quinta-feira, maio 21, 2026

Autor: Redação

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Brasil amplia exportação em 82% e reduz importações em maio



O Brasil exportou 92,2 mil toneladas de arroz beneficiado (base casca) no mês de maio, gerando uma receita de US$ 25,7 milhões. Os dados constam no relatório mensal divulgado pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base nas estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O volume embarcado pela indústria nacional representa um crescimento de 82% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita obtida com as vendas externas também teve alta, de 20% na comparação anual.

Segundo a Abiarroz, os principais destinos do arroz brasileiro, em termos de volume, foram países do continente africano: Gâmbia, Serra Leoa e Senegal.

Queda nas importações de arroz

Na direção oposta, as importações brasileiras de arroz apresentaram recuo em maio. O país adquiriu 128,6 mil toneladas (base casca), com desembolso de US$ 35,8 milhões.

O volume é 10% menor do que o registrado no mesmo mês de 2024. Quase toda a quantidade importada, 126,5 mil toneladas, corresponde a arroz beneficiado.



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Novo mapa de aptidão agrícola mostra onde há maior potencial para agricultura no Brasil


O mapa de aptidão agrícola das terras do Brasil ganhou uma versão atualizada que já está disponível.

Apresentado na escala um para 500 mil (1:500.000), ele indica em nível regional o potencial das terras para uso com lavouras, dividido em três níveis de manejo. Também ilustra o potencial para usos menos intensivos, com pastagem plantada, silvicultura ou pastagem natural. 

Os estudos que resultaram na classificação da aptidão agrícola em todas as regiões brasileiras foram desenvolvidos por pesquisadores da Embrapa Solos (RJ) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com aporte financeiro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O mapa de aptidão agrícola está disponível gratuitamente na plataforma da Infraestrutura de Dados Espaciais da Embrapa (GeoInfo) e no Portal de Dados da Plataforma Tecnológica do PronaSolos.

Detalhe de uma das áreas do GeoInfo

A ideia é que o ativo cartográfico subsidie o direcionamento de políticas públicas relacionadas ao uso da terra e tomada de decisão, em escala regional, visando a conservação e sustentabilidade da atividade agrícola. 

A versão atual do mapa apresenta uma segunda aproximação. Ainda devendo passar por mais uma etapa de revisão e aprimoramento para complementação e melhor adequação das informações disponibilizadas.

Pela metodologia adotada no mapa de aptidão agrícola, a divisão feita consiste em classificar a terra quanto às possibilidades de aproveitamento agropecuário. Tendo em vista, assim, suas qualidades naturais e a viabilidade de melhoramento das condições agrícolas por meio do emprego de insumos. Além da aplicação de diversas práticas de manejo, em distintos níveis tecnológicos.

Para as diferentes classes de solo, os pesquisadores avaliaram as possíveis interações entre os atributos mais relacionados aos cinco fatores limitantes ao uso agrícola das terras. Estes são a deficiência de fertilidade, deficiência de água, deficiência de oxigênio (ou excesso de água), suscetibilidade à erosão bem como impedimentos à mecanização. No caso da avaliação da aptidão para silvicultura os “impedimentos ao enraizamento” são outro fator limitante.

Para cada um desses fatores, explicam os pesquisadores, se atribuem no mapa de aptidão agrícola, diferentes graus de limitação sendo eles nulo, ligeiro, moderado, forte, muito forte, extremamente forte e intermediários. Estes expressam o grau de desvio das terras em relação a uma situação ideal. 

Levando em consideração as diferentes condições socioeconômicas ao alcance do agricultor, três níveis de manejo (A, B e C) podem ser considerados. Assim, estes, representam distintos níveis tecnológicos. O primeiro deles (o nível A) contemplando apenas o emprego de técnicas simples e rudimentares. O nível B, para o qual estão previstos recursos tecnológicos intermediários, adequado a produtores de média capacidade de investimento. Por fim, o nível C corresponde à agricultura moderna altamente tecnificada, com aplicação intensiva de capital e tecnologia.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Amaury de Carvalho Filho, essa diferenciação permite identificar o potencial de uso das terras. Analisando assim tanto para pequenos produtores rurais, com baixo grau de instrução e descapitalizados, como para agricultores de nível médio e também para a agricultura em escala empresarial. 

