quinta-feira, abril 2, 2026

Autor: Redação

News

Chile suspende exportações de aves após caso de gripe aviária


Economia brasileira pode sofrer prejuízos de R$ 21,7 bilhões em caso extremo de gripe aviária
Foto: arquivo Canal Rural

O Chile decidiu suspender temporariamente as exportações de produtos avícolas após a confirmação de um caso de gripe aviária em um plantel industrial de postura. A ocorrência, considerada inédita no país nesse tipo de sistema produtivo, foi registrada na comuna de Talagante, na região metropolitana.

Até então, os casos da doença no Chile estavam restritos a aves silvestres e criações de fundo de quintal. A identificação em uma unidade comercial acendeu o alerta das autoridades sanitárias e levou à adoção imediata de medidas de contenção.

Medidas adotadas e abastecimento interno

O país notificou oficialmente a Organização Mundial de Sanidade Animal (OMS) e ativou protocolos sanitários para controlar e erradicar o foco da doença. Entre as ações estão o monitoramento da área afetada, restrições de movimentação e medidas para evitar a disseminação do vírus.

Apesar da suspensão das exportações, o Serviço Agrícola e Pecuário do Chile informou que o abastecimento interno de carne de frango e ovos segue garantido. A medida tem caráter preventivo e busca preservar a sanidade do plantel nacional, além de manter a confiança dos mercados internacionais.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Chile suspende exportações de aves após caso de gripe aviária apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

IR 2026: como encarar o novo Leão Digital do Agronegócio


Imposto, produtores rurais, receita federal
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A transformação digital chegou de vez ao campo. E não foi pela porteira, foi pela fiscalização.

O Imposto de Renda 2026 muda a lógica para o produtor rural. O que antes era ajustado depois, agora é acompanhado em tempo real. A Receita Federal cruza dados automaticamente, e isso transforma a organização financeira em um fator decisivo.

Não é mais uma questão burocrática. É gestão do negócio. O erro que antes passava despercebido agora aparece no sistema.

O que muda do IR 2024 para o IR 2026

As alterações trazem ajustes importantes, mas o principal impacto está na forma como os dados são monitorados.

O limite de obrigatoriedade subiu de R$ 153.270,30 para R$ 177.920,00 em receita bruta anual. Na prática, pequenos produtores ganharam mais fôlego antes de precisar declarar.

Já o limite de bens e direitos passou de R$ 600 mil para R$ 800 mil, acompanhando a valorização de terras e máquinas agrícolas.

A faixa de isenção mensal também aumentou, de R$ 2.112,00 para R$ 2.824,00, o que reduz a carga tributária para quem possui outras fontes de renda, como aposentadoria ou aluguel.

Mas a mudança mais relevante não está nos valores. Está no controle.

A declaração pré-preenchida deixa de ser opcional e passa a ocupar papel central. Isso porque a Receita já recebe automaticamente informações por meio da Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e).

Na prática, o sistema já sabe o que foi vendido. O risco de erro manual ficou maior.

Faturamento não é lucro

O aumento do limite de obrigatoriedade pode dar uma falsa sensação de alívio.

Com custos mais altos e preços elevados, atingir esse faturamento ficou mais fácil. Mas existe um ponto que muitos ignoram: faturamento não é lucro.

É possível vender R$ 180 mil e gastar mais do que isso para produzir. Ainda assim, a obrigação de declarar permanece.

E, em muitos casos, declarar prejuízo pode ser a melhor estratégia, permitindo compensações nos anos seguintes.

O Fisco não faz essa distinção automaticamente.

Fiscalização em tempo real

A forma de fiscalização também mudou de patamar.

A NFP-e já alimenta o sistema da Receita de forma automática. Não existe mais intervalo entre vender e ser monitorado.

O cruzamento de dados é imediato. Qualquer inconsistência aparece rapidamente.

O “Leão” não espera mais. Ele acompanha cada operação.

Parceria ou arrendamento: o novo foco da Receita

Entre os principais pontos de atenção para 2026 está a diferença entre contratos de parceria e arrendamento.

