domingo, abril 5, 2026

Autor: Redação

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Mapa lança programa para impulsionar inovação no agro



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, na última terça-feira (21), o Programa Nacional de Inovação Aberta na Agropecuária (Mapa Conecta), política pública voltada ao fortalecimento e inovação no setor. O compromisso inclui ainda ampliar a competitividade e impulsionar o desenvolvimento dos ecossistemas estaduais de inovação

A iniciativa foi oficializada pela Portaria nº 839, publicada no Diário Oficial da União. A medida substitui o Programa AgroHub, instituído em 2022, e estabelece novas diretrizes para a política de inovação do Ministério. 

De acordo com o secretário de Inovação do Mapa, Marcelo Fiadeiro, a iniciativa reforça a integração entre os diversos atores do setor agropecuário. “O Mapa Conecta promove a aproximação entre produtores, pesquisadores, startups e empresas, criando um ambiente mais dinâmico para o desenvolvimento de soluções e tecnologias”, afirmou.

Para facilitar essas conexões, também foi lançada a Plataforma Eletrônica de Inovação Agropecuária (Mapa Conecta), uma iniciativa conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). 



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Brasil lança rede para liderar a transição global da agricultura sustentável



O Brasil deu um passo estratégico para se consolidar como referência mundial em sustentabilidade agrícola e combate às mudanças climáticas. Foi anunciada nesta quinta-feira (23) a criação da Rede de Inteligência em Agricultura e Clima (Riac), uma aliança independente que reúne os principais centros de pesquisa e think tanks do setor, com o objetivo de orientar políticas públicas e promover a transição para a agricultura tropical regenerativa (ATR) — modelo que une produtividade, conservação ambiental e inclusão social.

Entre as instituições que fazem parte da rede estão a Agroicone, FDC Agroambiental, FGV Agro, Insper Agro Global, Instituto Equilíbrio e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). A Riac conta ainda com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, reforçando a articulação entre ciência, política e setor produtivo.

Um novo paradigma para o agro sustentável

A Agricultura Tropical Regenerativa é apresentada como o eixo central da proposta. O conceito busca restaurar a saúde do solo, reduzir emissões de carbono, proteger a biodiversidade e ampliar a rentabilidade dos produtores, especialmente os pequenos e médios.

Segundo Ludmila Rattis, pesquisadora da Fundação Dom Cabral (FDC) e do Ipam, a rede nasce com a missão de alinhar o agronegócio brasileiro às metas globais de sustentabilidade. “Com esta rede, unimos instituições de excelência técnico-científica para construir um caminho viável, inclusivo e de grande impacto, beneficiando desde a agricultura familiar até a balança comercial do país”, afirmou.

A Riac baseia-se em quatro pilares: ciência, neutralidade política, convergência para ação transformadora e internacionalização das discussões. O foco é construir consensos entre governo, produtores e sociedade civil, criando soluções práticas e replicáveis.

Brasil: de potência agro a liderança climática

No lançamento, a rede apresentou o estudo “Diagnóstico e reposicionamento político-estratégico da agricultura tropical”, elaborado pelo Insper Agro Global. A pesquisa revela que os países tropicais concentram 40% das terras aráveis e 52% da água doce do planeta, reforçando o papel do Brasil como protagonista na segurança alimentar global.

O coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank, destacou que o país tem a oportunidade de liderar uma agenda positiva. “O Brasil é hoje uma potência agrícola global. Nosso desafio é reposicionar a agricultura tropical como solução competitiva e sustentável para o planeta.”

Para o ex-ministro da Agricultura e embaixador da FAO Roberto Rodrigues, a criação da Riac chega “no momento certo”. Segundo ele, “por muito tempo o debate ficou preso à falsa dicotomia entre produzir e conservar. Esta rede propõe uma terceira via, baseada em ciência e cooperação”.

Estratégia global e ação local

O estudo propõe três eixos de atuação interligados: ambiental, tecnológico e internacional. O primeiro prioriza a recuperação de áreas degradadas e a integração entre conservação e produtividade. O segundo destaca o desenvolvimento de tecnologias adaptadas à agricultura tropical e o fortalecimento da extensão rural. Já o terceiro defende maior integração entre países tropicais e protagonismo nas discussões da COP30, transformando a região em referência mundial em sustentabilidade e segurança alimentar.

A RIAC planeja lançar novos relatórios ainda este ano sobre segurança alimentar, adaptação climática, financiamento verde e biocombustíveis, fortalecendo a ponte entre conhecimento científico e políticas públicas.

