domingo, maio 17, 2026

Autor: Redação

News

Brasil vai reforçar comércio com 3 regiões do globo para ‘substituir’ EUA, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, se pronunciou em rede social da pasta a respeito da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em taxar em 50% as exportações brasileiras ao país.

No vídeo, o titular da pasta chama a medida de “ação indecente do governo norte-americano” e destaca que o Mapa está agindo de forma proativa em busca de uma solução.

“Telefonei para as principais entidades representativas dos setores mais afetados, o setor de suco de laranja, o setor de carne bovina e o setor de café, para que possamos, juntos, ampliar as ações que já estamos realizando nos dois anos e meio do governo do presidente Lula: em ampliar mercados, reduzir barreiras comerciais e dar oportunidade de crescimento para a agropecuária brasileira”, ressaltou.

Fávaro destaca que reforçará ações de abertura de mercados, buscando os centros mais importantes do Oriente Médio, do Sul Asiático e do Sul Global, que têm grande potencial consumidor e podem ser uma alternativa para as exportações brasileiras.

“As ações diplomáticas do Brasil estão sendo tomadas em reciprocidade. As ações proativas acontecerão aqui no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para minimizar os impactos. Aqui é a casa da agropecuária brasileira. Estamos juntos e vamos superar este momento difícil”, finaliza o ministro.

Ainda nesta quinta-feira, o Itamaraty divulgou nota com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No texto, há o reforço de que o Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém.





Source link

News

Nordeste pode perder R$ 16 bilhões ao ano com tarifa de 50% sobre o Brasil



Ceará, Bahia e Maranhão devem ser os estados do Nordeste brasileiro mais prejudicados após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras por parte dos Estados Unidos.

A conclusão é da Coordenação de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que fez uma sondagem para verificar os possíveis impactos da taxação para a Região Nordeste do país.

Só este ano, até o mês de junho, a pauta de exportações do Nordeste para os Estados Unidos somou US$ 1,58 bilhão, o equivalente a R$ 8,7 bilhões, sendo o principal exportador o estado do Ceará, seguido por Bahia e Maranhão. Juntos, eles representaram 84,2% do total exportado.

De acordo com o estudo, em 2024, Bahia, Maranhão, Ceará e Pernambuco protagonizaram as exportações para os norte-americanos, sendo responsáveis por US$ 2,5 bilhões, aproximadamente R$ 14 bilhões.

Nesse período, em sua totalidade, a Região exportou pouco mais de R$ 15,6 bilhões, considerando o valor do dólar desta quinta-feira (10).

O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, argumenta que não há ganhadores, só perdedores na sobretaxa anunciada por Trump. “Ao mesmo tempo em que um país exporta, também é importador. O mercado nordestino importou quase US$ 6 bilhões, ou seja, R$ 33,5 bilhões, em 2024 em produtos norte-americanos. Aplicando a regra da reciprocidade, os norte-americanos têm bem mais a perder do que a ganhar com a medida de seu presidente”, destacou.

‘Consequências indiretas mais pesadas’

O coordenador de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Sudene, José Farias, classifica a medida de Donald Trump como um “aumento absurdo de tarifa” e diz que, naturalmente, os compradores norte-americanos devem procurar outros fornecedores no mercado mundial.

Para ele, esse desdobramento reflete não apenas na perda do PIB e de empregos, mas também traz “consequências indiretas bem mais pesadas sobre a cadeia produtiva regional, pois os produtos exportados, em geral, suportam uma longa cadeia de atividades no território, mesmo para aqueles produtos primários, como é o caso do cacau enviado para os Estados Unidos.”

O coordenador ainda enfatiza que o aumento das tarifas pode levar a perdas relevantes para os pequenos agricultores e até mesmo para a indústria, principalmente para os quatro estados que mais exportam para os Estados Unidos.

“Estamos falando de uma pauta muito diversificada, indo desde ligas de aço, passando por pastas químicas, pneus e variados produtos da agropecuária que, neste caso, são tipicamente commodities”, reforça.

