A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (7), uma megaoperação contra um grupo suspeito de aplicar golpes em produtores rurais, especificamente na comercialização de milho. Nos últimos cinco anos, a quadrilha movimentou valores superiores a R$ 120 milhões.
A operação, apelidada de “Agrofraude”, visa desarticular uma associação criminosa especializada na prática de estelionato qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Como o golpe funcionava
Conhecido como “falso intermediário”, o golpe começou a ser investigado após diversas denúncias de vítimas lesadas. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos se passavam por compradores legítimos junto a corretores de grãos, obtendo informações reais sobre produtos disponíveis em fazendas, como fotos, vídeos, qualidade e quantidade.
Com os dados em mãos, os membros da quadrilha se passavam por vendedores frente a outros corretores e compradores, fechando os negócios fraudulentos.
Prejuízos milionários a produtores rurais
Apenas em Rio Verde, a prática criminosa vitimou mais de 10 pessoas, com prejuízos totais estimados em R$ 1 milhão. Além disso, as investigações se estenderam para outras regiões, e a operação foi realizada de forma simultânea em oito estados e no Distrito Federal:
Cuiabá (MT);
Várzea Grande (MT);
Brasília (DF);
Paraguaçu Paulista (SP);
Cascavel (PR);
Joinville (SC);
Portão (RS);
Manaus (AM);
Rio Branco (AC);
São Gonçalo do Piauí (PI).
Ao final da operação, foram expedidos 41 mandados judiciais contra os investigados, incluindo prisões, buscas e apreensões, além de bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens.
A escolha do capim ideal é um ponto de partida fundamental para a rentabilidade da pecuária, mas a decisão não deve se restringir apenas à textura do solo.
A dúvida sobre qual capim plantar em solo argiloso é comum, mas, segundo o engenheiro agrônomo Marcius Gracco, da Intensifique Consultoria, o fator mais importante para uma escolha acertada é o manejo proposto para a pastagem. Confira o vídeo.
Antigamente, algumas espécies, como a Tanzânia, eram frequentemente evitadas em solos argilosos devido ao risco de acúmulo de água e consequente problemas com fungos.
No entanto, o avanço da genética e as novas cultivares no mercado apresentam melhor sanidade, tornando a textura do solo um fator secundário na decisão estratégica.
A regra essencial para a escolha da forrageira deve ser a intensidade de produção que o pecuarista pretende aplicar. A decisão deve ser baseada no nível de investimento e na estratégia de pastejo, desde a alta lotação até o pastejo contínuo.
Para determinar o capim mais adequado, o produtor deve definir qual será o nível de investimento e intensificação no pasto, priorizando sempre a eficiência produtiva:
Alta lotação e intensificação
Se o objetivo é um sistema de alta produtividade, com investimento em piqueteamento, correção e adubação intensa, o foco deve ser nas espécies do gênero Panicum.
Exemplos: Mombaça, Zuri ou Massai.
Vantagem: possuem o maior potencial de produtividade.
Exigência: são as forrageiras mais exigentes em fertilidade do solo e manejo.
Pastejo contínuo e baixa intensidade
Se o sistema de produção for baseado no pastejo contínuo, com pouca ou nenhuma adubação, as espécies mais indicadas são as Braquiárias.
Exemplos: Piatã ou Marandu.
Vantagem: são mais “elásticas”, menos exigentes em manejo e requerem um pouco menos de fertilidade do solo.
Adaptação climática e recuperação de áreas
Além do manejo, a adaptação climática da região deve ser uma consideração crucial. Em áreas sujeitas a longos períodos de estiagem, por exemplo, o pecuarista deve buscar forrageiras com maior resistência à seca, como Paiaguás ou o próprio Massai.
Para situações em que não há condições de fazer a correção do solo, como em áreas degradadas ou juquiradas, o agrônomo recomenda o uso de espécies do tipo Humidícola. Este material é menos exigente em fertilidade inicial, embora ainda necessite de um manejo adequado, como o pastejo rotacionado, para evitar o pisoteio excessivo e a degradação.
Em resumo, a chave para o sucesso é o planejamento: o pecuarista deve focar no manejo que será proposto para a sua fazenda para, então, escolher o capim que melhor se alinhará à sua estratégia de produção e, consequentemente, à rentabilidade do seu negócio.
