domingo, agosto 9, 2026

Autor: Redação

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Chuvas impactam a produção agrícola no Paraná e trazem desafios ao setor



As chuvas esperadas para o mês inteiro acabaram atingindo algumas regiões do Paraná na última semana, o que ajudou algumas culturas que estavam em situação de escassez hídrica. Por outro lado, as chuvas preocupam os produtores que já estão colhendo suas culturas.

Para as lavouras de soja e de milho, as chuvas foram benéficas. Em algumas regiões já era possível observar o impacto nas plantas pela falta de chuvas. O analista do Deral Edmar Gervásio explica que, com as chuvas, há chance de uma boa safra. “A expectativa é que tanto a safra de milho como a de soja atinjam seu potencial esperado de produção, que é de 22,3 milhões de toneladas para a soja, podendo inclusive superar o recorde histórico de produção, e em torno de 2,6 milhões de toneladas de milho” afirma.

Nas lavouras de feijão, a colheita, que foi iniciada no dia 2 de dezembro, foi interrompida até o dia 9 por conta das chuvas. A recorrência das precipitações nestes últimos dias têm preocupado os produtores por conta de uma possível perda de qualidade dos grãos nas lavouras prontas para serem colhidas. Mas apesar das preocupações, em geral, as lavouras de feijão ainda encontram-se 93% em boas condições e 7% em qualidade mediana e algumas lavouras que se encontravam em situação de stress hídrico, foram beneficiadas.

As chuvas excessivas num curto período de tempo também podem ter impactado o cultivo de cebola, que na última análise encontrava-se com 85% das lavouras em boas condições e 15% em qualidade mediana e com uma produtividade inicial estimada em 39,9 mil kg/há, 21,2% superior à safra anterior de 32,9 mil kg/ha. As informações são do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Confira outros destaques do relatório produzido pela pasta:

LEITE

O documento também mostra que a última pesquisa de preços de varejo do Deral apontou que em novembro o preço do leite longa vida caiu 2,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, resultando em uma média de R$ 5,19 o litro. No entanto, o preço pago ao produtor subiu 0,94%, melhorando a situação no campo.

SUÍNOS

As Filipinas lideraram o ranking de exportação mensal de suínos paranaenses em novembro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). 16% das 16 mil toneladas exportadas pelo Paraná foram para o país asiático, isso corresponde a 2,6 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 6,9 milhões.

FRANGO

Dados do Agrostat Brasil / MAPA citados no boletim, mostram que o volume de carne de frango exportado de janeiro a outubro de 2024 no Paraná aumentou em 2,6% (1,8 milhões de toneladas) em relação ao ano passado (1,7 milhões de toneladas). Isso gerou também um aumento e 4,1% no faturamento (de US$ 3,2 bilhões para US$ 3,3 bilhões).



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SP lança primeiro Fiagro estadual do país com investimento de R$ 50 milhões



O Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), teve seu primeiro aporte anunciado. Com um valor inicial de R$ 50 milhões, a quantia é a primeira anunciada de um montante que somará meio bilhão. O investimento é feito por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e da Desenvolve SP.

O Fiagro funciona como um fundo de investimento imobiliário, mas direcionado especificamente para o setor agropecuário. Ele permite que investidores adquiram cotas em fundos que possuíam como ativos imóveis rurais, tais como fazendas, sítios, terras e benfeitorias relacionadas.

O montante será gerido pela Rio Bravo Investimentos, responsável pela estruturação e gestão. Por meio deste fundo, o governo se utilizará da estrutura de investimentos do mercado de capitais para financiar o agronegócio paulista. Além disso, investidores privados (outras Assets, Family Offices e a própria Rio Bravo) também coinvestirão no mesmo fundo, ancorado pela Desenvolve SP.

A iniciativa permitirá que os produtores rurais paulistas consigam alavancar seus negócios, gerando desenvolvimento regional, incrementando renda e emprego no interior do estado com as melhores práticas sustentáveis, além disso, o fundo prevê investimento na logística do agro paulista, com montante destinados especificamente à infraestrutura de escoamento da produção.

“Nosso primeiro Fiagro é voltado para logística, agricultura de precisão e armazenagem. Começamos a utilizar o mercado de capitais para financiar o agronegócio, dando maior autonomia aos investimentos do setor”, frisou o governador, Tarcísio de Freitas.

