quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Trigo segue pressionado



Para os moinhos, a recomendação é aproveitar o momento de preços baixos


Para os moinhos, a recomendação é aproveitar o momento de preços baixos
Para os moinhos, a recomendação é aproveitar o momento de preços baixos – Foto: Paulo kurtz/ Embrapa

O mercado de trigo segue pressionado pelos grandes volumes de colheita no Hemisfério Norte, no Brasil e na Argentina, cenário que mantém os preços internacionais e domésticos em baixa. De acordo com a TF Agroeconômica, a tendência é que, com o avanço do consumo dos estoques após o encerramento das colheitas, as cotações voltem a subir gradualmente, sobretudo a partir de fevereiro de 2026. 

Para os moinhos, a recomendação é aproveitar o momento de preços baixos para comprar contratos futuros. A consultoria destaca que esses contratos custam 41% menos do que os juros pagos em financiamentos bancários e 88% a menos do que a compra de trigo à vista, garantindo acesso a volumes maiores de matéria-prima com menor custo e ainda oferecendo proteção contra futuras altas do mercado físico. Segundo a empresa, essa estratégia permite gastar menos e ampliar a margem de lucro, reduzindo riscos para o setor industrial.

No cenário internacional, o relatório de oferta e demanda do USDA trouxe novidades relevantes. Para a safra americana 2025/26, foram mantidas as projeções de oferta e consumo domésticos, mas as exportações aumentaram em 680 mil toneladas, reduzindo os estoques finais para 22,97 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do ano passado. Já o preço médio projetado caiu para US$ 5,10 por bushel, reflexo dos números reportados até agora.

Globalmente, a expectativa é de maior produção, consumo e comércio. A oferta aumentou em 9 milhões de toneladas, puxada por ganhos na Austrália, União Europeia e Rússia. Com isso, o consumo global subiu para 814,5 milhões de toneladas, enquanto o comércio deve alcançar 214,7 milhões. Os estoques finais foram ajustados para 264,1 milhões de toneladas, reforçando o cenário de abundância no curto prazo.

 





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Cajueiro-anão da Embrapa impulsiona renda no Semiárido com produção acima da média


O cajueiro-anão, desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical (CE), consolida-se como alternativa de renda para agricultores familiares do Semiárido. A cultura resiste à seca, mantém produtividade elevada e fortalece a permanência das famílias no campo.

O que torna o cajueiro-anão diferente

O material genético reúne mecanismos fisiológicos que reduzem a perda de água sem paralisar a fotossíntese. Assim, a planta aproveita a umidade da madrugada e melhora a absorção hídrica do solo. Mesmo em estiagens severas, os pomares seguem ativos.

Entre 2012 e 2017, quando a seca dizimou diversas culturas no Nordeste, o cajueiro-anão manteve produção. Com manejo correto, ultrapassa 1.000 kg de castanha por hectare, mais que o dobro da média nacional.

O resultado é renda estável em um ambiente climático desafiador.

“Poucas frutíferas produzem no auge da seca. O caju é estratégico nesse período”, ressalta o pesquisador Marlos Bezerra, da Embrapa.

Melhoramento genético que virou o jogo

O Programa de Melhoramento da Embrapa já lançou 13 clones, sendo 11 de cajueiro-anão para castanha e pedúnculo. O CCP 76, indicado para Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, lidera os plantios. Ele entrega 9.600 kg/ha de pedúnculo e 1.200 kg/ha de castanhas.

Outros destaques são o BRS 226, com 1.200 kg/ha, e o CCP 51, que pode chegar a 1.650 kg/ha em manejo ideal. Esses números superam, com folga, a produtividade média nacional.
A robustez foi comprovada nas secas da última década, em solos arenosos e com alumínio.

Segundo Gustavo Saavedra, chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, quem planta clones da Embrapa colhe, “com ou sem chuvas”.

A cultura performa com 600–800 mm/ano e segue produtiva mesmo sob déficit hídrico.
Para o Semiárido, isso significa segurança produtiva e menos risco.

Casos reais que viraram referência

No Rio Grande do Norte, a produtora Najara Melo recomeçou em 2016 com clones anões e manejo moderno. A família investiu em podas, nutrição, prevenção de pragas e mecanização.
Hoje, alcança até 2.000 kg/ha de castanha e aproveita integralmente o caju, do pedúnculo à lenha das podas.

No Piauí, 165 famílias da região de Picos elevaram a produtividade para cerca de 500 kg/ha.
A colheita chega mais cedo: em dois anos, o pomar já se paga. O pedúnculo virou polpa, cajuína e novos produtos, cobrindo custos e ampliando margens.

Integração que soma renda e sustentabilidade

Em sistemas agroecológicos e ILPF, os pomares atraem abelhas, retêm umidade e abrigam fauna local. A integração com capim para forragem entrega dupla aptidão: caju na seca e alimento animal no “inverno”.

O manejo correto melhora o solo, protege o sistema vascular da planta e eleva a produtividade, afirma a Embrapa.

A diversificação também blindou produtores de oscilações no preço da amêndoa. Com o pedúnculo in natura, sucos e doces, a renda deixa de depender de um único mercado.
Tecnologias pós-colheita e embalagens ampliaram a vida útil do caju de mesa, abrindo novos destinos.

Patrimônio genético para o futuro

Em Pacajus (CE), o Banco Ativo de Germoplasma de Cajueiro (BAG Caju) reúne, há mais de 50 anos, a maior coleção genética do mundo, com 700+ acessos. As plantas são clonadas e mantidas no campo e em vasos, garantindo segurança do acervo. Dali surgiram os primeiros clones anões, nos anos 1980, que mudaram a cajucultura.

A coleta de materiais de cajueiros gigantes preserva variabilidade valiosa. Ela pode trazer resistência a pragas, tolerância à seca e novas características de interesse. É um “seguro” contra os efeitos das mudanças climáticas e novas doenças.

Sebrae e Senar apoiam produtores com gestão, capacitação e consultorias. O foco vai do planejamento financeiro à comercialização, reduzindo riscos e melhorando resultados. Com boa gestão, a cultura se mantém lucrativa e passa de geração em geração.

