segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

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Clima favorece florada e produção de citros


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas registradas nas principais regiões produtoras favoreceram o desenvolvimento das lavouras e a realização de tratos culturais nos pomares de citros no estado.

Na região administrativa de Caxias do Sul, as chuvas e as temperaturas amenas permitiram a aplicação de Fungicidas na floração e de produtos de rotina para manutenção da sanidade das plantas, além do monitoramento para controle da mosca-das-frutas. A floração intensa indica boas perspectivas de produção. A colheita está concentrada nas variedades de laranja Monte Parnaso e Valência, e alguns produtores optam por estender a colheita até novembro ou armazenar a fruta para buscar melhores preços. A laranja de mesa (Umbigo) varia entre R$ 2,00 e R$ 2,70/kg, enquanto a destinada à indústria é comercializada a R$ 0,65/kg. A bergamota Montenegrina também segue em colheita, com oferta elevada e preço de R$ 40,00 por caixa de 22 kg em Cotiporã.

Em Passo Fundo, os trabalhos de implantação de novos pomares estão sendo finalizados, e a colheita de laranja segue em andamento. O preço pago pelas indústrias varia de R$ 0,60 a R$ 0,70/kg. No Vale do Caí, região de Lajeado, a colheita da bergamota Montenegrina chega a 95% da safra. O valor da caixa de 25 kg varia conforme a qualidade da fruta, partindo de R$ 30,00 e podendo alcançar R$ 75,00.

A colheita da bergamota Murcott também avança, com 55% da safra colhida em Pareci Novo e 90% em Harmonia. Os preços variam de R$ 60,00 a R$ 85,00 por caixa de 25 kg, conforme a qualidade e o local. A laranja Valência, variedade mais cultivada na região, tem colheita avançada em Bom Princípio e São José do Hortêncio, com preços entre R$ 20,00 e R$ 40,00 para fruta de mesa e entre R$ 10,00 e R$ 15,00 para produto destinado à indústria.

A laranja de umbigo Monte Parnaso tem 60% da colheita concluída em São José do Hortêncio, com preços entre R$ 50,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 kg. Já a lima ácida Tahiti mantém preços elevados devido à baixa oferta, variando entre R$ 85,00 e R$ 110,00 por caixa de 25 kg nas principais localidades produtoras, como Bom Princípio, Harmonia e São Sebastião do Caí.

A floração intensa, aliada às condições ambientais favoráveis, indica expectativa de uma próxima safra com bom pegamento de frutos. Os citricultores seguem realizando tratamentos fitossanitários para controle de podridão floral, conhecida como estrelinha.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Comissão de Agricultura debate desafios do setor vitivinícola


Vitivinicultura engloba todo o processo de cultivo da uva e a produção de vinho

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizará audiência pública na próxima terça-feira (23) para discutir os desafios e as oportunidades do setor vitivinícola no Brasil.

O debate será realizado às 14h30, em plenário a ser definido.

A audiência foi solicitada pelos deputados Rafael Simoes (União-MG) e Afonso Hamm (PP-RS). Segundo os parlamentares, a vitivinicultura é uma das cadeias mais tradicionais do agronegócio nacional, com forte presença na agricultura familiar e papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional, especialmente na região Sul do país.

Eles apontam algumas dificuldades do setor:

  • falta de políticas específicas;
  • acesso limitado a mercados;
  • exigências regulatórias desproporcionais;
  • alta carga tributária; e
  • ausência de incentivos à comercialização.

Por outro lado, eles destacam que há oportunidades a serem exploradas, como a valorização do produto nacional e a construção de uma política pública integrada de apoio à vitivinicultura.

