terça-feira, abril 21, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

mesmo com ano desafiador, produtor rural marca presença e busca conhecimento


A Tecnoshow Comigo 2025 voltou a movimentar Rio Verde (GO) com uma edição marcada pela excelência na organização, pelo engajamento dos produtores rurais e pelo reconhecimento de lideranças políticas e do cooperativismo goiano. O evento, referência no calendário do agronegócio brasileiro, recebeu visitantes de outros estados e países, consolidando seu papel como vitrine do campo nacional.

Governo de Goiás reafirma compromisso com o setor rural

O governador Daniel Vilela ao lado de sua equipe de secretários, em um gesto que, segundo ele, representa muito mais do que protocolo. “Nós nos fazemos presentes aqui em razão do reconhecimento e do prestígio a esse setor que alavanca, que é a grande referência econômica do nosso estado e do nosso país”, afirmou.

Vilela destacou ainda o alcance do evento, que ultrapassa as fronteiras goianas. “A feira representa o campo, o setor rural do nosso estado, e recebe pessoas de outros estados e de outros países.”

Organização como marca registrada da Tecnoshow

Para Cláudio Teoro, diretor de insumos e coordenador geral da Tecnoshow, a organização é o principal diferencial do evento. “A gente fica gratificado em receber palavras de conforto de que a feira está bem estruturada”, disse, reforçando o compromisso com a evolução contínua. 

“Espero que a gente possa contribuir mais ainda na parte de tecnologia e na equipe de colaboradores que fazem essa feira ser realmente diferenciada.”

Essa busca permanente pela excelência também é a filosofia do presidente do Conselho de Administração da Comigo, Antonio Chavaglia. “Quem está nos visitando esse ano tem que achar a feira melhor do que a edição anterior e, da nossa parte, a gente trabalha para que essa edição seja inferior à edição seguinte”, explicou. 

Chavaglia destacou ainda a dedicação da equipe ao longo do ano inteiro para garantir conforto, segurança, alimentação e limpeza aos visitantes. “A Comigo vem pela excelência e a gente tem conseguido demonstrar isso durante as edições da Tecnoshow.”

Cooperativismo como pilar do produtor rural

O presidente executivo da Comigo, Dourivan Cruvinel, reforçou o papel estratégico da cooperativa na vida do produtor. “A gente atua desde o projeto, com financiamento, fornecimento de insumos e suporte completo para a produção”, afirmou. O acompanhamento técnico é feito por agrônomos e veterinários no dia a dia das propriedades — e ao final do ciclo, a cooperativa também adquire a produção. 

“Esse trabalho é feito com muito compromisso e tem levado ao crescimento da cooperativa, que hoje conta com cerca de 3 mil cooperados.”

Produtor presente e atento mesmo em ano desafiador

A pesquisadora e cooperada Jurema Rattes participou da feira também como palestrante, abordando o manejo de pragas na cultura da soja. Para ela, o momento é de atenção redobrada no campo. “Estamos com a colheita da soja acontecendo e o plantio do milho sendo realizado. Tivemos a oportunidade de conversar com o produtor e levar informação nesse cenário.”

Jurema ressaltou o que considera um sinal positivo do setor: “A feira está de parabéns. Mesmo com um ano desafiador, vemos o produtor presente, participando, buscando conhecimento e fazendo negócios. Isso mostra a força do setor.”

Visitante de primeira viagem já planeja voltar

Quem chegou à Tecnoshow pela primeira vez também saiu impressionado. A visitante Ângela Monayra não escondeu o entusiasmo. “É a primeira vez que a gente vem, e a intenção é voltar. Está tudo incrível, muito bem organizado. É impossível não se impressionar com a estrutura.”





