quarta-feira, julho 15, 2026

Autor: Redação

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Safra de morango enfrenta oscilações de produção


No Rio Grande do Sul,  produção de morangos apresenta variações entre as regiões. Fatores climáticos e ataques de pragas impactaram a qualidade e o rendimento em alguns polos, enquanto outras áreas mantêm bons índices produtivos, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26).

Na região de Santa Rosa, as altas temperaturas prejudicaram a polinização, reduzindo a oferta e a qualidade dos frutos. Além disso, o percevejo-dos-frutos (Neopamera bilobata), conhecido como “ligeirinho”, comprometeu a formação dos morangos, resultando em frutos menores e deformados. Com a queda na produção, os preços subiram: o produto in natura é comercializado por R$ 40,00/kg, enquanto o congelado é vendido a R$ 20,00/kg em feiras e mercados locais.

Na região de Pelotas, o término da primavera reduziu a produção das cultivares de dias curtos. Os preços variam de R$ 18,00 a R$ 35,00/kg, dependendo da qualidade e do ponto de venda.

Já em Caxias do Sul, a produção manteve bons volumes e qualidade, com frutos apresentando coloração, sabor e tamanho satisfatórios. Mesmo com a alta umidade e dias chuvosos, os produtores têm controlado doenças através de tratamentos fitossanitários.

No entanto, a mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) provocou danos comerciais em algumas áreas. Os produtores já estão se organizando para o próximo ciclo, planejando o plantio e encomendando mudas espanholas para fevereiro de 2025. Os preços variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg, com frutos de menor calibre vendidos entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg.

Na região de Lajeado, especialmente no município de Feliz, a safra segue favorecida pelo clima. Apesar do enfrentamento de fungos devido à umidade e da presença do ácaro como principal praga, a produtividade é considerada satisfatória, atingindo 700 gramas/planta na cultivar Fronteras. Produtores que utilizam o sistema de bancadas continuam obtendo frutos de forma contínua e de boa qualidade. Os preços na região variam entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg.





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Colheita de trigo aponta crescimento de 38% em SC



Santa Catarina encerra colheita de trigo com alta produtividade




Foto: Pixabay

A safra de trigo em Santa Catarina alcançou resultados expressivos em 2024. Até o dia 30 de novembro, 98% das áreas cultivadas no estado já haviam sido colhidas, consolidando um ciclo produtivo marcado por condições climáticas favoráveis e qualidade elevada do grão, conforme apontam os dados da edição de dezembro do Boletim Agropecuário da Epagri, divulgados pelo Observatório Agro Catarinense.

Segundo o boletim, apesar de um mês de novembro chuvoso, que resultou em 92% das lavouras avaliadas como boas, 6% como médias e apenas 2% como ruins, a safra apresentou números promissores. O volume de precipitações e as temperaturas amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas.

A produtividade média saltou de 2.237 kg/ha na safra de 2023 para 3.460 kg/ha neste ciclo, representando um aumento de 31% em relação à média nacional. No total, a produção estadual deve atingir 424,5 mil toneladas, 38% superior à safra anterior.

Área Plantada Sofre Redução, Mas Qualidade Compensa

Embora a área plantada tenha registrado uma redução de 10,8%, totalizando 122,7 mil hectares, a qualidade do trigo colhido compensou a menor extensão de lavouras. O peso hectolitro (PH), parâmetro essencial para definir a qualidade do grão, atingiu, em sua maioria, 78, indicando um produto adequado para a comercialização e com alta rentabilidade para os agricultores catarinenses.





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Chuva forte, frente fria e fenômeno climático afetam o país neste sábado



O último sábado de 2024 será marcado por significativa quantidade de chuva espalhada em grande parte dos estados brasileiros. Com isso, o dia deve ser cinzento em quase todo o país. Confira a previsão para as cinco regiões:

Sul

A umidade ainda continua elevada sobre áreas do sul, leste e litoral gaúchos, além do centro-sul e leste catarinense e paranaense. Pode chover em forma de pancadas moderadas a forte, mas de maneira irregular. O interior da Região fica mais ensolarado, com temperaturas em elevação, sem previsão de chuva.

