quarta-feira, abril 15, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Laboratório de solos investe R$ 5 milhões em tecnologia


O Brasil é referência no desenvolvimento de tecnologias altamente sofisticadas de diagnóstico e manejo de solos. Com esse histórico, o IBRA megalab, maior laboratório de análise de solo do Brasil, inicia um movimento estratégico de internacionalização após identificar oportunidades de atuação no mercado norte-americano, que em 2025 chegou a US$ 800 milhões, representando 27,3% do mercado global de análises de solo, de acordo com dados do Industry Research. Para viabilizar sua estratégia de expansão internacional, investiu cerca de R$ 5 milhões em um programa dedicado à transferência tecnológica no diagnóstico de solos.

Segundo o diretor do IBRA megalab, Armando Saretta Parducci, o objetivo é adaptar tecnologias desenvolvidas no ambiente tropical brasileiro para sistemas agrícolas de clima temperado, em um processo conhecido internacionalmente como “tropical soil diagnostics technology undergoing temperate adaptation”. Desse montante, aproximadamente R$ 3,5 milhões foram destinados ao desenvolvimento e validação científica das metodologias, enquanto R$ 1,5 milhão foi aplicado em iniciativas de promoção institucional, prospecção de parcerias e abertura de mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos.

A iniciativa também inclui projetos-piloto com produtores norte-americanos, voltados à validação de metodologias de diagnóstico baseadas na experiência brasileira, além da participação institucional do laboratório no Congresso Internacional de Agricultura de Precisão (ICPA), organizado pela International Society of Precision Agriculture (ISPA), que pela primeira vez será realizado no Brasil e reunirá especialistas, empresas e centros de pesquisa de diversos países.

Recentemente, durante uma viagem técnica aos Estados Unidos, Parducii confirmou que existe um espaço relevante para a tecnologia brasileira de diagnóstico de solos naquele mercado. “A visita aos Estados Unidos foi muito importante para validar uma percepção que já vínhamos discutindo internamente. Há um interesse crescente em tecnologias mais avançadas de diagnóstico de solo, especialmente aquelas que integram análise laboratorial com agricultura digital, mapas digitais de solo e métricas relacionadas ao carbono”, afirma.

Além disso, o laboratório teve acesso a 150 mil amostras de solo dos EUA para desenvolver uma tecnologia de análise específica para aquele mercado e as principais culturas locais. O movimento de internacionalização do laboratório busca justamente levar essa expertise para outros mercados agrícolas. A estratégia inclui parcerias tecnológicas, intercâmbio científico e possíveis operações voltadas à análise avançada de solos e serviços associados à agricultura de precisão.

Para Parducci, a expansão internacional também representa uma oportunidade de posicionar o Brasil como referência global em ciência aplicada ao solo. “A agricultura brasileira evoluiu muito porque fomos obrigados a entender profundamente nossos solos. Hoje temos tecnologia, conhecimento e profissionais capazes de contribuir com a agricultura em qualquer lugar do mundo”, conclui.

A expectativa é que iniciativas como essa ampliem a presença de tecnologias agrícolas brasileiras no exterior e reforcem o papel do Brasil não apenas como grande produtor de alimentos, mas também como exportador de conhecimento e inovação em ciência do solo.

Experiência

De acordo com Parducci, a experiência brasileira em trabalhar com solos de baixa fertilidade gerou um conhecimento técnico que hoje pode contribuir com novos desafios globais da agricultura, como o aumento de produtividade, a eficiência no uso de fertilizantes e a mensuração de carbono no solo.

A transformação do Cerrado em área fértil é principal exemplo brasileiro, sendo que nas últimas décadas, cerca de 20 milhões de hectares foram incorporados à agricultura comercial, graças a tecnologias de correção e manejo do solo. Nesse contexto, o IBRA megalab tornou-se uma das referências privadas nesse segmento no país, incorporando metodologias modernas de análise química e física de solos, além do desenvolvimento e integração com ferramentas de agricultura de precisão e plataformas digitais de diagnóstico agronômico e operações agrícolas.

Outro ponto destacado é que a agricultura moderna está passando por uma transformação impulsionada por dados. Nesse cenário, laboratórios deixam de ser apenas prestadores de serviço analítico e passam a ocupar um papel central na geração de inteligência agronômica. “No Brasil aprendemos que a produtividade começa no diagnóstico. Quanto melhor entendemos o solo, melhor conseguimos manejar nutrientes, água e carbono. Essa lógica está ganhando relevância globalmente”, ressalta o agrônomo.





