impactos ambientais que pode causar.

” Esses minerais, apesar de essenciais, possuem um grau de radioatividade. Sua extração envolve o uso de ácidos fortes, como sulfúrico e clorídrico, que podem contaminar lençóis freáticos e causar poluição atmosférica, incluindo chuva ácida. O passivo ambiental pode ser elevado se não houver controle”, alerta Costa.

Ele ressalta que o país precisa avançar em tecnologia e legislação ambiental para garantir uma exploração sustentável.

” É fundamental que o Brasil desenvolva tecnologias limpas, tenha uma legislação rigorosa e adote práticas responsáveis. Precisamos garantir que os impactos da extração não recaiam somente sobre nós. É preciso mitigar os danos e fazer uma exploração coerente e ambientalmente correta”, afirma.

Reservas

Atualmente, as principais jazidas de terras raras no Brasil estão localizadas na região Nordeste, especialmente no estado do Piauí.

“A maior concentração está no Piauí, mas também há reservas em Minas Gerais e, recentemente, foram identificadas áreas próximas ao litoral do Rio Grande do Sul. Há ainda indícios na bacia amazônica, embora a extração ali seja mais limitada”, informa Costa.




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Richard Rasmussen estreia programa sobre o agro no Canal Rural e BR IN TV


O biólogo e comunicador Richard Rasmussen estreia, no dia 5 de agosto, uma nova fase na TV com o programa Agro: A Verdade. A atração será exibida gratuitamente nas TVs conectadas por meio das plataformas Fast do Canal Rural e do BR IN TV, marcando a chegada do apresentador a esse novo modelo de distribuição de conteúdo.

Conhecido nacionalmente por séries como Aventura Selvagem e Mundo Selvagem, Rasmussen agora volta seu olhar para o agronegócio brasileiro. Em seu novo programa, ele apresenta a força do campo com reportagens que revelam curiosidades, inovações e os bastidores da produção agropecuária. A proposta é mostrar o setor de forma próxima, humana e envolvente, valorizando quem vive e trabalha na terra.

Os episódios reúnem uma seleção das principais reportagens realizadas pelo apresentador sobre agricultura e pecuária, explorando a relação entre natureza e produção de alimentos. A linguagem direta e o estilo aventureiro de Rasmussen prometem atrair tanto o público rural quanto o urbano.

A escolha das plataformas Fast (Free Ad-supported Streaming TV) segue uma tendência crescente de consumo de conteúdo gratuito e sob demanda em smart TVs. O programa será exibido nas TVs Samsung, LG e TCL, com sinal disponível nos seguintes canais:

“A chegada do Richard Rasmussen é um marco em nossa estratégia de valorizar as TVs Conectadas”, afirma Jaqueline Silva, diretora de Programação do Canal Rural e do BR IN TV. “Estamos vivendo uma revolução na forma de consumir conteúdo, e queremos oferecer produções premium, informativas e conectadas com o agronegócio brasileiro”, complementa.

Além do novo programa de Rasmussen, o BR IN TV vem ampliando seu portfólio de conteúdos. Nas últimas semanas, estreou Contando Histórias, com André Marques, e transmitiu ao vivo os festejos juninos de Caruaru e Aracaju, dois dos maiores do país.

Confira a programação de estreia, no dia 5 de agosto:

  • No Canal Rural – 10h30 e 16h30
    Onde assistir em Fast: TVs Samsung (2081), LG (136) e TCL (3375)
     
  • No BR IN TV – 8h30, 16h30 e 23h30
    Onde assistir em Fast: TVs Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380)

Agro: A Verdade terá episódios inéditos às terças e sextas-feiras, com reprises diárias nas plataformas Fast.



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Ajuda do governo federal aos setores impactados por tarifaço deve ser limitada e durar pouco



O governo federal finalizou um plano de contingência para apoiar empresas brasileiras que poderão ser impactadas pelo aumento tarifário imposto pelos EUA, previsto para entrar em vigor na próxima sexta-feira (1º).

