quarta-feira, julho 15, 2026

Autor: Redação

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Apesar de desafiador, 2024 termina com safra regular no Matopiba


A safra 2023/24 no Matopiba foi considerada bastante desafiadora e na Bahia, principal estado produtor do Nordeste, apesar dos obstáculos, houve também estabilidade e conquistas, em um ano que finaliza com status regular, principalmente na produção das principais commodities.

O início não foi fácil para o ciclo que se encerra em 2024, principalmente para a soja, principal commodity do Matopiba. Esse ciclo agrícola foi marcado por uma das maiores secas da história, na Bahia, por exemplo.

Ainda assim, no estado baiano, no ano que exigiu mais expertise do produtor de soja, a produtividade média foi de 63 sacas por hectare.

De acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), somente o Oeste da Bahia registrou uma produção total de 7,4 milhões de toneladas da oleaginosa, com uma área superior a 1,9 milhão de hectares plantados, ocupando mais de 67% da área total cultivada no oeste baiano.

A safra 2023/24, foi uma safra considerada regular. Tivemos algumas adversidades climáticas, principalmente por essas questões como pelo evento do El Niño, que de certa maneira acabou impactando boa parte das culturas. Na soja tínhamos aí o potencial de alcançarmos o maior índice de produtividade nível Brasil, mas tivemos uma média reduzida de 67 sacas, passa 63 sacas de soja por hectare, em função justamente dessas dessas adversidades climáticas enfrentadas nos diversos núcleos produtivos”, explica o gerente de agronegócio da Aiba, Aloísio Júnior.

soja, grãos, safra 2023/24soja, grãos, safra 2023/24
Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

Outro estado do Matopiba que se destacou mesmo diante das adversidades foi o Piauí. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado produziu 3,8 milhões de toneladas de soja na safra 2023/24, um aumento de 88% em relação à safra anterior.

No ciclo passado a falta de chuva foi um dos principais problemas para os produtores, no entanto, nesta temporada, a presença dela em abundância foi crucial para o inicio do plantio em toda a região do Matopiba, principalmente no Oeste da Bahia.

O produtor, Jaime Cappelesso, lembra das dificuldades e ressalta a tranquilidade no início do plantio para a safra 2024/25.

“Para a região como um todo, o clima tá muito bom esse ano, plantio bom, bem germinado tudo. No ano passado foi mais complicado, nós estávamos nessa época com problemas sérios, agora não, esse ano estamos tranquilo, mas clima é o seguinte, hoje tá assim, amanhã a gente não sabe o que que vem”, comenta o produtor.

Radar fitossanitário

E se a chuva começou ajudando para a safra 2024/25, a atenção para o controle fitossanitário deve continuar no radar dos produtores.

Iolanda Alves, fitopatologista e entomologista da Fundação Bahia, relembra que durante o ano, alguns nematoides e pragas dificultaram o trabalho dos produtores.

“Pensando na parte da fitopatologia, as grandes problemáticas tem sido a mancha alfa, tanto na cultura da soja quanto na cultura do algodão, que é causada pelo fungo Corynespora cassiicola e os nematoides também. A gente teve também bastante problema com a mosca branca e com o bicudo algodoeiro” que já é comum de todo ano ter esse problema com a questão do do bicudo”, explica.

Falando em algodão, que têm na Bahia a segunda maior produção nacional, a produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare na safra 2023/24, inferior às 330,8 arrobas por hectare da safra anterior, mas ainda acima das expectativas, numa área total plantada de 345.431 hectares, de acordo com a Aassociação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Já o milho, segundo a Aiba, chegou a enfrentar problemas em aspectos fitossanitários e climáticos, finalizando a safra com o resultado de 150 sacas por hectare de sequeiro e 160 de irrigado, correspondente a uma produção de mais de um milhão de toneladas do cereal.

Fruticultura foi destaque

manga, fruta, fruticulturamanga, fruta, fruticultura

Apesar dos desafios, 2024 também foi um ano marcado por resultados positivos para a fruticultura baiana, com destaques para a produção de manga, maracujá e mamão.

Além disso, o estado voltou a ser líder na produção de cacau. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal mais recente do IBGE, o segmento gerou para o estado R$ 5,7 bilhões.