Produtos do Nordeste aos EUA

Entre os produtos exportados por cada estado, destacam-se:

  • Ceará: frutas, pescados e calçados. “Neste estado, há alta concentração em produtos com valor agregado médio, que podem perder competitividade com taxação adicional”, diz Farias
  • Bahia: cacau, óleos, pneumáticos, frutas, com impacto significativo em setores como cacau (US$ 46 milhões) e pneumáticos (US$ 42 milhões).
  • Maranhão: pastas químicas e minérios.



Source link

News

El Salvador abre mercado para carne bovina brasileira



O governo de El Salvador aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a importação de carne bovina do Brasil, segundo anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida representa mais uma vitória para o agronegócio nacional, que segue ampliando sua presença no mercado internacional de exportações.

Com isso, o número de aberturas de mercado alcança 392 desde o início de 2023, resultado de uma atuação coordenada entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). A nova habilitação reforça a confiança internacional na qualidade sanitária e na rastreabilidade da carne brasileira.

Exportações para El Salvador devem crescer nos próximos meses

Em 2024, o Brasil já exportou mais de US$ 105 milhões em produtos do agro para El Salvador. A expectativa é de crescimento expressivo nas vendas de carne bovina, considerando que o país centro-americano importou mais de US$ 283 milhões desse produto no último ano.

Colágeno bovino brasileiro chega à Malásia

Além da habilitação em El Salvador, o Brasil também obteve, recentemente, autorização para exportar colágeno bovino para a Malásia. O produto é utilizado por diversos setores, como o alimentício, farmacêutico e cosmético, e amplia a presença de insumos de origem bovina em mercados asiáticos estratégicos.

Essa conquista sinaliza o avanço da agroindústria brasileira em segmentos de maior valor agregado, reforçando a versatilidade e competitividade do setor exportador nacional. Ao ampliar o acesso a mercados como El Salvador e Malásia, o país reduz a dependência de grandes compradores tradicionais e abre espaço para novos fluxos de receita.



Source link

News

Ainda tem frio e até chuva em áreas do Brasil nesta sexta-feira; veja previsão da Climatempo



Nesta sexta-feira (11), o tempo firme continua predominando sobre grande parte do Brasil, segundo a previsão da Climatempo. O sol aparece entre poucas nuvens em boa parte do Sudeste, no Centro-Oeste e no interior do Nordeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Nessas regiões, a umidade relativa do ar cai durante a tarde e pode ficar abaixo de 30%, especialmente no interior de São Paulo, Triângulo Mineiro, boa parte dos estados do Centro-Oeste, interior do Nordeste, Tocantins, Rondônia, metade sul do Pará e sudeste do Amazonas.

Os índices de umidade ficam ainda mais críticos entre o norte de Mato Grosso e o Pará, além do noroeste de Mato Grosso do Sul e extremo sul mato-grossense, onde os valores podem ficar abaixo de 20%, caracterizando estado de alerta para baixa umidade.

No Espírito Santo e sul da Bahia, são previstas pancadas de chuva que podem ser fortes. Já entre Alagoas e Paraíba, a chuva tende a ser intensa, com risco de temporais, devido aos ventos úmidos que sopram do oceano para o continente e à circulação de ventos em baixos níveis da atmosfera.

Na região Norte, chove a qualquer momento do dia no Amazonas, Roraima e Amapá, com temporais mais concentrados no período da tarde.

No Sul, o predomínio é de tempo firme, com temperaturas baixas ao amanhecer e possibilidade de geada isolada em pontos da serra catarinense. Durante a tarde, as temperaturas se elevam, mas permanecem mais amenas, especialmente no Rio Grande do Sul.

O amanhecer também será frio em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, com chance de formação de nevoeiro em áreas que vão do Sul ao Sudeste, incluindo as capitais Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.



Source link

News

Indea multa produtores durante o período de vazio sanitário em MT



O vazio sanitário da soja começou em junho, em Mato Grosso, e já acende o alerta das autoridades. Em apenas um mês, 12 produtores foram multados por descumprirem a norma que proíbe a presença de plantas vivas nas lavouras durante o período. A medida, que segue até 6 de setembro, é essencial para conter a ferrugem asiática.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), entre os dias 8 de junho e 6 de julho, foram realizadas mais de 2 mil fiscalizações. Nessas ações, foram aplicados 12 autos de infração que somam cerca de 1,6 mil Unidades Padrão Fiscal (UPFs).