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Fonte:

Agência Câmara de Notícias





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Frio aumenta e chuva forte atinge estados; veja a previsão do tempo para hoje



A terça-feira (21) será marcada por forte contraste climático no Brasil. Enquanto o frio ainda predomina nas regiões Sul e Sudeste, o Nordeste e o Norte enfrentam chuvas intensas e temporais localizados. A massa de ar polar que avança pelo país mantém as temperaturas baixas e o amanhecer gelado em várias áreas, inclusive com risco de geada nas serras do Sul e da Mantiqueira.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No Sul, o tempo segue estável sob influência de uma área de alta pressão. O sol predomina em boa parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e apenas o litoral paranaense ainda pode registrar chuva isolada. As temperaturas continuam baixas pela manhã, com geada ao amanhecer nas serras gaúcha e catarinense. À tarde, o sol aparece e ameniza o frio, mas ventos fortes, com rajadas acima de 50 km/h, devem atingir o litoral gaúcho e o noroeste do Paraná.

O tempo firme volta a predominar após o afastamento da frente fria no Sudeste. O norte de Minas Gerais ainda pode ter chuva isolada, enquanto a umidade do mar mantém o céu encoberto e a chuva fraca entre Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral paulista. As temperaturas permanecem amenas, com risco de geada na Serra da Mantiqueira. No interior de São Paulo e Minas Gerais, o ar seco volta a ganhar força, e a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% durante a tarde, o que aumenta o alerta para problemas respiratórios e queimadas.

Em São Paulo, a mínima fica em torno de 10 °C, e a máxima não deve passar dos 22 °C, mantendo o clima frio pela manhã e ameno à tarde.

Enquanto no Centro-Oeste, o calor começa a retornar. No Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal, a presença de umidade ainda provoca chuvas e temporais isolados, especialmente no nordeste mato-grossense. Já no Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, o tempo firme predomina, com sol forte e baixa umidade, cenário típico de transição entre massas de ar frio e seco.

Já o Nordeste segue em alerta para temporais, especialmente no litoral da Bahia, onde o excesso de umidade e os ventos marítimos devem provocar chuva forte e acumulados elevados ao longo do dia. Entre Maranhão, Piauí e Ceará, há previsão de rajadas de vento e temporais, enquanto no sertão nordestino as pancadas serão mais irregulares. Já entre Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, as chuvas devem ocorrer de forma isolada e passageira, mas ainda podem causar alagamentos e deslizamentos pontuais em áreas urbanas e de encosta.

E no Norte, a instabilidade continua generalizada. Estados como Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins devem ter chuvas fortes e descargas elétricas. No Acre, a chuva se concentra no norte do estado, enquanto o Amapá terá períodos de sol e pancadas ocasionais. O padrão segue o típico da primavera amazônica, com calor, alta umidade e temporais concentrados entre a tarde e a noite.



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Genes descobertos em estudo global podem turbinar o capim-elefante


Uma colaboração científica internacional, com participação da Embrapa, decifrou os genomas de 450 genótipos de capim-elefante (Cenchrus purpureus) coletados em 18 países. O estudo revelou mais de 170 milhões de variações no DNA da planta e mapeou genes associados à produtividade, valor nutritivo e potencial energético.

Os resultados, publicados na revista científica G3: Genes|Genomes|Genetics, representam um marco para o melhoramento genético de forrageiras tropicais e para o avanço da bioenergia sustentável.

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Foto: Embrapa

Parceria global para estudar o capim-elefante

O trabalho foi conduzido por nove instituições internacionais de pesquisa, sob coordenação do International Livestock Research Institute (ILRI), sediado no Quênia. O Brasil teve papel de destaque, com a participação de três pesquisadores da Embrapa Gado de Leite (MG), reforçando o protagonismo do país em biotecnologia agrícola.

O projeto teve início em 2020 e reuniu amostras de capim-elefante mantidas em bancos de germoplasma de cinco instituições de três continentes: ILRI, Embrapa, USDA (Estados Unidos), Lanzhou University (China) e Kenya Agricultural and Livestock Research Organization.

