terça-feira, abril 21, 2026

Autor: Redação

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a chave para o ‘bezerro do cedo’ e o lucro na seca


A busca pela alta rentabilidade na pecuária exige a adoção de um manejo que solucione o principal desafio da produção a pasto: a falta de forragem durante a seca.

Um exemplo de sucesso no Acre, na Fazenda Copacabana, demonstra como a estação de monta invertida pode revolucionar os resultados, garantindo o estratégico “bezerro do cedo” e a parição no período seco, o que culmina em um gado jovem, pesado e de ciclo curto.

A fazenda inverteu seu ciclo reprodutivo ao investir na disponibilidade de bons pastos durante a estação seca. Essa estratégia permitiu que a inseminação artificial das novilhas fosse realizada entre julho e outubro, um período fora do ciclo tradicional (novembro/dezembro).

Com essa inversão, os bezerros nascem entre março e julho, e a desmama ocorre exatamente no auge do período chuvoso. O resultado é um salto de eficiência: o gado está sendo abatido com menos de dois anos de idade e peso superior a 20 arrobas.

Gestão de dados e precisão reprodutiva impulsionam a margem líquida

O sucesso da estação de monta invertida na Fazenda Copacabana é fundamentado em um manejo de alta precisão e gestão estratégica de dados, com o apoio do programa Fazenda Nota 10.

Em entrevista ao programa Giro do Boi, o zootecnista Rodrigo Gennari, líder de projetos da Fazenda Nota 10, destaca que a fazenda alcançou um aumento notável: 726% na margem líquida e 75% na produção de arrobas por hectare/ano em apenas duas safras. Confira o vídeo.

A pecuária profissional exige que os dados sejam transformados em ações lucrativas. O manejo reprodutivo apurado foca no “arroz com feijão bem feito”, com técnicas como:

  • Pré-indução nas novilhas;
  • Ultrassonografia de ressincronização;
  • Inseminação no tempo e horário exatos.

Essa precisão elevou a fertilidade para 90% e reduziu a mortalidade de bezerros em mais de 71%, provando que o foco em protocolos rigorosos gera resultados exponenciais.

Produção na Fazenda Copacabana, no Acre. Foto: Divulgação.

Manejo de pasto e nutrição encurtam o ciclo de produção

O grande diferencial, segundo o zootecnista Lucas Carrijo, responsável pela nutrição, é a sinergia entre genética, nutrição e, principalmente, o manejo de pastagem. Ele alerta que não é recomendável se aventurar na estação de monta invertida sem um investimento prévio em pastos de qualidade.

A lógica é simples: ao nascer na seca e ser desmamado no período das águas, o bezerro tem uma oferta de forragem excelente no momento crucial do seu desenvolvimento. Isso encurta seu ciclo dentro da fazenda.

A nutrição, com protocolos específicos e suplementação por categoria, garante que:

  • As fêmeas precoces emprenhem aos 13 ou 14 meses de idade.
  • Os machos sejam abatidos aos 24 meses, com 20 a 21 arrobas.

O impacto financeiro desse manejo inteligente é indiscutível: o custo da arroba produzida na Copacabana diminuiu 54%. O caso de sucesso prova que o manejo estratégico e a gestão de dados são a chave para a rentabilidade na pecuária brasileira.



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Universidade do Amazonas investiga contaminação por mercúrio no rio Madeira



A contaminação por mercúrio no rio Madeira voltou ao centro das atenções em 2025. Pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realizam expedições para investigar os efeitos da mineração ilegal de ouro na bacia. O estudo busca entender os impactos ambientais e de saúde pública associados ao uso do metal, que é utilizado no processo de extração do ouro.

Durante 12 dias, a equipe de pesquisa percorreu cerca de 1.780 km pela calha do rio. Foram coletadas amostras em 54 pontos, passando por cidades como Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré, Borba, Nova Olinda do Norte e até a vila de Urucurituba, quase na foz do rio Madeira. O objetivo foi monitorar a água, os sedimentos e os peixes, ampliando a compreensão da contaminação.

Segundo os pesquisadores, esse tipo de monitoramento é contínuo e busca comparar períodos de seca e de cheia, avaliando como as condições climáticas e hidrológicas influenciam a concentração de mercúrio no rio.

