terça-feira, abril 7, 2026
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Mercados operam com cautela à espera de decisão dos EUA sobre o Irã


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Foto: divulgação/ Agência Brasil

O mercado financeiro global inicia a terça-feira (7) em ritmo de cautela, à espera do fim do prazo estabelecido pelos Estados Unidos para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. O movimento reflete a incerteza sobre os próximos passos do governo americano e os possíveis impactos no fluxo de petróleo.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, enquanto os índices futuros recuam nos Estados Unidos e na Europa. O petróleo avança, os títulos do Tesouro americano (treasuries) sobem e o dólar opera próximo da estabilidade. No Brasil, a tendência é de acompanhar o aumento da aversão ao risco no exterior.

Prazo pressiona mercados

O Irã não deu sinais de que atenderá à exigência americana de reabrir o Estreito de Ormuz até o fim desta terça-feira. O prazo foi estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, com a ameaça de ataques à infraestrutura civil iraniana em caso de descumprimento.

A proximidade do horário limite mantém os investidores em compasso de espera, diante da incerteza sobre uma eventual ação militar ou recuo por parte dos Estados Unidos — cenário já observado anteriormente.

O governo iraniano rejeitou as condições impostas e sinalizou retaliação contra aliados dos americanos na região, elevando o risco geopolítico no Golfo, área estratégica para o transporte global de petróleo.

Agenda esvaziada

No Brasil, a agenda econômica tem poucos indicadores relevantes. O principal destaque do dia é a divulgação da balança comercial de março, prevista para as 15h.

No exterior, também não há indicadores de peso previstos, o que reforça o foco do mercado nas tensões geopolíticas.

Medidas para combustíveis

Diante da alta nos preços de energia provocada pelo conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para tentar conter o impacto sobre os combustíveis.

Entre as ações, está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel rodoviário, com divisão de custos entre União e estados. Para o diesel produzido no país, o subsídio será de R$ 0,80 por litro.

Também foi anunciada a isenção de PIS/Cofins sobre o biodiesel, o que deve gerar uma redução de cerca de R$ 0,02 por litro. O biocombustível representa atualmente 15% da mistura do diesel vendido no país.

No caso do gás de cozinha, a medida prevê subvenção de R$ 850 por tonelada de GLP importado, com impacto total estimado em R$ 330 milhões.

Além disso, o pacote inclui novas linhas de crédito voltadas às companhias aéreas, com o objetivo de reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre o setor.

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