quinta-feira, abril 2, 2026

Autor: Redação

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Baixa oferta mantém preços da mandioca em alta



Os preços da mandioca para a indústria seguiram em alta na última semana de outubro, impulsionados pela baixa oferta. Isso é o que mostram os levantamento do Centro de Estudos Avançados Economia Aplicada (Cepea).

Além das chuvas ocorridas em todas as regiões consultadas pelo instituto, produtores continuaram desinteressados na comercialização tendo em vista a rentabilidade comprometida, sobretudo pelas recentes quedas no teor de amido. 

O preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 572,96 (R$ 0,9964/grama de amido), elevação de 0,5% sobre o da semana anterior. No comparativo entre as médias de setembro e outubro, o avanço foi de 12%, em termos nominais. Foi o segundo mês consecutivo de valorização, conforme levantamento do Cepea. 

No mercado de derivados, permanece a lentidão. No caso da fécula, pesquisadores explicam que muitos compradores se abasteceram entre o final de setembro e a primeira quinzena de outubro, enquanto outros postergam as aquisições diante de perspectivas baixistas, principalmente para o início de 2026.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cotações da soja seguem firmes, enquanto milho registra alta



A sinalização de retomada parcial das compras de soja dos Estados Unidos pelo mercado chinês pressionou os prêmios de exportação no Brasil. Para o milho, as cotações foram sustentadas pela retração dos vendedores, que seguem focados nas atividades de campo.

Firmeza nos preços da soja

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os contratos para embarque em 2026 retornaram a patamares negativos, movimento que não era observado desde julho deste ano. Mesmo assim, as cotações da oleaginosa no mercado físico se mantiveram firmes ao longo da última semana.

Vendedores brasileiros mostraram preferência por negociar novos lotes com entrega imediata e pagamento longo, no intuito de garantir os atuais patamares de preço. Quanto à safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta recorde de 177,6 milhões de toneladas.

Nesta estimativa, a Companhia já prevê menor produtividade no Centro-Oeste do país, devido aos possíveis impactos do fenômeno La Niña. Ao mesmo tempo, bons volumes de chuva nos últimos dias trouxeram alívio e otimismo ao setor.

Avanços na cotação do milho

Ainda de acordo com o Cepea, os preços internos do milho seguem avançando. Segundo a análise, o suporte vem da retração de vendedores, que estão focados nas atividades de campo e no desenvolvimento das lavouras, além da paridade de exportação elevada. 

Pesquisadores explicam que muitos produtores, atentos à maior presença de compradores no mercado na última semana, se afastaram das negociações, à espera de novas valorizações do cereal.

De modo geral, vendedores ofertam novos lotes apenas quando há necessidade de fazer caixa no curto prazo e/ou de liberar parte dos armazéns. Conforme o centro de pesquisas, as altas de preços só não foram mais intensas porque parte dos consumidores utiliza estoques em detrimento de realizar novas aquisições.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther



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outubro é marcado por baixa liquidez e preço enfraquecido



Depois de registrar maior movimento em setembro, o mercado de feijão atravessou o mês de outubro em ritmo lento. Isso é o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Como consequência, os preços do grão estiveram enfraquecidos. Segundo agentes consultados pelo Cepea, vendedores que ainda detinham lotes com melhores qualidades optaram por se manter firmes nos valores ofertados.

No entanto, a indústria realizou apenas aquisições pontuais, trabalhando, a princípio, com o repasse do estoque para o atacado e o varejo. No campo, a semeadura da primeira safra segue gradual, com 23,9% da área estimada concluída até o dia 25, segundo apontam dados da Conab.

O ritmo está um pouco abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 30,6% da área estimada havia sido semeada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Sobe para dois o número de mortos em queda de avião em área rural de Tocantins



Um avião de pequeno porte caiu no último sábado (1º) em uma fazenda na zona rural do município de Fátima, região central do Tocantins. O acidente resultou na morte do piloto, Diomedio Aires da Silva Filho, de 56 anos, e deixou ferido o passageiro José Rosário Carneiro, de 52.

José Rosário foi resgatado com vida e levado inicialmente ao Hospital de Referência de Porto Nacional, sendo depois transferido para o Hospital Geral de Palmas (HGP). No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo (2).

De acordo com a Polícia Militar, o chamado de emergência foi registrado pouco antes das 19h. O local do acidente foi isolado para os trabalhos de perícia, com apoio do Instituto Médico Legal (IML) de Tocantins.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, foi acionado e segue apurando as causas da queda do avião.



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Tempestade com granizo e ventos acima de 100 km/h causa estragos no Paraná



Uma tempestade entre sexta-feira (31) e sábado (1º) provocou prejuízos significativos em praticamente metade do Paraná. Ventos acima de 100 km/h, granizo e volumes elevados de chuva afetaram lavouras, estradas e propriedades rurais.