Sobre o Fiagro

O Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais é um ativo financeiro criado por meio da Lei nº 14.130, publicada no dia 30 de março de 2021, com o objetivo de captar recursos de investidores para aplicar no desenvolvimento do setor agropecuário.

Dessa forma, o Fiagro permite a captação de recursos para financiar a aquisição e a exploração dessas propriedades, além de incentivar a modernização, a produtividade e a sustentabilidade da agricultura.

Além de impulsionar a modernização das propriedades rurais, o fundo estimula a inovação tecnológica e contribui para aumentar a competitividade dos produtos paulistas.



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Tempestade Biguá traz rajadas de 70km/h e chuva intensa nesta segunda-feira



A tempestade subtropical Biguá vai influenciar o tempo no Sul e parte do Sudeste e aumentando as instabilidades entre a deixando o céu carregado em algumas regiões. Destaque para a faixa litorânea do Paraná, a faixa centro-leste de Santa Catarina e centro-leste do Rio Grande do Sul, onde a condição será de muita nebulosidade e algumas pancadas de chuva ao longo do dia. No litoral norte gaúcho há alerta para temporais. Os ventos seguem soprando com intensidade entre o litoral norte do Rio Grande do Sul, a faixa leste do Paraná, a faixa leste do estado de SP, Rio de Janeiro e sudeste de Minas Gerais, onde as rajadas chegam até os 70 km/h.

Além disso, o deslocamento de uma frente fria, além de canalizar umidade, puxa mais umidade da faixa norte, o que deixa o tempo instável em Minas Gerais, Rio de Janeiro e a faixa oeste e sul do Espírito Santo, onde há alerta para temporais. Para a faixa norte do estado de São Paulo e o restante do Espírito Santo, a chuva também chega, mas com moderada a forte intensidade. Na faixa centro-sul do estado paulista, apenas pancadas isoladas de chuva ao longo do dia. O tempo volta a ficar firme na capital paulista. O sol aparece entre nuvens, sem chuva. A temperatura máxima será de 30ºC. Confira a previsão completa para todo o Brasil!

SUL

Com o afastamento das instabilidades, a chuva diminui em grande parte da Região Sul. No entanto, ainda chove em áreas do leste, centro-leste e nordeste do Rio Grande do Sul, no leste de Santa Catarina e no Paraná. Nas capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, o tempo será predominantemente estável, mas com possibilidade de chuva passageira e isolada no final do dia. Não há previsão de temporais, e as temperaturas começam a subir, com máximas variando entre 28°C e 30°C.

SUDESTE

Os ventos vindos do oceano em direção ao continente mantêm o céu carregado no leste de São Paulo e em parte do interior paulista. As chuvas mais intensas se concentram entre o norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo e a metade norte de Minas Gerais.

CENTRO-OESTE

O começo da semana será marcado por pouca chuva. Onde ocorre, será de forma isolada, especialmente entre Goiás e Mato Grosso. No extremo norte de Mato Grosso do Sul, a chuva será esporádica e sem registro de temporais. O tempo será abafado, com temperaturas máximas próximas dos 30°C.

NORDESTE

Há previsão de chuvas pontuais e isoladas no Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Entre as capitais São Luís e Natal, as pancadas de chuva serão rápidas e o sol predomina na maior parte do dia. No sertão nordestino, o tempo será firme e ensolarado, com temperaturas que podem alcançar os 37°C.

NORTE

A chuva permanece concentrada no Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e oeste do Pará. As precipitações podem ser fortes, mas de forma bastante pontual, podendo atingir algumas localidades enquanto outras permanecem secas. As temperaturas máximas ficarão entre 29°C e 30°C, mantendo a sensação de tempo abafado. Além disso, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue provocando chuvas no norte e litoral do Amapá.



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ouça o que mexe com a economia hoje


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o impacto da decisão do Copom, que elevou a Selic para 12,25%, com projeções de até 14,75% em 2025.

O IPCA de novembro reforça pressões inflacionárias, enquanto o dólar segue acima de R$ 6.

