segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

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Lula busca ampliar comércio do Brasil com países do Sudeste Asiático



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (21) para o Sudeste Asiático, onde visitará Indonésia e Malásia. A viagem tem foco político e comercial, com o objetivo de ampliar as exportações brasileiras e fortalecer a presença do país na região.

Durante a semana, Lula participará da Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e do Encontro de Líderes do Leste Asiático, além de reuniões bilaterais com chefes de Estado. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 28.

Oportunidades para o Brasil

A Asean é formada por 11 países, entre eles Indonésia, Malásia, Vietnã e Filipinas, e reúne uma população de mais de 680 milhões de habitantes. Segundo o Itamaraty, se fosse uma única economia, o bloco seria o quarto maior PIB do mundo, estimado em cerca de US$ 4 trilhões.

De acordo com o embaixador Everton Frask Lucero, diretor do Departamento de Índia, Sul e Sudeste Asiático do Itamaraty, “a presença de Lula é inédita e sinaliza um novo patamar de diálogo com a região”. Em 2024, o comércio do Brasil com os países da Asean somou mais de US$ 37 bilhões, com superávit de US$ 15,5 bilhões para o lado brasileiro.

Parceria estratégica com Indonésia e Malásia

A primeira parada da comitiva será em Jacarta, capital da Indonésia. Lula será recebido pelo presidente Prabowo Subianto para reuniões sobre energia renovável, segurança alimentar e cooperação agrícola. Também está previsto um fórum empresarial com cerca de 100 empresários brasileiros.

Na sexta-feira (24), o presidente se reunirá com o secretário-geral da Asean, e no sábado (25) segue para Kuala Lumpur, na Malásia. No país, deve assinar acordos nas áreas de semicondutores, ciência e tecnologia, além de receber o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Nacional da Malásia.

Encontros e diplomacia regional

Lula participará da 47ª Cúpula da Asean e da 20ª Cúpula do Leste Asiático, que reúnem líderes de 18 países, incluindo China, Índia, Japão e Estados Unidos. O único encontro confirmado até agora é com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Há expectativa de uma conversa com o presidente norte-americano Donald Trump, em meio às negociações para reduzir as tarifas impostas por Washington ao Brasil. A viagem marca a tentativa do governo de abrir novos mercados e reforçar a presença brasileira em uma das regiões mais dinâmicas da economia mundial.



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Exploração da Margem Equatorial é chave para soberania energética brasileira


A decisão do Ibama de liberar a Petrobras para iniciar a perfuração de poços exploratórios na Margem Equatorial reacendeu um dos debates mais sensíveis do país, o equilíbrio entre preservação ambiental e soberania energética.

O ponto de exploração, localizado a 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a 180 quilômetros da costa continental, está em mar aberto, longe da região de maior biodiversidade da Amazônia, o que desmonta a narrativa simplista de que o poço ficaria “na boca do rio”.

Mesmo assim, o anúncio ocorre num momento politicamente delicado: às vésperas da COP30, que será realizada em Belém, quando o mundo espera do Brasil exemplos concretos de compromisso climático. É justamente essa coincidência que transformou uma decisão técnica em símbolo geopolítico.

Passo estratégico para o futuro energético do Brasil

O governo argumenta, com razão, que a exploração da Margem Equatorial é essencial para o futuro energético do país. O petróleo do pré-sal, apesar de abundante, não é infinito. Em 5 anos, a curva de produção começará a declinar, e o Brasil precisa planejar sua próxima fronteira de produção antes que a dependência volte a crescer.

A independência energética sempre foi um dos pilares da soberania nacional. Ela sustenta o abastecimento interno, reduz vulnerabilidades externas e garante competitividade para setores intensivos em energia, do transporte de cargas ao agronegócio.

É preciso lembrar que o petróleo financia a transição energética. Sem receitas provenientes da exploração, não há base fiscal nem tecnológica para acelerar o investimento em fontes renováveis. O erro seria abandonar o petróleo antes que as novas matrizes estejam maduras.