Sudeste

Frente fria continua na altura do Sudeste, canalizando muita umidade entre o Rio de Janeiro, norte de São Paulo e Minas Gerais. As pancadas podem acontecer a qualquer momento com risco de temporal. Chove em forma de pancadas no sul do Espírito Santo. O sol aparece um pouco mais no centro-oeste e sul paulista, mas a chuva deve acontecer entre tarde e noite com risco de raios.

Centro-Oeste

Atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) ainda mantém a condição de tempo instável em Goiás, no Distrito Federal e em Mato Grosso. Pode chover forte em vários períodos do dia com potencial alto de temporais. Chuva moderada a forte no norte de Mato Grosso do Sul, mas com tempo firme nas cidades do oeste e sul do estado.

Nordeste

Sábado de sol em todas as áreas do Nordeste. A nebulosidade fica mais presente ao longo do dia no extremo sul do Maranhão, onde pode chover a qualquer momento. Pancadas com raios e ventos moderados a forte na costa norte e leste do Nordeste. Pouca chuva em Salvador, na Bahia.

Norte

Tempo mais encoberto e chuvoso na maior parte da Região Norte. O sol aparece mais em Belém, Pará, onde as pancadas ficam concentradas entre tarde e noite. Demais áreas do estado, assim como Tocantins, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá com chance de chuva forte em vários períodos do dia e alerta para temporais.



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Safra de milho para silagem registra alta produção



Até o momento, cerca de 10% das áreas cultivadas foram colhidas




Foto: USDA

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (26), a colheita do milho para silagem avança em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com produtividade elevada e qualidade nutricional destacada.

Até o momento, cerca de 10% das áreas cultivadas foram colhidas, e outros 15% encontram-se prontos para ensilagem, indicando uma intensificação dos trabalhos nos próximos dias. A produtividade das lavouras tem surpreendido, com os melhores resultados alcançando até 60 mil kg/ha.

A qualidade da silagem também se destaca, com colmos verdes no corte e boas cargas de grãos nas espigas, fatores que garantem alto valor energético e proteico — atributos essenciais para a nutrição animal.

Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 357.311 hectares, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, com chuvas regulares e temperaturas dentro da normalidade para o período.

Na região administrativa de Ijuí, as lavouras plantadas mais cedo já estão sendo colhidas, permitindo o preparo de novas áreas para o próximo plantio. Nas regiões de Pelotas e Santa Maria, o plantio atingiu 85% e 75% das áreas previstas, respectivamente, refletindo o bom andamento das atividades agrícolas no estado, conforme aponta o Informativo Conjuntural.





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tecnologia que captura carbono e regenera solos



João Pedro Cuthi Dias destaca potencial do Brasil no mercado de carbono




Foto: Divulgação

Uma tecnologia que utiliza o intemperismo acelerado de rochas basálticas para capturar carbono da atmosfera está ganhando espaço no Brasil e nos Estados Unidos. A técnica, explicada pelo engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, envolve a trituração do basalto até transformá-lo em pó e sua aplicação em solos agrícolas. Quando a água da chuva interage com esse material, forma-se carbonato, que sequestra CO2 da atmosfera enquanto melhora a qualidade e a fertilidade do solo.

A startup responsável pela iniciativa já garantiu financiamento para expandir suas operações e aposta na união de ciência, tecnologia e preservação ambiental para combater as mudanças climáticas. Segundo Cuthi Dias, “essa abordagem não só captura carbono, mas também contribui para a regeneração de solos degradados e a segurança alimentar, tornando-se uma solução promissora para enfrentar os desafios climáticos.”