“Assim, por exemplo, uma determinada área com condições topográficas ou de solo desfavoráveis ao emprego de máquinas e implementos agrícolas pode não ser apropriada para a implantação de lavouras altamente tecnificadas, que requerem grande escala de produção, mas em contrapartida pode apresentar boas condições para o uso com agricultura familiar, em nível tecnológico mais baixo, possibilitando boa rentabilidade com modesto emprego de capital”, afirma.

A classificação utilizada no Mapa de aptidão agrícola prioriza as possibilidades de usos mais nobres da terra, como é o caso das lavouras, seguida de usos menos intensivos.

As classes de aptidão agrícola

Para cada condição de manejo especificada no procedimento metodológico adotado – níveis A, B e C – foram identificadas as classes de aptidão agrícola “boa”, “regular” ou “restrita” para o uso com lavouras dos solos que ocorrem nas distintas unidades cartografadas no mapa. 

Por outro lado, há a possibilidade de usos menos intensivos caso o solo apresente condições inadequadas para exploração com culturas agrícolas. Sendo estes referentes a pastagem plantada, pastagem nativa e silvicultura. 

“A avaliação para exploração florestal, ou silvicultura, no nível mais avançado (nível C) foi incorporada como uma inovação à metodologia utilizada. É um diferencial em relação aos trabalhos anteriores”, acrescenta Carvalho Filho.

O pesquisador reforça que um ponto importante da metodologia adotada para o mapa de aptidão agrícola é a apresentação em formato digital da classificação da aptidão de maneira conjunta. Indicando, ao mesmo tempo, o potencial das terras para uso com lavouras nos três níveis de manejo. Ou ainda para usos menos intensivos, com pastagem plantada, silvicultura, em nível tecnológico médio ou alto, ou pastagem nativa.

“Resumindo, esse mapa de aptidão agrícola das terras do Brasil apresenta a classificação para diferentes tipos de uso e níveis tecnológicos de exploração. Assim, para cada unidade espacial delimitada no mapa, e para os seus respectivos solos, são indicadas as classes de aptidão ‘boa’, ‘regular’ ou ‘restrita’ para lavouras nos três níveis de manejo, para pastagem plantada, para silvicultura ou para pastagem nativa, expressando o máximo potencial de uso agrícola de suas terras em nível regional”, detalha o pesquisador.

Outra indicação é a falta de viabilidade do aproveitamento agrícola de determinadas áreas (classe inapta). Caso não apresentem condições mínimas de sustentabilidade econômico-ambiental, o destino destas é à preservação da natureza ou a algum outro tipo de uso não agrícola.

Elaboração do novo mapa de aptidão agrícola

Os especialistas informam que os dados de entrada para desenvolvimento do trabalho de avaliação do potencial das terras do Brasil para uso agrícola são oriundos do Mapa de Solos do Brasil, na escala 1:250.000, lançado pelo IBGE em 2018, conjugado ao Mapa de Áreas não Desmatadas da Amazônica Legal, conforme mapeamento de 2007 do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), liderado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e ao Mapa de Unidades de Conservação de Proteção Integral e Terras Indígenas, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em 2020.

O pesquisador Amaury de Carvalho Filho explica que o realização do trabalho ocorreu de acordo com o Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola da Terras, método adotado pela Embrapa, desenvolvido para atender necessidades gerais de planejamento do uso das terras e propiciar a decodificação das informações técnicas disponibilizadas nos levantamentos pedológicos. Esses estudos viabilizam a aplicação prática do inventário dos recursos de solos de determinada área ou região, representada em mapas de solos de diferentes escalas.

Para interpretar a grande quantidade de dados disponíveis no mapa de solos do Brasil, a avaliação estabelece cruzamentos entre as diferentes características expressas na denominação dos solos, correspondentes aos quatro níveis do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS), e informações de textura, tipo de horizonte superficial, saturação por bases relevo e ocorrência de pedregosidade, rochosidade e erosão.

