sexta-feira, março 27, 2026

Autor: Redação

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Fim semana chega com chuva forte, temporais e calorão


O fim de semana no Brasil será marcado por uma combinação de calor, aumento de instabilidades e risco de chuva forte em pontos do país. Na sexta-feira (27), a previsão já indica mudanças em algumas regiões, com pancadas mais intensas no Sul, chuva forte no litoral do Espírito Santo e instabilidades espalhadas pelo Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste. Entre sábado e domingo, esse cenário continua, com destaque para temporais localizados no Rio Grande do Sul, no litoral nordestino e em áreas do Norte.

Sul

Sexta-feira

A manhã começa com tempo firme na maior parte da região. À tarde, a chuva avança sobre áreas da metade leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas a fortes, raios e trovoadas.

No Paraná, a chuva aparece de forma mais fraca e isolada, principalmente no interior e no litoral. Há previsão de rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no litoral norte gaúcho e sul catarinense.

Sábado

O tempo volta a ficar mais estável. Chuva fraca ocorre no litoral de Santa Catarina, enquanto pancadas isoladas atingem o interior do RS, SC e PR.

Mesmo assim, o destaque é o calor e a presença do sol na maior parte da região.

Domingo

A instabilidade retorna com mais força. Áreas de chuva avançam pelo Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas, trovoadas e risco de temporais.

A chuva também alcança o oeste e sul de Santa Catarina. No Paraná, o tempo segue firme e quente.

Sudeste

Sexta-feira

A chuva perde força em relação aos dias anteriores, mas ainda há alerta para temporais no Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro.

A circulação marítima mantém o tempo instável no litoral capixaba. No oeste e sudoeste de São Paulo, há chance de pancadas moderadas a fortes. Nas demais áreas, o tempo fica mais aberto e quente.

Sábado

O destaque é a chuva no Espírito Santo e no litoral norte do Rio de Janeiro, com risco de temporais. Também chove no leste de Minas Gerais. Em São Paulo, a chuva é fraca e isolada.

Domingo

A instabilidade continua concentrada no Espírito Santo, norte fluminense e leste de Minas. No restante da região, o tempo firme e o calor predominam.

Centro-Oeste

Sexta-feira

Pancadas moderadas a fortes ocorrem desde cedo em Mato Grosso e no interior de Mato Grosso do Sul.

Ao longo do dia, a chuva se intensifica em Mato Grosso e avança para Goiás, com risco de temporais isolados.

Sábado

A chuva continua em Mato Grosso e Goiás, com aumento da intensidade ao longo do dia. Em Mato Grosso do Sul, a instabilidade se concentra no norte e leste. O oeste do estado segue com tempo mais firme.

Domingo

A chuva persiste em Mato Grosso, principalmente no oeste e norte, com maior intensidade à tarde. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, as pancadas são mais fracas e isoladas. O calor continua predominando.

Nordeste

Sexta-feira

A atuação da ZCIT, da circulação marítima e de um VCAN mantém o tempo instável. Há previsão de chuva moderada a forte em áreas do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

O maior alerta é para o litoral da Bahia e de Pernambuco, além do litoral norte de Alagoas.

Sábado

A chuva segue frequente no litoral norte e leste da região, além de Maranhão, Piauí e Ceará. As pancadas ganham força ao longo do dia, com risco de temporais isolados.

Domingo

A instabilidade continua em parte do Maranhão, Piauí e Ceará, além da faixa litorânea. No interior, a chuva ocorre de forma mais irregular.

Norte

Sexta-feira

A chuva ocorre de forma ampla na região. Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima têm pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais. No Tocantins, a chuva é mais irregular.

Sábado

A instabilidade continua em grande parte da região. A ZCIT reforça as chuvas no Amapá e no litoral do Pará. Há risco de temporais ao longo do dia. O Tocantins segue com tempo mais firme.

