segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

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Participação de fêmeas no abate em Mato Grosso segue elevada



Fêmeas representam 44% dos abates em MT



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (20), mesmo com a redução no abate de matrizes, a presença de novilhas de corte tem mantido o ritmo elevado de abate de fêmeas em Mato Grosso. Em setembro de 2025, as fêmeas representaram 44,03% do total abatido no estado.

Na comparação com agosto, o volume de fêmeas enviadas aos frigoríficos recuou 4,14%. De acordo com o Imea, “apesar dessa redução mensal, a intensidade do recuo foi menor que a observada no mesmo período do ano passado, quando a queda havia sido de 14,82%”.

No acumulado de 2025, a participação de fêmeas está 6,81 pontos percentuais acima do registrado no mesmo intervalo de 2024, o que, segundo o instituto, indica “uma oferta ainda robusta, especialmente de novilhas terminadas”. Essa elevada participação tem exercido pressão sobre as cotações do boi gordo ao longo do ano.

O Imea avalia que, embora haja expectativa de ajustes positivos nos preços no final do quarto trimestre, “movimentos expressivos de alta no curto prazo não são esperados”, já que o volume de fêmeas terminadas ainda se mantém em patamar elevado.





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Casos de gripe aviária avançam na Europa; saiba onde



A Europa enfrenta um aumento nos casos de influenza aviária altamente patogênica (H5N1), cenário comum nesta época do ano. O fator é geralmente associado às mudanças climáticas, migração de aves ou práticas de produção avícola, que podem aumentar o risco nas granjas.

A propagação da doença, no entanto, preocupa governos e indústria de países como Holanda e Eslováquia, que registraram casos de gripe aviária nesta semana.

Aves abatidas na Holanda

O governo holandês anunciou, nesta quarta-feira (22), que cerca de 161 mil frangos serão abatidos em uma granja no centro-leste do país, após a confirmação de gripe aviária. Além disso, foi decretada a proibição do transporte de aves e produtos avícolas em um raio de 10 km, o que afeta 26 propriedades rurais.

Vale ressaltar que o Ministério da Agricultura da Holanda já havia determinado, na semana passada, que todas as granjas mantivessem as aves confinadas. As exposições de animais também foram proibidas como forma de conter o avanço da doença.

Surto confirmado na Eslováquia

O surto de gripe aviária na Eslováquia foi confirmado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em uma granja de aves no norte do país.

Conforme autoridades eslovacas citadas pela organização, a doença matou 27 aves em uma fazenda com galinhas, gansos e patos. A propriedade fica próxima à fronteira com a Polônia. O restante do plantel, composto por 197 aves, foi abatido.



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Pecuária é chave para reduzir emissões de metano


Enquanto as emissões de metano do Brasil aumentaram 6% entre 2020 e 2023, alcançando 20,8 milhões de toneladas segundo o Observatório do Clima, pesquisadores apontam que a solução está em investir na eficiência produtiva da pecuária. O setor agropecuário, responsável por 75% das emissões do gás, pode reduzir significativamente seu impacto ambiental sem comprometer a produção, adotando práticas que tornem o rebanho mais produtivo e sustentável.

De acordo com estudos da Unesp, o manejo adequado das pastagens e a melhoria da alimentação dos bovinos são caminhos diretos para diminuir as emissões. O professor Ricardo Reis, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, explica que quando o boi consome pasto verde e de alta qualidade, emite menos metano e o produtor ainda contribui para o sequestro de carbono no solo.

“O que faz com que o animal produza metano é a digestão da fibra de baixa qualidade do capim no rúmen. Quando o boi come um pasto verde e de qualidade, ele vai emitir menos metano. Ao mesmo tempo, o produtor estoca carbono no solo ao preservar as pastagens. Essa é a forma mais eficiente de mitigação”, diz Reis.

Além disso, a adoção de sistemas integrados de produção, como lavoura-pecuária-floresta, e o uso de suplementação alimentar de qualidade ajudam a maximizar o ganho de peso e diminuir o tempo de abate, reduzindo o número total de cabeças necessárias para manter a produção.

Pesquisadores defendem que o país precisa alinhar as políticas fundiárias e ambientais para refletir corretamente os avanços em produtividade e eficiência. Assim, o Brasil poderia transformar um dos principais focos de emissões em uma oportunidade de liderança climática, conciliando desenvolvimento agropecuário e compromisso ambiental.

“Em razão dessa questão metodológica, todo o esforço do Brasil para reformar suas pastagens, adotar sistemas integrados de produção, melhorar a qualidade nutricional, entre outras tecnologias, não está sendo capturado nas estimativas de emissão, porque elas usam os dados de rebanho oficiais do IBGE, que são imprecisos”, diz o pesquisador.