O Brasil, reconhecido por seus avanços em práticas agrícolas sustentáveis, também se destaca na redução de emissões de metano no setor pecuário, preparando animais para o mercado em prazos mais curtos e aumentando a eficiência produtiva. Dias acredita no potencial das práticas agrícolas regenerativas para converter áreas degradadas em terras produtivas que sequestram carbono. Ele ressalta ainda a importância de parcerias estratégicas com empresas globais e a necessidade de um marco legislativo robusto para fomentar o mercado de remoção de carbono.

“Acreditamos que um futuro sustentável depende de esforços colaborativos, tanto no setor público quanto privado, para criar soluções viáveis e escaláveis,” conclui o engenheiro agrônomo.





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Chuva acima de 150 mm pode causar transtornos e impactar lavouras


A previsão do tempo para este fim de semana indica chuvas intensas em grande parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, impulsionadas pela atuação de uma frente fria e áreas de baixa pressão. Segundo o meteorologista Gabriel Rodrigues, os acumulados podem ultrapassar 150 mm em algumas áreas até domingo (29), exigindo atenção redobrada tanto para as cidades quanto para a agricultura.

Sudeste em alerta

Desde a quinta-feira (26), chuvas volumosas já vêm sendo registradas no interior de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para esta sexta-feira (27), a expectativa é de precipitações bem distribuídas nesses estados, com volumes variando entre 20 e 30 mm e pontuais que podem superar 50 mm em 24 horas.

No sábado (28), as instabilidades devem continuar, atingindo também o leste de Santa Catarina e Paraná. As chuvas mais intensas, no entanto, se concentram no sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Vale do Paraíba, onde os acumulados podem ultrapassar os 30 mm, com episódios mais localizados.

No domingo (29), o cenário se agrava. Regiões como o leste de Minas Gerais e o norte do Rio de Janeiro podem registrar acumulados superiores a 80 mm, elevando o risco de alagamentos e deslizamentos. Esse volume expressivo de chuva preocupa devido à continuidade das precipitações nos dias anteriores.

Impactos na agricultura

As chuvas intensas têm potencial de prejudicar lavouras importantes. No Sudeste, a florada dos pés de café pode ser comprometida, enquanto a colheita do feijão em São Paulo deve enfrentar atrasos. Nas plantações de milho e soja, o excesso de umidade aumenta a pressão por doenças fúngicas e dificulta a realização de tratos culturais, como pulverizações.

No Centro-Oeste, estados como Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Rondônia também estão na rota de grandes volumes de chuva. Regiões produtoras de grãos como soja e milho terão que lidar com o aumento da umidade, fator que pode impactar diretamente na qualidade da safra.

Áreas com tempo firme

Apesar do cenário de chuvas, algumas regiões terão predomínio de tempo firme. O sudoeste do Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e metade sudoeste do Rio Grande do Sul devem registrar apenas pancadas isoladas e passageiras. No Norte de Minas Gerais, interior da Bahia e sul do Piauí, o tempo seco deve predominar, em contraste com a situação no sul de Minas.

Atenção redobrada para o campo e as cidades

O meteorologista Gabriel Rodrigues reforça que o monitoramento das condições climáticas será essencial neste fim de semana, especialmente nas áreas mais afetadas pelas chuvas intensas. Além dos desafios para a agricultura, cidades no Sudeste e Centro-Oeste devem se preparar para possíveis transtornos urbanos, como enchentes e quedas de barreiras.





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Veja os preços da arroba do boi no Brasil após nota chinesa abalar o setor



O mercado físico do boi gordo apresentou pouca variação de preços no decorrer desta sexta-feira (27).

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o dia foi arrastado devido à proximidade do Ano Novo, com muitos agentes ausentes ou fora das negociações.

“É esperado uma retomada gradual da liquidez durante a primeira quinzena de janeiro. Em alguns estados, como é o caso de São Paulo, seguem as sinalizações de escalas confortáveis, levando a uma atuação tranquila nas compras”, disse Allan Maia, analista da empresa.

Foi noticiado no dia que a China iniciou procedimento de investigação referente importações de carne bovina daquele país. As investigações abrangem a carne bovina de todos os países que fornecem para o mercado chinês.