Foto: Embrapa

170 milhões de variações genéticas identificadas

De acordo com o pesquisador Jorge Fernando Pereira, da Embrapa, o sequenciamento revelou uma diversidade genética sem precedentes para a espécie. A partir desses dados, os cientistas realizaram um estudo de associação genômica (GWAS) para localizar os chamados QTLs (Quantitative Trait Loci) — regiões do DNA relacionadas a características agronômicas desejáveis.

Foram identificados múltiplos QTLs associados a fatores como produção de biomassa, teor de nitrogênio (que determina o valor nutritivo da forragem) e teor de celulose (fundamental para biocombustíveis e digestibilidade).

“Com a identificação desses genes, os programas de melhoramento genético poderão ser acelerados e direcionados, permitindo o desenvolvimento de novas variedades de capim-elefante mais produtivas, mais tolerantes à seca e menos dependentes de fertilizantes”, afirma Pereira.

Capim-elefante: base da pecuária tropical e da bioenergia

Originário da África, o capim-elefante é uma gramínea perene amplamente cultivada em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, tornou-se essencial para a alimentação do gado devido ao rápido crescimento e alta produtividade.

A Embrapa já desenvolveu duas cultivares de destaque:

  • BRS Capiaçu, de porte alto, voltada à produção de silagem e forragem.
  • BRS Kurumi, de porte baixo, adaptada ao pastejo direto.

Além da pecuária, o capim-elefante se consolida como fonte de biomassa renovável para a geração de energia. Segundo o pesquisador Juarez Campolina Machado, a gramínea pode ser utilizada para combustão direta, produção de etanol celulósico, biogás e biometano.

“A alta produção de biomassa e o baixo custo de cultivo tornam o capim-elefante uma alternativa estratégica para bioenergia. É possível gerar eletricidade, produzir combustíveis ou até biocarvão, ampliando as rotas tecnológicas sustentáveis”, afirma Machado.

Capim-elefante. Foto: Embrapa

Avanço genético com impacto direto na produtividade

A pesquisadora Ana Luisa Sousa Azevedo, também da Embrapa, afirma que o sequenciamento genético fornecerá marcadores moleculares específicos que poderão ser aplicados em programas de melhoramento genético de rotina.

“Esse estudo representa um avanço significativo, pois abre espaço para a aplicação de ferramentas genômicas e para experimentos de edição gênica, o que deve elevar o potencial produtivo e nutricional da espécie”, destaca Azevedo.

O conhecimento do genoma permitirá à Embrapa aprimorar cultivares já bem-sucedidas — como a BRS Capiaçu e a BRS Kurumi — e desenvolver novas variedades com maior tolerância à seca e melhor eficiência no uso de nutrientes.

Biotecnologia a serviço do futuro do agro

Com o avanço da biotecnologia, o capim-elefante pode se tornar uma plataforma estratégica para a pecuária tropical e para a bioeconomia verde. Para o pesquisador Jorge Pereira, a participação brasileira nesse estudo global reforça o papel da Embrapa como referência em ciência aplicada ao agro.

“O conhecimento do genoma nos permitirá editar genes de interesse e desenvolver materiais mais adaptados às condições climáticas do futuro. Isso significa mais produtividade, mais qualidade e sustentabilidade para o setor”, conclui o pesquisador.

O artigo completo, intitulado “Whole-genome resequencing of a global collection of Napier grass (Cenchrus purpureus) to explore global population structure and QTL governing yield and feed quality traits”, está disponível na revista G3: Genes|Genomes|Genetics.



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Maranhão mantém área de arroz irrigado em 4,5 mil ha



Colheita do arroz irrigado começa em outubro



Foto: Pixabay

O cultivo de arroz irrigado representa 5% da área total destinada à cultura no estado do Maranhão, conforme dados do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgados na terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção está concentrada nos municípios de Arari, Vitória do Mearim e Viana, na Baixada Maranhense; São Mateus do Maranhão, no Médio Mearim; e Grajaú, no Alto Mearim e Grajaú.

