quinta-feira, abril 16, 2026

Autor: Redação

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Mercados operam com cautela à espera de decisão dos EUA sobre o Irã


Mercado
Foto: divulgação/ Agência Brasil

O mercado financeiro global inicia a terça-feira (7) em ritmo de cautela, à espera do fim do prazo estabelecido pelos Estados Unidos para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. O movimento reflete a incerteza sobre os próximos passos do governo americano e os possíveis impactos no fluxo de petróleo.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, enquanto os índices futuros recuam nos Estados Unidos e na Europa. O petróleo avança, os títulos do Tesouro americano (treasuries) sobem e o dólar opera próximo da estabilidade. No Brasil, a tendência é de acompanhar o aumento da aversão ao risco no exterior.

Prazo pressiona mercados

O Irã não deu sinais de que atenderá à exigência americana de reabrir o Estreito de Ormuz até o fim desta terça-feira. O prazo foi estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, com a ameaça de ataques à infraestrutura civil iraniana em caso de descumprimento.

A proximidade do horário limite mantém os investidores em compasso de espera, diante da incerteza sobre uma eventual ação militar ou recuo por parte dos Estados Unidos — cenário já observado anteriormente.

O governo iraniano rejeitou as condições impostas e sinalizou retaliação contra aliados dos americanos na região, elevando o risco geopolítico no Golfo, área estratégica para o transporte global de petróleo.

Agenda esvaziada

No Brasil, a agenda econômica tem poucos indicadores relevantes. O principal destaque do dia é a divulgação da balança comercial de março, prevista para as 15h.

No exterior, também não há indicadores de peso previstos, o que reforça o foco do mercado nas tensões geopolíticas.

Medidas para combustíveis

Diante da alta nos preços de energia provocada pelo conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para tentar conter o impacto sobre os combustíveis.

Entre as ações, está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel rodoviário, com divisão de custos entre União e estados. Para o diesel produzido no país, o subsídio será de R$ 0,80 por litro.

Também foi anunciada a isenção de PIS/Cofins sobre o biodiesel, o que deve gerar uma redução de cerca de R$ 0,02 por litro. O biocombustível representa atualmente 15% da mistura do diesel vendido no país.

No caso do gás de cozinha, a medida prevê subvenção de R$ 850 por tonelada de GLP importado, com impacto total estimado em R$ 330 milhões.

Além disso, o pacote inclui novas linhas de crédito voltadas às companhias aéreas, com o objetivo de reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre o setor.

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Não é só no Brasil: China limita alta de combustíveis para conter inflação


China
Foto: Freepik

A China decidiu limitar o aumento dos preços domésticos de combustíveis diante da alta global da energia provocada pela guerra no Oriente Médio. A medida busca reduzir o impacto inflacionário sobre consumidores e empresas. As informações são da Dow Jones.

Reajuste abaixo do previsto

Pelo mecanismo quinzenal de precificação, os preços da gasolina e do diesel deveriam subir 800 yuans e 770 yuans por tonelada, respectivamente.

No entanto, o governo optou por um reajuste menor: 420 yuans para a gasolina e 400 yuans para o diesel. As novas tarifas entraram em vigor à meia-noite desta terça-feira (7).

Volatilidade no petróleo

Desde o último ajuste, em 23 de março, os preços internacionais do petróleo têm apresentado forte oscilação, refletindo as incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma afirmou que continuará adotando medidas para proteger o mercado doméstico dos impactos externos.

Expectativa com a inflação

A decisão ocorre em meio à expectativa pela divulgação dos dados completos de inflação da China após o início da guerra.

Um levantamento do Wall Street Journal projeta que o índice de preços ao consumidor tenha se mantido em 1,3% na comparação anual em março. Já os preços ao produtor devem ter voltado ao campo positivo após mais de três anos em território negativo.

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Brasil amplia presença na China com DDGS e farinha de vísceras de aves


Recipiente, Porta, Navio.
Foto: divulgação iStock| Pixabay

O Brasil avançou na ampliação da presença no mercado chinês com a chegada das primeiras cargas de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) e o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao país asiático.