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Dólar tem leve alta na abertura com guerra no Oriente Médio no foco


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SÃO PAULO, 27 Mar (Reuters) – O dólar oscila com leve alta nesta manhã de sexta-feira no Brasil, acompanhando o viés positivo para a moeda norte-americana no exterior, em mais um dia de apreensão com o andamento da guerra no Oriente Médio.

Às 9h08 o dólar à vista subia 0,33%, aos R$5,2750 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — avançava 0,69%, aos R$5,2800.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou o dia com alta de 0,70%, aos R$5,2574.

(Por Fabrício de Castro)

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Acordo UE-Mercosul abre nova era para o agro



A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros


A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros
A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros – Foto: Divulgação

A entrada em vigor provisória de um novo acordo comercial a partir de maio marca uma mudança relevante para o agronegócio brasileiro, ampliando não apenas as oportunidades de exportação, mas também a necessidade de adaptação a exigências mais rigorosas do mercado internacional. Em um cenário global cada vez mais orientado por critérios de origem, sustentabilidade e transparência, o desafio passa a envolver também a forma como o setor se posiciona.

Durante encontro promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (AMBRA), o conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília destacou que o acordo surge em meio à reconfiguração das relações comerciais e ao aumento da exigência do consumidor europeu. Nesse contexto, a apresentação do agro brasileiro tende a ter peso semelhante ao da competitividade produtiva.

A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros, especialmente com investimentos em rastreabilidade e certificações, capazes de melhorar a percepção no mercado europeu. Nos últimos anos, a imagem do setor foi impactada por debates ambientais, e apesar de avanços recentes, ainda há necessidade de uma atuação mais estruturada.

Três pontos passam a orientar essa estratégia: rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade. A comprovação de origem, a transparência na cadeia produtiva e a adoção de práticas alinhadas às exigências ambientais deixam de ser diferenciais e passam a ser condições básicas de acesso.

Na avaliação do presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o momento exige uma mudança de postura por parte do setor. “Estamos diante de uma oportunidade de reposicionar o agro brasileiro não apenas como fornecedor, mas como uma marca global. Isso passa, necessariamente, por uma comunicação mais estratégica e alinhada às demandas do mercado internacional”, afirmou.

 





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Safra de mandioca fica abaixo do esperado no Paraná


A safra de mandioca de 2025 no Paraná foi encerrada com área colhida de 140,1 mil hectares e produção de 3,6 milhões de toneladas, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Os números ficaram abaixo das projeções iniciais para o ciclo. De acordo com o relatório, “a safra de 2025 foi encerrada com uma área colhida de 140,1 mil hectares e uma produção de 3,6 milhões de toneladas”, enquanto no início do ano a expectativa era de “área colhida próxima de 150 mil hectares e produção superior a 4 milhões de toneladas”.

O boletim explica que a diferença está relacionada às características da cultura. Segundo o Deral, “tal diferença é explicada por uma peculiaridade da mandiocultura, que permite a condução de áreas por mais de um ciclo, sem a necessidade expressa de colheita como ocorre em culturas anuais”.

Ainda conforme o relatório, parte das áreas foi podada para continuidade do cultivo em vez de ser colhida. O documento aponta que “a poda de áreas para serem reconduzidas, em vez de colhidas, foi incentivada pela manutenção dos preços em patamares mais baixos”.

Em 2025, o preço médio recebido pelos produtores foi de R$ 552,19 por tonelada. O valor representa aumento de 5% em relação a 2024, quando a média foi de R$ 525,50, mas permanece abaixo do registrado em 2023. Segundo o Deral, o preço está “31% inferior à média de R$ 797,49 por tonelada registrada em 2023”.

O cenário de preços segue pressionado em 2026. De acordo com o boletim, “neste primeiro trimestre, os preços recuaram 21% em relação ao mesmo período de 2025”.

O relatório aponta que essa dinâmica influencia o manejo das áreas. Segundo o Deral, “essa dinâmica faz com que haja uma proporção cada vez maior de áreas de segundo ciclo em relação ao total, pois essas possuem produtividades maiores e pressionam ainda mais os preços”.

Ao mesmo tempo, a redução dos valores pode impactar a expansão do cultivo. O documento afirma que “a retração dos valores começa a fazer com que menos áreas de pastagens sejam arrendadas para o cultivo, visando ajustar a oferta”.

Outro fator apontado pelo boletim é o custo de arrendamento. Conforme o relatório, “os altos preços do arrendamento, baseados no inflacionado preço do boi gordo, acentuam essa dinâmica”.