Para o secretário de agricultura da Bahia, Wallison Tum, a fruticultura vive um momento positivo, por conta das dificuldades enfretadas em outras regiões do país.

“Nós temos observado o crescimento muito grande do síntese aqui no estado da Bahia, principalmente porque São Paulo não está conseguindo exportar. Então, existe um movimento muito forte aqui, mais concentrado na região de Condeúba, que é próximo à divisa com o Sergipe”, disse.

Pecuária

A pecuária foi outro segmento que bateu recordes. A Pesquisa da Pecuária Municipal mais recente do IBGE, aponta que a Bahia possui o maior rebanho do nordeste, com 13,3 milhões de cabeças.

O Jaime, por exemplo, têm capacidade máxima para 6 mil cabeças na propriedade em Luís Eduardo Magalhães, onde adota o sistema Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

“Eu acho que o pecuarista hoje não pode reclamar muito porque começou razoável, daí ficou para baixo e agora tá os preços se manter, os preços que estão aí, tá bom? Nós aqui, por exemplo, nós estamos com um foco mais na engorda, no confinamento. E a gente faz parceria, tem vários, vários sistemas e eu sempre fui fã da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e eu acho que na nossa região do Oeste da Bahia, tá faltando muito isso.”, finaliza o produtor.

Para Humberto Miranda, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), mesmo com muitas intercorrências, foi um ano com resultados satisfatórios.

“Pensando no ano corrente, como nós estamos chegando ao final do ano, nós podemos dizer que esse ano foi um ano exitoso para agropecuária baiana. Nós saímos do final do ano passado de uma seca histórica, onde o Cemaden é contabilizou que foi uma das piores secas dos últimos 30,40 anos. Isso gerou muito prejuízo à agricultura e principalmente a pecuária. morreram mais de 1 milhão de cabeças de animais no final do do segundo semestre do ano passado”, ressalta.

Gado, rebanho, bois, cabeças, ILP, pecuáriaGado, rebanho, bois, cabeças, ILP, pecuária
Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

“Do ponto de vista de mercado, nós tivemos uma baixa de preço significativa das commodities no mercado internacional, tanto da soja quanto do milho, quanto do algodão, e isso realmente impactou negativamente na renda do produtor, na questão da pecuária também, nós tivemos um ano muito difícil. Está melhorando agora o final do ano, a questão da arroba do boi, do preço do leite. Mas nós tivemos durante um ano e meio, um dos piores preços históricos da arroba do boi. De 2022 para cá, baixou 33% durante mais de 1 ano. Então o produtor trabalhou com margens muito apertadas. E a gente espera que, do ponto de vista do resultado e da rentabilidade para o produtor, a gente tenha um ano ainda melhor do que o que foi o 23/24.”, finaliza Miranda.


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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Bahia inicia plantio da safra 2024/2025 de algodão com perspectivas positivas


Os produtores de algodão da Bahia deram início, neste dia 21 de novembro, ao plantio da safra 2024/2025 na região oeste do estado. No sudoeste, o calendário foi antecipado, com os trabalhos começando em 1º de novembro. Após a colheita da safra 2023/2024, que obteve resultados expressivos, foi respeitado o período do vazio sanitário, essencial para eliminar restos de cultura e plantas daninhas, além de permitir a recomposição do solo.

Na safra anterior, a Bahia cultivou uma área total de 345.431 hectares, com uma produção de 691,4 mil toneladas de pluma. Desse total, 247.609 hectares (71,68%) foram destinados à área de sequeiro, enquanto 97.821 hectares (28%) foram irrigados. A produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare, resultando em 2.001 kg de pluma por hectare, de acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Para a nova safra, que deve ser encerrada até 10 de fevereiro de 2025, a expectativa é positiva. “Este ano, as chuvas estão dentro da normalidade, o que é um fator determinante para o sucesso da safra. Considerando os preços baixos do algodão no mercado, alcançar boa produtividade é essencial para que a cultura continue viável. Nesse cenário, o clima favorável é determinante para garantir margem ao produtor”, destaca o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.

