sábado, abril 11, 2026

Autor: Redação

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Mulher que comeu ‘falsa couve’ morre em Minas Gerais



Morreu na segunda-feira (13) Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, que estava internada em estado grave havia cinco dias na Santa Casa de Patrocínio, em Minas Gerais. Ela foi intoxicada após consumir nicotiana glauca, planta tóxica popularmente conhecida como “falsa couve”.

O caso ocorreu na última quarta-feira (8), quando Claviana e três familiares, homens de 60, 64 e 67 anos, ingeriram a planta ao confundi-la com um pé de couve. A intoxicação provocou sérios problemas de saúde na família.

Claviana foi diagnosticada com uma lesão cerebral grave e não resistiu. Um dos idosos chegou a sair do coma, enquanto outro permanece em coma induzido. Já o homem de 67 anos recebeu alta hospitalar na quinta-feira (9). As informações são da Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio (MG).

Planta venenosa

A nicotiana glauca, também conhecida como fumo-bravo, é comum em áreas rurais e às margens de estradas. Sua toxicidade se deve à anabazina, substância que pode causar paralisia muscular e respiratória, levando à morte em casos graves.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família havia se mudado recentemente para a propriedade rural e acabou confundindo a planta com a couve tradicional. Apesar da semelhança, a “falsa couve” tem folhas verde-acinzentadas, textura aveludada e formato mais fino, enquanto a couve verdadeira apresenta nervuras bem marcadas e folhas mais espessas.

As autoridades alertam que, em caso de dúvida, o consumo de plantas de origem desconhecida deve ser evitado.

O resgate das vítimas ocorreu por volta das 15h de quarta-feira (8), quando sofreram paradas cardiorrespiratórias. Elas foram atendidas por equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e do Samu, sendo encaminhadas para a Santa Casa de Patrocínio e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.



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Conexão entre campo e artesanato fortalece o Vale do Ribeira



Com o objetivo de ampliar o olhar sobre o uso dos produtos agrícolas como inspiração no artesanato, o Sebrae/SP, em parceria com o Sindicato Rural, a Faesp/Senar e o Sesc Registro, realiza o 2º Seminário de Artesanato e Trabalhos Manuais do Vale do Ribeira (SP). O evento será no dia 21 de outubro, das 8h30 às 17h, no Anfiteatro do Sesc Registro, com inscrições gratuitas até 19 de outubro.

Durante o encontro, produtores rurais e artesãos terão a oportunidade de trocar experiências e entender como a riqueza agrícola da região pode se transformar em matéria-prima, identidade cultural e diferencial competitivo.

Além disso, haverá mutirão para emissão e renovação da carteira de artesão da Sutaco/SICAB, ampliando assim, o acesso à formalização e a políticas públicas.

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“Vamos abordar temas importantes para o fortalecimento do artesanato regional, como projetos estratégicos para o setor em nível estadual e nacional e as possibilidades de ampliar e diversificar os trabalhos como a venda de cursos pela internet, a inspiração em produtos agrícolas e a parceria com a moda autoral”, explica Carlos Alberto Pereira Júnior, analista de negócios do Sebrae/SP.  

Camila Bacci Teixeira, instrutora de turismo rural do Senar, irá ministrar uma palestra sobre “Produtos agrícolas regionais como inspiração e oportunidade para o artesanato”.

O objetivo, é mostrar como a riqueza agrícola local pode se transformar em inspiração, matéria-prima e diferencial competitivo para o artesanato do Vale do Ribeira.

SERVIÇO:

2º Seminário de Artesanato e Trabalhos Manuais do Vale do Ribeira

Data: 21 de outubro (terça-feira) | Horário: 8h30 às 17h | Local: Sesc Registro

Endereço: Avenida Prefeito Jonas Banks Leite, 57 – Registro/SP

Inscrições gratuitas até 19 de outubro 

Acesse aqui e faça a sua inscrição



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quando o ‘olho do dono’ não basta para engordar o gado



Feita de pessoas, a pecuária brasileira abriga diferentes perfis de produtores. Há quem invista no que há de mais moderno, outros que ainda olham com desconfiança para as novas tecnologias, e aqueles que não abrem mão do olho no olho.

Mas, em um setor cada vez mais competitivo e pressionado por custos, o “olho do dono” já não é suficiente. A observação continua essencial, mas agora ganha reforço da tecnologia.

Para Vanessa Porto, diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich, a inteligência de dados tem o papel de ampliar essa visão. “A tecnologia não vem para substituir o produtor, e sim para dar a ele mais ferramentas de decisão. É como se o olho do dono ganhasse um par de lentes de aumento”, afirma.