“Os trabalhos de avaliação da aptidão agrícola por meio desse método são realizados há bastante tempo, abrangendo áreas de dimensões variadas, desde microbacias até grandes regiões, incluindo unidades da federação. Mas ainda não havia sido realizada uma avaliação semelhante a essa que estamos lançando, que aborda todo o território nacional de uma forma integrada”, acrescenta.

Por fim, o pesquisador ressalta a exclusão das áreas de unidades de conservação, estaduais e federais, e as terras indígenas do mapa de aptidão agrícola. Além das áreas não desmatadas da Amazônia Legal. “Assim, devido à condição especial do bioma Amazônia, reserva natural da biodiversidade, somente suas áreas desmatadas foram consideradas na avaliação da aptidão agrícola, com o propósito de embasar a exploração sustentável das terras já incorporadas ao processo produtivo.”

*Sob supervisão de Victor Faverin



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São Paulo registra 1º caso de gripe aviária em 2025



Foi confirmado no fim da tarde desta sexta-feira (13), pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP), o primeiro caso positivo de influenza aviária de alta patogenicidade (Iaap), a gripe aviária, no estado de São Paulo neste ano. O foco ocorreu em uma marreca-caneleira (Dendrocygna bicolor), ave silvestre que foi localizada na região central de Diadema, município da Grande São Paulo.

Segundo o governo paulista, trata-se de um caso isolado, em ave silvestre migratória, sem qualquer relação com granjas comerciais ou produção de alimentos.

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento atuou rapidamente no isolamento da ave, sendo esta examinada com colheita de amostras. A ave foi encontrada sem reação à presença humana e apresentava sinais clínicos como dificuldade de voar e letargia, além de alterações respiratórias e neurológicas.

Em nota, o governo de São Paulo informou que não há risco à população nem impacto na produção avícola, e que o consumo de carne de aves e ovos é seguro.

De acordo com a Defesa Agropecuária do estado, não existem estabelecimentos avícolas comerciais no raio de 10 quilômetros da ocorrência do foco. No entanto, serão realizadas ações de vigilância epidemiológica na área, procurando identificar a possível ocorrência de mortalidade em aves e ou existência de sintomatologia compatível com a gripe aviária.

Orientações

A Defesa Agropecuária reforça que o consumo de aves e ovos não transmite a doença e pede para que a população siga as orientações do Serviço Veterinário Oficial (SVO) e não toque em aves que possam apresentar os sinais clínicos.

A infecção humana ocorre principalmente por contato direto com aves infectadas, portanto, aves doentes ou mortas não devem ser manipuladas sem a utilização de equipamento de proteção individual (EPI). A Defesa Agropecuária deve ser acionada imediatamente caso ocorra alguma suspeita da doença ou identificação de aves mortas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Transação Tributária facilita regularização de dívidas



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada
Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada – Foto: Divulgação

Segundo Douglas Machado Nunes, Consultor Tributário no Amaral e Melo Advogados, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou o Edital PGDAU nº 11/2025, que amplia as possibilidades para contribuintes quitarem dívidas inscritas na dívida ativa da União com condições especiais. A adesão vai até 30 de setembro de 2025, permitindo acordos ajustados à capacidade de pagamento de cada contribuinte.

Podem participar os devedores com dívidas registradas até 4 de março de 2025, desde que o valor não ultrapasse R\$ 45 milhões. Um diferencial é a classificação automática da capacidade de pagamento em faixas de “A” a “D”, definindo prazos e descontos: quanto menor a capacidade, maiores são os benefícios, incluindo prazos de até 133 parcelas para pequenas empresas, MEIs, cooperativas, entidades assistenciais e instituições de ensino.

Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada, descontos de até 70% sobre juros, multas e encargos, além do uso de precatórios federais para abater dívidas. É vedado, no entanto, utilizar créditos de prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL.