Clima em pauta: Diálogos pelo Clima

Os desafios da Caatinga estarão no centro do Diálogos pelo Clima, que ocorre nesta terça-feira (16), em Fortaleza (CE).

A agenda integra a Jornada pelo Clima da Embrapa rumo à COP30, em Belém (PA), e discute bioeconomia, agricultura familiar e conservação.
O cajueiro-anão aparece como ativo estratégico para adaptação, renda e conservação do bioma.




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Média diária exportada de carne suína cai 5,2% em julho/25, mas preço médio…


Apesar da retração no volume embarcado, receita total sobe e alcança US$ 297,7 milhões, puxada pelo avanço nos preços internacionais.

Logotipo Notícias Agrícolas

Nesta quarta-feira (06), as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada finalizam o mês de julho/25 com 113,015 mil toneladas. De acordo com as informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume embarcado de carne suína em julho do ano anterior chegou a 119,2 mil toneladas, em 23 dias úteis.

A média diária exportada de carne suína até a quinta semana de julho ficou em 4,9 mil toneladas e teve uma queda de 5,2%, frente ao observado em julho do ano passado, que estava em 5,1 mil toneladas. 

Com relação ao preço médio, o valor está próximo de US$ 2.634,6 mil por tonelada e teve um leve avanço de 9,3% frente ao valor negociado no ano anterior, que estava em US$ 2.409,9 mil por tonelada.

Com relação ao valor negociado para o produto até a quinta semana de julho25 ficou em US$ 297.746,5 milhões, sendo que no ano anterior a receita total em julho foi de US$ 287.289,7 milhões.

A média diária ficou em US$ 12.945,5 milhões e registrou um recuo de 3,6%, frente ao observado no mês de julho do ano passado, que ficou em US$ 12.490,9 milhões.

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Por:

Andressa Simão | Instagram @apautadodia

Fonte:

Notícias Agrícolas





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SICONBIOL 2025 abre em Gramado debatendo inovação e futuro no controle biológico



O evento se estende até 18 de setembro no ExpoGramado.



Foto: Pixabay

Iniciou nesta segunda-feira (15.09) em Gramado (RS) o 18º Simpósio de Controle Biológico (SICONBIOL), que reúne pesquisadores, produtores e gestores para debater ciência, bioinsumos e inovações no setor. O evento se estende até 18 de setembro no ExpoGramado.

O SICONBIOL é reconhecido como o maior simpósio latino-americano dedicado ao controle biológico, organizado por Embrapa Clima Temperado, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Edmundo Gastal (FAPEG).  Nesta edição, o tema central é “O Futuro do Controle Biológico é Feito de Ciência e Inovação”, enfatizando a convergência entre pesquisa, tecnologia aplicada e práticas sustentáveis. 

Entre as atividades previstas estão palestras técnicas, mesas-redondas, arenas temáticas e espaços com expositores de bioinsumos, biotecnologia e serviços relacionados.  O público inclui pesquisadores, estudantes, produtores agrícolas, consultores, empreendedores, investidores, agentes públicos e interessados em inovação científica aplicada à agricultura e saúde. 

O setor de bioinsumos e controle biológico tem registrado crescimento e interesse crescente no Brasil, tanto por razões ambientais quanto econômicas. A expectativa é que esse simpósio impulsione a troca de conhecimento e acelere a adoção de técnicas e produtos que reduzam o uso de insumos químicos, promovendo mais sustentabilidade. 

Espera-se que Gramado se transforme em um hub para inovações práticas e pesquisa aplicada em controle biológico. Os próximos dias reforçarão as políticas de estímulo ao setor, parcerias e impulsionar tecnologias que podem alterar práticas agrícolas e de saúde em larga escala. Para produtores e gestores, o evento trará novas alternativas e reforçará o papel estratégico do controle biológico como elemento chave na agropecuária sustentável.

 





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Brasil amplia presença na maior feira agrícola do mundo


A Agritechnica 2025, maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícolas, está cada vez mais próxima. O evento será realizado de 9 a 15 de novembro, em Hannover, Alemanha, e deve reunir mais de 2.700 expositores de mais de 50 países. Sob o tema “Touch Smart Efficiency”, a Agritechnica oferece aos visitantes acesso a sistemas agrícolas inovadores e conectados, que utilizam tecnologias digitais para aumentar eficiência, sustentabilidade e produtividade.

O Brasil terá presença expressiva, com 09 empresas expondo individualmente, além dos dois pavilhões nacionais, o do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), e o da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), que reunirão cerca de 22 empresas expositoras, ambos com apoio da Apex-Brasil.  

“Em termos de área e de número de empresas, tivemos um aumento de cerca de 20% em relação à última edição da Agritechnica, em 2023”, afirma Brena Baumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras, representante oficial da DLG para o Brasil.

Expositores brasileiros esperam consolidar presença do País na feira

Uma das empresas brasileiras que marcam presença no evento há mais de 20 anos é a METISSA. “A Agritechnica é uma das feiras mais importantes das quais participamos e estamos presentes a cada edição desde 2003. O evento nos permite encontrar clientes, identificar novas oportunidades de negócios e acompanhar de perto as tendências mundiais. Graças à nossa participação constante, conseguimos ampliar nossa presença no competitivo mercado europeu”, afirma Ademar Willrich, Export Manager da METISA, tradicional fabricante de peças agrícolas presente no mercado há mais de 80 anos, com produtos presentes em mais de 50 países.

Entre os expositores brasileiros confirmados também está a Tuzzi, que leva à feira um lançamento da empresa. “Neste ano, apresentaremos um sistema de acoplamento para tratores mais robusto e até 30% mais leve. Desde 2017, temos orgulho de representar o Brasil na Agritechnica e de contribuir para o avanço do agronegócio global”, explica César Bonacini, Diretor de Vendas e Engenharia da Tuzzi. “Participar da Agritechnica como expositor tem sido uma experiência estratégica e transformadora. O evento é uma vitrine global que nos permite apresentar nossas soluções a um público altamente qualificado e tomar parte das principais discussões sobre o futuro da agricultura. Além disso, é uma oportunidade única de acompanhar de perto as tecnologias de ponta e as tendências que estão moldando o setor”, complementa Bonacini.