Para Ludmila Rattis, o sucesso da Riac dependerá da união entre ciência, setor produtivo e sociedade. “A agricultura tropical não é parte do problema, mas o coração da solução climática. Sem ela, corremos riscos de ampliar crises de fome, migração e instabilidade social”, destacou.



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Consumo de arroz e feijão cai e preocupa setor produtivo



O arroz e o feijão, conhecidos como a dupla mais presente na mesa dos brasileiros, têm perdido espaço na alimentação do país. Dados da Embrapa mostram que, nos últimos 20 anos, o consumo médio anual de arroz por pessoa caiu de 47 quilos para menos de 35 quilos, queda de 25%. Já o feijão passou de 16,45 quilos para 13,56 quilos por pessoa/ano, redução de 17,5%.

“Com a mudança de hábito e a correria do dia a dia, cada vez mais pessoas se alimentam fora de casa, em fast food ou buffets, o que contribui para a redução do consumo desse prato tradicional”, afirma Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz.

Mudanças de hábitos

Segundo a nutricionista Fabiana Borrego, a alimentação também é moldada pelo comportamento nas redes sociais. “Hoje temos muita informação na mídia e nas redes sociais, e o arroz com feijão foi, muitas vezes, colocado como vilão. Isso faz com que as pessoas priorizem saladas e proteínas, em busca de dietas rápidas, mas com menor densidade nutricional”, explica.

Nos restaurantes, a queda do consumo da dupla se reflete nos cardápios. Uma gerente de buffet observa que o arroz e feijão ainda predominam no almoço, mas perdem espaço à noite para saladas e legumes. “Na janta, praticamente não vendemos feijão”, relata.

Outra gerente acrescenta que dietas low carb e a alta recente no preço do arroz influenciam a escolha dos clientes. “Alguns pedem para não incluir arroz na marmita e o consumo dos insumos caiu”, comenta.

Consumidores divididos e setor em alerta

Entre os consumidores, a opinião é diversa. Alguns mantêm o consumo diário da dupla, enquanto outros priorizam apenas o arroz por praticidade. Há ainda quem tenha aderido a fast food por questões de conveniência, mas tenha retomado o hábito por saúde e custo.

Além disso, a redução no consumo de arroz e feijão já acende sinais de alerta no setor produtivo. A segunda parte da reportagem mostrará as estratégias que estão sendo adotadas para resgatar o hábito do consumo diário da dupla mais famosa do prato brasileiro.

Confira na reportagem de Caio Fonseca:



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Poder de compra do suinocultor se enfraquece em outubro



O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja vem se enfraquecendo em outubro, no comparativo com o mês anterior. Isso é o que indica o levantamento do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, enquanto o suíno vivo tem se desvalorizado, refletindo a demanda desaquecida, o preço do milho apresentou pequena elevação. Para o derivado da soja, o movimento também é de baixa, mas menos intensa que a observada para o animal. 

Pesquisadores ressaltam que, apesar da queda no poder de compra frente ao milho em outubro, o desempenho segue acima da média, considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do boi e da carne seguem firmes



Os preços dos animais para abate seguem firmes em todas as regiões, com as escalas um pouco mais curtas que na semana passada. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados Economia Aplicada (Cepea).

Frigoríficos aumentam os valores quando precisam intensificar as compras e tendem a manter a mesma cotação nos dias seguintes, administrando novas altas de acordo com suas necessidades de escala.

No estado de São Paulo, levantamentos mostram que os negócios têm saído principalmente entre R$ 310 e R$ 315, mas pecuaristas insistem em valores acima de R$ 320. 

No atacado da Grande São Paulo, ainda conforme o centro de pesquisas, os preços da carne de boi vêm apresentando reajustes positivos ao longo do mês, mesmo neste período em que as vendas no varejo costumam diminuir. 

Como a oferta dos frigoríficos aos atacadistas é baixa, as cotações do boi seguem em patamares firmes.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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‘Chuvas chegaram tarde, mas trouxeram alívio aos produtores’, diz presidente da Aprosoja-SP



No Brasil, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio de soja chegou a 21,7%. O estado de São Paulo é o mais adiantado do país na semeadura da oleaginosa da safra 2025/26, com cerca de 40% da área plantada.

O time do Soja Brasil conversou com o presidente da Aprosoja São Paulo, Andrey Rodrigues, que destacou que as chuvas chegaram um pouco mais tarde do que o esperado, mas agora garantem boas condições para o andamento dos trabalhos.

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“Os trabalhos seguem normais. A chuva veio um pouquinho atrasada, mas, graças a Deus, se consolidou para todo mundo. Estimamos que o plantio esteja em aproximadamente 40%, talvez um pouco mais em algumas regiões”, afirma.