O contribuinte deve ficar atento às condições: o não pagamento da primeira prestação ou a inadimplência de três parcelas implica cancelamento ou rescisão do acordo, com retomada da cobrança integral e restrição para novas negociações por dois anos. Para mais detalhes, basta acessar o edital no portal REGULARIZE da PGFN.

“A Transação Tributária, com as novas regras do Edital PGDAU nº 11/2025,  representa uma excelente oportunidade para regularizar pendências fiscais  com condições acessíveis e adaptadas à realidade financeira de cada  contribuinte. Não perca o prazo de adesão e garanta a sua tranquilidade  fiscal!”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes são chave contra fome e clima



Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução



Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução
Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução – Foto: Canva

Segundo Ricardo Tortorella, economista e diretor-executivo da Associação Nacional de Difusão de Adubos (ANDA), o novo “Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutrição 2024”, divulgado por FAO, FIDA, OPS/OMS, WFP e UNICEF, revela uma situação alarmante para a América Latina e o Caribe. O relatório destaca que o aquecimento global e os eventos climáticos extremos já impactam gravemente a produção agrícola, o acesso e a qualidade da nutrição, afetando 41 milhões de pessoas na região apenas em 2023.

De acordo com Tortorella, 74% dos países latino-americanos e caribenhos enfrentam condições climáticas adversas com frequência, enquanto 52% deles apresentam alta vulnerabilidade à subalimentação. Problemas como crises econômicas e desigualdade social agravam ainda mais a insegurança alimentar, especialmente em comunidades rurais e entre as mulheres, evidenciando uma fragilidade estrutural preocupante.

Nesse contexto, garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução. Para o economista, os adubos são fundamentais para elevar a produtividade agrícola, melhorar a fertilidade do solo e proporcionar colheitas mais abundantes e nutritivas. No Brasil, por exemplo, o uso racional de fertilizantes tem colaborado para ganhos consistentes de produtividade.

Tortorella reforça que combater a fome e a má-nutrição depende de ações integradas à agenda climática e de políticas públicas que assegurem insumos de qualidade para o setor agrícola. Ignorar esses desafios compromete o futuro de milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema.

“A luta contra a fome e a má-nutrição exige ações integradas à agenda do clima. As mensagens do “Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutrição 2024” contêm um alerta urgente: é preciso agir agora para mitigar os danos das emissões de carbono e do aquecimento global, que têm implicações diretas na vida das populações mais vulneráveis. Ignorar essa urgência, como se observa em vários países, é colocar em risco o futuro de milhões de pessoas, especialmente aquelas em situação de pobreza extrema. Por isso, cada um de nós precisa fazer sua parte!”, conclui.

 





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Comer pão para ficar musculoso? Farinha de girassol é o segredo, aponta pesquisa


Quem faz musculação aumenta a ingestão de proteínas, afinal, a substância é essencial para a construção de músculos. Ao mesmo tempo, evitam carboidrato simples pela associação ao ganho de gordura. No entanto, um ingrediente quase descartado como lixo pela indústria pode te fazer ficar mais forte sem precisar abrir mão do tão amado pãozinho: a farinha de sementes de girassol.

Estudo conduzido por cientistas da FCA-Unicamp e da Unifesp, ambas em São Paulo, demonstra que o produto parcialmente desengordurado constitui opção promissora para enriquecer pães com proteínas, fibras e compostos antioxidantes.

Com isso, o subproduto da extração industrial de óleo de girassol pode ser utilizado na produção de pães funcionais de alto valor nutricional. Para avaliar esse potencial, os pesquisadores prepararam pães substituindo de 10% a 60% da farinha de trigo por farinha de sementes de girassol.

Além disso, testaram um extrato aquoso da farinha de girassol. Todas as formulações foram avaliadas quanto à composição química, à textura da massa e às características físicas dos produtos finais.

“Nosso objetivo foi otimizar o reaproveitamento da farinha de sementes de girassol, considerando seu alto teor de proteínas e ácido clorogênico”, conta o biólogo Leonardo Mendes de Souza Mesquita, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).