As informações foram divulgadas na segunda-feira (6) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Os embarques reforçam a estratégia de diversificação da pauta exportadora no principal destino do agronegócio brasileiro e ampliam as oportunidades para a indústria de coprodutos.

DDGS ganha espaço no mercado chinês

Coproduto do etanol de milho, o DDGS teve a exportação viabilizada a partir de demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) para abertura do mercado chinês.

Após a conclusão das tratativas sanitárias entre os dois países, o acesso foi autorizado em maio de 2025.

Em novembro do mesmo ano, os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG/DDGS. Como resultado, o primeiro navio com 62 mil toneladas do produto chegou ao porto de Nansha, em Guangzhou, no sul da China.

Farinha de aves amplia oportunidades

Já o envio da primeira carga de farinha de vísceras de aves, utilizada principalmente na alimentação animal, ocorre após a abertura do mercado, concretizada em abril de 2023, a partir de demanda da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra).

A operação amplia o potencial de exportação para a indústria nacional nesse segmento, com foco no aproveitamento de subprodutos da cadeia avícola.

Diversificação e peso da China

Segundo o Mapa, as iniciativas evidenciam o avanço na articulação entre governo e setor produtivo para abertura de mercados e ampliação da pauta exportadora.

Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China segue como principal destino das exportações do agro brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor.

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Ciclone no Sul espalha chuva e ventos de até 90 km/h; confira o alerta por região


primavera - ciclone - frente fria - país - previsão
Foto: NOA/Nasa/reprodução

A formação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e a Argentina intensifica as instabilidades no Sul do Brasil e influencia o tempo em outras regiões nesta terça-feira (7).

Segundo a Climatempo, o sistema favorece chuva forte, rajadas de vento e risco de temporais, com impactos que se espalham ao longo do dia pelo país. Confira a previsão por região:

Sul

Nesta terça-feira, a área de baixa pressão sobre o interior do continente se intensifica entre o Uruguai e a Argentina, dando origem a um ciclone extratropical sobre o Uruguai, que vai se deslocando aos poucos para a região litorânea entre esses dois países.

Com esse processo de formação, e da organização de uma nova frente fria, desde o início do dia há previsão de pancadas de chuva moderadas a fortes no sudoeste, noroeste, oeste, sul e litoral sul gaúcho.

No decorrer das horas, as instabilidades ganham força por demais áreas do estado gaúcho, avançando para a faixa oeste, noroeste, região central, Campanha e litoral sul, com chuva forte, raios, trovoadas, temporais e acumulados elevados em alguns pontos.

A influência marítima favorece chuvas fracas em áreas do litoral do Paraná e de Santa Catarina pela manhã. Ao longo do dia, as instabilidades aumentam e se espalham mais pelo Rio Grande do Sul, onde chove de maneira moderada a forte intensidade, com risco de temporais pelo estado, rajadas de vento e eventual queda de granizo, e a situação é de perigo para acumulados elevados de chuva no oeste, noroeste e interior gaúcho.

A atuação de um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera também favorece o aumento das instabilidades sobre o Paraná e Santa Catarina ao longo do dia, onde chove de maneira mais forte sobre os estados, e há alerta para temporais em SC, além de áreas mais ao sul e grande parte do centro-oeste do PR.

Com o avanço da frente fria e a maior nebulosidade e ocorrência de chuva, as temperaturas diminuem pelo RS, além de áreas do oeste, interior e pontos do sul catarinense e paranaense.

O mar segue mais agitado ao longo do dia pelo litoral da Região Sul, e as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h pela região, podendo chegar até 70 km/h em grande parte da metade norte do RS, além do litoral norte e médio, centro-oeste de SC e sudoeste do PR e, em alguns pontos, até 90 km/h.

Sudeste

Na região Sudeste, manhã com tempo mais firme em grande parte da região. Em áreas do litoral do Espírito Santo, a influência marítima favorece chuvas mais fracas, além do nordeste mineiro.

