segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Brasil quer parceria com EUA para conquistar novos mercados para etanol



O governo brasileiro defendeu perante o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado não é discriminatória nem provoca desigualdade, já que a taxa é aplicada a todo o
produto oriundo de fora do Mercosul, e não somente ao biocombustível dos EUA.

O tema foi debatido na quarta-feira (20) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Geraldo Alckmin, com lideranças do setor sucroenergético, que trataram do posicionamento que o Brasil deverá apresentar a respeito da investigação aberta pelo USTR da Seção 301 sobre seis práticas comerciais que o governo Donald Trump considera desleais.

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Segundo uma fonte que esteve presente no encontro, o governo defenderia ainda que Brasil e Estados Unidos devem atuar conjuntamente para abrir novos mercados para o etanol no mundo ao invés de cada um disputar o mercado do outro. Atualmente, os principais países que vêm criando ou ampliando sua política de mistura de etanol à gasolina são India, Japão e Indonésia.

Na sua defesa, o Brasil afirma que os Estados Unidos deveriam usar sua força econômica para fazer outros países estabelecerem políticas de mistura de etanol à gasolina e de estímulo ao uso de carros flex em algumas partes do mundo.

Ou ainda que os EUA usem sua força para derrubar as barreiras que existem para o uso do etanol como matéria-prima para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e biobunker, o combustível marítimo.

O posicionamento já vinha sendo debatido por uma força-tarefa montada pelo governo com técnicos do Itamaraty, do MDIC, das entidades empresariais e setoriais.

No encontro com representantes do setor sucroalcooleiro, Alckmin disse que o etanol não está na mesa de negociação com os Estados Unidos e que o açúcar do Nordeste terá prioridade nas tratativas para entrar na lista de exceções ao tarifaço.

Segundo Renato Cunha, presidente da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) e do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), Alckmin disse aos presentes na reunião que a flexibilização não estava em pauta.

De acordo com outra fonte que participou da reunião com o ministro, o setor não considera
aceitável a negociação da flexibilização da tarifa de 18% sobre a importação de etanol



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Ministro do Trabalho minimiza impacto do tarifaço nos empregos



Poucas empresas brasileiras levarão sua linha de montagem para os Estados Unidos, como forma de amenizar os impactos do tarifaço do governo norte-americano contra produtos brasileiros. A avaliação é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Para ele, nesse caso, os efeitos negativos para o mercado de trabalho do país serão diminutos.

Já no pior dos cenários projetados, tendo como base uma pesquisa do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a redução das vagas de emprego seria de, no máximo, 320 mil em um total estocado de 48 milhões de empregos.

“Convenhamos: não seria o desastre total”, disse Marinho, ao reiterar que este seria o cenário “caso absolutamente tudo desse errado”. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (21) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Um dos objetivos do tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos importados é o de estimular empresas a se instalarem em território norte-americano, gerando empregos e riquezas àquele país.

Compradores substitutos

Marinho disse que, nas viagens que ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm feito, ouviu depoimentos de empresários que informaram ter encontrado compradores substitutos, para escoarem a produção que estava destinada aos Estados Unidos.

“O empresário tem de olhar o mercado; um mercado secundário ou outro comprador. Pode ser que o outro país não vá querer, eventualmente, pagar o mesmo preço pago pelos norte-americanos. Mas muitas vezes é preferível você ter o menor resultado do que ter um prejuízo”. acrescentou.

Ele lembrou que as compras públicas ajudarão, em especial, o setor de produtos alimentícios destinados a hospitais, merendas escolares e presídios, por exemplo.

Atenção especial

Segundo o ministro, o governo dará atenção especial aos setores mais afetados por produzirem essencialmente para o mercado norte-americano.

“Evidentemente alguns setores serão fortemente atingidos. Outros serão levemente atingidos ou não serão atingidos porque produzem essencialmente para outros mercados ou para o mercado brasileiro”, disse.

Perguntado sobre o risco de as empresas levarem linhas de montagem para os EUA, a fim de amenizar os impactos do tarifaço, ele disse que não vê “”um movimento grande em relação a isso”, e que, nesse caso, “o impacto ao mercado de trabalho será diminuto”, até porque economia e mercado de trabalho vivem um bom momento no Brasil.

