quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

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Safra 2025/26 de açúcar fecha com recuo nos preços, aponta Cepea


colher mexendo açúcar
Foto: Pixabay

A safra de açúcar 2025/26 chegou ao fim no mês de março. O período foi marcado pela média de preços menor que a registrada em 2024/25, que na época foi considerada acima do usual.

Segundo o indicador CEPEA/ESALQ, em São Paulo, as cotações fecharam a temporada em torno de R$ 116,90/sc, cerca de 20% abaixo do ano anterior, que teve média de R$ 145,28/sc. O principal motivo para o recuo decorre da maior oferta do produto.

Pesquisadores do Cepea explicam que os preços oscilaram muito durante o período, motivados por diversos elementos, mas com destaque para a geopolítica e o ambiente macroeconômico conturbados.

Safra 2026/27

De acordo com o centro de estudos, a expectativa para a nova safra é boa. O cenário é de manutenção do mercado externo com preços mais estáveis, ou até abaixo do comum. O esperado é que a disponibilidade alta de cana-de-açúcar favoreça a produção do adoçante e aumente a oferta do produto.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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A barbárie da retórica: o erro de ameaçar uma civilização


Imagem de Daniel por Pixabay

A história da humanidade é feita de ciclos, mas algumas raízes são tão profundas que nenhuma força militar, por mais potente que seja, deveria se sentir no direito de ameaçar extirpá-las. Recentemente, o mundo assistiu com perplexidade à fala do presidente dos Estados Unidos sugerindo a destruição de uma “civilização inteira” ao se referir ao Irã. Tal afirmação não é apenas um erro estratégico; é uma declaração de falência moral e um flerte com o crime de guerra.

O berço da tolerância e da ciência

Falar do Irã sem reconhecer sua origem persa é ignorar um dos pilares das civilizações ocidental e oriental. Foi sob o comando de Ciro, o Grande, que nasceu o primeiro império a codificar a tolerância religiosa e a liberdade de culto. Enquanto potências modernas debatem direitos humanos, o “Cilindro de Ciro”, de 539 a.C., já registrava o direito dos povos de viverem conforme suas tradições.

Não se apaga uma nação que deu ao mundo a álgebra de Al-Khwarizmi, a medicina de Avicena e a poesia de Rumi. Tentar destruir o que o presidente chama de “regime” através da aniquilação de sua base civilizatória seria, na prática, um atentado contra a memória da própria espécie humana.

A ilegalidade da ameaça

Do ponto de vista do Direito Internacional, a ameaça de destruição de locais culturais e de uma população civil é um crime de guerra. As Forças Armadas de qualquer nação democrática, inclusive as americanas, têm o dever ético e legal de desobedecer a ordens que visem o extermínio de um povo ou de seu patrimônio histórico. Um soldado jura defender a Constituição e as leis, não cumprir caprichos de aniquilação que violam abertamente as Convenções de Genebra.

Conclusão

Afirmar que o “regime acabou” e que a destruição total é uma opção viável é uma postura indigna para o líder da maior potência do planeta. Regimes políticos são transitórios e sujeitos a críticas, mas a identidade de um povo é sagrada. Quando um líder ameaça uma civilização, ele não demonstra força; demonstra uma ignorância histórica perigosa que coloca em risco a paz global. A barbárie não pode ser a resposta para os conflitos do século XXI.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Minas Gerais compra tilápia pela primeira vez e acende alerta no setor produtivo


Tilápia
Foto: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

Minas Gerais registrou, pela primeira vez desde 1997, a importação de tilápia, mesmo em meio ao avanço da piscicultura no estado. Em fevereiro de 2026, foram adquiridas 122 toneladas do Vietnã, segundo dados do ComexStat — o primeiro registro da série histórica.

O movimento acompanha uma tendência nacional. No mesmo período, o Brasil importou mais de 1,3 mil toneladas de filé de tilápia do país asiático, volume equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Pela primeira vez, as importações superaram as exportações e passaram a representar 6,5% da produção mensal brasileira.

Segundo a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, o dado chama atenção porque Minas vem se consolidando como um dos principais polos da piscicultura no país, com expansão acima da média nacional, especialmente em regiões como Morada Nova de Minas.

De acordo com a analista, a importação não está ligada à falta de oferta interna, mas a fatores econômicos. O filé importado chega ao mercado com preços mais competitivos, resultado da produção em larga escala e de custos mais baixos no Vietnã. A avaliação é de que o cenário exige atenção, já que a entrada do produto pode afetar a competitividade da cadeia produtiva estadual.

Produção cresce, mas importação avança

Apesar do avanço das importações, a produção de tilápia segue em alta. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil produziu 442 mil toneladas em 2023 e avançou para 499 mil toneladas em 2024, alta de 12,8%.