Defender a exploração da Margem Equatorial não é negar a agenda ambiental. É reconhecer que a transição energética precisa de uma ponte sólida, e essa ponte ainda é feita de petróleo. Cada barril explorado sob regras ambientais rígidas e com tecnologia de ponta pode ser convertido em recursos para financiar biocombustíveis, etanol de milho, energia solar e eólica, setores onde o Brasil tem enorme potencial de liderança.

Conciliar produção responsável com metas ambientais

A Petrobras, que hoje é referência mundial em exploração em águas profundas, demonstra que o país domina tecnologia suficiente para operar com baixo risco de vazamento e alto padrão de monitoramento ambiental. O próprio Ibama reconheceu o avanço do Plano de Proteção à Fauna (PPAF) apresentado pela estatal, que prevê acompanhamento e mitigação de impactos em tempo real.

Além da questão energética, a Margem Equatorial pode representar um divisor de águas para o Norte do país. A 500 km da foz do Amazonas, o Brasil defende sua autonomia e prepara o futuro da matriz limpa. Vários estados da região norte  podem receber investimentos bilionários em infraestrutura, logística e capacitação, somando-se à arrecadação de royalties e à criação de milhares de empregos diretos e indiretos.

Esses recursos, se bem aplicados, têm potencial de transformar a economia regional, integrando o Norte ao mapa de desenvolvimento nacional sem depender exclusivamente da exploração madeireira ou da mineração irregular.

A crítica internacional de que o Brasil estaria sendo incoerente ao autorizar a exploração pouco antes da COP30 ignora um ponto central: a soberania energética é parte da sustentabilidade. Um país que garante sua própria energia evita importar combustíveis fósseis de outros países, o que também reduz emissões globais associadas ao transporte marítimo.

O verdadeiro desafio não é parar de produzir petróleo, mas produzir melhor, com transparência e responsabilidade, enquanto avança na descarbonização das cadeias produtivas. Se o Brasil for coerente, mostrará ao mundo que preservação e produção podem coexistir, desde que haja rigor técnico, fiscalização e compromisso real com a transição.

A exploração da Margem Equatorial não é um retrocesso ambiental, mas um passo estratégico para a autonomia do Brasil. É preciso enxergar além da polarização: ou se acredita que o país deve ser dono do seu destino energético, ou se aceita a dependência externa e o enfraquecimento econômico.

O petróleo da Margem Equatorial pode ser o combustível que alimentará o futuro, não contra a transição verde, mas a favor dela, financiando a energia limpa, a ciência e a soberania.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Guilherme Boulos é confirmado em cargo do governo



O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) foi confirmado como novo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. O convite foi feito nesta segunda-feira (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião no Palácio do Planalto. Boulos substituirá Márcio Macêdo, que estava no cargo desde o início do atual governo, em janeiro de 2023.

A reunião contou com a presença dos ministros Gleisi Hoffmann, Rui Costa e Sidônio Palmeira, além do próprio Macêdo, que deixa o posto.

Nova função no governo federal

A Secretaria-Geral da Presidência é responsável pela articulação do governo com movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Boulos terá como principal desafio manter o diálogo entre o Planalto e diferentes setores sociais, papel considerado estratégico na relação política do governo.

Com 43 anos, o deputado é uma das principais lideranças do PSOL e tem trajetória marcada pela atuação em causas urbanas e movimentos de moradia. Ele destacou que pretende “aprofundar o diálogo entre governo e sociedade”, segundo fontes próximas à nova equipe ministerial.

Trajetória política e formação

Nascido em São Paulo, Boulos iniciou sua militância ainda no ensino médio, quando fundou um grêmio estudantil e participou de movimentos de alfabetização popular. É formado em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), com especialização em psicologia clínica pela PUC-SP e mestrado em psiquiatria pela USP.

Aos 19 anos, passou a integrar o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), do qual se tornou uma das principais lideranças nacionais. Filiado ao PSOL, foi candidato à Presidência da República em 2018 e disputou duas vezes a Prefeitura de São Paulo, em 2020 e 2024. Em 2022, elegeu-se deputado federal com mais de um milhão de votos.