Os casos recentes de bebidas adulteradas com metanol, que resultaram em internações e mortes no Brasil, acenderam um alerta sobre um problema muito maior: a pirataria, a falsificação e a adulteração de produtos. Esse não é um fenômeno restrito ao consumo urbano e o agronegócio também sofre diretamente com ele. Trata-se de um inimigo silencioso, mas de efeitos devastadores para a economia, a saúde e o meio ambiente.
O setor convive com sementes piratas que não entregam a produtividade prometida, combustíveis adulterados que comprometem máquinas, defensivos agrícolas falsificados que ameaçam tanto a eficácia no combate a pragas quanto a segurança humana e ambiental.
No caso das sementes, a pirataria já responde por 11% da área plantada de soja no Brasil. O prejuízo estimado é bilionário: cerca de R$ 10 bilhões por ano para o setor, de acordo com a CropLife Brasil. Além do impacto econômico, há a perda de produtividade: em média, o uso de sementes piratas resulta em quatro sacas a menos por hectare, uma redução de até 17% no rendimento. Isso significa menos produção, mais custos e um agro menos competitivo.
A situação é igualmente grave no mercado de defensivos agrícolas. Segundo a Abifina, estima-se que um quarto de todo o mercado brasileiro seja ocupado por produtos ilegais ou falsificados, movimentando cerca de R$ 20 bilhões por ano fora da economia formal.
Esses produtos, muitas vezes contrabandeados ou adulterados, não passam por qualquer controle técnico. Resultado: falhas no combate a pragas, lavouras mais vulneráveis, aumento da necessidade de aplicações e riscos sérios de contaminação do solo, da água e até de intoxicação de trabalhadores rurais. Além disso, eles enfraquecem programas de manejo sustentável e favorecem a resistência de pragas.
Por trás de cada semente certificada ou defensivo agrícola regular existe um longo caminho de pesquisa e desenvolvimento. São anos de estudos, testes de campo, avaliações de segurança e análises regulatórias que envolvem pesquisadores, universidades e empresas. Um processo que garante qualidade, eficácia e segurança para produtores e consumidores.
Quando o produtor recorre a insumos piratas, ele não apenas coloca sua lavoura em risco: ele mina o investimento em ciência e tecnologia. Isso desestimula a inovação e compromete o futuro do agronegócio, que depende justamente de novas soluções para enfrentar pragas, mudanças climáticas e o desafio de produzir mais de forma sustentável. Valorizar o trabalho da ciência é também proteger o agro de práticas criminosas.
Hoje, a realidade é dura: para quem pratica esse tipo de crime, as penas ainda compensam. O risco jurídico é baixo, enquanto o ganho financeiro é alto. Essa equação, infelizmente, incentiva a continuidade da prática e fragiliza quem trabalha de forma séria e dentro da lei.
O Congresso já percebeu a gravidade da situação e deve pautar, na próxima semana, projetos de lei que endurecem as punições para falsificação, pirataria e adulteração de produtos. Se aprovadas, essas mudanças representarão um avanço importante. Penas mais rígidas podem, sim, ajudar a desestimular o crime. Mas precisamos reconhecer que esse é apenas um dos lados da equação.
A experiência brasileira já mostrou que leis mais duras, sozinhas, não bastam. Sem uma rede eficiente de fiscalização, a impunidade continua. É preciso que os órgãos competentes atuem de forma coordenada, com recursos humanos e tecnológicos suficientes para monitorar, identificar e punir quem coloca em risco o agro e a sociedade.
Ao mesmo tempo, a conscientização de produtores e consumidores é fundamental. Comprar produtos ou insumos de origem duvidosa, muitas vezes atraídos pelo preço mais baixo, pode parecer vantajoso no curto prazo, mas traz enormes prejuízos no médio e longo prazo, tanto financeiros quanto de credibilidade para todo o setor.
Os recentes casos de bebidas contaminadas com metanol deixam claro que não se trata apenas de um problema do campo ou da indústria, mas de um risco que atravessa fronteiras e chega à mesa de todos nós. Quando a pirataria prospera, todos estamos expostos, seja no copo, no prato ou no alimento que exportamos para o mundo.
O agro não pode, e o Brasil não deve tolerar a pirataria.