A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que compromete o desenvolvimento da planta e pode gerar perdas na produção. Ela se espalha facilmente, principalmente em períodos chuvosos, e exige o uso constante de defensivos agrícolas, o que eleva os custos para os produtores.

O que é o vazio sanitário da soja?

O vazio sanitário da soja é uma estratégia de manejo fitossanitário que determina a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras por um período de 90 dias. A medida impede que o fungo causador da ferrugem sobreviva entre uma safra e outra.

Como identificar a ferrugem asiática na lavoura:

  • Manchas amareladas nas folhas, nos estágios iniciais;
  • Pontos marrons (ou cor de ferrugem) na parte inferior das folhas;
  • Queda precoce da folhagem;
  • Grãos malformados ou com peso abaixo do ideal;
  • Redução na produtividade geral da lavoura.



Source link

News

Após 11 anos, Acácia FIV supera recorde na categoria vaca jovem do Guzerá Leiteiro


 

A raça Guzerá Leiteiro acaba de alcançar um novo marco histórico. A matriz GenBra Acácia FIV registrou 10.801 kg de leite aos 360 dias de lactação, superando o recorde anterior de Haical FIV Boa Lembrança, que era de 9.689 kg, e permanecia imbatível há mais de 11 anos na categoria vaca jovem — destinada a fêmeas com parto até os 48 meses.

O feito reforça a força da linhagem Ciranda Boa Lembrança, já que tanto Haical quanto Acácia são descendentes diretas dessa matriz fundadora. Com isso, a GenBra Agropecuária passa a deter os recordes mundiais nas três categorias máximas da raça: fêmea jovem, vaca jovem e vaca adulta.

“Esse era o recorde que faltava para a GenBra. Já tínhamos a recordista vaca adulta e a recordista fêmea jovem. Agora completamos o ciclo com um feito técnico e genético que consolida nosso trabalho de seleção ao longo dos anos”, destaca Eros Gazzinelli, sócio-proprietário da GenBra Agropecuária ao Canal do Criador.

Eros Gazzinelli, da GenBra Agropecuária, segura troféu e certificado em homenagem à vaca Acácia FIV, nova recordista na categoria vaca jovem do Guzerá Leiteiro.Eros Gazzinelli, da GenBra Agropecuária, segura troféu e certificado em homenagem à vaca Acácia FIV, nova recordista na categoria vaca jovem do Guzerá Leiteiro.
Eros Gazzinelli, da GenBra, comemora o feito histórico de Acácia FIV durante premiação. Foto: Patrick Vitoriano e Marcelo Cordeiro

Genética consistente, de ponta a ponta

O desempenho da Acácia é resultado de um projeto de melhoramento genético sólido e baseado em dados. Pela linha materna, ela é filha de Juruá FIV Boa Lembrança, vaca ranqueada entre as melhores do país, com DEP de +888kg de leite em 2025, conforme o Programa Nacional de Melhoramento do Guzerá para Leite – Avaliação Genética Nacional do CBMG/Ministério da Agricultura e Pecuária.

Juruá também foi campeã de Progênie de Mãe na ExpoZebu 2025 e também é mãe de animais como Panamá FIV Boa Lembrança.

Já pela linha paterna, Acácia é filha de Cravo TE PEAC, que já liderou o Sumário de Touros Guzerá Leiteiro e se destaca por ser um dos poucos líderes sem sangue do tradicional Édipo de Alagoinha. Cravo também é pai de GenBra Alkaia FIV, recordista anterior na categoria fêmea jovem.

“Todas essas recordistas estão no topo do sumário. A vaca adulta é filha do Remanso, que foi líder do sumário por muitos anos. A Acácia e a Alkaia, irmãs por parte de pai, são filhas do Cravo — outro touro que também liderou o sumário. Essa consistência mostra que o resultado vem de um trabalho técnico bem planejado”, reforça Eros.

Leia também: Touro de central ou de campo? O que o produtor deve considerar na escolha

Manejo técnico e bem-estar no centro da produção

Além da genética, a alta performance da Acácia é reflexo de um manejo nutricional e sanitário de excelência.