Domingo

A chuva persiste em Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Roraima, com aumento da intensidade. Também chove no Amapá e no norte do Pará. As pancadas podem ser moderadas a fortes, com temporais isolados.

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Guerra no Oriente Médio pressiona inflação no mundo


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (27), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o aumento das incertezas geopolíticas com tensões entre EUA e Irã, impulsionando o petróleo acima de US$ 100 e pressionando mercados globais. Bolsas americanas caíram forte, com Nasdaq em correção, dólar fortalecido e Treasuries em alta.

No Brasil, IPCA-15 de março veio acima do esperado, mas sem piora relevante para a política monetária. Dólar subiu a R$ 5,25, juros abriram e o Ibovespa caiu 1,45%.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Compras de insumos despencam e ligam sinal vermelho no algodão



Esse comportamento reflete um travamento mais amplo na decisão de compra


Esse comportamento reflete um travamento mais amplo na decisão de compra
Esse comportamento reflete um travamento mais amplo na decisão de compra – Foto: Canva

O cenário para a próxima safra de algodão indica um ambiente de maior cautela e incerteza na tomada de decisão do produtor. As informações são de Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries, que aponta sinais consistentes de desaceleração na comercialização de insumos para o ciclo 2026/27.

Os dados mostram que apenas 11% dos fertilizantes destinados ao algodão foram comercializados até o primeiro trimestre, um patamar bem inferior aos cerca de 40% registrados no mesmo período da safra anterior. O movimento não se limita a esse segmento e também aparece nas vendas de defensivos e sementes, reforçando a leitura de um atraso generalizado.

Esse comportamento reflete um travamento mais amplo na decisão de compra, ligado diretamente à piora nas relações de troca. Os indicadores mostram que a equação econômica enfrentada pelo produtor está entre as mais desfavoráveis dos últimos anos, sem paralelo recente. Na prática, o custo dos insumos em relação ao preço esperado do algodão reduz a atratividade do investimento.

Com isso, o produtor posterga decisões e evita comprometer capital, o que impacta diretamente o ritmo de comercialização. Esse tipo de movimento costuma ter reflexos na área plantada, já que a indefinição limita o planejamento da safra.

De acordo com a análise, caso não haja uma mudança nas próximas semanas, seja por melhora nos preços da commodity ou por alívio nos custos, a tendência mais provável é de retração relevante na área cultivada com algodão em 2026/27. “Se essa equação não se ajustar nas próximas semanas — seja via preços ou custos — o cenário mais provável passa a ser uma queda relevante de área de algodão em 2026/27”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

1º Concurso do Suco de Uva Brasileiro estreia com 190 amostras de seis estados


O Concurso do Suco de Uva Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), encerrou suas inscrições confirmando a força e a diversidade da produção nacional da bebida. Já na primeira edição, serão avaliadas 190 amostras inscritas por 69 empresas de seis estados brasileiros – Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo -, contemplando diferentes regiões produtoras e evidenciando a abrangência da iniciativa.

Estão representadas no concurso regiões tradicionais e emergentes da vitivinicultura brasileira, como a Serra Gaúcha e a Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul, o Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, a Serra Catarinense, a Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, além de polos produtivos em São Paulo e Paraná. A diversidade geográfica reforça o caráter nacional do concurso e a consolidação do suco de uva como um produto presente em diferentes territórios do país.

O Rio Grande do Sul, berço da vitivinicultura brasileira, concentra o maior número de amostras, com 145 inscrições. Na sequência aparecem Santa Catarina (13), Pernambuco (10), Paraná (10), São Paulo (9) e Minas Gerais (3), refletindo tanto a tradição quanto a expansão da produção em novas fronteiras. Para o presidente da ABE, enólogo Mário Lucas Ieggli, o número de inscritos e a distribuição das amostras confirmam a relevância da iniciativa. “Encerramos esta etapa com um resultado extremamente positivo. A adesão de empresas de diferentes regiões mostra que o setor entendeu a importância de um concurso técnico dedicado exclusivamente ao suco de uva, valorizando a qualidade e estimulando a evolução do produto brasileiro”, destaca.

