domingo, março 29, 2026

Autor: Redação

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Agro brasileiro mostra na COP30 que é parte da solução climática



O papel da agricultura nas soluções para as mudanças climáticas e na segurança alimentar mundial foi o tema central da abertura do Fórum Planeta Campo, realizado nesta terça-feira (11) em Belém, durante a Conferência das Partes (COP30). O evento, que ocorre em paralelo à conferência do clima, é promovido pelo Canal Rural e reúne lideranças do agronegócio, pesquisadores e autoridades para discutir o papel do setor no desenvolvimento sustentável.

Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, declarou que o agro deve ser encarado como parte da solução para os maiores desafios da humanidade: clima e alimentação. “Precisamos produzir mais, mas de forma sustentável. A agricultura pode e deve fazer as duas coisas ao mesmo tempo”, afirmou. Tomazoni coordenou uma força-tarefa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para desenvolver propostas que integrem produtividade e sustentabilidade.

Papel do agro na sustentabilidade

O executivo ressaltou a importância do aumento da produtividade agrícola, aliado a programas de apoio técnico e financeiro aos pequenos e médios produtores. “O Brasil tem tecnologia de ponta, mas precisamos levá-la a quem mais precisa”, disse. Tomazoni também mencionou iniciativas como os Escritórios Verdes, que orientam pecuaristas na regularização ambiental e no aumento da eficiência produtiva.

O CEO da JBS destacou o uso de blockchain para rastrear animais e garantir transparência na cadeia da carne. “Criamos uma plataforma que permite monitorar fornecedores indiretos. Já temos produtos 100% rastreados nos supermercados”, completou. Tomazoni enfatizou que resultados práticos são essenciais para mudar a percepção negativa do agro brasileiro no exterior.

Reconhecimento do agro como aliado

Jai Shroff, CEO global da UPL, também defendeu o reconhecimento do agro na agenda climática, afirmando que as práticas adotadas nas fazendas brasileiras estão entre as mais sustentáveis do mundo. “Os produtores brasileiros são frequentemente acusados injustamente. O que vejo aqui são tecnologias e práticas transformadoras”, disse.

Shroff ressaltou a necessidade de instrumentos econômicos que recompensem produtores que adotam sistemas de baixo carbono. Ele mencionou que pequenos agricultores em países emergentes ainda enfrentam vulnerabilidades extremas, dependendo de uma única safra. “Precisamos apoiar esses produtores”, finalizou, referindo-se ao programa SCO, que incentiva práticas de descarbonização.

Com informações de: planetacampo.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Polícia apreende 750 kg de queijo transportado sem refrigeração no MA



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, nesta segunda-feira (10), em Balsas, no Maranhão, cerca de 750 quilos de queijo transportados sem nota fiscal em um veículo. Além dos laticínios, os agentes encontraram 116 celulares, 109 eletrônicos diversos, 45 cigarros eletrônicos, três canetas de medicação e uma caixa de som, todos sem documentação.

O caminhão não possuía sistema de refrigeração, requisito essencial para o transporte de laticínios. Os queijos eram levados sem controle de temperatura e sem as condições sanitárias adequadas exigidas para produtos perecíveis.

Diante da situação, foram identificados, em um primeiro momento, indícios dos crimes de descaminho, contrabando e transporte irregular de alimentos.

A equipe verificou ainda que o medicamento transportado era experimental, desenvolvido para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2, e não está liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo, portanto, proibido de ser comercializado no Brasil.

Também foi identificado o transporte de cigarros eletrônicos e similares (vapes, e-cigs, pods), produtos cuja comercialização é vedada pela Anvisa.

O queijo apreendido foi encaminhado à Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED-MA), enquanto as demais mercadorias foram entregues à Polícia Civil de Balsas (MA) para as providências cabíveis.



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‘Nós somos melhores, e eles sabem disso’, afirma Roberto Rodrigues sobre concorrência global



O primeiro painel do Fórum Planeta Campo, realizado nesta terça-feira (11) durante a COP30, teve como tema “Agro que alimenta e é solução climática – segurança alimentar e sustentabilidade ambiental”. O encontro reuniu lideranças do setor agropecuário, representantes de entidades e do governo para discutir o papel do agronegócio brasileiro na produção de alimentos e na preservação ambiental.

