As exportações brasileiras de soja em grão devem alcançar 16,668 milhões de toneladas em abril de 2026, segundo estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Se confirmado, o volume representará um aumento de aproximadamente 23,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o país embarcou 13,496 milhões de toneladas.
O ritmo de embarques segue elevado ao longo do mês. Entre os dias 5 e 11 de abril, o Brasil exportou 3,881 milhões de toneladas de soja. Para a semana entre 12 e 18 de abril, a previsão é de novos embarques de 4,579 milhões de toneladas.
No acumulado de 2026, os embarques de soja já somam 43,750 milhões de toneladas, indicando forte demanda internacional pelo produto brasileiro.
Farelo de soja também avança
As exportações de farelo de soja também devem apresentar crescimento em abril. A Anec projeta embarques de 3,102 milhões de toneladas no mês, o que representa uma alta de cerca de 44% frente às 2,153 milhões de toneladas registradas em abril de 2025.
Na semana entre 5 e 11 de abril, o país embarcou 500,390 mil toneladas de farelo. Para o período entre 12 e 18 de abril, a expectativa é de 750,947 mil toneladas. No acumulado do ano, os embarques de farelo de soja já atingem 8,429 milhões de toneladas.
Nos último dias, os preços do arroz tiveram recuperação no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar da crescente, a liquidez do mercado segue baixa.
Pesquisadores relatam que produtores estão cautelosos, com seu foco voltado nas lavouras e no aguardo de melhores preços. Enquanto isso, compradores dão prioridade para produtos disponíveis nos estoques internos, receosos com a disponibilidade e os preços do cereal.
Em contraponto, impulsionadas pela necessidade e competitividade de produtos importados, as importações do arroz ganharam força no terceiro mês do ano.
De acordo com dados a Secex, a importação brasileira do cereal chegou a 176,1 mil toneladas no período, números que comparados a fevereiro subiram 55,67%. No comparativo ao mesmo período de 2025, a crescente foi de 70%. As quantidades são as de maior volume desde 2024.
Em março as exportações também tiveram avanços. Totalizando 240,7 mil toneladas, a quantidade é a maior registrada dos últimos três meses, 12,1% a mais que fevereiro e 78,79% em comparação anual.
O mercado do boi gordo segue com preços firmes em todo o Brasil, impulsionado pela oferta restrita de animais e pela necessidade de compra por parte dos frigoríficos. Na terça-feira (14), houve avanço nas negociações e melhora na liquidez em relação ao início da semana, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Apesar do maior volume de negócios, as escalas de abate continuam curtas, variando entre 5 e 8 dias na maior parte do país, o que mantém a pressão altista sobre os preços. Em algumas regiões, como no Pará, as escalas chegam a apenas 3 a 6 dias, reforçando a urgência de compra por parte da indústria.
Indicador Cepea acumula alta
Em São Paulo, o indicador do boi gordo Cepea/Esalq fechou a terça-feira cotado a R$ 367,05 por arroba, com leve alta diária de 0,23% e valorização acumulada de 3,10% no mês.
No mercado futuro, o contrato para abril/26 na B3 foi negociado a R$ 362,50 por arroba, com recuo diário de 0,14% e queda de 0,79% no acumulado mensal, indicando ajuste técnico após as recentes altas.
Outros indicadores também mostram firmeza no mercado físico. O boi magro em São Paulo foi cotado a R$ 4.425,31 por cabeça, enquanto o bezerro em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 3.356,62 por cabeça, com valorização mensal de 1,91%.
No atacado, a carcaça casada bovina também apresentou alta no mês. O boi casado em São Paulo foi negociado a R$ 25,22/kg, com avanço mensal de 3,19%, enquanto a carcaça da fêmea atingiu R$ 23,13/kg, acumulando alta de 4,05%.
Regiões enfrentam oferta limitada e negociações ajustadas
No Pará, as negociações se mantiveram estáveis, com preços entre R$ 340 e R$ 350 por arroba. A sustentação vem da baixa disponibilidade de animais e das escalas reduzidas dos frigoríficos.
Já no Rio Grande do Sul, a dificuldade de compra de boi gordo limita o ritmo do mercado. As escalas de abate partem de apenas dois dias, evidenciando a escassez de oferta. O preço médio do boi à vista no estado foi de R$ 24,65 por quilo de carcaça, com alta de 3,7% em abril, embora o mercado ainda apresente menor fluidez.