O plantio teve início na última semana de junho de 2025, no município de Arari, e foi ampliado nos meses seguintes em São Mateus do Maranhão, Grajaú, Vitória do Mearim e Viana, estendendo-se até meados de outubro. As lavouras estão em diferentes estádios fenológicos e apresentam bom desenvolvimento. A colheita está prevista para o final de outubro. “A área de plantio está estimada em 4,5 mil hectares, mantendo-se estável em relação ao ano anterior”, informou a Conab.

Houve ampliação da área plantada em Arari e Viana, com a entrada de novos produtores. Em contrapartida, São Mateus do Maranhão e Grajaú registraram retração devido a condições de mercado desfavoráveis.

O plantio de arroz de sequeiro terá início em dezembro de 2025 e seguirá até fevereiro de 2026, conforme o regime de chuvas. Essa modalidade é cultivada em todas as regiões do estado, predominantemente por agricultores familiares em pequenas propriedades, consorciada com milho, feijão-caupi e mandioca. A produção é destinada ao consumo próprio, com comercialização do excedente.

Além disso, o arroz de sequeiro também é utilizado para abertura de áreas destinadas ao cultivo de soja por médios e grandes produtores. Para a safra 2025/26, a Conab estima redução da área plantada em relação ao ciclo anterior, motivada por preços baixos e substituição ou rotação de culturas.





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A renegociação das dívidas rurais e as ilegalidades da resolução 5.247


A norma do Conselho Monetário Nacional criou barreiras geográficas que violam os princípios constitucionais da legalidade e da isonomia, deixando milhares de produtores de fora da MP nº 1.314

Recentemente, alertei sobre uma das ilegalidades cometidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ao editar a Resolução nº 5.247, que regulamenta a Medida Provisória nº 1.314, destinada à renegociação de dívidas rurais.

O alerta repercutiu amplamente na imprensa especializada do agronegócio e, desde então, produtores de várias regiões do país têm relatado prejuízos concretos decorrentes dessa norma.

Em diversas localidades, agricultores vizinhos — sujeitos às mesmas condições climáticas, à mesma seca ou às mesmas tempestades — estão recebendo tratamentos completamente distintos por parte das instituições financeiras, especialmente do Banco do Brasil.

E a razão é puramente burocrática e geográfica: a Resolução nº 5.247 impôs requisitos que não constam da MP nº 1.314, restringindo o acesso ao benefício conforme o município em que se encontra a propriedade rural.

O que diz a norma

Segundo o artigo 1º, §2º, inciso I, alínea “a”, da Resolução nº 5.247, somente terão direito à renegociação os produtores localizados em municípios que tenham decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência em pelo menos dois anos entre 2020 e 2024, em decorrência de eventos climáticos, com reconhecimento do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

A exigências desses decretos não está prevista na Medida Provisória nº 1.314.

O que realmente diz a MP nº 1.314

A própria Medida Provisória define de forma clara e objetiva quem são os beneficiários.

Vejamos o que o texto legal estabelece:

“São beneficiários desta linha de crédito produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária, na qualidade de produtor rural, que tenham tido perda em duas ou mais safras no período de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2025, em decorrência de eventos climáticos adversos.”

(MP nº 1.314/2024, art. 2º, §2º)

Ou seja, as exigências legais se resumem a três pontos:

“… tenham tido perda em duas ou mais safras…”

“… no período de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2025…”

“… em decorrência de eventos climáticos adversos…”

Não há, em nenhuma parte da MP, qualquer referência a decreto municipal de emergência ou calamidade, tampouco a reconhecimento do MIDR.

Logo, qualquer regulamentação deve caber dentro da moldura normativa desse dispositivo.

Tudo o que extrapola essa moldura — como a exigência criada pela Resolução nº 5.247 — incorre em ilegalidade.

É evidente, portanto, que o CMN, ao regulamentar a MP, extrapolou o poder regulamentar e acabou criando novas condições não estabelecidas em lei, violando frontalmente os princípios constitucionais da legalidade e da isonomia.