No Congresso, o pacote fiscal e o orçamento de 2025 dominam a pauta antes do recesso.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

umidade aumenta cuidados com parreirais no Rio Grande do Sul



Viticultores têm intensificado o uso de tratamentos fitossanitários




Foto: Divulgação

A Emater/RS-Ascar divulgou no Informativo Conjuntural nesta quinta-feira (12) dados sobre o desenvolvimento da cultura da uva nas regiões administrativas do Rio Grande do Sul . Na região de Caxias do Sul, as condições climáticas, com alta umidade relativa e baixa incidência de radiação solar, geraram preocupações entre os viticultores devido ao risco elevado de doenças como podridões de cacho, mufa e míldio. Apesar disso, os parreirais continuam demonstrando boa sanidade e crescimento das bagas, com expectativa de produção dentro da normalidade.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Os viticultores têm intensificado o uso de tratamentos fitossanitários, principalmente à base de cobre, como a calda bordalesa. Variedades mais precoces, como a Vênus, já apresentam sinais de maturação, sendo colhidas em locais de clima mais quente.

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Nesta região de Frederico Westphalen, os parreirais estão em diferentes fases de desenvolvimento, dependendo da variedade. A Bordô está entre a compactação do cacho e o início da maturação; a Niágara Rosada e Branca já apresentam maturação plena; e a Seyve Villard está em estágio de crescimento inicial dos cachos. Os produtores estão efetuando os tratamentos para prevenção/controle de doenças, como míldio (Plasmopara viticola) e podridão-da-uva-madura (Glomerella cingulata). A colheita da variedade Vênus foi finalizada, e a Niágara Rosada é comercializada a R$ 6,00/kg.

Em Santa Rosa, as videiras da região estão no final do enchimento de bagas e início da maturação. As variedades precoces, como a Vênus, começarão a maturar esta semana. Alguns parreirais apresentam baixa carga de cachos, mas com boa sanidade. Ataques de pássaros têm sido observados, impactando na produção de pomares domésticos e na qualidade das uvas em fase de maturação.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Taxas futuras de juros caem em dia de movimentos técnicos no Brasil e alta…


Logotipo Reuters

 

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira em baixa no Brasil nos contratos a partir de janeiro de 2026, em um dia marcado por movimentos técnicos, com alguns agentes aproveitando as altas mais recentes para realizar lucros, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries subiam.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2025 — que reflete as apostas para a Selic no curtíssimo prazo — estava em 11,468%, ante 11,456% do ajuste anterior. Já a taxa do contrato para janeiro de 2027 marcava 13,33%, em queda de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,375%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 12,99%, em queda de 5 pontos-base ante 13,043% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 12,88%, ante 12,923%.

Pela manhã as taxas dos DIs oscilaram em alta, em sintonia com o avanço firme do dólar ante o real e a queda do Ibovespa, numa sessão marcada pela aversão global ao risco em meio à escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Nem mesmo os dados da arrecadação federal de outubro, que agradaram o mercado, foram suficientes para reduzir os prêmios na curva. A Receita Federal informou que a arrecadação teve alta real (descontada a inflação) de 9,77% em outubro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando 247,92 bilhões de reais. Este foi o melhor resultado para o mês da série histórica iniciada em 1995.

No acumulado de janeiro a outubro, a arrecadação foi de 2,182 trilhões de reais, 9,69% acima do registrado nos primeiros dez meses de 2023, já descontada a correção pela inflação. O dado também representa um recorde para o período.

Durante a tarde, no entanto, o cenário no mercado de renda fixa mudou. Perto das 14h as taxas perderam força e migraram para o território negativo, em especial entre os contratos mais longos.

Cinco profissionais de diferentes instituições ouvidos pela Reuters não apontaram um motivo específico, dentro do noticiário, para que as taxas cedessem.

Conforme profissional da mesa de um grande banco de investimentos, alguns participantes do mercado “tomaram” taxas na abertura dos negócios, prevendo o pior para o dia, mas passaram a devolver durante a tarde, já que não surgiram novidades de impacto.

Além do movimento específico do dia, alguns agentes aproveitaram para realizar lucros após as altas recentes das taxas em sessões anteriores.

“Não vejo nenhum motivo aparente para esse fechamento da curva. Nenhuma notícia nova que tenha impulsionado isso”, comentou durante a tarde Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital. “Provavelmente nessa volta de feriado o mercado (está) fazendo um movimento de correção e realização de ganhos pela forte alta que aconteceu recentemente”, acrescentou.

Na quarta-feira, feriado nacional do Dia da Consciência Negra, os mercados permaneceram fechados.

Após registrar a máxima de 13% (alta de 8 pontos-base ante o ajuste) às 10h48, a taxa do DI para janeiro de 2033 marcou a mínima de 12,83% (baixa de 9 pontos-base) às 15h23.