Mesmo com esse cenário, a expectativa para 2026 indica aumento na área colhida. O Deral destaca que “as áreas de dois ciclos que devem ser colhidas em 2026 elevam a expectativa de crescimento para 6% na área colhida (148,6 mil hectares), com uma produção que novamente pode superar 4 milhões de toneladas”.





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Brasil pode ter chuva e queda de temperatura na Páscoa


O fim de semana de Páscoa deve ser marcado pela atuação de diversos sistemas meteorológicos no Brasil, com previsão de pancadas de chuva nas cinco regiões do país e queda de temperatura no Rio Grande do Sul. As informações são do Meteored.

De acordo com a previsão, já na Sexta-feira Santa o país registra chuva em diversos estados. Um cavado atmosférico associado a um sistema frontal atua sobre o Sudeste do Brasil, favorecendo a formação de pancadas de chuva em áreas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Segundo o Meteored, há risco de volumes expressivos em pontos isolados. “Há risco de chuvas de até 100 mm em alguns municípios pontuais. As tempestades também podem ocasionar rajadas de vento de até 100 km/h. Isso traz risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas (raios).”

Pancadas de chuva também devem ocorrer na região Centro-Oeste do Brasil, especialmente em Goiás e Mato Grosso. No Nordeste do Brasil, a previsão indica chuva em Maranhão e Piauí, além de precipitações mais fracas em áreas próximas ao litoral. Já na região Norte do Brasil, pancadas de chuva localizadas podem atingir todos os estados.

A tendência é que o cenário de instabilidade se mantenha durante o fim de semana, com registros de chuva em grande parte do território nacional. Ainda assim, alguns estados devem ter predomínio de tempo firme, como Bahia e Mato Grosso do Sul, além de áreas da região Sul.

No sábado (4), uma frente fria deve avançar pela Região Sul do Brasil, provocando pancadas de chuva moderadas. Inicialmente, o sistema atinge o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No domingo (5), as instabilidades podem alcançar o leste do Paraná.

De acordo com a previsão, os volumes associados a esse sistema podem chegar a cerca de 50 milímetros em algumas áreas. “Essas chuvas ocasionarão acumulados de até 50 mm – suficientes para causar alagamentos e pequenos transtornos, mas que não devem ocasionar grandes problemas para a população.”

Após a passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve avançar sobre parte do Rio Grande do Sul, provocando queda de temperatura, principalmente no sudeste do estado. As projeções indicam, porém, que o sistema não deve avançar de forma significativa para outras regiões do país durante o feriado.

O Meteored também aponta a possibilidade de formação de um novo sistema meteorológico no início da próxima semana. “Vale notar que na segunda-feira (6), uma ciclogênese ocorre na altura do Uruguai e do Rio Grande do Sul, impulsionando uma nova frente fria pelo Brasil ao longo da semana que vem. Isso pode fazer com que chuvas mais expressivas e uma queda mais intensa das temperaturas sejam registrados sobre a região Sul a partir da segunda-feira (6).”





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trabalhos científicos impulsionam a evolução da cotonicultura brasileira


A evolução da cotonicultura brasileira — hoje uma das mais tecnificadas e competitivas do mundo — passa, necessariamente, pela produção científica. No centro desse avanço estão os trabalhos desenvolvidos por estudantes, pesquisadores e professores orientadores, que conectam conhecimento acadêmico às demandas reais do campo e contribuem diretamente para decisões mais assertivas, produtivas e sustentáveis.

No Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), essa conexão ganha protagonismo. O evento se consolida como um dos principais espaços de difusão científica do setor, reunindo pesquisas aplicadas que dialogam com os desafios da cadeia produtiva — do manejo à qualidade da fibra, passando por sustentabilidade e inovação tecnológica.

Para quem está no início da trajetória, o impacto da pesquisa é imediato. Giovanna Mattos, estudante premiada na última edição do CBA, destaca o papel transformador da experiência. “Participar do congresso foi extremamente enriquecedor. Ter meu trabalho reconhecido como o melhor da categoria graduação representa um marco importante na minha trajetória acadêmica”, afirma. Segundo ela, a pesquisa científica “é fundamental para a evolução da cotonicultura brasileira, pois gera conhecimento que auxilia na tomada de decisão no campo e contribui diretamente para o aumento da produtividade e conservação dos recursos naturais”.

A jovem também reforça o papel do congresso como porta de entrada para o mercado. “É uma oportunidade única de aprendizado, troca de experiências e crescimento profissional. O contato com profissionais e empresas amplia a visão sobre o setor e fortalece o interesse em seguir na área”, completa.

