sábado, abril 18, 2026

Autor: Redação

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Dia Mundial do Café: grão mantém destaque na economia brasileira há mais de 100 anos


grãos de café nas mãos
Foto: Pixabay

A relação entre café e mercado financeiro no Brasil é histórica e remonta a 1917, ainda na antiga Bolsa de Mercadorias de São Paulo. O contrato futuro de café arábica, no formato atual, foi lançado em 1978.

Celebrado em 14 de abril, o Dia Mundial do Café evidencia a força de uma das commodities mais relevantes da economia brasileira. Para além do consumo, o grão também movimenta o mercado financeiro.

Nos últimos anos, o avanço foi expressivo. O volume financeiro negociado praticamente dobrou, passando de R$ 23,2 bilhões em 2021 para R$ 47,2 bilhões em 2025.

Foram mais de 19 milhões de sacas negociadas ao longo do ano, média de aproximadamente 76 mil sacas por dia. Os números reforçam o peso do café no agronegócio e sua crescente presença no mercado de derivativos.

Certificação garante padrão e viabiliza entrega

Os contratos envolvem os dois principais tipos produzidos no país: o arábica, mais voltado à exportação, e o conilon, com maior presença no consumo interno. A negociação ocorre de forma padronizada, com critérios definidos de qualidade, volume, prazos e formas de liquidação, que podem ser financeiras ou com entrega física.

Para participar desse mercado, o café precisa atender a exigências técnicas. O processo passa pelo Laboratório de Classificação do Café da B3, que segue a Classificação Oficial Brasileira, definida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As análises incluem tipo do grão, defeitos, tamanho, cor, umidade e prova de xícara, que avalia aroma e sabor. Apenas os lotes aprovados são certificados para entrega física.

Em 2025, mais de 448 mil sacas de 60 quilos foram certificadas. O procedimento garante previsibilidade às operações e permite que produtores utilizem a estrutura da bolsa para comercializar a produção.

Hedge amplia previsibilidade no campo

No contexto do Dia Mundial do Café, o uso de instrumentos financeiros também ganha destaque. Os contratos futuros permitem ao produtor travar preços com antecedência, reduzindo a exposição às oscilações do mercado.

A estratégia é relevante em um setor sensível a fatores como clima, câmbio e oferta global. Com isso, produtores e indústrias conseguem planejar melhor o fluxo financeiro, enquanto investidores acessam um ativo diretamente ligado ao desempenho do agro.

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Boi gordo começa semana em alta e arroba sobe até R$ 5 no mercado


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado do boi gordo iniciou a semana com preços firmes e novos reajustes ao longo da cadeia pecuária, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) no boletim “Bom Dia do Boi”.

Apesar de um início mais cauteloso por parte de alguns frigoríficos, o movimento predominante foi de valorização.

De acordo com o Cepea, unidades de menor porte optaram por observar o mercado na segunda-feira (13), deixando compras mais intensas para os próximos dias. Já frigoríficos com necessidade de escala entraram no mercado pagando mais pela arroba.

“A semana começou com preços firmes, estáveis ou mesmo em alta em todas as áreas da cadeia”, destacou o Cepea.

Em alguns casos, os reajustes chegaram a R$ 5 por arroba, tanto para machos quanto para fêmeas.

Machos puxam valorização, enquanto fêmeas avançam menos

Mesmo com a alta generalizada, o ritmo de valorização não foi uniforme. De acordo com o Cepea, as fêmeas tiveram aumentos mais modestos em algumas regiões, refletindo a preferência dos compradores por animais machos.

“As vacas não têm recebido o mesmo ritmo de aumento que o boi, devido à preferência do mercado pelos machos.”

Além disso, a oferta de fêmeas segue mais restrita, o que também influencia as negociações.

Preços sobem em praças importantes

Levantamentos do Cepea mostram avanço nas principais regiões produtoras:

  • Colíder (MT):
  • Boi: R$ 355,48 à vista (+1,26%)
  • Vaca: R$ 325,27 (+0,46%)
  • Goiânia (GO):
  • Negociações entre R$ 335 e R$ 355
  • Alta diária de até 0,82% para machos
  • Fêmeas com comportamento misto, mas média em alta de 0,39%

No estado de São Paulo, o mercado também se manteve aquecido. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq registrou média de R$ 366,20 por arroba, com alta acumulada de 2,87% em abril.