Estreante no evento, a MEDAL Bombas Hidráulicas conta que a participação na Agritechnica visa ampliar sua presença global. “Estar na Agritechnica é estratégico para ampliar nossa presença global e fortalecer relações com parceiros internacionais. Apresentaremos o novo modelo de bomba hidráulica MD360H, mais leve e com maior pressão, além de linhas de produtos lançadas nos últimos três anos”, destaca a direção do grupo.

Visitantes terão oportunidade de negócios e conexões 

Além disso, a edição 2025 da Agritechnica promete reunir uma ampla gama de visitantes, interessados em ver as principais novidades do segmento e aproveitar as oportunidades de conexão. Na última edição, em 2023, realizada em Hanover, o evento recebeu um número recorde de 470.000 visitantes de 149 países diferentes. Eles eram compostos por aproximadamente dois terços de alemães, e uma forte presença internacional, especialmente da Europa e da América Central e do Sul. 

Para 2025, o Brasil já confirmou uma delegação de mais de 400 visitantes profissionais brasileiros, reforçando o papel do país como potência agrícola e desenvolvedor de tecnologia.

Eduardo Marckmann, CEO da Save Farm, empresa brasileira especializada em pulverização seletiva, foi um dos visitantes da Agritechnica em 2019 e em 2025 vai pela segunda vez como expositor. “Visitamos a Agritechnica em 2019 e vimos a importância do evento. Realizar esse sonho, de ter um espaço na feira, é muito emocionante. Vemos a aderência, o contato com pessoas dos mais variados países. É uma experiência muito interessante”, comenta.

Programação: 7 dias 7 temas

Sob o tema central deste ano, “Touch Smart Efficiency”, a principal feira mundial de máquinas agrícolas será, mais uma vez, o fórum para discutir o futuro da agricultura. O evento oferecerá aos visitantes acesso direto a sistemas agrícolas inovadores e conectados, que utilizam tecnologias digitais para aumentar a eficiência, a sustentabilidade e a produtividade. Este ano, estreia o novo conceito de “dias temáticos”. Com o slogan “7 dias – 7 temas”, a Agritechnica atenderá às necessidades de diferentes grupos de visitantes a cada um dos sete dias da feira.

Como hub global da mecanização agrícola, a Agritechnica funciona como uma plataforma estratégica de informações e negócios para profissionais do setor agrícola, do comércio de máquinas agrícolas e de pesquisa e desenvolvimento.

Confira a programação:

Innovation and Press Day – Domingo, 9 de novembro

Neste dia, produtores de grãos, prestadores de serviços agrícolas, futuros tomadores de decisão, além da imprensa especializada e de negócios, terão a oportunidade de conhecer inovações técnicas, estratégias e tendências na agricultura moderna.

Agribusiness Days – Segunda e Terça, 10 e 11 de novembro (ingressos limitados)

Destinados a revendedores de máquinas, prestadores de serviços e grandes propriedades rurais, estes dois dias oferecem oportunidades exclusivas para conhecer as últimas tendências e tecnologias, além de cultivar relacionamentos comerciais estratégicos com expositores. O número de ingressos é limitado.

International Farmers Day – Quarta, 12 de novembro

Focado em tomadores de decisão e investidores das principais regiões agrícolas do mundo, que irão explorar tendências e tecnologias adaptadas às necessidades de seus países, fortalecer parcerias e planejar investimentos. Neste ano, o destaque será para França, Canadá e República Tcheca.

Digital Farm Day – Quinta, 13 de novembro

Voltado para revendedores de máquinas, prestadores de serviços e fazendas que buscam informações sobre tendências, estratégias e produtos nas áreas de robótica, automação, inteligência artificial e agricultura de precisão. Em sintonia com o tema “Touch Smart Efficiency”, o foco será aumentar a eficiência por meio da digitalização.

Young Professionals Day – Sexta, 14 de novembro

Voltado para jovens profissionais e estudantes do setor agrícola de todo o mundo, com oportunidades de networking, informações sobre carreira, demonstrações ao vivo e debates. Neste ano, a tradicional Young Farmers Party acontecerá na sexta-feira como parte da programação.

Celebrate Farming – Sábado, 15 de novembro

Um dia para celebrar as conquistas do setor de tecnologia agrícola, reconhecendo o trabalho de prestadores de serviços e produtores rurais. A programação inclui homenagens, destaque para inovações e debates sobre o futuro da agricultura.

Ingressos à venda

Os visitantes já podem adquirir ingressos para a Agritechnica 2025 na loja oficial online. Os valores variam entre 29 euros (ingresso diário padrão) e 149 euros (Agribusiness Days)

Uma novidade desta edição é que, pela primeira vez, os ingressos da Agritechnica dão direito ao uso gratuito de todo o transporte público local na região de Hannover (zona tarifária ÜSTRA) no dia da visita.

Mais informações em: www.agritechnica.com.


 





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Pioneirismo de um novo paradigma na cadeia de valor global para a indústria agroquímica da China


Por mais de uma década, as exportações de pesticidas da China foram dominadas por materiais técnicos, com as formulações consideradas meramente suplementares. No entanto, uma transformação significativa ocorreu em 2022. Em 2023 e 2024, as formulações começaram a representar mais da metade do valor das exportações de pesticidas da China, emergindo como o principal impulsionador das exportações (Fig.1).

Esta mudança estrutural foi grandemente influenciada pelo mercado sul-americano, particularmente evidente no Brasil.

A América do Sul possui uma demanda substancial por soluções de proteção de cultivos. Neste mercado em expansão, o crescimento nas exportações de formulações da China tem sido particularmente impressionante. O Brasil, como o mercado mais importante desta região, manteve uma capacidade estável de processamento de formulações locais por anos, e de 2018 a 2024, suas políticas de tarifas de importação não favoreceram significativamente nem materiais técnicos nem formulações. Este ambiente permitiu que empresas chinesas se movessem da periferia para a vanguarda: A participação das formulações no total de exportações de pesticidas da China aumentou de 33% para 48%, enquanto a proporção de produtos “Made in China” nas formulações importadas pelo Brasil disparou de 18,35% para 45,60% (Fig.2).