As amostras serão avaliadas às cegas no dia 9 de abril por um painel de degustadores especializados, com base em critérios sensoriais como aspecto visual, qualidade aromática, equilíbrio gustativo e harmonia geral. A degustação irá atribuir pontuação de 0 a 100 pontos, com base em ficha própria, atribuída pela organização do evento. Produtos com mais de 95 pontos receberão Medalha Diamante, com pontuação entre 90 e 95 pontos, Medalha Platina e para os que ficarem entre 85 e 89 pontos será atribuído o Mérito Uva. Os selos oficiais poderão ser utilizados nos rótulos e materiais promocionais, agregando valor comercial e institucional às marcas premiadas. A divulgação oficial dos resultados ocorre no dia 10 de abril, às 17hs, no salão nobre da prefeitura municipal de Bento Gonçalves.

As amostras foram inscritas em cinco categorias distintas: Suco de Uva Natural, Suco de Uva Integral, Suco de Uva Reconstituído, Suco de Uva Gaseificado e Suco de Uva Orgânico ou Biodinâmico, com três grupos em cada uma – branco, rosé e tinto.

Criado como o primeiro concurso do mundo voltado exclusivamente à avaliação técnica e profissional do suco de uva, o evento nasce em sintonia com o crescimento do consumo da bebida no Brasil, que vem se consolidando como uma alternativa natural, saudável e sem álcool, alinhada às novas demandas do consumidor.

ESTADO – NÚMERO DE AMOSTRAS

MG – 003

PE – 010

PR – 010

RS – 145

SC – 13

SP –  09

TOTAL – 190





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Rondônia recupera produção de café e prevê safra recorde em 2026


O primeiro levantamento da safra de café 2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, indica recuperação da produção em Rondônia após dois anos de baixa. A estimativa é de colheita de cerca de 2,7 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado, com produtividade média de 63,6 sacas por hectare, a maior do país. Segundo os dados, o desempenho ocorre após perdas associadas a condições climáticas e à renovação das lavouras.

Na produção de grãos, a estimativa é de 5,6 milhões de toneladas na safra atual, volume 3,1% superior ao registrado em 2024/2025. A área plantada deve crescer 2,8%, alcançando aproximadamente 1,3 milhão de hectares. As informações constam na 19ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia, elaborado pela Embrapa Rondônia.

O documento reúne dados sobre produção, preços, valor bruto, exportações e logística, com base em informações de instituições como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Conab e Emater-RO. “O material reúne informações coletadas em diferentes fontes oficiais, que permitem o acesso aos dados de maneira agregada e suas respectivas análises”, informa o relatório.

Entre as culturas, a soja se mantém como principal produto agrícola do estado, com área plantada de 716,9 mil hectares e produção estimada de 2,7 milhões de toneladas. O município de Porto Velho é apontado como principal produtor da oleaginosa no estado.

Em contraste, a produção de arroz deve recuar 42%, passando de 162,4 mil toneladas na safra 2024/2025 para 94,2 mil toneladas na atual. A queda está associada aos preços pagos ao produtor nos últimos anos. De acordo com Calixto Rosa Neto, “no caso do arroz, essa baixa de preços deve-se, principalmente, aos estoques elevados e à menor demanda”.

O analista também aponta pressão sobre outros produtos. “Com relação ao cacau e ao café, a recuperação da produção dos países produtores […] vêm pressionando os preços negativamente”, afirma. Sobre o leite, ele acrescenta que “o excesso de oferta interna […] faz com que os preços acumulem queda real, comprometendo a rentabilidade do produtor”.

A mandioca segue em retração, com área estimada em 13,7 mil hectares em 2026, 4% inferior à safra anterior. Já a banana deve registrar crescimento de 5,6% na área plantada e de 5,7% na produção, com produtividade estável de 14,4 mil kg por hectare.