Mineração ilegal e pontos críticos de contaminação

A atividade garimpeira, considerada a principal responsável pela contaminação, utiliza mercúrio para separar o ouro de outros materiais. Nos locais com maior presença de garimpos ilegais, os pesquisadores já identificam tendência de concentração mais elevada do metal.

O problema se agrava porque, uma vez no ambiente, o mercúrio sofre transformações químicas e se converte em metilmercúrio, uma substância altamente tóxica que se acumula ao longo da cadeia alimentar. Essa característica amplia os riscos para a fauna aquática e, principalmente, para as populações humanas que dependem do pescado como fonte de alimento.

Saúde pública em risco

O processo de biomagnificação faz com que os peixes menores contaminados transmitam o mercúrio para espécies maiores, até chegar ao consumo humano. Esse acúmulo pode provocar sérios problemas de saúde a curto, médio e longo prazo, variando desde distúrbios neurológicos até comprometimento do desenvolvimento infantil.

Por isso, os cientistas reforçam que o estudo não se limita a questões ambientais, mas também envolve saúde pública. A população ribeirinha, diretamente dependente do peixe como base alimentar, é a mais vulnerável.

Cooperação internacional amplia alcance da pesquisa

As análises laboratoriais das amostras de mercúrio e metilmercúrio serão realizadas em parceria com a Harvard John Paulson School of Engineering and Applied Sciences, em Boston, Estados Unidos. Essa colaboração internacional fortalece a precisão dos resultados e deve trazer evidências mais robustas sobre o impacto da mineração ilegal no rio Madeira.

Com o monitoramento contínuo, a expectativa é que os próximos anos tragam dados consistentes para orientar políticas públicas de fiscalização e mitigação dos riscos, protegendo tanto o meio ambiente quanto a saúde das comunidades locais.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima irregular preocupa produtores de milho



Milho mantém preços com exportações em alta



Foto: Pixabay

De acordo com análise divulgada nesta segunda-feira (6) pela Grão Direto, o plantio do milho no Brasil já ultrapassa um quarto da área prevista, apresentando ritmos distintos conforme as condições climáticas regionais. No Rio Grande do Sul, as chuvas recentes favoreceram a germinação e a emergência das lavouras, que já atingem 74% da área total. No Paraná, a semeadura segue acelerada e alcança 64%, embora produtores do norte do estado enfrentem irregularidades nas precipitações. Em Santa Catarina, a umidade do solo é considerada adequada para o desenvolvimento inicial da cultura. Já em Minas Gerais e São Paulo, o cenário é mais preocupante, pois a falta de regularidade das chuvas mantém o risco de déficit hídrico.

O especialista ouvido pela Grão Direto destacou que “o avanço regionalizado do plantio reflete o impacto direto das condições de clima sobre o ritmo da semeadura, exigindo atenção redobrada nas áreas ainda secas”.

O cenário das exportações também vem ganhando impulso. O Brasil já embarcou cerca de 22 milhões de toneladas de milho neste ano e, com os 4,7 milhões programados, o total deve atingir 26,8 milhões de toneladas. O volume é inferior ao registrado no mesmo período de 2023, quando as exportações somaram 33,8 milhões de toneladas.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apenas em setembro foram exportadas 6,63 milhões de toneladas, superando em 3,27% o total embarcado no mesmo mês do ano anterior. A análise ressaltou que “esse avanço, ainda que tardio, tende a sustentar as cotações ao longo dos próximos meses”. De acordo com a Grão Direto, assim como ocorre com a soja, “as cotações em Chicago devem permanecer estáveis diante da ausência de novos relatórios, enquanto o ritmo das exportações deve seguir positivo e apoiar os preços no Brasil”.





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Seminário discute aproveitamento sustentável de dejetos suínos em SC



No dia 24 de outubro, a Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia (SC), realiza o seminário “Aproveitamento sustentável dos dejetos suínos: aspectos técnicos e legais”. O objetivo é debater soluções, desafios e orientações sobre o uso adequado dos dejetos da suinocultura e seu potencial na geração de biogás e energia como práticas sustentáveis.