Participaram do debate Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura; Mauro de Nadal, deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar da COP30 de Santa Catarina; Rodrigo Justos, conselheiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e Luciana Furtado, coordenadora de Agronegócio da ApexBrasil.

A importância do diálogo entre produção e preservação

O deputado Mauro de Nadal abriu o painel destacando a atuação de Santa Catarina nas discussões sobre sustentabilidade e produção responsável. Segundo ele, o estado buscou um formato diferenciado de preparação para a COP30, com foco no diálogo entre produção e preservação.

“Santa Catarina lançou um processo diferente por essa COP. Quando soubemos que o Brasil sediaria o evento, buscamos um novo modelo de discussão para mostrar que em SC quem produz também preserva. O conceito de meio ambiente já se tornou o dia a dia do produtor”, afirmou.

O parlamentar ressaltou que 38% do território catarinense é formado por mata nativa, o que demonstra o comprometimento dos produtores com a preservação. Ele também defendeu incentivos fiscais e de crédito para quem investe em práticas sustentáveis.

O papel do agronegócio nas mudanças climáticas

O conselheiro da CNA Rodrigo Justos trouxe uma visão histórica da participação do setor nas Conferências do Clima. Ele contou que acompanha as COPs desde 2009 e que, naquela época, havia resistência em incluir a agricultura nas discussões climáticas.

“Quando comecei a andar pelos pavilhões, lembro que me perguntaram o que o Brasil estava fazendo lá. Expliquei que era da CNA e ouvi: ‘Você chegou adiantado e errado, porque os agricultores desmatam’”, relembrou.

Justos destacou que essa percepção começou a mudar graças à atuação da Embrapa e de entidades que vêm mostrando o papel do agro na mitigação das mudanças climáticas e na segurança alimentar mundial. “O Brasil insistiu na necessidade de dar enfoque ao setor agrícola, alimento em qualidade e em quantidade. É por isso que essa precisa ser também a COP da agricultura”, afirmou.

O representante da CNA reforçou a importância da comunicação para corrigir distorções e combater campanhas negativas. “A população rural hoje é minoria, por isso é muito importante comunicar e chamar ao debate”, alertou.

Desafios e responsabilidades do brasil

O ex-ministro Roberto Rodrigues reforçou a necessidade de o Brasil mostrar ao mundo que o agronegócio não é responsável pelo desmatamento ilegal, e sim por práticas sustentáveis e inovadoras. Ele também abordou a questão da concorrência internacional e os ataques sofridos pelo país.

“Nós temos concorrentes europeus e americanos que não conseguem competir conosco. Nós somos melhores, e eles sabem disso. Então, o que fazem para nos destruir? Misturam o que é irregular no Brasil, como invasão de terras e garimpo ilegal, e colocam tudo na conta da agricultura”, afirmou.

Rodrigues destacou que o setor precisa reagir com dados e transparência, afirmando que produtores são aliados à sustentabilidade ambiental.

Encerrando o painel, Luciana Furtado, coordenadora de Agronegócio da ApexBrasil, trouxe a perspectiva do comércio exterior e o papel estratégico do agro brasileiro nas soluções globais para o clima, a segurança alimentar e energética.

“A ApexBrasil trabalha com exportação e investimento no Brasil. Assim como todos que estão aqui, acreditamos que, diante dos dilemas globais, como mitigação das mudanças climáticas, segurança energética e alimentar, o agro é parte da resposta e da solução”, destacou.

Segundo ela, a agência atua em parceria com o Ministério da Agricultura (MAPA), o Ministério das Relações Exteriores e a CNA, promovendo o Brasil como fornecedor confiável de produtos agrícolas sustentáveis.

Com informações de: planetacampo.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como a soja encerrou a semana?


No estado do Rio Grande do Sul, o mercado opera em compasso de espera, segundo informações da TF Agroeconômica. “Em Não-Me-Toque, a saca de 60 kg foi cotada a R$ 121,00, com queda de -0,82%, refletindo o foco no campo e o baixo volume de novos negócios. Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,35%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,00/sc semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina segue o compasso climático da Região Sul, sendo afetada pela mesma instabilidade que atinge Paraná e Rio Grande do Sul. “Na comercialização, o estado acompanha o comportamento do mercado paranaense, que apresentou estabilidade em praças como Ubiratã e Castro. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 139,31 (-0,65%)”, completa.