Durante anos, muitos produtores estruturaram contratos como parceria para reduzir a carga tributária, mesmo quando, na prática, funcionavam como aluguel fixo.

Agora, a Receita passou a analisar se existe divisão real de risco entre as partes.

Se não houver, a tributação muda, e pode mudar muito. A alíquota pode sair de cerca de 5,5% para até 27,5%. O que antes era comum virou alvo direto da fiscalização.

O campo virou empresa

Diante desse cenário, a lógica é clara: o campo virou empresa. O produtor que investe em controle financeiro pode se beneficiar, abatendo custos e melhorando sua eficiência tributária. Mas isso exige organização.

O Livro Caixa Digital (LCDPR) deixa de ser apenas obrigação e passa a ser ferramenta estratégica.

Quem entende seus números toma decisões melhores. Quem não entende, paga mais — muitas vezes sem perceber.

O fim do improviso

O IR Agro 2026 não é apenas uma atualização de regras. É uma mudança de mentalidade.

É o fim do improviso. Quem se organiza usa a informação a seu favor e paga o mínimo dentro da lei. Quem permanece no modelo antigo fica exposto.

Produzir bem continua essencial. Mas, agora, gerir bem é o que define quem permanece no jogo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post IR 2026: como encarar o novo Leão Digital do Agronegócio apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Acordo Mercosul-UE terá impactos em até 4 anos, diz conselheiro da delegação europeia


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

A entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, prevista para 1º de maio, marca um momento histórico nas relações comerciais entre os blocos, segundo Damian Vicente Lluna, conselheiro de Comércio da Delegação da União Europeia em Brasília.

Ele participou, nesta terça-feira (31), do projeto Ideia Café, promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), onde detalhou os próximos passos da implementação e os impactos esperados, especialmente para o agronegócio brasileiro.

“É um momento histórico que estamos vivendo. A relação entre União Europeia e Mercosul vem desde os anos 90, quando o bloco sul-americano foi criado”, afirmou.

As negociações do acordo se estenderam por cerca de 25 anos, um reflexo da complexidade dos temas envolvidos. Segundo Lluna, um dos principais desafios foi equilibrar interesses distintos entre os dois lados.

“Os europeus tinham preocupações com os produtos agrícolas do Mercosul, enquanto os países do bloco sul-americano se preocupavam com a entrada de produtos industriais”, explicou.

Aplicação começa em maio

A aplicação prática do acordo terá início já em maio, principalmente na parte tarifária, considerada mais simples de implementar.

Segundo o conselheiro, as alfândegas europeias passarão a aplicar as novas tarifas automaticamente, seguindo um cronograma previamente definido.

Esse calendário prevê reduções diferentes dependendo do produto: algumas tarifas serão eliminadas imediatamente, enquanto outras terão cortes graduais ao longo de quatro ou até dez anos.

Já os aspectos regulatórios, como regras sanitárias e fitossanitárias, devem levar mais tempo para serem harmonizados, com ajustes contínuos feitos por comitês ao longo dos próximos anos.

Agro deve ser um dos mais beneficiados

O agronegócio brasileiro aparece como um dos principais beneficiários do acordo, especialmente em produtos como suco de laranja, café torrado, cacau, frutas e legumes.

Atualmente, o Brasil já é o maior fornecedor de produtos agrícolas para a União Europeia, e o novo acordo tende a ampliar esse espaço.

Ainda assim, o acesso ao mercado europeu será parcialmente limitado por cotas para produtos como carne bovina, frango e mel.

No caso da carne, Lluna destacou que a cota representa cerca de 1% do consumo europeu, o que reduz preocupações internas no bloco. Já para o frango, o volume é mais relevante e enfrenta menos barreiras regulatórias.

Além disso, haverá um período de transição para a definição e distribuição dessas cotas, o que pode levar alguns meses após o início da vigência.

Impactos serão graduais

Apesar do início imediato da aplicação tarifária, os efeitos econômicos do acordo não devem ser sentidos de forma instantânea.

