quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

News

Ciclone deve provocar temporais, queda de granizo e de energia elétrica



Um ciclone extratropical deve trazer fenômenos intensos para o Sul do país no início desta semana, com temporais, ventania e queda de granizo. O Sudeste também será impactado, mas de forma mais localizada e amena.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Nas demais regiões do país, destaque para as temperaturas máximas que podem exceder os 40°C. Confira a previsão do tempo do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, entre esta segunda (8) e sexta-feira (12):

Sul

A formação de um ciclone extratropical no litoral gaúcho fará a semana começar com pancadas de chuva, risco de temporais e queda de granizo, além de rajadas de vento acima de 60 km/h em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, atingindo, também, o oeste do Paraná. Nessas localidades, a previsão indica acumulado de chuva entre segunda e terça (8 e 9) entre 40 mm e 60 mm. Já no paranaense não chove e a temperatura máxima deve ficar acima dos 30ºC, elevando o risco para focos de incêndio. A partir de quarta-feira (10), o tempo fica mais firme em todo o Sul e as temperaturas voltam a subir gradativamente.

Sudeste

O ciclone que atua sobre o Sul deve chegar ao Sudeste na terça-feira (9), com rajadas de vento intensas em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, o suficiente para derrubar árvores e interromper o abastecimento de energia elétrica. A semana também começa com pancadas de chuva no litoral do Sudeste, além de no leste mineiro. Enquanto isso, grande parte da região permanece com tempo firme e predomínio de sol. As temperaturas voltam a se elevar em São Paulo e no Rio de Janeiro após um fim de semana frio. Atenção para a umidade do ar abaixo de 30% em boa parte dos territórios paulista, mineiro e fluminense, com destaque para as regiões interioranas, onde os termômetros devem chegar a até 37ºC. Quanto à chuva, Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais devem receber, no máximo, 10 mm até sexta-feira (12).

Centro-Oeste

No decorrer da semana, a chuva se concentra no extremo sul de Mato Grosso do Sul e no noroeste de Mato Grosso, com acumulados entre 20 mm e 30 mm. No extremo norte mato-grossense, a segunda-feira (8) será de pancadas de chuva ocasionais. Nas demais áreas do Centro-Oeste a tendência é tempo quente e seco, com precipitações previstas apenas no início da primavera, entre os dias 20 e 22 de setembro. De forma geral, até sexta-feira, o padrão de tempo na região permanece com temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar a 41°C, especualmente no centro-norte de Mato Grosso do Sul, em Goiás e em Mato Grosso.

Nordeste

As chamadas “ondas de leste” continuam a atuar no litoral do Nordeste, levando chuva entre 10 mm e 20 mm ao longo da semana para Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte. Contudo, as temperaturas seguem elevadas em grande parte do Nordeste, com umidade relativa do ar abaixo de 30% e temperaturas de até 38°C nas regiões de interior. A chuva deve começar a retornar com mais força apenas nas últimas semanas de setembro.

Norte

Nesta segunda-feira, a previsão indica diminuição das pancadas de chuva em Rondônia e no
Acre. Porém, há risco de temporais que ainda atingem grande parte da faixa oeste e também o oeste do Pará. O calor e o tempo seco predominam especialmente no Tocantins e sul paraense, com umidade relativa do ar abaixo de 30%. No Amazonas, em Roraima e em Rondônia o acumulado de chuva ao longo da semana deve ficar entre 30 mm e 40 mm. Contudo, o calorão e o tempo seco prevalecem no centro-sul paraense e no Tocantins, com máximas que ficam acima dos 40°C.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Expointer projeta futuro de fortalecimento para o campo


Com a abertura oficial da 48ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, nesta sexta-feira (5/9), mais uma edição da feira reforça a importância do campo e as possibilidades de um futuro promissor para o setor agropecuário. A solenidade começou com a execução do Hino Nacional pela banda marcial da Brigada Militar, acompanhada pelos cantores Pirisca Grecco e Ariane Winkler.