Em Minas Gerais, o crescimento foi mais intenso. A produção passou de 45,5 mil toneladas para 58,4 mil toneladas no mesmo período, aumento de 28%. Com isso, o estado responde por cerca de 11,7% da produção nacional e ocupa a terceira posição no ranking, atrás de Paraná e São Paulo.

Além do aumento de volume, o estado vem ampliando investimentos em tecnologia, genética, nutrição e processamento, fortalecendo a estrutura da cadeia produtiva.

Mesmo assim, produtores apontam impactos diretos da concorrência externa. Segundo o produtor Carlos Junior de Faria Ribeiro, a importação já afeta o setor e exige resposta rápida. Outros estados produtores, como Paraná, Santa Catarina e São Paulo, já adotaram medidas de proteção.

“O produtor e a indústria mineira pagam ICMS, enquanto o filé importado do Vietnã entra no estado sem essa mesma carga. Na prática, Minas Gerais acaba subsidiando o produtor estrangeiro, quando deveria fortalecer e proteger quem produz aqui”, disse.

Risco sanitário e regulatório

A sanidade também preocupa. A entrada de produto importado pode elevar o risco de doenças exóticas, como o vírus da tilápia do lago (TiLV). O Brasil é considerado livre da enfermidade, e uma eventual introdução poderia gerar prejuízos relevantes à piscicultura.

Outro ponto de atenção é a possível classificação da tilápia como espécie exótica invasora no país. Em 2025, a discussão avançou na Comissão Nacional de Biodiversidade, mas a revisão da lista foi suspensa para reavaliação dos critérios.

Segundo o analista de Sustentabilidade do Sistema Faemg Senar, Guilherme Oliveira, uma eventual mudança pode aumentar custos, ampliar a burocracia ambiental e gerar insegurança jurídica.

A avaliação é de que o cenário pode frear investimentos na cadeia e afetar diretamente produtores, principalmente os de menor porte, além de comprometer a competitividade no mercado internacional.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado global de soja observa cenário climático



Mercado aguarda novo relatório do USDA



Foto: Canva

Segundo a análise “Direto do Campo”, elaborada pela Grainsights e divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (6), o mercado da soja acompanha uma série de fatores que podem influenciar as cotações nas próximas semanas.

O principal destaque será a divulgação do novo relatório de Oferta e Demanda Mundial (WASDE) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, prevista para 9 de abril. O mercado aguarda a atualização para verificar se a agência americana revisará a estimativa da safra brasileira, mantida em 180 milhões de toneladas no relatório anterior, apesar das perdas registradas no Rio Grande do Sul. Investidores também acompanham possíveis mudanças nos estoques finais globais e na projeção de importações da China, estimadas em 112 milhões de toneladas no levantamento mais recente.

Com as intenções de plantio já divulgadas pelo USDA, o mercado internacional passa a direcionar atenção às condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos. O mês de abril marca o início das atividades de campo na região, e previsões de chuvas excessivas ou frio tardio podem afetar o ritmo de plantio, adicionando prêmios de risco às cotações negociadas na Bolsa de Chicago.

No Brasil, as condições climáticas de abril também devem influenciar o encerramento da safra. De acordo com projeção do Instituto Nacional de Meteorologia, há previsão de chuvas abaixo da média histórica na Região Sul e em partes do Centro-Oeste. O cenário tende a favorecer o avanço das colheitadeiras, mas pode afetar lavouras tardias que ainda dependem de umidade no solo para a fase de enchimento de grãos.

O ambiente geopolítico também permanece no radar de empresas do setor e produtores. O mercado acompanha a possibilidade de encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode indicar mudanças no fluxo de compras chinesas de soja dos Estados Unidos ou a manutenção da dependência em relação ao Brasil diante de incertezas tarifárias. Ao mesmo tempo, tensões no Oriente Médio envolvendo o Estreito de Ormuz elevaram o preço do petróleo em cerca de 30%, pressionando custos de frete e mantendo os prêmios de exportação brasileiros sob viés negativo ao longo da semana.





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USDA deve ajustar projeções e mercado brasileiro de soja volta atenções ao relatório


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Importações de soja da China serão recorde, diz USDA. Foto: Nájia Furlan/Portos do Parana

O mercado brasileiro de soja inicia o dia com atenção voltada ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira (9). A expectativa de ajustes nas projeções globais mantém produtores e agentes cautelosos, especialmente diante dos possíveis reflexos nos preços e na comercialização no país.

Projeção para o Brasil

No Brasil, o cenário é de atenção redobrada. A possível revisão para baixo na safra pode influenciar diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda global, fator que costuma impactar as cotações no mercado interno. Com isso, sojicultores adotam postura mais estratégica, avaliando o melhor momento para negociar.