 





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Abiove atualiza projeções do complexo soja para 2026



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou sua nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo da soja em 2026, apresentando números recordes. Segundo a associação, a produção de soja está estimada em 178,5 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá atingir 60,5 milhões de toneladas. Já o farelo de soja deve alcançar 46,6 milhões de toneladas, e o óleo de soja chegar a 12,1 milhões de toneladas.

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Exportações

Em relação às exportações, as projeções apontam para novos patamares históricos, com a expectativa de 111 milhões de toneladas de grãos exportados. O farelo deve registrar exportações de 24,6 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja cerca de 1 milhão de toneladas, recuo de 25,9%. Além disso, espera-se um leve aumento nas importações de óleo de soja, que devem atingir 125 mil toneladas, enquanto as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para suplementar o mercado interno.

“Os números refletem a força e a eficiência da cadeia da soja brasileira, que segue ampliando sua competitividade e agregando valor no mercado interno. O avanço do processamento nacional e o bom desempenho das exportações reforçam a importância do setor para a balança comercial e para o desenvolvimento do país, bem como para a produção de proteínas e de biocombustíveis”, destaca Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove.

Atualizações do complexo soja em 2025

Os dados consolidados até agosto de 2025 indicam resultados positivos para o setor. A produção de soja no ciclo foi de 171,8 milhões de toneladas. O esmagamento projetado foi revisado positivamente para 58,5 milhões de toneladas. A produção de farelo deve acompanhar o esmagamento e apresentar estabilidade, totalizando 45,1 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja deve chegar a 11,7 milhões de toneladas.

Comparação anual

Em agosto de 2025, o volume processado foi de 4,5 milhões de toneladas, uma redução de 3,3% em relação a julho, mas um aumento de 4,2% na comparação com agosto de 2024, quando ajustado pelo percentual amostral de 90,6%. No acumulado do ano, o processamento cresceu 5,8% frente ao mesmo período de 2024, considerando os ajustes, atingindo o montante de 35,1 milhões de toneladas.

De acordo com os registros da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações também avançaram em 2025, com volume de soja atingindo 109,5 milhões de toneladas. O farelo de soja registrou 23,6 milhões de toneladas exportadas, enquanto o óleo de soja alcançou 1,3 milhão de toneladas. As importações de soja somaram 900 mil toneladas, refletindo o esforço para atender à demanda crescente.



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Conab lança pacote para escoar 630 mil toneladas de arroz e apoiar setor produtivo



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou nesta quarta-feira (22), em Porto Alegre, um conjunto de medidas para movimentar cerca de 630 mil toneladas de arroz da safra 2024/25.

O presidente da estatal, Edegar Pretto, detalhou as ações ao lado de representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).

O objetivo é sustentar os preços de mercado, garantir renda aos produtores e incentivar a continuidade do cultivo. O investimento previsto é de R$ 300 milhões, por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

“A Conab também se preocupa em incentivar o produtor a seguir plantando arroz. E é isso que estamos fazendo aqui, porque o agricultor, antes de colocar a semente na terra, faz as contas. Se não valer a pena plantar arroz, ele muda para outra cultura. É isso que queremos evitar com essas medidas”, afirmou Pretto em coletiva.

Instrumentos econômicos e recursos previstos

A nova etapa de apoio utilizará três mecanismos: o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e as Aquisições do Governo Federal (AGF). Esses instrumentos são aplicados quando o preço de mercado fica abaixo do valor mínimo fixado pelo governo.

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, o preço pago ao agricultor está em torno de R$ 58 por saca de 50 quilos, enquanto o preço mínimo é de R$ 63,64. O volume movimentado pode variar conforme a região que aderir aos leilões de subvenção.

Divisão das operações

As operações de PEP e Pepro devem movimentar aproximadamente 500 mil toneladas. O início dos leilões está previsto para até 15 dias. No PEP, a Conab concede subvenção a indústrias e comerciantes que comprarem arroz de produtores ou cooperativas pelo preço mínimo, com destino fora da região Sul.

No Pepro, o pagamento é feito diretamente ao produtor que comprovar a venda e o escoamento do arroz por um valor equivalente ao preço mínimo. O investimento previsto para esses mecanismos é de cerca de R$ 100 milhões.

Já o AGF permitirá ao governo adquirir até 130 mil toneladas de arroz para formação de estoques públicos, com aporte estimado em R$ 200 milhões.

Produção e projeções para a próxima safra

A Conab divulgou na semana anterior o primeiro levantamento da safra de grãos 2025/26. O Rio Grande do Sul segue como o maior produtor de arroz do país. A retração dos preços deve reduzir em 3,1% a área plantada e em 10,5% a produção, estimadas em 938,1 mil hectares e 7,8 milhões de toneladas, respectivamente.