Do ponto de vista de quem já atua na pesquisa, o reconhecimento também representa um estímulo para seguir avançando. Larissa Teodoro, pesquisadora premiada no último CBA, destaca que a ciência é a base para o desenvolvimento sustentável da cultura. “A pesquisa científica deve ser a rota principal para o avanço da cotonicultura no Brasil, pois permite decisões mais assertivas e economicamente viáveis em toda a cadeia produtiva”, explica.

Ela ressalta que, em uma cultura complexa como o algodão, cada decisão impacta diretamente o resultado final. “Uma escolha equivocada pode afetar produtividade, qualidade da fibra e sustentabilidade da produção. Por isso, a ciência se torna indispensável em todas as etapas”, pontua. Para Larissa, a diversidade de temas abordados nos trabalhos apresentados no CBA — que vão do aumento de produtividade à sustentabilidade e qualidade industrial — reforça o nível de maturidade tecnológica do setor.

Já na visão do professor orientador, o processo científico vai além da geração de conhecimento: é também um instrumento de formação profissional e de conexão com o mercado. Fábio Echer, orientador premiado na última edição do congresso, destaca o papel do CBA nesse ciclo. “A participação no congresso coloca os estudantes em contato com toda a cadeia produtiva, ampliando sua rede de relacionamento e contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional”, afirma.

Segundo ele, o caráter técnico do evento permite aproximar teoria e prática. “O CBA possibilita aos estudantes estabelecerem uma ligação direta entre a ciência e sua aplicação no campo, o que é fundamental para o processo formativo”, explica. Além disso, Echer destaca que os trabalhos científicos também cumprem uma função estratégica na troca de conhecimento. “É uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que os estudantes apresentam seus resultados, os questionamentos de produtores e técnicos geram novas ideias e hipóteses de pesquisa”.

Essa dinâmica contínua entre pesquisa e prática é o que sustenta o avanço da cotonicultura brasileira. Ao transformar dados em soluções e conhecimento em inovação, os trabalhos científicos apresentados no CBA reforçam o papel da ciência como um dos principais motores de desenvolvimento do setor — conectando gerações, integrando saberes e preparando o campo para os desafios do futuro.





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Governo do Estado adquire scanner de sementes que usa inteligência artificial



Scanner GroundEye com IA agiliza análise de qualidade de sementes no RS



Foto: Ascom Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) adquiriu um scanner de sementes chamado GroundEye, que utiliza inteligência artificial (IA). O equipamento de última geração está no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor) em Santa Maria, vinculado ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi). O investimento foi de cerca de R$ 177 mil, por meio do projeto estratégico de Descarbonização da Agropecuária.A principal finalidade é treinar a IA para identificar o vigor e a germinação de lotes de sementes. “Com essa ferramenta, pode-se ganhar tempo para se obter dados sobre a qualidade fisiológica da amostra de sementes avaliada”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do Ceflor, Evandro Missio.

O pesquisador conta que o princípio do equipamento é a captura de imagem através de duas câmeras dispostas abaixo e acima da amostra, permitindo que se tenha uma visão dos dois lados da semente. “Após a captura, as imagens são transferidas para um software instalado no computador acoplado ao equipamento. Com ele, é possível programar e treinar a IA para efetuar várias medições e determinações de variáveis de interesse – como peso, formato, coloração, espessura e rugosidade – num lote de sementes. Pode-se também medir o comprimento de plântula (planta jovem, recém germinada), obtendo-se mais de 300 informações por objeto”, conta.

Missio destaca que, além disso, o equipamento pode ajudar em projetos de pesquisa e coleta de dados científicos, com aplicabilidade para diferentes áreas de interesse – como entomologia, silvicultura, solos, microbiologia e forrageiras, entre outras. “O aparelho também vai qualificar a produção de mudas de espécies florestais nativas, com sementes mais padronizadas e selecionadas, que vão resultar em mudas mais adequadas para a restauração de plantas nativas”, explica.

Texto: Ascom SeapiEdição: Secom





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Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível


diesel
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Apenas os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram que não vão aderir à proposta de subsídio ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado, apresentada pelo governo federal.

A informação é do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira (2).

Segundo ele, 90% dos estados já aderiram à subvenção e dois ou três ainda avaliam a proposta e devem dar a resposta hoje ou amanhã (3). A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total é estimado em R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcado pela União e R$ 0,60 pelas unidades da federação. A equipe econômica apresentou a proposta aos estados após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível.