A apuração das autoridades do gigante asiático ocorrerá em um prazo mínimo de 8 meses, podendo ser prorrogado. Até lá, as vendas continuam ocorrendo normalmente.

“Entidades ligadas à pecuária chinesa estão alegando que as grandes importações estão prejudicando a atividade local. Os desdobramentos devem ser acompanhados de perto, uma vez que o Brasil é o país que mais vende carne bovina para a China”, assinalou Maia.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: boi gordo comum em R$ 310 e o China entre R$ 315 e R$ 320
  • Minas Gerais: precificado entre R$ 300 e R$ 310
  • Goiás: entre R$ 295 e R$ 305, dependendo do lote
  • Mato Grosso do Sul: R$ 315
  • Mato Grosso: em Barra do Garças, entre R$ 310 e R$ 315. Na região de Mirassol dOeste, foi cotada em R$ 300

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços estáveis. Segundo Maia, os agentes do mercado carregam expectativas positivas para o consumo devido a comemoração do Ano Novo.

“Após a virada de ano, a tendência é que os cortes mais nobres encontrem dificuldade para sustentação, com mudança no perfil de consumo”.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,20, por quilo. Quarto traseiro foi indicado em R$ 26,70, por quilo. Ponta de agulha ficou posicionado em R$19,40, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, sendo negociado a R$ 6,1903 para venda e a R$ 6,1883 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1688 e a máxima de R$ 6,2138. Na semana, a moeda teve valorização de 1,93%.



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Preços do café batem recordes históricos em 2024



Alta foi impulsionada pelo clima adverso e menor oferta global




Foto: Pixabay

O ano de 2024 será lembrado como um marco no mercado de café, com os preços das variedades robusta e arábica alcançando patamares históricos no Brasil. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os valores mais que dobraram ao longo do ano, refletindo uma combinação de fatores como condições climáticas desfavoráveis, menor produção nacional e dificuldades logísticas no mercado internacional.

Para o café robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ atingiu sucessivos recordes reais desde o início da série histórica, em 2001. A média mensal do preço da saca de 60 kg saiu de R$ 740 em dezembro de 2023 para impressionantes R$ 1.800 em dezembro de 2024. Já o café arábica registrou seu maior patamar real desde 1997, com o preço médio saltando de R$ 970 para R$ 2.000 por saca no mesmo período.

Um dos destaques foi a valorização expressiva do robusta, que, entre agosto e setembro, operou acima do preço do arábica – um feito inédito e reflexo da forte demanda externa pelo grão brasileiro. O robusta iniciou o ano com alta significativa, impulsionada pela retração na oferta global. A produção vietnamita, principal concorrente do Brasil, foi prejudicada por ataques a navios comerciais no Mar Vermelho, dificultando o envio do café à Europa e direcionando compradores ao mercado brasileiro.

No Brasil, o cenário climático foi desafiador. Apesar das boas expectativas para a safra 2024/25 devido ao clima chuvoso no início do ano, a estiagem prolongada e o calor após abril prejudicaram o desenvolvimento dos grãos. A colheita abaixo do esperado reduziu os estoques e sustentou os preços em alta durante todo o ano.

Com a demanda aquecida e a oferta limitada, especialistas apontam que o mercado de café deve continuar volátil, reforçando a importância de estratégias de comercialização e gestão de estoques para produtores brasileiros.





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Ações das principais indústrias frigoríficas caem após polêmica chinesa



As ações dos frigoríficos fecharam em queda no pregão desta sexta-feira (27) após a China anunciar que iniciou uma investigação de salvaguarda sobre as importações de carne bovina, que aumentaram 106,28% desde 2019, alegando possíveis impactos negativos no setor pecuário local.

Assim, perto do fechamento, as ações de BRF (BRFS3), JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3) caíam 2,70%, 2,52%, 2,07% e 1,14%, respectivamente.