Para o economista Silvio Campos Neto, é fundamental que tanto o governo federal quanto os governos estaduais adotem medidas para mitigar os efeitos do tarifaço. No entanto, ele ressalta que essas ações têm impacto limitado e de curta duração.

“É importante que os governos tenham planos de contingência para, ao menos, reduzir temporariamente os efeitos da tarifa. Mas, seja qual for a medida adotada, ela será paliativa. Estamos falando de um mercado extremamente relevante e, para alguns setores, insubstituível, seja pelo mercado interno ou por outros países. A solução efetiva, se vier, será por meio de negociações capazes de reverter esse cenário”, afirmou.

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Campos Neto também destacou que a capacidade do governo brasileiro de oferecer ajuda financeira a setores afetados é limitada, devido à fragilidade fiscal do país.

” A situação fiscal do Brasil é muito delicada. Não há espaço no orçamento para medidas que exijam grandes volumes de recursos. Em casos pontuais e extraordinários, até é possível recorrer a créditos especiais para atender demandas emergenciais. Mas não há margem para gastos com subsídios ou qualquer tipo de apoio mais duradouro e abrangente”, explicou o economista.

Busca por novos mercados

Uma das alternativas estudadas pelo setor produtivo diante da taxação imposta pelos EUA é a diversificação de mercados. No entanto, segundo Campos Neto, essa tarefa é complexa, especialmente em setores com alta dependência do mercado norte-americano.

“Alguns segmentos, especialmente os ligados à indústria e ao agronegócio, já devem estar em busca de novos mercados, o que é positivo. Diversificar a demanda reduz a exposição a choques como esse. Mas sabemos que isso não é simples. Para produtos como suco de laranja e café, por exemplo, os EUA são o principal comprador. Redirecionar essas exportações para outros países ou absorvê-las no mercado interno será uma tarefa difícil”.

Segundo o economista, no curto prazo, setores exportadores podem enfrentar queda de preços e terão de fazer ajustes na produção caso a taxação se concretize e não haja solução negociada.



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Carbono no pasto: conheça as fazendas brasileiras que já são solução climática


Um estudo inédito, realizado com as primeiras 100 propriedades participantes, revelou que 70% delas são neutras ou, mais impressionante ainda, recolhem carbono, demonstrando o potencial da pecuária em contribuir ativamente para a agenda climática global. Assista ao vídeo e confira.

Nesta terça-feira (29), o programa Giro do Boi, do Canal Rural, entrevistou Antônio Chaker, diretor do Instituto Inttegra; Rodrigo Gennari, líder de projetos do Fazenda Nota 10; e Fábio Dias, diretor de pecuária sustentável da Friboi.

Eles detalharam a evolução do programa e seus impactos transformadores na pecuária brasileira.

Fazenda Nota 10: evolução e impacto na pecuária

O programa Fazenda Nota 10, iniciado em 2017/2018 com apenas 10 propriedades, consolidou-se como o maior programa de gestão da pecuária no Brasil.

Ao longo de seis safras completas, impactou quase mil fazendas, provando que “o que trouxe as fazendas até determinado nível, não é o que leva adiante” – é preciso mudar para avançar na busca por melhores resultados.

Os resultados médios das fazendas participantes são impressionantes, refletindo uma melhoria contínua na gestão e produtividade:

  • Aumento de produtividade (GMD – Ganho Médio Diário): 15%
  • Aumento de lotação: 23%
  • Redução de desembolso: 9%

Esses números refletem a profissionalização das propriedades, que passam a ser tratadas como verdadeiras empresas, com metas econômicas claras (reais por hectare, percentual sobre o valor da terra e percentual sobre o valor do rebanho) e um monitoramento trimestral rigoroso.

A metodologia online do programa tem mais de 90% de aprovação entre os participantes.

Sustentabilidade: da eficiência à baixa emissão de carbono

A evolução do Fazenda Nota 10 mostra um compromisso crescente com a sustentabilidade, expandindo seus pilares ao longo das safras.