“Esse é um animal que teve suplementação feita por profissionais. Um sistema balanceado de feno, ração de qualidade, silo excelente, água e minerais em abundância. É importante deixar claro: ela não produziu esse leite só a pasto. A vaca cobra para dar leite — ela precisa comer bem, beber, estar tranquila, em conforto térmico, sem estresse. E foi exatamente isso que oferecemos”,reforça.

O protocolo de manejo da GenBra prioriza a doma racional, o bem-estar animal e o acompanhamento técnico individualizado desde os primeiros meses de vida.

GenBra Acácia FIV: Uma matriz feita para brilhar

Antes mesmo de seu primeiro parto natural, Acácia já produzia prenhezes via FIV. E os resultados logo apareceram nas pistas:

“Ela ganhou três campeonatos na ExpoZebu 2024, dois na ExpoZebu 2025 e, agora, foi campeã de progênie de mãe na Megaleite. Entre dez lotes, ela se destacou. Acácia não é apenas uma recordista — é uma matriz consolidada, que entrega o que prometeu,”afirma.

O Guzerá Leiteiro sob os holofotes

A quebra de um recorde tão duradouro repercute dentro e fora da raça. Para Eros, a Acácia representa o animal completo:

“Se você quer alto valor genético, ela te entrega. Se precisa melhorar úbere, temperamento, conformação ou desempenho, ela também entrega. Ela lidera o ranking de matrizes em 2025 e quebra um recorde que durava 11 anos. É um animal que joga luz sobre o que há de mais moderno, eficiente e equilibrado na raça”, finaliza.



Source link

News

Pescadores e agricultores de Mariana começam a receber reparação



Pescadores artesanais e agricultores familiares atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração da empresa Samarco, em Mariana, Minas Gerais, começaram a receber nesta quinta-feira (10) o Programa de Transferência de Renda (PTR) no valor de 1,5 salário mínimo.

O pagamento é parte do último acordo para compensar os danos causados pelo desastre ocorrido há quase dez anos, em novembro de 2015.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores têm direito à renda que será paga ao longo de quatro anos. São trabalhadores do Espírito Santo e de Minas Gerais que ficaram sem fonte de renda depois que a lama tóxica despejada com o rompimento da barragem contaminou rios e matou peixes e animais.

“Nós consideramos que é um avanço terem reconhecido a necessidade de um programa de transferência de renda, visto que os programas anteriores de auxílios mensais eram insuficientes para o tipo de dano de problema gerado”, afirma Thiago Alves, integrante da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens.

Pagamentos pela Caixa

Os valores serão pagos pela Caixa Econômica Federal em conta poupança e poderão ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, sendo possível pagar contas, fazer transferências e realizar compras com o cartão de débito virtual.

Os pescadores e agricultores também receberão um cartão de débito físico que será disponibilizado na agência de seu município.

Ao todo serão destinados R$ 3,7 bilhões a serem pagos em parcelas de 1,5 salário mínimo em 36 meses e mais 12 parcelas de um salário mínimo.

O valor é referente a parte do total de R$ 100 bilhões repassados aos entes públicos após um acordo de repactuação entre as empresas sócias da Samarco, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a Defensoria Pública da União e o Judiciário.

O acordo foi homologado em 2024 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e define ainda um programa de recuperação econômica, com investimentos em medidas de saúde, educação e projetos sociais.

“As pessoas atingidas integram uma camada muito empobrecida da população, que foi ainda mais empobrecida pelo rompimento. No geral, é uma camada que vive na informalidade, principalmente os pescadores, a maioria vive sem documentos ou com documentos que não são registros profissionais”, conta.

Exclusão de atingidos

A partir desse perfil, o Movimento dos Atingidos por Barragens entende que o número de trabalhadores alcançados pelo Programa de Transferência de Renda ainda é subestimado.

“A exigência do Registro Geral da Pesca, o RGT, e do CAF, o Cadastro da Agricultura Familiar, apesar de serem documentos básicos da política pública, exclui muitos atingidos, que além dos prejuízos causados pelo rompimento ainda perderam a confiabilidade de seus produtos pela contaminação”, diz Thiago Alves.

Na avaliação do integrante do movimento, é necessário acelerar a destinação dos recursos às outras medidas previstas no acordo que também alcançam essa população. “O tempo está passando e existe um tempo jurídico formal, que, inclusive, é impactado pelas eleições, portanto é importante ter urgência nessa implementação”.