Na pecuária, dados da Pesquisa Trimestral de Abates do IBGE indicam que, nos três primeiros trimestres de 2025, foram abatidos 2,7 milhões de bovinos, com produção de 654,4 mil toneladas em carcaça, altas de 9,4% e 6,5%, respectivamente, na comparação anual. A produção de leite alcançou 405,6 milhões de litros, crescimento de 2,3%.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária de Rondônia em 2026 está estimado em R$ 30,2 bilhões, 0,9% abaixo do registrado em 2025. Segundo o levantamento, banana, mandioca e bovinos apresentam melhor desempenho relativo no período. As exportações de carne bovina in natura, soja e milho do estado somaram quase US$ 2,7 bilhões nos dez primeiros meses de 2025, conforme o informativo.





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RS pode ter El Niño e mudanças no clima nos próximos meses


A previsão climática para o Rio Grande do Sul indica um enfraquecimento gradual do fenômeno La Niña nos próximos meses, com alta probabilidade de transição para El Niño entre abril e junho. A informação foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, com base em projeções do APEC Climate Center. “A previsão aponta 84,6% de probabilidade de transição de condições de neutralidade para condições de El Niño durante o trimestre abril-maio-junho”, informa o comunicado.

Os dados integram o Boletim Trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul, elaborado com base em modelo estatístico do Instituto Nacional de Meteorologia. Segundo o boletim, “as previsões apresentadas são baseadas no modelo estatístico do Inmet”, reunindo análises de entidades ligadas ao clima e à agricultura.

Para abril, o prognóstico indica chuvas irregulares, com volumes próximos ou ligeiramente abaixo da média na maior parte do estado, e registros pontuais acima da média. Já para maio e junho, a tendência é de precipitações próximas a ligeiramente acima da média. “Há uma maior tendência de que as chuvas fiquem próximas a ligeiramente acima da média na maior parte do estado”, aponta o documento.

As temperaturas devem apresentar variações ao longo do trimestre, alternando períodos de calor e incursões de massas de ar frio. “As temperaturas do ar devem sofrer grande variabilidade ao longo do trimestre”, com tendência de valores entre normal e ligeiramente acima da média, segundo o boletim.

O documento também orienta produtores sobre o manejo das lavouras de verão em fase final. “Colher e armazenar os grãos assim que atingir a maturação (ponto de colheita)” e “utilizar estratégias para manter a cobertura dos solos após a colheita” estão entre as recomendações, além da preparação antecipada de áreas destinadas ao arroz diante da expectativa de chuvas mais frequentes nos meses seguintes.

Para as culturas de inverno, o boletim recomenda planejamento da semeadura dentro do zoneamento agrícola e atenção ao controle de doenças. “Nos cereais, utilizar, preferencialmente, cultivares resistentes a doenças considerando o prognóstico de chuvas acima da média no período” e “evitar semeaduras em solos excessivamente úmidos” são orientações destacadas.

No caso das hortaliças, o documento indica atenção ao manejo hídrico e fitossanitário. “A irregularidade das chuvas em abril demanda atenção especial ao manejo da irrigação”, enquanto o aumento das precipitações em maio e junho “tende a favorecer a incidência de doenças”. Em ambientes protegidos, o controle de ventilação e umidade é apontado como medida necessária.

Para a fruticultura, o boletim recomenda práticas voltadas à conservação do solo e ao manejo adequado das plantas. “Implantar ou manter a cobertura vegetal nos pomares” e “realizar adubação somente quando o solo apresentar umidade adequada” estão entre as orientações, além de atenção ao monitoramento de horas de frio.

Na silvicultura, a recomendação é adiar os plantios de outono para períodos com maior disponibilidade hídrica. “Postergar os plantios de outono para meados a final de maio em diante” é indicado, considerando também menor risco de frio intenso no inverno.