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Com guerra no Oriente Médio, preços dos fertilizantes chegam a crescer até 39%


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A escalada das tensões no Oriente Médio tem impactado o mercado de fertilizantes e os custos do agronegócio brasileiro e movimentos do setor pode agravar a situação. Segundo Maisa Romanelo, engenheira agrônoma e especialista em fertilizantes da Safras & Mercado, a paralisação de unidades da Mosaic no Brasil em Minas Gerais, que produziam cerca de 1 milhão de toneladas de fosfato, reforça a vulnerabilidade do país, altamente dependente de importações.

“Essa é uma notícia negativa para o setor, pois evidencia gargalos na produção interna e aumenta a dependência do mercado externo em um momento de preços elevados”, afirma.

A alta dos fertilizantes já é significativa desde o início do conflito. De acordo com Romanelo, a ureia subiu cerca de 39%, passando de US$ 550 para US$ 765 por tonelada no porto.
Outros produtos também registraram valorização:

  • Sulfato de amônio: alta de 27%
  • Nitrato: alta de 10%

Os níveis atuais de preços se aproximam dos registrados em 2022, durante a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Apesar do cenário de pressão, a especialista avalia que o risco de falta de fertilizantes no Brasil é baixo no curto prazo.

Segundo ela, o país ainda consegue importar de diferentes origens. No entanto, o principal impacto será no custo pago pelo produtor.

“O problema não é a disponibilidade imediata, mas o preço e o risco de concentração de demanda no segundo semestre, o que pode gerar gargalos logísticos”, explica.

A postergação das compras por parte dos produtores pode intensificar esse cenário, elevando ainda mais os preços e dificultando a entrega no momento do plantio.

Margens apertadas no campo

Com a alta dos fertilizantes e os atuais preços da soja e do milho, a relação de troca se deteriorou. Segundo Romanelo, os indicadores já estão nos piores níveis dos últimos anos.

A situação varia conforme o perfil do produtor, mas a tendência é de margens mais apertadas e maior necessidade de planejamento.

“Qualquer variável pode ter impacto decisivo na formação de custos e na rentabilidade. Isso exige decisões mais estratégicas”, afirma.

Estratégia de compra exige cautela

Diante da volatilidade, a recomendação é evitar decisões concentradas. Para o cloreto de potássio, que não sofre impacto direto do conflito, a orientação é antecipar compras, já que os preços seguem em alta gradual.

Já para fosfatados e nitrogenados, o cenário é mais incerto. A especialista recomenda compras parceladas e atenção às oportunidades de mercado.

“Não é o momento de concentrar todas as compras. O ideal é diversificar estratégias e acompanhar fatores como dólar, logística e evolução do conflito”, destaca.

Mesmo em caso de alívio geopolítico, a expectativa é de que os preços não recuem rapidamente. A normalização depende da retomada das exportações no Oriente Médio e da regularização das rotas logísticas.

Com isso, o cenário para a safra 2026/27 segue marcado por custos elevados, maior exposição ao mercado externo e necessidade de gestão mais rigorosa por parte dos produtores.

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Safra da noz-pecã deve se recuperar após dois ciclos consecutivos de quebra


Noz-pecã
Foto: Public Domain Pictures

A safra brasileira de noz-pecã em 2026 deve se aproximar de 8 mil toneladas, acima das projeções iniciais, favorecida pela regularidade climática e pela evolução no manejo dos pomares, conforme estivativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan).

O resultado ocorre após dois ciclos afetados por adversidades que comprometeram a produção. De acordo com o presidente da entidade, Claiton Wallauer, a tendência de crescimento já era percebida desde o período de floração entre outubro e novembro.

“O clima ajudou, deu chuvas regulares dentro do período, e há uma possibilidade de nós termos uma safra que pode passar das 7 mil toneladas, quase chegando a 8 mil toneladas”, projeta.

Segundo ele, além do volume, a qualidade da produção também se destaca neste ano. “E está se mostrando também a qualidade das frutas muito boas, isso tem sido relatado pelos produtores”, aponta.