Estados Unidos

Para os Estados Unidos, a expectativa é de corte nos estoques de passagem da safra 2025/26, passando de 350 milhões para 348 milhões de bushels. A redução, ainda que leve, sinaliza um possível aperto na oferta americana, o que tende a sustentar os preços internacionais.

Cenário global

No cenário global, o mercado projeta leve aumento nos estoques finais de soja, passando de 125,3 milhões para 125,5 milhões de toneladas. Já na América do Sul, a safra brasileira deve sofrer pequeno ajuste negativo, enquanto a produção argentina pode ter leve alta.

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Cepea: Preços do etanol na safra 25/26 superam a temporada anterior


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Os valores médios referentes à temporada 2025/26 de etanol em São Paulo tiveram crescimento considerável em relação ao período anterior.

Segundo o indicador CEPEA/ESALQ, os preços do etanol hidratado tiveram média de R$ 2,78/litro, cerca de 6,52% acima da safra passada. Enquanto isso, o tipo anidro teve média de R$ 3,12/litro, alta de 6,21% em relação ao ciclo 2024/25.

Apesar dos avanços nas cotações da temporada atual, a quantidade vendida foi inferior à registrada em 2024/25. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que houve uma queda de 28% na comercialização de etanol hidratado.

Ainda segundo o centro de estudos, a relação de preços do biocombustível na safra atual comparada à gasolina ficou abaixo de 70%. Isso mostra que o etanol vem se tornando mais vantajoso ao consumidor, ajudando a sustentar a demanda no período.

Temporada 2026/27

Pesquisadores apontam que a nova safra, que teve início no dia 1° de abril, começou com mais cautela e a tendência é que se mantenha. As inseguranças relacionadas aos preços do petróleo e a tendência de aumento nas ofertas do etanol, principalmente a partir do milho, devem gerar um cenário particular para o mercado.

Ainda de olho nos acontecimentos no Oriente Médio, usinas brasileiras seguem atentas às cotações do barril de petróleo antes de adotarem uma estratégia.

Apesar disso, a previsão é de uma crescente na moagem de cana-de-açúcar na safra 2026/27, com números estimados entre 625 e 630 milhões de toneladas, crescimento de 3% a 4% na moagem atual.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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Trump ameaça o Irã e diz: ‘Uma civilização inteira morrerá esta noite’


Donald Trump
Foto: White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nesta terça-feira (7), às vésperas do prazo final estabelecido por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, em referência ao país do Oriente Médio. Segundo ele, o desfecho deve ocorrer ainda nesta terça-feira, em um momento que classificou como decisivo para a história global.

Confira a postagem na íntegra (versão traduzida):

Prazo para acordo se esgota

O governo norte-americano estabeleceu como prazo final às 20h no horário do leste dos Estados Unidos (21h em Brasília) para que o Irã aceite os termos propostos por Washington. Em Teerã, o limite corresponde às 3h30 da madrugada de quarta-feira (8).

A exigência central é a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Caso não haja acordo, Trump afirmou que o país será alvo de bombardeios e enfrentará “o inferno”.

Discurso eleva incerteza no mercado

A escalada na retórica aumenta a tensão geopolítica em um momento já sensível para o mercado internacional, especialmente para o setor de energia e commodities.

O Estreito de Ormuz é um dos principais corredores logísticos do petróleo mundial. Qualquer interrupção no fluxo pode impactar diretamente os preços da energia, com reflexos também sobre custos de produção e inflação global.

*Com informações da Safras News

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Média de preços do etanol sobe em 10 estados, diz ANP


etanol, RenovaBio
Foto: Agência Brasil

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 10 estados, caíram em 10 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 5 na semana encerrada no dia 4 de abril. No Amapá, não houve levantamento de preços.

Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas, e foram divulgados nesta terça-feira (7).

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol caiu na comparação com a semana anterior, de R$ 4,72 para R$ 4,70 o litro (-0,42%). Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço caiu 0,44%, para R$ 4,52 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 2,71%, foi registrada no Maranhão, de R$ 5,16 para R$ 5,30 o litro. A maior queda ocorreu no Rio Grande do Norte, de -4,44%, de R$ 5,85 para R$ 5,59 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,69 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,60, foi observado no Acre. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,44, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado em Rondônia, de R$ 5,70 o litro.

Competitividade do etanol frente à gasolina

O etanol era mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima e São Paulo na semana encerrada em 4 de abril. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 69,32% ante a gasolina, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo.

Em Mato Grosso, a paridade era de 68,44%; em Mato Grosso do Sul, de 68,10%, no Paraná, de 69,55%, em Roraima, de 69,87%, e em São Paulo, de 67,56%.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do feijão recuam após altas em março


O Indicador Cepea/CNA apontou que, após um período de altas até meados de março, os preços do feijão passaram a recuar nas últimas semanas, movimento associado à retração da demanda.