Ao mesmo tempo, as participações de mercado dos países fornecedores tradicionais, como EUA, Israel, França, Alemanha e Reino Unido, se contraíram. Embora as corporações multinacionais ainda detenham participações substanciais no mercado, elas gradualmente começaram a ceder terreno, destacando a ascensão notável das empresas chinesas à medida que substituem sistematicamente as exportações de formulações multinacionais. Esta tendência sublinha uma mudança significativa no processo de globalização em curso.

A expansão global das formulações agroquímicas da China: Uma nova jornada rumo à liderança de marca

Durante a onda anterior de globalização, a China aproveitou as pressões ambientais e de custos internacionais para elevar suas capacidades industriais de produtos químicos básicos para materiais técnicos. Atualmente, a indústria de pesticidas chinesa está entrando numa segunda fase de 

globalização, caracterizada por processos concorrentes de “globalização da manufatura” e “globalização da marca”.

No contexto da participação da China nas formulações no mercado brasileiro subindo de 18,35% para 45,6%, a vantagem de custo é certamente um fator, mas não é o único motor deste crescimento. O cerne deste sucesso reside numa estratégia multidimensional que engloba “controle de custos, layout de conformidade, avanços tecnológicos e penetração de canais”.

Ao aplicar inovadoramente a tecnologia de nano-dispersão e materiais carreadores de liberação sustentada, a taxa de utilização de ingredientes ativos aumentou em mais de 30%. Esta melhoria reduziu significativamente as taxas de aplicação de pesticidas por unidade de área, levando a custos menores de matérias-primas e energia de produção. A plataforma de P&D de formulações verdes da empresa desenvolveu com sucesso produtos ambientalmente amigáveis, incluindo emulsões de baixa toxicidade e baixo resíduo em água (EW) e suspensão de cápsulas aquosas (CS). Estas formulações não apenas cumprem com padrões revisados de registro de pesticidas antes do prazo, mas também garantem certificações ambientais em múltiplos países, graças aos avanços na tecnologia de biocompatibilidade. Esta conformidade facilita a expansão suave dos negócios transfronteiriços. Além disso, os produtos são adaptados às características do solo e perfis de pragas de várias regiões produtoras de cultivos, criando uma matriz de produtos diferenciada através da tecnologia de formulação customizada. Esta abordagem é ainda apoiada por um sistema de orientação de aplicação em campo que aborda precisamente as necessidades específicas dos agricultores finais. Estas inovações tecnológicas levaram a um aumento significativo na taxa de conversão de distribuição de canais e taxa de recompra do usuário.

Olhando adiante, enquanto a “segunda onda de globalização” para formulações de pesticidas chinesas capitaliza vantagens políticas como a “Iniciativa do Cinturão e Rota” e RCEP, ela também encontra vários desafios. Estes incluem barreiras culturais e políticas, sistemas de conformidade variados e a necessidade de capacidades operacionais globais aprimoradas. No campo da tecnologia verde, embora biopesticidas e interferência de RNA (RNAi) estejam progressivamente sendo comercializados, um sistema de padrões abrangente que englobe todo o processo – de P&D a registro, aplicação e serviço – ainda não foi estabelecido. Consequentemente, empresas que podem pioneirizar um modelo de ciclo fechado de “produto + registro + serviço” e facilitar o reconhecimento mútuo de padrões internacionais estão posicionadas para estabelecer “padrões chineses” como benchmarks globais, ganhando assim influência sobre estruturas regulatórias futuras. Para transicionar com sucesso de meramente produzir produtos para estabelecer marcas robustas no mercado internacional, as empresas agroquímicas chinesas precisam integrar totalmente avanços tecnológicos, padrões verdes, capacidades de conformidade e operações localizadas. Esta abordagem holística finalmente as permitirá emergir como líderes no setor agroquímico global.

Sino-Agri Leading: Estabelecendo a plataforma aberta SINO-AGRI para pioneirizar um novo paradigma para a expansão global da indústria agroquímica da China

A Sino-Agri Leading Biosciences Co., Ltd. (“Sino-Agri Leading”) se destaca como líder na distribuição de insumos agrícolas da China, equipada com uma rede de vendas nacional e uma plataforma abrangente de fornecimento de pesticidas. A empresa atende mais de 5.000 distribuidores principais e mais de 30.000 terminais de varejo em todo o país, apoiada por uma equipe de mais de 430 funcionários de serviço técnico de primeira linha. Esta configuração robusta cria um sistema direto ao agricultor de “última milha”, garantindo entrega eficiente de produtos e serviços. Domesticamente, a Sino-Agri Leading emprega uma estratégia de motor duplo, “agindo como agente para produtos multinacionais de alta qualidade enquanto simultaneamente desenvolve suas próprias formulações de marca”. Aproveitando a expertise de sua Divisão de Saúde de Cultivos, a empresa efetivamente aborda pontos críticos de dor ao longo de todo o ciclo de crescimento das culturas. Esta estratégia permite que a Sino-Agri Leading melhore continuamente as soluções de proteção e nutrição de plantas, garantindo finalmente a segurança e proteção alimentar diretamente da fonte.

A Sino-Agri Leading não apenas cultiva uma presença doméstica robusta refinando continuamente suas capacidades de integração de recursos e serviços, mas também intensifica seus esforços em mercados internacionais, expandindo ativamente sua pegada de negócios global. Empregando um modelo de “ativos leves, serviços pesados”, a empresa estabeleceu uma rede de cadeia de suprimentos que abrange América Latina, África, Sudeste Asiático, Oriente Médio e Europa. Em 2023, a Sino-Agri Leading lançou sua marca internacional “SINO-AGRI” em Hangzhou, introduzindo uma nova filosofia de marca de “Construir um futuro global compartilhado com agricultura inclusiva”. As operações da empresa agora se estendem a mais de 100 países. Começando com pesticidas, a SINO-AGRI está gradualmente ampliando seu alcance para outros setores agrícolas, criando uma plataforma operacional global para registro, canais, tecnologia e capital compartilhados. Esta iniciativa visa promover uma comunidade com um futuro compartilhado na agricultura junto com fornecedores, clientes, parceiros de canal e outras partes interessadas, facilitando o desenvolvimento sinérgico entre o aprofundamento das operações domésticas e a expansão internacional.