Com apresentações de grupos de dança e música típicos, o evento enalteceu a força do campo gaúcho para enfrentar obstáculos, superar crises e se reerguer, sempre com o olhar voltado para o futuro.

Em seu discurso, o governador Eduardo Leite destacou as ações do governo estadual em apoio aos produtores rurais e na ampliação das condições de produção no Rio Grande do Sul. “A Expointer é o momento de celebrar tudo o que temos de melhor no campo gaúcho: a nossa capacidade de produzir, inovar e gerar riqueza. Mas é também o espaço de ouvir e valorizar as demandas legítimas dos nossos produtores, que sustentam o desenvolvimento do Rio Grande e do Brasil”, afirmou Leite. “A dor dos nossos produtores é real, marcada por dívidas que se acumulam depois de sucessivas estiagens. Essas demandas justas não podem ser ofuscadas ou capturadas por tentativas de capitalização político-eleitoral, porque o que está em jogo é o futuro do nosso agro e da nossa economia”, completou. 

Leite também ressaltou os avanços entregues pelo Estado nos últimos anos. Entre as medidas, citou a redução de 50% no crime de abigeato, com a criação de delegacias e patrulhas especializadas para proteger propriedades rurais; a retomada da capacidade de investimentos em estradas; a desburocratização de projetos de irrigação; e a execução do maior programa de recuperação e enriquecimento de solos da história gaúcha.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, reforçou o papel da Expointer como espaço de transformação e de esperança. “Cada dívida não paga, cada safra perdida é também um golpe no coração do produtor que se considera responsável pela família, e teme falhar em seu papel. Mas, hoje não estamos aqui para nos afundar na dor, e sim para transformá-la em força. A Expointer existe para isso, ser o palco onde a esperança se faz presente, a recuperação encontra elementos concretos, a solidariedade e as soluções começam a germinar. É um ambiente para reconectar laços, promover renegociações e inspirar decisões que aliviem esta carga emocional e financeira. É a oportunidade coletiva de transformação”, afirmou Brum. 

Entre as novidades desta edição, Brum citou a GurIA, ferramenta que auxilia os visitantes na circulação pelo parque, facilitando o acesso à programação e aos espaços, além da infraestrutura renovada, com ampliação das vagas de estacionamento e criação de novos ambientes de convivência.

O secretário do Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, também ressaltou a relevância da agricultura familiar. “A Expointer é um retrato fiel do que o Rio Grande do Sul é, força, tradição, inovação e coragem. Hoje ao abrirmos oficialmente a 48ª edição, quero destacar um espaço que traduz a alma desta feira, o Pavilhão da Agricultura Familiar. Dos 365 mil estabelecimentos agropecuários, 293 mil são da agricultura familiar, um número que fala por si. É a base da nossa produção, da nossa economia e da identidade do povo gaúcho. Mesmo em momentos difíceis, tem mostrado que é o caminho para o desenvolvimento, a geração de renda e a retomada da confiança”, destacou Covatti. 

Medalha Assis Brasil

Durante a cerimônia, também foram entregues as medalhas Assis Brasil, condecoração instituída em memória do mestre do ruralismo brasileiro Joaquim Francisco de Assis Brasil. A honraria é destinada a pessoas que se destacam por serviços excepcionais à agricultura e à pecuária, sendo concedida anualmente na abertura oficial da Expointer.

Este ano, foram homenageadas as seguintes personalidades: 

Paulo Roberto da Silva – engenheiro agrônomo 

Marcos Tang – presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) 

Leonardo Lamachia – presidente da OAB-RS 

A Expointer segue até domingo (7/9), reunindo produtores, visitantes e expositores em um dos maiores encontros do agronegócio e da tradição gaúcha no Brasil.





Source link

News

Exportações de café para os EUA caem 47% e demanda deve ficar descoberta



A taxação dos Estados Unidos vem pressionando o mercado do café, que reage com forte volatilidade nos preços. Só que isso vem perdendo força nos últimos dias, principalmente nos contratos futuros. Em uma semana, as perdas somam quase 3%.

De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do dia 1º a 25 de agosto, as exportações brasileiras do grão para os EUA caíram 47%.