No sul e noroeste de Minas, além de alguns pontos do sul paulista, também há possibilidade de chuvas isoladas e fracas até o fim da manhã.

A partir da tarde e ao longo do dia, as instabilidades aumentam por grande parte do estado de SP, sul, sudoeste, oeste, Triângulo e noroeste mineiro, devido ao fluxo de umidade e à atuação de um cavado em níveis médios da atmosfera. Nessas áreas há chance de pancadas moderadas a fortes.

Enquanto em grande parte da faixa litorânea do ES e metade norte do estado, além do nordeste mineiro, as chuvas ocorrem de maneira mais moderada e, em alguns pontos do norte fluminense, chove de maneira fraca e isolada.

A partir da noite, áreas de instabilidade avançam para o oeste, sudoeste, interior e norte de São Paulo, com pancadas mais moderadas a fortes também.

Já nas demais áreas da região, incluindo grande parte de Minas e do Rio de Janeiro, o tempo segue mais firme.

As temperaturas permanecem mais elevadas na maior parte da região, enquanto no sul e interior mineiro o dia deve ser mais agradável.

O mar segue mais agitado ao longo do dia pelo litoral da região. E as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no oeste paulista, além da Região dos Lagos, no RJ.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, há previsão de pancadas de chuva no interior de Goiás e no norte e nordeste de Mato Grosso desde o começo do dia.

Ao longo do dia, o fluxo de umidade, o aquecimento diurno e a presença de perturbações em níveis médios da atmosfera favorecem o aumento das instabilidades em áreas do sul e faixa oeste de Mato Grosso, além de grande parte de Goiás, com pancadas moderadas a fortes, com trovoadas.

Em Mato Grosso do Sul, com a intensificação da baixa pressão sobre o Paraguai e norte da Argentina e com o processo de formação do ciclone e da frente fria, as instabilidades ganham força ao longo do dia. Chove de maneira moderada a forte intensidade pelo estado, com raios e rajadas de vento, e risco de temporais no sul e sudoeste.

Já no norte sul-mato-grossense e nordeste de GO, a chuva ocorre de forma mais fraca, e no nordeste e pontos do interior mato-grossense, o tempo segue mais firme.

As temperaturas seguem elevadas na maior parte da região, enquanto no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, com a ocorrência de chuva e maior nebulosidade, os termômetros diminuem um pouco.

E as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h em grande parte do Centro-Oeste e metade sul de MS.

Nordeste

Na região Nordeste, a influência marítima favorece pancadas de chuva desde o início do dia no litoral leste da região, enquanto a ZCIT mantém instabilidades na faixa litorânea norte.

Em áreas do sul e leste da Bahia também há chance de chuva de maneira fraca, enquanto nas demais áreas o tempo segue mais firme pela manhã.

Ao longo do dia, as instabilidades ganham mais força pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, metade norte do Piauí, grande parte do MA, além do nordeste, litoral e interior da Bahia.

Nessas áreas, as pancadas ocorrem de maneira moderada a forte intensidade, com risco de temporais isolados entre o leste do CE e oeste do RN e PB, litoral do RN e de AL.

Há risco de acumulados elevados no litoral de PE, onde a situação é de perigo, devido à atuação de distúrbios ondulatórios de leste, que são sistemas comuns no Nordeste, principalmente no outono e inverno, que se formam no Atlântico e avançam para o continente, trazendo chuva, muitas vezes mais intensa, especialmente para o litoral.

No sul e interior da Bahia, há chance de chuva mais moderada, enquanto nas demais áreas o tempo segue mais firme.

As temperaturas aumentam ao longo do dia e faz calor pela região.

E as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h pelo CE, RN, PB, PE, AL, SE, metade sul do PI e grande parte da metade norte da BA.

Norte

No Norte, há previsão de pancadas de chuva mais fortes desde o início do dia em áreas do Amazonas, Roraima, Acre e interior do Pará, devido à presença de umidade e perturbações na atmosfera.