A violação aos princípios constitucionais

Se essa restrição estivesse na própria Medida Provisória, o problema se limitaria à desigualdade de tratamento entre produtores em idêntica situação fática.

Mas, ao surgir de um ato infralegal, o vício é duplo: há ofensa tanto à isonomia (art. 5º, caput, da Constituição Federal) quanto à legalidade (art. 37, caput).

O Conselho Monetário Nacional não tem competência para criar obrigações, requisitos ou restrições não previstas na lei.

Como ensinam José Afonso da Silva e Pedro Lenza, a função regulamentar da Administração Pública deve complementar a lei, jamais inovar o ordenamento jurídico.

E foi exatamente o que ocorreu neste caso.

O impacto real no campo

Os efeitos dessa exigência são devastadores.

Apenas 25,39% dos municípios brasileiros foram considerados elegíveis à renegociação, segundo lista divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Isso significa que propriedades rurais em mais de 4.156 municípios ficaram de fora, mesmo tendo sofrido perdas severas por secas, geadas ou tempestades.

Nenhum município de Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul atende ao critério imposto pela resolução.

Em Rondônia, apenas 5 dos 52 municípios foram contemplados.

Em Minas Gerais, o caso beira o absurdo: Janaúba está elegível, mas Montes Claros, o maior polo agropecuário do norte do estado, ficou de fora — mesmo tendo enfrentado estiagens prolongadas e sendo apontado pela CNN Brasil como o município mais seco do país em determinados períodos.

A injustiça é evidente: duas fazendas vizinhas, sujeitas à mesma seca ou granizo, podem ser tratadas de forma diametralmente oposta apenas por estarem em municípios diferentes.

O granizo não escolhe fronteira — mas a Resolução 5.247 escolheu.

O que o produtor pode fazer

Diante desse cenário, os produtores rurais prejudicados devem requerer administrativamente a renegociação com base direta na MP nº 1.314, e não na Resolução do CMN.

Caso o pedido seja negado sob o argumento de “inelegibilidade do município”, cabe buscar o Poder Judiciário para restabelecer a legalidade e a isonomia.

Trata-se, em última instância, de uma luta não apenas econômica, mas constitucional e moral, pela preservação dos direitos fundamentais e da segurança jurídica no campo.

Conclusão

A Resolução nº 5.247, ao impor restrições geográficas não previstas na MP nº 1.314, ultrapassou os limites da função regulamentar, criando uma barreira territorial artificial entre produtores brasileiros.

Mesmo com o Ministério da Agricultura e Pecuária tendo publicado nova portaria adicionando alguns municípios do Rio Grande do Sul, a ilegalidade persiste.

Mais do que uma questão técnica, trata-se de um problema de justiça e equidade.

Produtores em igual situação devem ter igual direito à renegociação, independentemente do CEP da fazenda.

Quer saber mais sobre o tema? Acesse: https://henriquelimaadvogado.com.br/categoria/agronegocio/

Para mais informações ou orientações sobre o tema, entre em contato com o autor.





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Trigo paulista mantém qualidade, mas tem queda na produção



SP deve encerrar colheita do trigo até o fim de outubro



Foto: Canva

A colheita do trigo avança em São Paulo e deve ser concluída até o fim de outubro, conforme dados do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A semeadura foi realizada entre abril e maio, marcando o início do ciclo produtivo que antecede a implantação da soja.

De acordo com a Conab, o cereal apresenta boa qualidade, com peso hectolítrico entre 78 e 84. “A colheita segue em ritmo normal e a transição para a soja deve ocorrer logo após o encerramento dos trabalhos no campo”, informou a companhia.

Apesar da boa qualidade do produto, a produtividade está abaixo do esperado. A Conab atribui o resultado principalmente à deficiência hídrica durante grande parte do ciclo da cultura. Além disso, dois episódios de geadas e ventos constantes contribuíram para o acamamento das lavouras, reduzindo o potencial produtivo.