*Rebecca Lucena é diretora de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT)
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São Paulo recebe, nesta quarta-feira (8), a última edição do circuito Diálogos pelo Clima, promovido pela Embrapa, que ao longo dos últimos meses percorreu todos os biomas brasileiros em preparação para a COP30, que será realizada em 2025, em Belém, Pará.
O encontro terá como destaque o bioma da Mata Atlântica, com debates sobre agricultura conservacionista, saúde do solo, uso de bioinsumos e práticas de produção sustentável. O evento contará com a presença da CEO da COP30, Ana Toni, e do embaixador André Corrêa do Lago, além do pesquisador Carlos Nobre, referência mundial em mudanças climáticas.
De acordo com a diretora de Inovação e Transferência de Tecnologia da Embrapa e coordenadora da jornada, Ana Euler, o objetivo é consolidar as propostas discutidas nos encontros anteriores, realizados em regiões como Cerrado, Pantanal, Amazônia, Pampa e Caatinga, em um documento nacional que será entregue à presidência da COP30.
Segundo Ana Euler, o material reunirá contribuições sobre agricultura conservacionista, conservação da água, saúde do solo e o avanço da agricultura regenerativa.
“O mundo observa o Brasil e quer conhecer as boas práticas e tecnologias sustentáveis desenvolvidas aqui. Outro ponto forte é a inclusão socioprodutiva e digital, com destaque para a conectividade no campo e o uso de bioinsumos”, destaca.
Localização do evento
O evento será realizado no Cubo Itaú, em São Paulo, e marca o encerramento de uma jornada iniciada em maio, em Brasília. A carta final do circuito deve reunir diretrizes para uma agenda de ação climática com foco em mitigação, adaptação e resiliência dos sistemas produtivos.
Os exportadores brasileiros de café amargaram prejuízo de R$ 5,9 milhões em agosto devido à incapacidade dos portos de embarcar 624 mil sacas, o equivalente a 1.893 contêineres. O dado é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e inclui gastos extras com armazenagem e taxas cobradas por atrasos no embarque.
Além disso, a falha na logística impediu a entrada de R$ 1,2 bilhão em receita cambial naquele mês. O setor ainda enfrenta o tarifaço dos Estados Unidos, que atinge em cheio o café brasileiro.
Estrutura portuária no limite
O diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, alerta que a situação tende a se agravar sem investimentos imediatos em infraestrutura. “Os portos estão no limite da capacidade. O agronegócio cresce, mas a ampliação dos terminais e a diversificação dos modais de transporte não acompanham esse ritmo”, afirma.
Segundo o boletim mensal divulgado pela entidade, metade dos navios previstos para embarcar café em agosto sofreu atrasos ou alterações de escala. No Porto de Santos, responsável por mais de 80% das exportações do produto, 67% das embarcações enfrentaram atrasos, com esperas de até 47 dias.
Setor busca mudanças no marco regulatório
Para tentar destravar os gargalos, o Cecafé articula medidas com o governo e o Congresso. Em setembro, inclusive, a entidade se reuniu com o deputado Arthur Maia (União-BA), relator do Projeto de Lei 733/2025, que cria um novo marco regulatório para o sistema portuário brasileiro.
O texto propõe mais transparência nas tarifas, participação dos usuários de carga nos conselhos portuários e a criação de indicadores logísticos para acompanhar o desempenho dos terminais.
Além disso, existe o pedido de audiência pública na Câmara, em parceria com o deputado Evair de Melo (PP-ES), para discutir os impactos da lentidão nos processos da Antaq, como o leilão do terminal Tecon Santos 10, ainda sem definição.
“Sem ampliar a capacidade e reduzir a burocracia, o país continuará perdendo competitividade e acumulando prejuízos”, resume Heron.
Na última sexta-feira (3), o município de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, recebeu a Abertura Nacional do Plantio de Soja safra 2025/26, evento que marcou o início oficial da nova temporada da soja e do Projeto Soja Brasil. Parceiros, autoridades, produtores rurais e representantes do setor se reuniram na Fazenda Recanto o acompanhamento constante do projeto ao longo dos anos.
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Entre os presentes, esteve Adilson Oliveira Jr, chefe-adjunto administrativo da Embrapa Soja, que destacou a força da parceria entre ciência e campo. “Não existe sucesso maior do que a soja. O produtor rural, aliado à ciência e à tecnologia, forma uma combinação que nos permite crescer ainda mais como país. Em nome da Embrapa, agradeço e desejo uma ótima safra a todos”, afirmou.