A ZCIT também favorece instabilidades no Amapá, litoral e norte do Pará.

No decorrer do dia, a nebulosidade aumenta e as pancadas de chuva ganham força no Amazonas, Amapá, sul e oeste de Roraima, faixa norte e leste do Pará, além do norte e sul do Tocantins, Rondônia e Acre, onde as pancadas ocorrem de maneira moderada a forte e há risco de temporais no oeste do AM e do AC, além do litoral do AP.

Nas demais áreas do Pará, as chuvas ocorrem de maneira mais irregular, enquanto nas demais áreas do Tocantins e partes de Roraima, o dia segue com tempo mais firme.

As temperaturas aumentam à tarde e a sensação de abafamento permanece elevada.

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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnoshow COMIGO 2026 começa valorizando a força do agronegócio goiano


Teve início nesta segunda-feira, 6/4, a 23ª edição da Tecnoshow COMIGO, uma das principais feiras de tecnologia rural do Brasil e consolidada vitrine estratégica para inovação, geração de negócios e difusão de conhecimento no agronegócio. O evento, que tem como tema central “O Agro Conecta”, segue até o dia 10 de abril, no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO), reunindo produtores rurais, pesquisadores, empresas e especialistas de diversas regiões do país.

Presente no primeiro dia do evento, durante coletiva de imprensa, o governador de Goiás, Daniel Vilela, reforçou o apoio à feira, que, segundo ele, enaltece a competência dos goianos e a força do agronegócio, principal referência econômica do estado e do país. “Faço questão de estar aqui hoje, no início da Tecnoshow, não só para prestigiar este grande evento, mas também os produtores e o sudoeste goiano, região de alta produtividade e qualificação profissional rural. Nossa presença reforça, como governo do estado, o reconhecimento e o prestígio a esse setor que alavanca a economia goiana e brasileira”, destacou.

Também presente na coletiva, o prefeito municipal, Wellington Carrijo, enfatizou que a cidade está preparada para o fluxo de visitantes durante a feira. “Nosso comércio local espera um movimento semelhante ao do ano passado. Nossos hotéis estão com 100% de ocupação, impactando positivamente cidades vizinhas, como Jataí e Santa Helena, que também estão com a rede hoteleira aquecida. Sem dúvida, a Tecnoshow COMIGO é um orgulho para a nossa cidade e para todo o estado”.

O presidente do Conselho de Administração da COMIGO, Antonio Chavaglia, destacou o momento econômico desafiador do agronegócio e reforçou o papel da Tecnoshow na difusão de tecnologia para a agricultura e a pecuária, por meio da presença das empresas expositoras.

“Agradeço aos empresários que vieram prestigiar a feira, tanto os locais quanto os de outras regiões, além das instituições de pesquisa que estão aqui trazendo novas cultivares e lançamentos importantes para o setor. Esse movimento é fundamental para ajudar a reduzir a pressão sobre o agronegócio brasileiro. Vivemos um cenário delicado no país, com impactos que vão muito além do campo”, afirmou.

“Sabemos que o cenário mundial ainda traz muitas incertezas, com conflitos e impactos que afetam diretamente os custos dos insumos, do transporte e da produção. Por isso, é preciso cautela, planejamento e responsabilidade para atravessar este momento. Os altos custos do petróleo, dos insumos e do transporte tornam cada vez mais difícil garantir margem ao produtor, seja na agricultura ou na pecuária”, completou Chavaglia.

Ao final, ele também comentou a expectativa para a edição 2026. “Espero que este ano traga bons resultados para todos, permitindo que o produtor faça suas análises, avalie investimentos e encontre oportunidades”.

Após a coletiva, foram realizados a revista da guarda e o hasteamento das bandeiras no estande do Governo do Estado. Na ocasião, o governador, o prefeito de Rio Verde e o presidente do Conselho de Administração da COMIGO assinaram o termo que transfere a capital para o município até sexta-feira (10). Durante a Tecnoshow COMIGO, Rio Verde assume o posto de capital de Goiás.