Carne no atacado acompanha movimento de alta

O mercado de carne bovina também mostrou firmeza. Na Grande São Paulo, houve boa liquidez e reajustes nos preços:

  • Carcaça casada: R$ 25,19/kg
  • Ponta de agulha: R$ 21/kg (+0,74% no dia)

A expectativa é de um mercado mais movimentado nos próximos dias, com frigoríficos voltando às compras.

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Safra 2025/26 avança para recorde, mesmo com queda em cultivos como milho e arroz


Colheita de milho em Mato Grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A safra brasileira de grãos 2025/26 caminha para um novo marco histórico. Segundo o 7º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (14), a produção pode atingir 356,3 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no país.

O número representa crescimento de 4,1 milhões de toneladas frente à safra anterior e avanço em relação à estimativa divulgada no mês passado.

A área plantada deve alcançar 83,3 milhões de hectares, com aumento de 2%.
Já a produtividade média está estimada em 4.276 kg por hectare, leve recuo em relação ao ciclo anterior, mas ainda o segundo melhor desempenho da série histórica.

Soja lidera e pode bater novo recorde

Principal cultura do país, a soja deve atingir 179,2 milhões de toneladas, consolidando um novo recorde. A colheita já alcança 85,7% da área.

Mesmo com desempenho menor em alguns estados, de acordo com a Conab, a produtividade média nacional da oleaginosa é a maior já registrada, estimada em 3.696 kg por hectare.

Milho recua, mas mantém volume elevado

A produção total de milho está projetada em 139,6 milhões de toneladas, queda de 1,1% na comparação anual.

  • Primeira safra: 28 milhões de toneladas, com aumento de área (4,1 milhões de ha)
  • Segunda safra: 109,1 milhões de toneladas, recuo de 3,6%

A semeadura da segunda safra está na fase final, com lavouras entre germinação e floração.

Arroz, feijão e algodão têm queda na produção

Entre as principais culturas, o levantamento aponta retração:

  • Arroz: 11,1 milhões de toneladas (-12,9%), impactado pela redução de área
  • Feijão: 2,9 milhões de toneladas (-5,2%), mas com garantia de abastecimento interno
  • Algodão: 3,8 milhões de toneladas de pluma (-5,8%), com menor área plantada

Estoques e mercado de milho

A Conab também revisou os números do milho:

  • Estoque final: 12,8 milhões de toneladas
  • Exportações: 46,5 milhões de toneladas
  • Consumo interno: 96,5 milhões de toneladas

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Soja: dólar fraco sustenta cotações e Chicago firma ganhos


Colheita de soja
Foto: Pixabay
Os contratos da soja em grão registram preços mais altos na sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (14). O mercado encontra suporte na desvalorização do dólar, que atingiu o menor nível desde o início de março, aumentando a competitividade das commodities norte-americanas no cenário exportador. 

O movimento ocorre em meio à sinalização dos Estados Unidos de que mantêm negociações com Teerã em busca de um acordo, apesar do bloqueio aos portos iranianos.
 
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As expectativas de uma demanda mais firme por parte da China também seguem no radar. Em março, as importações chinesas de soja em grão totalizaram 4,02 milhões de toneladas,
alta de 14,9% na comparação anual. 

No acumulado de 2026, porém, o volume soma 16,58 milhões de toneladas, queda de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Administração Geral da Alfândega divulgados pela Reuters.
Os contratos com vencimento em maio operam cotados a US$ 11,65 por bushel, alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,23%, em relação ao fechamento anterior.
Na segunda-feira (13), a soja fechou em baixa. O mercado respondeu hoje ao cenário fundamental, de ampla oferta global da commodity. As preocupações com o encarecimento dos fertilizantes voltaram a ajudar a pressionar a oleaginosa.
Com os custos mais caros, por conta da alta do petróleo, em decorrência do conflito no Oriente Médio, o mercado avalia que a esperada transferência de área do milho pode ser ainda maior que o esperado. A ampliação do plantio de soja nos estados completa um quadro de pressão sobre as cotações, marcado pelas boas safras colhidas no Brasil e na Argentina.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,14%, a US$ 11,62 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,77 1/2 por bushel, com retração de 13,75 centavos de dólar ou 1,15%.

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USDA: condição da safra de trigo de inverno dos EUA piora levemente na semana


trigo transgênico
Foto: AEN

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta segunda (13) que 34% da safra de trigo de inverno do país apresentava condição boa ou excelente no último domingo (12), queda de 1 ponto percentual ante a semana anterior.

Na data correspondente de 2025, essa parcela era de 47%, disse o USDA em seu relatório semanal de acompanhamento de safra.