A empresa oferece um pacote de serviços integrado que inclui “seleção de produtos, registro, gestão de canais, financiamento e suporte técnico”, todos refinados através de experiências domésticas para criar uma plataforma pública que facilite a expansão global das empresas agroquímicas chinesas. Esta plataforma “aberta, compartilhada, ganha-ganha” não apenas melhora as vantagens dos canais domésticos, mas também fornece um caminho rápido para mais empresas chinesas se engajarem com a cadeia de valor global.

Na plataforma SINO-AGRI, e através do “Ecossistema de Valor Internacional SAL”, a empresa oferece suporte abrangente tanto para fabricantes de materiais técnicos upstream quanto para clientes downstream, integrando recursos de registro global, redes de canais e capacidades tecnológicas e de cadeia de suprimentos, promovendo um ecossistema da indústria agrícola sinérgico e simbiótico.

No segmento upstream da cadeia industrial, a plataforma SINO-AGRI capacita ativamente as empresas de produção. Aproveitando seus extensos recursos de registro acumulados em vários países, ela auxilia materiais técnicos e formulações chinesas a obter eficientemente acesso ao mercado, melhorando assim sua competitividade global e eficiência operacional. Este suporte reduz significativamente as barreiras de entrada e custos de tempo para parceiros. Para o mercado sul-americano, a equipe SINO-AGRI possui conhecimento profundo das regulamentações locais, políticas e ecossistemas agrícolas, facilitando registros localizados e adaptações de produtos que fornecem suporte preciso de acesso ao mercado. Concomitantemente, a plataforma abre sua rede de canais estabelecida, que abrange mais de 100 países e inclui mais de 500 clientes B-end, para seus parceiros. Isto permite que empresas de materiais técnicos se conectem rapidamente com mercados regionais, otimizem suas estratégias globais e alinhem efetivamente capacidades de produção com oferta e demanda.

No âmbito da tecnologia e cadeia de suprimentos, a Sino-Agri Leading está comprometida em impulsionar a inovação em P&D, tendo desenvolvido múltiplas tecnologias patenteadas focadas em três áreas principais: melhoria de plataformas de formulação, inovação de adjuvantes verdes e P&D de formulações diferenciadas. Entre seus avanços notáveis estão “formulações de flonicamid altamente eficientes e seguras” que melhoram propriedades físico-químicas, um “concentrado de suspensão aquosa de pendimetalina (SC)” ambientalmente amigável, e “sinergistas compostos contendo óleo de oliva”, que são aplicáveis em vários cenários de proteção de cultivos. Através de seu Centro de P&D de Formulações, a empresa fornece serviços de desenvolvimento de formulações para empresas parceiras, criando especificamente formulações compostas diferenciadas e soluções eficientes adaptadas para mercados-alvo no exterior. Adicionalmente, a Sino-Agri Leading está aberta a co-investir com parceiros upstream para navegar pelas complexidades de registros de mercado de alto limite, encurtando assim o ciclo de globalização de produtos e facilitando a entrada rápida em mercados globais.

Na extremidade downstream da cadeia industrial, a Sino-Agri Leading melhora seu suporte para clientes downstream através de matrizes de produtos confiáveis e sustentáveis, assistência tecnológica avançada, capacidades de serviço profissionais, força financeira e soluções integradas. Este suporte abrangente ajuda clientes a aumentar a eficiência operacional e responsividade do mercado. Cultivando um ecossistema agrícola caracterizado por recursos complementares e desenvolvimento sinérgico, a plataforma SINO-AGRI impulsiona ativamente a co-criação de valor e crescimento sustentável dentro da cadeia da indústria agrícola global.

Transformando desafios em oportunidades: Construindo uma “Plataforma de Valor de Herbicidas Não-Seletivos”

Em 2024, o mercado global de herbicidas não-seletivos enfrentou múltiplos desafios, incluindo excesso de capacidade, flutuações nos preços de matérias-primas, disrupções na cadeia de suprimentos e mudanças drásticas em políticas e demanda. Em resposta a estes desafios, a Sino-Agri Leading percebeu choques sistemáticos como oportunidades para remodelar a cadeia de valor 

e lançou a “Plataforma de Valor de Herbicidas Não-Seletivos”. Aproveitando o ecossistema SINO-AGRI, a plataforma integra recursos diversos para fornecer múltiplos serviços de valor agregado para parceiros da cadeia de suprimentos, incluindo suporte financeiro, serviços de informação profissionais e garantias de fornecimento estável, assistindo empresas agroquímicas chinesas em seus empreendimentos globais.

Esta plataforma possui três vantagens principais: 1) Matrizes de produtos sinérgicos: A plataforma integra produtos mainstream como glifosato e glufosinato de amônio, fornecendo soluções compostas customizadas para abordar efetivamente o problema generalizado de ervas daninhas resistentes na América do Sul; 2) Compromissos contratuais e capacidades de fornecimento estável: Com uma estrutura de cadeia de suprimentos global, a plataforma monitora dinamicamente a demanda do mercado, permitindo a garantia preventiva de recursos. Estabelece um sistema de reserva multidimensional para garantir entrega oportuna durante períodos agrícolas críticos e em resposta a demandas repentinas, construindo assim uma imagem de marca internacional confiável; e 3) Foco em recursos de registro: A plataforma prioriza a superação de barreiras de registro de pesticidas em países como Brasil e Argentina. Acelerando o acesso ao mercado para produtos conformes, ela ajuda a encurtar tempos de resposta do mercado.

Do registro ao campo: Sino-Agri Leading constrói uma solução de ponta a ponta para mercados agroquímicos no exterior

Aproveitando suas forças de plataforma, a Sino-Agri Leading integra os abundantes recursos de materiais técnicos e formulações da China, estabelece parcerias de longo prazo com fornecedores de alta qualidade e promove estes produtos para usuários finais através de parceiros estratégicos locais. Esta abordagem cria uma rede de promoção multidimensional caracterizada por “penetração localizada + serviços profissionais”, melhorando significativamente o alcance da marca e aceitação do usuário. Analisando profundamente as diferenças no registro de pesticidas, padrões de resíduos e requisitos ambientais em vários países, a equipe prioriza o processo de registro para biopesticidas de baixo resíduo e formulações ambientalmente amigáveis. Esta estratégia permite que eles introduzam rapidamente soluções que abordam os desafios específicos enfrentados por agricultores locais.