“A farinha de girassol demonstrou conter um altíssimo percentual de proteínas, de 40% a 66%. O reaproveitamento desse subproduto agrega valor nutricional aos pães e reduz o impacto ambiental da indústria do óleo de girassol.” conta.

Mesquita explica que a farinha de girassol é uma matéria-prima extremamente barata, que a indústria de óleos vende apenas para não descartar como lixo.

Girassol deixa o pão proteico

pão girassol
Foto: Pixabay

Os resultados da pesquisa mostraram que a adição dela aumentou significativamente o teor de proteínas e fibras dos pães. Ao incluir 60% de farinha de girassol ao pão, o produto apresentou 27,16% de proteínas, mais que o triplo do pão convencional (8,27%).

“O resultado reforça o potencial da farinha de girassol para promover benefícios à saúde associados à redução do estresse oxidativo. Além disso, observamos atividade inibitória significativa, indicando que os pães com farinha de girassol ou extrato aquoso de farinha de girassol podem contribuir para a modulação da digestão de amidos e gorduras”, afirma Mesquita.

A extração industrial do óleo de sementes de girassol é feita por prensagem, sem adição de produtos químicos. Isso assegura que a farinha resultante como subproduto seja isenta de outros contaminantes.

Preserva a textura, mas prejudica o miolo

Apesar de todas essas virtudes, a substituição em altas proporções da farinha de trigo pela de sementes de girassol comprometeu algumas características sensoriais dos pães. A partir de 20% de farinha de girassol, houve redução do volume específico e aumento da firmeza do miolo.

“No entanto, a adição do extrato aquoso conseguiu preservar a estrutura e a textura dos pães, mantendo-as próximas às do pão tradicional de trigo. Uma estratégia eficaz para maximizar os benefícios nutricionais e minimizar os efeitos sensoriais adversos da farinha de sementes de girassol”, argumenta Mesquita.

O pesquisador explica que o extrato aquoso é obtido pela simples dissolução de farinha de girassol em água e posterior filtragem. E pondera que o extrato pode substituir inteiramente a a farinha ou ser misturado a ela em diferentes proporções.

*Com informações da Agência Fapesp



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Fatores que elevam natimortalidade em leitões


Suinocultores devem redobrar a atenção aos fatores de risco não infecciosos que influenciam diretamente a taxa de natimortalidade em leitões, alerta a médica-veterinária Laura dos Santos, da Auster Nutrição Animal. Segundo o Relatório Agriness 2024, a média brasileira de leitões desmamados por fêmea ao ano subiu para 29,99, um avanço de 1,08 em relação a 2020. No entanto, o percentual de natimortos e mortos ao nascer ainda varia entre 5,19% e 8,40% nas granjas.

“Nesse sentido, é necessário ter cautela no momento da indução ao parto, sendo imprescindível conhecer a média de duração da gestação das fêmeas do sistema, e dessa forma estabelecer um protocolo de indução ao parto seguro e eficaz”, assinala a especialista.

Fatores como duração inadequada da gestação, parto prolongado, jejum pré-parto longo e idade avançada das matrizes estão entre os principais vilões. Estudos mostram que fêmeas com gestação de 113 dias ou menos têm 2% mais natimortos, devido à imaturidade dos leitões. Além disso, partos iniciados mais de seis horas após a última refeição tendem a ser mais demorados, aumentando em até 1,76 vezes a taxa de natimortos.

Laura destaca que a supervisão ativa do parto e a capacitação da equipe são essenciais. O acompanhamento adequado permite intervenções pontuais, como aplicação de ocitocina ou palpação vaginal em casos de parto distócico, podendo reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos.

“Estudos enfatizam que aumentar a supervisão do parto pode reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos. Capacitar a equipe de parto é essencial para garantir intervenções rápidas diante intervalos anormais entre o nascimento dos leitões”.

A especialista reforça que, além das causas não infecciosas, também é necessário manter atualizado o calendário vacinal para doenças como parvovirose, leptospirose e erisipela. Identificar os riscos de cada plantel e adotar medidas preventivas são passos decisivos para melhorar a produtividade e o bem-estar animal.