A nova ajuda se soma a outras medidas anunciadas pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores e o corte no PIS e Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

Com o PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

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Febre aftosa na China expõe fragilidade, e pode reabrir portas ao Brasil


carne bovina China
Foto: Liu Lei/Xinhua

A China abateu cerca de 51 milhões de cabeças de gado em 2025 e produziu pouco mais de 8 milhões de toneladas de carne bovina, mas consome perto de 11 milhões de toneladas por ano.

Essa diferença mantém o país como maior importador global, com cerca de 30% do consumo dependente do mercado externo, em contraste com cotas e sobretaxas que chegam a 55% para conter, justamente, as compras externas.

A notícia de febre aftosa na China vai além de um problema sanitário. Ela expõe a tensão entre a necessidade de produzir mais e os limites do sistema produtivo, e seus efeitos chegam diretamente ao Brasil, sobretudo pelas exportações de carne.

A China precisa produzir mais, mas não consegue abrir mão de importar. O ponto central está no modelo.

Mais de 98% das propriedades são pequenas, com cerca de 15 milhões de produtores operando em baixíssima escala, muitas vezes abatendo menos de 10 animais por ano. Mesmo assim, respondem por mais da metade da produção. É um sistema pulverizado, com pouca padronização e difícil controle sanitário.

Mesmo com taxa de desfrute elevada (30% a 45%), fruto de sistemas mais intensivos, a China produz menos carne por animal que o Brasil. Abate mais, mas extrai menos, um sinal claro de limitação estrutural. A produção pulverizada aumenta o risco, e reduz o controle.

A pressão recente agravou o quadro. Cerca de 70% dos produtores operam no prejuízo, levando à liquidação de plantel e ao abate antecipado de matrizes. O resultado é um sistema mais fragilizado e exposto a problemas sanitários.

Para conter o desequilíbrio, o governo limitou importações. O Brasil passou a operar com volumes restritos. Mas fechar o mercado não resolve o problema de base, e pode ampliá-lo.

A experiência da Peste Suína Africana é um alerta. Após perdas expressivas, a China avançou para um modelo mais verticalizado na suinocultura. Na bovinocultura, essa mudança ainda é lenta.

Quando a sanidade falha, o mercado externo vira solução, não opção. Se a febre aftosa avançar, a prioridade será garantir o abastecimento. E isso significa ampliar importações.

Nesse cenário, o Brasil ganha espaço. Tem escala, oferta regular e sistema sanitário reconhecido. Mas não é garantia, é oportunidade.

No fim, a lição é direta: não há atalho para a segurança alimentar. Quando a produção falha, o mercado se ajusta, e quem está pronto ocupa espaço.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Arroba do boi gordo: preços têm alta após notícia de febre aftosa na China


boi gordo China
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com elevação dos preços no decorrer desta quinta-feira (2). A dificuldade na aquisição de boiadas segue presente no mercado, mantendo escalas de abate encurtadas. O fator China, com a descoberta de focos de febre aftosa em centenas de animais do país, também ajudou a elevar patamares.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, alguns frigoríficos já sinalizam para redução de processamento diante de uma oferta ainda anêmica.

“Quando se trata da demanda, as exportações seguem aceleradas, em especial com destino à China, na mesma dinâmica já estabelecida em relação às cotas”, diz.

De acordo com ele, o foco de aftosa no gigante asiático é um ponto de atenção. “Se for apenas um caso isolado não haverá grandes alterações em relação a dinâmica já estabelecida em torno das exportações. A China pode se tornar mais presente no contexto da importação se a doença se alastrar pelo país a ponto de prejudicar de maneira mais incisiva o rebanho, o que por enquanto não parece ser o caso”, destacou.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 363,67 — ontem: R$ 361,83
  • Goiás: R$ 346,61 — ontem: R$ 341,96
  • Minas Gerais: R$ 351,76 — ontem: R$ 350,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 356,36 — ontem: R$ 351,93
  • Mato Grosso: R$ 360,14 — ontem: R$ 358,51

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta alta em seus preços no decorrer da quinta-feira, em especial nos cortes do dianteiro bovino.

Iglesias ressalta que o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços no curtíssimo prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Cortes de maior valor agregado, como a picanha, mignon, entre outros, acabaram apresentando recuos ao longo do dia. Por sua vez, a maior competitividade das proteínas concorrentes ainda é um limitador para altas mais consistentes no curtíssimo prazo”, disse o analista.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: se mantém a R$ 22,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: estabilizou a R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,1584 para venda e a R$ 5,1564 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1398 e a máxima de R$ 5,1943. Na semana, a moeda recuou 1,52%.

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