Segundo ela, o grande desafio é compreender que o campo digital não é feito apenas de máquinas e algoritmos. “Antes de falar em sensores e softwares, precisamos falar de base: gestão, pessoas e processos. A tecnologia só entrega resultado se o sistema produtivo estiver organizado”, explica.

Tríade tecnológica: da base ao topo da pirâmide

A especialista divide a pecuária de precisão em três pilares: base, meio e topo da pirâmide. Na base, estão os dados operacionais, como manejo, nutrição, reprodução. No meio, entra a integração dessas informações com indicadores de desempenho. No topo, a inteligência artificial e as plataformas de análise, que transformam os dados em decisões.

“Quando a gente fala em IA, o produtor imagina algo distante, caro, quase inacessível. Mas, na prática, a tecnologia começa no caderno de anotações, no registro correto das informações do rebanho. Sem isso, não há algoritmo que resolva”, pontua.

A executiva destaca que a estratégia se adapta conforme o tipo de produção. “No caso dos produtores de leite, eles preferem um contato telefônico. Então, usamos métodos diferentes de acordo com o setor”, explica. Ela ressalta ainda o papel do implementador, que treina a equipe no campo para o gado de corte, enquanto no leite o suporte pode ser remoto ou auditivo, de acordo com a necessidade do produtor.

Além disso, a tecnologia vai além da operação diária. “Havia o módulo de corte, agora o módulo de leite. Ambos são fundamentais para facilitar decisões e garantir performance. Trabalhamos também com parceiros, que trazem insights de produtores europeus e ajudam a criar algoritmos para suportar decisões estratégicas de forma global”, completa.

Pecuária nacional: do Brasil para o mundo

A executiva lembra que o Brasil é referência mundial em produtividade e genética, mas precisa avançar na adoção de ferramentas de monitoramento e gestão. “Hoje, temos tecnologia suficiente para saber exatamente quanto cada animal consome, quanto ganha de peso e qual é o retorno econômico disso. Essa precisão é o que vai definir quem se mantém competitivo no mercado global”, afirma.

Ela destaca que a pecuária de precisão também tem papel estratégico na sustentabilidade. “Com dados em tempo real, o produtor consegue ajustar dietas, reduzir desperdícios e medir emissões. Isso significa produzir mais com menos impacto, o que é bom para o bolso e para o planeta”, completa.

Para a especialista, o futuro do setor será cada vez mais conectado, mas sem perder o toque humano que caracteriza o campo. “O produtor continua no centro de tudo. A tecnologia é uma aliada, não uma substituta. É o olhar técnico, apoiado por dados, que vai engordar o gado daqui pra frente”, conclui.



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Após temporais, chuva dá trégua e volta na quinta


O domingo de Dia das Crianças (12) registrou altos volumes de chuva no Paraná devido à passagem de uma frente fria, associada a um ciclone que se formou na altura do Uruguai. A chuva segue atingindo a faixa norte do Estado na manhã desta segunda-feira (13), mas já se afasta na direção de São Paulo ao longo do dia. Após uma trégua até quarta-feira (15) – período em que poderão ocorrer no máximo algumas pancadas de chuva isoladas –, as instabilidades mais significativas retornam em todo o Estado na quinta-feira (16), com nova previsão de tempestades.

No domingo (12), os maiores volumes de chuva foram em Cruzeiro do Iguaçu (154,4 mm), Quedas do Iguaçu (106,4 mm), Altônia (102,4 mm), Mangueirinha (100,6 mm), Guarapuava (ELEJOR) (97,2 mm), Cascavel (97 mm), Nova Tebas (INMET) (94,2 mm), Francisco Beltrão (91,8 mm), Capanema (85,4 mm) e Candói (ELEJOR) (81,4 mm).

A intensidade da chuva foi diminuindo gradativamente, mas as regiões Norte e Noroeste ainda foram atingidas durante a madrugada de segunda-feira (13) por pancadas de chuva com raios. Os volumes de chuva até as 6h já ultrapassavam os 10 mm em Loanda, Cianorte, Mandaguari, Paranavaí e Umuarama.

Fortes rajadas de vento também foram registradas, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste. As maiores foram em Planalto (INMET) (88,2 km/h entre 0h e 1h), Dois Vizinhos (INMET) (68,8 km/h entre 0h e 1h), Santa Maria do Oeste (67,3km/h às 10h15), Clevelândia (INMET) (64,4 km/h entre 2h e 3h), Loanda (63 km/h às 12h15) e Cascavel (62,3 km/h às 8h30).