 





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nova tecnologia mede segurança sanitária nas granjas



Um novo software desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves (SC) avalia e fortalece a biosseguridade, conjunto de práticas que protegem os rebanhos contra doenças. Chamado de BiosSui, os testes em campo do sistema ocorreram no Paraná, um dos principais polos suinícolas do país. 

A ferramenta gera indicadores de adequação e organiza recomendações para melhoria no sistema de produção. Além disso, também pode apoiar a tomada de decisão de produtores, gestores e técnicos de agroindústrias e órgãos de defesa sanitária.

Assim, o software permite a coleta de dados em formulário web e disponibiliza dashboards, mapas, relatórios de desempenho e recomendações de melhorias. A avaliação das granjas ocorre segundo 23 critérios, incluindo requisitos de biosseguridade externa e interna. Os critérios contemplam características de infraestrutura e procedimentos que são os principais pilares para proteger as granjas da entrada de patógenos.

Brasil está entre os maiores produtores de suínos

O Brasil se destaca no mercado global de carne suína, como o quarto maior produtor e terceiro maior exportador. Dessa forma, um dos pilares desse protagonismo é o status sanitário do país, considerado livre de importantes doenças que ameaçam a produção. Essa posição se deve aos esforços de coordenação da cadeia produtiva e dos órgãos oficiais em assegurar o cumprimento de rígidos protocolos e normas de biosseguridade.

“As medidas de biosseguridade são fundamentais para a proteção dos rebanhos, redução de perdas, melhorias de produtividade e crescimento sustentável da cadeia produtiva. Assim, a disponibilidade de uma ferramenta que permita uma avaliação rápida e padronizada das condições das granjas orientando as tomadas de decisão é de suma importância para a suinocultura brasileira”, afirma o pesquisador Franco Muller Martins, líder do projeto que desenvolveu o BiosSui.

Necessidade de um padrão a ser adotado em escala

A da ferramenta partiu da necessidade de protocolos para avaliar boas práticas de produção em projetos de pesquisa da Embrapa Suínos e Aves. “No que se refere à biosseguridade, as pesquisas indicavam que não havia uma ferramenta de avaliação, para uso padronizado em larga escala, adaptada ao sistema de produção da suinocultura brasileira”, afirma Martins.

Assim, com o uso de uma metodologia multicritério de apoio à decisão, foi desenvolvida uma ferramenta que permite mensurar a biosseguridade, por meio de critérios organizados em níveis de impacto. 

Dessa forma, o software permite posicionar as granjas segundo o grau de adequação aos critérios, priorizando ações de melhoria demonstrando o impacto das mesmas no indicador.

A ferramenta permite gestão individualizada ou orientada a grupos de granjas, a exemplo de cooperativas, unidades de agroindústrias entre outros. Dessa forma fica facilitada a análise de conformidade, o ranqueamento de granjas e a formulação de programas de melhoria.

No início de 2024, o estado do paraná recebeu reuniões técnicas e workshops, com o apoio do Sistema Ocepar. Nessas reuniões foram discutidas prioridades de pesquisa com a cadeia produtiva e entidades, a Embrapa Suínos e Aves identificou a oportunidade de validar a ferramenta. 

Assim, ficaram estabelecidos acordos de cooperação com a Frimesa e com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) juntamente com a Associação Paranaense de Suinocultores (APS).

Localizada no oeste do Paraná, a Frimesa é uma cooperativa central, uma das principais indústrias de carne suína do País. Os suínos abatidos são produzidos pelas cooperativas filiadas – Lar, Copacol, Copagril, C.Vale e Primato e produtores associados. 

A Adapar é a entidade responsável defesa sanitária vegetal e animal no Paraná. Na suinocultura, a entidade fiscaliza as granjas visando garantir a execução dos programas sanitários nacionais e estaduais, bem como o cumprimento de normas de biosseguridade. Martins ressalta que as parcerias constituíram uma ampla base produtiva para validação de campo do BiosSui.