Para as forrageiras e o manejo animal, o boletim orienta antecipação da semeadura de espécies de inverno e cuidados com o manejo das pastagens. “Realizar a semeadura de forrageiras de inverno […] o mais cedo possível, desde que haja condições de umidade adequada” e “reduzir a carga animal em pastagens naturais” são medidas recomendadas, além de atenção ao estresse térmico. “Os produtores rurais devem ficar atentos ao manejo dos animais […] para evitar prejuízos econômicos devido ao estresse térmico”, conclui o documento.





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Brasil cria rota para evitar Estreito de Ormuz e garantir envio de exportações


Reprodução Canal Rural

Na busca por alternativas diante das instabilidades no Estreito de Ormuz, o Ministério da Agricultura e Pecuária firmou um acordo com a Turquia para garantir o envio das exportações agropecuárias brasileiras por uma nova rota. A pasta informou que obteve um certificado sanitário que permite o trânsito, especialmente de produtos de origem animal, além do armazenamento temporário das cargas em território turco antes de seguirem ao destino final. Na prática, as mercadorias passam a evitar o Golfo Pérsico.

Segundo o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, a alternativa é viável, mas não sem custos. “Não há dúvida de que é uma alternativa. Agora, mais barato não é”, afirmou. Ele lembra que os países árabes dependem de cerca de 90% dos alimentos que consomem, com forte demanda por carne bovina e de frango, o que impõe regras rigorosas desde o processamento até o transporte.

Com a paralisação da rota tradicional pelo Golfo de Omã e pelo Estreito de Ormuz, a nova logística passa a combinar transporte marítimo e terrestre. As cargas seguem por navio até a Turquia e, depois, são distribuídas por rodovias ou ferrovias. Nesse processo, os produtos precisam permanecer em território turco, em áreas específicas, onde recebem certificação sanitária. “A Turquia daria o certificado sanitário e garantiria a qualidade dentro dos critérios exigidos pelos compradores”, explicou.

A escolha do país também está ligada ao perfil religioso. Com cerca de 90% da população muçulmana, a Turquia atende às exigências dos mercados importadores. Ainda assim, o impacto nos custos é significativo. “O seguro para aquela região já subiu em torno de 10 vezes”, destacou Daoud, ao ressaltar que, em alguns casos, seguradoras já evitam operar na rota tradicional.

Além do seguro, o frete também é pressionado pelo aumento do combustível e pela maior complexidade logística. Segundo o analista, o custo total das operações pode subir perto de 300%. Mesmo assim, a demanda segue firme. “Os países árabes precisam da comida”, disse, destacando que exportadores e importadores devem dividir esse custo adicional.

A nova rota marítima parte da costa brasileira, sobe pelo Atlântico Norte, entra pelo Estreito de Gibraltar, cruza o Mar Mediterrâneo e chega à Turquia. A partir daí, a distribuição segue por via terrestre, com envio por trem ou caminhão para países do Oriente Médio. As cargas podem, inclusive, permanecer armazenadas em contêineres refrigerados no território turco antes da redistribuição.

Na etapa terrestre, a Turquia passa a atuar como ponto de distribuição logística. A partir do país, os produtos seguem por ferrovia ou rodovia, com possibilidade de envio ao Irã por trem, além de outros destinos na região. Essa estrutura garante a continuidade do fluxo de proteínas como carne bovina e de frango.

Com a certificação sanitária concedida pela Turquia, há a garantia de que a carga brasileira mantém os padrões exigidos pelos importadores, desde a saída dos portos até a entrega final, atendendo inclusive critérios específicos como os do abate halal.

Na prática, a operação passa a combinar transporte marítimo e terrestre, com apoio logístico em território turco. Apesar de viabilizar o comércio, o modelo eleva significativamente os custos. “É a opção disponível. Não tem outra alternativa. Vai ficar mais caro, mas é uma solução”, resume Miguel Daoud.