“Acreditamos que o impacto econômico será percebido em três ou quatro anos”, afirmou Lluna.

Isso ocorre porque, além da redução gradual de tarifas, ainda será necessário avançar na harmonização de regras, incluindo temas como propriedade intelectual, exigências ambientais e padrões sanitários.

Novo cenário global impulsiona acordo

O acordo também ganha relevância em um contexto de mudanças no comércio global.

Segundo o conselheiro, a atual desarticulação do sistema multilateral, influenciada por tensões entre Estados Unidos e China, reforça a necessidade de diversificação de parceiros comerciais.

“Vemos como necessário ampliar o relacionamento com novos parceiros”, disse.

Atualmente, a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China e à frente dos Estados Unidos.

Enquanto o Brasil exporta principalmente commodities agrícolas, o bloco europeu vende ao país produtos industriais e farmacêuticos.

Salvaguardas

Durante o debate, também foram abordadas as salvaguardas previstas no acordo, que geraram preocupação no setor agrícola brasileiro.

Segundo Lluna, esses mecanismos foram essenciais para garantir a aprovação do acordo na União Europeia, mas não implicam aplicação automática de restrições.

“Os gatilhos não obrigam a União Europeia a aplicar medidas automaticamente”, explicou.

No Brasil, o Congresso também aprovou dispositivos que permitem a adoção de salvaguardas, caso haja necessidade de proteção do mercado interno.

O post Acordo Mercosul-UE terá impactos em até 4 anos, diz conselheiro da delegação europeia apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de fertilizantes entra em fase de risco


O mercado global de fertilizantes atravessa um momento de reprecificação marcado por incertezas logísticas, energéticas e geopolíticas, que afetam diretamente a formação de preços e a disponibilidade dos insumos. As informações são de Alê Delara, especialista em Inteligência Estratégica para o Agronegócio.

Nas últimas semanas, o ambiente internacional passou a refletir maior sensibilidade ao risco de entrega, sem que haja necessariamente escassez física de produto. O Oriente Médio voltou ao centro das atenções, com pressões logísticas que reduzem a flexibilidade global e tornam o fluxo de mercadorias mais irregular.

Ao mesmo tempo, a China mantém restrições nas exportações, sobretudo em fosfatados e alguns blends, alterando o equilíbrio entre oferta e demanda. Esse movimento força importadores a buscarem alternativas mais caras e com prazos menos previsíveis, reduzindo a elasticidade do mercado.

A Rússia também contribui para o cenário de incerteza ao adicionar volatilidade nos nitrogenados, justamente em um período importante para o calendário agrícola do Hemisfério Norte. Nesse contexto, cresce o pagamento de prêmios não para ampliar compras, mas para garantir volume, rota e entrega.

Nos nitrogenados, a percepção é de aperto persistente, já refletido no custo ao Brasil, ainda que a liquidez interna siga limitada pela entressafra. Na amônia, a firmeza dos preços acompanha a retomada europeia na produção de nitratos, pressionando toda a cadeia.

Os fosfatados seguem em patamar elevado, sustentados por oferta ajustada e custos logísticos relevantes, com o enxofre contribuindo para manter esse piso. O potássio, embora mais estável, começa a absorver o impacto do frete e da reposição.


 





Source link

News

Novas exigências para crédito rural entram em vigor em abril e preocupam entidades do agro


mãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima crédito
Foto: Agência Brasil

Na próxima quarta-feira (1º), entram em vigor as novas regras para concessão de crédito rural estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A partir desta data, critérios socioambientais passam a ser considerados pelas instituições financeiras na liberação de financiamentos.

A principal mudança é para propriedades com área superior a quatro módulos fiscais. Nesses casos, antes de conceder o crédito, os bancos deverão verificar, por meio de sistemas geoespaciais, a legalidade de eventuais supressões de vegetação nativa realizadas após 31 de julho de 2019.

Para propriedades com até quatro módulos fiscais, a exigência passa a valer a partir de 4 de janeiro de 2027.