Graças aos acordos, a Embrapa testou a ferramenta, ajustando e passando orientações a gestores e técnicos de campo vinculados à cooperativa e à Adapar. “Na etapa de validação, a interação com os parceiros foi fundamental ajustar critérios à realidade das granjas gerando mais confiabilidade para a ferramenta” explica o analista da Embrapa Marcos Morés, especialista em patologia suína, integrante da equipe do projeto.

O software BiosSui

A composição do software se dá por três módulos principais: Avaliação, Simulação de Melhorias e Dashboards. No primeiro módulo, a avaliação, se aplica um questionário para analisar a situação da granja, possibilitando que se calculem os índices de biosseguridade.

O segundo módulo é responsável pela geração de recomendações técnicas para adequação das granjas. Essa funcionalidade permite ao usuário simular o impacto que melhorias na infraestrutura e no manejo da granja podem exercer no índice de biosseguridade.

O terceiro, possibilita acompanhar os índices por meio de dashboards e mapas interativos, facilitando a análise tanto em nível de propriedade quanto do grupo ao qual ela pertence. De acordo com o analista Geordano Dalmédico, que atuou no desenvolvimento do BiosSui, “os dashboards possibilitam aos gestores terem acesso ao panorama geral e detalhar informações por meio da interação com os próprios gráficos e mapas”.

A ferramenta também disponibiliza relatórios e possibilita a exportação de dados, para a análise de resultados, com aplicação de filtros e classificação dos resultados, a fim de obter insights sobre a situação das granjas. Também permite a exportação dos dados para análises específicas em softwares estatísticos, por exemplo.



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touro recordista mundial da raça nelore alcança valorização de R$ 4,8 mi


Um dos momentos mais marcantes da pecuária brasileira deste ano aconteceu nesta sexta-feira (13), durante o Leilão Elite JMP, realizado em Campo Grande (MS). O destaque absoluto da noite foi o Fenômeno FIV JMP, atual reprodutor recordista mundial da raça nelore, que teve 50% de sua propriedade negociada por R$ 2,404 milhões — valor correspondente a 40 parcelas de R$ 60.100, o que faz sua valorização total atingir R$ 4,808 milhões

O comprador da cota foi o criatório Nelore São Pedro e Alan Zas, reconhecido por investimentos estratégicos em genética de ponta. Com a aquisição, Nelore São Pedro e Alan Zas se tornam parceiro do Nelore JMP, consolidando uma aliança que promete impulsionar ainda mais a qualidade genética da raça no Brasil e no mundo.

O touro Fenômeno FIV JMP encontra-se atualmente na central ABC Brasil, referência nacional em coleta e difusão de sêmen. O animal vem se destacando não apenas pelos números impressionantes em produtividade e desempenho genético, mas também por sua consistência racial, carcaça e fertilidade, características que o colocaram no topo dos rankings nacionais e o tornaram objeto de desejo dos maiores criatórios do país.

A venda histórica reafirma o momento de valorização da genética de excelência na pecuária nacional e destaca a força da raça nelore no cenário internacional. Fenômeno FIV JMP representa não só um avanço zootécnico, mas também um marco comercial que eleva os padrões do mercado de elite.

O Leilão Elite JMP foi transmitido ao vivo para todo o país e reuniu criadores, investidores e apaixonados pela seleção nelore, reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul como polo da pecuária brasileira. O Canal Rural e o Lance Rural assinam a transmissão e cobertura oficial dos três dias de evento.

  • Canal Rural TV (parabólica digital, TV Conectada e operadoras)
  • Redes sociais do Lance Rural (@lancerural)
  • Aplicativo Lance Rural e site oficial



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Aumento de 6°C nos termômetros até 2100 pode eliminar colmeias e alimentos, mostra Embrapa


Ondas de calor, secas e inundações, reflexos das mudanças climáticas, impactam colmeias de abelhas no Brasil e no mundo. Com isso, não apenas a produção de mel, mas a segurança alimentar global como um todo enfrenta riscos, mostra estudo da Embrapa.