Inicialmente focado em produtividade e rentabilidade (Safras 2018-2019 e 2019-2020), o programa ampliou seu escopo:

  • Safra 2020-2021: Inclusão de gestão orientada de pessoas.
  • Safra 2021-2022: Inclusão de saúde e bem-estar animal.
  • Safra 2022-2023: Promoção da legalidade com a Plataforma Pecuária Transparente (PPT) e, principalmente, o avanço na produção de baixa emissão, com a implementação de práticas regenerativas e o protocolo GHG (Gases de Efeito Estufa) para mensurar a pegada de carbono das propriedades.

Fábio Dias, da Friboi, destaca que a busca incansável por eficiência na pecuária leva naturalmente à sustentabilidade. Os primeiros dados de fazendeiros disciplinados no programa são reveladores e muito animadores: das primeiras 100 fazendas analisadas, 70% são neutras ou, de fato, recolhem carbono.

Isso demonstra, na prática, que ao buscar a eficiência produtiva, os produtores encontram o caminho da baixa emissão de carbono, consolidando a sustentabilidade como um conceito 360°, que engloba aspectos ambientais, econômicos e sociais.

Reconhecimento e novas oportunidades

Os critérios de premiação do Fazenda Nota 10 são baseados em meritocracia, engajamento e participação ativa dos produtores.

Fazendas que lançaram dados no prazo, participaram das masterclasses, preencheram módulos de saúde e bem-estar, foram cadastradas na PPT e preencheram o protocolo GHG foram reconhecidas em três categorias distintas:

  • Top Educação: Fazenda Valência (Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda Caruru (Nova Andradina, no estado de Mato Grosso do Sul – Prata), Fazenda Alabama (Nova Xavantina, no estado de Mato Grosso – Bronze).
  • Top Disciplina: Fazenda Rainha (Nova Andradina, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda Nossa Senhora de Lourdes (Conceição do Rio Verde, no estado de Minas Gerais – Prata), Fazenda Jandaia (Anaurilândia, no estado de Mato Grosso do Sul – Bronze).
  • Top Gestão (Top Rentáveis): Fazenda Olhos D’água (Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda São Camilo (Aparecida do Taboado, no estado de Mato Grosso do Sul – Prata), Fazenda Coroados do Norte 2 (Paranaíta, no estado de Mato Grosso – Bronze).

O programa Fazenda Nota 10 continua de portas abertas para novos pecuaristas, com baias disponíveis a partir de 60 animais e facilidades como zero burocracia, desembolso inicial zero e linhas de antecipação de valores.

As unidades Boitel da JBS em Mato Grosso (Fazenda Boa Esperança em Itaporã e unidade em Porto Alegre do Norte) reforçam a estrutura para o sucesso do programa.

A iniciativa da Friboi e do Instituto Inttegra é um exemplo concreto de como a pecuária brasileira está se transformando, investindo em gestão eficiente e sustentabilidade para garantir um futuro mais rentável e responsável para o setor. Quer fazer parte do Fazenda Nota 10? Clique e entre em contato!



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AgroNewsPolítica & Agro

Mudança ambiental no Brasil preocupa o mundo


A recente aprovação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2159/2021) pelo Senado flexibilizou as regras para setores estratégicos como agropecuária, mineração e infraestrutura, marcando a maior mudança nas normas ambientais desde 1988. A nova lei dispensa o licenciamento para atividades agropecuárias, amplia o uso do regime de autodeclaração e desvincula o licenciamento do uso de recursos hídricos, além de reduzir a proteção de terras indígenas e quilombolas não homologadas.

Apesar da redução da burocracia, a mudança aumentou o alerta sobre os riscos para empresas que operam no Brasil. Mesmo com regras mais brandas, a responsabilização civil, administrativa e penal por danos ambientais permanece ativa. A nova legislação, ao facilitar procedimentos, pode aumentar a exposição a erros, autodeclarações imprecisas, sanções severas e perda de competitividade internacional.