Nesta segunda-feira (13) a velocidade das rajadas diminuiu. A estação meteorológica do Simepar em Maringá foi a única que registrou rajada de vento acima de 50 km/h: foram 52,2 km/h às 2h30. Após a chuva, as temperaturas terão declínio.

“Gradativamente, com o afastamento do eixo da frente fria, uma massa de ar seco e frio adentra o Paraná pelo Sudoeste e até o final do dia ela terá atingido todas as regiões. Desse modo, ao final da noite, esperam-se mínimas invertidas, especialmente na metade sul do Estado, com os menores valores em municípios do Centro-Sul, em torno dos 10°C”, explica Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar.

CHUVAS LOGO VOLTAM – Na terça-feira (14), o tempo volta a ficar estável. O amanhecer ainda será gelado, com temperaturas abaixo dos 10°C em toda a metade sul do Paraná, mas já no período da tarde as temperaturas se aproximam dos 25°C em todas as regiões, podendo chegar aos 30°C em municípios das faixas Oeste e Norte.

“A partir do anoitecer, o escoamento oceânico passa a adentrar o estado, aumentando a cobertura de nuvens baixas do Litoral até os Campos Gerais. Isso aumenta a possibilidade de garoa no Leste”, detalha Júlia.

No amanhecer de quarta-feira (15), por conta desta nebulosidade, as temperaturas entre a Região Metropolitana de Curitiba, Campos Gerais e Centro-Sul ficarão entre 8°C e 10 °C. A tarde, com predomínio de sol entre nuvens, nas faixas Oeste e Norte do Paraná as temperaturas máximas poderão superar os 30 °C em alguns municípios. Não são descartadas pancadas de chuva isoladas no Sudoeste e no Centro-Sul, e a cobertura de nuvens com chances de garoa ocasional entre o Litoral e a RMC volta a aumentar.  

O tempo fica instável em todo o estado novamente a partir de quinta-feira (16). “A formação de um cavado entre os países vizinhos e o avanço de uma frente fria pelo oceano favorecerão a ocorrência de chuvas principalmente nas faixas oeste e sul, inclusive com possibilidade de temporais isolados”, afirma.

Já na sexta-feira (17) e sábado (18), essas instabilidades acontecerão de maneira mais abrangente pelo Estado, com maior potencial para a formação de tempestades. O Simepar trará boletins atualizados ao longo da semana e as ocorrências de tempestade serão informadas para a população através dos alertas emitidos pela Defesa Civil Estadual.

78 HORAS ABAIXO DE 15ºC EM CURITIBA – A capital paranaense passou mais de 78 horas com temperaturas abaixo de 15°C em plena primavera. Às 3h45 de terça (07) Curitiba registrou 14,9°C. Na quarta (08) a temperatura máxima foi de 11,9°C. Na quinta (09) a temperatura máxima foi de 14,2°C. Às 10h45 de sexta (10) a cidade atingiu 15°C novamente. A máxima do dia 10 foi de 15,7°C e no sábado (11), com algumas aberturas de sol e sem chuva, os termômetros registraram máxima de 21,2°C.

As temperaturas máximas da semana passada em Curitiba estão entre as mais baixas já registradas no mês de outubro desde 1997, quando foi instalada a estação meteorológica do Simepar na Capital. As mais baixas para o mês foram 10,1°C em 03/10/1999, 11°C em 04/10/1999, 11,9°C em 03/10/2010 e 11,9°C em 08/10/2025.

No domingo (12), as temperaturas em Curitiba ficaram entre 15,4°C e 21,9°C. Nas estações meteorológicas da prefeitura de Curitiba os maiores volumes de chuva até as 19h40 foram de 2,6 mm no Tatuquara, 2,7 mm no Caximba e 2,4 mm na CIC, apenas. A estação meteorológica do Simepar, no Jardim das Américas, também registrou apenas 1,2 mm de acumulado de chuva.

As maiores rajadas de vento na Capital no domingo foram registradas pelas estações da prefeitura de Curitiba, pela manhã: 52 km/h às 10h no Boa Vista e às 9h no Portão. Nesta segunda-feira (13), finalmente, o sol voltou a predominar.





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ouça os destaques do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a trégua entre Estados Unidos e China reduziu tensões, impulsionando bolsas de NY e valorizando petróleo e cobre.

