sábado, abril 18, 2026

Autor: Redação

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El Niño ‘superpoderoso’ chega ao Brasil, traz ondas de calor e pode atrasar chuvas; saiba onde e quando


São Paulo; calor
Foto: Pixabay

Atenção: o El Niño deve retornar no fim de abril e se consolidar ao longo de maio, permanecendo ativo durante a primavera, o verão e até o inverno, com impactos diretos na safra de soja 2026/27. A tendência é que o fenômeno comece com intensidade moderada, mas que ganhe força ao longo dos meses, podendo evoluir para um cenário de “super El Niño”.

El Niño trará ondas de calor

Na prática, isso significa ondas de calor mais intensas e frequentes, além de um inverno quente em diversas regiões do país. Esse padrão também pode atrasar o início das chuvas da primavera, especialmente a partir de setembro.

Produtores do Centro-Oeste devem redobrar a atenção. A expectativa é de atraso na regularização das chuvas, que só devem se firmar entre a segunda quinzena de outubro e o início de novembro, um cenário semelhante ao observado em 2023. Até lá, o padrão climático deve ser marcado por temperaturas acima da média durante o outono, inverno, primavera e verão.

No curto prazo, os próximos cinco dias devem trazer condições favoráveis de chuva para áreas do Matopiba e do Sudeste. Já no Centro-Oeste, as precipitações tendem a se concentrar mais na porção oeste da região, influenciadas por uma área de baixa pressão sobre o Paraguai.

Próximos dias

Entre quinta (15) e sexta-feira (16), a formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil deve reforçar as chuvas nas regiões Sul, Sudeste e também em partes do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, os acumulados podem variar entre 40 mm e 50 mm ao longo de cinco dias.

No período entre 19 e 23 de abril, a previsão indica volumes expressivos de chuva para áreas do Piauí, Maranhão e Tocantins, com acumulados que podem ultrapassar os 100 mm.

O tempo em Sorriso (MT)

Em Sorriso (MT), a expectativa é de chuva no próximo fim de semana, com volumes entre 30 mm e 40 mm. Na virada do mês, os acumulados podem chegar a até 70 mm, o que deve favorecer o desenvolvimento do milho segunda safra, especialmente nas lavouras semeadas mais tardiamente. No entanto, a partir da segunda semana de maio, a tendência é de retorno do tempo seco na região.

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Biogás e biometano avançam no Brasil, mas produção ainda é desafio


Usina de Biogás - produção de energia gerada a partir de dejetos de suínos - em Medianeira, região oeste do Paraná
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O setor de biogás e biometano vive um momento de expansão no Brasil, impulsionado por avanços regulatórios e pelo aumento da demanda por fontes renováveis de energia. Apesar do cenário positivo, o principal desafio ainda é ampliar a escala de produção para atender um mercado em crescimento.

O tema será destaque na 8ª edição do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), que acontece em Foz do Iguaçu (PR) e deve reunir mais de 800 participantes, incluindo representantes internacionais. A programação inclui plenárias, rodadas de negócios, visitas técnicas e debates sobre inovação no setor.

“É um cardápio completo para quem se interessa pelo tema biogás e biometano”, destaca o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Airton Kunz.

Segundo o pesquisador, o Brasil já apresenta uma cadeia estruturada, com crescimento sustentável nos últimos anos. Parte desse avanço está ligada a políticas públicas, como o programa Combustível do Futuro, que inclui o biogás e o biometano na matriz energética nacional.

Outro ponto importante foi a atualização recente das normas que ampliam a participação do biometano na rede de gás natural, passando de 0,25% para 0,5%, o que reforça o ambiente favorável para o setor.

Demanda e produção

Apesar do potencial elevado, o país ainda precisa ampliar a produção para acompanhar a demanda. De acordo com Kunz, o consumo já está aquecido, o que exige investimentos e organização da cadeia para garantir oferta suficiente.

Entre as oportunidades estão o aproveitamento de resíduos da produção animal e agroindustrial, além do uso de culturas energéticas específicas para geração de biogás.

“Nós estamos trabalhando dentro da Embrapa com o tema, envolvendo as culturas energéticas, que são novas maneiras. São plantas utilizadas para a geração de biogás e biometano”, afirma Kunz.