De acordo com imagens enviadas pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), várias cidades seguem com fornecimento de energia interrompido, pontes danificadas e mais de 12 mil quilômetros de estradas rurais comprometidos.

Cidades mais atingidas

No município de Toledo, na região oeste, uma propriedade de suínos foi tomada pela água. O Simepar registrou cerca de 70 milímetros de chuva em menos de uma hora. Outros municípios, como Campo Mourão e Santa Helena, sofreram alagamentos e danos provocados pelo granizo.

Na cidade de Entre Rios, rajadas de vento destruíram um barracão rural. O rompimento de um pilar da estrutura causou prejuízos aos maquinários armazenados. Em diversas cidades, árvores caíram e galpões foram danificados em áreas rurais.

Setor agropecuário em alerta

Vários municípios decretaram estado de calamidade. Com o solo ainda muito úmido e previsão de novas instabilidades nos próximos dias, produtores e autoridades seguem em alerta no Paraná.

O presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, afirma que a entidade acompanha com atenção a situação dos produtores que tiveram propriedades afetadas pela tempestade do fim de semana. “É uma empresa a céu aberto. É difícil trabalhar, planejar e ver a chuva destruir tudo”, diz. Segundo ele, a Faep continua em busca de mecanismos para auxiliar o produtor rural.



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Lula diz que COP30 vai mudar a forma como o mundo vê a Amazônia



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou neste domingo (2) a comunidade do Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós, oeste do Pará. Com mais de mil famílias de ribeirinhos e extrativistas, a região foi palco de conversa sobre a importância da Amazônia e a proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, em Belém.

Durante o encontro, Lula ressaltou que a conferência permitirá ao mundo enxergar a Amazônia de forma mais ampla. Segundo ele, a preservação da floresta depende não apenas da conservação ambiental, mas também do suporte econômico, educacional e de saúde às comunidades locais. “Não é só pedir para manter a floresta em pé; é preciso dar condições de vida para quem cuida dela”, afirmou.

Nos dias 6 e 7 de novembro, o presidente ainda presidirá a Cúpula do Clima, em Belém, reunindo líderes de diferentes países. Ele permanecerá no Pará ao longo da semana para agendas relacionadas ao evento.

Comunidade e bioeconomia

O Jamaraquá é conhecido pelo turismo de base comunitária, com trilhas pela floresta e igarapés, e pela produção de biojóias. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participou da visita e destacou a importância do estilo de vida local na proteção da floresta. “Aqui é exemplo de bioeconomia e sociobiodiversidade. Manter a floresta em pé gera condições de vida e dignidade para as famílias”, afirmou.

Segundo a ministra, os ribeirinhos respeitam o ciclo da floresta e preservam a mata há gerações. A Flona do Tapajós abriga cerca de 1,2 mil famílias distribuídas em mais de 500 mil hectares, mantendo práticas tradicionais de extrativismo e artesanato, como a produção de seringas e biojóias. Marina Silva reforçou que essas atividades combinam sustentabilidade econômica com conservação ambiental.



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Chuvas irregulares atrasam plantio da safra de verão em parte do país



As chuvas registradas em outubro ficaram abaixo da média em várias regiões agrícolas do Brasil, segundo boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A irregularidade e má distribuição dos volumes limitaram o avanço da semeadura da safra de verão, especialmente em áreas do Centro-Oeste e do Nordeste.

A Conab aponta que, entre 1º e 30 de outubro, as precipitações foram mal distribuídas, com períodos de estiagem intercalados por chuvas localizadas. O cenário atrasou o início do plantio da soja e de outros cultivos de primeira safra em regiões que ainda aguardam a regularização do período chuvoso.

Centro-Oeste e Sudeste

No Centro-Oeste, os maiores volumes foram observados em Mato Grosso e no sudoeste de Mato Grosso do Sul, enquanto Goiás e o norte sul-mato-grossense ainda enfrentam restrição hídrica. Em parte dessas áreas, a umidade do solo começou a se recuperar no fim do mês, permitindo o avanço gradual da semeadura.

No Sudeste, as chuvas se concentraram apenas na segunda quinzena de outubro, também de forma irregular. Essa instabilidade dificultou o avanço simultâneo do plantio em estados como Minas Gerais e São Paulo, que seguem com níveis de umidade abaixo do ideal para a germinação.

Nordeste e Norte

No Nordeste, o boletim da Conab destaca volumes baixos ou inexistentes em boa parte do Matopiba — região que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. As chuvas registradas foram insuficientes para recompor o armazenamento de água no solo, limitando o plantio das áreas não irrigadas. No Sealba, que inclui partes de Sergipe, Alagoas e Bahia, as precipitações foram um pouco mais intensas, mas sem comprometer a colheita do milho de terceira safra.