Segundo ele, o trabalho que os produtores vêm realizando ao longo dos anos também é um fator a ser considerado para uma entrega de qualidade. “Os produtores baianos vêm demonstrando um alto nível de profissionalização, com investimentos consistentes em tecnologia, pesquisa e práticas sustentáveis. Esse comprometimento tem sido fundamental para entregar um algodão de alta qualidade, atendendo às exigências do mercado nacional e internacional. Esse esforço, aliado ao clima favorável, até o momento, nos traz uma expectativa promissora para esta safra”, conclui Bergamaschi.

Quanto à área destinada ao cultivo nesta safra, ainda há expectativa de crescimento, mas os números exatos serão definidos conforme a evolução do plantio.





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Crédito para agro sobe 1% em novembro, afirma Banco Central



O saldo de crédito para as empresas do setor agropecuário cresceu 1% em novembro, na comparação com outubro, para R$ 53,374 bilhões, informou o Banco Central nesta sexta-feira (27). No acumulado dos últimos 12 meses, aumentou 6,5%.

O saldo para a indústria avançou 1,3% em novembro ante outubro, para R$ 906,311 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, cresceu 8,2%.

O montante destinado ao setor de serviços aumentou 1,9%, para R$ 1,485 trilhão. No acumulado dos últimos 12 meses, aumentou 11,5%.

O saldo do crédito para pessoa jurídica com sede no exterior e créditos não classificados (“outros”) elevou-se 7,7%, para R$ 4,732 bilhões, de acordo com o Banco Central.



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Lei que garante seguridade especial a cooperados rurais é sancionada



Foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (27) a lei que estende a condição de segurado especial para membros de cooperativas vinculadas a atividades rurais. Conforme a Lei 15.072/24, o trabalho rural pode ser realizado individualmente ou em regime de economia familiar, e a associação à cooperativa não descaracteriza a condição de segurado especial, que é concedida ao trabalhador que exerce sua atividade majoritariamente no campo.

A lei foi sancionada ontem (26) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e teve origem no PL 1754/24, substitutivo da Câmara ao PL 580/07, do Senado Federal. Lula vetou o trecho da norma que possibilitava a associação ou o exercício de atividade remunerada em quaisquer tipos de cooperativas. Segundo o Poder Executivo, a medida subverteria a figura do segurado especial, “conforme estabelecido pela legislação previdenciária, com potencial aumento da despesa pública de caráter continuado com benefícios previdenciários”.

Conforme a nova legislação, as cooperativas devem ter atuação vinculada às atividades e categorias rurais abrangidas pelo regime de segurado especial. É o caso das cooperativas de produtores rurais, seringueiros, extrativistas vegetal, pescadores artesanais e de seus familiares que desempenham atividades em regime de economia familiar.

Com a lei, integrantes da administração, do conselho fiscal e de outros órgãos de cooperativas, de todos os tipos, também serão considerados segurados especiais.

Membros de grupo familiar que tiverem outra fonte de rendimento não serão incluídos no regime de seguridade especial, assim como associados a cooperativas de trabalho. Essas organizações são compostas por profissionais com interesse em comum, e os cooperados trabalham de maneira autônoma. Um dos objetivos do modelo é melhorar a remuneração e as condições de trabalho de seus associados.



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Safra de soja 24/25: otimismo e cuidado no manejo de pragas



Com condições climáticas favoráveis e um índice de chuvas adequado, a safra de soja 2024/2025 no Brasil apresenta um cenário otimista. As projeções da Agroconsult indicam uma produção superior a 172,2 milhões de toneladas, um aumento significativo em relação à temporada anterior.

Essa previsão representa um crescimento de mais de 16 milhões de toneladas, o que reflete o bom desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país. Contudo, apesar do panorama favorável, o manejo de doenças e pragas segue como um fator crucial para garantir altos índices de produtividade.

Prevenção de doenças e fungos

Com o aumento da umidade esperado para o final de 2024, o controle de doenças fúngicas se torna essencial para evitar perdas na lavoura. Sérgio Zambon, gerente sênior de desenvolvimento de produtos da BASF, destaca a importância do monitoramento constante da lavoura e das condições climáticas para a aplicação preventiva de fungicidas.

Para ele, “quando há períodos de chuva, é fundamental aproveitar as janelas sem chuva para realizar as aplicações preventivas. Se a doença se instalar, o controle se torna muito mais difícil e o custo para combatê-la é significativamente maior”.