O Ibovespa subiu 0,78% a 141 mil pontos e o dólar caiu 0,75% a R$ 5,46 com atuação do BC. DIs recuaram levemente, e o Focus trouxe melhora nas projeções de inflação. Hoje, atenção à PMS de agosto no Brasil e discursos do Fed nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Frente fria deixa rastro de chuva forte em três regiões do país



A frente fria que atua sobre o país há dias começa a se dirigir à costa, mas ainda leva instabilidades para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Confira a previsão para esta terça-feira (14):

Sul

As condições do tempo melhoram na região, mas não estão descartados chuviscos no litoral gaúcho e, à noite, chuva isolada no litoral paranaense e em alguns pontos do litoral catarinense. A massa de ar frio que avança após a frente fria garante temperaturas mais baixas pela manhã, sem chance de geada, e as máximas ficam mais amenas durante a tarde, com exceção do norte e noroeste do Paraná, e na faixa oeste do Rio Grande do Sul, onde as temperaturas se elevam um pouco mais.

Sudeste

A frente fria se desloca pela costa da região e ainda organiza áreas de instabilidade em São Paulo. Em território paulista, há chance de chuva moderada a localmente forte no nordeste, norte, Vale do Paraíba e litoral norte. No Rio de Janeiro, as áreas de instabilidade também atuam, alcançando Minas Gerais e o centro-sul do Espírito Santo. Nessas áreas, não se descarta a ocorrência de chuva forte e chance de temporais. As temperaturas ficam mais elevadas em boa parte da Região. Na capital paulista, chance de chuva isolada entre a manhã e à tarde com sensação de abafamento.

Centro-Oeste

As pancadas de chuva diminuem em boa parte de Mato Grosso do Sul, mas ainda devem ocorrer no norte do estado. A frente fria na altura do Sudeste ainda organiza as áreas de instabilidade sobre Goiás e o Mato Grosso, onde as pancadas podem ocorrer entre moderada a forte intensidade. As temperaturas vão seguir elevadas pela Região; e o amanhecer pode contar com temperaturas mais baixas no sul de Mato Grosso do Sul. Em Brasília, pancadas moderadas a forte.

Nordeste

As chuvas continuam entre o litoral sul da Bahia e o Rio Grande do Norte, de forma isolada; nessas áreas o sol aparece em alguns períodos do dia. Também há chance de chuva mais isolada em áreas do oeste baiano e no sudoeste do Maranhão, próximo à divisa com o Tocantins. As temperaturas seguem elevadas em toda a região, e a umidade relativa do ar permanece baixa no sertão e agreste nordestino.

Norte

O calor combinado a umidade elevada mantém as áreas de instabilidade sobre a região, atuando em boa parte do Amazonas, centro-sul do Pará, Rondônia e Acre, além de áreas no norte e oeste do Tocantins. Nessas áreas as pancadas podem ocorrer com forte intensidade e não se descartam a ocorrência de temporais. As temperaturas permanecem elevadas em toda a região.



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Feijões da Amazônia têm até 27% de proteína e podem ganhar selo de origem


Um estudo inédito realizado no Vale do Juruá, no Acre, revelou que os feijões-caupi costela-de-vaca e manteiguinha branco possuem teores de proteína de até 27%, bem acima da média mundial e dos 20% registrados em variedades de outras regiões do Brasil. A descoberta integra a tese de doutorado “Qualidade nutricional e armazenamento de feijões do Juruá no Acre”, desenvolvida pela professora do Instituto Federal do Acre (Ifac), Guiomar Almeida Sousa, sob orientação do pesquisador da Embrapa Acre, Amauri Siviero.

As análises foram realizadas no laboratório de Bromatologia da Embrapa Acre e mostraram que as duas variedades com maior índice proteico são cultivadas por agricultores familiares que ainda utilizam sistemas agrícolas tradicionais. A maioria das plantações ocorre nas praias dos rios da região durante o período seco.

Foto: Felipe Sá/Embrapa

Riqueza nutricional e benefícios à saúde

Além do alto teor de proteína, o estudo também mediu a presença de antocianinas, substâncias antioxidantes naturais que ajudam a combater o envelhecimento celular e a prevenir doenças como câncer, Alzheimer e problemas cardíacos.

Os feijões preto de arranque e preto de praia apresentaram índices dessas substências que variam de 420 a 962 microgramas por grama, valores superiores aos encontrados em variedades brancas e coloridas.

Segundo a professora Guiomar Sousa, as diferenças na composição nutricional entre as espécies estão ligadas à diversidade de ambientes e manejos da agricultura local. “Essas variedades possuem pouco ou nenhum estudo, o que mostra que ainda temos muito a aprender sobre elas”, afirma.

