O Sudeste do Brasil enfrenta um fim de semana marcado por temperaturas elevadas e condições secas, o que pode agravar a situação de restrição hídrica na região. A previsão aponta para um calor intenso, com registros que podem ultrapassar os 34ºC em algumas áreas.
Impactos na agricultura
A alta temperatura e a falta de chuvas têm gerado preocupações entre os produtores rurais, especialmente aqueles que dependem de recursos hídricos para suas atividades. A situação é crítica, com reservatórios como o Cantareira apresentando apenas 43% de sua capacidade.
Previsão do tempo
Temperaturas em Aragaças chegando a quase 35ºC.
Interior de São Paulo registrando 34ºC.
Expectativa de continuidade do calor nos próximos dias.
Sem previsão de chuvas volumosas até a virada do mês.
Possibilidade de chuvas em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, com volumes superiores a 50 mm.
Consequências a longo prazo
Os especialistas alertam que a combinação de altas temperaturas e a escassez de chuvas pode ter efeitos duradouros na agricultura e no abastecimento de água, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população.
Após um período de instabilidade nas negociações de paz com o Irã, os Estados Unidos assumiram o controle do estreito de Ormus, resultando em um aumento no preço do petróleo. Essa situação impacta diretamente a economia global e, consequentemente, a inflação no Brasil, que já apresenta sinais de alta.
Projeção da inflação
O mercado financeiro elevou a projeção da inflação para 2026, indicando uma alta expressiva. Essa mudança ocorre em um contexto de desvalorização do dólar, que acumula uma queda de 9% apenas neste ano, afetando o agronegócio brasileiro.
Desafios do agronegócio
A exportação de café do Brasil registrou queda em volume e receita em março.
A alta do diesel impacta em mais de R$ 600 milhões as operações das principais lavouras do Rio Grande do Sul.
Apontamentos incorretos de desmatamento prejudicam o acesso de produtores a crédito e seguro rural.
Reuniões e demandas do setor
Em Brasília, a Frente Parlamentar da Agropecuária recebeu o novo ministro da Agricultura, apresentando as demandas do setor. Além disso, deputados da oposição pedem mais tempo para avaliar um texto que propõe mudanças na escala de trabalho, adiando a votação na comissão de Constituição e Justiça.
Perspectivas futuras
O ministro do Planejamento afirmou que o governo não estuda novas medidas para cortar gastos, e o salário mínimo deve ter um reajuste de quase 6% em 2027. Enquanto isso, produtores de leite de Minas Gerais se reúnem para discutir os custos de produção e os impactos da guerra no Oriente Médio.
Impacto no preço do petróleo
Com a reabertura total do estreito de Ormus durante o cessar-fogo com os Estados Unidos, o preço do petróleo caiu mais de 10%, refletindo as mudanças no cenário geopolítico e econômico.
O Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz, o que pode ter impactos significativos no mercado global, especialmente no setor produtivo e agropecuário. A medida é vista como uma resposta à diminuição das tensões no Golfo Pérsico e à queda nos preços do petróleo.
Impactos no mercado
A reabertura do Estreito de Ormuz é considerada uma boa notícia para o setor produtivo, pois a redução nos preços do petróleo pode beneficiar a economia global. Miguel Daúd, analista de mercado, comentou sobre as implicações dessa mudança.
Queda nos preços do petróleo.
Benefícios para o setor produtivo mundial.
Impactos positivos para a agropecuária brasileira.
Contexto político
A mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao Irã, também foi um fator relevante. Após um período de retórica agressiva, Trump sinalizou a possibilidade de um acordo, o que acalmou os mercados.
Trump alterou seu discurso agressivo.
Possibilidade de acordo entre EUA e Irã.
Pressões internas e externas sobre a administração americana.
Expectativas futuras
Com a reabertura do Estreito de Ormuz, espera-se que a normalização das relações e a estabilização do mercado de petróleo possam trazer benefícios adicionais para a economia global. A expectativa é que os insumos paralisados na região cheguem ao Brasil, contribuindo para a recuperação econômica.
Foi inaugurada em Piracicaba, interior de São Paulo, a primeira unidade de produção de sementes sintéticas de cana-de-açúcar do Brasil. A nova tecnologia, desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira, promete revolucionar o plantio da cultura, aumentando a produtividade e reduzindo custos operacionais.