Apesar da redução, a estatal aponta condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, com reservatórios cheios e previsão de radiação solar elevada nos meses de janeiro e fevereiro.



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Plantio de arroz no RS alcança 38% de área prevista



A semeadura da cultura do arroz segue em andamento no estado do Rio Grande do Sul, com 38,05% da área total já plantada, segundo o Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga). Até a última semana, 350,1 mil hectares haviam sido semeados dos 920 mil previstos para esta safra.

Avanço na semeadura de arroz no Sul

A região Sul do estado apresenta o maior avanço, com 83,25% da área concluída, o que corresponde a 130,3 mil hectares. As condições climáticas têm favorecido o andamento dos trabalhos em campo, garantindo bom desenvolvimento das lavouras.



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setor reivindica medidas contra preços baixos



Diante da queda contínua e expressiva nos preços do arroz em casca, o setor reivindica algumas ações. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Entre as medidas cogitadas, estão a retirada temporária da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO), a redução do ICMS, além de ações para conter as importações – especialmente do Paraguai, um forte concorrente do produto brasileiro.

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) também busca alternativas, como a suspensão temporária da fiscalização da ANTT, que tem gerado custos logísticos adicionais.

Outra preocupação, explicam pesquisadores do Cepea, envolve irregularidades na classificação e embalagem do arroz beneficiado. Quanto à safra 2025/26, as primeiras estimativas da Conab indicam queda de 10,13% na produção nacional, para 11,46 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume supera o das temporadas 2022/23 e 2023/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Beneficiamento do algodão avança, e exportações ganham ritmo



Com o beneficiamento de algodão em pluma da safra 2024/25 já passando da metade, o ritmo de exportação da commodity tem ganhado força em outubro. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Cálculos do instituto mostram que, caso o atual desempenho dos embarques brasileiros siga firme até o final do mês, o volume pode ser o maior desde o início deste ano, superando as 300 mil toneladas.

No mercado doméstico, pesquisadores explicam que o baixo escoamento de produtos manufaturados vem levando indústrias a adotar uma postura cautelosa nas compras de novos lotes da pluma. 

Assim, de acordo com levantamento do Cepea, as cotações do algodão oscilam dentro de uma faixa relativamente estreita, acompanhando o comportamento da paridade de exportação.

A média do mês está em R$ 3,55/lp, com mínima de R$ 3,50/lp e máxima de R$ 3,61/lp, ou seja, um intervalo de 2,8%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços altos favorecem poder de compra dos produtores



O poder de compra dos cafeicultores frente a importantes fertilizantes é considerado bom neste ano. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, os preços da saca de 60 kg do café arábica operando em torno de R$ 2.200 e os do robusta, acima dos R$ 1.350/sc, o que aumenta o poder aquisitivo dos agricultores.

Em outubro, produtores do estado de São Paulo precisam de 1,16 saca de arábica do tipo 6 para adquirir uma tonelada do adubo formulado 20-00-20, ante o resultado de 1,44 saca do mesmo mês de 2024 e as 2,6 sacas da média histórica, iniciada em 2011. 

Pesquisadores ressaltam que a retomada das chuvas nas regiões produtoras de café tende a viabilizar a realização de adubações nas lavouras, visando um bom desenvolvimento da safra 2025/26

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Custos em queda não sustentam margem do produtor de leite no RS



O preço do leite pago ao produtor voltou a cair no Rio Grande do Sul. Em setembro, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores (IIPR) registrou recuo de 1,6% em relação a agosto, conforme levantamento da Farsul. O resultado reflete a maior oferta de leite no mercado, o que tem pressionado a renda nas propriedades.

No acumulado de 12 meses, o IIPR aponta deflação de 11,44%, contrastando com a alta de 6,61% do IPCA Alimentos no mesmo período. Para a federação, o dado mostra que as altas registradas no varejo não se explicam pelos valores pagos ao produtor, mas sim por outros elos da cadeia de comercialização.

Custos de produção têm leve queda

Além disso, o levantamento indica redução de 0,28% nos custos de produção em setembro, medida pelo Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP). A desvalorização de 1,4% do câmbio ajudou a reduzir o preço dos insumos importados, que representam parcela importante das despesas no campo.

Mesmo com o recuo mensal, o IICP acumula alta de 0,87% em 12 meses. O maior impacto vem dos fertilizantes, que ainda sobem cerca de 12% no período. Já os custos tributários e de comercialização diminuíram, acompanhando o movimento sazonal de menor volume de vendas.



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