“Com as medidas e iniciativas que o governo está tomando e com o diálogo com o empresariado brasileiro, daremos conta de passar esse processo. E o Brasil sairá mais forte depois desse processo”, complementou.



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Exportações de máquinas agrícolas aos EUA podem ganhar alívio parcial



Produtos derivados de aço e alumínio, incluindo máquinas agrícolas, terão redução nas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (20). A medida representa um alívio de US$ 2,6 bilhões nas exportações brasileiras do setor.

Alckmin participou de uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para defender propostas de apoio a exportadores afetados pelo tarifaço. O governo pediu, também, a urgência na tramitação de uma medida provisória que cria o Plano Brasil Soberano.

O pedido inclui ainda um projeto de lei complementar com incentivos tributários, incluindo linha de crédito de R$ 30 bilhões e ajustes em fundos garantidores.

Vendas de máquinas agrícolas em xeque

O comércio de máquinas agrícolas entre Brasil e Estados Unidos é significativo, sendo o país o principal destino das exportações brasileiras do setor. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), os norte-americanos recebem 26,6% do total exportado.

Na avaliação da entidade, as alíquotas de 50% sobre as importações feitas pelos norte-americanos podem levar a uma retração de R$ 24 bilhões por ano à indústria de máquinas e equipamentos. Como resultado, esse cenário, de acordo com a Abimaq, reduziria o crescimento em 2025 para 5%, provocando uma queda de 15,1% nas exportações.

Para efeitos de comparação, em junho, as exportações de máquinas agrícolas somaram US$ 1,05 bilhão, alta de 14,5% em relação a junho de 2024. No acumulado do primeiro semestre, entretanto, houve retração de 4,3%. O impacto veio principalmente do recuo nos preços internacionais e pela baixa demanda do país governado por Donald Trump.

Negociações com os EUA travadas

Apesar disso, o assessor especial para assuntos internacionais do presidente, Celso Amorim, afirmou que os Estados Unidos não demonstram disposição para negociar as divergências comerciais com o Brasil. 

Ontem, durante audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Amorim destacou que a postura estadunidense coloca em xeque o sistema multilateral de comércio e criticou a mistura de questões políticas internas com tarifas comerciais.



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Calor dá as caras, mas chuvas fortes e rajadas de vento estão previstas para o fim do mês



Após a passagem de um ciclone extratropical, que já se afastou para o oceano, o cenário climático do Brasil deve passar por mudanças importantes nos próximos dias. Uma frente fria avança pelo Brasil Central e pelo litoral do Sudeste, mas sem provocar chuva volumosa nessas regiões. O destaque do período será a atuação de um cavado no Sul do país, responsável por instabilidades mais severas.

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Chuvas e rajadas de vento acima de 100 km/h

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, há risco de chuvas fortes, granizo e rajadas de vento que podem superar 100 km/h entre sexta-feira (22) e sábado (23). “As áreas mais afetadas devem ser o oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná, Rio Grande do Sul e sul do Mato Grosso do Sul. Os acumulados de chuva podem passar de 100 milímetros, o que prejudica o andamento dos trabalhos no campo”, explica.

Enquanto isso, o tempo segue quente e seco no Matopiba, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste. No Nordeste, as precipitações se concentram apenas no litoral, sem expectativa de chuva no interior.

Frio avança

A partir de domingo (24), uma massa de ar frio avança sobre o país. No centro-sul do Rio Grande do Sul, há risco de geadas, que podem comprometer lavouras. O resfriamento também atinge Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Sudeste, com temperaturas mínimas entre 8 °C e 12 °C, mas sem risco de geada nessas áreas. Após a passagem do frio, a tendência é de elevação gradual das temperaturas.

Tempo no fim de agosto

Já na última semana de agosto, a previsão indica retorno da chuva em São Paulo, Centro-Oeste e Sul de Minas Gerais, com volumes acima de 20 milímetros. Essa mudança deve encerrar o veranico, diminuir o calor e aumentar a umidade relativa do ar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores ganham mais eficiência com gestão integrada e comparação de custos


Apenas 34% dos produtores rurais brasileiros utilizam sistemas de gestão integrados. Essa baixa adesão revela um desafio histórico do agro: unir a complexidade financeira, o manejo agrícola e a diversidade de culturas em uma única plataforma de controle. Nesse cenário, a AEGRO apresenta seu plano premium como um divisor de águas para propriedades que buscam eficiência e maior rentabilidade.