Inovação no plantio
A unidade de produção é um marco para o setor sucroenergético, permitindo a produção de até 500 hectares de sementes sintéticas por ano. Essa abordagem inovadora substitui o modelo tradicional de plantio, que utiliza a própria cana, por um processo baseado em melhoramento genético.
Vantagens da semente sintética
Redução significativa na quantidade de cana necessária para o plantio: de 16 toneladas para apenas 400 kg de semente sintética por hectare.
Eliminação da necessidade de reservar 5% da área para viveiros, aumentando a área disponível para produção.
Possibilidade de plantar canaviais mais uniformes e produtivos.
Impacto no setor
O avanço tecnológico é considerado estratégico para a competitividade da agroindústria e para a promoção de energia limpa no Brasil. A nova tecnologia pode contribuir para a redução de custos e para a sanidade das culturas, aspectos essenciais para a sustentabilidade do setor.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou como um avanço estratégico a aprovação pelo Senado Federal do projeto que estabelece regras para produtos derivados de cacau. O texto agora segue para a sanção presidencial.
Novas regras de rotulagem
De acordo com o projeto, os produtos que utilizam a denominação chocolate deverão informar de forma clara no rótulo o percentual de cacau presente na composição. As novas diretrizes incluem:
Chocolate: mínimo de 35% de sólidos totais de cacau
Chocolate em pó: 32%
Chocolate ao leite: 25%
Chocolate branco: 20%
Criação da categoria chocolate doce
Transparência ao consumidor
O projeto também prevê que o percentual de cacau deve estar presente na parte frontal da embalagem, ocupando 15% da área com caracteres legíveis. Essa mudança visa garantir uma padronização na comercialização desses produtos no país.
O mercado físico do boi gordo apresenta queda de suas cotações no decorrer desta sexta-feira (17), com os frigoríficos começando a sinalizar para avanços em suas escalas de abate.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que a expectativa de perda de qualidade do pasto já faz com que muitos pecuaristas antecipem a entrega de animais na segunda quinzena de abril, aproveitando preços que ainda são chamativos.
“Vale destacar que o mercado segue temeroso em relação à progressão da cota chinesa, com expectativa de encerramento em meados de junho, o que tem aumentado a pressão baixista no mercado futuro”, destaca.
Por fim, Iglesias diz que é válido mencionar que a questão sanitária ainda tem grande peso sobre a composição de mercado, considerando os indícios de novos focos de aftosa na Rússia, próximos à fronteira com a China, colocando o terceiro maior produtor global de carne bovina em alerta.
Preços do boi gordo
São Paulo: R$ 367,67 — ontem: R$ 368,33
Goiás: R$ 355,36 — ontem: R$ 355,89
Minas Gerais: R$ 355,59 — ontem: R$ 357,65
Mato Grosso do Sul: R$ 358,98 — ontem: R$ 359,66
Mato Grosso: R$ 363,45 — ontem: R$ 364,05
Mercado atacadista
O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados no decorrer da sexta-feira, em um ambiente que ainda sinaliza para alguma alta dos preços, considerando a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.
“Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionado a menor competitividade da carne bovina em relação às proteínas concorrentes, em especial se comparado com a carne de frango”, diz Iglesias.
Quarto dianteiro: ainda é cotado a R$ 23,00 por quilo;
Quarto traseiro: permanece cotado a R$ 28,00 por quilo;
Ponta de agulha: se sustenta a R$ 21,00 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,18, sendo negociado a R$ 4,9933 para venda e a R$ 4,9813 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9502 e a máxima de R$ 4,9922. Na semana, a moeda acumulou desvalorização de 0,54%.
Mercado de ovos encerrou a primeira quinzena de abril com cotações em queda
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Foto: Pixabay
O mercado de ovos encerrou a primeira quinzena de abril com cotações em queda, uma vez que a tradicional retomada da demanda de início de mês não foi suficiente para sustentar os valores. O menor ritmo de vendas fez com que a pressão por descontos se intensificasse, provocando o recuo nos preços da proteína em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.
Segundo o Centro de Pesquisas, a procura por ovos esteve abaixo do esperado no período, enquanto, do lado da oferta, o cenário divergiu entre as regiões. Em algumas praças não houve aumento dos estoques nas granjas, já em outras, diante do menor volume de negociações, a disponibilidade começou a aumentar.
Esse cenário de baixa acende um alerta para o setor, que deve se atentar ao equilíbrio entre a oferta interna e a demanda pela proteína nos próximos meses. Levantamentos do Cepea apontam que, nos últimos dois anos, após o final do período da Quaresma, os preços recuaram por vários meses consecutivos, pressionados pela maior disponibilidade interna.