Em Dourados (MS), os pecuaristas seguem resistentes nas negociações, apostando em novas valorizações. Houve reajuste de R$ 5 por arroba, com negócios fechados entre R$ 350 e R$ 360. As escalas na região variam entre 6 e 8 dias.
Demanda no atacado reforça sustentação dos preços
No mercado atacadista, a demanda por carne bovina segue firme, com destaque para os cortes de dianteiro. Esse movimento tem levado frigoríficos a realizarem novos reajustes.
Na terça-feira, o dianteiro foi negociado a R$ 22,54/kg, com alta diária de 0,37%. A maior procura por esse tipo de corte contribui para a sustentação dos preços ao longo da cadeia.
Cenário segue positivo para a pecuária
O cenário observado na terça-feira reforça a tendência predominante desde o início do mês: preços firmes em todos os segmentos da pecuária, sustentados pela combinação de oferta restrita e demanda consistente.
A expectativa do mercado agora se volta para o comportamento das negociações nos próximos dias, diante de escalas ainda apertadas e produtores menos dispostos a vender nos níveis atuais.
A safra do café 2025/26 registrou queda nas exportações em relação a temporada anterior. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), no período de julho de 2025 e março de 2026, as embarcações tiveram total de 20,09 milhões de sacas de 60kg. Os números representam uma diminuição de 21,2% comparado com o intervalo de tempo do ano anterior. O volume registrado na parcial é o menor desde 2022/23.
Apesar disso, o mês de março ficou marcado por uma melhora. O acumulo chegou a 3,04 milhões de sacas, quantidade 15,4% maior que a de fevereiro.
Mesmo com a melhora no período, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ressalta que o cenário ainda é de restrição, visto que a produção menor da safra e os estoques nacionais historicamente curtos, continuam a limitar as saídas.
Produtores do grão que já dispõem de pouco café, além de capitalizados pelos altos preços ao longo da temporada, não enxergam motivos para pressa nas vendas.
De acordo com o centro de pesquisas, a exportação contida deve se manter até que a nova safra 2026/27 ganhe força. A previsão para esse aumento de corpo é para meados de maio.
A Embrapa e a Unipasto anunciaram o lançamento da BRS Carinás, primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens, nesta semana. A nova variedade é indicada para o bioma Cerrado e apresenta produção de até 16 toneladas de matéria seca por hectare, com destaque para a elevada produção de folhas e adaptação a sistemas integrados.
Entre as características, a cultivar apresenta baixa exigência em fertilidade do solo, com tolerância a ambientes ácidos e com baixos níveis de fósforo, além de maior capacidade de suporte animal e ganho de peso por área em comparação à cultivar Basilisk. Esses fatores ampliam o potencial de uso em sistemas de produção pecuária.
“É uma excelente alternativa para diversificar áreas hoje ocupadas pela cultivar Basilisk, também conhecida como ‘braquiarinha’. A Carinás se adapta bem ao período seco do ano e pode ser usada estrategicamente, como no planejamento de ser vedada no fim do verão e reservada para uso na época da seca”, afirma o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Sanzio Barrios.
A cultivar também pode ser utilizada em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com produção de palhada e forragem destinada ao pastejo na entressafra. Segundo as instituições, o material não interfere na produtividade de culturas anuais, o que amplia sua aplicação em sistemas integrados.
Até então, a Basilisk era a única cultivar disponível da espécie Brachiaria decumbens no mercado brasileiro, tendo sido introduzida no país na década de 1960. A nova cultivar amplia as opções para produtores que utilizam essa espécie forrageira.
Em comparação com a Basilisk, a BRS Carinás apresenta maior desempenho produtivo. “Quando vedada para uso no período seco, a BRS Carinás oferece 40% a mais de massa de forragem em relação à cultivar Basilisk, da qual a maior parte [53%] é material vivo [folhas e hastes]”, explica o pesquisador da Embrapa Cerrados, Allan Kardec Ramos.
Testes indicaram que a cultivar não apresentou acamamento, mesmo em áreas vedadas ou sob crescimento livre, característica relevante para materiais com maior porte e produção de forragem. Esse comportamento contribui para a manutenção da qualidade e facilidade de manejo.