Segundo Pedro Dusso, CEO da AEGRO, o novo plano foi pensado para produtores que já trabalham com múltiplas atividades e tecnologias, mas ainda não encontraram uma ferramenta completa para gerenciar todas as etapas da operação. “O plano premium segue a linha de todos os nossos serviços, que é entregar uma solução ponta a ponta, do campo ao escritório. Agora, o produtor pode integrar finanças, agricultura de precisão, telemetria de máquinas e gestão de insumos em um só lugar”, explica.

Um dos diferenciais é a integração de Business Intelligence (BI) ao sistema. Antes restrito a relatórios fixos, a plataforma agora permite personalizar dados e indicadores de acordo com a realidade de cada fazenda. “Uma propriedade de mil hectares em Cruz Alta é diferente de mil hectares em Maracaju ou Sorriso. O BI torna possível adaptar relatórios e análises para atender às necessidades de cada cliente”, ressalta Dusso.

Além da tecnologia, o plano premium incorpora atendimento especializado. Para o executivo, um dos maiores gargalos do agro não é mais a falta de ferramentas digitais, mas sim a escassez de mão de obra qualificada para operá-las. “Um bom operador de pulverizador, um bom analista financeiro ou até mesmo um agrônomo experiente ainda são raros em muitas regiões do país. Por isso, decidimos oferecer não só o software, mas também a gestão pronta para produtores que não têm como estruturar isso dentro de casa”, afirma.

Outro destaque é o CompareSafras, recurso que amplia a transparência nos custos de produção e preços de insumos. Com base em informações anonimizadas de quase 6 mil fazendas, somando mais de 5 milhões de hectares, o produtor consegue comparar seus resultados com médias regionais e estaduais. “É como se a troca de experiências entre vizinhos fosse ampliada para milhares de propriedades. O agricultor pode saber, por exemplo, o preço médio do glifosato na região ou como seu custo de produção se compara ao dos vizinhos. É uma forma de aumentar a eficiência e identificar oportunidades de melhoria”, explica o CEO.

O acesso ao CompareSafras funciona por sistema de troca dupla: para visualizar as informações, o produtor precisa compartilhar seus próprios dados, que são processados de forma anônima e consolidados em estatísticas gerais. Assim, cada usuário consegue ajustar filtros e obter comparações alinhadas à sua realidade produtiva.

Para Dusso, a combinação entre tecnologia, inteligência de dados e suporte especializado marca um novo momento na gestão rural brasileira. “Nosso objetivo é dar ao produtor mais clareza, mais informação e mais poder de decisão. Quem tiver acesso a dados de qualidade e conseguir transformá-los em ação será o grande vencedor nos próximos anos”, conclui.

Clique aqui e assista a reportagem. 





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FPA cobra Ibama sobre medidas contra a proliferação de javalis



A presença descontrolada do javali nas áreas rurais brasileiras voltou ao centro do debate da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O coordenador da bancada, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), cobrou ação imediata e criticou a postura do Ibama diante da gravidade do problema.

“Não podemos admitir que um país como o nosso, que produz, alimenta e conquista a credibilidade de diversos mercados pelo mundo, esteja vulnerável a essa praga. E pior, por crendices ideológicas do Ibama e de quem não tem nenhum compromisso com o desenvolvimento nacional. O nosso compromisso é com o controle sanitário e do jeito que o controle está sendo feito não pode mais ficar”, afirmou.

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O tema foi pauta de reunião da diretoria da FPA na terça-feira (19), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que contou com parlamentares e especialistas na área.

O caçador e pesquisador Rafael Salerno, do perfil Aqui Tem Javali, principal canal de
informações sobre a praga no país, participou da reunião e relatou que os animais já deixaram de ser apenas uma ameaça e se tornaram uma realidade destruidora no campo. Ele ressaltou que é um erro comparar o javali com animais da fauna brasileira, como onças e lobos-guará.

A iniciativa mais recente sobre o tema no Congresso Nacional é o PL 3384/2021, relatado pelo deputado Nelson Barbudo, que autoriza o controle populacional de espécies exóticas invasoras nocivas e estabelece condições para o consumo, a distribuição e a comercialização de produtos e subprodutos resultantes do abate desses animais.