Entidades do agro questionam medida

Entidades do agronegócio têm criticado o método para a adoção dos novos critérios. Segundo a Associação de Produtores e Empresários Rurais, o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) não deveria ser utilizado como base para decisões individuais de crédito.

“A vinculação de operações individuais de crédito rural a dados desse sistema […] extrapola a finalidade originária do Prodes e impõe consequências jurídicas individualizadas a partir de dados agregados, generalizados e tecnicamente inadequados para tal fim”, diz a entidade, em nota.

Em outro trecho, a associação afirma que a medida pode comprometer o direito à ampla defesa.

“A restrição automática ao crédito rural com base em alertas do Prodes, sem notificação prévia, prazo para apresentação de documentação ou análise técnica individualizada, configura supressão do direito ao contraditório e à ampla defesa.”

A Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) também manifesta preocupação com o modelo adotado.

Para a gerente de Sustentabilidade do Sistema Faemg Senar, Mariana Ramos, a nova regra reforça a exigência de regularidade ambiental como condição permanente para acesso ao crédito, mas pode gerar insegurança.

“As mudanças geram preocupação diante de possíveis inconsistências nas bases de dados utilizadas pelo sistema financeiro, o que pode resultar em insegurança jurídica, custos adicionais e atrasos na contratação do crédito”, afirma.

O sistema de monitoramento também é questionado pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). A entidade alega que o Prodes tem “baixa precisão”.

“O Sistema Faep não questiona a pertinência de verificar supressão de vegetação nativa, o que já é vedado pelo Código Florestal e, portanto, prática ilegal. O nosso questionamento está relacionado ao sistema utilizado para este fim, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que não analisa a legalidade da supressão e possui baixa precisão dos limites dos polígonos indicados como tendo vegetação degradada”, destaca o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Canal Rural entrou em contato com o Ministério da Fazenda, pasta responsável pela CMN, mas não obteve retorno.

O post Novas exigências para crédito rural entram em vigor em abril e preocupam entidades do agro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Chuva ganha força e aumenta o risco de temporais em boa parte do país


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A terça-feira (31) será marcada por chuva em grande parte do país, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, onde as instabilidades devem se intensificar ao longo do dia e elevar o risco de temporais em diferentes áreas. A combinação entre influência marítima, umidade na atmosfera, atuação de uma baixa pressão próxima à costa e o deslocamento de um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN) favorece a formação de nuvens carregadas.

Sul

A chuva já aparece desde cedo em pontos do litoral. No Rio Grande do Sul, a precipitação ocorre de forma mais fraca em áreas litorâneas, enquanto no Paraná e em Santa Catarina a chuva avança com intensidade moderada, especialmente na faixa costeira. Ao longo do dia, as pancadas ganham força no Paraná e também atingem o leste, o norte e o oeste de Santa Catarina, além do litoral norte gaúcho. Há risco de temporais no litoral, leste e nordeste paranaense, assim como em pontos do oeste do estado e no litoral norte catarinense. Nas demais áreas da região, a chuva tende a ser mais fraca ou o tempo segue firme.

As temperaturas continuam elevadas no Sul, mas os termômetros devem cair um pouco em áreas do centro-leste do Paraná e de Santa Catarina por causa da maior nebulosidade. No Rio Grande do Sul, as rajadas de vento podem variar entre 40 e 50 km/h em grande parte do estado.

Sudeste

O cenário também é de atenção. Desde as primeiras horas do dia, há previsão de chuva moderada no litoral de São Paulo e no sul do litoral fluminense. Com o passar das horas, as instabilidades aumentam no sul, litoral, leste e interior paulista, e depois se espalham com mais força por Minas Gerais. Também chove no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, com previsão de intensidade moderada a forte em várias áreas. O risco de temporais é maior no sul de Minas, na serra e no sul fluminense, além de grande parte do centro-leste, interior e sudoeste de São Paulo.

Mesmo com a chuva, o calor ainda persiste em parte do Sudeste. As temperaturas devem cair em áreas com mais nebulosidade, mas seguem elevadas no oeste, noroeste e norte paulista, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em boa parte de Minas Gerais. No litoral fluminense, principalmente na Região dos Lagos e no norte do estado, as rajadas de vento também podem ficar entre 40 e 50 km/h.