No Paraná, a robusta estrutura de armazenagem das cooperativas, como a Copagril, será determinante para equilibrar o escoamento e evitar gargalos no pico da safra, garantindo fluidez no fluxo entre o interior e o litoral. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 143,50 (+0,17%). Em Cascavel, o preço foi R$ 127,82 (-0,31%). Em Maringá, o preço foi de R$ 129,95 (+0,09%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,73 (-0,28%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,31 (-0,65%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul mantém um ritmo de plantio constante, favorecido pela umidade presente na porção leste do Centro-Oeste. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,75 (-0,41%), Campo Grande em R$ 124,75 (-0,41%), Maracaju em R$ 124,75 (-0,41%), Chapadão do Sul a R$ 120,27 (+0,72%), Sidrolândia a em R$ 124,75 (-0,41%)”, informa.

No mercado físico do Mato Grosso, as negociações permanecem lentas e com variações modestas. “Campo Verde: R$ 121,33 (-0,11%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,00 (-0,46%), Nova Mutum: R$ 120,00 (-0,46%). Primavera do Leste: R$ 121,33 (-0,11%). Rondonópolis: R$ 121,33 (-0,11%). Sorriso: R$ 120,00 (-0,46%)”, conclui.

 





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como o plano nacional de rastreamento de bovinos pode ajudar o pecuarista



O Brasil, com o maior rebanho comercial do mundo, que conta com 238,2 milhões de bovinos, lançou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Bubalinos (PNIB). O objetivo é identificar cada cabeça de gado até 2032, uma meta considerada ousada.

Mais do que atender a exigências do mercado internacional, o rastreamento do rebanho, popularmente conhecido como “CPF do boi”, é uma ferramenta de gestão e compliance que pode transformar a pecuária e agregar valor à carne brasileira.

Objetivos do PNIB

Em entrevista ao Giro do Boi, a zootecnista Consolata Piastrella, CEO da Piastrella Rastreabilidade Animal, informou que o PNIB é uma política pública que busca segurança alimentar e padronização dos processos. Segundo ela, “a rastreabilidade traz a garantia de origem” dos animais, assegurando que foram produzidos em fazendas que cumprem as legislações ambientais e trabalhistas.

A implementação do PNIB é essencial para a reputação global do Brasil. Consolata Piastrella utilizou uma analogia para destacar a importância da rastreabilidade: “o Brasil deve deixar de ser apenas o ‘celeiro do mundo’ para se tornar um supermercado” que oferece produtos de alta qualidade, padronizados e certificados.

Confira:

Diferenças entre PNIB e SISBOV

É fundamental que o produtor rural compreenda a distinção entre o PNIB e o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (SISBOV). Enquanto o SISBOV é um protocolo de adesão voluntária e voltado para exportação à União Europeia, o PNIB é um programa de estado com implementação gradual e obrigatória.

A rastreabilidade não só otimiza a gestão do negócio, mas também assegura que os animais sejam produzidos com sanidade, bem-estar e sustentabilidade. Iniciativas como a distribuição de três milhões de tags para pecuaristas do Pará, doadas pela JBS-Friboi e Amazon, demonstram o engajamento da iniciativa privada nesse processo.

Com o rebanho totalmente rastreado, a carne brasileira poderá conquistar maior visibilidade e credibilidade no mercado global.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Casal de Mato Grosso transforma amor pela terra em exemplo nacional de sustentabilidade



O casal Miguel e Traute Reck, da Fazenda Caruru, em Mato Grosso, foi homenageado com o Prêmio Planeta Campo 2025 na categoria pequeno produtor. A premiação destaca sua dedicação à produção sustentável e ao respeito pela terra, refletindo em sua filosofia de vida: “Se você não preservar, você não tem futuro.”

A Fazenda Caruru, que se tornou um símbolo de cooperação familiar e sustentabilidade, começou sua trajetória nos anos 1980, quando o pai de dona Traute buscou novas oportunidades em uma região propícia à pecuária. Desde então, o casal tem se esforçado para unir rentabilidade à conservação ambiental, inspirando visitantes e a comunidade local.

Modelo de produção

Na propriedade, o sistema de cria e recria é utilizado para manter um ciclo produtivo eficiente. As vacas falhadas são engordadas e vendidas para o frigorífico. O rebanho, composto principalmente pela raça brahman, é criado a pasto e recebe suplementação mineral. O manejo é minuciosamente registrado e analisado, assegurando disciplina e metas claras.