Segundo o diretor da Faros Consultoria, Haroldo Bonfá, as volatilidades fazem parte do acompanhamento das bolsas, tanto em Londres quanto em Nova York.

De acordo com ele, o “tarifaço” norte-americano retira do mercado 7 a 8 milhões de sacas anuais que deveriam ser enviadas aos Estados Unidos, então o setor busca alternativas, como enviar o café para Canadá ou México e depois processar. O Brasil já tem histórico de comercialização com esses países.

O analista comenta que nos Estados Unidos há grande discussão sobre inflação. Um aumento de 50% no preço da matéria-prima reflete nos preços ao consumidor, encarecendo o produto e impactando índices inflacionários.

No entanto, apesar do impacto nos preços, o consumo não deve ser afetado, já que o café é considerado “inelástico”. “É pouco provável que o consumo caia. Economistas dizem que o café é ‘inelástico’, ou seja, a variação de preço não afeta diretamente o consumo, porque traz benefícios de saúde e emocionais. Mas os preços, sim, são afetados”, contextualiza.

Para os produtores, Bonfá recomenda cautela e usar o bom senso nas vendas, aproveitando oportunidades de lucratividade, mas de forma ponderada.

“Primeiro, tenha consciência do que colheu; o volume precisa durar até a próxima safra. A maioria dos produtores está bem capitalizada, então não há necessidade imediata de vender tudo. Use o bom senso: aproveite oportunidades para lucrar, mas faça de forma ponderada.” recomenda.

Ainda segundo o diretor, mesmo considerando safras de Vietnã e Colômbia, elas não serão suficientes para suprir a falta de arábica do Brasil nos Estados Unidos. A expectativa da maioria dos analistas é de preços altos até a próxima colheita.



Source link

News

Cálculo mais preciso da calagem aumenta produtividade do milho em 50%


Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, desenvolveram um método prático para estimar a necessidade de calagem com base nos atributos químicos do solo e na composição do calcário.

Fruto de dez anos de estudo e de quase 30 anos de experiência do professor Silvino Guimarães Moreira, da Escola de Ciências Agrárias de Lavras (Esal/Ufla), com estudos sobre calcário, o método leva em conta a relação entre cálcio, magnésio e pH do solo.

Desta forma, permite estimar doses específicas para duas profundidades: de 0 a 20 cm e de 0 a 40 cm — sendo esta última o principal foco do trabalho. Ao contemplar a correção em camadas mais profundas, a metodologia favorece a melhoria da fertilidade do subsolo e amplia o volume explorado pelas raízes.

O estudo acaba de ser publicado na revista internacional Soil & Tillage Research, uma das mais prestigiadas publicações internacionais na área de ciência do solo.

Melhoria das estimativas

A pesquisa vem sendo realizada para melhorar as estimativas de cálculo de doses de calcário, uma vez que os métodos atualmente disponíveis acabam por subestimar as quantidades necessárias quando se objetiva corrigir o pH do subsolo, sobretudo em áreas agrícolas novas.

Como observa o professor, ao subestimar as doses necessárias, tornam-se necessárias reaplicações e atrasos na correção da acidez, com impactos econômicos relevantes, sobretudo em áreas arrendadas, em que o tempo de retorno da calagem não acompanha o ciclo produtivo.

diferenças nas lavouras de milhodiferenças nas lavouras de milho
À esquerda, dose de 3 t/ha de calcário; à direita, aplicação de 12 t/ha. Foto: Divulgação Ufla

Para chegar ao novo método, os pesquisadores conduziram sete experimentos de campo em diferentes municípios de Minas Gerais e abrangendo diferentes condições edafoclimáticas, ao longo de quatro anos (14 safras).

Os municípios que receberam os experimentos foram: Ijaci, Nazareno, Ingaí, Uberlândia, Araguari, São João del Rei e Formiga. Nesses locais, os pesquisadores avaliaram diferentes doses de calcário incorporadas até 0,40 m de profundidade.