Durante a cerimônia, foi exibido um vídeo institucional da Ihara, em comemoração aos 60 anos da empresa. O gerente comercial da Ihara, Rafael Scapini, reforçou o orgulho da parceria com o Soja Brasil. “Estamos há mais de 10 anos ao lado do projeto, apoiando o Canal Rural e os produtores. A cada safra, plantamos também esperança em um novo ciclo. Temos soluções completas para o sojicultor em todas as fases da lavoura, fruto da união entre trabalho, inovação e confiança”, destacou.
O evento também contou com um vídeo de Mauro Correia, CEO da Mitsubishi Motors, que ressaltou a evolução do agronegócio e o papel das novas tecnologias. “Essa safra tende a ser recorde, o que mostra o quanto o setor evoluiu, especialmente em tecnologia e novos conceitos. Vivemos uma nova geração de produtores, atentos à conectividade e à inovação. A nova geração de picapes da Mitsubishi foi desenvolvida para atender esse público, mais robustas, tecnológicas e premiadas em todo o Brasil”, afirmou.
Representando a Profarm, a country manager Susana Martins Carvalho também discursou durante a abertura. “É um prazer estar aqui na Fazenda Recanto e participar deste momento simbólico para a safra 2025/26. Agradeço à família Basso, ao Canal Rural, à Aprosoja Brasil e a todos os produtores e suas famílias. A Profarm atua há 27 anos no Brasil com um portfólio completo de biosoluções. Caminhamos ao lado do produtor, oferecendo tecnologias que aumentam a produtividade e a sustentabilidade da soja”, destacou.
O gerente regional da Bayer Brasil, Diego Lohmann Bortolini, reforçou a importância do Mato Grosso do Sul para a empresa. “Foi aqui que registramos uma das maiores adoções das nossas biotecnologias. Lançamos a primeira geração da Intacta em 2012 e, em 2021, a Intacta 2. É uma grande satisfação ver a força dessa tecnologia entre os produtores sul-mato-grossenses”, disse.
Patrocinadora local, a Fendt também marcou presença. A empresa apresentou o trator Fendt 728, de 280 cavalos, além de outros modelos da série 900 e 1000 Vario, e uma linha completa de plantadeiras e colheitadeiras. “O público pôde conhecer de perto todas as tecnologias embarcadas para o plantio e colheita. É uma oportunidade de mostrar como a Fendt está preparada para atender o produtor em todas as etapas da produção”, destacou Rafael Pereira, coordenador comercial da marca.
Entre esta terça-feira (7) e sexta-feira (10), a chegada de uma frente fria em São Paulo deve provocar pancadas de chuva fortes, acompanhadas de rajadas de vento com possibilidade de queda de granizo e descargas elétricas em várias regiões do estado.
Com a entrada da frente fria, as temperaturas devem cair de forma acentuada e a umidade aumentar, especialmente na zona leste de São Paulo.
De acordo com os modelos meteorológicos, há condições para temporais e acumulados de chuva entre terça-feira (7) e sexta-feira (10), especialmente na região metropolitana, Baixada Santista, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, litoral norte, Serra da Mantiqueira e nas regiões de Itapeva, Campinas e Sorocaba.
Nas regiões de Presidente Prudente, Marília, São José do Rio Preto, Araçatuba, Bauru, Araraquara, Ribeirão Preto, Franca e Barretos, os acumulados devem ser moderados, com maior intensidade entre quinta-feira (9) e sexta-feira (10).
Recorde de temperaturas
Nesta segunda-feira (7), as temperaturas ultrapassaram os recordes anteriores de 2025, com destaque para Santos e Araçatuba, que superaram os 40 °C. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil, a capital paulista atingiu 35,1°C, a maior marca do ano, superando o recorde de 34,7 °C registrado em março.
O calor intenso desta segunda-feira foi provocado por um sistema pré-frontal, fenômeno que antecede a chegada de frentes frias.
Orientação à população
A Defesa Civil orienta que a população tenha atenção redobrada durante esta semana, pois há risco de alagamentos, deslizamentos e quedas de árvores.
Principais recomendações
Não enfrentar enxurradas;
Evitar áreas alagadas;
Redobrar o cuidado em locais com histórico de deslizamento:
Manter-se afastado de janelas durante tempestades;
Não se abrigar embaixo de árvores ou estruturas metálicas.