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Negociações entre EUA e China impactam mercados globais; ouça o podcast


No morning call desta terça-feira (21), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que os mercados globais seguem otimistas após avanços nas negociações entre EUA e China. As Bolsas de NY subiram mais de 1%, o ouro avançou e o dólar se valorizou globalmente.

No Brasil, o real se fortaleceu e o dólar caiu para R$ 5,37, com juros futuros e o Ibovespa em alta a 144,5 mil pontos. Hoje, a agenda econômica está esvaziada e o mercado deve reagir a notícias pontuais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi China mantém preço após alta anterior



Preço das fêmeas sobe no mercado do boi em SP



Foto: Canva

De acordo com a análise divulgada nesta segunda-feira (20) pelo informativo “Scot Consultoria”, a semana começou com elevação nos preços das fêmeas no mercado do boi gordo em São Paulo. Parte dos frigoríficos ficou fora das compras, e os que participaram do mercado ofereceram valores mais altos para vacas e novilhas.

A escala de abate foi estimada em média para nove dias. A cotação do boi gordo permaneceu estável, enquanto a da vaca subiu R$ 3,00 por arroba e a da novilha aumentou R$ 2,00 por arroba. Já o “boi China” manteve o preço após a alta registrada no fechamento da semana anterior.

Na região Sudeste de Rondônia, o mercado permaneceu aquecido, com aumento nas cotações, exceto para a novilha, que ficou estável. O preço do boi gordo subiu R$ 2,00 por arroba e o da vaca teve alta de R$ 3,00 por arroba. A arroba do “boi China” registrou elevação de R$ 1,00.

No atacado da carne com osso, após recuperação nas vendas no início de outubro, a demanda no varejo perdeu intensidade com o avanço do mês. Com a redução dos pedidos, algumas categorias mantiveram os preços, como a carcaça casada do boi capão, que ficou estável. A carcaça casada do boi inteiro teve alta de 0,5% (R$ 0,10/kg), enquanto entre as fêmeas a alta foi de 1,3% (R$ 0,25/kg).

No mercado de carnes alternativas, a cotação do frango médio caiu 3,2% (R$ 0,25/kg), e a do suíno especial recuou 0,8% (R$ 0,10/kg).





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Produtores mineiros aumentam produção de leite em 700%


No Vale do Mucuri, em Minas Gerais, pequenos pecuaristas estão celebrando um avanço histórico na produção de leite. Em apenas cinco anos, a produtividade saltou de 70 para 500 litros por dia, o que representa um crescimento de 700%. O resultado é fruto do Sebraetec FIV, programa do Sebrae Minas que oferece acesso à Fertilização In Vitro (FIV) a custos reduzidos.

Atualmente, os produtores arcam com apenas 30% do valor da tecnologia, enquanto o Sebrae/MG cobre os 70% restantes. Com isso, a técnica permite acelerar o melhoramento genético do rebanho, garantindo animais mais produtivos e adaptados. Além disso, o programa oferece consultorias contínuas que orientam os produtores em alimentação e manejo adequado.

Segundo Gabrielly Dayrell, analista do Sebrae/MG, o sucesso é resultado da união entre instituições e produtores.

“No início, vendíamos uma tecnologia cara e pouco conhecida no Brasil, pouco palpável para os produtores. Felizmente, eles confiaram na proposta, aderiram a ela e, agora, temos bons números para apresentar”, destaca Dayrell.

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Superação e resultados

O programa começou em 2020 e já atende cerca de 150 produtores. Luiz Alberto Gonçalves da Cruz, presidente do Sindicato Rural de Machacalis, conta que a iniciativa foi decisiva.

“A chegada de um e-mail informando sobre o programa foi uma tábua de salvação”, afirma Gonçalves da Cruz, relembrando que a região clamava por socorro e a proposta de transferência de embrião trouxe esperança.