De acordo com o professor Silvino Moreira, essa diversidade geográfica e temporal confere robustez aos resultados, garantindo que as conclusões não sejam pontuais, mas representativas de diferentes realidades de solo e clima.

Os resultados mostraram ser possível aumentar a produtividade das culturas anuais e a resiliência destas culturas aos déficit hídricos, comuns nas condições de cultivos de sequeiro na região sob Cerrado, especialmente na segunda safra.

Isso foi possível com níveis mais elevados de cálcio e magnésio no solo não só na camada de 0 a 20 cm, mas também na camada de 20 a 40 cm. O estudo define novos níveis críticos para os nutrientes cálcio e magnésio no solo para estas duas camadas de solo, os quais são maiores do que os tradicionalmente recomendados.

Em lavouras de milho segunda safra submetidas a veranicos severos, a aplicação baseada na nova metodologia proporcionou ganhos de produtividade superiores a 50%. Em lavouras de soja houve ganhos de até 30%.

O efeito foi atribuído ao maior desenvolvimento radicular em profundidade, o que permitiu às plantas acessar água e nutrientes mesmo em períodos de déficit hídrico. Nas fotos da lavoura de milho (acima) é possível verificar a diferença no desenvolvimento das plantas, com dose de 3 t/ha de calcário (primeira foto de milho) e com 12 t/ha de calcário (segunda foto de milho).

O produtor Evandro Ferreira, da Fazenda Campo Grande, em Nazareno, considera que a pesquisa foi um divisor de águas na busca por altas produtividades na região. “As chamadas ‘altas doses de calcário’ não representam excesso, mas sim a aplicação criteriosa e ajustada às reais necessidades do solo”, pontuou.

Profundidade da aplicação de cálcio

O método mostrou que, para atingir 95% da produtividade das lavouras anuais, é preciso garantir 60% de cálcio na camada de 0 a 20 cm do solo e 39% na camada de 20 a 40 cm.

Essa proposta foi especialmente desenvolvida para correção de solos para implantação de culturas anuais sobre sistema de plantio direto (SPD) ou para reabertura de áreas atualmente em uso, mas que não tiveram uma correção adequada. A proposta também já começa a ser testada em lavouras de café.

Os pesquisadores envolvidos no estudo esperam que o método tenha impacto direto na agricultura brasileira, sobretudo em regiões como o Cerrado, onde a produção de grãos depende fortemente da correção da acidez do solo.

Isso porque, com uma recomendação mais precisa de calagem, produtores podem alcançar maior eficiência no uso de insumos, reduzir custos a longo prazo e aumentar a resiliência das lavouras frente às variações climáticas.

“Trata-se de uma contribuição relevante não apenas para a agricultura mineira, mas também para outras regiões tropicais, onde solos ácidos e altamente intemperizados impõem sérias limitações à produção agrícola”, considera o professor Silvino Moreira.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Diesel sobe em agosto e supera preço de julho


Em agosto, o preço do diesel registrou alta em relação a julho, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O diesel comum ficou 0,65% mais caro, alcançando média de R$ 6,19, enquanto o diesel S-10 subiu 0,81%, chegando a R$ 6,22. De acordo com a Edenred, as oscilações do petróleo e do câmbio seguem como fatores determinantes para os reajustes no Brasil.

Regionalmente, o Sudeste teve o maior aumento para o diesel comum, de 1,15% (R$ 6,14), enquanto o S-10 registrou a maior alta no Centro-Oeste, de 1,28% (R$ 6,34). No Norte, o diesel comum foi o único a apresentar queda, de 0,73%, mas ainda assim manteve o preço mais alto do País, a R$ 6,76. Já os menores valores médios foram encontrados no Sul: R$ 6 para o tipo comum e R$ 6,06 para o S-10.

“O aumento registrado no diesel em agosto está ligado à influência de variáveis externas que continuam determinantes para a formação dos preços no Brasil. Oscilações no valor do petróleo e no câmbio acabam sendo incorporadas de forma relativamente rápida à cadeia de distribuição, o que ajuda a explicar a elevação observada no período”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.