“A nova legislação cria uma ilusão de segurança jurídica. A ausência de exigência formal de licenciamento não elimina a responsabilidade das empresas. Pelo contrário, ela aumenta o risco de autodeclarações equivocadas, danos não previstos e sanções severas para diretores e administradores”, afirma Gleison Loureiro, CEO do AmbLegis, Regtech especializada em compliance e gestão de requisitos legais.

Empresas que exportam ou dependem de certificações ambientais e critérios ESG para captar recursos devem manter padrões rigorosos de compliance. A desconexão entre a flexibilização interna e as exigências globais pode comprometer contratos, certificações como ISO 14001 ou FSC e o acesso a mercados sensíveis como o europeu, que adotam diretrizes socioambientais mais restritivas.

Neste cenário, o compliance ambiental se torna um diferencial competitivo. A adoção de tecnologias para gestão de requisitos legais, monitoramento contínuo de impactos, documentação adequada e auditorias periódicas ajuda a proteger empresas contra sanções, garantir regularidade e preservar sua reputação no mercado nacional e internacional.

“A empresa que não documenta suas práticas corre o risco de ser responsabilizada mesmo que tenha boas intenções. Em um ambiente mais permissivo, a autorregulação será a principal linha de defesa”, alerta Loureiro. “Quem não tiver uma boa estrutura de compliance corre riscos elevados de perda de contratos e acesso a mercados externos”, finaliza.

 





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Sem citar Brasil, EUA estuda não aplicar tarifas para café, cacau, manga e abacaxi



O presidente dos EUA, Donald Trump, estuda aplicar tarifa zero para os alimentos que não são produzidos no país. A afirmação foi dada pelo secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, em entrevista à CNBC Internacional.

Para ilustrar o tema, ele citou café, cacau, abacaxi e manga. A afirmação pode ser vista como um alívio aos produtores brasileiros, visto que esses produtos estão entre os que o Brasil mais exporta aos EUA, tarefa que pode ser inviável com a implementação do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiros a partir de 1 de agosto.

No caso da manga, conforme a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), o Brasil vende cerca de 2.500 contêineres anualmente ao mercado norte-americano. Já quando o assunto é o café, 33% de tudo o que os norte-americanos consomem saem das lavouras de estados como São Paulo e Minas Gerais.

Apesar de não ter citado a laranja, o Brasil é o maior exportador de suco da fruta aos EUA, país que mais consome a bebida e cujo polo produtor, o estado da Flórida, não dá conta de suprir a demanda por ter tido a produção substancialmente reduzida nos últimos anos devido a problemas climáticos e ao enfrentamento do greening.

“O presidente incluiu que se você cultivar algo e nós não cultivarmos, isso pode chegar a zero. Portanto, se fizermos um acordo com um país que cultiva manga ou abacaxi, eles podem entrar sem tarifa. O café e o cacau seriam outros exemplos de recursos naturais”, comentou Lutnick.

Classificados como produtos naturais pelo secretário, ele reafirmou que a taxa de entrada aos EUA pode chegar a zero caso um acordo com os parceiros comerciais seja firmado. Durante a entrevista à CNBC, o membro da Casa Branca falou que o país fechará todos os acordos tarifários até sexta-feira, dia em que as tarifas entrarão em vigor.

Mesmo não tendo citado o Brasil, Lutnik ressaltou que o 1 de agosto vale para todos os países, exceto para a China, visto que as negociações com os asiáticos acontecem de forma separada.

“Para o restante dos países, as coisas precisam ser definidas até sexta-feira. E sexta-feira não está muito longe”, enfatizou.

De acordo com ele, nesta seara, Trump fez apenas um pedido para fechar os acordos comerciais: ter os “mercados totalmente abertos”.

Economistas criticam as tarifas voltadas ao Brasil, país que os EUA mantém superávit comercial. Apenas no 1º semestre de 2025, a relação entre os dois países pendeu positivamente em US$ 1,7 bilhão para os norte-americanos, aumento de cerca de 500% em comparação com o mesmo período de 2024, conforme levantamento da Amcham Brasil.