Com a técnica, o Vale do Mucuri atingiu índices de prenhez acima da média nacional, chegando a 84,7%.

O Sítio Irmãos Ribeiro, no município de Bertópolis, participa do Sebraetec FIV desde 2022. Elias Joaquim Ribeiro Filho herdou a propriedade do pai em 2010, mas só depois de ter acesso ao programa do Sebrae Minas o produtor passou a vislumbrar uma oportunidade real de crescimento do negócio.

“No primeiro ano, alcancei um aproveitamento de 50% dos embriões. Já em 2024, consegui a proeza de 100% no índice de prenhez do rebanho”, conta.

Esses resultados mostram que investir em genética melhora a produtividade, garante renda e fortalece a sucessão familiar rural.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece florada e produção de citros


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas registradas nas principais regiões produtoras favoreceram o desenvolvimento das lavouras e a realização de tratos culturais nos pomares de citros no estado.

Na região administrativa de Caxias do Sul, as chuvas e as temperaturas amenas permitiram a aplicação de Fungicidas na floração e de produtos de rotina para manutenção da sanidade das plantas, além do monitoramento para controle da mosca-das-frutas. A floração intensa indica boas perspectivas de produção. A colheita está concentrada nas variedades de laranja Monte Parnaso e Valência, e alguns produtores optam por estender a colheita até novembro ou armazenar a fruta para buscar melhores preços. A laranja de mesa (Umbigo) varia entre R$ 2,00 e R$ 2,70/kg, enquanto a destinada à indústria é comercializada a R$ 0,65/kg. A bergamota Montenegrina também segue em colheita, com oferta elevada e preço de R$ 40,00 por caixa de 22 kg em Cotiporã.

Em Passo Fundo, os trabalhos de implantação de novos pomares estão sendo finalizados, e a colheita de laranja segue em andamento. O preço pago pelas indústrias varia de R$ 0,60 a R$ 0,70/kg. No Vale do Caí, região de Lajeado, a colheita da bergamota Montenegrina chega a 95% da safra. O valor da caixa de 25 kg varia conforme a qualidade da fruta, partindo de R$ 30,00 e podendo alcançar R$ 75,00.

A colheita da bergamota Murcott também avança, com 55% da safra colhida em Pareci Novo e 90% em Harmonia. Os preços variam de R$ 60,00 a R$ 85,00 por caixa de 25 kg, conforme a qualidade e o local. A laranja Valência, variedade mais cultivada na região, tem colheita avançada em Bom Princípio e São José do Hortêncio, com preços entre R$ 20,00 e R$ 40,00 para fruta de mesa e entre R$ 10,00 e R$ 15,00 para produto destinado à indústria.

A laranja de umbigo Monte Parnaso tem 60% da colheita concluída em São José do Hortêncio, com preços entre R$ 50,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 kg. Já a lima ácida Tahiti mantém preços elevados devido à baixa oferta, variando entre R$ 85,00 e R$ 110,00 por caixa de 25 kg nas principais localidades produtoras, como Bom Princípio, Harmonia e São Sebastião do Caí.

A floração intensa, aliada às condições ambientais favoráveis, indica expectativa de uma próxima safra com bom pegamento de frutos. Os citricultores seguem realizando tratamentos fitossanitários para controle de podridão floral, conhecida como estrelinha.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Comissão de Agricultura debate desafios do setor vitivinícola


Vitivinicultura engloba todo o processo de cultivo da uva e a produção de vinho

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizará audiência pública na próxima terça-feira (23) para discutir os desafios e as oportunidades do setor vitivinícola no Brasil.

O debate será realizado às 14h30, em plenário a ser definido.

A audiência foi solicitada pelos deputados Rafael Simoes (União-MG) e Afonso Hamm (PP-RS). Segundo os parlamentares, a vitivinicultura é uma das cadeias mais tradicionais do agronegócio nacional, com forte presença na agricultura familiar e papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional, especialmente na região Sul do país.