No levantamento por estados, o Acre liderou com os preços mais altos: R$ 7,59 para o diesel comum e R$ 7,55 para o S-10, apesar de leves quedas em relação a julho. O Paraná registrou o menor preço para o diesel comum, a R$ 5,97, enquanto Pernambuco teve o menor valor para o S-10, a R$ 5,96. As maiores altas ocorreram em Sergipe, com avanço de 4,06% no diesel comum (R$ 6,41), e no Paraná, com alta de 1,86% no S-10 (R$ 6,02). O IPTL considera abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, consolidando os preços a partir de milhões de transações, o que garante confiabilidade ao levantamento.

 





Source link

News

Uma volta ao mundo pelos sabores do café… em Santos



Que o Brasil é campeão na produção e na exportação de café, todo mundo já sabe. Mas, dentre as opções da bebida no mercado, você saberia diferenciar o grão de cada região? Essa é a proposta de um dos cursos oferecidos pelo Museu do Café, localizado em Santos, no litoral paulista.

Além de aprender sobre a origem e os métodos de preparo, o público que visita o local pode sentir aromas e experimentar o café de todas as formas. Segundo Fernanda Marqueria, gestora do Centro de Preparação de Café do museu, esse contato direto desperta a curiosidade e cria uma conexão ainda mais profunda com a bebida.

O Museu do Café

Falar de café no Brasil, é também pensar na cidade de Santos, onde fica o principal porto do país. Foi por lá que o café brasileiro ganhou o mundo e é lá que está o Museu do Café, instalado no edifício da antiga Bolsa Oficial, um dos símbolos dessa ligação entre passado e presente. 

Para a gestora do CPC, o local é importante para a aproximação do público com o universo do café. “Mais do que valorizar a história desse produto tão importante para o Brasil em termos econômicos, sociais, culturais e políticos, a ideia é mostrar como ele faz parte do nosso cotidiano e está em constante transformação”, diz.

Ali, visitantes percorrem exposições que mostram a força do grão na economia nacional e participam de vivências que aproximam da cultura sensorial da bebida. É uma forma de entender por que a bebida, em suas múltiplas versões, segue unindo tradições, inovação e memória afetiva. Mas a pergunta que surge é inevitável: como diferenciar um café do outro? 

O mundo na xícara

Em um dos cursos dentro do Centro de Preparação do Café, os amantes da bebida conseguem viajar por um mundo de sabores, passando por países produtores mais conhecidos, como Brasil e Colômbia, mas também por destinos menos óbvios, como Índia e Costa Rica. Além disso, é importante que o grão de cada região chegue ao mercado com muita qualidade.

Quem explica melhor é José Cordeiro, professor da Universidade do Café aqui no Brasil. “Esse frescor permite que as características sensoriais de cada origem sejam percebidas com muito mais facilidade quando comparamos um café com o outro”. Segundo ele, cada grão apresenta características sensoriais próprias, definidas por fatores como solo, clima, latitude, longitude e outros elementos naturais. 

Outra forma de diferenciar os tipos de café é fazendo a comparação simultânea, que ajuda na construção do paladar. De acordo com Cordeiro, isso permite que o consumidor entenda melhor as diferenças entre cada perfil sensorial. 

“Eu posso experimentar um café da Colômbia, que geralmente tem bom corpo e notas frutadas, e compará-lo simultaneamente com o do Brasil. Essa comparação ajuda a criar uma memória gustativa, que vai sendo desenvolvida aos poucos”, afirma.

Em relação aos cursos, o especialista reafirma a importância de atividades, como as disponíveis no Museu do Café. Na visão dele, elas também ajudam os produtores a melhorar a qualidade dos grãos, bem como capacitar baristas para fazer extrações de excelência. Para o público geral, o ganho é bastante claro: o contato com a história do grão no Brasil valoriza o processo e o valor de uma bebida de qualidade.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo encerra semana com preços estáveis


De acordo com o informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (5), o mercado do boi gordo em São Paulo encerrou a semana sem alterações nas cotações.