Zambon explica que o ideal é realizar as primeiras aplicações de fungicidas antes do fechamento da soja, quando as entrelinhas ainda são visíveis, permitindo o acesso aos produtos nas folhas mais baixas. À medida que a soja se desenvolve, novas aplicações devem ser feitas para proteger as folhas novas e evitar a instalação de doenças. “Prevenir é sempre mais barato e eficaz do que tentar remediar a situação depois que as doenças já se instalaram”, afirma o especialista.

Monitoramento da soja e cuidados

Além de monitorar a lavoura, é essencial que os produtores acompanhem as condições climáticas e o ambiente ao redor. Zambon ressalta que, com o aumento das chuvas, as doenças tendem a se proliferar mais rapidamente. “Em 2024, já houve detecção de ferrugem asiática no sudoeste de São Paulo, o que indica que os esporos estão no ar e podem se espalhar rapidamente, caso não haja controle preventivo.”

Em relação às pragas, Zambon observa que a umidade e o sistema de cultivo impactam diretamente na biologia das pragas. Em regiões como a Bahia, onde o cultivo é intensivo durante todo o ano, a disponibilidade constante de alimentos permite que as pragas se multipliquem continuamente, tornando o controle mais desafiador. “Na Bahia, o sistema intensivo de cultivo favorece a proliferação de pragas ao longo do ano. Isso torna o monitoramento e controle ainda mais importantes”, explica.

Fases críticas da soja e tecnologia

Zambon também destaca que a soja é mais suscetível a doenças durante sua fase reprodutiva. No entanto, ele alerta que as doenças podem começar a se desenvolver desde o momento do plantio. “O controle deve ser iniciado logo nas primeiras semanas após a semeadura. Quanto mais cedo as doenças forem identificadas, mais fácil será o controle”, afirma o especialista.

Outro ponto importante para o sucesso no manejo das lavouras é a tecnologia de aplicação. Zambon enfatiza a necessidade de cuidados como o volume de calda, o tamanho das gotas e o momento da aplicação. “Esses fatores são essenciais para garantir que o produto atinja as áreas corretas da planta. O uso de adjuvantes também pode ser uma boa estratégia, principalmente durante períodos chuvosos, pois eles ajudam na penetração do produto e na sua permanência nas folhas”, destaca.



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AgroNewsPolítica & Agro

Qual o melhor herbicida pré-emergente para a soja?


O controle de plantas daninhas na cultura da soja é um desafio constante para os agricultores, e a utilização de herbicidas pré-emergentes se mostra uma ferramenta valiosa nesse manejo. Carlos Moreira, engenheiro agrônomo e consultor técnico de vendas da D’PLANTA, compartilhou informações importantes sobre o uso desses produtos. 

Para o controle de plantas daninhas de folha larga, ele destacou o Diclosulam, um herbicida com ação residual ideal para as primeiras aplicações do manejo outonal, atuando no controle do banco de sementes e eficaz contra buva e capim-amargoso, com dosagem recomendada de 29,8 a 41,7 g ha-1 e possibilidade de mistura com glifosato e 2,4-D, exigindo solo úmido para aplicação. O Flumioxazin também foi citado como opção com ação residual para controle do banco de sementes, podendo ser usado no manejo outonal ou no sistema aplique-plante, controlando buva e capim-amargoso, com dosagem de 40 a 120 g ha-1 e compatibilidade com glifosato, 2,4-D e imazetapir. 

Outra opção é o Sulfentrazone, com ação residual para a primeira aplicação do manejo outonal, controlando folhas largas e algumas gramíneas, com dosagem de 0,5 L ha-1 devido à variação na seletividade entre cultivares, podendo ser misturado com glifosato, 2,4-D, chlorimuron e clomazone, sendo recomendado para áreas com tiririca. No controle de gramíneas, Moreira mencionou o S-metolachlor, com ação residual e utilizado no sistema aplique-plante, eficaz contra capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, com dosagem de 1,5 a 2,0 L ha-1 e possibilidade de mistura com glifosato, devendo ser evitado em solos arenosos e exigindo solo úmido com previsão de chuvas. 

A Trifluralina também foi citada, com ação residual para a primeira aplicação do manejo outonal, controlando capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, com dosagem de 1,2 a 4,0 L ha-1, variando conforme a planta daninha e a cobertura do solo, podendo ser misturada com glifosato e graminicidas, exigindo solo úmido e livre de torrões, com atenção para formulações antigas que podem ter problemas com fotodegradação e eficiência reduzida em solos com muita palha ou seca. 