Potencial no campo

O uso de biodigestores no Brasil não é novidade e já faz parte da realidade de muitas propriedades rurais. No entanto, o desafio atual é estruturar melhor essa cadeia, ampliando tanto a produção dentro das fazendas quanto em plantas industriais.

“O tema já é familiar ao agro brasileiro e a gente precisa agora realmente estruturar isso corretamente, desenvolver, continuar esse crescimento na cadeia, aproveitando esses materiais que nós temos dentro do agro”, destaca Kunz.

Serviços

Data: 14 a 16 de abril de 2026

Local: Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas

Endereço: Rodovia das Cataratas, Km 3,3 – Foz do Iguaçu, PR

Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB)
Foto: César Silvestro/Divulgação FSBBB

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AgroNewsPolítica & Agro

Demanda por café solúvel estimulam cultivo de conilon


O cultivo de café conilon tem avançado em Minas Gerais, impulsionado pela adaptação da cultura a regiões mais quentes e pela demanda da indústria de café solúvel, segundo informações do Sistema Faemg Senar. Embora ainda represente uma parcela menor da produção estadual em relação ao arábica, a variedade tem ampliado sua participação e contribuído para a diversificação da cafeicultura.

De acordo com a analista de agronegócios do sistema, Ana Carolina Gomes, a expansão ocorre principalmente em áreas fora dos polos tradicionais. “Com temperaturas mais elevadas e menor altitude, essas áreas apresentam maior aptidão para o cultivo, especialmente com o uso de irrigação”, explica. O avanço é observado em regiões como o Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e áreas do Noroeste do estado.

A demanda por café solúvel tem sido um dos principais fatores de estímulo. O conilon apresenta maior rendimento de sólidos solúveis, característica valorizada pela indústria de cafés instantâneos e bebidas prontas. O crescimento do consumo global, especialmente na Ásia e na Europa, tem ampliado o interesse pela cultura.

Segundo a analista, a adoção do conilon também está associada à rentabilidade e à estabilidade produtiva. “É importante destacar que o conilon não substitui o arábica, mas complementa a produção. Em muitas propriedades mineiras, produtores têm adotado sistemas híbridos, combinando as duas espécies para reduzir riscos climáticos e diversificar a renda. A estratégia também permite utilizar o conilon em áreas menos aptas ao arábica, fortalecendo a sustentabilidade econômica das fazendas”, ressalta.

Dados do setor indicam que, em 2025, o Brasil exportou 84,4 mil toneladas de café solúvel, com receita de US$ 1,1 bilhão. Em Minas Gerais, as exportações somaram 5,8 mil toneladas, gerando US$ 68 milhões. Entre os principais destinos estão Estados Unidos, Japão, Argentina e países do Leste Europeu e do Sudeste Asiático.

Apesar de ainda representar cerca de 2% da produção cafeeira mineira, o conilon registra expansão contínua. Em 2026, o estado conta com 11,1 mil hectares cultivados. Nos últimos cinco anos, a área cresceu 12%, com destaque para a região Leste, que teve aumento de 67%. Em 2025, a produção alcançou cerca de 584 mil sacas, alta de 50% em relação ao ano anterior.

A produtividade também tem se destacado. Enquanto o café arábica apresenta médias entre 20 e 40 sacas por hectare, o conilon pode variar de 40 a 80 sacas, podendo superar 100 sacas em sistemas irrigados. Em Minas Gerais, a média foi de 53 sacas por hectare em 2025, com previsão de crescimento.

O potencial de expansão é reforçado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que indica mais de 660 municípios aptos ao cultivo no estado. Ainda assim, a implantação da cultura exige maior nível de tecnificação, com necessidade de irrigação, manejo intensivo e uso de mudas clonais.





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Recria intensiva a pasto é o segredo para arroba mais barata na pecuária, dizem especialistas


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O programa Giro do Boi iniciou uma semana especial dedicada à Recria Intensiva a Pasto (RIP), reunindo especialistas como o zootecnista Rodrigo Gennari, da Fazenda Nota Dez, o pecuarista Eduardo Afonso, da Fazenda Seriema, e o consultor Guilherme Silveira. O debate enfatizou que uma recria bem conduzida é crucial para a produção da arroba mais barata em todo o ciclo pecuário.