O levantamento aponta que as indústrias se dividiram em dois perfis. Algumas alongaram suas escalas de abate para cerca de dez dias e, por cautela, se retiraram das compras na sexta-feira. Outras, que atuaram no período da manhã, mantiveram-se pouco dispostas a negociar em valores diferentes dos praticados no dia anterior, projetando um mercado mais pressionado na próxima semana.

Com esse cenário, a cotação de todas as categorias permaneceu inalterada em relação à quinta-feira.

No Mato Grosso, parte das indústrias, já com escalas preenchidas para a próxima semana, não participou das compras nesta sexta-feira. Na região Sudeste do estado, houve redução de R$ 3,00 por arroba nas ofertas de compra da novilha, após 12 dias úteis de estabilidade. Para as demais categorias e regiões, os preços seguiram estáveis.

Em relação ao comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 268,5 mil toneladas em agosto, com média diária de 12,8 mil toneladas. O resultado representa crescimento de 23,5% em relação ao mesmo mês de 2024. O preço médio da tonelada foi de US$ 5,6 mil, alta de 26,3% no comparativo anual.

Apesar de o volume total embarcado em agosto ter ficado 3% abaixo do registrado em julho, o resultado consolidou o melhor desempenho da história para o mês, estabelecendo um recorde nas exportações brasileiras de carne bovina.





Source link

News

Queijo colonial artesanal ganha reconhecimento nacional


A tradição de produção de queijos artesanais atravessa gerações e, ao longo do tempo, se consolidou como referência em qualidade e autenticidade. A história começou em 1927, quando Ambrose Lorenzon criou o primeiro rótulo da família, preservando uma receita que permanece até hoje. Após um período de pausa, em 2007, Sérgio e sua esposa decidiram retomar a produção e, assim, resgataram a identidade do queijo colonial artesanal.

Atualmente, quem lidera a sexta geração é Gabriel Lorenzon, que assumiu a atividade ao lado do pai. Segundo ele, “nosso queijo mantém a mesma receita familiar, e cada conquista é um reconhecimento da nossa história e da dedicação de toda a família”.

O resultado desse cuidado não demorou a aparecer nos concursos. Em 2022, o queijo conquistou medalha de bronze em competição regional. No ano seguinte, o colonial com 30 dias de maturação recebeu medalha de ouro no mesmo evento. Em 2024, por sua vez, veio a consagração: o produto alcançou o segundo lugar no concurso nacional realizado em Brasília, promovido pela CNA e pelo SENAR.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Mais do que os títulos, porém, Gabriel ressalta o valor da validação de especialistas. “Participar de um concurso é ter a certeza de que pessoas qualificadas avaliaram o seu queijo e reconheceram a qualidade. Esse feedback é fundamental para continuar evoluindo”, afirma Lorenzon.

Além disso, o apoio de instituições como o Sebrae tem sido essencial nessa trajetória. Com incentivos e programas voltados à qualidade, pequenos produtores conseguem se desenvolver com mais segurança. Dessa forma, segundo Gabriel, é possível crescer de forma sustentável e manter viva uma tradição iniciada há mais de 140 anos na propriedade da família.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Receita de café exportado chega a US$ 9 bilhões até julho


A safra brasileira de café está estimada em 55,2 milhões de sacas beneficiadas em 2025. Segundo o 3º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (4), o volume representa alta de 1,8% em relação ao ano passado, mesmo sendo um ciclo de baixa bienalidade.

De acordo com a Conab, a produção é influenciada pela recuperação de 3% na produtividade nacional, que passou de 28,8 sacas por hectare em 2024 para 29,7 sacas neste ano. No ciclo anterior, marcado pela bienalidade positiva, a safra foi prejudicada por adversidades climáticas. A área em produção foi estimada em 1,86 milhão de hectares, queda de 1,2% frente a 2024, enquanto a área em formação cresceu 11,9%, alcançando 395,8 mil hectares. Assim, a área total destinada ao cultivo de café chega a 2,25 milhões de hectares, alta de 0,9% em comparação ao ano anterior.