O movimento ocorreu em paralelo às notícias de que a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, além de outras 36 pessoas, entre elas o candidato a vice na chapa bolsonarista na eleição de 2022, o general da reserva Walter Braga Netto.

Profissionais ouvidos pela Reuters, no entanto, afirmaram que o noticiário político não influenciou os preços dos DIs, que se mantiveram sensíveis à questão fiscal.

“Em alguns vértices mais longos, como o (janeiro) 2028 e 2029, tivemos um fechamento mais pronunciado (das taxas)”, comentou durante a tarde João Ferreira, sócio da One Investimentos. “Há uma expectativa do mercado de que (o pacote de medidas fiscais do governo) saia na próxima semana”, justificou.

Na ponta curta da curva as taxas seguiram precificando chances maiores de o Banco Central em dezembro elevar em 75 pontos-base a taxa básica Selic, hoje em 11,25% ao ano.

Perto do fechamento a curva brasileira precificava 65% de probabilidade de alta de 75 pontos-base da Selic no próximo mês e 35% de chance de elevação de 50 pontos-base. Na terça-feira os percentuais eram de 70% e 30%, respectivamente.

Às 16h44, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 3 pontos-base, a 4,434%.





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Exportações de carne em alta impediram maiores quedas do boi gordo durante a semana


O mercado brasileiro de boi gordo apresentou queda em suas cotações ao longo da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a tendência é de que esse movimento tenha continuidade no curto prazo.

“Com escalas de abate mais alongadas, os frigoríficos testam preços mais baixos na compra de boi”, ressalta.

Segundo ele, a dificuldade nos repasses de preço do boi ao longo da cadeia produtiva, com o consumidor brasileiro ainda propenso ao consumo de proteínas de menor valor agregado, também é atribuído como um fator de baixa aos preços.

“Por outro lado, as exportações ainda são a principal válvula de escape neste momento”, comenta.

Variações da arroba do boi na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 12 de dezembro:
  • São Paulo (Capital): R$ 315, queda de 3,08% frente aos R$ 325 registrados na semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 300, recuo de 4,76% perante R$ 315
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 315, estável frente ao fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, sem mudanças frente à última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, 3,23% aquém dos R$ 310
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, retração de 3,45% em relação aos R$ 290

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços estáveis no decorrer da semana. Segundo Iglesias, diante dos preços elevados dos cortes bovinos, o consumidor tem priorizado a busca por proteínas de menor valor agregado, a exemplo dos cortes suínos (substituindo os cortes do traseiro) e a carne de frango (substituindo os cortes do dianteiro bovino).

Os cortes do dianteiro do boi se mantiveram em R$ 20,50 o quilo. Já os cortes do traseiro do boi tiveram estabilidade, cotados a R$ 27,00 o quilo.

Exportações de carne bovina

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Foto: Ministério da Agricultura/divulgação

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 212,393 milhões em dezembro (5 dias úteis), com média diária de US$ 42,478 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 43,033 mil toneladas, com média diária de 8,606 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.935,50.

Em relação a dezembro de 2023, houve baixa de 10,4% no valor médio diário da exportação, queda de 17,4% na quantidade média diária exportada e avanço de 8,5% no preço médio. 



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Você viu? Litro do mel a R$ 1,8 mil; polícia inicia operação para reprimir comércio ilegal de colmeias



A Polícia Federal deflagrou no dia 5 de dezembro a Operação Zangão, com o objetivo de coibir a prática do comércio ilegal de colmeias e enxames de abelhas sem ferrão em Goiás, ameaçadas de extinção. Essa foi uma das notícias mais lidas da última semana no site do Canal Rural.

Os oficiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em Goiânia, onde apreenderam duas caixas de colmeias abandonadas pelos enxames de abelhas sem ferrão que nelas habitavam.

As investigações apuraram que o comércio se dava por meio de anúncios publicados na internet. Dependendo da raridade da espécie da abelha (a PF não divulgou o nome), o litro do mel pode chegar a valer R$ 1,8 mil e, um enxame de mesma espécie, de R$ 500 a R$ 700.

A aquisição, captura na natureza e/ou o comércio de colmeias, colônias e/ou enxames de abelhas sem ferrão, cujas espécies são ameaçadas de extinção, são práticas vedadas pela Resolução nº 496/2020 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), podendo caracterizar a ocorrência dos crimes de caça ilegal e de receptação.