A programação contará com palestras de representantes do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), da empresa Ekodata Tecnologia e Saneamento Ambiental, além de pesquisadores e analistas da Embrapa. O evento também incluirá uma visita técnica à Estação de Tratamento de Dejetos de Suínos (ETDS) e ao Sistema de Compostagem e Desidratação de Animais Mortos (TEC-DAM), instalados na Unidade.

Inscrições e público-alvo

O seminário é voltado a profissionais do setor agropecuário e ambiental, técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC), entidades parceiras e produtores rurais. O evento será presencial e as vagas são limitadas. As inscrições estão abertas até 20 de outubro, pelo link forms.gle/uLd76iLXVd8Cg3oPA.

Valdir Ávila, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, afirmou que o evento é uma oportunidade de integrar diferentes agentes do setor em torno de soluções sustentáveis e aplicáveis: “O aproveitamento adequado dos dejetos suínos é um desafio técnico e ambiental que exige conhecimento e cooperação. Nosso objetivo é promover o diálogo entre pesquisa, órgãos reguladores, empresas e produtores para que as tecnologias sejam aplicadas de forma eficiente, garantindo ganhos ambientais e econômicos para toda a cadeia produtiva”.

Realização e contatos

O seminário é uma realização da Embrapa Suínos e Aves e da Agrocon, com apoio de instituições parceiras.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelos canais da Embrapa Suínos e Aves:

Mais informações sobre o tema estão disponíveis no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Embrapa: www.embrapa.br/fale-conosco/sac/.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Comercialização de soja segue lenta e preços oscilam; veja cotações do dia



A semana começou sem muitas novidades para o mercado brasileiro de soja. De acordo com o analista Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado, os preços apareceram mistos, com algumas ofertas em determinadas regiões, mas sem grandes reportes de negócios.

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Segundo ele, o produtor segue focado no plantio e mantém pedidas mais altas, sem disposição para ceder sem preços melhores. Do outro lado, compradores também não têm mostrado agressividade nas aquisições.

“Foi um dia em que os prêmios mudaram pouco, a Bolsa operou calma e, com a questão do shutdown nos EUA, não temos dados concretos de exportação, o que aumenta a cautela do mercado”, acrescentou Rafael Silveira.

Além disso, o dólar recuou no dia, e a comercialização antecipada seguiu lenta, sem grandes movimentos.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 130,00 para 129,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 131,00 para 130,00
  • Cascavel (PR): subiu de 131,50 para 132,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de 123,00 para 121,00
  • Dourados (MS): manteve em 124,50
  • Rio Verde (GO): caiu de 121,50 para 121,00
  • Paranaguá (PR): manteve em 136,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 136,00 para 135,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O cenário fundamental manteve pressão sobre os contratos, limitando uma recuperação técnica. A colheita avança bem nos Estados Unidos e o clima está favorecendo o plantio no Brasil.

Também, o mercado monitora as negociações comerciais entre americanos e chineses. Os investidores esperam por atualizações sobre um possível pacote de ajuda financeira aos produtores para compensar as perdas em decorrência das tarifas comerciais. As medidas devem ser anunciadas amanhã.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 768.117 toneladas na semana encerrada em 2 de outubro, contra 610.633 toneladas na semana anterior.

Contratos futuros

Nos contratos futuros, a soja em grão com entrega em novembro fechou com baixa de 0,25 centavos de dólar, a US$ 10,17 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,35 3/4 por bushel, com baixa de 1,25 centavo.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,50, a US$ 277,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,38 centavos de dólar, com ganho de 0,33 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,49%, negociado a R$ 5,3100 para venda e R$ 5,3080 para compra. Durante o dia, oscilou entre R$ 5,3080 e R$ 5,3488.



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Volume de soja inspecionado para exportação sobe 25,8% nos EUA



Os volumes de soja e de milho inspecionados para exportação em portos dos Estados Unidos aumentaram na semana encerrada em 2 de outubro. Já os de trigo diminuíram. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (6) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu relatório semanal de inspeção dos embarques de grãos do país.

O volume de soja inspecionado para exportação em portos norte-americanos subiu 25,8%, para 768.117 toneladas. Já o volume de milho foi de 1,6 milhão de toneladas, aumento de 3,94% ante a semana anterior. O volume inspecionado de trigo, por sua vez, caiu 42,18%, para 505.096 toneladas.