Contrariando o manejo tradicional, que frequentemente negligencia os animais jovens, a RIP transforma essa fase em um motor de lucratividade nas propriedades rurais. Um ponto central discutido foi a desmistificação da ideia de que os animais em recria devem ser mantidos em pastos de qualidade inferior.

Confira:

Eficiência do animal jovem

Os especialistas ressaltaram que o animal jovem possui a maior eficiência biológica do ciclo, consumindo menos e convertendo mais alimento em tecido muscular. Produzir arroba nessa fase é mais econômico do que na terminação. A falta de uma recria adequada resulta em engorda cara, pois animais que chegam “vazios” ao cocho requerem mais tempo e investimento.

A RIP visa manter um Ganho Médio Diário (GMD) entre 700 e 800 gramas, assegurando que o animal cresça sem acumular gordura precocemente.

Exemplo prático

Direto de Santo Antônio do Leverger (MT), a Fazenda Seriema exemplifica como a recria intensiva pode multiplicar resultados financeiros e produtivos. Em 11 anos, a fazenda aumentou de 3 mil para 6 mil cabeças, atingindo uma lotação média de 4 animais por hectare. Enquanto a média nacional é baixa, a Seriema produz cerca de 50 arrobas por hectare/ano, com uma taxa de desfrute próxima de 100%.

O sucesso da Fazenda Seriema se deve, em parte, ao uso de suplementação entre 0,3% e 0,7% do peso vivo e ao tratamento do pasto como uma lavoura. Para garantir o retorno esperado da recria, especialistas elencam pontos fundamentais de manejo.

Mensagem aos produtores

A mensagem final para os produtores é clara: a recria não deve ser vista como um período de espera, mas como uma fase de produção intensiva. O investimento em tecnologia no pós-desmame resulta em bois prontos para a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) em tempo recorde, aumentando a rentabilidade e otimizando o uso da terra.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Seapi destaca calendário da soja no RS e reforça atenção ao período do vazio sanitário


Plantação de soja. Foto: Fernando Dias/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) reforça o calendário da soja no Rio Grande do Sul, com a definição do vazio sanitário entre 3 de julho e 30 de setembro.

Já o período de semeadura terá início em 1º de outubro de 2026 e seguirá até 28 de janeiro de 2027. As datas foram publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme a Portaria nº 1.579/2026.

Segundo o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, os períodos foram mantidos em relação às últimas safras. “Trata-se da consolidação de um importante instrumento de manejo do patógeno no estado, integrando defesa agropecuária e setor produtivo no enfrentamento à doença”, afirma.

O estado conta com o programa Monitora Ferrugem, que acompanha a presença de esporos e as condições climáticas, auxiliando técnicos e produtores na tomada de decisão ao longo da safra.

A ferrugem asiática é uma das principais doenças da cultura da soja, com potencial de causar perdas de até 90%. O vazio sanitário tem como objetivo reduzir a presença do fungo, sendo proibido o cultivo ou a manutenção de plantas vivas de soja por um período mínimo de 90 dias.

Após o vazio sanitário, o calendário de semeadura organiza o plantio e contribui para reduzir o risco de resistência da doença aos fungicidas.

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Brasil aumenta exportações de arroz em 144%, mas receita não acompanha o ritmo


lã niña influencia arroz
Foto: Unsplash

O Brasil exportou 685 mil toneladas de arroz (base casca) entre janeiro e março de 2026, número que representa um aumento de 144% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 281 mil toneladas do cereal.

A receita, por sua vez, cresceu 55%, fechando em US$ 159,7 milhões no primeiro trimestre do ano. Entre os principais destinos, destacam-se Venezuela, Senegal e México, conforme levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).

“Os meses de janeiro a março compreendem a entressafra do arroz. Nesse período em 2025, os estoques estavam baixos por causa das enchentes do ano anterior no Rio Grande do Sul. Com a safra maior em 2025, o Brasil retomou o fluxo normal de embarques neste ano”, observa a gerente de Exportação da Abiarroz, Beatriz Sartori.

Segundo ela, também houve recuperação das vendas aos Estados Unidos, mercado estratégico para o arroz beneficiado brasileiro, especialmente o polido, de maior valor agregado.