Um extensionista que auxilia o casal destaca o nível de organização da fazenda, afirmando que é um modelo que busca evoluir a cada safra, com novos projetos e metas para duplicar a produtividade de forma sustentável.

Educação e futuro

Além de focar na produção, Miguel e Traute promovem a educação ambiental entre as novas gerações. Em parceria com a escola estadual local, criaram o programa “Adote uma Nascente”, que já envolveu cerca de 200 alunos em atividades de plantio e conservação. “Eles entendem o que é cuidar de verdade”, diz dona Traute sobre a experiência dos estudantes.

O casal também lançou o projeto Caruru Mil, que visa dobrar o número de vacas na mesma área em dez anos, sem aumentar a pressão ambiental. O plano é estruturado em três pilares: viabilidade econômica, justiça social e equilíbrio ambiental.

O reconhecimento nacional, segundo Miguel, traz uma nova responsabilidade. “A terra não é nossa, apenas estamos de passagem. Ela precisa continuar viva para quem vier depois”, afirma, dedicando o sucesso à esposa, aos filhos e à equipe da fazenda.

Com informações de: planetacampo.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Agricultura regenerativa faz Nestlé vencer Prêmio Planeta Campo na categoria Agroindústria



A Nestlé foi a vencedora da quinta edição do Prêmio Planeta Campo 2025, na categoria Agroindústria, em reconhecimento às iniciativas de agricultura regenerativa implementadas nas principais cadeias produtivas em que atua. A empresa tem metas globais de descarbonização e vem antecipando resultados no Brasil.

Segundo a head de Agricultura Regenerativa da Nestlé Brasil, Bárbara Sollero, o trabalho parte de um compromisso global de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2050. “Até 2030, nossa meta é reduzir em 50% as emissões. E já superamos o primeiro objetivo intermediário: em 2024, atingimos 21% de redução global, acima da meta de 20% prevista para 2025”, destacou.

A executiva explica que 70% das emissões da companhia estão ligadas à produção de matérias-primas agrícolas — o que torna o campo o ponto central da estratégia de descarbonização.

Brasil supera metas de agricultura regenerativa

O objetivo global da Nestlé era atingir, até 2025, 20% das matérias-primas provenientes de sistemas regenerativos. No Brasil, o resultado veio antes do previsto: em 2024, 41% das cadeias de café, cacau e leite já são abastecidas por fazendas que adotam práticas regenerativas.

As ações são conduzidas por meio de programas de sustentabilidade rural, com foco em manejo de solo, aumento da matéria orgânica e diversificação de espécies. “A diferença entre uma fazenda que aplica agricultura regenerativa e uma que não aplica já é perceptível, especialmente em períodos de veranico”, observou Sollero.

Sustentabilidade com impacto direto no campo

A head de ESG da Nestlé Brasil, Taissara Abdala Martins, reforça que a escala da companhia potencializa o alcance das iniciativas. “Hoje, mais de 15 mil produtores estão conectados à Nestlé, direta ou indiretamente. Todos são acompanhados e avaliados quanto às práticas sustentáveis”, afirmou.

Taissara destaca que o reconhecimento do Prêmio Planeta Campo, que chega à sua quinta edição, reforça o compromisso da empresa em transformar os sistemas alimentares de forma colaborativa. “A gente entende o tamanho da Nestlé e o impacto que essa escala pode gerar no campo. Receber esse prêmio é uma confirmação de que estamos no caminho certo”, disse.

Com décadas de atuação no desenvolvimento rural, a Nestlé mantém programas voltados à melhoria da produtividade, da qualidade do solo e do bem-estar das famílias produtoras.



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Estudo diz que beber café reduz risco de arritmia cardíaca



Um estudo inédito da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, e da Universidade de Adelaide, na Austrália, sugere que beber uma xícara de café diariamente pode evitar em 39% o risco do surgimento de arritmia cardíaca, que são batimentos irregulares e rápidos.

O eletrofisiologista da UCSF, Gregory Marcus, diz que “a cafeína é também um diurético, que pode reduzir a pressão arterial e, portanto, diminuir o risco de arritmia. Muitos outros ingredientes presentes no café também têm propriedades anti-inflamatórias que podem apresentar resultados positivos”, diz, em nota publicada pelo site Science Daily.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores das duas universidades conduziram testes clínicos em 200 pacientes que apresentavam quadros constantes de arritmia cardíaca (fibrilação atrial), histórico do problema ou condições correlatas.