Desafios do setor

O presidente do IBPecan considera que o principal desafio do setor é o aumento da produtividade, com foco em manejo e tecnologia. “O que se destaca muito, agora, na linha do manejo, é começarmos a aumentar as produções para chegarmos mais próximos das duas toneladas por hectare, saltando da média de uma tonelada por hectare”, pontua.

O dirigente aponta que esse avanço depende da adoção de técnicas de manejo e do uso de novos cultivares, com apoio de instituições de pesquisa e assistência técnica.

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Colheita de arroz no Rio Grande do Sul atinge 70% da área cultivada, aponta Emater


arroz
Foto: Freepik

A cultura do arroz no Rio Grande do Sul entra na fase final do ciclo, com cerca de 70% da área cultivada já colhida, de acordo com o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (9). As operações foram intensificadas nas últimas semanas, impulsionadas por condições climáticas favoráveis, que alternaram períodos de tempo firme com chuvas leves.

Segundo a Emater, “de modo geral, as produtividades confirmam o bom desempenho e refletem as condições favoráveis ao longo do ciclo”, resultado da adequada disponibilidade de radiação solar e do manejo hídrico eficiente. No entanto, ainda são observadas heterogeneidades relacionadas à logística de recebimento e à qualidade final do produto, especialmente quanto à presença de impurezas e ao rendimento industrial.

As lavouras que ainda permanecem estão em maturação, com pequena parcela em enchimento de grãos, indicando que a colheita deve se estender até o final de abril. A área cultivada chega a 891.908 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), e a produtividade projetada pela Emater-RS é de 8.744 kg por hectare.

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Estudo indica que 98% da matriz elétrica de Minas Gerais vem de fontes renováveis


energia renovável
Foto: Victor Fagundes / Sede

Minas Gerais deu um salto de 95% na geração de energia elétrica em menos de uma década. A produção total passou de 37.681 GWh, em 2015, para 73.478 GWh em 2024. Isso é o que mostra o Panorama do Setor Elétrico de Minas Gerais, publicado nesta quarta-feira (8) pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG). 

Outro destaque apontado na análise técnica é a predominância das energias renováveis no estado. Dados de 2024 apontam que as fontes fósseis de energia, compostas pelo gás natural e derivados de petróleo, representaram apenas 1,9% da produção elétrica do estado. Ou seja, cerca de 98% da energia produzida em Minas Gerais é oriunda de fontes renováveis.

Entre essas fontes, a energia solar cresceu significativamente nos últimos anos, e o estado lidera a produção nacional, respondendo por mais de 23% de toda a geração fotovoltaica do Brasil. O setor ganhou impulso significativo por meio de políticas públicas como o Sol de Minas. 

Coordenado pela Sede-MG, o programa garantiu capacitação para gestores públicos, desburocratização e incentivos fiscais. Desde 2019, foram atraídos mais de R$ 83 bilhões em investimentos privados para o setor, com previsão de 7,7 mil empregos diretos em 38 municípios.

“Minas Gerais combina uma matriz elétrica majoritariamente limpa e uma demanda intensiva em energia, o que representa uma grande oportunidade para atração de investimentos ligados à transição energética e um desafio importante acerca de ganhos de eficiência, modernização e planejamento”, destaca o superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Sede-MG, Raphael Evaristo Rodrigues.

Fontes renováveis crescem no estado

Com 73.478 GWh gerados em 2024, Minas Gerais registrou crescimento expressivo de 10,4% em relação a 2023, superando o desempenho médio nacional. Com isso, o estado ocupa a 4ª posição entre os maiores produtores de energia do país.

De acordo com o estudo, a matriz elétrica mineira apresenta um perfil amplamente renovável, e isso teve um impulso ainda maior nos últimos. Em 2015, as hidrelétricas responderam por cerca de 74% da geração estadual, seguidas pela biomassa com 15% e pelas fontes fósseis com 11%.