Conservação e potencial econômico

Outro resultado importante da pesquisa é a boa conservação dos grãos, que mantiveram seus valores nutricionais após 12 meses de armazenamento.
Para o pesquisador Amauri Siviero, esse desempenho reflete o manejo cuidadoso das sementes por agricultores familiares, indígenas e quilombolas. “Essas sementes foram adaptadas ao longo dos anos às condições locais e ao manejo das populações tradicionais”, afirma.

Durante três anos, foram analisadas 14 variedades de feijões cultivadas nos rios Juruá, Breu, Tejo e Amônia, em Marechal Thaumaturgo, município que concentra a maior diversidade de feijões do Acre. O levantamento resultou em um mapa da distribuição das variedades crioulas do estado, confirmando a relevância da região para a conservação da agrobiodiversidade.

Segundo Siviero, o Vale do Juruá pode ser considerado um dos principais centros de conservação on farm de feijões do mundo. “Enquanto o feijão-comum é cultivado em terra firme, o feijão-caupi cresce em várzeas e pequenos roçados, em áreas de até um hectare”, detalha.

Pantio de feijão em praia do Rio Juruá. Foto: Felipe Sá/Embrapa

Caminho para a valorização

O reconhecimento do valor nutricional e genético dos feijões do Juruá abre espaço para novos mercados e políticas públicas.

Em setembro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) lançou o Selo Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil, que poderá ser solicitado por associações e cooperativas locais.

Para o professor Eduardo Pacca, da Universidade Federal do Acre (Ufac), as variedades da região têm potencial para obter Indicação Geográfica (IG) e certificação orgânica, como já ocorre com a farinha de mandioca do Acre.

Patrimônio agrícola e cultural

Os feijões do Juruá integram também o projeto “Registro dos Sistemas Agrícolas Tradicionais do Alto Juruá (RSAT Alto Juruá)”, coordenado pela Embrapa e parceiros como a Ufac e o Ifac.

A iniciativa tem documentado o conhecimento ancestral das comunidades ribeirinhas e suas estratégias sustentáveis de cultivo. Em agosto de 2025, a equipe percorreu 190 quilômetros pelo rio Juruá, registrando práticas agrícolas em sete municípios do Acre e do Amazonas.

De acordo com Siviero, “os feijões do Vale do Juruá se perpetuam como herança entre gerações e como práticas de conservação da agrobiodiversidade”. Ele destaca que essas tradições envolvem também cultivos de mandioca, milho, banana e tubérculos, além de festas culturais como a farinhada e o festival do feijão e milho.

Sustentabilidade e reconhecimento internacional

A pesquisadora Elisa Wandelli, da Embrapa Amazônia Ocidental, reforça que a agricultura dos ribeirinhos do Juruá é exemplo de sustentabilidade. “Vimos uma população sábia, que mostra que é possível produzir alimentos e cuidar da natureza ao mesmo tempo”, afirma.

Essas práticas estarão em destaque na COP30, em Belém (PA), onde os sistemas agrícolas tradicionais serão apresentados na AgriZone, espaço da Embrapa dedicado à inovação e inclusão.

“Nossa presença na COP 30 reforça a importância de proteger esses sistemas e valorizar as comunidades que preservam a biodiversidade do Brasil”, conclui Siviero.



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Conab reforça compromisso com agricultura familiar e economia solidária na 31ª FEICOOP


Entre a sexta-feira (10) e o domingo (12) passados, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), participou da 31ª Feira Internacional do Cooperativismo e da Economia Solidária (FEICOOP), no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria (RS). A abertura do evento contou com a participação do presidente da estatal, Edegar Pretto.

Durante a abertura oficial, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, destacou a retomada do papel estratégico da Companhia em políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que beneficia diretamente agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades quilombolas.

“Quando fui convidado para ser presidente da maior Companhia de Abastecimento da América Latina, foi me dada duas tarefas: a primeira delas é fazer a Conab forte outra vez, fazer diferença na vida das pessoas. E a segunda é que a Conab passasse novamente a ser um dos instrumentos para erradicar a fome no Brasil. O PAA voltou e nós estamos operacionalizando milhões de reais comprando comida da agricultura familiar e esses alimentos chegando simultaneamente na mesa de quem passa necessidade”, ressaltou.

O presidente da Conab também enfatizou a importância da participação feminina no programa. Segundo ele, mulheres têm papel central no combate à fome e devem ser prioridade nas políticas públicas.

“Nós estabelecemos na Conab que cada cooperativa, cada associação que apresenta um projeto para o PAA para vender comida, tem que ter no mínimo 50% de participação das mulheres. Hoje, 80% da comida que o PAA compra, que a Conab adquire são de mulheres trabalhadoras rurais. O protagonismo da erradicação da fome também passa pelas mãos das mulheres agricultoras brasileiras”, complementou.