O ponto central da crise é a dependência da polinização para a produção de alimentos. A pesquisadora Fabia Pereira, da Embrapa Meio-Norte, ressalta que apicultores de diversas partes do mundo já percebem os efeitos da mudança climática em suas atividades.

“A frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos representam desafios significativos para a sobrevivência das colmeias e a produtividade da cadeia apícola”.

Para ela, é fundamental desenvolver e implementar medidas de mitigação e adaptação para garantir a resiliência desses sistemas produtivos diante dos eventos climáticos extremos.

Enchentes e incêndios ameaçam colmeias

Segundo a Federação Apícola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul (Fargs), durante as enchentes em 2024 no estado, entre 35 mil e 60 mil colmeias foram destruídas, causando impacto direto na apicultura, meliponicultura e produção de alimentos que dependem da polinização.

Anteriormente, em 2016, também houve registros de perdas de insumos e equipamentos de produtores na Argentina e em outros estados do Brasil.

Incêndios também têm prejudicado colmeias de vários países além do Brasil, como Portugal, Espanha, Austrália e Canadá. O fogo consome as colmeias e o pasto apícola, que é o conjunto de plantas que fornecem os recursos necessários para alimentação de abelhas e para a produção de mel, pólen, própolis e cera.

Municípios de São Paulo, do Pantanal Matogrossense e até da região amazônica têm sentido os efeitos dos incêndios. “As colmeias que não são afetadas pelo fogo sofrem com os efeitos da fumaça. Estudos demonstram que a qualidade do ar foi afetada a distâncias que variavam de 120 km a 300 km de distância. As queimadas que atingiram o Pantanal em 2020 afetaram dez estados brasileiros, chegando à região Sul do país”, afirma Fábia.

O futuro incerto até 2100

Cientistas projetam um cenário preocupante para o clima brasileiro até o ano de 2100, alertando para um aumento de até 6°C na temperatura caso as emissões de gases poluentes se mantenham elevadas.

As previsões indicam que todos os biomas do país serão afetados, com destaque para a Amazônia, que pode registrar um aumento de temperatura entre 1°C e 6°C, acompanhado por uma redução nas chuvas que varia de 10% a 45%.

No Pantanal, a temperatura deve subir de 1°C a 4,5°C, enquanto a diminuição das chuvas pode atingir entre 5% e 45%. Já no Pampa, a elevação da temperatura esperada é de 1°C a 3°C, com uma redução de 5% a 40% no volume de precipitações.

A Caatinga, por sua vez, pode sofrer um aumento térmico de 0,5°C a 4,5°C, e uma queda nas chuvas que varia de 10% a 50%. Para a porção nordeste da Mata Atlântica, a previsão é de um incremento na temperatura entre 0,5°C e 4°C, e uma redução de 10% a 35% nas chuvas.

No Cerrado, as temperaturas podem se elevar de 1°C a 5,5°C, com uma diminuição de 10% a 45% nas chuvas. Finalmente, a porção Sul/Sudeste da Mata Atlântica deve registrar um aumento de temperatura de 0,5°C a 3°C, e uma redução de 5% a 30% nas chuvas.

A pesquisadora da Embrapa reforça que essas projeções demonstram a urgência de ações para mitigar os impactos das mudanças climáticas no Brasil.

Adaptação e resiliência

Besouro das colmeias; abelhasBesouro das colmeias; abelhas
Foto: Jessica Louque, Smithers Viscient, Bugwood.org

Para Fábia é importante encarar a mudança climática não apenas como um problema ambiental, mas como uma ameaça direta à produção de alimentos e à subsistência de comunidades rurais.

A vulnerabilidade do setor apícola, evidenciada pelos impactos que tem sofrido, exige uma ação colaborativa entre cientistas, governos, associações de produtores e a sociedade em geral para garantir a proteção das abelhas e, consequentemente, a sustentabilidade da vida no planeta.

A promoção de tecnologias e práticas adaptativas é um caminho apontado para mitigar os impactos e assegurar o futuro da apicultura e meliponicultura.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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