Em 2024, as fontes renováveis alcançaram 98% da geração, com a hidráulica respondendo 66%, a solar por 22%, a biomassa por 10% e as fontes fósseis recuando para para menos de 2%. Entre elas, a energia solar fotovoltaica apresentou o maior salto: de 6 GWh, em 2015, para 16.433 GWh em 2024, o que representa crescimento superior a 2.600 vezes em menos de uma década. 

Gráfico
Foto: divulgação/Agência de Minas

Consumo das indústrias

Pelo lado do consumo, Minas Gerais se diferencia do padrão brasileiro por concentrar mais da metade do consumo de eletricidade na indústria (52,39%), acima da média nacional (35,19%), refletindo a especialização do estado em setores eletrointensivos.

Ainda conforme o estudo, o setor residencial responde por 22,75% e o comercial por 13,66% do total, enquanto as demais classes – rural (5,53%), poder público (1,64%), serviço público (2,36%) e iluminação pública (1,58%) – somam cerca de 11%. Essa composição evidencia a concentração do consumo mineiro em usos produtivos, característica que diferencia o estado no contexto nacional.

Entre 2015 e 2024, o consumo total de eletricidade em Minas Gerais passou de 52,8 para 67,5 milhões de MWh, crescimento médio de 2,77% por ano, acima do ritmo nacional (2,10% a.a.).

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Aviso de perigo para chuva de 100 mm é publicado pelo Inmet para áreas de 10 estados


chuva

Aviso de perigo para chuva de 50 mm a 100 mm e ventos intensos entre 60 km/h e 100 km/h para toda a sexta-feira (10) foi publicado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com o órgão, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas em áreas dos seguintes estados (veja detalhes no mapa abaixo):

  • Rio Grande do Norte
  • Ceará
  • Piauí
  • Maranhão
  • Tocantins
  • Pará
  • Mato Grosso
  • Rondônia
  • Acre
  • Amazonas
Inmet áreas de chuva
Foto: Reprodução

O alerta de perigo é válido para 641 municípios (veja aqui a lista). Para obter mais informações sobre as áreas atingidas e áreas de risco, o Inmet recomenda que se obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

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Exportações de bovinos no 1º trimestre são recordes



O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura


Foto: Divulgação

O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura observado ao longo de 2025 permanece neste início de 2026. Segundo a série histórica da Secex, o volume embarcado no primeiro trimestre deste ano é recorde para o período.

De janeiro a março de 2026, foram exportadas 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 19,7% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,6% acima do registrado em 2024, segundo dados da Secex. Além do aumento nos volumes, pesquisadores do Cepea chamam atenção para a valorização da carne brasileira no mercado internacional.

Em março, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 5.814,80, alta de 3,1% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025. Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março, aponta o Centro de Pesquisas.

MERCADO INTERNO – Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate.





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ANP terá acesso a dados fiscais para combater fraudes em combustíveis


fiscalização posto de combustível
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei complementar que autoriza a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela a fim de melhorar a fiscalização. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25 foi aprovado na forma de substitutivo do relator, deputado Neto Carletto (Avante-BA). O texto condiciona a concessão ou autorização para exercício das atividades reguladas pela ANP à autorização de acesso a esse tipo de dados.

As empresas com outorgas de funcionamento já existentes deverão providenciar a autorização para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso serão definidos em regulamento.

De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais, incluindo Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) e Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e).

Melhora da fiscalização

A principal motivação do projeto é melhorar a fiscalização da obrigatoriedade de adicionar biocombustíveis (etanol e biodiesel) ao combustível de origem fóssil (gasolina e diesel, por exemplo). Casos de adulteração também poderão ser flagrados com os dados fiscais.

Em todos os casos, as informações e os dados compartilhados mantêm seu caráter sigiloso, nos termos do Código Tributário Nacional.

O relator da proposta, Neto Carletto, afirmou que a ANP estará apta a detectar inconsistências entre as informações que detém e os dados fiscais relacionados aos produtos comercializados, a partir do acesso a notas fiscais.