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Após caso de gripe aviária, China suspende importações de frango da Argentina



A confirmação de um caso positivo de influenza aviária altamente patogênica (IAAP), cepa H5, em um plantel comercial da cidade de Los Toldos, província de Buenos Aires, levou a China a suspender as importações de produtos avícolas da Argentina e o Uruguai a reforçar controles sanitários.

O anúncio da suspensão foi feito na quarta-feira (20) pela Administração Geral das Alfândegas da China, apenas cinco meses após o fim de um embargo que havia durado dois anos. O comunicado não informou os motivos nem a duração da medida.

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Segundo a Reuters, a China também mantém restrições às importações de aves do Brasil, seu maior fornecedor, desde maio, e da Espanha, neste mês, após surtos da doença.

O Uruguai, por sua vez, informou que intensificará os controles de fronteira e pediu a produtores e agentes do setor avícola que reforcem medidas de biossegurança em seus estabelecimentos.



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Governo vai comprar alimentos que seriam exportados para os EUA, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse nessa quarta-feira (20) à noite, em entrevista à Voz do Brasil, que o governo brasileiro vai comprar produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes.

Segundo Teixeira, o destino dos produtos deve ser a merenda escolar, a alimentação das Forças Armadas, os hospitais, os restaurantes universitários e os programas de aquisição de alimentos destinados às populações em insegurança alimentar.

“O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos da alimentação escolar”, afirmou. Paulo Teixeira explicou que isso vai representar uma alimentação escolar, por exemplo, com produtos da melhor qualidade.

Outros compradores

“Nós estamos só regulamentando porque percebemos que alguns setores conseguem redirecionar rapidamente esses programas para outros países”.
Um dos exemplos que ele citou foi o caso da castanha que deve ser comercializada para a Europa. “O mesmo acontece com o café. Não tem café no mundo hoje, em lugar nenhum, para substituir o produto brasileiro”, argumentou.

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No caso da carne, o ministro afirmou que o produto pode ser estocado, congelado e redirecionado. No entanto, em relação a produtos como mel, açaí, uva e peixes são mais perecíveis e, por isso, deverão ser absorvidos nos programas nacionais de compras públicas. “O governo vai incluir em todos os seus editais de compras públicas a aquisição para que não haja perda de alimentos”, garantiu.



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Frente fria se afasta e temperaturas sobem; veja a previsão do tempo para hoje



Na medida em que a frente fria começa a se afastar do continente , o tempo volta a firmar em boa parte da região Sul nesta quinta-feira (21). No decorrer do dia, o sol predomina entre algumas variações de nuvens, no entanto, as temperaturas seguem mais amenas entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e em parte do Paraná. Excepcionalmente em algumas áreas da região norte e noroeste paranaense, haverá condições para pancadas de chuva isoladas no período da tarde. Ainda na região, o calor também ganha força no decorrer do dia, com máximas que devem na ordem de 30ºC à tarde.

Já no período da noite, algumas instabilidades associadas à presença de uma área de baixa pressão sobre o norte da Argentina – e também pela atuação de um cavado em níveis mais elevados da atmosfera – podem avançar sobre a fronteira oeste gaúcha, catarinense e paranaense, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade. No Rio Grande do Sul, há risco para eventuais temporais localizados. Nas demais regiões, risco de chuva forte acompanhada por raios.

No Sudeste, o tempo segue predominantemente firme em todos os estados, com sol e calor marcando presença no decorrer do dia. Ao longo do dia, o sol e os ventos quentes que sopram do interior do continente devem favorecer o aumento significativo dos termômetros, e o período da tarde já deve contar com máximas acima dos 30ºC em boa parte dos estados. Grande SP e Grande RJ com dia de tempo firme e calor mais significativo.

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Algumas cidades do norte e noroeste paulista já podem contar com temperaturas acima de 35ºC e o alerta de baixa umidade do ar segue presente – com índices abaixo de 20% durante as horas mais quentes. Áreas do centro-sul do Rio de Janeiro, incluindo a Região Metropolitana do Rio – também devem contar com baixa umidade do ar à tarde.