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Onda de calor pode durar semanas no Brasil


Uma bolha de calor deve se formar sobre o centro-sul do Brasil, elevando as temperaturas acima da média em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, segundo informações do Meteored. A condição pode persistir ao longo de abril, com impacto prolongado nas temperaturas da região.

Após um período de queda nas temperaturas na Região Sul, provocado por nebulosidade e chuvas associadas à passagem de um sistema frontal, os termômetros voltam a subir no fim da semana. “As temperaturas já voltam a subir no final desta semana — e podem persistir por muito tempo, potencialmente semanas”, aponta a análise.

A tendência é de elevação gradual das temperaturas nos próximos dias, com máximas que podem alcançar até 36°C no oeste do Paraná e do Rio Grande do Sul entre sábado (28) e domingo (29). “Já no final de semana, as temperaturas estarão retornando a patamares mais altos”, indica o levantamento.

De acordo com as previsões, esse cenário marca o início da formação de uma massa de ar quente persistente. “Previsões climáticas indicam que essa situação é o início da formação de uma bolha de ar quente que pode persistir, potencialmente, por várias semanas”, informa o Meteored, destacando que o fenômeno deve manter temperaturas acima da média no fim de março e na primeira quinzena de abril.

Os modelos indicam anomalias de até 3°C acima da média na Região Sul, com reflexos também no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. “As temperaturas média até 3°C acima da média se estendem também” a esses estados, reforçando a tendência de aquecimento.

O cenário aponta para uma onda de calor persistente no centro-sul do país, com possibilidade de alcance regional. “Será capaz de abranger até mesmo outros países em abril”, como Argentina, Paraguai e Uruguai, que podem registrar temperaturas ainda mais elevadas.

A intensificação do calor deve ocorrer entre 30 de março e 6 de abril. “Tudo indica que essa situação vai continuar ao longo de todo o mês de abril”, aponta a análise, indicando persistência do padrão atmosférico.

O comportamento das temperaturas também levanta indicativos para o inverno. “Esse calor já começa a sinalizar a possível chegada de um inverno mais quente do que o normal”, em um cenário associado à formação do El Niño, cuja consolidação é prevista para o final do outono.

Apesar de especulações sobre frio intenso, o levantamento descarta esse cenário. “Não há nenhum indício, nos dados e previsões atuais, de que o inverno de 2026 vá se mostrar mais frio que o normal”, conclui o Meteored.





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Boi gordo renova máximas e mantém mercado firme no Brasil


Boi gordo no pasto
Foto: Semagro/MS

O mercado do boi gordo segue em alta no Brasil, com renovação de máximas históricas em importantes praças ao longo desta semana. O movimento é sustentado pela oferta controlada de animais, boa demanda interna e desempenho consistente das exportações.

Segundo a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, o avanço dos preços não está restrito a uma única região. “Vimos movimentações interessantes, com alta. Ontem mesmo, a praça paulista renovou sua máxima histórica, com a arroba a R$ 353,67. Isso não é algo pontual e se estende para outras regiões que também atingiram máximas da série”, afirmou.

O cenário também é favorecido pelas boas condições de pastagem, que permitem ao pecuarista dosar a oferta de animais terminados. Com isso, as escalas de abate seguem encurtadas e pressionadas, com média inferior a oito dias. “A oferta ganha tração com as chuvas e o pasto, o que permite um melhor gerenciamento da venda de animais”, explicou.

No mercado futuro, o viés permanece positivo, refletindo o otimismo dos agentes diante da combinação de oferta restrita e demanda aquecida.

Pelo lado do consumo, os preços no atacado paulista acima de R$ 23 por quilo seguem dando sustentação ao mercado, com uma demanda considerada resiliente e bom escoamento da carne.

No comércio exterior, o Brasil mantém desempenho consistente. Apesar da desaceleração no ritmo de crescimento dos embarques em março, após recordes no primeiro bimestre, as exportações continuam em patamar elevado. A estratégia inclui a dosagem das remessas à China, buscando um melhor aproveitamento da cota disponível no mercado chinês.

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