Arroz beneficiado

O arroz beneficiado pela indústria, que corresponde à metade do volume total exportado, registrou aumento expressivo nos embarques, de 106%, totalizando 349,5 mil toneladas durante o primeiro trimestre. Em relação à receita, o incremento foi de 21%, com US$ 75,4 milhões.

Para Beatriz, o descompasso entre o aumento de volume e de receita pode ser explicado pela alta oferta do produto no contexto global, o que consequentemente reflete no preço do grão.

“O preço do arroz sofreu forte queda, motivada pela volta da Índia ao comércio internacional em meio a uma safra recorde. O país asiático havia restringido as exportações de alguns tipos de arroz para recompor seus estoques internos, mas essa restrição foi derrubada”, justifica, acrescentando que a tendência é de manutenção dos volumes de exportação atuais a partir da nova safra.

Em relação às importações, o Brasil comprou, no primeiro trimestre, 386 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 85 milhões.

O volume representa um aumento de 7% e uma queda de 28,5% no valor, quando comparado ao mesmo período do ano passado. A maior parte do montante importado, 94%, corresponde a arroz beneficiado.

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Diamantina vai receber final do concurso de queijos artesanais de Minas Gerais em 2026


queijos
Foto: Pixabay

A cidade de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, foi escolhida para sediar a etapa final do Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais de 2026, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

O anúncio consolida a região como um importante polo de produção de queijos no estado e marca a 19ª edição de um dos mais tradicionais eventos do setor.

A escolha segue a estratégia da Emater-MG de promover o rodízio entre regiões caracterizadas pela produção de queijos artesanais, ampliando a visibilidade das diferentes origens e fortalecendo a cadeia produtiva em todo o estado. A final do concurso será no último trimestre de 2026.

Desde a adoção do formato itinerante, a etapa final da competição já foi realizada nos municípios de Coromandel, Serro e Itanhandu. A região de Diamantina foi reconhecida como produtora do Queijo Minas Artesanal em 2022.

A região abrange nove municípios: Diamantina, Gouveia, Datas, Monjolos, Couto de Magalhães de Minas, São Gonçalo do Rio Preto, Felício dos Santos, Senador Modestino Gonçalves e Presidente Kubitschek.

Diamantina, Minas Gerais
Foto: Pedro Vilela/MTur. Igreja Matriz de Santo Antônio_Diamantina

Para o produtor Ewerton Sebastião de Almeida, do Queijo Braúnas, sediar o evento representa um marco para a região. “Uma premiação dessa grandeza agrega valor a toda região. Os produtores vão ver de perto como é o concurso e a valorização do queijo. Vai mostrar também a importância da legalização. É uma expectativa muito grande”, afirma

A coordenadora técnica da Emater-MG, Maria Edinice Rodrigues, destaca que o caráter itinerante do concurso contribui para o fortalecimento do setor. “A Emater vem adotando essa metodologia de rodízio para ampliar a divulgação do concurso estadual. Quando realizamos de forma itinerante, a região se torna mais conhecida e há um intercâmbio entre os produtores das diversas regiões”, explica.

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Produtores de vinho comemoram safra recorde e uvas com mais de 15% de graduação alcoólica


produção de uvas para vinho
Foto: Divulgação Cooperativa Vinícola Garibaldi

A safra 2025/26 de uva no Rio Grande do Sul já dava sinais, em janeiro deste ano, que seria histórica, com produção estimada em 905 mil toneladas, conforme a Emater-RS. O número representa um crescimento de 10% sobre o ciclo anterior.

Além do volume, o clima também contribuiu para a qualidade da fruta, fato reconhecido e comemorado pela indústria. A vinícola Casa Marques Pereira, de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, por exemplo, destaca que a vindima de 2026 (período de colheita das uvas destinadas à produção de vinho) deve entrar para a história do município.

A empresa registrou um crescimento de 30% em relação ao ano anterior e alcançou um patamar elevado de maturação das uvas. “Tivemos seis variedades que atingiram graduação de vinho nobre”, afirma o sócio-proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, o que significa que as uvas apresentaram maturação polifenólica completa, com níveis de açúcar suficientes para originar vinhos com mais de 14,1% de álcool, conforme estipulado pela legislação brasileira.