O levantamento aponta que a produção de café arábica deve alcançar 35,2 milhões de sacas, uma redução de 11,2% em relação à safra anterior. Minas Gerais concentra 75,2% da área nacional destinada à espécie, com 1,38 milhão de hectares, e deve colher 24,7 milhões de sacas, queda de 10,8% frente ao ciclo passado. A Conab atribui a retração ao efeito da bienalidade negativa e à seca prolongada que antecedeu a floração.

No caso do conilon, a produção deve atingir 20,1 milhões de sacas, crescimento de 37,2% em comparação ao ano passado. A Conab explica que o resultado se deve à regularidade climática, que favoreceu a formação dos frutos. O Espírito Santo, responsável por 69% da produção nacional da espécie, deve colher 13,8 milhões de sacas, alta de 40,3% em relação a 2024, impulsionada pelas chuvas no norte do estado.

Na Bahia, a produção total está estimada em 4,1 milhões de sacas, aumento de 33,5% em relação ao ano anterior. O resultado decorre da entrada de novas lavouras irrigadas em produção, principalmente nas regiões do Atlântico e do Cerrado. A produção de conilon no estado deve crescer 51,2%, alcançando 2,95 milhões de sacas, enquanto o arábica deve registrar avanço de 2,4%, totalizando 1,1 milhão de sacas. Rondônia também deve apresentar crescimento de 10,4%, com produção estimada em 2,3 milhões de sacas.

No mercado externo, o Brasil exportou 23,7 milhões de sacas de 60 quilos entre janeiro e julho de 2025, queda de 16,4% em comparação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar da retração, o volume é o terceiro maior já registrado no período. Segundo o levantamento, a redução já era esperada devido à menor disponibilidade de estoques após o recorde de exportações em 2024 e à limitação da produção de arábica.

A receita gerada pelas exportações no acumulado até julho somou US$ 9 bilhões, o maior valor para o período. O desempenho representa alta de 44,1% em relação ao ano anterior, resultado impulsionado pela elevação dos preços internacionais do café no início do ano.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Projeções para safra de soja dividem opiniões


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 8 a 14 de agosto e publicada na última quinta-feira (14), os prêmios têm ajudado a sustentar parte dos preços da soja no Brasil, com o câmbio mantendo-se próximo de R$ 5,44 por dólar. Nesse cenário, as principais praças gaúchas registraram valores de R$ 122,00 por saca, enquanto em outras regiões do país os preços oscilaram entre R$ 117,00 e R$ 123,00 por saca.

Em paralelo, projeções da iniciativa privada indicam que a futura safra brasileira pode alcançar 178,2 milhões de toneladas em 2025/26. A StoneX avaliou que o número é baseado em expectativa de produtividade excelente. O Ceema ponderou, no entanto, que “além de muito cedo, tais números são, por enquanto, bastante otimistas, já que é preciso esperar o comportamento do clima nas diferentes regiões do país”. O relatório destacou ainda que o Mato Grosso enfrenta preocupações com a baixa umidade, considerada a menor em dez anos, no início do plantio autorizado a partir de 7 de setembro, após o vazio sanitário. O Sul do país também continua sob risco de seca.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em levantamento recente, manteve a área de soja do estado em 13,08 milhões de hectares, alta de 1,67% em relação ao ano anterior. A produtividade média foi projetada em 60,4 sacas por hectare, recuo de 8,8% frente ao ciclo anterior. A produção final estimada é de 47,2 milhões de toneladas, queda de 7,3% em relação à colheita passada. O instituto destacou que ainda há incertezas relacionadas ao clima e ao nível de investimento dos produtores em tecnologia diante de custos elevados e preços relativamente baixos.

No Rio Grande do Sul, a Emater estimou redução de 0,8% na área a ser semeada em 2025/26, para 6,74 milhões de hectares. Apesar da retração, a entidade afirmou que, em condições climáticas normais, a produção poderá se recuperar após a quebra de 27% registrada na safra passada em comparação ao ano anterior. A expectativa é de que a colheita alcance 21,4 milhões de toneladas, avanço de 57,1% sobre o último ciclo, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare, o equivalente a 53 sacas.





Source link