Esta estratégia sistemática de localização rendeu resultados notáveis em mercados diversos como Sudeste Asiático e América do Sul, criando caminhos de comercialização distintos.

No Sudeste Asiático, a empresa foca nas principais regiões produtoras de arroz na Indonésia, Tailândia e Vietnã, selecionando sistematicamente formulações eficientes adaptadas a estágios-chave de crescimento como semeadura, perfilhamento e espigamento, enquanto simultaneamente conduz registro local. Esta abordagem garante alinhamento preciso entre o espectro de controle, tempo de aplicação e necessidades de cultivo regionais, estabelecendo uma base sólida para a implementação conforme de soluções localizadas. Construindo sobre isto, uma matriz integrada para “controle de ervas daninhas, controle de pragas e controle de doenças” é estabelecida para abordar desafios-chave como brocas, cigarrinhas, brusone do arroz, queima da bainha e capim-arroz. A estratégia começa superando os gargalos de resistência de herbicidas tradicionais introduzindo novos ingredientes ativos com novos mecanismos de ação ou tecnologias avançadas de formulação composta. Adicionalmente, a empresa oferece pacotes pequenos de fácil uso de

grânulos dispersíveis em água (WG) e pós molháveis (WP) para pequenos agricultores, permitindo ação rápida a baixo custo e completando o ciclo fechado de ponta a ponta do registro à aplicação em campo.

O mercado sul-americano é vasto e abundante em oportunidades. A Sino-Agri Leading foca seus esforços de registro de produtos em pragas, doenças e ervas daninhas que impactam cultivos de larga escala como soja, milho, citros, algodão e trigo, criando assim uma matriz de produtos registrados que cobre todo o ciclo de crescimento. Esta abordagem permite que a empresa forneça soluções de controle conformes e efetivas para produção agrícola de larga escala.

No mercado brasileiro, a empresa está continuamente otimizando seu modelo de negócios “B+”. Por um lado, ela rapidamente garante qualificações de acesso a produtos através de planejamento proativo de registro, reduzindo significativamente os custos de conformidade e reduzindo o investimento de tempo para suas empresas parceiras. Por outro lado, está se integrando ainda mais e promovendo o desenvolvimento da cadeia da indústria agrícola local através de integração de recursos e inovação de serviços. Adicionalmente, através de colaboração estratégica profunda com clientes B-end brasileiros locais, a Sino-Agri Leading capacita seus parceiros downstream em várias áreas, incluindo expansão de canais, otimização de eficiência operacional e suporte técnico. Esta abordagem os ajuda a fortalecer sua posição no mercado regional e alcançar crescimento sustentável dos negócios.

Quebrando barreiras e co-desenvolvimento: Desafios e soluções no mercado agroquímico sul-americano

Empresas chinesas aventurando-se no mercado agroquímico sul-americano enfrentam numerosos desafios, mas também encontram oportunidades estruturais. Tomando a Argentina como estudo de caso, o mercado apresenta três barreiras significativas: O mercado é principalmente dominado por firmas multinacionais como Syngenta, Bayer e BASF. Com seus portfólios de produtos estabelecidos, forte reconhecimento de marca e redes de distribuição bem desenvolvidas, estas empresas detêm mais de 70% da participação do mercado em cultivos-chave. Adicionalmente, o registro de pesticidas pode levar em média três a quatro anos, com padrões se tornando cada vez mais rigorosos. Controles de câmbio e desvalorização da moeda elevaram os custos de importação e aumentaram o risco de repatriação de capital. As empresas também enfrentam várias barreiras operacionais, incluindo escassez de talentos versáteis, flutuações severas nas taxas de câmbio, altos custos de financiamento, longas distâncias da cadeia de suprimentos, forte sazonalidade e desafios na gestão de estoque.

Além disso, os canais de distribuição de insumos agrícolas na América do Sul estão se consolidando rapidamente. Os principais distribuidores estão colocando maior ênfase na eficiência da cadeia de suprimentos, adição de valor do produto e capacidades de serviço técnico. Esta tendência se alinha proximamente com a estratégia de expansão global da Sino-Agri Leading de “Serviços baseados em tecnologia como núcleo, valor da marca como força de ligação”. Esta estratégia de canal centralizado apresenta três oportunidades-chave para o desenvolvimento da plataforma Sino-Agri Leading: Primeiro, parcerias com principais players de canal podem reduzir significativamente os custos de desenvolvimento de mercado e facilitar acesso rápido ao mercado final. Segundo, combinar “produto + serviço” melhora a lealdade do cliente, mudando o foco de fornecimento transacional para co-criação colaborativa. Mais importante, aproveitando a influência de canais

benchmark através de medidas práticas como orientação agronômica e parcelas de demonstração, a empresa pode efetivamente comunicar sua filosofia de marca e estabelecer uma imagem profissional, finalmente ajudando marcas de formulação chinesas a alcançar um avanço significativo no mercado internacional.

No futuro, a competição entre empresas agroquímicas se estenderá além de apenas preço e evoluirá para uma disputa abrangente focada em capacidades sistemáticas. Empresas agroquímicas chinesas devem integrar tecnologia, gestão da cadeia de suprimentos, conformidade e construção de marca para transicionar de meramente exportar produtos para verdadeiramente “criar raízes e crescer” no mercado sul-americano, aumentando assim continuamente sua participação no mercado e influência dentro da indústria.

Para alcançar este objetivo, empresas chinesas devem se concentrar em três caminhos principais: estabelecer barreiras tecnológicas, melhorar serviços e promover sinergia dentro da cadeia industrial. Isto inclui desenvolver barreiras técnicas através de formulações compostas inovadoras e soluções bio-químicas integradas visando pragas e doenças específicas. Adicionalmente, as empresas devem melhorar a confiança e lealdade do usuário fornecendo serviços técnicos localizados e ferramentas digitais de proteção de plantas. Elas também devem trabalhar na co-construção de bases de produção e moldar colaborativamente imagens de marca tecnológica com seus parceiros industriais. Esta estratégia facilita uma mudança da exportação de produtos para exportação de tecnologia, finalmente impulsionando a transição no mercado de expansão em escala para crescimento em qualidade.