Segundo ele, neste quesito, a uva Merlot chamou atenção ao atingir 15,7% de graduação alcoólica. “Nós fomos deixando na videira e virou, praticamente, um ‘amarone’. Nunca tínhamos visto algo parecido”, ressalta.

O sócio-proprietário também comenta outro ponto considerado raro: o desempenho da Pinot Noir. “É muito raro uma Pinot Noir atingir o nível de 14,3% de graduação alcoólica no Brasil.”

Já a Cooperativa Vinícola Garibaldi colheu mais de 30 milhões de quilos, quantidade que representa aumento superior a 10% em comparação à temporada passada.

“As condições favoreceram o desenvolvimento adequado dos vinhedos, garantindo bons índices de maturação, sanidade e potencial enológico das uvas”, observa o enólogo da empresa, Ricardo Morari.

Ao longo da safra, a cooperativa recebeu aproximadamente 60 variedades de uvas. Entre os grupos, cerca de 45% do volume destas variedades são de viníferas destinadas para vinhos e espumantes, enquanto os outros 55% são de variedades de uvas comuns, destinadas a vinhos de mesa e suco de uva.

O resultado da safra 2025/26 de uva no Rio Grande do Sul está diretamente ligado às condições climáticas ao longo do ciclo. O inverno com maior número de dias frios favoreceu a dormência das videiras, enquanto o regime de chuvas antes da frutificação contribuiu para o desenvolvimento uniforme.

O período de amadurecimento, por sua vez, foi marcado por baixa incidência de chuvas, fator essencial para garantir concentração, sanidade e qualidade das uvas.

O Rio Grande do Sul conta, atualmente, com 42.407 hectares de parreiras destinadas à indústria, de acordo com levantamento da Emater-RS.

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AgroNewsPolítica & Agro

Maior oferta reduz impulso altista dos preços



Movimento de valorização da mandioca perdeu força


Foto: Canva

 Com o aumento da oferta em algumas regiões, o movimento de valorização da mandioca perdeu força ao longo da semana passada. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores, em busca de capitalização ou da liberação de áreas para o planejamento da safra 2026/28, intensificaram a comercialização e a colheita, elevando a disponibilidade para as indústrias e reduzindo o impulso altista dos preços.

Nas próximas semanas, de acordo com o Centro de Pesquisas, a necessidade de caixa deve continuar a influenciar a oferta, enquanto a demanda industrial permanece aquecida, impulsionada pela recomposição de estoques. No médio prazo, o clima volta ao radar: a NOAA indica alta probabilidade de ocorrência de El Niño a partir de junho, com possível intensificação em agosto, o que tende a reduzir as chuvas no Centro-Sul.





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Alerta de perigo cruza o país: chuva de 100 mm e muita ventania; veja onde e quando


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Foto: Pixabay

Um alerta laranja, de perigo, foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para risco de chuva de até 100 mm e ventos que podem variar entre 60 km/h e 100 km/h.

O aviso é válido para toda a terça-feira (14) em uma faixa que cruza o Nordeste e o Norte do país (veja no mapa abaixo). Ao todo, 1017 municípios podem ser atingidos nas seguintes áreas:

  • Nordeste Paraense, Sul Cearense, Metropolitana de Recife, Oeste Maranhense, Norte Cearense, Noroeste Cearense, Central Potiguar, Sertões Cearenses; Oeste Potiguar, Sertão Pernambucano, Leste Maranhense, Sertão Paraibano, Agreste Paraibano;
  • Norte Maranhense, Borborema, Baixo Amazonas, Mata Paraibana, Mata Pernambucana, Sudoeste Paraense, Centro-Norte Piauiense; Jaguaribe, Centro Amazonense, Sudoeste Amazonense, Metropolitana de Belém, Centro-Sul Cearense, Metropolitana de Fortaleza;
  • Leste Potiguar, Centro Maranhense, Marajó, Agreste Potiguar, Norte Amazonense, Norte Piauiense, Agreste Pernambucano, Sul Amazonense, Sudeste Paraense, Sul de Roraima, Sudeste Piauiense.
alerta de perigo - Inmet
Foto: Reprodução

A lista completa de cidades que podem sentir os efeitos da chuva volumosa e dos ventos intensos está aqui.

De acordo com o Inmet, a severidade dos fenômenos climáticos pode ocasionar corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

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