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Mercado financeiro: Ibovespa, Petrobras e balança comercial; confira os destaques


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a tensão entre EUA e Irã elevou o petróleo, mas os mercados globais mantiveram resiliência. Bolsas de NY subiram moderadamente e o dólar ficou estável.

No Brasil, o dólar caiu a R$ 5,14 e o Ibovespa avançou aos 188 mil pontos, com Petrobras em destaque. Juros achataram, refletindo cautela do BC, e hoje o foco é a balança comercial e dados de atividade no exterior.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

potencial para investimentos internacionais no agronegócio goiano é tema de Diálogo com Embaixadas


Representantes de embaixadas da Tanzânia, Belarus, Irlanda, Canadá, Venezuela e Indonésia, além de um empresário da China, estiveram reunidos no Auditório 3 da Tecnoshow COMIGO 2026, nesta segunda-feira (6), para a reunião “Diálogo com Embaixadas”, parte da programação da feira realizada até 10 de abril, em Rio Verde (GO). 

No encontro das embaixadas nesta edição, instituições do setor apresentaram um panorama sobre a tecnologia desenvolvida e aplicada em Goiás, assim como os potenciais para investimentos no Estado.  

O gerente de Geração e Difusão de Tecnologia na Cooperativa COMIGO, Eduardo Hara, citou como exemplo o projeto de uma nova planta de processamento de soja em Palmeiras de Goiás (cidade a 177 km de Rio Verde), com capacidade para 6 mil toneladas/dia, além da construção de um terminal ferroviário de alta capacidade.  

“São passos fundamentais para acelerar nossa distribuição global e aumentar a eficiência operacional da cooperativa, afinal, nosso objetivo é entregar ao produtor o ambiente ideal para que ele supere desafios e continue produzindo em terra fértil, garantindo a sobrevivência e o abastecimento da humanidade”, afirmou. 

Nesse contexto, o chefe de Administração da Embrapa Soja, Rogério de Sá Borges, declarou que o protagonismo brasileiro é fruto de um trabalho intenso de tropicalização da cultura, permitindo que a soja seja cultivada em praticamente todas as latitudes do país, e que a ciência caminha para soluções cada vez mais naturais e específicas.  

“Na Embrapa, seguimos focados na estabilidade produtiva, garantindo que o material genético seja resistente a pragas e às variações climáticas cada vez mais severas”, definiu e acrescentou: “Na Embrapa trabalhamos em eixos como a genética avançada e os bioinsumos, utilizando soluções 100% naturais e altamente eficientes que, somadas à agricultura digital e ao uso de imagens multiespectrais, elevam o patamar de precisão e sustentabilidade da nossa produção”. 

Conectando o conhecimento científico ao mercado, o diretor de Mobilidade e Integração Global da Universidade de Rio Verde (UniRV), Ricardo Padilha, ressaltou que o conhecimento de ponta não precisa vir apenas dos grandes centros.  

“Por meio do nosso Agrohub, oferecemos um ecossistema onde indústria, produtores e academia trabalham juntos; também dispomos de fazendas inteligentes para testes em campo real e uma estação meteorológica própria para pesquisas em agricultura resiliente ao clima e atuamos como ponte definitiva entre o conhecimento científico e as soluções prontas para o mercado, garantindo que a tecnologia desenvolvida nos laboratórios chegue de forma eficiente ao produtor rural”, declarou. 

O docente do Instituto Federal de Goiás (IFGoiano), Gustavo Castoldi, pontuou a importância de uma infraestrutura laboratorial de excelência voltada para gerar soluções reais para o campo. “Esse formato permite que o governo, a academia e as empresas desenvolvam projetos em conjunto, de maneira rápida e flexível, validando soluções em ambientes reais de produção e garantindo que o conhecimento gerado pelos nossos 16 mil alunos chegue às mãos do produtor como um produto final eficiente”, resumiu. 