“Essas inconsistências, geralmente, estão relacionadas à ocorrência de crimes associados à adulteração de combustíveis, descumprimento das obrigações legais de adição de biocombustíveis a combustíveis fósseis e sonegação fiscal”, disse.

Carletto destacou que o projeto permite ampliar a fiscalização e combater crimes como lavagem de dinheiro. Ele citou a operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, que reuniu várias polícias no combate ao crime organizado na cadeia de combustíveis.

Convênios para acesso aos dados

O texto aprovado prevê 180 dias para a edição de regulamentos e assinatura de acordos e convênios necessários ao acesso aos dados das autoridades fiscais federais, estaduais e do Distrito Federal.

O projeto se antecipa à mudança de modelo tributário em 2027, quando começa a transição da reforma tributária, e inclui as informações sob responsabilidade do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS).

Os dados obtidos deverão permitir à ANP:

  • Validar a veracidade, integridade e completude de dados e informações declaratórias periodicamente coletadas pela agência;
  • Realizar análises e cruzamentos de dados necessários à fiscalização e à regulação do mercado no âmbito de sua competência; e
  • Elaborar estudos técnicos e análises setoriais.

Carletto propõe que o acesso aos dados e informações deverá ser por meio de soluções tecnológicas seguras operadas pelas autoridades fiscais ou por entidades e prestadores de serviços de tecnologia da informação por elas designadas.

Deverão ser seguidas normas relacionadas ao modelo tecnológico e à segurança da informação determinadas por essas autoridades fiscais.

ANP bancará os custos

A ANP deverá bancar todos os custos necessários ao acesso de dados, independentemente da forma, meio ou solução tecnológica a ser adotado, sem qualquer ônus para o Fisco que compartilhar os dados.

Os acessos deverão ser amparados por um contrato ou ajuste junto às entidades e aos prestadores de serviço, prevendo o ressarcimento dos custos de acesso e dos custos de sustentação dos sistemas informatizados envolvidos.

O acordo ou contrato deverá envolver ainda custos para manter a estrutura de tecnologia da informação adequada e suficiente para o acesso dos sistemas das autoridades fiscais.

Pelo Projeto de Lei, quando a ANP instaurar processo sancionador que possa ter repercussão na esfera tributária, ela deverá comunicar à Receita Federal ou à secretaria da Fazenda estadual ou do Distrito Federal, conforme o tipo de tributo envolvido daquela unidade da federativa.

Durante o debate sobre o projeto em Plenário, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) avaliou que o acesso da ANP é muito restrito e específico das notas fiscais para saber se empresas estão importando outros produtos e vendendo como se fosse gasolina.

Já o líder do Psol, deputado Tarcísio Motta (RJ), destacou que é preciso obter os dados fiscais para a ANP combater a adulteração dos combustíveis. “Através desses dados, vamos perceber a lógica da mistura dos componentes do combustível adquirido por determinado posto”, disse.

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Brasil: USDA mantém safra de soja em 180 mi t; produção mundial tem leve alta


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Importações de soja da China serão recorde, diz USDA. Foto: Nájia Furlan/Portos do Parana

O Brasil segue com projeção robusta para a soja. O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a estimativa da safra brasileira 2025/26 em 180 milhões de toneladas, em linha com o relatório anterior e ligeiramente acima da expectativa do mercado, de 179,8 milhões.

Para o Brasil, além da manutenção da projeção de 2025/26, o USDA revisou para cima a safra 2024/25, de 171,5 milhões para 172,5 milhões de toneladas.

Cenário global

No cenário global, a produção de soja para 2025/26 foi estimada em 427,41 milhões de toneladas, uma leve alta em relação ao número de 427,188 milhões projetadas em março. Para a temporada 2024/25, a previsão é de 428,15 milhões de toneladas.

Os estoques finais mundiais para 2025/26 ficaram em 124,79 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado (125,5 milhões) e também inferiores ao número de março (125,31 milhões). Já para 2024/25, os estoques foram estimados em 124,81 milhões.