Sob o lema “Construindo a Ecologia Integral frente às Emergências Climáticas”, o Feirão Colonial, como tradicionalmente também é conhecida a maior feira de cooperativismo e economia solidária da América Latina, debateu a possibilidade da construção de um novo mundo a partir de um novo modelo econômico colaborativo. Além disso, o público teve acesso à uma variedade de produtos, e também pôde participar de cerca de 80 atividades, entre programações culturais, seminários, rodas de conversa, oficinas, conferências e painéis sobre temas sociais e ambientais.

Em um estande no corredor principal da feira, a Conab participou divulgando, orientando e esclarecendo dúvidas sobre as principais políticas públicas operacionalizadas pela Companhia, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Venda em Balcão (ProVB), assim como evidenciar a atuação da Conab junto aos agricultores, cooperativas e associações do Rio Grande do Sul, estado de grande relevância para a política agrícola nacional, ampliando a efetividade da ação governamental.

Com essa iniciativa, além de reforçar o compromisso da estatal com a soberania e segurança alimentar e nutricional, o abastecimento e a promoção da agricultura familiar, a companhia também fortalece o apoio à produção sustentável e solidária, ao pequeno produtor rural e à organização social no campo.

Em um momento em que os impactos das mudanças climáticas estão no centro da discussão em todo o mundo, a FEICOOP se propõem como espaço de partilha e construção coletiva de alternativas sustentáveis, valorizando a diversidade dos povos, das culturas, dos saberes e das práticas que colocam a vida no centro.

Com a presença de feirantes, visitantes e parceiros, o evento configura-se como espaço estratégico para fortalecimento de parcerias, promoção da agricultura familiar, bem como para a divulgação de ações e programas governamentais voltados ao abastecimento alimentar, através de seminários, oficinas e palestras temáticas.

A FEICOOP é um evento internacional consolidado, referência em Economia Solidária no Brasil, que reúne delegações de empreendimentos de diversos estados e de países da América Latina. A edição de 2025 contou com aproximadamente 550 expositores das regiões Sul e Sudeste do país, além de representantes da Argentina, Uruguai e Paraguai, e atraiu cerca de 100 mil visitantes, a fim de solidificar a economia solidária, aproximar campo e cidade e contribuir para o debate e a consolidação de políticas públicas voltadas ao cooperativismo.

Desde 1994, Santa Maria sedia a Feicoop e é reconhecida como Capital Mundial da Economia Solidária e do Cooperativismo Autogestionário. O evento se consolidou como espaço internacional de articulação, integração e ação coletiva, reunindo empreendimentos de economia solidária, agroindústrias, catadores, povos indígenas, quilombolas, artesãos, floricultores e trabalhadores rurais e urbanos.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

estrategia do INTA contra carrapato bovino


Diante de um contexto em que a eficiência produtiva e a sanidade animal são determinantes para a competitividade do setor, os especialistas do INTA Colonia Benítez – Chaco – propõem o controle integrado, que combina o manejo sanitário, ambiental e genético. Trata-se de uma ferramenta eficaz para proteger a saúde dos rebanhos e aumentar a produção de carne no norte da Argentina.

Para reduzir perdas, aumentar a produção e fortalecer a competitividade, os especialistas do INTA sugerem integrar esses três tipos de manejo. Uma pesquisa recente do INTA Colonia Benítez (Chaco) confirmou a eficácia dessa estratégia, que permite ganhos de peso entre 18 e 42 quilos de carne por animal ao ano. Este trabalho será um dos temas apresentados na 2ª Jornada Pecuária, que acontecerá em Chaco no dia 15 de outubro.

Segundo explicou Victoria Rossner, pesquisadora do INTA Colonia Benítez, “o carrapato é um parasita que representa uma grande limitação à produtividade pecuária em regiões tropicais e subtropicais do mundo, causando severas perdas econômicas no país”.

Ela detalhou que essa parasitose ocorre em áreas ao norte do paralelo 31, onde as condições de clima quente e úmido são ideais para seu desenvolvimento. O impacto direto na pecuária, segundo Rossner, “se traduz em menor ganho de peso, desvalorização do couro devido a lesões e miíases, além da transmissão de doenças”.

Para enfrentar o problema, o INTA propõe um manejo integrado que combina diferentes técnicas, reduzindo a dependência exclusiva de produtos químicos e retardando a resistência dos carrapatos aos acaricidas.