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Incentivo à instalação de placas solares no campo é aprovado em Comissão



A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria um programa para estimular a instalação de sistemas fotovoltaicos por agricultores familiares e por inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Pela proposta, serão destinados ao Programa Luz do Sol:

  • Recursos do Orçamento destinados à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar);
  • Parte da arrecadação de loterias;
  • Empréstimos junto a bancos e fundos;
  • Verbas de programas já existentes de eficiência energética e de energia renovável social.

A gestão financeira e operacional do programa será responsabilidade da ENBPar.

Arrecadação de apostas

O texto destina 2% da arrecadação das apostas de quota fixa, conhecidas como bets, ao programa Luz do Sol. O percentual será retirado do montante que hoje é destinado ao Ministério do Turismo (que ficará com 20,4% do produto da arrecadação).

A proposta altera a Lei 13.756/18, que trata da destinação do dinheiro arrecadado pelas loterias.

Bancos públicos, privados e de fomento e outras instituições financeiras e os fundos públicos ou privados, podem disponibilizar linhas específicas para financiamento do programa.

Segundo o deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA), o incentivo à instalação da energia solar pode reduzir os custos do usuário residencial e do produtor, desenvolver cadeias tecnológicas nacionais, mitigar as consequências das crises climáticas e promover a agricultura familiar.

Próximos passos

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Por que estudantes devem participar do APSUL América?


Se você é estudante e deseja se destacar no setor agropecuário, não pode ficar de fora do APSUL América 2025, o maior congresso sul-americano de Agricultura de Precisão e Máquinas Precisas, que acontecerá nos dias 23 e 24 de setembro, no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS.

Com o tema “AGRICULTURA 4.0 – INOVAÇÃO DIANTE DOS DESAFIOS CLIMÁTICOS, ECONÔMICOS E SOCIAIS”, o evento oferece uma oportunidade única para expandir seus conhecimentos, interagir com grandes profissionais do setor e se preparar para o mercado de trabalho no agro do futuro!

Além de ministérios e empresas reconhecidas, o evento traz pesquisadores, professores e especialistas internacionais, criando o ambiente perfeito para estudantes que desejam aprender e se conectar com o que há de mais inovador e relevante no agronegócio.

5 Motivos para Participar do APSUL América 2025

Expandir seus Conhecimentos:São painéis, palestras e minicursos gratuitos com especialistas renomados de quatro países (Brasil, Holanda, Argentina e Estados Unidos) abordando temas como:

Sustentabilidade no agro.

Agricultura digital e uso de inteligência artificial.

Tecnologias que aumentam a eficiência no campo.

Inovações para enfrentar as mudanças climáticas.

Participar de Minicursos Gratuitos:O evento oferece 7 minicursos exclusivos para aprofundar temas atuais e práticos, como:

Conectividade em máquinas agrícolas.

Uso de drones na agricultura.

Plataformas digitais para rastreabilidade.

Manejo sustentável para mudanças climáticas.

Os minicursos são ideais para adicionar valor ao seu currículo e adquirir aprendizados práticos já aplicáveis à sua carreira.

Trocar Experiências com Experts do Agro:No APSUL, você terá a chance de se encontrar com pesquisadores, professores, produtores e empresas pioneiras que estão transformando o setor, além de lideranças internacionais em inovação e tecnologia agrícola.

Expor Seus Trabalhos Acadêmicos:

Tem um projeto relevante? Submetê-lo ao APSUL pode ser a oportunidade ideal para compartilhar sua pesquisa com o setor.

Os trabalhos aprovados serão publicados no e-book oficial do evento, aumentando sua visibilidade e abrindo portas para novas oportunidades acadêmicas e profissionais.

Preparação para o Mercado de Trabalho:Você estará rodeado de lideranças e empresas que recrutam jovens talentos no agro. Networking e novas conexões podem colocar você diretamente no radar das melhores oportunidades no setor!

Além do Conhecimento, uma Infraestrutura que Faz a Diferença

O APSUL foi pensado para tornar sua experiência prática e confortável. O evento conta com:

Estacionamento gratuito.

Coffee breaks e happy hour para relaxamento e networking.

Tradução simultânea para as palestras internacionais.

Demonstrações práticas de drones e máquinas agrícolas.

Informações Importantes

Data: 23 e 24 de setembro de 2025

Local: Parque da Expodireto Cotrijal – Não-Me-Toque (RS)

Tema: Agricultura 4.0: Inovação diante dos desafios climáticos, econômicos e sociais

Investimento para Estudantes: Apenas R$ 85,00, com apresentação de CARTEIRA DO ESTUDANTE.

Inscreva-se agora mesmo e não perca essa chance de transformar sua carreira!

O APSUL América 2025 é o evento ideal para estudantes que querem construir uma carreira sólida e inovadora no setor agropecuário.

Prepare-se para o futuro do agro com conteúdo de qualidade, contatos valiosos e experiências práticas! 





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Proibição de herbicida no RS gera embate entre produtores de frutas e de soja



Decisão judicial no Rio Grande do Sul determinou a proibição imediata do uso do herbicida hormonal 2,4-D até o fim de 2025 em toda a região da Campanha Gaúcha e em outras áreas do estado.

A ação, que se arrastava há cinco anos, foi movida por um grupo de produtores de frutas que alega prejuízos ao serem impactados com a deriva do defensivo. Conforme estudos, o produto se dispersa em um raio de até 30km de onde foi aplicado.

Os maiores impactos são sentidos em vinhedos, com danos na brotação e abortamento de flores que, consequentemente, geram cachos ralos e colheitas menores.

A decisão da Vara de Meio Ambiente cobra que o governo do estado comprove a existência de um sistema eficiente de monitoramento e fiscalização do uso do defensivo, garantindo que a aplicação não prejudique culturas sensíveis, como frutas, olivas e nozes.