Choque elétrico

Os pacientes foram submetidos a uma cardioversão elétrica, que é a aplicação de um único choque elétrico que busca restaurar o ritmo normal das batidas.

Após o procedimento, parte dos pacientes foi escolhida aleatoriamente para beber uma xícara de café com cafeína uma vez ao dia durante seis meses. Para a outra parte foi pedido para deixar de tomar qualquer substância com cafeína pelo mesmo período de tempo.

Ao final do estudo, o grupo que bebeu café teve risco 39% menor de ter arritmia. Um dos autores do estudo, Christopher Wong, da UCSF, explica que a pesquisa quebra um paradigma na medicina sobre o consumo de café por pessoas com problemas cardíacos.

“Médicos sempre recomendaram aos pacientes com arritmia cardíaca minimizar o consumo de café, mas esse teste sugere que o seu consumo é seguro e pode até mesmo proteger o indivíduo,” opinou.

Segundo dados do estudo, a fibrilação atrial ocorre mais comumente na população acima dos 60 anos e também em pessoas que estão muito acima do peso ideal. Nos Estados Unidos, o problema atinge cerca de 10 milhões de adultos.



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Agricultura tropical é peça central das negociações climáticas



A COP30 será histórica por dois motivos: é a primeira vez que a conferência ocorre na Amazônia e em um país com forte produção agrícola. Da porteira para fora, sustentabilidade e agropecuária podem parecer temas distintos, mas o setor é peça central na solução climática.

Esse é o propósito do ex-ministro Roberto Rodrigues, enviado especial da Agricultura para a COP30. Durante o Fórum Planeta Campo, nesta terça-feira (11), ele apresentou um documento com propostas para posicionar a agricultura tropical como pilar das soluções climáticas globais na conferência está sendo sediada em Belém.

Para isso, foi criado o Fórum Brasileiro de Agricultura Tropical, um espaço de diálogo para mostrar o agronegócio como parte estratégica dos desafios climáticos atuais. Além disso, a ideia também é mostrar o impacto positivo do setor na segurança alimentar e energética mundial.

Agricultura tropical e os seus desafios

O documento preparado por Rodrigues, junto a entidades representativas do agronegócio, já foi entregue ao presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago. Nele, o ex-ministro da Agricultura reúne oito propostas que reconhecem os desafios do setor, mas que também destacam a singularidade e sustentabilidade dos sistemas produtivos tropicais:

  • Reposicionamento político-diplomático: Defende que a agricultura tropical seja tratada como estratégica na agenda global, integrando produção, floresta e clima em políticas unificadas.
  • Adaptação e resiliência como diretrizes: Propõe colocar a adaptação no centro da agricultura tropical, com práticas sustentáveis e inovação voltadas à regeneração e à resiliência produtiva.
  • Centralidade da ciência, tecnologia e inovação: Aponta a necessidade de investir continuamente em pesquisa, extensão rural e bioeconomia para impulsionar uma agricultura de baixa emissão.
  • Compromissos financeiros para agricultura sustentável: Pede integração da agricultura aos mecanismos de financiamento climático, com recursos dedicados à transição de baixo carbono e valorização de florestas produtivas.
  • Financiamento para setores vulneráveis: Sugere priorizar recursos para áreas mais expostas aos impactos do clima, promovendo resiliência, segurança alimentar e justiça climática.
  • Integração das agendas de segurança alimentar e energética: Reforça a agricultura tropical como base da segurança alimentar e energética global, com destaque para a agroenergia na transição climática.
  • Coexistência de modelos produtivos sustentáveis: Reconhece a importância de diferentes modelos agrícolas e defende políticas complementares que respeitem as realidades regionais.
  • Bio-revolução na agricultura: Propõe consolidar o uso de soluções biológicas, como biofertilizantes e inoculantes, para reduzir emissões e fortalecer a saúde do solo.

Neste sentido, as propostas consolidam a visão de que a agricultura tropical deve ocupar um espaço central nas negociações climáticas globais, especialmente na COP30. Para Roberto Rodrigues, entretanto, o desafio é transformar o potencial produtivo e ambiental do setor em política de estado e posicionar o Brasil como referência mundial em soluções sustentáveis.



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