Cenário climático em São Paulo

Rodrigues comentou ainda sobre as condições climáticas e o ânimo dos produtores. ”Tem feito bastante frio e ventado muito forte, mas a expectativa é boa. Esperamos que as chuvas continuem, que a safra seja abençoada e que todos colham bem. O produtor está precisando respirar, e tomara que esta safra frutifique para todos”, conclui.



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Abiove questiona relatoria no Cade sobre moratória da soja e sessão é encerrada



Uma petição da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) questionando a relatoria, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do processo da moratória da soja, causou o encerramento tumultuado da sessão desta quarta-feira (22).

A Abiove havia apresentado embargos de declaração, nos quais apontou ilegitimidade de troca de relatoria realizada por despacho do presidente do Cade, Gustavo Augusto Freitas de Lima.

Em 30 de setembro, o Cade decidiu aplicar a medida preventiva que suspende a moratória da soja apenas a partir de 1º janeiro de 2026. Na ocasião, dos seis integrantes do Cade, apenas o relator, conselheiro Carlos Jacques, e o presidente da autoridade da concorrência defenderam a retomada da vigência da medida preventiva. Jacques acompanhou a manifestação de 18 de agosto da Superintendência-Geral (SG) do Cade, área técnica do órgão, e votou para manter a preventiva.

Em seguida, o conselheiro José Levi do Amaral Júnior abriu divergência e foi acompanhado pelos conselheiros Victor Fernandes, Diogo Thomson e Camila Cabral, formando maioria.

Em seu voto, José Levi citou a liminar da Justiça Federal e a decisão vigente do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspende até 31 de dezembro de 2025 norma estadual que veda benefícios para empresas participantes de acordos da espécie da moratória da soja. Ele frisou que a moratória da soja possui natureza privada, é integrada por diversos entes públicos e privados e vem sendo reconhecida como instrumento de fomento ao desenvolvimento sustentável.

Tumulto na sessão

Na sessão desta quarta-feira, após deliberação dos itens previstos na pauta de julgamento, o conselheiro Levi pediu a inclusão da petição da Abiove. O presidente Gustavo Augusto se negou a incluir tal item na pauta para deliberação e encerrou a sessão. A decisão gerou protesto de Levi, que contestou o encerramento e afirmou que a ata não havia sido aprovada. Mesmo diante da discordância, o presidente manteve o encerramento da sessão, registrando o protesto do conselheiro.

Com a sessão retomada minutos depois, o presidente do Cade declarou que, instaurado o conflito de competência administrativa, pediu vista do voto para melhor análise do assunto. O prazo de vista é de 60 dias; antes disso, o item só pode ser incluído por decisão do presidente.

A Abiove alegou que houve alteração unilateral da Ata da Sessão Ordinária de Julgamento já publicada (de 30 de setembro) e manutenção da relatoria de Jacques em detrimento do relator que proferiu voto divergente e que veio a se tornar majoritário. A entidade alega que os autos foram encaminhados ao gabinete do conselheiro relator José Levi, porém, esse encaminhamento veio a ser cancelado, com encaminhamento ao gabinete do conselheiro-relator originário, que foi vencido.

Moratória da soja

A moratória da soja é um pacto multissetorial firmado entre setor privado (tradings e compradores de grãos), organizações não governamentais e órgãos do governo, que prevê a não comercialização, o não financiamento ou a aquisição de soja produzida em áreas desmatadas na Amazônia após 22 de julho de 2008, data da aprovação do Código Florestal Brasileiro.

O pacto firmado em 2006 proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008. O acordo gera discordância há anos entre produtores e tradings (negociantes).

Sojicultores elevaram o tom contra o pacto no último ano, com apoio de parlamentares, pedindo a suspensão da prática pela indústria e alegando que o acordo fere o Código Florestal Brasileiro e que tem indícios de prática de cartel. As indústrias processadoras e exportadoras de soja, porém, negam tais práticas. O governo federal é apoiador da moratória.



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conta de guerra comercial pode chegar ao campo brasileiro


Os Estados Unidos deram mais um passo na escalada de sanções sobre a Rússia, além de mirar os próprios fornecedores russos, como aconteceu quando foram sancionadas as gigantes Rosneft e Lukoil. Agora, está em debate no Congresso americano o projeto chamado Sanctioning Russia Act of 2025, que prevê tarifas de até 500% sobre países que continuam importando petróleo, gás ou produtos derivados da Rússia.