Centro-Oeste

A chuva deve ocorrer de forma mais isolada, mas ainda assim há previsão de pancadas moderadas a fortes entre o fim da manhã e o início da tarde, principalmente no norte, nordeste, noroeste e leste de Mato Grosso, além da metade norte, leste e interior de Goiás e do Distrito Federal. Em Mato Grosso do Sul, a chuva ganha força em áreas do sul, sudeste e extremo leste. Já no oeste e sudoeste sul-mato-grossense, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, o que exige atenção.

Nordeste

A influência marítima mantém a chuva no litoral leste, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua favorecendo instabilidades no litoral norte da região. Ao longo do dia, as pancadas aumentam e podem ocorrer com moderada a forte intensidade em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Também há risco de temporais no litoral potiguar e entre Ilhéus e o sul da Bahia.

Norte

A umidade elevada mantém o tempo instável em grande parte dos estados. Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Tocantins já começam o dia com chuva, e as pancadas se intensificam no decorrer das horas. Há risco de temporais em grande parte do Amazonas, Acre, Roraima, sul e oeste do Amapá, além de áreas do Pará e do Tocantins. No sul de Rondônia, a chuva deve ocorrer de forma mais irregular, com possibilidade de aberturas de sol e sensação de abafamento.

O post Chuva ganha força e aumenta o risco de temporais em boa parte do país apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Carne bovina ganha força e amplia mercados em 2026


As exportações brasileiras de carne bovina iniciaram 2026 em ritmo acelerado, com crescimento expressivo em volume e faturamento nos principais mercados compradores. Dados compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos indicam avanço consistente nas vendas externas.

O desempenho no primeiro bimestre mostra aumento tanto na quantidade embarcada quanto na receita, com destaque para a diversificação de destinos. Além da China, principal compradora, países como Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia ampliaram suas aquisições, reforçando a demanda internacional pela proteína brasileira. Esse movimento sugere que eventuais restrições comerciais impostas pelo mercado chinês tendem a ter impacto limitado ao longo do ano. 

No acumulado de janeiro e fevereiro, as exportações somaram US$ 2,865 bilhões, alta de 39%, com volume de 557,24 mil toneladas, avanço de 22% frente ao mesmo período de 2025. Apenas em fevereiro, o faturamento atingiu US$ 1,449 bilhão, com crescimento próximo de 40%, acompanhado por elevação significativa nos embarques. 

A China manteve a liderança, apesar de leve redução na participação total, enquanto os Estados Unidos registraram forte expansão nas compras, impulsionados por déficit interno de oferta. A União Europeia também apresentou crescimento consistente, favorecida por perspectivas comerciais positivas. Na América do Sul, o Chile seguiu com desempenho sólido, e a Rússia avançou de forma expressiva entre os maiores compradores.

O cenário externo segue favorável, embora fatores como custos logísticos e tensões geopolíticas possam influenciar o ritmo das exportações. Ao mesmo tempo, a oferta interna tende a ser mais restrita devido à mudança no ciclo pecuário, com menor abate de fêmeas. Ainda assim, a abertura e consolidação de novos mercados indicam continuidade da demanda aquecida ao longo do ano.

  





Source link

News

Petróleo dispara com tensão no Oriente Médio e pressiona mercados globais


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a piora do risco global com a escalada no Oriente Médio e o forte avanço do petróleo. O Brent chegou a US$ 107, elevando temores de pressão inflacionária e desaceleração econômica. Bolsas de NY caíram, juros americanos recuaram e o dólar se fortaleceu. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,53% aos 182 mil pontos, sustentado por Petrobras, enquanto o dólar fechou a R$ 5,24.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

O post Petróleo dispara com tensão no Oriente Médio e pressiona mercados globais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nova tecnologia pode mudar preço das terras



O método incorpora o Índice de Tipologia de Argila


O método incorpora o Índice de Tipologia de Argila
O método incorpora o Índice de Tipologia de Argila – Foto: Pixabay

A busca por maior transparência e precisão nas negociações de terras agrícolas tem impulsionado o uso de novas ferramentas técnicas no Brasil. Em um mercado historicamente marcado pela informalidade, iniciativas voltadas à padronização da avaliação ganham espaço ao integrar ciência e práticas imobiliárias.