O relatório mostra os volumes de grãos inspecionados para exportação no acumulado do ano-safra iniciado no dia 1º de junho de 2025 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para o milho e a soja.

Veja abaixo os volumes que foram inspecionados nos portos do país no período:

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EXPORTAÇÃO DE GRÃOS NA SEMANA ENCERRADA EM 2 DE OUTUBRO DE 2025
(em toneladas)
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Grão 02/10/2025 25/09/2025 03/10/2024
====== =========== ============ ============
Trigo 505.096 873.578 364.783
Milho 1.599.941 1.539.257 948.187
Soja 768.117 610.633 1.625.647
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EXPORTAÇÕES DE GRÃOS DOS EUA ACUMULADAS NO ANO
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Grão Atual ano-safra Ano-safra anterior
===== ================ ====================
Trigo 10.177.281 8.649.281
Milho 6.708.744 4.298.920
Soja 3.030.898 3.555.417
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Operação contra maconha líquida vinda dos EUA é deflagrada pela PF e Receita



Uma operação para combater um esquema de tráfico internacional de maconha líquida concentrada, importada dos Estados Unidos, dentro de garrafas com rótulos de uísque e maple syrup — xarope canadense comumente utilizado como cobertura de panquecas e waffles — foi deflagrada nesta segunda-feira (6) pela Polícia Federal e pela Receita Federal.

Na ação, policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na zonal sul do Rio de Janeiro, nos bairros de Botafogo e Copacabana. Foram apreendidos celulares, pendrives e diversos documentos como possíveis provas contra o esquema investigado.

“A investigação foi iniciada a partir da apreensão de uma remessa postal, oriunda dos Estados Unidos via Correios, durante fiscalização de rotina da Receita Federal no Aeroporto do Galeão [no Rio de Janeiro]. As apurações da PF contaram com a cooperação da Receita Federal na identificação de remessas internacionais suspeitas”, diz a instituição, em nota.

A chamada maconha líquida pode ser apresentada em forma de óleos, extratos ou líquidos vaporizáveis derivados da Cannabis. A PF não informou o tipo de conteúdo encontrado dentro das garrafas.

De acordo com a institução, os investigados poderão responder pelo crime de tráfico internacional de drogas, cuja pena prevista é de até 15 anos de reclusão.



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Brasil e Singapura fecham acordo para ampliar comércio de proteína animal



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Meat Traders Association of Singapore (MTAS) assinaram nesta segunda-feira (6), em Colonia, na Alemanha, onde ocorre a feira de Anuga, memorando de entendimento que estabelece uma aliança entre os dois países para o fortalecimento das relações comerciais e institucionais ligadas à proteína animal.

Em nota, a ABPA diz que o acordo prevê a cooperação em temas técnicos e regulatórios e o apoio a ações de promoção comercial envolvendo carnes de frango, suína e produtos processados.

“Esta parceria é um avanço nas relações entre o Brasil e Singapura no campo da segurança alimentar e da cooperação sanitária”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Conforme a entidade, Singapura é o nono principal destino da carne de frango exportada pelo Brasil.

Ao todo, foram 101,4 mil toneladas embarcadas entre janeiro e agosto, com receita de US$ 185 milhões. O mercado também é o sexto maior importador de carne suína brasileira, com 54,7 mil toneladas importadas nos oito primeiros meses deste ano, com receita de US$ 155,3 milhões.

A ABPA informou que a assinatura ocorreu em encontro com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, que assinou memorando equivalente para o setor de bovinos.



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Brasil exporta menos para os Estados Unidos e mais para a China em setembro



As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 20,3% em setembro, totalizando US$ 2,576 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado reflete os efeitos da sobretaxa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas ao mercado norte-americano registraram leve queda de 0,6%, somando US$ 29,213 bilhões. Já as importações vindas dos EUA aumentaram 14,3% no mês, alcançando US$ 4,349 bilhões. No ano, as compras cresceram 11,8%, chegando a US$ 34,315 bilhões.