Em um intervalo de poucas horas neste mês de abril de 2026, o mundo viu um Donald Trump transformado. O líder que prometia levar o Irã “de volta à Idade da Pedra” subitamente mediou um cessar-fogo no Líbano e anunciou estar “quase lá” em um acordo com Teerã. Para os observadores atentos, não se tratou de um milagre diplomático, mas de um freio institucional: o alto escalão das Forças Armadas Americanas deixou claro que não cruzaria a linha dos crimes de guerra.
A Constituição acima do comandante
Diferentemente de regimes autocráticos, o juramento militar nos Estados Unidos é feito à Constituição, e não a um indivíduo. Quando a retórica da Casa Branca passou a mirar alvos civis e infra-estruturas vitais, como usinas de energia e abastecimento de água, o Pentágono reagiu.
O alerta foi direto: ordens que visem o extermínio de populações ou a destruição de estruturas essenciais à vida são ilegais. Pelo Código Militar, os oficiais têm o dever de desobedecer a ordens que violem as Convenções de Genebra. Trump foi confrontado com o risco real de uma insurreição legal em sua própria cadeia de comando e a possibilidade de desonrar a farda americana perante tribunais internacionais.
O alerta da Palestina
O fantasma do conflito em Gaza serviu como o argumento definitivo. O presidente foi alertado de que a estratégia de Israel na Palestina — onde a busca por cerca de 25 mil militantes resultou na morte de mais de 75 mil civis, em sua maioria mulheres e crianças — não poderia ser replicada com o apoio dos EUA.
Embora o combate ao terrorismo seja legítimo, o uso desse pretexto para aniquilar a infraestrutura de uma nação inteira constitui crime de guerra. Os militares americanos foram enfáticos: os Estados Unidos não emprestaram seu poderio para um massacre de civis. Ao perceber que sua “política de força” poderia levar à desmoralização total de sua liderança frente ao exército, Trump optou pelo recuo estratégico, forçando Israel a aceitar a trégua.
O triunfo da regra
O recuo ensina que, mesmo no auge do populismo, as instituições possuem limites inegociáveis. A “segurada” que Trump deu em seus aliados e em si mesmo não foi um gesto de benevolência, mas uma rendição à realidade jurídica e ética. No final das contas, o dever onstitucional de proteger a humanidade contra massacres indiscriminados falou mais alto que qualquer postagem ou ameaça de palanque. A paz venceu, desta vez, por enquanto, pelo medo da lei.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
A previsão do tempo indica mudanças importantes no padrão climático do país nos próximos dias, com destaque para a formação de um ciclone extratropical que deve provocar o retorno das chuvas na região Sul. Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem registrar acumulados de pelo menos 50 mm entre os dias 23 e 27 de abril.
Enquanto isso, o tempo segue firme e seco nas lavouras de soja do Centro-Oeste e Sudeste. Em Mato Grosso do Sul e em estados do Sudeste, as temperaturas continuam elevadas, com máximas entre 35°C e 36°C e sem previsão de chuvas significativas pelos próximos 10 dias.
No Norte do país, o cenário é oposto. Regiões do Tocantins, Maranhão e Pará devem enfrentar volumes expressivos de chuva nos próximos cinco dias, com acumulados que podem variar entre 100 mm e 150 mm.
Na virada do mês, a tendência é de mudança mais ampla no clima. As chuvas devem retornar com mais regularidade para áreas do Paraná, São Paulo, além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com volumes previstos entre 40 mm e 50 mm em cinco dias.
O cenário reforça o contraste climático entre as regiões, com excesso de chuva no Norte, tempo seco no Centro do país e a volta das precipitações no Sul, impulsionadas pela atuação do ciclone extratropical.
O Brasil passará a exportar miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para o Vietnã, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária nesta sexta-feira (17).
Trata-se da segunda abertura de mercado no país asiático nesta semana. Na quarta-feira (15), a pasta noticiou o aval para a venda de pé e miúdos suínos para aquele mercado.
Em 2025, o país de aproximadamente 102 milhões de habitantes importou US$ 3,5 bilhões de produtos brasileiros, com destaque para milho, complexo soja, fibras e têxteis.
“A nova abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal”, desta o Mapa, em nota.
Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início de 2023, na atual gestão do governo federal.