Durante treinamento realizado em Ribeirão Preto (SP), foi apresentada uma metodologia baseada na tipologia de argila como suporte à análise técnica e à precificação de imóveis rurais . A proposta busca aprimorar o entendimento do Valor da Terra Nua, indicador que reflete a aptidão agrícola natural do solo e serve de base para tributos e negociações.

O método incorpora o Índice de Tipologia de Argila, que considera características não captadas por análises tradicionais, permitindo uma leitura mais precisa do potencial produtivo. A iniciativa reúne diferentes frentes, conectando inteligência territorial e mercado imobiliário rural, com foco na qualificação das decisões.

Dados levantados com participantes indicam desafios recorrentes, como dificuldade na justificativa técnica de preços e divergências entre valor real e percebido das propriedades. Ao mesmo tempo, há reconhecimento crescente da importância de diagnósticos mais detalhados do solo como diferencial competitivo.

Como destacou o professor da UNESP, Marcílio Vieira Martins Filho, especialista em erosão e perito em laudos de terras, que participou como convidado do treinamento, “quando a tipologia de argila entra na equação do VTN, deixamos de olhar apenas a superfície e passamos a compreender o comportamento do solo frente à água, ao manejo e ao risco produtivo”.

A expectativa é que a aplicação dessa abordagem contribua para negociações mais seguras, além de apoiar análises de crédito e seguros rurais. A proposta também reforça o movimento de profissionalização do setor, ao transformar informações técnicas em base para maior confiança e eficiência no mercado de terras.

 





Source link

News

Bactérias beneficiam o cultivo de pimenta-do-reino e podem reduzir o uso de defensivos


Pimenta-do-reino
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

Pesquisadores brasileiros identificaram duas bactérias endofíticas, presentes naturalmente no interior das plantas, com potencial para transformar o cultivo da pimenta-do-reino.

O estudo mostrou que as linhagens Priestia sp. T2.2 e Lysinibacillus sp. C5.11 são capazes de estimular o crescimento da planta e o enraizamento de estacas utilizadas na propagação da pimenteira-do-reino.

Técnica de estaquia

A estaquia é uma técnica de reprodução a partir da retirada de pequenos galhos das plantas, chamados estacas. Uma vez enraizadas, as estacas se tornam novas mudas de pimenteira-do-reino.

Um dos gargalos da agricultura familiar, de acordo com os especialistas, é o baixo índice de “pegamento” dessas raízes, ou seja, elas não crescem o suficiente para promover o desenvolvimento da planta.

Nos experimentos realizados entre 2023 e 2024 na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), estacas da variedade Singapura de pimenteira-do-reino foram submetidas a soluções com as bactérias. A Priestia sp. T2.2 se destacou ao promover um aumento de até 75% na altura das plantas e de 136% em sua massa seca (parte aérea) em comparação às plantas de controle.

Pimenta-do-reino
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

Já a Lysinibacillus sp. C5.11 foi responsável por um salto ainda mais impressionante: 333% de crescimento da massa seca das raízes. Uma terceira linhagem avaliada, Bacillus sp. C1.4, também apresentou efeitos positivos na parte aérea, mas em menor escala.

Os efeitos positivos das bactérias nas estacas foram atribuídos à capacidade dos microrganismos de produzir ácido indolacético (AIA) — um hormônio natural da planta que regula processos de crescimento vegetal — e sideróforos, compostos que capturam ferro no ambiente e tornam o nutriente mais disponível para as plantas.

Testes

Os testes foram realizados em laboratório e em casas de vegetação, que simulam o ambiente natural. O próximo passo é realizar os testes em áreas de produtores e com outras variedades clonais de pimenteira-do-reino.