Por fim, o Clomazone foi mencionado como herbicida com ação residual para o sistema plante-aplique, controlando capim-colchão, capim-pé-de-galinha e algumas folhas largas de sementes pequenas, com dosagem de 1,6 a 2,0 L ha-1, variando conforme a planta daninha e a cobertura do solo, podendo ser misturado com glifosato e sulfentrazone.

 





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China anuncia investigação sobre as importações de carne bovina



O Ministério do Comércio da China deu início a uma investigação para fins de aplicação de medidas de salvaguarda sobre as importações de carne bovina. A apuração, que começou hoje (27), abrange todos os exportadores de carne bovina do mundo para o país e deverá analisar o período que compreende o ano de 2019 até o primeiro semestre de 2024. O trabalho terá oito meses de duração.

O governo brasileiro tomou conhecimento do assunto e informou que “não há, em princípio, a adoção de qualquer medida preliminar, permanecendo vigente a tarifa de 12% ‘ad valorem’ que a China aplica sobre as importações de carne bovina.

Os chineses são os maiores consumidores da carne bovina brasileira, consolidando-se nos últimos anos como o maior parceiro comercial do Brasil em proteínas animais. Em 2024, as exportações brasileiras de carne bovina para o país somaram mais de 1 milhão de toneladas, representando aumento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2023.

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) disse que durante os próximos meses, o governo, em conjunto com o setor exportador, buscará demonstrar que a carne bovina exportada à China não causa prejuízo à indústria chinesa, sendo importante fator de complementaridade da produção local.

“O governo reafirma seu compromisso em defender os interesses do agronegócio brasileiro, respeitando as decisões soberanas do nosso principal parceiro comercial, sempre buscando o diálogo construtivo em busca de soluções mutuamente benéficas”, encerra a nota.

Também em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que acompanha a investigação anunciada pelo Ministério do Comércio da China sobre as importações de carne bovina.

“Reconhecemos o papel estratégico do mercado chinês, principal destino das exportações brasileiras de carne bovina. Em 2024, mais de 1 milhão de toneladas foram exportadas para a China, um suprimento fundamental para complementar a produção local chinesa, hoje estimada em 12 milhões de toneladas “, diz a nota da associação.

A Abiec afirmou que apoia o diálogo construtivo com a China, contribuindo para soluções que atendam aos interesses de ambas as nações e reafirma que a carne bovina brasileira exportada para o país é de alta qualidade e segue rigorosos padrões de qualidade.

“Estamos comprometidos em cooperar com as autoridades chinesas e brasileiras, colocando-nos à disposição para fornecer quaisquer esclarecimentos e participar ativamente do processo de investigação, sob a liderança do Governo Brasileiro, especialmente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE)”, finaliza o documento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Farelo impulsiona alta da soja em Chicago



O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas



O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas
O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas – Foto: Nadia Borges

Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a quinta-feira em alta, com destaque para o farelo de soja, que subiu mais de 4% no dia. O contrato de soja para janeiro, referência para a safra brasileira, teve alta de 1,46%, fechando a US$ 988,00 por bushel. O contrato de março subiu 1,79%, encerrando a US$ 997,25 por bushel. Já o farelo de soja para janeiro registrou uma valorização de 4,55%, cotado a US$ 305,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês recuou 0,98%, finalizando a US$ 39,47 por libra-peso.  

A alta da soja foi sustentada principalmente pelo desempenho expressivo do farelo, que acumula ganhos de 10% nas últimas cinco sessões. O movimento também refletiu a continuidade da cobertura de posições vendidas iniciada na terça-feira. Apesar disso, a ampla oferta de soja nos Estados Unidos e a previsão de uma safra robusta na América do Sul limitaram um avanço mais significativo nos preços. Adicionalmente, as recentes chuvas nas regiões produtoras do Brasil devem beneficiar o desenvolvimento das lavouras, contribuindo para a pressão sobre os valores.  