Soja na Argentina

Na Argentina, a produção para 2025/26 foi mantida em 48 milhões de toneladas, enquanto a safra 2024/25 segue estimada em 51,11 milhões. As importações da China também permaneceram inalteradas, em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e 108 milhões para 2024/25.

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O papel do ministro ‘tampão’ e os possíveis impactos no novo Plano Safra


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André de Paula assumiu o Ministério da Agricultura no lugar de Carlos Fávaro. Foto: Reprodução/Facebook

A recente reforma ministerial, que atingiu quase metade das pastas do governo, traz um cenário de dualidade para o agronegócio brasileiro. Isso porque a estratégia do Palácio do Planalto é garantir a continuidade técnica, mas a troca de figuras políticas por gestores de carreira pode reduzir o poder de barganha do setor.

Quem avalia o cenário é o cientista político e diretor da Dominium Consultoria, Leandro Gabiati. “Colocar quem já está dentro do órgão facilita o processo, pois a pessoa já domina a pauta e o status de cada assunto. Isso possibilita reforçar o conceito de continuidade e evitar entraves”, afirma.

O especialista, no entanto, pondera que essa eficiência técnica tem um custo político. “Um ministro técnico não tem o peso e a autonomia de uma figura política com trajetória consolidada. Há uma perda de poder de decisão dentro de cada ministério”, explica.

A menos de três meses do novo Plano Safra, que começa a valer a partir de 1º de julho, a troca de gestão entra no radar do setor produtivo. Apesar disso, a avaliação é de que o desenvolvimento do plano não deve ser afetado.

O que é um ministro ‘tampão’?

No Brasil, a lei exige que ministros que queiram se candidatar a outros cargos no Legislativo saiam do governo seis meses antes da eleição. Com isso, o presidente da república precisa nomear alguém para seus respectivos lugares.

Com a saída de Carlos Fávaro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), quem assumiu foi André de Paula, que estava à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura. No caso do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), foi a ex-secretária-executiva da pasta, Fernanda Machiaveli, que ficou no lugar de Paulo Teixeira.

Apesar de amplamente utilizado, o termo ‘ministro tampão’ é uma forma informal de denominar quem assume o comando de um ministério por um período curto, como é o caso deste ano, com as eleições de outubro. A expressão também pode ser vista como crítica, uma vez que o ‘tampão’ acaba apenas cumprindo ordens.

Foco no Plano Safra e no equilíbrio fiscal

Para o consultor jurídico e ex-secretário de Política Agrícola do Mapa, José Carlos Vaz, a mudança não deve gerar uma paralisia imediata nas políticas do setor, uma vez que as peças-chave que desenham o Plano Safra permanecem nos cargos.

“As equipes na Fazenda, no MDA e na Agricultura estão mantidas. O secretário de Política Agrícola continua, e os novos ministros vieram das secretarias executivas”, reforça Vaz.

O desafio, segundo ele, reside no equilíbrio que o governo precisará fazer entre o seu público prioritário, que é a agricultura familiar, e a necessidade de capturar apoio do agronegócio em um ano de eleições.

“O presidente terá que balancear as vantagens eleitorais com o agronegócio, que já possui candidatos fortes e uma base ligada à oposição, enquanto tenta manter o equilíbrio fiscal para não gerar resistência no mercado financeiro”, avalia o consultor.

O “relógio” das eleições

Outro ponto de convergência entre os analistas é o curto prazo de gestão. Com o primeiro turno em outubro, os novos ministros têm, na prática, pouco mais de seis meses de “janela” efetiva de trabalho.

“Todo mundo em política pensa com a eleição como referência”, diz Gabiati. Para ele, embora a troca de quase metade do ministério seja vista como um elemento negativo pela perda de articulação, a normalização desse ciclo é necessária.

“Faz parte do ciclo democrático. Se a continuidade técnica for mantida, o impacto negativo da perda política acaba sendo diminuído”, finaliza.

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