“Essa descoberta revela o potencial de obtermos um bioinsumo que traga mais segurança aos pequenos produtores para a implantação ou ampliação de pimentais com mudas sadias e, consequentemente, plantas mais vigorosas e produtivas”, afirma a pesquisadora da Embrapa Florestas, Alessandra Nakasone.

Pimenta-do-reino
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

A descoberta é estratégica para pequenos agricultores, principais responsáveis pela produção no país. Além disso, o uso de microrganismos benéficos pode reduzir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos, aumentando a sustentabilidade da cadeia produtiva.

“Isso ocorre porque as bactérias promovem a solubilização dos nutrientes que estão no solo, ou seja, tornam as substâncias mais disponíveis para a absorção pelas raízes”, explica a pesquisadora.

Produção brasileira

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de pimenta-do-reino, com uma produção de quase 125 mil toneladas em 2024, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse período, o valor da produção nacional saltou de R$ 1,65 bilhão (2023) para mais de R$ 3,67 bilhões (2024) — um aumento de aproximadamente 122% em apenas um ano, refletindo a forte valorização do produto no mercado.

A produção brasileira é caracterizada pela sustentabilidade e qualidade da pimenta-do-reino. Os estados do Espírito Santo e do Pará detêm, juntos, mais de 90% da safra nacional. Com produção anual de 41 mil toneladas em 2024, a produção paraense se destaca pela agricultura familiar e por processos sustentáveis de produção.

Microrganismos aliados da agricultura

As bactérias endofíticas vivem nos tecidos internos das plantas sem causar doenças e podem ser benéficas ou neutras. As benéficas desempenham papéis fundamentais para a saúde vegetal, como a produção de fitormônios (hormônios vegetais), a fixação de nitrogênio, a solubilização de nutrientes e o aumento da resistência a estresses ambientais.

Esse tipo de interação já fora observado em outras culturas agrícolas, inclusive cítricas, milho e cana-de-açúcar.

No caso da pimenta-do-reino, pesquisas anteriores com espécies dos gêneros Bacillus e Pseudomonas haviam demonstrado promoção do enraizamento e aumento da produtividade. O novo estudo, no entanto, detalhou os mecanismos fisiológicos de linhagens específicas e reforçou a importância de associar biotecnologia ao manejo sustentável.

A propagação da pimenta-do-reino pode ser feita por meio de sementes ou estacas enraizadas. O primeiro modo, como explica o pesquisador Oriel Lemos, da Embrapa Amazônia Oriental, exige mais tempo para o desenvolvimento da planta e não garante a manutenção dos atributos da planta-mãe, como, por exemplo, a alta produtividade.

Já as estacas garantem a manutenção das características genéticas das matrizes e reduzem o tempo até a frutificação. Entretanto, a dificuldade de enraizamento compromete o pegamento e a qualidade das mudas e, por consequência, a produtividade das lavouras.

Nesse cenário, a inoculação de microrganismos benéficos surge como alternativa viável para garantir estacas mais vigorosas e uniformes, reduzindo custos de produção e aumentando o retorno financeiro aos agricultores.

“Esses resultados apontam para plantas com raízes mais vigorosas, ramificadas e pesadas. Isso é fundamental para a absorção de nutrientes do solo e consequentemente maior crescimento da planta, maior quantidade de galhos e folhas, mais fotossíntese, mais sanidade, maior longevidade dos pimentais e maior produtividade. É um ciclo benéfico de desenvolvimento”, ressalta Lemos.

Regulamentação de bioinsumos

Outro ponto relevante é que a recente Lei Federal nº 15.070/2024 trouxe mais segurança jurídica ao setor de bioinsumos no Brasil. Pela nova norma, produtos biológicos desenvolvidos a partir de microrganismos como as cepas de Priestia e Lysinibacillus não são classificados como pesticidas e estão liberados para uso agrícola, desde que comprovada a segurança.

O post Bactérias beneficiam o cultivo de pimenta-do-reino e podem reduzir o uso de defensivos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link