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Produção de algodão une histórias de fibra no Oeste da Bahia


A Bahia já colheu cerca de 40% da safra de algodão 2024/25. Considerada de alta qualidade, a fibra produzida no estado tem uma trajetória marcada por desafios, mas também de resiliência dos produtores, especialmente da região Oeste, onde a cotonicultura se consolidou como uma das mais relevantes do país e do mundo.

No município de Barreiras, a artesã Rosanete Reis conta parte da história da cultura por meio de bonecos feitos com sementes de jatobá, vestidos com peças de algodão.

As figuras homenageiam os trabalhadores de quando, há décadas, a colheita era 100% manual. 

“É isso que a gente quer trazer, a história e manter ela viva, porque não pode apagar como tudo começou.Coletado um a um, colocado nos cestos e levados para a sede das fazendas, e assim, a gente sabe que as culturas antigamente eram diferentes das de hoje. Hoje a gente utiliza máquinas, antigamente não, a plantação era diferente. Então, tudo mudou muito”, afirma Rosanete.

Imagem: Felipe Carvalho/Canal Rural BA

Esses retratos do passado se conectam com a transformação da atividade agrícola no estado. Segundo o produtor e pesquisador Celito Breda, que veio à Bahia de Jacutinga, no Rio Grande do Sul, a cotonicultura no Oeste baiano começou no início do século XIX, impulsionada por iniciativas pioneiras como as do coronel Antônio Balbino. 

“Ele conseguiu colocar uma pequena descaroçadeira e uma tecelagem. Assim, deu início ao algodão aqui no Oeste”, conta.

A cultura passou por momentos difíceis, principalmente com a infestação do bicudo-do-algodoeiro, praga que quase dizimou a produção tradicional.

A virada veio nos anos 1990, com a introdução do algodão anual, mecanizado, e o fortalecimento da pesquisa e do investimento por parte dos produtores. 

“Esse tipo de algodão, que não era algodão anual, eram outras plantas arbóreas, e se colhia vários meses do ano, em várias etapas. Com o bicudo, esse algodão foi dizimado, e aí nós tivemos que introduzir, na década de 90, o algodão anual, mecanizado, Upland, que temos hoje aqui. No primeiro ano já arrancamos com 150 arrobas de média. No terceiro ano, lá na Fazenda Mizote chegamos a 305 arrobas por hectare. Foi talvez a maior produtividade do Brasil em 1998”, recorda Breda.

Desafios e produtividade

De acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), nesta safra 2024/25, são mais de 413 mil hectares cultivados, um aumento de 20% em relação ao ciclo anterior.

A expectativa de produção é de 787,6 mil toneladas de algodão beneficiado — 14% acima do volume da safra passada.

Apesar disso, os primeiros resultados indicam uma produtividade menor: 1.783 quilos por hectare, o que representa uma queda de 6,5% em relação ao ciclo anterior. 

A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, atribui, neste primeiro momento, a redução à falta de chuvas em um período crítico do ciclo da planta, em março. 

“Ainda é cedo para falar de números gerais, mas acreditamos que as lavouras de sequeiro terão uma produtividade um pouco mais baixa”, explica.

Contudo, mesmo diante dos desafios, a qualidade da fibra baiana segue sendo reconhecida. Consultores do setor destacam a facilidade de comercialização do algodão da Bahia devido ao alto padrão do produto.

Na Fazenda São Francisco, foram plantados 18.200 hectares de algodão em sistema de sequeiro. A produtividade atual está em 328 arrobas por hectare, com expectativa de fechar acima de 330.

Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

“Com tecnologia, gestão e foco na fertilidade, conseguimos ter um saldo muito positivo nesta safra”, afirma Rafael Zacarias, diretor de produção da fazenda.

A Bahia se mantém como o segundo maior produtor de algodão do Brasil, atrás apenas do Mato Grosso. Um feito que reforça o potencial produtivo do estado e a importância da continuidade em boas práticas agrícolas.

Por fim, na agricultura uma premissa é certa: o passado te faz ser melhor no futuro e mais suave, como uma pluma de algodão.


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