O controle integrado foi avaliado com resultados promissores: “Em estudos com bovinos em crescimento, de 12 a 24 meses, a diferença de peso ao aplicar protocolos de controle dessa parasitose pode variar de 18 a 42 quilos de peso vivo por ano”, afirmou Rossner, destacando o impacto positivo da combinação simultânea de duas ou mais técnicas — sendo que pelo menos uma delas não deve ser química.

De acordo com a pesquisadora, existem três ferramentas com eficácia comprovada:

O uso estratégico de acaricidas químicos, aplicados em momentos-chave conforme o ciclo de vida do parasita;

A rotação e o descanso de pastagens, que interrompem a presença de larvas no ambiente;

E o uso de biotipos bovinos resistentes, que naturalmente limitam a infestação.

“Os esquemas de controle estratégico fazem parte de um programa de médio e longo prazo, concentrando um número mínimo de tratamentos em épocas específicas do ano — como na saída do inverno — para alcançar um efeito duradouro sobre as populações de carrapatos”, detalhou Rossner.

Ela também observou que pequenas variações climáticas afetam microorganismos, vetores, reservatórios e até seres humanos, podendo alterar a distribuição e incidência de várias doenças infecciosas, somando-se ainda às mudanças no uso do solo.

Por fim, a pesquisadora destacou que a implementação dessas práticas requer orientação técnica especializada. “Os produtores devem se manter atualizados e consultar veterinários com conhecimento tecnológico para orientá-los no manejo integrado”, recomendou.





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Sou de Algodão na SPFW 2025: moda rastreável assume protagonismo


O movimento Sou de algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de algodão), retorna à São Paulo Fashion Week (SPFW) para seu 4º desfile, na principal semana de moda do país, reafirmando a força de uma cadeia produtiva que une sustentabilidade, inovação e design. O desfile acontece no dia 17 de outubro, sexta-feira, às 19h, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Com o tema “Trajetórias”, a coleção celebra o caminho do algodão brasileiro com certificação socioambiental, desde o campo até a criação de moda autoral, com 36 looks all black, desenvolvidos no âmbito do programa de rastreabilidade SouABR (Algodão Brasileiro Responsável).

Moda rastreável: o futuro é coletivo

Nesta edição, o Sou de Algodão apresenta um panorama inédito da rastreabilidade da fibra no Brasil: são 82 fazendas, 61 produtores, seis estados e seis indústrias têxteis que integram a cadeia de custódia do algodão certificado ABR utilizado na coleção.

“Em nosso quarto desfile na SPFW, a rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental assume o protagonismo”, explica Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa. “É uma trajetória coletiva que reúne produtores, indústrias e estilistas para mostrar que o futuro da moda é responsável e transparente”.

O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, reforça: “Cada peça é fruto de uma conexão genuína entre campo e passarela. O algodão brasileiro é símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso com práticas responsáveis; valores que ganham forma e significado neste desfile”.

Seis estados, uma só fibra

O desfile reúne peças compostas por algodão cultivado na Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí – estados onde o programa ABR certifica propriedades que seguem padrões sociais, ambientais e de governança.

A coleção também evidencia a atuação de seis indústrias têxteis brasileiras que integram a cadeia de custódia do algodão: Cataguases e RenauxView – que assinam os tecidos de camisaria -, Santana Textiles e Vicunha – responsáveis pelos denim -, Dalila – que trabalha com malharia -, e Fio Puro, que representa a fiação, completando o ciclo da fibra até o tecido final.

Cada novelo de fio, que virou rolo de tecido, que se transformou em cada look traz em si o percurso de uma fibra cultivada com responsabilidade, comprovada por um sistema de rastreabilidade, que conecta o produtor ao consumidor final.

Trajetórias: conceito e styling por Paulo Martinez

Para o stylist Paulo Martinez, o conceito “Trajetórias” nasce da ideia de celebrar os caminhos percorridos, do campo à criação, da fibra ao corpo.

A escolha do all black traduz essa conexão de forma simbólica: o preto absoluto é o ponto onde todas as cores se encontram, como se cada etapa do processo convergisse em uma única expressão de unidade e força.

“O conceito do all black veio de um lugar de comemoração, inspirado em uma festa black tie para celebrar os 30 anos da semana de moda paulistana”, explica Martinez. “Mais do que uma estética, é um gesto de respeito. Um agradecimento a todos que constroem a moda de forma consciente e coletiva”.

Na passarela, 36 looks formam uma narrativa contínua que atravessa territórios, técnicas e linguagens. A cor única revela a essência do algodão, sua textura, peso, toque e movimento, sem distrações, permitindo que cada um dos seis estilistas traduza, à sua maneira, as infinitas possibilidades da fibra natural.