Impacto social que estimula o avanço do agro 

Se a inovação nasce nos laboratórios e centros de excelência dos institutos federais, é por meio da extensão rural que ela ganha escala e transforma a vida de quem está no campo. O diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater Goiás, Kin Gomides, defendeu para os representantes dos países que, com a assistência técnica correta, o pequeno produtor se emancipa e torna-se um empreendedor rural. 

“Exemplo disso é que, no último ano, atendemos mais de 15 mil famílias e vimos agricultores que iniciaram atividades do zero, como a produção de ovos, e hoje alcançam receitas acima de R$ 4 mil mensais. Eles estão devolvendo benefícios sociais porque se tornaram empresários produtores de fato”, complementou. 

Nesse sentido, o Sistema FAEG/SENAR apresentou o impacto da qualificação profissional e o papel das novas tecnologias na sucessão familiar. O analista de inovação do SENAR Goiás, Miguel Barbosa, destacou que a instituição atua conectando o conhecimento teórico às demandas reais do mercado por meio do Campo Lab, o hub de inovação do sistema que completa dez anos em 2026. 

“Fomentamos o surgimento de startups que resolvem gargalos de produtividade, garantindo que o jovem permaneça no campo com uma visão empreendedora e tecnológica, elevando o patamar de gestão de toda a cadeia produtiva. Assim, estamos garantindo que o conhecimento chegue a quem realmente faz o agro acontecer, desde a educação básica até a formação técnica especializada”, finalizou Barbosa. 





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Boi gordo inicia semana com alta nas cotações


Segundo a análise desta segunda-feira (6) do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo iniciou a semana firme, sustentado pela menor oferta de animais. A cotação do boi gordo e da vaca registrou alta de R$ 2,00 por arroba e R$ 3,00 por arroba, respectivamente. Já os preços da novilha e do chamado “boi China” permaneceram estáveis em relação ao levantamento de quinta-feira (2).

De acordo com o informativo, as escalas de abate estavam, em média, programadas para oito dias.

No estado de Alagoas, o mercado abriu o dia com valorização de R$ 3,00 por arroba na cotação do boi gordo, enquanto as demais categorias não apresentaram alteração nos preços.

Ainda segundo a Scot Consultoria, não há referência de preço para o “boi China” no estado.

As escalas de abate em Alagoas estavam, em média, para sete dias.

No mercado atacadista de carne com osso, a semana mais curta em razão da Sexta-feira Santa registrou menor ritmo de negócios, mesmo com a recuperação das vendas no varejo mais próximo do fim de semana, quando consumidores se preparam para o Páscoa.

Por outro lado, a menor disponibilidade de carne e a arroba do boi gordo sustentada limitaram possíveis ajustes negativos. “Com isso, a cotação de todas as carcaças casadas subiu.”

A carcaça casada do boi capão apresentou alta de 1,5%, equivalente a R$ 0,35 por quilo, enquanto a do boi inteiro avançou 1,7%, ou R$ 0,40 por quilo.

Para a vaca, a cotação da carcaça casada aumentou 1,1%, ou R$ 0,25 por quilo, enquanto a da novilha registrou alta de 0,9%, equivalente a R$ 0,20 por quilo.

Segundo a análise da Scot Consultoria, a expectativa para os próximos dias é de melhora no ritmo de vendas, com pedidos para reposição de estoques, o que deve sustentar o mercado.

No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio apresentou alta de 5,3%, ou R$ 0,35 por quilo, enquanto o preço do suíno especial recuou 1,0%, equivalente a R$ 0,10 por quilo.





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Citros avançam para fase de colheita no Rio Grande do Sul


O Emater/RS-Ascar informou, por meio do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2), que a citricultura no estado apresenta diferentes estágios de desenvolvimento conforme a região. Na regional de Frederico Westphalen, os pomares estão, em geral, na fase de enchimento de frutos e a colheita está prevista para o início de maio. Já ocorre a colheita da bergamota superprecoce Satsuma Okitsu. Os produtores mantêm tratamentos fitossanitários e monitoram o ácaro da leprose, praga que em anos anteriores causou prejuízos aos pomares, realizando controle com acaricidas recomendados associados ao uso de produtos biológicos.