Eles apontam algumas dificuldades do setor:

  • falta de políticas específicas;
  • acesso limitado a mercados;
  • exigências regulatórias desproporcionais;
  • alta carga tributária; e
  • ausência de incentivos à comercialização.

Por outro lado, eles destacam que há oportunidades a serem exploradas, como a valorização do produto nacional e a construção de uma política pública integrada de apoio à vitivinicultura.

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Fonte:

Agência Câmara de Notícias





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Frio aumenta e chuva forte atinge estados; veja a previsão do tempo para hoje



A terça-feira (21) será marcada por forte contraste climático no Brasil. Enquanto o frio ainda predomina nas regiões Sul e Sudeste, o Nordeste e o Norte enfrentam chuvas intensas e temporais localizados. A massa de ar polar que avança pelo país mantém as temperaturas baixas e o amanhecer gelado em várias áreas, inclusive com risco de geada nas serras do Sul e da Mantiqueira.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No Sul, o tempo segue estável sob influência de uma área de alta pressão. O sol predomina em boa parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e apenas o litoral paranaense ainda pode registrar chuva isolada. As temperaturas continuam baixas pela manhã, com geada ao amanhecer nas serras gaúcha e catarinense. À tarde, o sol aparece e ameniza o frio, mas ventos fortes, com rajadas acima de 50 km/h, devem atingir o litoral gaúcho e o noroeste do Paraná.

O tempo firme volta a predominar após o afastamento da frente fria no Sudeste. O norte de Minas Gerais ainda pode ter chuva isolada, enquanto a umidade do mar mantém o céu encoberto e a chuva fraca entre Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral paulista. As temperaturas permanecem amenas, com risco de geada na Serra da Mantiqueira. No interior de São Paulo e Minas Gerais, o ar seco volta a ganhar força, e a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% durante a tarde, o que aumenta o alerta para problemas respiratórios e queimadas.

Em São Paulo, a mínima fica em torno de 10 °C, e a máxima não deve passar dos 22 °C, mantendo o clima frio pela manhã e ameno à tarde.

Enquanto no Centro-Oeste, o calor começa a retornar. No Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal, a presença de umidade ainda provoca chuvas e temporais isolados, especialmente no nordeste mato-grossense. Já no Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, o tempo firme predomina, com sol forte e baixa umidade, cenário típico de transição entre massas de ar frio e seco.

Já o Nordeste segue em alerta para temporais, especialmente no litoral da Bahia, onde o excesso de umidade e os ventos marítimos devem provocar chuva forte e acumulados elevados ao longo do dia. Entre Maranhão, Piauí e Ceará, há previsão de rajadas de vento e temporais, enquanto no sertão nordestino as pancadas serão mais irregulares. Já entre Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, as chuvas devem ocorrer de forma isolada e passageira, mas ainda podem causar alagamentos e deslizamentos pontuais em áreas urbanas e de encosta.

E no Norte, a instabilidade continua generalizada. Estados como Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins devem ter chuvas fortes e descargas elétricas. No Acre, a chuva se concentra no norte do estado, enquanto o Amapá terá períodos de sol e pancadas ocasionais. O padrão segue o típico da primavera amazônica, com calor, alta umidade e temporais concentrados entre a tarde e a noite.



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Genes descobertos em estudo global podem turbinar o capim-elefante


Uma colaboração científica internacional, com participação da Embrapa, decifrou os genomas de 450 genótipos de capim-elefante (Cenchrus purpureus) coletados em 18 países. O estudo revelou mais de 170 milhões de variações no DNA da planta e mapeou genes associados à produtividade, valor nutritivo e potencial energético.

Os resultados, publicados na revista científica G3: Genes|Genomes|Genetics, representam um marco para o melhoramento genético de forrageiras tropicais e para o avanço da bioenergia sustentável.

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Foto: Embrapa

Parceria global para estudar o capim-elefante

O trabalho foi conduzido por nove instituições internacionais de pesquisa, sob coordenação do International Livestock Research Institute (ILRI), sediado no Quênia. O Brasil teve papel de destaque, com a participação de três pesquisadores da Embrapa Gado de Leite (MG), reforçando o protagonismo do país em biotecnologia agrícola.