Na região Norte, a situação também foi desigual. Houve baixos volumes em Rondônia, sudeste do Pará e Tocantins, enquanto o oeste do Pará e o Amazonas registraram chuvas mais regulares, favorecendo a semeadura da soja e a umidade do solo.

Plantio no Sul

A região Sul teve o cenário mais favorável. As chuvas intensas alternadas com períodos de tempo firme garantiram a recuperação da umidade no solo. No Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e Paraná, as condições favoreceram tanto o avanço da colheita dos cultivos de inverno quanto a semeadura das lavouras de verão.



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Mercado reduz estimativa da inflação pela sexta semana seguida



O mercado financeiro manteve praticamente estáveis as projeções para os principais indicadores da economia brasileira, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central. As estimativas para inflação, juros, câmbio e crescimento do PIB apresentaram poucas mudanças em relação à semana anterior.

O levantamento reúne as expectativas de mais de cem instituições financeiras sobre o comportamento da economia nos próximos anos.

Inflação e Selic

A mediana das projeções para o IPCA — índice oficial de inflação — permaneceu em 4,55% para 2025, praticamente estável ante os 4,56% da semana passada. Mesmo assim, o movimento configura a sexta queda seguida na previsão.

Para 2026, a estimativa se manteve em 4,20%. Já para 2027 e 2028, o mercado projeta inflação de 3,80% e 3,50%, respectivamente.

As expectativas para a taxa básica de juros (Selic) continuaram em 15% ao ano para o fim de 2025. Nos anos seguintes, o mercado prevê 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10% em 2028, indicando estabilidade nas últimas semanas.

PIB e câmbio sem alterações

O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,16% em 2025, mantendo o mesmo patamar das semanas anteriores. Para os anos seguintes, as projeções indicam alta de 1,78% em 2026, 1,90% em 2027 e 2% em 2028.

A estimativa para o dólar também não mudou, com cotação esperada de R$ 5,41 no fim de 2025. As previsões seguem em R$ 5,50 para 2026, 2027 e 2028.

IGP-M tem revisão para baixo

O IGP-M, indicador que mede a inflação ao atacado, foi revisto de 0,49% para -0,20% em 2025. Para 2026, o índice recuou de 4,20% para 4,08%, mantendo estabilidade nas projeções de longo prazo.

Setor externo e contas públicas

O mercado reduziu a estimativa de déficit em conta corrente para US$ 71,33 bilhões neste ano, ante US$ 70,80 bilhões na semana passada. O superávit da balança comercial permaneceu em US$ 61,99 bilhões em 2025.

A previsão de investimento direto no país segue em US$ 70 bilhões, enquanto a dívida líquida do setor público deve fechar o ano em 65,8% do PIB.



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Enquanto o Brasil paga R$ 1 trilhão em juros, o agro se afoga em dívidas


O Brasil vive um paradoxo que ameaça seu principal motor econômico. Enquanto não equilibrar as contas públicas, os governos pagam quase R$ 1 trilhão por ano em juros sobre uma dívida que já chega a R$ 7,9 trilhões. Esse gasto monumental drena recursos de áreas estratégicas e sufoca justamente quem mais sustenta a economia: o agronegócio.

Com a Selic a 15% ao ano, cada ponto percentual nessa taxa representa bilhões de reais a mais em juros. O resultado é um governo que se endivida para rolar a própria dívida e perde capacidade de investir. O impacto chega ao campo em forma de crédito rural caro e escasso, seguro agrícola enfraquecido e infraestrutura parada.

Campo endividado

A consequência é clara: o endividamento no campo disparou, e a inadimplência cresce rapidamente. Estima-se que mais de 30% dos produtores rurais enfrentam dificuldades para pagar financiamentos, sobretudo os médios e pequenos. Em 2025, as renegociações de dívidas rurais subiram mais de 40%, reflexo direto de juros altos, margens apertadas e atraso nas subvenções.

Sem previsibilidade no Programa de Seguro Rural, o produtor fica vulnerável ao clima e às oscilações do mercado. O agro, que mantém a inflação sob controle e garante o superávit comercial do país, está sendo deixado à própria sorte. Não há como sustentar produtividade e competitividade sem crédito acessível e políticas estáveis.

Problemas estruturais

O problema não está no campo, está em Brasília. O Brasil gasta mais com juros do que com investimentos, e cada real pago ao rentismo é um real a menos em crédito, armazenagem e irrigação. Se o país quiser crescer de forma sustentável, precisa redefinir prioridades: reduzir o custo da dívida, recuperar a confiança fiscal e investir em quem realmente produz.

Enquanto o governo gasta trilhões com juros, o produtor luta para não quebrar. O dilema é simples, continuar financiando o rentismo ou apostar em quem planta, colhe e alimenta o Brasil.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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