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São Paulo Fashion Week destaca trajetória do algodão sustentável brasileiro em desfile



No último fim de semana, a capital paulista recebeu o São Paulo Fashion Week, evento que, além de apresentar tendências da moda, evidenciou o algodão brasileiro como referência em sustentabilidade.

Um dos destaques foi o movimento “Sou de Algodão”, que promoveu um desfile com o objetivo de conectar quem planta, quem cria e quem veste o algodão nacional.

A coleção “Trajetórias: O Futuro da Moda” envolveu mais de 80 fazendas, seis estilistas, seis indústrias têxteis e 844 metros de tecido. A iniciativa tem como proposta rastrear a origem do algodão e criar uma cadeia de custódia transparente para o mercado.

Segundo a diretora de relações institucionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Silmara Ferraresi, o projeto vem sendo desenvolvido desde 2019 e já alcançou resultados expressivos.

“A primeira coleção ficou pronta em 2021, com camisetas rastreadas. Desde então, testamos os processos com varejistas e já produzimos mais de 500 mil peças. Encerramos o processo piloto em 31 de dezembro e, a partir de 1º de janeiro de 2026, lançaremos o SOAB para todo o mercado brasileiro. Toda empresa têxtil que quiser participar da nossa cadeia de custódia será muito bem-vinda”, explica.

Dessa forma, o projeto reforça o compromisso do setor têxtil com sustentabilidade, transparência e valorização do algodão brasileiro, aproximando produtores, indústria e consumidores.



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Lula convida Guilherme Boulos para assumir ministério



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), nesta segunda-feira (20), e o convidou para ocupar o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, no lugar de Márcio Macêdo, que está na função desde o início do governo, em janeiro de 2023.

O anúncio foi feito em comunicado oficial do Palácio do Planalto. A troca será formalizada na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU).

A Secretaria-Geral a Presidência é o ministério responsável pelo diálogo e interlocução do governo com organizações da sociedade civil e movimentos sociais. Na reunião em que Boulos recebeu o convite para a pasta, estavam presentes Márcio Macedo, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, e os ministro Rui Costa, da Casa Civil, e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social.

Nomeado secretário Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, de 43 anos, tem uma trajetória política voltada ao ativismo urbano. No novo cargo, terá, como desafios na articulação política do governo federal, servir de ponte entre Palácio do Planalto, movimentos sociais e sociedade civil.

Biografia

Boulos nasceu em São Paulo, mais precisamente na região de Pinheiros, no dia 19 de junho de 1982. Foi filho caçula dos médicos infectologistas e professores universitários Maria Ivete e Marcos, Guilherme Boulos.

Seus primeiros anos de estudo foram em escolas particulares. Quando no Ensino Médio, pediu a seus pais que o transferissem para uma escola pública.

O interesse pela política acabou levando-o a ingressar no movimento estudantil, aos 15 anos.

Na Escola Estadual Fernão Dias Paes, criou um grêmio estudantil, participou de protestos contra a direção e fez trabalhos de alfabetização de jovens e adultos em comunidades da capital.

Ingressou no curso de filosofia da USP em 2000. Especializou-se em psicologia clínica pela PUC, e se tornou mestre em psiquiatria pela USP. Na vida profissional foi também professor da rede pública e escritor, tendo publicado os livros “Por que ocupamos?”; “De que lado você está?”; e “Sem Medo do Futuro”.

Movimento social e política

Aos 19 anos, Boulos foi morar em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) – grupo do qual viria a se tornar uma liderança, dedicando-se por décadas à luta por moradia digna e reforma urbana. Foi ali que conheceu sua companheira, Natália Szermeta, com quem teve duas filhas: Sofia e Laura.

Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ele ganhou notoriedade nacional quando foi candidato à Presidência da República em 2018, com apenas 35 anos. Concorreu por duas vezes à Prefeitura de São Paulo, em 2020 e 2024.

Foi eleito deputado federal em 2022, com mais de 1 milhão de votos, tornando-se não apenas o candidato mais votado do estado, segundo mais votado de todo o país.



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