O USDA disse também que 11% da safra tinha perfilhado, em comparação a 8% um ano antes e 7% na média dos cinco anos anteriores. Quanto à safra de primavera, o USDA informou que o plantio estava em 6%, em linha com a data correspondente do ano passado e levemente abaixo da média de cinco anos, de 7%.

Milho, soja e algodão

O USDA afirmou também que o plantio de milho estava em 5%, ante 4% em igual período do ano passado e na média de cinco anos.

Quanto à soja, a semeadura estava em 6%, ante 2% um ano antes e na média de cinco anos.

O relatório mostrou também que produtores de algodão tinham semeado até o último domingo 7% da área total prevista, em comparação a 5% um ano antes e 7% na média dos cinco anos anteriores.

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AgroNewsPolítica & Agro

Falta de documentos já barra crédito no campo



Na prática, a falta de documentação adequada pode comprometer prazos


Na prática, a falta de documentação adequada pode comprometer prazos
Na prática, a falta de documentação adequada pode comprometer prazos – Foto: Pixabay

O processo de concessão de crédito rural passa por mudanças relevantes, com impacto direto na forma como produtores acessam financiamento. O foco, que antes se concentrava em indicadores produtivos e financeiros, agora avança sobre aspectos documentais e ambientais, alterando critérios de análise em toda a cadeia.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, com base em conteúdo apresentado no canal Pampa Gaúcho, esse movimento já é perceptível no dia a dia do setor. A exigência por regularidade em documentos como CAR, matrícula e licenças ambientais deixou de ser um ajuste possível ao longo do processo e passou a funcionar como critério decisivo para aprovação de crédito.

O tema foi discutido em conversa com a engenheira agrônoma Mônia Schluter, da Agroplan, que destacou mudanças na liberação de crédito rural e o aumento do peso da situação ambiental das propriedades. A análise aponta que os principais gargalos estão justamente na organização prévia dessas informações, etapa que muitos produtores ainda tratam como secundária.

Na prática, a falta de documentação adequada pode comprometer prazos, reduzir poder de negociação e até inviabilizar operações. A recomendação é que as pendências sejam resolvidas antes da busca por financiamento, evitando entraves no momento da análise bancária.

Esse novo cenário já produz efeitos em toda a cadeia produtiva, alcançando não apenas o produtor, mas também empresas ligadas à indústria e à comercialização. A tendência é de que a exigência por conformidade documental se torne cada vez mais central nas decisões de crédito.

 





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Petrobras vai retomar obras de unidade de fertilizantes em Mato Grosso


Petrobras
Foto: Agência Petrobras

O Conselho de Administração da Petrobras decidiu, nesta segunda-feira (13), pela retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, sediada em Três Lagoas (MS).

A implantação da unidade já havia sido aprovada pelo conselho em outubro de 2024, dentro Plano de Negócios 2026-2030. Para a conclusão do projeto, é estimado investimento de cerca de US$ 1 bilhão.

A ideia é que as obras sejam retomadas ainda no primeiro semestre deste ano e que a unidade entre em operação comercial em 2029. 

Paralisada desde 2015, a implantação da unidade voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes.

Unidade

O projeto prevê a produção de aproximadamente 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização.

A produção será destinada majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, principais produtores agropecuários do país.

A amônia é matéria-prima para os setores de fertilizantes e petroquímico. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano.

O agronegócio utiliza do produto nas plantações de milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de aplicação como suplemento alimentar para ruminantes.

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Chuva forte e calor marcam o dia no Brasil; saiba onde há risco de temporais


chuva forte ventania ciclone e frente fria
Foto: Pixabay

A terça-feira (14) será marcada por contrastes climáticos no Brasil, com áreas de instabilidade concentradas principalmente no Norte, Nordeste e parte do Sul, enquanto o tempo firme predomina em boa parte do Sudeste e Centro-Oeste.

Confora como fica a previsão do tempo para todo o Brasil, de acordo com a análise da Climatempo.

Sul: temporais e ventos fortes no Rio Grande do Sul

O dia começa com chuva fraca no litoral do Paraná e de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, há instabilidade já pela manhã, especialmente no sul e na Campanha. Ao longo do dia, o cenário se intensifica.

Áreas do oeste e sudoeste gaúcho podem registrar pancadas fortes e temporais, influenciadas por sistemas como baixa pressão e transporte de umidade. As rajadas de vento podem chegar a 70 km/h no litoral gaúcho.