Em relação à tolerância ao encharcamento, ensaios iniciais mostraram desempenho semelhante ao de outras cultivares amplamente utilizadas, com novos testes previstos em condições de solos mal drenados para ampliar a avaliação agronômica.
Em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária, a BRS Carinás demonstrou compatibilidade com culturas anuais, sem competição significativa, conforme testes realizados em consórcio com milho, o que reforça seu potencial de uso em sistemas produtivos diversificados.
As sementes da nova cultivar serão disponibilizadas por meio dos associados da Unipasto, com oferta prevista já no início do segundo semestre, permitindo a adoção pelos produtores no primeiro ano após o lançamento.
O Brasil vive hoje uma espécie de alucinação coletiva institucional. Nos salões de mármore da capital, a prioridade é o próximo palanque, a próxima emenda ou a próxima retaliação entre tribunais e plenários.
Do lado de fora, o país real lida com um cenário de terra arrasada. Esse abismo não parece figurar na agenda de prioridades do poder.
O teatro das instituições
Vivemos a era do “faz de conta”. Faz de conta que as instituições estão em harmonia enquanto o Legislativo sequestra o Orçamento.
Faz de conta que o Executivo governa, quando, na verdade, ele apenas reage. O país funciona hoje em modo de campanha eleitoral permanente. A realidade, porém, é brutal. O endividamento no Brasil atingiu níveis alarmantes e não escolhe CPF ou CNPJ.
O peso de um Estado sem freios
Nesse cenário, o governo gasta demais e parece não medir as consequências do amanhã. A conta da expansão desenfreada de gastos públicos chega rápido, seja via inflação ou pela manutenção de juros altos que travam o setor produtivo.
Não é apenas o Estado que está no limite. São famílias que não fecham o mês e empresas que operam no sufoco, esmagadas por uma política fiscal que ignora o rigor necessário para o país crescer.
A euforia que não chega à mesa
O descolamento da realidade é gritante quando olhamos para os indicadores financeiros desta quarta-feira (15).
Enquanto o Ibovespa flerta com a marca histórica dos 200 mil pontos e o dólar recua para a casa dos R$ 4,98, a Faria Lima parece viver em um país diferente daquele que habita os subúrbios.
O rali das bolsas, impulsionado pelo capital externo, é um espasmo de otimismo que não chega à mesa do cidadão comum.
Para quem deve ao cartão de crédito, o dólar baixo é uma abstração. Ele não reduz o peso dos juros, nem o custo de vida que segue corroendo o consumo.
Um comando voltado para o umbigo
Para piorar, o mundo lá fora não está para amadores. O cenário externo é de gravidade extrema, com conflitos geopolíticos que exigem um comando firme.
Mas o Brasil parece olhar apenas para o próprio umbigo. O governo perdeu a capacidade de conexão com as urgências práticas.
A comunicação oficial e a articulação política miram o eleitor de 2026. Ignoram o cidadão que precisa de respostas hoje. A gestão virou refém do marketing e da sobrevivência política imediata.
O risco do vácuo de confiança
Essa desconexão cria um vácuo perigoso. O cidadão percebe que o Estado gasta energia em brigas de poder enquanto sua vida financeira desmorona.
Com isso, a confiança nas instituições derrete. Instituições fortes não são aquelas que ocupam espaço na mídia com conflitos de autoridade.
São aquelas que entregam estabilidade. O que temos hoje é um teatro de sombras: muita movimentação, muito barulho, mas nenhuma solução para o abismo sob os pés dos brasileiros.
O Brasil não precisa de mais um capítulo de briga entre poderes. Precisa, urgentemente, voltar para a realidade. Antes que o “faz de conta” se torne um ponto de não retorno.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, nesta terça-feira (14), um projeto de lei que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil. A proposta foi encaminhada com urgência constitucional e, na prática, coloca fim à escala 6×1, modelo em que o trabalhador tem apenas um dia de descanso por semana.
A mensagem foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. O texto também garante dois dias de descanso remunerado por semana e proíbe qualquer redução salarial, tanto para contratos atuais quanto futuros.