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A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (03) em queda, após um dia de forte volatilidade. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento refletiu o rápido avanço da colheita nos Estados Unidos e a ausência de dados oficiais em meio à paralisação do governo norte-americano, o que trouxe cautela ao mercado e limitou a força compradora.
O contrato para novembro caiu 0,56%, ou -5,75 cents/bushel, fechando a US$ 1.018,00. Já a posição de janeiro recuou 0,46%, ou -4,75 cents/bushel, cotada a US$ 1.037,00. No farelo, outubro fechou em baixa de 0,22%, a US$ 270,7/ton curta, enquanto o óleo de soja encerrou o dia com queda de 0,78%, a US$ 49,43/libra-peso. Ainda assim, a semana acumulou ganhos modestos para a oleaginosa e para o farelo.
No acumulado semanal, a soja avançou 0,42% (+4,25 cents/bushel), o farelo subiu 0,7% (+1,9/ton curta), enquanto o óleo recuou -0,34% (-0,17/libra-peso). A alta vista em parte da semana foi sustentada pela expectativa de anúncio de um pacote de auxílio do governo Trump, estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, para apoiar agricultores afetados pela guerra comercial e pela ausência das compras chinesas.
Ainda assim, a pressão da China continua sendo determinante. Para tentar reduzir os impactos da perda do maior cliente dos EUA, produtores, associações e governo buscam ampliar exportações para destinos alternativos como Nigéria, Vietnã e Bangladesh. No entanto, segundo análise da Reuters, esses mercados ainda não têm peso suficiente para compensar a ausência chinesa, o que mantém o setor sob forte incerteza.
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, foi reeleito por unanimidade nesta terça-feira (7) para mais um mandato à frente da entidade.
A eleição ocorreu na sede da CNA, em Brasília. Martins obteve o voto das 27 Federações Estaduais de Agricultura e Pecuária.
Além da presidência, foram escolhidos os vice-presidentes da Diretoria Executiva e os membros do Conselho Fiscal.
O processo foi conduzido por uma Comissão Eleitoral formada pela superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tania Zanella (presidente da comissão), pelo advogado da União Maximiliano Ferreira Temer e pelo vice-presidente tesoureiro do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Nilson Leitão.
Temos de estar unidos e preparados para o futuro, diz João Martins
Após a eleição, João Martins agradeceu o apoio das federações e destacou os resultados da atual gestão. “Há 8 anos, quando me elegi, o cenário era outro. E naquela época fiz uma promessa de fazer uma transformação no meio rural ao criar uma nova classe média no campo, com algo em torno de 400 mil novos produtores assistidos pela assistência técnica”, disse.
Segundo ele, o número foi superado. “Fizemos mais do que isso. Estamos com quase 480 mil pequenos produtores assistidos pela nossa assistência técnica. Foi uma revolução que conseguimos implementar.”
O presidente afirmou que o Sistema CNA/Senar continuará apoiando todas as federações estaduais. “Temos de estar unidos e preparados para o futuro”, declarou.
João Martins reforçou o plano de ampliar os centros de treinamento e capacitação em todos os estados. Ele também destacou a importância da assistência técnica como ferramenta de transformação no campo. “O conceito da CNA é uma Casa aberta a todos, sem donos”, afirmou.
Histórico e trajetória no setor
João Martins preside a CNA desde 2015. Antes, comandou a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e é acionista e presidente da Agropecuária João Martins S/A.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi fundador e 1º tesoureiro da Central de Cooperativas de Leite da Bahia (CCLB) e presidente interino da Associação Baiana de Criadores (Abac).
Entre 2000 e 2018, presidiu a Faeb e o Conselho de Administração do Senar Bahia, além do Conselho Deliberativo do Sebrae Bahia.
Diretoria Executiva da CNA – Quadriênio 2025-2029
Presidente: João Martins da Silva Júnior (BA)
1º vice-presidente: Gedeão Silveira Pereira (RS)
2º vice-presidente: Antônio Pitangui de Salvo (MG)
1º vice-presidente de Finanças: Humberto Miranda (BA)
2º vice-presidente de Finanças: Muni Lourenço Silva Júnior (AM)
1º vice-presidente de Secretaria: Marcelo Bertoni (MS)
2º vice-presidente de Secretaria: José Amílcar de Araújo Silveira (CE)