A corretora Ativa destaca que o processo, solicitado por entidades chinesas, abrange todos os países exportadores, incluindo o Brasil, principal fornecedor do mercado chinês.

A investigação, com prazo de até oito meses, pode resultar em cotas ou tarifas se comprovado prejuízo à produção doméstica.

O governo brasileiro e exportadores buscam demonstrar que a carne brasileira complementa, sem prejudicar, a indústria local chinesa.

Para a Ativa, a notícia preocupa, pois a investigação anunciada, sem justificativas claras, sugere um viés protecionista da China, que pode pressionar as exportações brasileiras de carne bovina.

Neste ano, mais de 50% da carne exportada pelo Brasil teve como destino o mercado chinês. Nas empresas, esse share representa 23% das exportações da JBS e 15% da Minerva.

“Assim, num pior cenário, a medida pode impor tarifas e barreiras comerciais, prejudicando a pecuária brasileira. Diante disso, a Abrafrigo destacou a importância da parceria comercial entre os países e se dispôs a colaborar para mitigar os possíveis impactos”, ressalta a corretora.

A Ativa tem recomendação de comora para JBS (JBSS3), com preço-alvo de R$ 38,70 e neutra para Minerva (BEEF3), com preço-alvo de R$ 7,00.



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Fundo de R$ 6,5 bi para recuperar infraestrutura do RS é oficializado



Três dias depois da edição de um crédito extraordinário para áreas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a criação de um fundo de R$ 6,5 bilhões para recuperar a infraestrutura do estado.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27) na Residência Oficial da Granja do Torto, onde o presidente se recupera das cirurgias na cabeça.

Lula estava acompanhado dos ministros das Cidades, Jader Filho; da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta; e da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Com o nome oficial de Fundo de Apoio à Requalificação e Recuperação de Infraestruturas devido a Eventos Climáticos Extremos, o fundo recebeu recursos do Ministério das Cidades, abertos por meio de crédito extraordinário da Medida Provisória (MP) 1.282, publicada na última terça-feira (24).

Aplicação dos recursos

A maior parte dos recursos, R$ 2,5 bilhões, será aplicada nas intervenções dos diques, além de bacias de amortecimento e na recuperação ou no reforço de casas de bombas nos municípios de Porto Alegre e Alvorada (Arroio Feijó).

O fundo também prevê o investimento de R$ 1,9 bilhão nas obras em diques na região da Bacia do Rio dos Sinos, que beneficiarão as cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, Rolante, Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo, Igrejinha e Três Coroas.

O fundo também destina as seguintes verbas em intervenções:

  • R$ 450 milhões na Bacia do Gravataí;
  • R$ 531 milhões em Eldorado do Sul;
  • R$ 502 milhões na Região Metropolitana de Porto Alegre;
  • R$ 69,3 milhões em São Leopoldo; e
  • R$ 14,5 milhões para os municípios da Bacia do Caí: Montenegro, São Sebastião do Caí, Harmonia e Pareci Novo, entre outros.

Também estão previstos R$ 533,2 milhões para atividades acessórias e complementares aos projetos citados acima e outros custos.

Histórico dos recursos

Na primeira semana de dezembro, a MP 1.278 autorizou a criação do fundo, destinando os recursos reembolsáveis ou não-reembolsáveis para recuperação de estruturas atingidas pelas chuvas no Rio Grande do Sul.

No último dia 13, a Casa Civil aprovou uma resolução com o Plano de Aplicação de Recursos, com os projetos a serem apoiados pelo fundo.

Segundo o Palácio do Planalto, muitos desses projetos estão finalizados ou em estágio final de licitação dos executores das obras. Com prazo de execução até 15 de dezembro de 2031, o plano pode ser prorrogado.

Na véspera do Natal, a MP 1.282 destinou os R$ 6,5 bilhões para o Ministério das Cidades fazer o aporte ao fundo. Por se tratar de crédito extraordinário, o dinheiro que está fora do limite de gastos do arcabouço fiscal e não é considerado na apuração da meta de resultado primário do governo.



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