Segundo o governo, a proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações para padronizar a nova jornada em todo o país. “Encaminhei ao Congresso um projeto que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada para 40 horas semanais, sem qualquer redução no salário”, afirmou o presidente em publicação nas redes sociais.
O que muda na jornada de trabalho
O projeto estabelece um novo limite de 40 horas semanais, mantendo a carga diária de até 8 horas. O texto também prevê ao menos dois dias consecutivos de descanso semanal, preferencialmente aos sábados e domingos, consolidando o modelo 5×2 como padrão.
A proposta determina que não haverá redução nominal ou proporcional de salários, nem alteração de pisos. A regra vale para diferentes regimes de trabalho, incluindo contratos integrais, parciais e escalas especiais.
Ainda assim, o texto permite flexibilização por meio de negociação coletiva. Modelos como a escala 12×36 poderão ser mantidos, desde que respeitada a média de 40 horas semanais.
Impacto para trabalhadores e mercado
De acordo com dados apresentados pelo governo, cerca de 37,2 milhões de trabalhadores no país têm jornadas superiores a 40 horas semanais, o equivalente a aproximadamente 74% dos empregados com carteira assinada.
Além disso, cerca de 14 milhões de brasileiros atuam na escala 6×1, incluindo 1,4 milhão de trabalhadores domésticos. O levantamento também indica que 26,3 milhões de celetistas não recebem horas extras, o que sugere jornadas mais longas na prática.
O governo argumenta que a ampliação do tempo de descanso pode melhorar a qualidade de vida, reduzir impactos na saúde e aumentar a produtividade. Em 2024, foram registrados cerca de 500 mil afastamentos por doenças psicossociais relacionadas ao trabalho.
Comparação com outros países
A proposta aproxima o Brasil de mudanças já adotadas em outros países. No Chile, a jornada está sendo reduzida gradualmente de 45 para 40 horas semanais até 2029. A Colômbia também está em processo de redução, de 48 para 42 horas até 2026.
Na Europa, jornadas de 40 horas ou menos já são predominantes. A França, por exemplo, adota carga semanal de 35 horas desde os anos 2000, enquanto países como Alemanha e Holanda operam, na prática, com médias inferiores a 40 horas.
Próximos passos
Como foi enviado com urgência constitucional, o projeto passa a tramitar com prazo reduzido no Congresso Nacional. Deputados e senadores terão de analisar a proposta antes de eventual aprovação ou alteração do texto.
A quarta-feira (15) será marcada por mudanças importantes no tempo em várias regiões do Brasil. A formação de um ciclone extratropical no Sul, associada a uma área de baixa pressão, aumenta o risco de temporais, ventos fortes e chuva volumosa, especialmente no Rio Grande do Sul.
Ao mesmo tempo, o padrão climático segue bastante contrastante no país. Enquanto parte do Sudeste enfrenta tempo firme e umidade baixa, áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste continuam com pancadas de chuva típicas do calor e da alta umidade. Esse cenário exige atenção tanto para volumes elevados de precipitação quanto para o risco de tempo seco em diferentes regiões.
Sul
O Sul concentra as principais instabilidades do dia. No Rio Grande do Sul, há previsão de chuva moderada a forte, com risco de temporais e acumulados elevados, principalmente no sudoeste, oeste e região da Campanha. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h, podendo chegar aos 70 km/h em áreas do sudoeste e litoral.
Em Santa Catarina, chove com mais intensidade no litoral, enquanto no Paraná a chuva é mais fraca e isolada na faixa litorânea. No restante da região, o tempo tende a ficar mais estável ao longo do dia.
Sudeste
No Sudeste, a chuva aparece de forma fraca e isolada no litoral, como no Espírito Santo, sul de São Paulo e região dos Lagos no Rio de Janeiro. No interior de Minas Gerais, também há chance de pancadas leves.
Nas demais áreas, o tempo segue firme, com sol entre nuvens e temperaturas em elevação. A umidade relativa do ar entra em atenção em áreas do interior paulista e do Triângulo Mineiro, podendo ficar abaixo dos 30%.
Centro-Oeste
A chuva ganha força ao longo do dia no Centro-Oeste. Há previsão de pancadas moderadas a fortes no sul e oeste de Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Mato Grosso, com risco de temporais isolados.