Os criadores e suas trajetórias

Alexandre Herchcovitch

Herchcovitch propõe uma leitura sofisticada e emocional do algodão, deslocando-o de seu imaginário casual. Em sua coleção, o tricoline ganha leveza, o denim aparece cru e a sarja revela sua textura original, sem lavagens ou interferências.

“O que mais me atrai no algodão é a percepção. Meu desejo é que a rastreabilidade seja algo natural, o básico da moda. Que todos saibam de onde vem o que vestem”, diz o estilista, cujo trabalho propõe uma moda honesta e essencial, em que a beleza surge do próprio material.

ALUF

A ALUF apresenta o algodão em sua forma mais inesperada: como matéria-prima de vestidos de festa e silhuetas escultóricas. São peças de volumes inusitados, alças em 3D e acabamentos delicados, que revelam a sofisticação e a versatilidade da fibra natural.

A coleção mostra que o algodão também pode ser luxo, fluidez e emoção, sem perder sua essência sustentável. “Cada look traduz o encontro entre o artesanal e o contemporâneo. A rastreabilidade é parte da beleza; saber de onde vem o tecido é o que dá sentido ao que fazemos”, explica Ana Luisa Fernandes, diretora criativa da marca.

Amapô

A dupla Carô Gold e Pitty Taliani, da Amapô, parte de seu próprio arquivo de 20 anos para revisitar e reconstruir peças icônicas da marca.

Cada look renasce em versão all black, como uma nova leitura sobre o passado; uma coleção que é também um gesto de memória e reinvenção.

“Foi um exercício de desapego e de desconstrução do algodão”, conta Carô. “Recondicionamos o tecido para novos usos, como um vestido de festa feito inteiramente em malha piquet. A rastreabilidade, neste contexto, é tranquilizadora. Ela nos reconecta com o que movimenta o mundo”.

David Lee

Inspirado literalmente pelo tema “Trajetórias”, David Lee transforma o percurso  do algodão em metáfora visual: costuras e texturas se entrelaçam para formar desenhos que lembram estradas, mapas e fluxos. Sua coleção carrega referências utilitárias e campesinas, que equilibram rusticidade e refinamento.

“O algodão é versátil, durável e tem uma modelagem impecável. As pessoas muitas vezes não sabem o caminho que a fibra percorre, e é esse o percurso que eu quis mostrar”, reitera. Em suas peças, cada dobra e cada costura contam uma história, representando o elo invisível entre o trabalhador do campo e o consumidor urbano.

Fernanda Yamamoto

Acostumada a experimentar técnicas artesanais e estruturas complexas, a Fernanda Yamamoto mergulha pela primeira vez em uma coleção composta inteiramente por algodão. Ela leva a fibra para lugares inesperados, com peças de arquitetura têxtil precisa, que combina listras, risca de giz e origamis.

“O algodão é muito mais do que leveza ou casualidade. É uma fibra de construção, de resistência e de sutileza. Ele pode ser tudo, de estruturado a fluido”.

Sua proposta convida à reflexão sobre a potência técnica e expressiva do algodão, e sobre como a moda pode ser simultaneamente artesanal, contemporânea e responsável.

Weider Silveiro

Weider revisita sua trajetória pessoal e propõe uma alfaiataria desconstruída em algodão, que desafia gênero e tradições. O estilista explora contrastes entre o feminino e o masculino, com cortes de precisão, volumes inesperados e tecidos de diferentes pesos.

“Desconstruir a alfaiataria é prazeroso. O algodão é cheio de possibilidades, é confortável, respirável e humano. Saber de onde vem o tecido é um gesto de afeto, é sobre pessoas e não só sobre máquinas”, afirma o criativo, que sintetiza a essência do desfile ao afirmar a moda como expressão humana, consciente e conectada à origem.

O algodão como símbolo de união

Em “Trajetórias”, cada estilista percorre seu próprio caminho criativo, mas todos partem da mesma fibra: o algodão brasileiro certificado e rastreável.

Das fazendas às passarelas, o desfile do Sou de Algodão reafirma que a moda do futuro é feita de colaboração, transparência e propósito.

“A SPFW sempre foi um espaço de expressão e de transformação coletiva. Ver o Sou de Algodão celebrar essa trajetória é testemunhar a força da moda brasileira quando ela se conecta à sua origem, e projeta o futuro com consciência. Este desfile traduz a beleza do ciclo completo, da fibra à criação, e reafirma que inovação e responsabilidade caminham juntas no novo tempo da moda”, completa Paulo Borges, idealizador e diretor criativo da SPFW.

 





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