O projeto teve início em 2020 e reuniu amostras de capim-elefante mantidas em bancos de germoplasma de cinco instituições de três continentes: ILRI, Embrapa, USDA (Estados Unidos), Lanzhou University (China) e Kenya Agricultural and Livestock Research Organization.

Foto: Embrapa

170 milhões de variações genéticas identificadas

De acordo com o pesquisador Jorge Fernando Pereira, da Embrapa, o sequenciamento revelou uma diversidade genética sem precedentes para a espécie. A partir desses dados, os cientistas realizaram um estudo de associação genômica (GWAS) para localizar os chamados QTLs (Quantitative Trait Loci) — regiões do DNA relacionadas a características agronômicas desejáveis.

Foram identificados múltiplos QTLs associados a fatores como produção de biomassa, teor de nitrogênio (que determina o valor nutritivo da forragem) e teor de celulose (fundamental para biocombustíveis e digestibilidade).

“Com a identificação desses genes, os programas de melhoramento genético poderão ser acelerados e direcionados, permitindo o desenvolvimento de novas variedades de capim-elefante mais produtivas, mais tolerantes à seca e menos dependentes de fertilizantes”, afirma Pereira.

Capim-elefante: base da pecuária tropical e da bioenergia

Originário da África, o capim-elefante é uma gramínea perene amplamente cultivada em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, tornou-se essencial para a alimentação do gado devido ao rápido crescimento e alta produtividade.

A Embrapa já desenvolveu duas cultivares de destaque:

  • BRS Capiaçu, de porte alto, voltada à produção de silagem e forragem.
  • BRS Kurumi, de porte baixo, adaptada ao pastejo direto.

Além da pecuária, o capim-elefante se consolida como fonte de biomassa renovável para a geração de energia. Segundo o pesquisador Juarez Campolina Machado, a gramínea pode ser utilizada para combustão direta, produção de etanol celulósico, biogás e biometano.

“A alta produção de biomassa e o baixo custo de cultivo tornam o capim-elefante uma alternativa estratégica para bioenergia. É possível gerar eletricidade, produzir combustíveis ou até biocarvão, ampliando as rotas tecnológicas sustentáveis”, afirma Machado.

Capim-elefante. Foto: Embrapa

Avanço genético com impacto direto na produtividade

A pesquisadora Ana Luisa Sousa Azevedo, também da Embrapa, afirma que o sequenciamento genético fornecerá marcadores moleculares específicos que poderão ser aplicados em programas de melhoramento genético de rotina.

“Esse estudo representa um avanço significativo, pois abre espaço para a aplicação de ferramentas genômicas e para experimentos de edição gênica, o que deve elevar o potencial produtivo e nutricional da espécie”, destaca Azevedo.

O conhecimento do genoma permitirá à Embrapa aprimorar cultivares já bem-sucedidas — como a BRS Capiaçu e a BRS Kurumi — e desenvolver novas variedades com maior tolerância à seca e melhor eficiência no uso de nutrientes.

Biotecnologia a serviço do futuro do agro

Com o avanço da biotecnologia, o capim-elefante pode se tornar uma plataforma estratégica para a pecuária tropical e para a bioeconomia verde. Para o pesquisador Jorge Pereira, a participação brasileira nesse estudo global reforça o papel da Embrapa como referência em ciência aplicada ao agro.

“O conhecimento do genoma nos permitirá editar genes de interesse e desenvolver materiais mais adaptados às condições climáticas do futuro. Isso significa mais produtividade, mais qualidade e sustentabilidade para o setor”, conclui o pesquisador.

O artigo completo, intitulado “Whole-genome resequencing of a global collection of Napier grass (Cenchrus purpureus) to explore global population structure and QTL governing yield and feed quality traits”, está disponível na revista G3: Genes|Genomes|Genetics.



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