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Agrodefesa abre edital com 30 vagas para médicos-veterinários



O governo de Goiás divulgou, nesta semana, o edital para contratação temporária de 30 médicos-veterinários júnior e pleno para atuarem na Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). As inscrições estarão abertas de 16 de dezembro de 2024 a 3 de janeiro de 2025, com taxa no valor de R$ 55.

De acordo com o edital, a seleção dos candidatos de nível superior ocorrerá em duas etapas, sendo a primeira de análise curricular, de caráter eliminatório e classificatório; e a segunda de entrevista, também de caráter classificatório e eliminatório. Os interessados podem se inscrever via internet, por meio do Portal de Seleção do governo goiano.

O processo seletivo terá validade de dois anos, a partir da homologação do resultado final no Diário Oficial de Goiás.

Os salários serão de R$ 6.500 para médico-veterinário pleno e de R$ 5.000 para médico-veterinário júnior. Para essa última função, o vencimento terá acréscimo de auxílio-alimentação no valor de R$ 500, conforme lei estadual nº 19.951/2017.

A carga horária será de 40 horas semanais para todas as funções, podendo ser cumprida entre 5 e 22 horas, incluindo fins de semana e feriados, de acordo com a necessidade da Agrodefesa.

Segundo o presidente da agência, José Ricardo Caixeta Ramos, o processo seletivo tem como objetivo a contratação de profissionais na área de medicina veterinária para auxílio no Serviço de Inspeção Estadual.

“São médicos-veterinários que vão dar suporte no trabalho de inspeção desenvolvido pela Agrodefesa, principalmente em estabelecimentos industriais que realizam abate de animais em Goiás. É fortalecer essa atuação em todo o estado, assegurando a qualidade do alimento que chega até a população”, enfatiza.

Os detalhes sobre cronograma, requisitos, quadro de vagas por municípios, convocação e outros pontos estão disponíveis na íntegra do edital nº 019/2024, divulgado no endereço eletrônico: selecao.go.gov.br.



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Juros voltam a subir e devem ter impacto direto na cesta básica



Na última reunião de 2024, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic de 11,25% para 12,25% ao ano, marcando a terceira alta consecutiva. A decisão busca controlar a inflação, mas seus impactos já são sentidos no bolso do consumidor, especialmente no aumento dos preços de alimentos e serviços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou 0,39% em novembro. O resultado desacelerou na comparação com outubro, mas continua pressionado pelo aumento do preço das carnes e das passagens aéreas. No acumulado de 12 meses, a inflação chega a 4,87%, afetando itens básicos como óleo de soja e tomate. 

Juros altos e consumo reduzido

Segundo Gustavo Defendi, sócio-diretor da Real Cestas, empresa que atua no segmento de cestas básicas, as altas taxas de juros tornam o crédito mais caro, tanto para fornecedores quanto para consumidores. “Os custos de produção aumentam, refletindo no preço final das cestas básicas. Para os consumidores, o poder de compra é reduzido, o que pode impactar negativamente a demanda por alimentos essenciais”, afirma. No caso da cesta básica, essa combinação de fatores pode levar a escolhas mais econômicas e à priorização de gastos essenciais.

A previsão é de que, em dezembro, os preços permaneçam elevados devido à alta demanda típica das festas de fim de ano. O especialista alerta para restrições. “Os custos de energia, que representam cerca de 23,1% do preço final das cestas básicas, pressionam ainda mais os preços, impactando tanto consumidores quanto comerciantes”, destaca. Para Defendi, mesmo com a expectativa de maior consumo, a alta de preços e a redução do poder aquisitivo devem limitar o acesso aos produtos.

Corte de gastos e segurança alimentar

Outro fator é o corte de gastos anunciado pelo governo, que também pode afetar o mercado de cestas básicas. Defendi explica que programas sociais e subsídios, fundamentais para famílias de baixa renda, podem ser impactados, reduzindo a capacidade dessas famílias de adquirir alimentos.

Além disso, a redução em investimentos logísticos pode encarecer a distribuição, agravando a pressão nos preços.

Perspectiva para 2025

De acordo com o sócio-diretor da Real Cestas, o cenário econômico deve permanecer desafiador no próximo ano, com juros elevados e inflação ainda pressionada. Para o setor de cestas básicas, isso significa custos de produção mais altos e uma demanda possivelmente retraída. “É fundamental que políticas públicas considerem esses fatores para evitar que a segurança alimentar seja comprometida”, finaliza Defendi.



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