Excepcionalmente alguns municípios do oeste, sul e litoral sul paulista podem contar com a ocorrência de pancadas de chuva isoladas no período da tarde, em decorrência de algumas instabilidades que podem avançar do Paraná em direção ao estado.

Enquanto no Centro-Oeste, ainda pode chover em algumas áreas isoladas do oeste e sul de Mato Grosso do Sul, além de pontos isolados do oeste de Mato Grosso – por conta da umidade residual presente na atmosfera local. No sul de Mato Grosso do Sul, haverá potencial para pancadas fortes de chuva seguidas por raios ainda pela manhã. Nas demais regiões, o predomínio segue sendo de tempo estável, com sol entre algumas variações de nebulosidade. O calor segue intenso em boa parte dos estados, com máximas próximas à ordem dos 40ºC na parte da tarde e umidade do ar em níveis críticos – sobretudo entre Goiás e o Distrito Federal.

A capital federal segue sem a ocorrência de chuva significativa há mais de 60 dias. As áreas de maior preocupação se concentram entre o nordeste de Mato Grosso, norte de Goiás e o Distrito Federal, onde os índices devem ficar abaixo de 12%.

Já no Nordeste, ainda teremos a entrada de umidade vinda do oceano em direção a costa leste, que deve promover a manutenção da chuva no litoral de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Há risco para temporais em Maceió. Em Aracaju, há risco de chuva forte acompanhada por raios. As pancadas de chuva acontecem ao longo do dia e intercalam com períodos de aparição do sol. Entre o litoral da Paraíba e do Rio Grande do Norte, além de algumas áreas do litoral sul da Bahia, também pode chover de maneira isolada ao longo do dia. No interior nordestino, continua bastante quente e com alerta para baixa umidade do ar entre o oeste da Bahia, de Pernambuco, sul do Piauí e do Maranhão.

E no Norte, a chuva segue concentrada em algumas áreas do Amazonas e no norte de Roraima, com expectativa de que as pancadas de chuva ocorram de forma irregular ao longo do dia, mas ainda com risco para chuva forte localizada. Entre o norte e litoral do Amapá, pode chover de maneira isolada e com fraca intensidade. Nas demais regiões, o predomínio segue sendo de tempo firme, apenas com poucas variações de nebulosidade e destaque para o calor. Em Rondônia, as temperaturas já devem ultrapassar a faixa dos 35ºC à tarde

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Queijaria do Paraná ganha prêmios e cresce com apoio do Sebrae



Leomar Melo, de Santana do Itararé (PR), iniciou sua trajetória na produção de queijos em 2017. Na época, ele enfrentava dificuldades financeiras e buscava uma saída. “Não viemos de uma família tradicional queijeira. O queijo apareceu na nossa vida como uma dádiva de Deus”, relembra.

A partir daí, ele e a família mergulharam na atividade e, com muito esforço, foram se aprimorando. Como resultado, os queijos conquistaram prêmios importantes dentro e fora do Brasil. Entre as conquistas estão duas premiações internacionais, em 2021 e 2023, além do reconhecimento no Prêmio CNA de Queijos Artesanais.

Finalista Prêmio CNA

Para Leomar, participar de uma competição como a CNA fortalece o setor e gera oportunidades. “Não imaginava estar entre os finalistas, mesmo sabendo que o nosso produto era bom, diferenciado e novo”, conta. Ele destaca que a motivação não está em disputar com outros produtores, mas em superar a própria queijaria. “A gente não compete com ninguém. A queijaria compete com ela mesma.”

Além disso, Leomar ressalta a importância da visibilidade para a agricultura familiar. “A CNA tem prestado um grande serviço para os queijos artesanais, como é o nosso caso”, afirma.

Apoio que faz a diferença

Durante essa jornada, o Sebrae se tornou um parceiro estratégico. Segundo Leomar, a instituição contribuiu com a divulgação, a criação da logomarca, o design das embalagens com o auxílio do Sebraetec, onde ele aprendeu sobre custo de produção. “O Sebrae tem sido fundamental. Tudo que é relacionado a queijo e agroindústria, eles nos convidam, fazem exposições e conexões”, explica o produtor.

Assim, a história da queijaria de Santana do Itararé mostra como dedicação, inovação e apoio técnico transformam desafios em conquistas no mercado de queijos artesanais.



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