Durante a tarde, a instabilidade avança para o norte de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Nas demais áreas, o tempo segue firme, com calor e umidade baixa em pontos isolados.
Nordeste
O Nordeste terá chuva desde cedo no litoral da Bahia e na faixa entre Rio Grande do Norte e Sergipe. Ao longo do dia, as pancadas se espalham pelo interior, atingindo Maranhão, Piauí, Ceará e outras áreas da região.
Há risco de temporais principalmente entre Maranhão e Ceará, além do litoral norte da Bahia e áreas de Sergipe. Em parte de Pernambuco, a chuva ocorre com menor intensidade.
Norte: calor, umidade e pancadas intensas
Na região Norte, o calor e a alta umidade continuam favorecendo pancadas de chuva ao longo do dia. As instabilidades atingem grande parte dos estados, com possibilidade de chuva moderada a forte.
Há risco de temporais especialmente no Amapá e no nordeste do Pará. As temperaturas seguem elevadas, com sensação de abafamento predominando.
A segunda quinzena de abril deve ser marcada por temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, segundo informações do Meteored. A previsão indica que episódios de frio mais intenso ainda devem demorar a ocorrer, com a atuação de uma área de calor persistente no país.
Na primeira metade do mês, entre os dias 1º e 13 de abril, as temperaturas se mantiveram próximas da média, com registro pontual de frio e ocorrência de geada na Serra Catarinense. As mínimas ficaram entre a média e ligeiramente acima na maior parte do território, enquanto as máximas apresentaram comportamento inverso, ficando um pouco abaixo da média.
Para o período entre 20 de abril e 4 de maio, o modelo ECMWF, utilizado pela Meteored, projeta temperaturas acima da média em todo o país, com anomalias que podem chegar a 6°C. “A previsão para a segunda quinzena de abril indica uma bolha de calor persistente e temperaturas essencialmente acima da média”, informa a análise.
A tendência aponta que apenas na virada do mês há sinal de temperaturas dentro da média no Rio Grande do Sul, o que pode indicar a atuação de uma massa de ar frio, ainda que sem intensidade suficiente para alterar o padrão predominante.
De acordo com o modelo, a área mais afetada pelo calor deve abranger o norte da Região Sul, a metade leste do Centro-Oeste e grande parte do Sudeste, com anomalias entre 3°C e 6°C acima da média. O restante do país também deve registrar temperaturas elevadas, variando entre 1°C e 3°C acima dos valores habituais.
Esse padrão tende a se manter nas próximas semanas, com expansão da área de calor entre os dias 27 de abril e 4 de maio. Em contrapartida, algumas regiões devem apresentar temperaturas próximas ou abaixo da média em períodos específicos, como a metade sul da Região Norte e o litoral do Nordeste.
A previsão indica que o comportamento das temperaturas está associado à distribuição das chuvas. A tendência é de redução das precipitações no centro-leste do país, abrangendo áreas do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.
Segundo a análise, a atuação de um sistema de alta pressão deve inibir a formação de chuvas, favorecendo o aquecimento. Já regiões com previsão de chuva acima da média tendem a registrar temperaturas mais próximas ou abaixo dos padrões climatológicos.
Apesar do predomínio de calor, a previsão não descarta episódios pontuais de frio. “A previsão de temperaturas acima da média não necessariamente quer dizer que não teremos frio nas próximas semanas”, destaca o boletim.
Nesses casos, o resfriamento deve ocorrer principalmente durante a noite e o amanhecer, enquanto as temperaturas voltam a subir ao longo do dia, mantendo o padrão geral acima da média.
Para o fim do período analisado, especialmente na semana entre 27 de abril e 4 de maio, o Rio Grande do Sul pode registrar temperaturas dentro da média, associadas à passagem de uma frente fria, conforme indicam os dados de precipitação.
No morning call desta quarta-feira (15), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a sinalização de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu prêmios de risco e derrubou o petróleo. O Brent caiu 4,6% e o WTI quase 8%, enfraquecendo o dólar global e impulsionando bolsas em NY.
No Brasil, o Ibovespa renovou máxima histórica, com alta de 0,33%, e o dólar fechou em R$ 4,99. Juros recuaram com alívio inflacionário e fluxo estrangeiro seguiu sustentando ativos locais.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.