O Brasil se encontra, por diversos motivos, em situação de vulnerabilidade. Por um lado, importa diesel russo em volumes expressivos, fonte de ganhos em economia recente para o setor de transporte e agronegócio. Por outro, depende de fertilizantes russos em mais da metade de seu consumo, o que coloca a produção agrícola numa posição de risco caso haja interrupção ou encarecimento desses insumos.

Se o mecanismo de sanção “por terceiros” for ativado, o Brasil poderá enfrentar:

  • Aumento do custo dos fertilizantes, o que pressiona margens e pode reduzir a produtividade de culturas-chave como soja e milho;
  • Elevação do custo do diesel importado, impactando logística, transporte de cargas e insumos agrícolas;
  • Retaliações comerciais indiretas ou aumento de custo de importações pelo efeito de escalada das tarifas ou barreiras americanas sobre países que negociam com a Rússia.

Além disso, sancionar diretamente empresas russas de petróleo, como já fizeram os EUA ao sancionar Rosneft e Lukoil, demonstra que o cerco não é mais apenas à Rússia, mas ao ecossistema global que a sustenta. Essa mudança de escala torna inevitável que países “neutros” em termos de conflito sejam impactados pelo efeito secundário dessas sanções.

Para o agronegócio brasileiro, não basta observar o mercado doméstico; é preciso olhar o mapa geopolítico. Estratégias de diversificação de fornecedores, antecipação de custos e estruturação de “planos B” tornam-se imperativos. A dependência de diesel e fertilizantes russos já não é apenas uma vulnerabilidade logística ou comercial, tornou-se um risco geopolítico.

O Brasil precisa agir para blindar seu agronegócio das consequências de sanções cujas causas sequer estão diretamente sob seu controle. Em tempos de guerra fria por influência econômica, produzir bem e para fora significa também ampliar a segurança nos insumos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Para Galípolo, Brasil precisa elevar produtividade para crescer



O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (23), que o Brasil passa por um ciclo de crescimento contínuo, mas que esse movimento se deve muito mais à inserção de novos fatores de produção na economia do que efetivamente a um ganho de produtividade disseminado no sistema econômico brasileiro.

Na sequência, defendeu que o aumento dos ganhos de produtividade é o caminho para que o país possa crescer de maneira mais sustentável, por um prazo mais longo.

“É possível, sim, a gente observar ganhos de produtividade em uma série de setores, como foi dito aqui antes, especialmente no setor agro e no setor de commodities. O Brasil consegue observar e enxergar ganhos de produtividade, mas, ainda, o crescimento se dá predominantemente por um aumento da participação na força de trabalho e uma redução do desemprego”, ponderou, ao discursar no Fórum Econômico Indonésia Brasil, promovido pela ApexBrasil, em Jacarta, na Indonésia.

Galípolo afirmou que o crescimento como ocorre hoje no país é desejável, mas frisou ser difícil sustentá-lo, uma vez que haverá um momento de esgotamento da inclusão desses novos fatores de produção.

“O caminho para que a gente possa crescer de maneira sustentável, por um prazo mais longo, é que a gente possa assistir ganhos de produtividade na nossa economia. Que o crescimento se dê, não simplesmente pelo emprego de mais fatores de produção, mas porque os fatores de produção conseguem produzir mais”, emendou. Esse movimento, disse o banqueiro central, depende de o país ter mais parcerias com outros países, de pesquisa, tecnologia, desenvolvimento e investimento.

Ao encerrar sua fala, pontuou ainda que Brasil e Indonésia têm muitas semelhanças nesse sentido. Disse que são dois países que estão em busca de aumentar a complexidade de suas cadeias produtivas, que têm vantagens “bastante especiais” quando comparadas ao resto do mundo, em termos de população e recursos naturais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra 25/26 de algodão terá mais área e menos renda



Estudo da Conab indica redução na produtividade do algodão



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (20), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou, em outubro de 2025, a nova estimativa da safra brasileira de algodão 2025/2026. O levantamento marca o início do ciclo com elevação nas projeções de área cultivada.

A expectativa da Conab indica aumento de 2,50% na área de cultivo em relação à temporada anterior, totalizando 2,14 milhões de hectares. Apesar da ampliação da área plantada, a produtividade média do algodão em pluma foi estimada em 125,67 arrobas por hectare, o que representa queda de 3,55% em comparação à safra 2024/2025.

Como consequência da redução na produtividade, a produção nacional de pluma está prevista em 4,03 milhões de toneladas, o que corresponde a uma retração de 1,14% no comparativo entre safras.

De acordo com a Conab, “o recuo previsto inicialmente para o rendimento se dá devido à postura conservadora adotada pela Companhia e às análises climáticas”, mesmo diante do aumento da área cultivada apontado no relatório.





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