Nas demais áreas da região, o sol aparece entre nuvens e as temperaturas sobem.

Sudeste: calor e ar seco dominam

A chuva aparece de forma mais localizada. Há previsão de precipitação no litoral sul de São Paulo pela manhã e, ao longo do dia, no Espírito Santo e em partes de Minas Gerais.

Mesmo assim, a maior parte da região segue com tempo firme, devido à atuação de um sistema de alta pressão.

O destaque fica para o calor:

  • Interior de São Paulo e Minas terão temperaturas mais elevadas
  • A umidade do ar pode ficar abaixo de 30%, exigindo atenção

Centro-Oeste: pancadas isoladas e calor

Mato Grosso concentra as principais instabilidades do dia. Chove desde cedo em áreas do oeste e norte, com trovoadas. Durante a tarde, a chuva se espalha e pode ganhar força em parte do estado.

Já em Goiás e grande parte de Mato Grosso do Sul, o tempo firme predomina, com calor.
Rajadas de vento podem atingir até 50 km/h em MS.

Nordeste: risco de temporais no litoral e no norte

A chuva se concentra no litoral e no norte da região. No litoral da Bahia, há pancadas fortes desde cedo.

Entre o Maranhão, Piauí e Ceará, o alerta é maior: há risco de temporais ao longo do dia, com aumento das instabilidades.

Outras áreas do Nordeste também registram chuva, mas de forma mais isolada. O calor predomina na maior parte da região.

Norte: chuva forte e sensação de abafamento

A instabilidade segue intensa. Estados como Amazonas, Pará, Amapá e Roraima têm previsão de chuvas fortes e temporais.

No norte do Pará, sul de Roraima e Amapá, o risco é mais elevado. Rondônia e Tocantins também registram pancadas, mas de forma mais irregular.
A sensação de abafamento continua em toda a região.


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Mercado surpreende em meio à tensão no Oriente Médio; confira no Diário Econômico


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta terça-feira (14), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que, apesar da tensão no Oriente Médio, os mercados passaram a reagir mais à chance de negociação do que ao risco bruto. O petróleo ficou abaixo de US$ 100, bolsas de NY subiram e o dólar perdeu força. No Brasil, o dólar rompeu R$ 5 e o Ibovespa renovou máxima histórica aos 198 mil pontos, com fluxo estrangeiro e queda dos juros longos.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de arroz deve seguir até o fim de abril


O Emater/RS-Ascar informou, em boletim divulgado na quinta-feira (9), que a colheita do arroz no Rio Grande do Sul alcança cerca de 70% da área cultivada. Segundo o levantamento, “as operações de colheita foram intensificadas e abrangem aproximadamente 70% da área cultivada”, favorecidas por condições climáticas com períodos de tempo firme intercalados com chuvas de baixa intensidade.

De acordo com o informativo, as lavouras avançam para a fase final do ciclo, com áreas remanescentes em maturação e uma pequena parcela ainda em enchimento de grãos. “A colheita se estenderá até próximo ao final do mês de abril”, aponta o relatório. A área cultivada no estado soma 891.908 hectares, conforme dados do IRGA, com produtividade projetada em 8.744 kg por hectare.

O boletim destaca que, de modo geral, os resultados refletem condições favoráveis ao longo do ciclo, como radiação solar e manejo hídrico adequados. Ainda assim, foram registradas variações relacionadas à logística de recebimento e à qualidade final do produto, especialmente quanto à presença de impurezas e ao rendimento industrial.

Na região de Bagé, a colheita avançou mesmo com chuvas isoladas. Em Alegrete, 75% da área já foi colhida, enquanto Uruguaiana registra 70%. Em São Borja, o índice chega a 45%, com produtividade em torno de 9.000 kg por hectare. Em São Gabriel, cerca de 70% da área foi colhida. Já em Dom Pedrito, o excesso de umidade em março provocou atraso relativo e colheita com maior teor de umidade, além de aumento de impurezas.

Na região de Pelotas, a colheita atinge 64% da área, com lavouras remanescentes majoritariamente maduras. Em Santa Maria, os trabalhos superam 60% da área, com produtividades acima de 8.000 kg por hectare e picos de 9.000 kg. Em Santa Rosa, a colheita foi concluída em Garruchos, com rendimento médio próximo de 9.000 kg por hectare. Na região de Soledade, os cultivos seguem com desempenho produtivo consistente, com parte das áreas ainda em diferentes estágios de desenvolvimento.





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