De acordo com análise do índice elaborado pelo Cepea em parceria com a CNA, compradores têm relatado dificuldades para repassar as valorizações ao longo da cadeia, enquanto vendedores ampliaram a oferta para aproveitar os patamares ainda elevados.

Mesmo com a queda observada no fim do mês, a média de março permaneceu acima da registrada em fevereiro para o feijão carioca e praticamente estável para o feijão preto, consolidando um primeiro trimestre marcado por valorização.

No mercado de feijão preto tipo 1, as cotações recuaram de forma generalizada entre 27 de março e 1º de abril. As quedas mais intensas foram registradas em Sorriso, com recuo de 3,25%, e em Itapeva, com queda de 2,53%. O movimento reflete a maior competitividade das ofertas vindas da Região Sul do país e a tentativa de escoamento de estoques pela indústria.

O avanço da oferta da safra 2025, especialmente no Paraná, também contribuiu para a pressão sobre os preços. Ainda assim, o valor médio de março ficou apenas 0,2% abaixo do registrado em fevereiro e acumula alta de 31,8% no primeiro trimestre.

No caso do feijão carioca notas 8 e 8,50, os preços também recuaram na maior parte das regiões, com exceção do Distrito Federal, que registrou alta de 1,28%, e das regiões Centro e Noroeste de Goiás, onde houve estabilidade.

Na Metade Sul do Paraná, a queda de 0,86% está relacionada à demanda mais fraca, enquanto no Triângulo Mineiro o recuo de 6,4% foi associado à menor qualidade dos grãos e ao menor interesse comprador. Apesar disso, na média mensal, o carioca registrou alta de 6,7% em relação a fevereiro e acumula valorização de 43,3% no primeiro trimestre.

No segmento de feijão carioca de notas 9 ou superior, a oferta permanece limitada, fator que ainda sustenta os preços em algumas regiões, embora a presença de lotes com defeitos continue pressionando as cotações.

Em Curitiba, os preços caíram 4,07% na semana, influenciados pela qualidade do produto e pela menor demanda. Já no Noroeste de Minas Gerais, a baixa disponibilidade de produto armazenado sustentou leve alta de 0,52%. Em março, os preços desse segmento ficaram 8,1% acima dos registrados em fevereiro e acumulam valorização de 48,1% no trimestre.

De modo geral, o mercado encerra o mês em processo de ajuste, com menor intensidade nas negociações, mas ainda sustentado pelos ganhos acumulados ao longo do primeiro trimestre.





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Mercados operam com cautela à espera de decisão dos EUA sobre o Irã


Mercado
Foto: divulgação/ Agência Brasil

O mercado financeiro global inicia a terça-feira (7) em ritmo de cautela, à espera do fim do prazo estabelecido pelos Estados Unidos para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. O movimento reflete a incerteza sobre os próximos passos do governo americano e os possíveis impactos no fluxo de petróleo.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, enquanto os índices futuros recuam nos Estados Unidos e na Europa. O petróleo avança, os títulos do Tesouro americano (treasuries) sobem e o dólar opera próximo da estabilidade. No Brasil, a tendência é de acompanhar o aumento da aversão ao risco no exterior.

Prazo pressiona mercados

O Irã não deu sinais de que atenderá à exigência americana de reabrir o Estreito de Ormuz até o fim desta terça-feira. O prazo foi estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, com a ameaça de ataques à infraestrutura civil iraniana em caso de descumprimento.

A proximidade do horário limite mantém os investidores em compasso de espera, diante da incerteza sobre uma eventual ação militar ou recuo por parte dos Estados Unidos — cenário já observado anteriormente.

O governo iraniano rejeitou as condições impostas e sinalizou retaliação contra aliados dos americanos na região, elevando o risco geopolítico no Golfo, área estratégica para o transporte global de petróleo.

Agenda esvaziada

No Brasil, a agenda econômica tem poucos indicadores relevantes. O principal destaque do dia é a divulgação da balança comercial de março, prevista para as 15h.

No exterior, também não há indicadores de peso previstos, o que reforça o foco do mercado nas tensões geopolíticas.

Medidas para combustíveis

Diante da alta nos preços de energia provocada pelo conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para tentar conter o impacto sobre os combustíveis.

Entre as ações, está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel rodoviário, com divisão de custos entre União e estados. Para o diesel produzido no país, o subsídio será de R$ 0,80 por litro.

Também foi anunciada a isenção de PIS/Cofins sobre o biodiesel, o que deve gerar uma redução de cerca de R$ 0,02 por litro. O biocombustível representa atualmente 15% da mistura do diesel vendido no país.

No caso do gás de cozinha, a medida prevê subvenção de R$ 850 por tonelada de GLP importado, com impacto total estimado em R$ 330 milhões.

Além disso, o pacote inclui novas linhas de crédito voltadas às companhias aéreas, com o objetivo de reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre o setor.

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