A China, por outro lado…

Enquanto os embarques para os Estados Unidos recuaram, as exportações brasileiras para a China avançaram 14,7% em setembro, somando US$ 8,691 bilhões. O resultado foi impulsionado principalmente pela demanda por commodities agrícolas e minerais, que seguem como base da pauta de exportação ao país asiático.

Apesar da alta mensal, o acumulado de 2025 ainda mostra leve retração nas vendas ao mercado chinês, com queda de 1,4%, totalizando US$ 76,530 bilhões.

As importações de produtos chineses também cresceram. Em setembro, houve alta de 9%, para US$ 6,377 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 14,9%, somando US$ 54,90 bilhões.



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Greening atinge quase metade das laranjeiras do cinturão citrícola



O greening, também conhecido como HLB (Huanglongbing), é hoje a mais grave ameaça à citricultura brasileira. De acordo com levantamento da Fundecitrus, a doença já alcançou 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola que abrange São Paulo e Minas Gerais — o equivalente a quase 100 milhões de árvores contaminadas.

A bactéria Candidatus Liberibacter spp. é transmitida pelo inseto psilídeo asiático dos citros (Diaphorina citri) e provoca sérios danos à produção. “O greening é devastador. Ele afeta laranjas, tangerinas, limões e até plantas ornamentais como a murta”, disse o engenheiro agrônomo João Quirino, coordenador técnico da Hidroplan, durante o programa Planeta Campo. Segundo ele, as condições climáticas atuais e a presença de plantas infectadas têm favorecido a multiplicação da doença.

Prevenção é o principal caminho para o controle

Uma vez instalada, a doença não tem cura. Por isso, as medidas preventivas são fundamentais para conter seu avanço. “Tudo começa com o uso de mudas sadias e certificadas, adquiridas em viveiros credenciados”, orienta Quirino.

Outros cuidados indispensáveis incluem:

  • Escolher áreas com baixa pressão do psilídeo;
  • Manter o monitoramento constante das plantas;
  • Realizar o controle químico e biológico combinado, dentro do manejo integrado de pragas;
  • Intensificar o manejo das bordas dos pomares, eliminando plantas hospedeiras da bactéria.

“O produtor precisa observar o pomar com frequência. A presença do inseto ou qualquer sinal de desequilíbrio na planta deve acender o alerta”, reforça o especialista.

Sintomas do greening e sinais de alerta no pomar

Os primeiros sinais do greening aparecem nas folhas e nos frutos. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Folhas com coloração assimétrica entre verde e amarelado;
  • Frutos deformados, com sementes abortadas ou ausentes;
  • Produção irregular e queda precoce dos frutos;
  • Ramos com diferenças de coloração e crescimento anormal.

Essas características indicam que a planta pode estar infectada, comprometendo seu desenvolvimento fisiológico e se tornando foco de contaminação para o restante do pomar.

Manejo integrado e novas soluções sustentáveis

O controle eficiente do greening passa pelo manejo integrado de pragas (MIP), com ações coordenadas entre produtores vizinhos. O monitoramento conjunto e a erradicação de plantas contaminadas reduzem a disseminação da bactéria.

Estudos recentes da Hidroplan, em parceria com a Farmatc, vêm testando o uso de óleos essenciais naturais combinados com defensivos tradicionais. Os resultados são promissores:

  • O controle do psilídeo adulto aumentou de 53% para 83% com o uso conjunto;
  • Entre as ninfas — fase que mais transmite a bactéria —, o índice de controle saltou de 18% para 90%.

“É um resultado expressivo, sustentável e seguro. Associar defensivos a óleos naturais potencializa o efeito e ajuda a preservar o pomar por mais tempo”, explica Quirino.

Atenção e cooperação garantem a sobrevivência dos pomares

Com quase metade das laranjeiras do país afetadas, o combate ao greening depende da ação conjunta entre produtores, técnicos e órgãos de pesquisa. “O manejo deve ser coletivo. Um pomar doente pode comprometer toda a região”, alerta o agrônomo.

Para o produtor, adotar boas práticas de prevenção e buscar apoio técnico é o caminho mais eficaz para manter a produção ativa e sustentável. Afinal, preservar o pomar é garantir o futuro da citricultura brasileira.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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