Além disso, determina aplicação de multas, a criação de um fundo de compensação e do programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Caso o governo não cumpra essas medidas em um prazo de 120 dias, receberá multa diária de R$ 10 mil.

A presidente da Associação Vinhos Finos da Campanha, Rosana Wagner, ressalta que, nos últimos anos, os produtores de uva têm sentido um declínio constante na produção na Campanha Gaúcha.

“Ninguém mais está investindo porque como investir se não vou ter produção? […] E também a morte dos parreirais porque há um acúmulo de herbicida na planta. Entendemos que é uma situação que não atinge só a Campanha. O direito de produzir livremente é difuso e é isso que nós alegamos. Temos o direito de produzir sem sermos atingidos por outras culturas.”

Por meio de nota, a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul destacou que avalia a decisão e as medidas a serem adotadas para não prejudicar o calendário agrícola em andamento. Destaca, também, que trabalha com instrução de aplicadores, fiscalização em áreas mais críticas e orientações para aplicação segura.

Controle de plantas daninhas

O herbicida 2,4-D é usado no pré-plantio para controle de plantas daninhas de folhas largas em culturas como soja, milho e arroz.

Representantes de produtores de grãos manifestam preocupação com a proibição diante da proximidade da semeadura da safra 25/26. O presidente da Cotrisul, Gilberto da Fontoura, por exemplo, ressaltou que uma tecnologia alternativa e eficaz ao 2,4-D pode gerar alto custo aos produtores, uma vez que daninhas são resistentes a diversos defensivos.

“Por outro lado, temos muitos produtores que adquiriram sementes de soja com a tecnologia Enlist, que é um investimento caro e que tem como princípio a utilização, em um segundo momento, deste herbicida, que é o 2,4-D”, detalha.

Redução de prejuízos do herbicida

A Assembleia Legislativa do estado discute o assunto na Subcomissão dos Herbicidas Hormonais e aprovou um relatório com medidas para reduzir os prejuízos. Entre as iniciativas, destacam-se:

  • Criação de zonas de exclusão com raios de restrição próximos às culturas sensíveis;
  • Estabelecimento de um vazio sanitário;
  • Criação de um fundo estadual de indenização por deriva
  • Fortalecimento da fiscalização e da estrutura de monitoramento
  • Responsabilização técnica do uso desses defensivos
  • Sugestão de transformar instruções normativas em lei estadual

O deputado estadual e vice-presidente da Comissão de Herbicidas Hormonais, Adão Pretto Filho, diz que a utilização dos hormonais, da forma como é feita, tem prejudicado a biodiversidade do estado e produtores vizinhos que produzem de outra maneira.

“[Isso] acaba tornando nosso estado quase que com produção única, uma monocultura. A gente sabe a importância que tem a soja na economia gaúcha e brasileira, o arroz da mesma forma, mas temos que respeitar agricultores que queiram ter outra produção.”

Já Rosana, da Associação Vinhos Finos da Campanha, diz ter esperança que o governo do Rio Grande do Sul não vai recorrer da decisão de proibir o uso do 2,4-D. “É de conhecimento de todos, inclusive dos técnicos da Secretaria da Agricultura, do Meio Ambiente também, que é uma decisão acertada.”

“Vamos ter complicações na implantação e no desenvolvimento dessa safra 25/26, mas a realidade é que temos que procurar alternativas de convivência, de coexistência, entre todas as culturas”, pondera Fontoura, da Cotrisul.



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Aplicativo dos bombeiros agiliza resgates em áreas rurais



O Corpo de Bombeiros desenvolveu o aplicativo Bombeiros Emergência para tornar mais rápido o atendimento a ocorrências em todo o estado de São Paulo.

A ferramenta permite que a vítima envie em tempo real a geolocalização exata do local, facilitando a chegada das equipes de resgate, especialmente em áreas rurais ou locais sem endereço definido.

O recurso é utilizado principalmente em casos de incêndios, acidentes e salvamentos, quando a precisão das informações é essencial para a agilidade do socorro.

Pelo app, também é possível incluir detalhes da ocorrência e enviar fotos, ajudando as equipes a se prepararem antes de chegar ao local.

Disponível para Android e iOS desde 2022, o aplicativo funciona como uma versão digital do telefone 193. As informações são encaminhadas diretamente ao Centro de Operações dos Bombeiros.

Somente em agosto deste ano, foram 918 acionamentos pelo app, a maioria para casos de incêndio. Desde o lançamento, já foram registradas 8,7 mil ocorrências.

“Com a tecnologia do aplicativo, o atendimento se torna muito mais rápido, pois os agentes recebem as coordenadas exatas, o que reduz significativamente o tempo de resposta”, explica o capitão Vitor Chaves, chefe da Seção de Desenvolvimento de Tecnologia.

Como funciona o Bombeiro Emergência

Ao abrir o app, o usuário preenche um questionário que identifica automaticamente as coordenadas geográficas do celular e transmite essas informações ao sistema. A partir daí, a viatura mais próxima é acionada. O aplicativo utiliza os dados de localização do próprio dispositivo e consegue indicar o ponto exato com margem de até cinco metros.

“Quando a ocorrência é registrada, a posição aparece no mapa, permitindo que os agentes enviem a viatura mais próxima. Isso é fundamental em áreas de difícil acesso, como zonas rurais, onde não há endereços”, completa o capitão Vitor.

Durante o cadastro, o app exibe um mapa interativo com a posição do dispositivo. O usuário pode confirmar a localização ou ajustar manualmente o marcador, caso esteja em deslocamento ou queira indicar um ponto próximo.

Há ainda o campo complemento, para incluir referências como nomes de propriedades, quilometragem de rodovias, marcos visuais ou qualquer informação que facilite a identificação do local. Outra opção é compartilhar a localização pelo Plus Code, disponível no Google Maps em dispositivos Android.

Como compartilhar o Plus Code

  • Abra o aplicativo Google Maps no smartphone;
  • Toque no ponto azul que mostra sua localização atual;
  • Na parte inferior da tela, o painel “Seu local” será exibido;
  • Deslize o dedo para cima para encontrar a seção “Plus Code”;
  • Toque em “Copiar código” para compartilhar





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