Na regional de Santa Rosa, começou a colheita da laranja do céu e da bergamota Okitsu. As demais variedades seguem em fase de crescimento dos frutos, mas a falta de umidade no solo tem provocado queda, principalmente em áreas com solos mais rasos. A laranja Valência apresenta desenvolvimento reduzido. Também há registro de pragas e doenças, como cancro-cítrico, cochonilha e pulgão, além da recorrência de fumagina associada à presença da mosca-negra-dos-citros. Após chuvas recentes, houve aumento das colônias desses insetos, mas a baixa brotação de novos ramos e folhas tende a limitar a postura de ovos e manter a população estável.

Na regional de Caxias do Sul, produtores de Cotiporã realizam o raleio das bergamotas Caí e Pareci. Os frutos estão em fase de crescimento e surgem relatos de incidência de gomose e de mosca-das-frutas, que provocam perdas em algumas localidades em razão das condições climáticas. Também começou a colheita de variedades precoces, especialmente a laranja de umbigo precoce (Bahia), cultivada em áreas mais baixas e quentes, com comercialização na Ceasa/Serra ao preço de R$ 4,00 por quilo.

Na regional de Lajeado, o raleio das bergamoteiras para venda de frutos verdes destinados à indústria de óleo essencial está em fase final, e algumas empresas já encerraram o beneficiamento. Em Pareci Novo, o processo está praticamente concluído, com preço médio de R$ 12,00 por caixa de 25 quilos. Em São José do Hortêncio, produtores comercializam a bergamotinha a R$ 8,00 por caixa, enquanto em outros municípios há registros de valores de até R$ 7,00 por caixa de 25 quilos, situação que tem levado parte dos produtores a descartar os frutos no solo.

A colheita da bergamota Okitsu avança na região, alcançando cerca de 15% da área em Pareci Novo, que possui 26 hectares, 50% em São José do Hortêncio, com 20 hectares, e 70% em São Sebastião do Caí, também com 20 hectares. Os preços praticados são de R$ 45,00 por caixa de 25 quilos em Pareci Novo e São Sebastião do Caí e variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por caixa em São José do Hortêncio.

Nos pomares de laranjeiras, o informativo confirma cenário apontado no início do ano: áreas onde não houve controle adequado da larva-minadora (Phyllocnistis citrella) e do falso-ácaro-da-leprose, também conhecido como ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis), apresentam níveis mais elevados de cancro-cítrico (Xanthomonas citri subsp. citri) e de leprose dos citros, causada pelo vírus Citrus leprosis virus (CiLV). Segundo o levantamento, a situação evidencia a relação entre danos em folhas jovens e o aumento da suscetibilidade das plantas a infecções bacterianas e virais.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de mandioca é afetada pela estiagem



Mercado da mandioca registra preços estáveis



Foto: Canva

O Emater/RS-Ascar informou, no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2), que a cultura da mandioca apresenta cenários distintos nas regiões produtoras do estado. Na regional de Santa Rosa, são cultivados 6.329 hectares, com produtividade média inicial estimada em 17.052 quilos por hectare.

A colheita da nova safra está começando, mas a produção ficou abaixo do esperado em razão da estiagem registrada entre janeiro e março, período que afetou o desenvolvimento das plantas e a formação das raízes. Segundo o levantamento, “o preço médio pago ao produtor está em torno de R$ 6,00/kg de raiz in natura, e o aipim industrializado é comercializado de R$ 7,50 a R$ 10,00/kg”, valores que refletem a redução da oferta e as dificuldades enfrentadas ao longo do ciclo da cultura.

Na regional de Soledade, a mandioca está em fase de formação de raízes, com colheita de variedades de ciclo precoce. De acordo com o informativo da Emater/RS-Ascar, o preço permanece estável, variando entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa de 22 quilos no município de Mato Leitão.





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