Source link

News

Vai ter horário de verão em 2025? Saiba mais



A implementação do horário de verão volta ser discutida no Brasil. Isso está ocorrendo por conta da preocupação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com o atendimento da ponta de consumo de energia elétrica no país, que se agravou no Plano de Operação Energética (PEN) para o período de 2025-2029, de acordo com o diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato.

Segundo ele, é possível que este ano seja recomendado ao governo o uso do horário de verão para obter pelo menos mais 2 gigawatts (GW) de reforço no Sistema Interligado Nacional (SIN). A decisão precisa ser tomada em agosto, já que a medida requer três meses de antecedência para ser implantada.

“O PEN olha se a quantidade de geração disponível, no sentido amplo, se os recursos que temos atendem o consumo do Brasil. O PEN 2025-2029 confirmou o diagnóstico do ano passado e mostrou agravamento do déficit de potência”, disse Zucarato. “Eventualmente, podemos recomendar horário de verão como imprescindível”.

Segundo ele, como este ano não houve leilão, “apesar da recomendação feita desde 2021 para que fossem realizados leilões anuais”, além das medidas já tomadas – como a antecipação da entrada de projetos do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2021 e maior uso de térmicas -, o ONS poderá também importar 2,5 GW de energia de países vizinhos.

“O que a gente observa, e isso é um repeteco das conclusões que nós chegamos já desde o PEN de 2021, é que a gente está observando que o sistema está sobreofertado de energia, mas em 2021 a gente enxergava no final do horizonte a violação do critério de potência. Mas, enfim, o futuro chegou. Aquilo que era final do horizonte virou o início do horizonte”, destacou o diretor.

Outra medida adotada para evitar problemas no SIN, a resposta da demanda para o atendimento da ponta (de consumo), terá seu volume conhecido no próximo dia 16 de julho, quando serão contratadas as reduções de carga de grandes consumidores. No ano passado, esse instrumento gerou apenas 100 megawatts (MW) de economia. “O consumidor oferta a redução do seu consumo em determinados horários do dia mediante o pagamento de uma compensação”, explicou.

Zucarato destacou que a geração de energia realmente cresceu no País, mas puxada pela energia solar, que, naturalmente, não produz à noite e não garante potência. “A MMGD (mini e microgeração distribuída solar) no PEN 2025-29 sai de 35 GW para 64 GW. A solar centralizada de 16,5 GW para 24 GW e a eólica de 32,5 GW para 36 GW”, informou.

“Então, basicamente, isso explica todo esse crescimento de 232 GW para 268 GW no SIN entre 2025 e 2029, são quase 40 GW de solar, que não atende a ponta noturna”, ressaltou. “E é aí que a gente enxerga que o critério de atendimento da ponta, que já não estava atendido, fica menos atendido ainda. Ou seja, esse déficit estrutural se aprofunda”, afirmou.

Para Zucarato, se as chuvas atrasarem novamente este ano, os meses mais críticos serão outubro e novembro, e a solução será realizar o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) o mais rápido possível em 2026. “O principal recado do PEN é, repetindo o que a gente viu no ano passado, a gente não está atendendo os critérios de potência e a situação se agravou pelo aumento da demanda prevista. Então isso significa que para 2025 já não tem mais o que fazer porque não dá mais tempo de se fazer nenhum leilão para contratar potência para 2025. A próxima janela de necessidade vista no escuro é o ano que vem”, explicou.



Source link

News

Costa Rica passará a importar arroz brasileiro em casca e polido



O governo da Costa Rica passará a comprar arroz em casca e arroz polido do Brasil, anunciou nessa quarta-feira (9) o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Essas aberturas podem ampliar a presença do arroz brasileiro na América Central, região que depende de importações desse cereal para garantir o abastecimento interno”, disse a pasta, em nota.

Com cerca de 5,2 milhões de habitantes, a Costa Rica importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para cereais, farinhas e preparações.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro chega próximo à marca de 400 aberturas de mercado desde o início de 2023, com 391. Nos últimos dias, país recebeu autorização para vender castanha de baru à União Europeia e colágeno bovino à Malasia.



Source link