Entre os fatores que explicam a forte alta do farelo, está a fraqueza persistente do óleo de soja, alimentada por incertezas em relação ao programa de biodiesel nos Estados Unidos sob a administração Trump. Caso haja uma redução na demanda por óleo de soja para biodiesel, isso poderá diminuir o ritmo de processamento da oleaginosa, impactando diretamente os estoques de farelo. Esse cenário reforça a importância de acompanhar os desdobramentos nos mercados globais de derivados de soja, que continuam a influenciar significativamente as negociações e as perspectivas para os próximos meses.  





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Melhores geleias artesanais serão escolhidas em categorias: simples e mistas



Estão abertas as inscrições para o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2025 – Geleias, os produtores podem receber prêmios que variam entre R$4 mil e R$12 mil. 

Além do dinheiro, os três primeiros colocados vão ganhar selo de participação (ouro, prata e bronze, conforme a classificação). Serão avaliadas as categorias geleias simples e geleias mistas.

  • Geleias simples: são aquelas produzidas com apenas uma fruta ou hortaliça.
  • Geleias mistas: elaboradas com diferentes frutas, hortaliças, especiarias e condimentos.

Os critérios de avaliação incluem: cor, aroma, sabor, consistência e conjunto. Na primeira etapa, dez produtos serão selecionados e, em seguida, submetidos a um Júri Popular, composto por pessoas anônimas.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

A premiação é fruto de uma parceria entre  Embrapa Agroindústria de Alimentos,  Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/SAA-SP) e Sebrae, o concurso é destinado a quem produz nacionalmente.

Acesse o regulamento e faça a sua inscrição.



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Proprietários rurais são beneficiados com programa de regularização fundiária



Dados da Fundação Instituto de Terras (Itesp), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo mostram que o governo paulista regularizou mais de 3 mil imóveis rurais, incluindo quilombos e a titulação a pequenos, médios e grandes produtores rurais, ou cerca de 210 mil hectares de terras em dois anos. Até o final de 2024, a expectativa é que a Itesp conclua a regularização fundiária de mais de 11 mil propriedades em 70 municípios do estado.

Segundo o governo, foram investidos R$12 milhões no período. Os locais receberam trabalhos técnicos especializados da fundação. Entre os milhares de agricultores que receberam a posse da terra está Fernando José, que herdou a propriedade do avô. “Agora, nós estamos recuperando o nosso título, o nosso direito de propriedade e vamos poder investir. A grande herança que vou deixar para o meu filho é o título de terra que recebi do meu avô e do meu pai”, conta o proprietário rural.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, as regularizações fundiárias geram segurança jurídica e incentivam investimentos. “Já estamos vendo o resultado no campo, fazendas sendo ampliadas, comprando silos para as propriedades, ou seja, com o registro do seu imóvel em mãos, os produtores rurais apostam em seus negócios e isso beneficia toda a cadeia do agro no Estado, com a geração de empregos e renda.”

Regularização Fundiária Rural e Urbana

A regularização fundiária tem como objetivos promover o desenvolvimento socioeconômico de pequenos agricultores e trabalhadores urbanos, legitimando suas posses. Além disso, fornece ao Estado mecanismos para a defesa de seus interesses nas ações de desapropriação indireta nas áreas abrangidas por unidades de conservação ambiental e em ações de desapropriação para fins de reforma agrária.

Os trabalhos técnicos e jurídicos visam a identificar áreas passíveis de regularização fundiária. Esses serviços são pela Fundação Itesp, por meio do Programa de Regularização Fundiária Urbana e Rural, um projeto social do governo voltado a pequenos posseiros da cidade ou do campo que, por causa de insegurança dominial sobre os imóveis que ocupam, convivem com conflitos pelo uso e posse da terra e com sérios obstáculos para o desenvolvimento social e econômico de suas comunidades.

O programa visa identificar áreas passíveis de regularização fundiária e outorgar títulos de propriedade nesses locais conforme a legislação vigente. Essas ações serão feitas por meio de trabalhos técnicos e jurídicos de uma equipe multidisciplinar, formada por advogados, engenheiros agrimensores e cartógrafos, técnicos em agrimensura, cadistas, cadastradores e pessoal de apoio técnico e operacional.

Com treinamentos específicos, as administrações municipais poderão executar rotineiramente a atualização das suas bases cadastrais, diminuindo custos, ampliando receitas e evitando gastos desnecessários com novos contratos de execução.



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